Em tempos de ofertas de vacinas falsificadas, é importante saber como estão sendo descartadas as toneladas de caixas de papelão e frascos de vidro das vacinas originais, após a aplicação do imunizante.

Elas podem voltar de forma falsificada e clandestina em sua apresentação original por meio da criminalidade dedicada aos remédios falsos. É o que se observa na área dos especializados com perfumes, uísque e outras bebidas com frascos exclusivos.

Até o dia 28 de abril, quando foi preso por venda de “vacina” contra a Covid-19 pelo WhatsApp (R$ 450 a R$ 600 a unidade) um jovem em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, sabia-se somente da venda e aplicação ilegal de uma falsa vacina em Belo Horizonte.

Possivelmente outras ofertas irão aparecer na internet, pelos antecedentes sobre remédios, conhecidos e divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) há vários anos.

Há muito tempo a OMS já estimava que cerca de 10% dos medicamentos comercializados em todas as partes do mundo eram falsificados.

Como referem Renato Lopes Hurtado e Marcelo Carvalho Lasmar na revista Cadernos de Saúde Pública, a falsificação de medicamentos e sua comercialização estão ligadas a organizações criminosas internacionais.

No Brasil, explicam, os remédios mais falsificados são os mais procurados, principalmente para a disfunção erétil e outros como os anabolizantes, emagrecedores e para o tratamento do câncer.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém um termo de cooperação com a Polícia Federal e participa do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, na parte de combate à falsificação de medicamentos.

Segundo relatórios anteriores, entre 2007 e 2011 foram apreendidas 115 mil unidades de medicamentos falsos e contrabandeados, 271 mil caixas de medicamentos controlados e 348 toneladas de fitoterápicos sem registro na Anvisa. As análises químicas foram realizadas no Setor de Perícias do Departamento de
Polícia Federal.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Recommended Posts