Com estados em colapso por Covid, Pazuello diz que sistema de saúde ‘não colapsou nem vai colapsar’

Em um momento em que várias capitais e estados registram superlotação leitos de UTI para Covid e que o país atinge a marca inédita de 2.349 mortes em 24h, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, gravou um vídeo nesta quarta-feira (10) em que afirma que o sistema de saúde está “muito impactado, mas não colapsou nem vai colapsar”.

A declaração vai na contramão de anúncios feitos por secretários da Saúde de diferentes pontos do país nos últimos dias, os quais tem apontado índices próximos de ocupação máxima dos leitos disponíveis para a doença, naquele que já é o pior momento da epidemia até agora.

Levantamento divulgado pela Folha nesta quarta mostra que apenas duas capitais têm hoje ocupação de leitos abaixo de 80% –enquanto 16 já se aproximam ou estão em cenário que indicaria um colapso, com entre 90% e 100% das vagas em uso.

No vídeo, Pazuello admite que o país vive um “momento grave”, mas volta a citar as variantes do novo coronavírus como a principal causa do problema –deixando de apontar outros fatores citados por especialistas, como a queda na adesão ao isolamento.

“Vivemos um momento grave no país, com muitas perdas de vidas que foram causadas principalmente pelas novas variantes do coronavírus. Nosso sistema está muito impactado, mas não colapsou nem vai colapsar”, afirma o ministro, que passa a fazer um apelo à população.

“Peço a cada brasileiro que cuide um do outro e siga as orientações básicas recomendadas e exigidas para proteção coletiva e nos ajude a cuidar do Brasil. É um momento que requer união nacional para que juntos possamos superá-lo.”

O ministro também volta a dar declarações contraditórias sobre o volume de vacinas previstas para o mês de março. Mais cedo, Pazuello disse em evento no Planalto ter garantidas de “22 a 25 milhões” de doses de vacinas para este mês.

Já na gravação, ele diz que a previsão é que a pasta alcance 46 milhões de doses distribuídas até o fim de março –o que indicaria 26 milhões de doses além dos 20 milhões já entregues.

A declaração contrasta com resposta dada pela pasta a pedido feito pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, sobre o cronograma de entrega de vacinas contra a Covid.

No pedido, eles perguntam se o cronograma apresentado pela pasta na última semana ao Senado estava mantido, o que o ministério confirma. O cronograma da época, no entanto, previa a entrega ainda neste mês de 8 milhões de doses da vacina indiana Covaxin –o que já não é mais citado em documentos recentes da pasta, tampouco pelo ministro na gravação.

A dificuldade em cumprir as previsões é citada por Pazuello no vídeo. Segundo ele, “o mundo ainda não tem oferta regular de vacinas, e vários laboratórios não estão cumprindo entregas”.

“Diante disso, cada país prioriza sua população. A dependência de insumos e vacinas leva-nos a manter ação diplomática de forma permanente que garanta cumprimento de nosso cronograma de produção e chegada de vacinas e insumos”, afirma o ministro, que enviou ofício à Embaixada da China com pedido de apoio nesta terça para obter doses da Sinopharm.

Apesar das dificuldades, o ministro volta a citar a previsão de vacinar metade da população brasileira “vacinável” (como os maiores de 18 anos) até a metade do ano. Diz ainda ter uma “unidade nacional indissolúvel” com estados, municípios e o Congresso para romper entraves.

SAÚDE DEVE FECHAR CONTRATO COM A PFIZER NESTA QUINTA, DIZ PACHECO

Rodrigo Pacheco afirmou que o governo federal vai fechar um acordo para obter as vacinas da Pfizer nesta quinta-feira (11). O presidente do Senado disse que ouviu essa informação do próprio Pazuello, em cerimônia de sanção de projetos de lei referentes às vacinas contra a Covid-19.

“E já amanhã se estabelece o acordo e o contrato com a Pfizer para aquisição das vacinas, o que é algo muito, muito significativo, em função inclusive do projeto sancionado, que permite a assunção de riscos pela União na contratação dessas vacinas, porque há uma imposição de cláusula restritiva por parte do laboratório para eventuais efeitos adversos no futuro”, disse.

Ele se refere à proposta de sua autoria aprovada pelo Congresso, que autoriza governos federal, estadual e municipal a assumir cláusulas mais polêmicas impostas por alguns laboratórios, como o caso da Pfizer. O projeto de lei também prevê abertura para que a iniciativa privada adquira vacinas.

Nesta semana, Bolsonaro se reuniu com o CEO da Pfizer e anunciou a entrega de 14 milhões de doses da imunização até junho. No total, o governo federal negocia 100 milhões de doses com a empres americana.

Após cobrar do Ministério da Saúde na semana passada provas de que não é negacionista e afirmar que tem instrumentos legislativos para dar assistência para a população, Pacheco afirmou que a CPI não é um “instrumento necessário” para resolver o problema da vacinação no Brasil.

Pacheco tem em mãos um requerimento de CPI da Covid com assinaturas necessárias para sua instalação. Cabe a ele próprio a palavra final.

“A CPI está requerida, será analisada, mas ela não entendemos nesse momento ela como um instrumento apto, necessário para resolver o problema da vacinação do brasil e do problema de acesso à saúde dos brasileiros”, afirmou, após a sessão no Senado.

Sem dar detalhes, afirmou que a busca por culpados pelo atraso da vacinação e por problemas no enfrentamento à pandemia já está acontecendo. Também afirmou que o Congresso não vai se subtrair das suas responsabilidades, mas que busca agora ser colaborativo com o governo federal.

“Se precisar apontar culpados em relação a eventuais problemas havidos no enfrentamento à pandemia, nós vamos apontar. Mas nesse momento o que nós precisamos é de vacina”, completou.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Em 24h, Brasil registra mais de 2.300 mortes por Covid, maior marca da pandemia

Pela primeira vez desde o registro da primeira morte decorrente da Covid-19 no país, o Brasil superou a marca dos 2.000 mortos pela doença em um só dia. E superou com larga margem: nas 24h até a noite desta quarta-feira (10), 2.349 brasileiros perderam a vida para a doença. Ou seja: a cada 5 minutos, 8 brasileiros foram mortos pelo novo coronavírus.

Os dados do Distrito Federal não foram divulgados nesta quarta. Com isso, os mortos em um ano de pandemia no Brasil somam 270.917.

Em um ano desde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarava que a Covid-19 era uma pandemia, em 11 de março de 2020, o país saltou de uma posição retardatária na doença (quando matou pela primeira vez por aqui a Covid já devastava a Europa) para a de altos números e relativo controle e, agora, uma sequência aterrorizante de recordes de mortes e média móvel de registro de casos. Pior, sem sinalização de um horizonte vacinal nem medidas sanitárias que possam conter a situação.

Pressionadas, UTIs colpasam de norte a sul do país.

O desolador padrão de números excepcionais também se repete na média móvel de óbitos dos últimos sete dias, um instrumento estatístico que busca amenizar grande variações nos dados (como costumam ocorrer nos finais de semana e feriado). Nesta, quarta-feira (10), a média chegou ao assustador número de 1.645.

Agora já são 12 dias seguidos da média batendo recordes, além de 48 dias com ela acima das 1.000 mortes diárias.

O país também registrou 80.955 novos casos nesta quarta, acumulando 11.205.972 de infecções confirmadas desde 25 de fevereiro.

A crise acentuada em nível nacional também encontra reflexo nos estados: sete tiveram recorde de média móvel de mortes. São eles: Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Os corpos se acumulam no Brasil de tal forma que a situação, inimaginável até pouco tempo atrás, parece ter sido normalizada, ao ponto de as máscaras (arma relativamente simples contra o Sars-CoV-2) serem deixadas de lado a qualquer chance, inclusive por autoridades, como o presidente Jair Bolsonaro, e de pessoas protestarem contra medidas restritivas de distanciamento social (outra arma encontrada e já conhecida antes da pandemia atual).

Ao mesmo tempo em que a vida parece correr normal para parte da população em meio às mortes, as UTIs brasileiras de todas as regiões apresentam, ao mesmo tempo, níveis alarmantes de ocupação.

Em São Paulo, que possui a maior rede hospitalar do país, o sistema vê a aproximação do risco de um colapso, com as taxa de ocupação atual em mais de 80% no estado, que teve recorde de mortes na terça —517 vidas perdidas e 469 nesta quarta. Cidades grandes do interior, inclusive Campinas, têm seus hospitais lotados. Nesta semana, ao menos 11 pessoas morreram em Taboão da Serra, na Grande SP, à espera de transferência.

Se tragédias que acontecem em um momento isolado costumam chamar a atenção, vale uma comparação. Afinal, o que significam as mais de 2.000 pessoas que morreram nesta quarta?

As mortes registradas nesta quarta, 2.349, são um múltiplo de diversas tragédias no país: nove vezes o número de mortos no rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), em 2019 (259). Mais de dez vezes os 242 mortos no incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013, e quase 12 vezes o número de vítimas do acidente do voo 3054 da Tam, em São Paulo (SP), que matou 199 pessoas em 2007.

A situação atual brasileira é grave ao ponto de a Fiocruz, em uma nota técnica extraordinária, ter afirmado que a conjuntura de fatores —como números de casos, mortes, sobrecarga de hospitais e positividade de testes— aponta dados preocupantes, mas “que são somente a ‘ponta do iceberg'”.

O agravamento da pandemia no país aparenta ter começado já no fim do ano passado, com maior movimentação e encontros de pessoas, que acabavam por desrespeitar regras de distanciamento social e uso de máscaras, reuniões de Natal e Ano-Novo e a circulação de novas variantes mais contagiosas e, dessa forma, com potencial de provocar mais mortes.

As variantes também circulam por outros países, mas a ação de contenção —e mesmo de monitoramento de mutações no Sars-CoV-2— difere em relação ao visto no Brasil. O Reino Unido, por exemplo, ao perceber o alastramento e início de predomínio da variante B.1.1.7 observada inicialmente no país, tomou ações restritivas drásticas que culminaram em um lockdown.

No Brasil, com recorde após recorde, as ações e afirmações federais não refletem a gravidade da situação.

“Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, afirmou Bolsonaro, no último dia 4, em São Simão (GO).

Na véspera, o país tinha registrado 1.840 mortes por Covid-19 em 24 horas, então um recorde.

Além disso, mais uma vez o país aparece na contramão de outras nações —que têm visto os casos e mortes por Covid caindo— têm avançado de modo mais veloz do que o Brasil com a vacinação. Os EUA chegam a aplicar milhões de doses de vacina em um único dia. No Brasil, a realidade tem sido de poucas centenas de milhares de doses por dia.

Nesta quarta, por exemplo, foram 468.725 doses, de acordo com dados do consórcio de imprensa atualizados a partir de secretarias estaduais de saúde de 23 estados e do Distrito Federal.

Desde o início da vacinação no fim de janeiro, o Brasil aplicou 12.179.828 de doses de vacinas. Considerando somente os maiores de 18 anos que receberam a segunda dose, só 1,97% dos elegíveis para a imunização a receberam de fato.

Uma das razões da lentidão é a falta de vacinas para aplicar, o que, inclusive, resultou em paralisações nas vacinações pelo país. Só estão disponíveis no momento para aplicação no Brasil dois imunizantes: a Coronavac, do Butantan e da farmacêutica Sinovac, e a Covishield, imunizante da Fiocruz desenvolvido pela parceria entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca.

A vacina da Pfizer tem o registro definitivo da Anvisa, mas ainda não está disponível no país. A farmacêutica começou a tentar contato com o governo Bolsonaro para disponibilização de vacinas (já a partir de dezembro de 2020) em 14 de agosto. As tentativas da empresa não tiveram sucesso e o Brasil acabou ficando para trás na fila mundial da vacina.

Somente em 2021 o governo voltou a correr atrás de mais doses, buscando acordos também com a Janssen e Moderna.

Cientistas há muito tempo alertavam que a única saída da pandemia provavelmente seriam vacinas. Enquanto isso, Bolsonaro, seus ministros e apoiadores apostavam —e continuam apostando— e indicavam drogas que se mostram ineficazes contra a Covid-19, como cloroquina, azitromicina, ivermectina e nitazoxanida.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Em 8 dias, Pazuello reduz previsão de vacinas pela quinta vez

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, voltou a reduzir, em discurso nesta quarta-feira (10), a previsão de doses de vacina contra Covid-19 a serem distribuídas a estados e municípios no mês de março. Esta é a quinta redução apontada a partir de cronogramas da pasta ou de declarações do ministro somente neste mês —a primeira foi dia 2.

Segundo Pazuello, a previsão atual é ter entre 22 e 25 milhões de doses neste mês. Na segunda (8), em evento no Rio de Janeiro, o ministro havia citado estimativa de ter “entre 25 a 28 milhões”. O montante é praticamente a metade daqueles anunciados em 17 de feveireiro (46 milhões) e 22 de fevereiro (48,9 milhões).

“Nós estamos garantidos para março entre 22 e 25 milhões de doses, podendo chegar a até 38 milhões de doses. São números realmente impactantes e que vão fazer a diferença na nossa campanha de vacinação”, disse Pazuello nesta quarta, em cerimônia no Planalto.

Antes de citar os números, ele tentou se antecipar a críticas, negando haver “redução” no volume de doses, apesar dos dados anteriores terem sido divulgados por ele mesmo.

“A gente, quando planeja março, por exemplo, abril, garante o que está sendo produzido no Brasil. E deixamos como possibilidade aquilo que está importado. E isso, às vezes, fica de uma forma errada na visão da imprensa e do restante do povo. Não é uma redução. É uma garantia com possibilidades de ir além”, afirmou.

Questionado pela reportagem sobre possíveis novos ajustes no cronograma, o Ministério da Saúde não respondeu até a publicação desta reportagem.

As revisões na previsão de entrega de vacinas têm ocorrido sucessivamente. Cronograma divulgado por Pazuello em 17 de fevereiro em reunião com governadores previa 46 milhões de doses para este mês. Já em 2 de março, a pasta divulgou nova previsão com 39,1 milhões de doses, revista dois dias depois para cerca de 38 milhões.

Na época, a maior redução veio a partir da mudança no cronograma da Fiocruz, que teve atrasos na fabricação e a previsão de importação de doses extras travadas no Serum Institute, na Índia.

Também saiu de cena, no entanto, a previsão de entrega de 400 mil doses da vacina Sputnik, cujo contrato para compra de doses era esperado pelo ministério, mas não chegou a ser fechado.

No sábado (6), a pasta divulgou cronograma com novas estimativas para março, de 30 milhões de doses. A redução ocorreu porque a pasta deixou de contar com 8 milhões de doses que estavam previstas para serem importadas ainda neste mês da vacina Covaxin por meio da empresa Bharat Biotech, da Índia.

Isso ocorre porque, apesar de ter fechado o contrato com um laboratório brasileiro que representa a Covaxin, o imunizante ainda não tem aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial —e ainda não há previsão de quando deve ser feito esse pedido.

As previsões mais recentes foram divulgadas pelo próprio ministro, mas ainda não confirmadas pela pasta. Na terça (9), o ministério divulgou um informativo falando ainda em 30 milhões de doses.


Vai e vem das vacinas

>> 17.fev – a governadores, ministro apresenta cronograma com 46 milhões de doses em março:
16,9 milhões da Fiocruz
18 milhões do Butantan
2,7 milhões da Covax Facility
400 mil da União Química/Gamaleya
8 milhões da Bharat Biotech/Precisa

>> 22.fev – cronograma da Saúde prevê 48,9 milhões de doses:
16,9 milhões da Fiocruz
21 milhões do Butantan
2,6 milhões da Covax
400 mil da União Química/Gamaleya
8 milhões da Bharat Biotech/Precisa

>> 2.mar – Cronograma da Saúde passa a prever 39,1 milhão de doses:
5,8 milhões da Fiocruz
22,7 milhões do Butantan
2,6 milhões da Covax
8 milhões da Bharat Biotech/Precisa

>> 4.mar – Cronograma divulgado pela Saúde no Senado cita 38 milhões de doses em março:
3,8 milhões da Fiocruz
23,3 milhões do Butantan
2,9 milhões da Covax
8 milhões da Bharat Biotech/Precisa

>> 6.mar – Informativo divulgado pelo ministério fala em 30 milhões de doses em março:
23,3 milhões do Butantan
3,8 milhões da Astrazeneca
2,9 milhões da Covax

>> 8.mar – Pazuello fala em previsão “de 25 a 28 milhões de doses” para março; informativos da pasta, porém, ainda citam previsão de 30 milhões

>> 10.mar – Em nova redução, Pazuello fala em 22 a 25 milhões de doses para este mês; pasta ainda não informou o cronograma.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Variante britânica do coronavírus é 64% mais letal, indica estudo

A variante do coronavírus detectada no Reino Unido, B.117, causa doenças mais graves que a versão original e provoca mais mortes, de acordo com estudo publicado nesta quarta (10) no periódico British Medical Journal (BMJ).

O trabalho, que foi revisado por cientistas independentes, foi feito por epidemiologistas das universidades de Exeter e Bristol. Os autores compararam duas amostras equivalentes em idade, sexo, etnia e status socioeconômico, cada uma com 54.906 pacientes.

No grupo infectado com a variante B.117 houve 227 mortes, contra 141 no contaminado pelas versões anteriores do vírus. Os pesquisadores estimaram que a variante é 64% mais letal (com 95% de confiança de que o aumento esteja entre 32% e 104%). O risco de morte passou de 0,25% dos infectados para 0,41%.

O aumento da letalidade foi maior em homens e aumentou com a idade. “Mais dados são necessários para tirar quaisquer conclusões significativas sobre etnia ou status socioeconômico”, disse o professor de microbiologia celular da Universidade de Reading, Simon Clarke.

Estudos preliminares feitos pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e pelo Imperial College também haviam indicado um número maior de mortes em infectados pela B.117.

O virologista clínico Julian Tang, da Universidade de Leicester, acha porém que será preciso confirmar os resultados com novas análises no segundo trimestre deste ano, porque, durante o inverno, temperaturas mais frias podem exacerbar comorbidades que predispõem a mortes por Covid-19, como doenças cardíacas, diabetes, doenças pulmonares, renais e neurológicas crônicas.

A pré-existência dessas doenças não foi avaliada no trabalho publicado nesta quarta.

Detectada em setembro do ano passado, a variante britânica já chegou a 94 países —incluindo o Brasil— e é responsável por 98% dos casos registrados no Reino Unido neste mês, segundo o Cog-UK (consórcio de genômica do país). O estudo publicado nesta quarta avaliou casos que ocorreram entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, quando a B.117 ainda não era predominante.

Os mecanismos que tornam o mutante britânico mais letal ainda são incertos, afirmou o professor Lawrence Young, virologista da Universidade de Warwick, mas podem estar ligados a uma replicação maior do vírus nas células humanas.

O mutante é também mais contagioso —estudos de transmissão sugerem que ele seja cerca de 50% mais infeccioso que variantes anteriores—, mas, até o momento, não há evidências de que eles escapem da proteção estimulada pelas vacinas contra Covid-19.

Uma preocupação, porém, foi a identificação de uma nova linhagem de B.117 com uma mutação adicional, também encontrada nas variantes identificadas na África do Sul (B.1.351) e no Brasil (P.1), que podem ser menos suscetíveis aos imunizantes.

Os novos resultados mostram “a importância de manter o número de casos suprimido”, afirmou o pesquisador sênior em saúde global da Universidade de Southampton, Michael Head.

Quanto mais transmissão, maior a chance de uma nova variante de preocupação emergir, inclusive mutantes que podem ter impacto no sucesso da vacinação.”

De acordo com ele, reduzir rapidamente as restrições à circulação “seria uma aposta imprudente”: “É preciso seguir com cautela no curto prazo para atingir as melhores perspectivas no longo prazo”.

Em confinamento rigoroso desde o começo deste ano, o Reino Unido é também o país europeu mais avançado na vacinação. Quase 23 milhões de residentes já receberam a primeira dose de imunizante e 1,25 milhão já tomou as duas doses.

Número de hospitalizações, internações em UTI e mortes por Covid-19 têm caído desde meados de janeiro, e o governo começou a retomar as atividades com a reabertura das escolas, nesta segunda (8).

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Cidades pacatas lideram ranking de isolamento social no interior paulista

O movimento na região central da cidade tem sido intenso em dias de pagamento, mas nos demais dias o cenário reflete o clima pacato do interior paulista.

Município de 52 mil habitantes na região administrativa de Franca, São Joaquim da Barra lidera o ranking de isolamento social em todo o estado, segundo o sistema de monitoramento do governo paulista.

Com 64% de isolamento, a cidade é a primeira colocada numa lista que tem nas primeiras 19 posições municípios com no máximo 91 mil habitantes.

“A Covid-19 é algo que não conseguimos controlar. Não é como dengue, que você tem de controlar o mosquito. Com ela, o único meio é fazer com que a pessoa fique dentro de casa. O índice é bom, mas estamos estudando formas de melhorar isso”, disse José Eduardo de Castro, diretor de Saúde de São Joaquim da Barra.

Em seguida no ranking aparecem Batatais, com 58% de isolamento nesta segunda-feira (8), Mococa (56%), Bebedouro (55%), Itararé e São José do Rio Pardo (54%), São Sebastião e Taquaritinga (53%), Penápolis (52%) e Monte Mor (51%).

A única cidade com mais de 100 mil habitantes na lista das campeãs de isolamento é Leme, com 104 mil moradores. É a 20ª colocada, com índice de 46%. A média do estado está em 42%.

De acordo com Castro, a população local tem acatado as decisões tomadas pelas diretorias de Saúde e Educação, mas uma dificuldade tem sido conter aglomerações em barzinhos. “A molecada parece que não quer entender que a situação está complicada, mas o isolamento mostra que em supermercados e comércio a gente tem conseguido segurar.”

Uma das preocupações na cidade é que o índice de habitantes com 60 anos ou mais, população que até aqui concentra internações e mortes provocadas pela Covid-19, supera a média do estado, conforme dados da fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Enquanto o estado tem média de 15,75%, na cidade ele chega a 16,61%.

O último dia em que a cidade ficou abaixo de 60% em isolamento foi em 19 de fevereiro, quando alcançou 59%.

Controlar, ou tentar, a incidência do novo coronavírus é essencial devido ao cenário hospitalar provocado pela Covid-19 na cidade.

Os 9 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) vinculados ao SUS (Sistema Único de Saúde) na Santa Casa de Misericórdia da cidade estão ocupados, com cinco moradores locais e quatro de municípios da região.

“Acreditamos que as medidas de isolamento dão resultado. Temos 36 óbitos até aqui, menos do que cidades do mesmo porte”, disse o diretor.

Quem atua no comércio também afirma que o cenário é de redução na circulação de pessoas nas ruas. “Caiu bastante o fluxo geral na cidade, sim. O comércio só atende delivery e drive-thru. Quando é época de pagamento enche mais, mas de resto está bem pacata a cidade”, disse Talia Ferreira, 22, gerente de loja.

Ela afirmou que, em sua área, de assistência técnica em equipamentos como celulares, o fluxo de consumidores se manteve, mas por conta das aulas online nas escolas. “O pessoal não fica sem eletrônico.”

Já em Mococa, terceira no ranking, o fato de a Covid-19 ter infectado pessoas mais conhecidas na cidade aproximou a doença das famílias e contribuiu para o isolamento, na avaliação do diretor municipal de Saúde, Luiz Nicanor Bettiol Junior.

“Houve também óbitos de pessoas relativamente jovens, de família bastante conhecida na cidade. Isso trouxe comoção e, de certa forma, fez com que houvesse um índice maior de isolamento.”

Conforme ele, também contribuíram campanhas mais intensivas feitas em redes sociais e órgãos de comunicação, além de ações da Vigilância Sanitária, da Guarda Civil e da Polícia Militar.

Na cidade, os leitos de UTI estão lotados há duas semanas e vagas extras estão sendo criadas às pressas para tentar atender a demanda.

Com 10 leitos na UTI exclusiva para Covid-19, a cidade chegou a ter 14 internados. Para que isso fosse possível, dois pacientes foram colocados em leitos de UTI geral, isolados, e outros dois em vagas criadas rapidamente.

“Temos superlotação na UTI e não vemos mudança nesse perfil. Toda a atuação de hoje terá reflexo daqui a uma semana, mas, em UTIs, só em 14 ou 15 dias. Os índices ainda são de risco. O melhor era que a gente conseguisse mais isolamento.”

Por outro lado, há cidades com índices na casa dos 40% que têm sofrido ainda mais para conseguir isolar seus moradores.

É o caso de Pirassununga (a 211 km de São Paulo), por exemplo, onde a Secretaria da Segurança Pública iniciou na última sexta-feira (5) uma operação para coibir irregularidades.

Batizada de “Entendeu? Inferno!”, a operação interditou 11 estabelecimentos nos três primeiros dias de funcionamento.

“Temos feito constantemente ações para conscientizar a população, mas, como só na conscientização não tem dado certo, partimos para multas e fechamento do comércio”, afirmou Paulo Tannús, secretário da Segurança Pública da cidade.

Segundo ele, as pessoas têm contribuído com o horário do toque de recolher estabelecido –20h–, mas, ainda assim, quatro moradores foram autuados no final de semana

“Diminuiu bastante, mas ainda tem um ou outro que insiste em circular sem comprovar a real necessidade de estar na rua naquele momento”, disse.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Como deve ser a alimentação no hipotireoidismo

Alimentos como alga marinha, castanha do Pará, laranja e ovos são ótimas opções para pessoas com hipotireoidismo, pois fornecem os nutrientes, como iodo e gordura de boa qualidade, que são necessários para o bom funcionamento da tireoide.

Já alimentos que contém glucosinolatos, como o brócolis e o repolho, devem ser consumidos com moderação, assim como os alimentos ricos em açúcar, aditivos e corantes artificiais, muito comuns nos produtos industrializados, como em gelatina e biscoitos.

Além da importância da alimentação, o tratamento para o hipotireoidismo deve ser avaliado por um médico endocrinologista, que poderá indicar medicamentos para o correto funcionamento da tireoide. Confira como é o tratamento do hipotireoidismo.

Como deve ser a alimentação no hipotireoidismo

Como deve ser a dieta

É importante que pessoas com hipotireoidismo entendam o que devem comer e o que devem evitar de comer, de forma a diminuir os sintomas e a evolução da doença. Além disso, a dieta varia em relação ao tipo de doença que a pessoa tem na tireoide. 

O que devo comer

Na dieta para pessoas com hipotireoidismo, é fundamental oferecer ao corpo quantidades ainda maiores dos alimentos que tenham:

  • Iodo: algas marinhas, sal iodado e frutos do mar;
  • Zinco: nozes e castanhas, principalmente a castanha do Pará;
  • Selênio: castanha do Pará, semente de girassol e ovos;
  • Antioxidantes: acerola, mamão papaia, morango e laranja.

Com isso, irá existir maior produção e atividade dos hormônios que garantem o bom funcionamento da tireoide, como o T3 e o T4, além da proteção contra inflamações no órgão e melhor controle dos radicais livres, que quando estão em excesso, prejudicam a atividade da tireoide.

O que devo evitar comer

Evitar o consumo de alguns alimentos pode prevenir ainda mais os danos em pessoas com hipotireoidismo, não se devendo ingerir com frequência:

  • Açúcar e farináceos: bolos, doces, refrigerantes, biscoitos, pão branco;
  • Glucosinolatos crus: brócolis, repolho, rabanete, couve-flor e couve de Bruxelas;
  • Cianetos: mandioca e batata doce;
  • Soja: leite, carne, óleos e tofu.

O consumo desses alimentos pode afetar na absorção do iodo, que é um nutriente fundamental para o bom funcionamento dos hormônios que atuam na tireoide.

Além disso, é importante destacar que esses alimentos não precisam ser totalmente excluídos da alimentação, mas sim evitar o seu consumo excessivo e constante, ou seja, evitar comer todo dia muita quantidade.

Quem tem hipotireoidismo engorda mais fácil?

O metabolismo de pessoas com hipotireoidismo é mais lento, por isso pode existir maior facilidade em ganhar peso, porém, o ganho de peso costuma ser discreto e muitas vezes, dependendo da pessoa, não acontece. Confira porque problemas na tireoide podem engordar.

Isso ocorre pois com o hipotireoidismo, a tireoide produz poucos hormônios, no entanto, pessoas que engordam devem prestar mais atenção no estilo de vida que levam, evitando o sedentarismo e a má qualidade na alimentação, que são fatores mais determinantes no ganho de peso do que o hipotireoidismo.

Fonte tuasaude.com

10 alimentos que não deve comer depois da tatuagem

Depois de fazer a tatuagem é recomendado não consumir frituras, salsichas presunto, doces, bebidas alcoólicas e frutos do mar, pois podem estimular inflamação no corpo, o que atrasa a cicatrização da tatuagem. Além disso, esses alimentos podem favorecer o desenvolvimento de reações alérgicas, o que também pode interferir no processo de cicatrização e reparação do tecido.

É importante evitar esses alimentos durante o período de cicatrização e dar preferência a alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes, como abacate, frutos vermelhos, laranja, salmão, chia e gergelim, por exemplo. Veja outras opções de alimentos que podem ser consumidos depois de fazer a tatuagem.

10 alimentos que não deve comer depois da tatuagem

Dessa forma, é recomendado evitar alguns alimentos até 15 dias após a realização da tatuagem para garantir que a cicatrização aconteça corretamente. Os principais alimentos que devem ser evitados depois de fazer a tatuagem são:

  1. Carne de porco;
  2. Frituras, hambúrguer e fast-food;
  3. Refrigerantes, sucos prontos e bebidas alcoólicas;
  4. Embutidos, como salsicha, presunto, salame, mortadela;
  5. Doces, chocolate, bolo e sorvete;
  6. Macarrão instantâneo;
  7. Comidas prontas congeladas;
  8. Barras de cereal;
  9. Caldo de carne em cubo;
  10. Frutos do mar, principalmente camarão.

Esses alimentos, além de podem interferir o processo de cicatrização, podem também favorecer o surgimento algumas doenças quando consumidos de forma excessiva e frequente, como colesterol alto, diabetes e aterosclerose, por exemplo. Assim, é recomendado manter uma alimentação saudável e equilibrada depois que a tatuagem é feita.

Veja no vídeo a seguir alguns cuidados essenciais que devem ser seguidos depois de fazer uma tatuagem:

O que pode acontecer se comer esses alimentos?

Para que possuam efeito negativo no processo de cicatrização, é preciso que os alimentos a serem evitados sejam consumidos em grandes quantidades e de forma regular após a realização da tatuagem, pois assim é possível que exista um ambiente favorável para a inflamação, o que pode resultar no aparecimento de sintomas como:

  • Inchaço e vermelhidão local;
  • Coceira no lugar em que foi realizada a tatuagem;
  • Dor na região da tatuagem;
  • Febre baixa e presença de pus, o que pode ser indicativo de infecção, que também pode ser favorecida pela inflamação excessiva;
  • Formação de queloide, que é uma cicatriz formada por maior quantidade de tecido, resultando em uma cicatriz em alto relevo.

Dessa forma, é importante evitar o consumo desses alimentos para que seja possível favorecer a cicatrização e dar preferência a alimentos com propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, além de fazer uso de pomada cicatrizante e antibiótica na tatuagem durante 15 dias, passar protetor solar e evitar que a tatuagem fique diretamente exposta ao sol. Confira outros cuidados que se deve ter após fazer a tatuagem.

Fonte tuasaude.com

Síndrome de Fournier: o que é, sintomas, causas e tratamento

A síndrome de Fournier é uma doença rara causada pela proliferação de bactérias na região genital que promove a morte das células do local e leva ao surgimento de sintomas de gangrena, como dor intensa, cheiro fétido e inchaço da região.

A síndrome de Fournier tem cura e não é contagiosa, no entanto o seu tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para diminuir o risco de amputação e espalhamento da bactéria para outros órgãos, o que pode colocar a vida em risco.

Síndrome de Fournier: o que é, sintomas, causas e tratamento

Sintomas da síndrome de Fournier

A presença da bactéria na região íntima provoca infecção grave e é capaz de interromper a circulação de sangue na região, podendo resultar na morte do tecido, sendo esta situação conhecida por gangrena. Assim, os sinais e sintomas da síndrome de Fournier são considerados bastante dolorosos e desconfortáveis, sendo os principais:

  • Pele da região íntima vermelha que depois evolui para escurecida;
  • Dor intensa e constante;
  • Cheiro fétido e inchaço da região;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Cansaço excessivo.

As lesões da síndrome de Fournier têm início do escroto e no pênis, no caso dos homens, e na vulva e virilha, no caso das mulheres. É importante que assim que surgirem os primeiros sinais indicativos de lesões na região íntima, o ginecologista ou urologista sejam consultados, pois assim é possível realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado para prevenir o desenvolvimento da doença e complicações.

Síndrome de Fournier: o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais causas

A síndrome de Fournier é causada por bactérias que fazem parte da microbiota genital que podem desenvolver-se no local e levar à morte das células devido à presença de toxinas. As principais bactérias relacionadas com essa síndrome são Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Proteus mirabilis, Streptococcus sp, Enterococcus e Pseudomonas spp. Algumas situações favorecem a proliferação dessas bactérias e aumentam o risco de desenvolvimento da síndrome são:

  • Falta de higiene;
  • Pregas na pele, que acumulam bactérias;
  • Diabetes mellitus;
  • Obesidade mórbida;
  • Desnutrição;
  • Sepse;
  • Síndrome da Imunodeficiência Adquirida;
  • Infecção do Trato Urinário.

Além disso, outros fatores que aumentam o risco de síndrome de Fournier são cirrose, alcoolismo, hipertensão, uso de drogas e de antibióticos sem recomendação médica, uma vez que pode promover a permanência de bactérias mais resistentes.

Síndrome de Fournier: o que é, sintomas, causas e tratamento

Como é feito o tratamento

O tratamento deve ser recomendado pelo urologista ou ginecologista, sendo normalmente indicada a realização de cirurgia para retirar a pele e as células mortas e, assim, evitar a progressão da doença. Além disso, o tecido removido é enviado para o laboratório para que seja analisado e possa ser identificado o microrganismo responsável pela síndrome.

Além da cirurgia o médico pode indicar o uso de antibióticos por via oral ou diretamente na veia, como Vancomicina, Penicilina, Clindamicina, Metronidazol ou Cefalosporina, por exemplo, para promover a eliminação da bactéria e, assim, prevenir a evolução da doença.

Nos casos mais graves, pode ser necessário remover muita pele e tecidos afetados e realizar cirurgia de reconstrução da região íntima, sendo necessário que a pessoa fique internada por alguns dias até vários até que a pele e todos os tecidos afetados voltem a crescer.

Como prevenir

Como a síndrome de Fournier é causada por bactérias que são encontradas naturalmente na região genital, é importante adotar medidas que evitem a sua proliferação, sendo importante manter a higienização correta da região genital, além de evitar alimentos ricos em açúcar, pois pode favorecer o desenvolvimento bacteriano.

Além disso, é importante evitar os fatores de risco, sendo importante ter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas ou drogas, não fazer uso de antibióticos sem indicação médica.

Fonte tuasaude.com

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A descamação da pele acontece quando as camadas mais superficiais são eliminadas, o que normalmente é provocada por situações simples, como o ressecamento da pele. No entanto, quando é acompanhada por outros sintomas, como vermelhidão, dor, coceira ou inchaço também pode ser sinal de algum problema mais grave, como dermatite, infecção por fungos e, até, lúpus.

Na maior parte dos casos, a descamação da pele pode ser prevenida através de medidas como hidratar bem a pele ou usar de produtos de higiene adequados ao tipo de pele. No entanto, caso os sintomas  durem mais de uma semana ou se a descamação se tornar muito incômoda, é recomendado procurar um dermatologista, para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

1. Pele seca

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A pele seca, conhecida cientificamente como xerodermia, acontece quando as glândulas sebáceas e as glândulas sudoríparas, passam a produzir matéria oleosa e suor em menor quantidade que o normal, o que faz com que a pele fique mais seca e acabe descamando.

O que fazer: é indicado beber a quantidade de água diária recomendada, evitar tomar banhos com água muito quente, usar sabonete neutro ou glicerado e hidratar a pele com cremes adequados ao tipo de pele. Veja algumas formas de hidratar a pele.

2. Queimadura solar

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A queimadura solar acontece quando se fica muito tempo exposto ao sol sem qualquer tipo de proteção solar, o que permite que a radiação UV seja absorvida pela pele. Quando isso acontece, os raios UV causam destruição das camadas da pele, deixando-a vermelha e com descamação.

Geralmente, a queimadura solar é mais comum em locais que ficam constantemente expostos ao sol, como rosto, braços ou costas, por exemplo.

O que fazer: é importante tomar um banho com água fria, passar cremes adequados para o pós exposição solar, tendo em conta que ajudam a aliviar o desconforto e promovem a cicatrização da pele. Entenda como é feito o tratamento da queimadura solar.

3. Alergia de contato

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A alergia de contato, também conhecida como dermatite de contato, acontece quando a pele entra em contato direto com uma substância alergênica, como perfumes, cosméticos ou produtos de limpeza. Este tipo de alergia pode causar sintomas como vermelhidão, coceira, feridas e bolinhas na pele, que podem surgir imediatamente ou até 12 horas após o contato, dependendo do tipo de produto a que se foi exposto. 

O que fazer: é recomendado evitar o contacto com o produto alergênico, lavar a pele com água fria e sabão de ph neutro e tomar um anti-histamínico, segundo prescrição médica. Caso a alergia surja frequentemente, é possível realizar alguns testes de alergia para verificar quais as substâncias que provocam os sintomas e adequar o tratamento. Veja quando é indicado fazer o teste de alergia.

4. Psoríase

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A psoríase é uma doença inflamatória crônica que causa placas rosadas ou avermelhadas, revestidas por escamas brancas na pele. As dimensões das lesões são variáveis e podem aparecer em qualquer parte do corpo, no entanto, os locais mais comuns são cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Uma das características da psoríase é a descamação da pele que, por vezes, é acompanhada de coceira.

A intensidade dos sintomas da doença pode variar de acordo com o clima e com alguns fatores como o estresse e o consumo de bebidas alcoólicas. 

O que fazer: o tratamento da psoríase deve ser indicado por um dermatologista e, normalmente, é feito com cremes ou géis para aplicar na pele, assim como a ingestão de remédios ou tratamento com raios ultravioleta. Entenda melhor o que é a psoríase e como é feito o tratamento. Entenda melhor o que é a psoríase e como deve ser o tratamento.

5. Dermatite atópica

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A dermatite atópica é uma doença inflamatória que provoca pele seca devido à dificuldade de reter água e por uma insuficiente produção de gordura pelas glândulas sebáceas, o que faz com que a pele tenha uma maior tendência para descamar. A dermatite atópica causa intensa coceira na pele e localiza-se sobretudo nos cotovelos, joelhos, pulsos, dorso das mãos, pés e região genital.

Esta doença pode aparecer na infância e, geralmente, tende a diminuir até à adolescência, podendo aparecer de novo na idade adulta.

O que fazer: é importante uma adequada higiene da pele e hidratação da mesma, de forma a manter a pele o mais hidratada possível. Em alguns casos pode ser necessário consultar o dermatologista para iniciar um tratamento mais adequado com o uso de cremes emolientes e medicamentos aplicados na pele. Confira como identificar a dermatite atópica.

6. Dermatite seborreica

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A dermatite seborreica é uma doença caracterizada pela descamação da pele, principalmente em locais onde existem mais glândulas sebáceas, como cabeça e parte superior do tronco. Quando surge no couro cabeludo, a dermatite seborreica é vulgarmente chamada de “caspa”, porém pode surgir noutros locais com pelos, como barba, sobrancelhas ou em locais com dobras, como axilas, virilhas ou orelhas.

A descamação causada pela dermatite seborreica, normalmente, é oleosa e tende a ser mais frequente em situações de estresse e alterações do clima.  Além disso, pode ser acompanhada por sintomas como vermelhidão na pele e coceira. 

O que fazer: a dermatite seborreica não tem cura, no entanto, existem alguns cuidados para diminuir a descamação da pele e reduzir a coceira, como passar um creme reparador na pele, usar shampoo adequado para o tipo de pele, fazer uma adequada higiene da pele e usar vestuário leve e arejado. Em casos graves é necessário consultar um dermatologista para iniciar um tratamento mais adequado que poderá ser feito com corticoides, como hidrocortisona ou dexametasona, por exemplo. Entenda melhor o que é a dermatite seborreica e como tratar.

7. Infecção por fungos

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

A infecção por fungos pode ser causada por vários tipos de fungos e é transmissível entre pessoas tanto por contacto direito como através de objetos contaminados, principalmente se existir calor e umidade. 

Normalmente, a infecção por fungos provoca a descamação da pele que pode vir acompanhada de fissuras e coceira, sendo mais comum em locais quentes e úmidos como dedos do pé, axilas, virilhas ou outras dobras da pele. É também frequente que com a transpiração exista uma piora da coceira, aumentando o desconforto.

O que fazer: o tratamento deve ser feito com cremes antifúngicos, indicados pelo médico e além disso é importante ter alguns cuidados para diminuir a umidade corporal e controlar a infeção, como secar bem o corpo após o banho ou após transpirar, usar roupas arejadas e evitar compartilhar objetos de higiene pessoal. Veja como identificar a infecção por fungos na pele e como tratar.

8. Lúpus eritematoso cutâneo

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

O Lúpus eritematoso cutâneo é caracterizado por lesões avermelhadas com borda marrom e por descamação da pele. Normalmente, estas lesões estão localizadas nas áreas mais expostas ao sol como rosto, orelhas ou couro cabeludo.

O que fazer: o tratamento desta doença deve incluir cuidados diários para controlar a exposição solar, como usar chapéu, vestir roupa de manga comprida e passar protetor solar. Nos casos mais graves é recomendado consultar o dermatologista para indicar um tratamento mais específico, como o uso de corticoides em creme ou de outros remédios. Entenda melhor o que é o lúpus, seus sintomas e tratamento. mais sobre o lúpus.

9. Câncer de pele

Descamação da pele: 9 principais causas e o que fazer

Embora seja mais raro, a descamação também pode ser um sinal de câncer de pele, principalmente em pessoas que ficam muito tempo expostas ao sol sem qualquer tipo proteção solar. 

Além da descamação, o câncer de pele também pode provocar manchas, que normalmente são assimétricas, com borda irregular, com mais do que uma cor e com tamanho superior a 1 cm. Entenda melhor como identificar os sinais de câncer de pele.

O que fazer: o tratamento da doença depende do tipo e do estádio do câncer e pode ser necessária realização de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Geralmente, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

Fonte tuasaude.com

Empresa chinesa CanSino manifesta interesse em trazer vacina para o Brasil

A empresa chinesa CanSino Biologicals, responsável pelo desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, manifestou interesse junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em trazer sua vacina para o Brasil.

A declaração foi dada pela empresa em uma reunião com a agência reguladora nesta segunda-feira (8). O encontro contou com a participação da equipe técnica de medicamentos da agência e dos representantes do laboratório no Brasil e na China.

Durante a reunião, a agência apresentou o quadro de normas e requisitos técnicos para pedidos de registro ou de uso emergencial de vacinas no Brasil.

Os técnicos esclareceram ainda que, para avaliar uma vacina, é necessário que a agência tenha acesso a todos os dados brutos e disponíveis sobre o produto no momento da análise.

“A empresa manifestou interesse em trazer a vacina para o Brasil, mas a forma como isso ocorrerá é uma decisão ainda a ser definida pelo laboratório”, disse em nota a Anvisa.

Atualmente, as vacinas contra Covid no Brasil podem ser autorizadas por meio do registro ou do uso emergencial. Nos dois casos a avaliação pode ser feita com dados de estudos clínicos feitos no país ou com dados trazidos de estudo em outros países.

A CanSino Biologics anunciou, no dia 24 de fevereiro, que sua vacina contra a Covid-19 tem eficácia superior a 65% contra todos os casos sintomáticos da doença.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude