Mesmo com maioria vacinada, país deve manter alerta contra Covid, diz especialista

Mesmo que a maioria da população brasileira esteja vacinada contra a Covid no segundo semestre, o país precisará manter outros cuidados para conter a disseminação do coronavírus, afirma Claudio Maierovitch, médico sanitarista da Fiocruz, membro do Observatório Covid-19 BR e gestor da Anesp (Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental).

“Embora a previsão seja a de que a população dos grupos elegíveis para a vacinação em grande parte já terá sido vacinada até o final do ano, teremos três preocupações: vacinados que não ficaram imunes, portanto, além de transmitirem a Covid-19 podem ficar doentes; pessoas que deveriam ter tomado a vacina e não o fizeram por alguma razão; e o fato de a quantidade de crianças não vacinadas ser suficiente para manter o vírus em circulação”, diz Maierovitch.

A questão, diz ele, não é só levar em conta as novas variantes do coronavírus, mas considerar o comportamento da população.

“Se as pessoas voltarem a aglomerar, deixarem de usar máscaras e abandonarem os cuidados, a vacina não vai segurar. Estamos em plena pandemia e com números que continuam trágicos. Não é para brincar de contente porque melhorou um pouquinho. É uma tragédia, como se caíssem quatro ou cinco boeings por dia”, afirma Maierovitch.

“As pessoas perderam o referencial. Quando atingimos mil mortes por dia, todos ficamos horrorizados, e com razão. Continuamos hoje num patamar superior a esse, do pior momento do ano passado, mesmo com esse alívio que começou a acontecer nas últimas semanas”, diz o sanitarista.

Para ele, campanhas para orientar e atualizar a população sobre as formas de transmissão precisam ser realizadas. “Quase não percebemos a existência da campanha de prevenção e para o uso de máscara do governo federal. Deveríamos ter também uma campanha chamando as pessoas para a vacinação”, diz.

Por esse motivo, um grupo de cientistas, pesquisadores e gestores públicos lançou a campanha InformarPrevenirSalvar. A iniciativa é do Observatório Covid-19 BR e da Anesp com o apoio da Frente Nacional de Prefeitos, Consórcio Conectar, Instituto Alziras, Instituto Arapyaú, Vital Strategies e ImpulsoGov.

O material da campanha —portal, cartilha, vídeos, proposta de decreto municipal, conteúdos de capacitação e comunicação— traz à população em geral, a gestores públicos e aos agentes comunitários de saúde informações atualizadas sobre as medidas para prevenir a transmissão do vírus.

A ideia é chamar a atenção para o tripé máscara, distanciamento social e ventilação, já que a principal forma de transmissão do coronavírus é pelas vias aéreas.

“A ciência tem novas descobertas. O vírus é novo. No ano passado, sabíamos zero sobre ele e, aos poucos, o conhecimento avançou. Tem coisas que achávamos que funcionava de um jeito, mas funciona de outro. É o caso de um dos vértices desse triângulo, que é a ventilação”, diz Marcia Castro, cientista, professora de demografia da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e membro do Observatório Covid-19 BR.

“Por muito tempo, não era a ventilação que aparecia como uma das coisas mais importantes. Tinha muito aquele foco de lavar tudo e usar álcool em gel. Hoje, entendemos que é exatamente pelo ar, através dessas partículas chamadas aerossóis, que a transmissão se dá”, afirma.

A campanha InformarPrevenirSalvar elaborou uma cartilha para os agentes comunitários. É uma coletânea das dúvidas desses profissionais sobre a Covid.

A cartilha inclui informações sobre os sintomas da doença, a diferença entre as cepas, vacinação, o melhor tipo de máscara, novos protocolos a serem seguidos, orientações sobre distanciamento físico em ambientes fechados e o quanto falar alto facilita a transmissão do vírus.

“O agente tinha que ser a espinha dorsal da resposta à pandemia, porque ele trabalha e mora na comunidade. É a pessoa que tem a confiança da população que serve. Ele sabe onde estão as pessoas com comorbidades, quem mora em casa onde não há ventilação e nem condições de isolar o familiar que se torna um caso suspeito, por exemplo. Então, ele é o olho da vigilância na ponta, onde tudo acontece”, diz Castro.

Para as prefeituras, a ideia é garantir que haja a melhor qualidade do gasto possível nos investimentos feitos para a prevenção, diz Pedro Pontual, presidente da Anesp (Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental).

“A atualização do protocolo deveria ser um destaque. Não gaste dinheiro comprando termômetro digital. Compre máscara PFF2 e distribua. Aquele termômetro para checar a temperatura é um instrumento muito menos eficaz do que o investimento em máscara. Hoje, a ciência deixa isso muito claro”, afirma Pontual.

“Essa tragédia cria desafios, e com isso todo mundo aprende. É uma oportunidade de entender um pouco das complexidades que existem na ação do estado. É o momento de amadurecimento da compreensão do que é um Sistema Único de Saúde e o quão potente é a articulação entre as partes”, afirma.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Apneia do sono: o que é, sintomas, tipos e tratamento

A apneia do sono é um distúrbio que causa a parada momentânea da respiração ou uma respiração muito superficial durante o sono, resultando em roncos e num descanso pouco relaxante que não permite recuperar as energias. Assim, além de sonolência durante o dia, esta doença provoca sintomas como dificuldade de concentração, dor de cabeça, irritabilidade e até impotência.

A apneia do sono acontece devido à obstrução das vias respiratórias em função da desregulação dos músculos da faringe. Além disto, existem hábitos de vida que aumentam o risco de desenvolver uma apneia obstrutiva do sono, como o excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e uso de remédios para dormir.

Esse distúrbio do sono deve ser tratado por meio da melhora dos hábitos de vida e do uso de uma máscara de oxigênio que empurra o ar para as vias aéreas e facilita a respiração.

Apneia do sono: o que é, sintomas, tipos e tratamento

Principais sinais e sintomas

Para identificar a apneia obstrutiva do sono, deve-se notar a presença dos seguintes sintomas: 

  1. Roncar durante o sono;
  2. Acordar várias vezes à noite, mesmo que por poucos segundos e de forma imperceptível;
  3. Apresentar paradas da respiração ou sufocamento durante o sono;
  4. Ter excesso de sono e cansaço durante o dia;
  5. Acordar para urinar ou perder urina durante o sono;
  6. Ter dor de cabeça pela manhã;
  7. Diminuir o rendimento nos estudos ou trabalho;
  8. Ter alterações da concentração e da memória;
  9. Desenvolver irritabilidade e depressão;
  10. Ter impotência sexual.

Esta doença acontece devido a um estreitamento nas vias respiratórias, na região do nariz e garganta, que acontece, principalmente, por uma desregulação na atividade dos músculos da região da garganta chamada faringe, que pode estar excessivamente relaxada ou estreitada durante a respiração. O tratamento é feito pelo médico pneumologista, que poderá indicar um aparelho chamado CPAP ou, em alguns casos, cirurgia. 

Ela é mais comum em pessoas acima dos 50 anos de idade, e a quantidade e intensidade dos sintomas varia de acordo com a gravidade da apneia, que é influenciada por fatores como excesso de peso e anatomia das vias respiratórias da pessoa, por exemplo.

Veja também outras doenças que causam sono excessivo e cansaço.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico definitivo da síndrome da apneia do sono é feito com a polissonografia, que é um exame que analisa a qualidade do sono, medindo as ondas cerebrais, os movimentos dos músculos da respiração, a quantidade de ar que entra e sai durante a respiração, além da quantidade de oxigênio no sangue. Este exame serve para identificar tanto a apneia como outras doenças que interferem no sono. Saiba mais sobre como é feita a polissonografia

Além disto, o médico irá fazer uma avaliação da história clínica e exame físico dos pulmões, face, garganta e pescoço da pessoa, o que também poderá ajudar a diferenciar entre os tipos de apneia. 

Tipos de apneia do sono

Existem 3 tipos principais de apneia do sono, que podem ser:

  • Apneia obstrutiva do sono: acontece na maioria dos casos, devido à obstrução das vias aéreas, causadas pelo relaxamento dos músculos da respiração, estreitamento e alterações da anatomia do pescoço, nariz ou mandíbula.
  • Apneia central do sono: acontece, geralmente, após alguma doença que causa lesão cerebral e altera a sua capacidade de regular o esforço respiratório durante o sono, como em casos de tumor cerebral, pós-AVC ou doenças degenerativas do cérebro, por exemplo;
  • Apneia mista: é provocada pela presença tanto de apneia obstrutiva como de apneia central, sendo o tipo mais raro. 

Também existem casos de apneia temporária, que pode acontecer em pessoas com inflamação das amígdalas, tumor ou pólipos na região, por exemplo, que podem dificultar a passagem do ar durante a respiração.

Apneia do sono: o que é, sintomas, tipos e tratamento

Como é feito o tratamento

O tratamento para a apneia do sono geralmente é iniciado com pequenas alterações no estilo de vida de acordo com a possível causa do problema. Por isso, quando a apneia é provocada pelo excesso de peso, por exemplo, é recomendado consultar um nutricionista para fazer um plano nutricional que permita a perda de peso, de forma a melhorar a respiração.

Já quando a apneia do sono é causada ou agravada pelo cigarro, é aconselhado deixar de fumar ou diminuir o número de cigarros fumados por dia, para evitar a inflamação das vias respiratórias e facilitar a passagem do ar.

Porém, nos casos mais graves, como quando não é possível tratar a apneia de sono apenas com estas pequenas alterações, podem ser recomendadas outras formas de tratamento:

1. Uso de CPAP

O CPAP é um aparelho, semelhante a uma máscara de oxigênio, mas que empurra o ar até aos pulmões, permitindo uma respiração normal que não interrompe o sono e que, por isso, permite ter um sono mais reparador. Saiba mais sobre como funciona o CPAP.

Normalmente, este aparelho só está indicado quando existe obstrução completa das vias respiratórias durante o sono ou quando não é possível melhorar os sintomas apenas com as alterações na rotina.

O CPAP pode ser pouco confortável de utilizar e, dessa forma, muitas pessoas optam por experimentar outros aparelhos semelhantes ao CPAP ou por realizar a cirurgia para corrigir o problema.

2. Cirurgia

O tratamento cirúrgico para a apneia do sono só é indicado quando as outras formas de tratamento não funcionam, sendo recomendado experimentar esses tratamentos por, pelo menos, 3 meses. Porém, em alguns casos, as estruturas do rosto precisam ser alteradas para corrigir o problema e, por isso, a cirurgia pode ser considerada como primeiro forma de tratamento.

Os principais tipos de cirurgia feitos para tratar este problema incluem:

  • Remoção de tecido: é usado quando existe excesso de tecido na parte de trás da garganta para remover as amígdalas e adenoides, evitando que essas estruturas tapem a passagem de ar ou vibrem, provocando o ronco;
  • Reposicionamento do queixo: é recomendado quando o queixo está muito retraído e diminui o espaço entre a língua e a parte de trás da garganta. Assim, é possível posicionar corretamente o queixo e facilitar a passagem do ar;
  • Colocação de implantes: são uma opção à remoção de tecido e ajudam a evitar que as partes moles da boca e garganta impeçam a passagem de ar;
  • Criação de nova passagem de ar: é usada apenas nos casos em que há risco de vida e as outras formas de tratamento não funcionaram. Nesta cirurgia é feito um canal na garganta para permitir a passagem do ar para os pulmões.

Além disso, todas as cirurgias podem ser adaptadas para tratar o problema específico de cada pessoa e, por isso, é muito importante discutir todas as opções de tratamento com o médico.

Sinais de melhora ou piora

Os sinais de melhora podem demorar entre alguns dias até várias semanas para aparecer, dependendo do tipo de tratamento, e incluem diminuição ou ausência do ronco durante o sono, redução da sensação de cansaço durante o dia, alívio das dores de cabeça e capacidade para dormir sem acordar durante a noite.

Já os sinais de piora acontecem quando o tratamento não é iniciado e incluem aumento do cansaço durante o dia, acordar várias vezes durante o dia com intensa falta de ar e roncar intensamente durante o sono, por exemplo.

Fonte tuasaude.com

Médicos prescrevem anticoagulantes contra trombose pós-vacina, mas indicação traz riscos

Os casos de trombose após imunização com as vacinas contra a Covid da AstraZeneca/Oxford e da Janssen no mundo são raríssimos. Apesar disso, médicos brasileiros têm receitado anticoagulantes para prevenir a trombose, mesmo sem estudo que comprove a eficácia da medida ou indicação de autoridades de saúde para uso dos remédios associados à vacina.

Outras pessoas têm decidido tomar anticoagulantes por conta própria, o que é ainda mais arriscado.

Especialistas alertam que o uso desses medicamentos sem indicação específica, na verdade, tem o efeito oposto: pode aumentar os riscos de complicações, como o surgimento de sangramentos inesperados.

De acordo com Seleno Glauber Silva, cirurgião vascular no Hospital de Clínicas de Itajubá (MG), a cerca de 450 quilômetros de Belo Horizonte, alguns médicos têm feito a prescrição de uso preventivo de anticoagulantes e antiplaquetários sem base científica.

“Tenho visto um esquema passado pelos médicos para tomar os remédios dez dias antes e dez dias depois da vacina, mas não existe essa indicação formal”, afirma.

Nas redes sociais, pessoas relatam que estão tomando anticoaculantes como ASS e Xarelto. Umas, se automedicando. Outras, por indicação de clínicos gerais a cirurgiões vasculares.

“Eu tomei vacina da AstraZeneca e hoje acordei com câimbra na panturrilha. Vou tomar um Xarelto”, escreve uma. Outro disse que iria em busca do mesmo remédio “por via das dúvidas”.

Mais um relato: “Não tive orientação, tomei a vacina na coragem. Calculei os riscos, segurei na mão do Xarelto e fui”. Outro indica: “quem quer tomar vacina e tem risco de trombofilia, precisa procurar um médico para avaliar anticoagulantes concomitantemente”.

Um terceiro compartilha uma notícia de que uma mãe de três teria morrido com coágulos sanguíneos após imunização e escreve “dica: toma a vacina e já compra um Xarelto”.

Outro afirma que teve prescrição médica: “por indicação de um cirurgião vascular, eu tomei AAS por 15 dias depois da primeira dose da AstraZeneca. Vou repetir quando tomar a segunda dose”.

Há também quem ironize: “dos mesmos criadores do ‘kit Covid’, agora temos o ‘kit vacina'”.

Uma trombose ocorre quando um coágulo se forma nos vasos sanguíneos e funciona como uma barreira que impede a circulação adequada do sangue pelo local.

Os anticoagulantes, então, agem para deixar o sangue mais fluido e facilitar a passagem pelas veias. Mas, um dos efeitos adversos desses remédios é o sangramento exacerbado.

Além disso, a trombose causada pela vacina é diferente de outros tipos, que podem ser tratados, nos casos leves, com anticoagulantes.

A trombose rara após a imunização é conhecida como trombocitopenia trombótica induzida por vacina (VIIT, na sigla em inglês) e acontece por uma reação autoimune –isto é, o organismo cria anticorpos contra si mesmo, explica Glauber Silva.

“Não há nenhuma base fisiológica para dizer que o anticoagulante pode prevenir essa trombose. O uso de drogas que agem diretamente no sistema de coagulação não possui fundamento científico para prevenir a trombose induzida por vacina”, afirma o médico.

Especialistas em saúde vascular e hematologia ouvidos pela Folha concordam que o uso de anticoagulantes como forma de prevenção da VIIT acrescenta riscos não calculados.

“Esses casos muito raros de trombose ligados à vacina são completamente diferentes da trombose que vemos normalmente, é um evento imunomediado [relacionado ao sistema imune]”, afirma a médica Joyce Annichino, hematologista e professora do Departamento de Clínica Médica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

“O uso de anticoagulantes requer muita cautela. Mesmo no caso de doses baixas, se o paciente tiver uma úlcera desconhecida no estômago ou um aneurisma cerebral, pode ter um sangramento facilitado pelo remédio”, diz Kenji Nishinari, cirurgião vascular do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo.

Estimativas apontam que ocorrem de 1 a 4 casos da VIIT para cada milhão de doses de vacinas aplicadas. Os casos acontecem geralmente com pessoas mais jovens, que são as que produzem reações imunes mais intensas.

Para comparação, no mundo, a incidência geral de trombose é de cerca de 1.000 casos a cada milhão de pessoas.

Ainda assim, em maio deste ano, o governo do Reino Unido sugeriu que pessoas com menos de 40 anos de idade dessem preferência a outros imunizantes que não o da AstraZeneca —mas somente se isso não causasse atraso na vacinação, pois os riscos de permanecer sem a vacina são muito maiores do que o risco de desenvolver a trombose.

Em abril, os EUA suspenderam o uso da Janssen depois da detecção de seis casos de acidentes vasculares raros envolvendo coágulos sanguíneos cerca de duas semanas após a vacinação. Mas o imunizante já voltou a ser aplicado.

No Brasil, está suspensa a aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes. Isso porque a gravidez, assim como o uso de pílula anticoncepcional e o cigarro, traz um risco bem mais alto para a trombose do que a vacina. As grávidas podem tomar doses de outros imunizantes disponíveis no país.

Mas, mesmo que esse risco de ter uma trombose relacionada à vacina seja extremamente baixo, Annichino diz que é importante procurar um médico se sinais de coagulação aparecerem após a primeira dose do imunizante.

Manchas roxas pelo corpo (que indicam algum sangramento interno), dores muito fortes e inchaço nas pernas, dor de cabeça muito acima do normal, náusea e perda de equilíbrio devem acender o alerta para que um médico seja procurado o quanto antes.

Para Silva, a pandemia evidenciou uma deficiência do meio médico brasileiro de indicar terapias usando apenas a suposição, como o chamado tratamento precoce ou “kit Covid”, que incluiu remédios que não funcionam contra a doença, como a cloroquina e a ivermectina.

O uso de anticoagulantes, atualmente, é feito pelos médicos em pacientes hospitalizados com a Covid moderada e grave para evitar os coágulos que podem surgir em decorrência da infecção pelo vírus.

Quem recebe a vacina pode ter algumas reações esperadas, como dores pelo corpo e febre. Os médicos afirmam que medicamentos como antitérmicos e analgésicos podem ser usados para aliviar esses sintomas, mas não devem ser consumidos como forma de prevenção.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Dois casos da variante delta são confirmados no interior paulista

Dois pacientes do interior de São Paulo receberam o diagnóstico da variante delta da Covid-19. É o terceiro caso confirmado da nova cepa no estado.

Os novos casos foram confirmados em um homem, de 44 anos, que mora em Pindamonhangaba, e em uma mulher, de 30 anos, de Guaratinguetá. Os dois tiveram apenas sintomas leves, informou a Secretaria Estadual de Saúde nesta sexta (16).

A nova variante foi identificada por sequenciamento genético feito pelo Instituto Butantan. Os municípios e o governo estadual ainda estudam se houve transmissão comunitária nesses casos.

Na quarta (14), a Prefeitura de São Paulo, onde a variante foi identificada pela primeira vez no estado, confirmou que a variante delta já circula no município.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, as novas cepas têm sido “monitoradas de perto” em todo o estado para a adoção de medidas de controle de sua disseminação.

“São Paulo tem feito o sequenciamento genético de cerca de 6% das pessoas que testam positivo para identificar quais variantes estão circulando no estado”, disse o diretor, na manhã desta sexta (16) após o instituto entregar mais 1 milhão de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde.

O governador João Doria (PSDB), que recebeu o diagnóstico de Covid na quinta (15), também fez o teste de sequenciamento para investigar se foi contaminado com a nova cepa. O resultado ainda não foi concluído.

O vice governador Rodrigo Garcia informou que, assim como os familiares de Doria, todos os servidores e secretários que tiveram contato com o governador nos últimos dias foram testados para a Covid-19.

“Fiz o teste e ele foi negativo”, disse Garcia. Outros secretários também testaram negativo para o vírus.

Pesquisas indicam que a variante delta apresenta nível de transmissibilidade cerca de 50% maior do que as linhagens anteriores do vírus. Os estudos também indicam que as vacinas usadas hoje contra a Covid-19 têm menor resposta neutralizante nesta cepa.

As características desta variante é que têm feito outros países, como Chile e Reino Unido, a já planejar o início de um novo ciclo vacinal em sua população. Segundo Covas, São Paulo também planeja o próximo ciclo de vacinação, ainda que não tenha conseguido imunizar toda a população adulta do estado.

“Como esses países conseguiram avançar rapidamente na vacinação, já estão prevendo segundo ciclo de aplicação. O mesmo deve odcorrer aqui no Brasil no ano que vem para todas as vacinas. Inclusive, já tem vacina, como a da Pfizer e AstraZeneca, sendo testada aqui e no mundo para este novo ciclo”, disse Covas.

O Butantan também planeja um estudo para avaliar o efeito da vacinação anual com a Coronavac contra novas variantes. Covas não informou quando os testes devem ser iniciados.

Com as novas doses de Coronavac entregues ao governo federal nesta sexta, o Instituto Butantan alcança a liberação de 55,1 milhões ao Programa Nacional de imunização. O contrato prevê a aquisição total de 100 milhões de doses.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Imbruvica: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

O Ibrutinib é um remédio que pode ser utilizado no tratamento do linfoma das células do manto e da leucemia linfocítica crônica, pois é capaz de bloquear a ação de uma proteína responsável por ajudar as células cancerígenas a crescer e se multiplicar.

Este medicamento é produzido pelos laboratórios da farmacêutica Janssen com o nome comercial de Imbruvica e pode ser comprado nas farmácias convencionais sob a forma de cápsulas com 140 mg.

Imbruvica: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Como tomar 

O uso do Ibrutinib deve ser sempre orientado por um oncologista, no entanto, as indicações gerais do medicamento indicam a ingestão de 4 cápsulas 1 vez por dia, de preferência à mesma hora.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras, sem partir ou mastigar, juntamente com um copo de água. 

Possíveis efeitos colaterais 

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns do Ibrutinib incluem cansaço frequente, infecções no nariz, manchas vermelhas ou roxas na pele, febre, sintomas de gripe, arrepios e dores no corpo, seios nasais ou garganta.

Quem não deve tomar

Este remédio está contraindicado para crianças e adolescentes, assim como para pacientes com alergia a algum dos componentes da fórmula. Além disso, não devem ser usado em conjunto com remédios derivados de plantas para o tratamento da depressão contendo Erva de S. João.

O Ibrutinib também não deve ser usado por mulheres grávidas ou amamentando, sem acompanhamento do obstetra. 

Fonte tuasaude.com

7 alimentos que aceleram o metabolismo

Os alimentos que aceleram o metabolismo e desintoxicam o organismo, são principalmente os ricos em cafeína, como café e chá verde, ou os temperos como a canela e apimenta, pois são ricos em substâncias que aceleraram o metabolismo, como catequinas e capsaicinas.

Assim, quando utilizados juntamente com uma alimentação saudável e com a prática frequente de atividade física, eles ajudam a aumentar a perda de peso e a melhorar o funcionamento do organismo.

1. Pimenta vermelha

7 alimentos que aceleram o metabolismo

A pimenta vermelha é rica em capsaicina, uma substância com propriedade antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajuda a aliviar a dor, prevenir câncer e acelerar o metabolismo.

Deve-se consumir cerca de 3 g de pimenta por dia, e quanto mais ardida, maior o seu teor em capsaicina, mas o seu consumo exagerado pode causar queimação na boca e no estômago.

2. Chá verde

7 alimentos que aceleram o metabolismo

O chá verde é rico em flavonoides e cafeína, substâncias que aumentam o metabolismo e favorece a queima de gordura. Além disso, ele tem efeito diurético, o que ajuda a eliminar a retenção de líquidos.

Para obter os seus efeitos, deve-se consumir de 4 a 5 xícaras por dia, evitando o seu consumo juntamente com as refeições principais, para que não atrapalhe a absorção de minerais da dieta, como ferro, zinco e cálcio. Veja todos os benefícios do chá verde.

3. Canela

7 alimentos que aceleram o metabolismo

Além de ter ação termogênica, a canela tem ação anti-inflamatória, antioxidante, melhora a digestão e ajuda a controlar a diabetes e o colesterol alto.

Essa especiaria pode ser consumida na forma de chá ou pode-se adicionar 1 colher de chá em saladas de frutas, sucos, vitaminas e no leite.

4. Gengibre

7 alimentos que aceleram o metabolismo

Por conter os compostos 6-gingerol e 8-gingerol, o gengibre aumenta a produção de calor e de suor, o que ajuda no emagrecimento e na prevenção do ganho de peso.

Além disso, ele melhora a digestão e combate os gases intestinais, podendo ser consumido na forma de chá ou adicionado em sucos, vitaminas e saladas. Veja receitas com gengibre para emagrecer.

5. Guaraná

7 alimentos que aceleram o metabolismo

O guaraná ajuda a aumentar o metabolismo porque contém cafeína, e para emagrecer ele deve ser consumido de preferência juntamente com sucos ou chás que também ajudam na perda de peso, como chá de gengibre e sucos verde. Veja todos os benefícios do pó de guaraná.

A quantidade recomendada é de 1 a 2 colheres de chá de pó de guaraná por dia, evitando os eu consumo durante a noite, para evitar problemas de insônia.

6. Vinagre de maçã

7 alimentos que aceleram o metabolismo

O vinagre de maçã ajuda na perda de peso porque melhora a digestão, aumenta a saciedade, combate a retenção de líquidos e é ricos em antioxidantes que melhoram o funcionamento do organismo.

Para auxiliar na dieta, deve-se consumi de 1 a 2 colheres de chá do vinagre diluídas em um copo de água por dia, ou utilizá-lo como para temperar carnes e saladas.

7. Café

7 alimentos que aceleram o metabolismo

Por ser rico em cafeína, o café acelera o metabolismo e pode ser consumido ao longo do dia no café da manhã ou nos lanches.

A quantidade recomendada é de até 5 xícaras de 150 ml por dia, lembrando de evitar o seu consumo em casos de gastrite, pressão alta ou insônia.

Também é importante lembrar que o ideal é que esses alimentos sejam prescritos por um nutricionista, pois seu consumo excessivo pode causar problemas como insônia e pressão alta.

O que é metabolismo

O metabolismo corresponde ao conjunto de processos bioquímicos que ocorrem no corpo que controla a síntese e a degradação de substâncias no organismo e, assim, permitem as funções vitais, como respiração, regulação da temperatura corporal e geração de energia, por exemplo.

O metabolismo é regulado por diversas enzimas e pode ser classificado em duas fases:

  • Anabolismo, que corresponde a reações bioquímicas de síntese, ou seja, permite a produção de moléculas mais complexas, como as proteínas, por exemplo, a partir de moléculas mais simples, como os aminoácidos;
  • Catabolismo, que corresponde a reações bioquímicas de degradação, ou seja, permite a produção de moléculas mais simples a partir de outras mais complexas, como por exemplo água e energia (ATP) a partir da glicose.

Para que o organismo se encontre em homeostase, é preciso que o anabolismo e o catabolismo também se encontre em equilíbrio. Quando o anabolismo está mais presente que o catabolismo, há ganho de massa muscular, por exemplo. Quando o ocorre o contrário, o organismo perde massa, sendo essa situação mais característica em períodos de jejum.

O metabolismo basal corresponde ao metabolismo da pessoa no período de jejum, ou seja, a quantidade de calorias que o organismo de uma pessoa que se encontra em jejum absoluto consegue consumir em 24 horas sem que haja danos ao organismo. Normalmente é a partir da avaliação do metabolismo basal, hábitos e objetivos da pessoa que o nutricionista consegue prescrever a dieta mais adequada para cada caso.

Fonte tuasaude.com

Estudo liga consumo de álcool a 740 mil casos anuais de câncer

Mais de 4% dos casos de câncer diagnosticados no mundo em 2020 –cerca de 741,3 mil– foram causados ​​pelo consumo de álcool.

Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology que destaca a ligação direta entre o consumo de bebidas alcoólicas e os cânceres de mama, de boca, de garganta, de laringe, de esôfago, de fígado, de cólon e de reto.

Ainda que a maior parte dos casos esteja associada ao consumo excessivo de álcool, a ingestão moderada de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de desenvolver a doença, alerta a pesquisa, realizada por cientistas do Canadá, da França, dos Estados Unidos, da Holanda e da Nigéria.

Conforme as estimativas, o consumo diário de um pequeno copo de cerveja ou um pequeno copo de vinho –o equivalente a até 10 gramas de álcool– contribuiu para algo entre 35,4 mil e 145,8 mil casos de câncer no ano passado.

A incidência varia de acordo com a região –as mais afetadas são a Europa, mais especificamente a do leste e central, e o sudeste da Ásia. A distribuição por gênero é bastante desigual. Do total, 77% dos casos foram registrados em homens e 23% entre mulheres.

Segundo a pesquisadora Harriet Rumgay, da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), uma das autoras do estudo, os resultados apontam a necessidade de se mostrar de forma clara à população a relação estreita entre o consumo de álcool e o câncer.

“Estratégias de saúde pública, como reduzir a disponibilidade de álcool no varejo, expor no rótulo das bebidas alcoólicas advertências sobre os riscos e restrições de publicidade podem reduzir a taxa de casos de câncer causados ​​pelo álcool”, assinala.

Para estabelecer a porcentagem de casos de câncer relacionados ao consumo de álcool, os pesquisadores utilizaram dados sobre os níveis de ingestão de bebidas alcoólicas por pessoa por país em 2010.

Em seguida, combinaram essas informações com uma estimativa de novos casos de câncer em 2020, levando em conta o tempo que o consumo de álcool leva para ter impacto sobre a saúde.

O estudo indica o número de casos, mas não de mortes.

“Seria muito interessante estimar as mortes por câncer causadas pelo álcool, o que é um passo depois da análise que fizemos”, diz Rumgay.

O vínculo entre álcool e câncer

De acordo com a ONG Cancer Research UK, sediada no Reino Unido, há sete tipos de câncer cujo risco aumenta com o consumo de álcool.

São eles o de mama e o colorretal –os dois dos mais comuns–, e os de boca, garganta, laringe, esôfago e fígado.

O álcool causa danos ao corpo especialmente de três maneiras. Uma delas é provocando dano celular: quando ingerimos álcool, o corpo o transforma em acetaldeído, uma substância química que pode causar danos às células e até impedir que elas reparem os prejuízos causados.

Outra forma são as alterações hormonais, já que o álcool aumenta os níveis de alguns hormônios, como estrogênio e insulina. Esses níveis mais altos podem fazer com que as células se dividam com mais frequência, o que aumenta a chance de desenvolvimento de células cancerosas.

E há, finalmente, a possibilidade de ocorrência de alterações nas células da boca e da garganta. O álcool pode tornar essas células mais propensas a absorver produtos químicos perigosos, como os encontrados na fumaça do cigarro.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Desenvolvimento do bebê – 31 semanas de gestação

Semana de gestação: 31 semanas

Equivale ao mês: final do 7º mês

Equivale aos dias: 211 a 217 dias de gestação

Na 31ª semana de gestação, o desenvolvimento do bebê é marcado por já ter os pulmões mais desenvolvidos, com maior capacidade de realizar trocas de oxigênio, embora o amadurecimento completo dos pulmões ocorra até o final da gravidez, e os rins do bebê produzem cada vez mais urina que é eliminada no líquido amniótico.

O bebê já tem a pele mais rosada e lisa devido ao acúmulo de gordura sob a pele, que também se encontra coberta da vernix caseosa que protege a pele do bebê do líquido amniótico e de infecções. 

Durante essa semana, a mulher pode continuar a ter as contrações de Braxton-Hicks, e podem surgir vontade frequente de urinar ou dor nas costas.

Desenvolvimento do bebê - 31 semanas de gestação

Desenvolvimento do bebê

Na 31ª semana da gestação, as pálpebras do bebê permanecem abertas por um maior período de tempo, sendo que é possível ver pelo ultrassom o piscar de olhos do bebê, apesar de ainda serem muito lentos, chegando a aproximadamente 6 a 15 piscadas por hora. A íris do bebê, que é a parte colorida dos olhos, já pode contrair e dilatar.

O sistema respiratório do bebê está praticamente formado, pois os alvéolos dos pulmões se encontram em fase final de amadurecimento e a superfície de contato com os vasos sanguíneos pulmonares já está formada, de forma que a capacidade do pulmão em realizar trocas de oxigênio está quase completa. Os pulmões continuam a produzir o surfactante, uma espécie de “lubrificante” que irá impedir que as paredes dos alvéolos fiquem coladas, facilitando a respiração.

Além disso, o sistema urinário do bebê funciona cada vez mais e os rins já são capazes de filtrar o sangue e eliminar os resíduos na urina, no líquido amniótico. Nesta fase da gestação, o conteúdo da urina é muito parecido com o do líquido amniótico, no entanto é um pouco mais concentrado, uma vez que a produção de líquido amniótico nesta fase se deve em grande parte à urina e em pequena parte às membranas da cavidade amniótica. 

Nesta fase da gestação, devido ao acúmulo de gordura, a pele fica mais rosada e lisa, e o rosto do bebê começa a ficar mais arredondado. A vernix caseosa, que tem a função de prevenir infecções, regular a temperatura corporal, hidratar a pele e proteger a pele do líquido amniótico, continua a se formar. Além disso, a vérnix é importante pois vai atuar como um lubrificante para ajudar o bebê a passar pelo canal vaginal no futuro parto.

O bebê pode ainda estar sentado nessa semana, sendo normal, alguns bebês demoram mais tempo para virar de cabeça para baixo, e há bebês que só viram depois de começar o trabalho de parto. Veja alguns exercícios que podem ajudar o bebê a virar de cabeça para baixo

Tamanho do bebê

O tamanho do feto com 31 semanas de gestação é de cerca de 40.3 centímetros medidos da cabeça aos pés e cerca de 28.3 centímetros da cabeça ao bumbum, sendo equivalente ao tamanho de um abacaxi.

Mudanças no corpo da mulher

Na 31ª semana de gravidez, os seios já estão preparados para futura amamentação e nesta fase pode ocorrer vazamento um líquido cremoso amarelado pelos mamilos, que é o colostro, o primeiro leite produzido rico em proteínas, nutrientes e anticorpos, importante para nutrir o bebê e ajudar a combater infecções quando nascer.

Nesta fase da gestação, a mulher pode continuar apresentando as contrações de Braxton-Hicks, também chamadas de contrações de treinamento, que são contrações leves e consideradas normais, pois preparam o útero e os tecidos pélvicos para o futuro parto. Além disso, podem surgir sintomas como vontade de urinar com frequência ou dor nas costas.

Cuidados durante a 31ª semana

Na 31ª semana da gestação, alguns cuidados são importantes para ajudar a aliviar os desconfortos que podem surgir como: 

  • Contrações de Braxton-Hicks: movimentar o corpo ou fazer exercícios físicos recomendados pelo médico ajudam a aliviar o desconforto das contrações. No entanto se a contração for forte, muito frequente ou acompanhada de outros sintomas como dor nas costas, sangramento vaginal ou corrimento líquido, deve-se procurar ajuda médica imediatamente, pois a mulher pode ter entrado em trabalho de parto. Saiba identificar os sinais de trabalho de parto;
  • Vontade frequente de urinar: não prender a urina, pois deixar a urina retida na bexiga pode aumentar o risco de infecção urinária;
  • Dor nas costas: não ficar muito tempo de pé e evitar cruzar as pernas ao sentar, usar uma cinta de gestante para dar suporte à barriga e às costas, podem ajudar a melhorar a dor nas costas. Além disso, é importante fazer exercícios para alongar e fortalecer a musculatura das costas e da pelve como ioga ou pilates, por exemplo. Confira os melhores exercícios para fazer na gravidez.

É importante seguir todas as recomendações médicas durante a gravidez, fazendo uma alimentação saudável e nutritiva, incluindo frutas, verduras e legumes frescos, e exercícios físicos para ajudar a controlar o aumento de peso. Veja como deve ser a alimentação na gravidez.   

Além disso, deve-se realizar as consultas pré-natais, tomar ácido fólico e os suplementos indicados pelo obstetra e evitar o uso de remédios por conta própria. Saiba como é feito o pré-natal.

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Fonte tuasaude.com

Doria volta a falar em revacinação contra a Covid em 2022

O governador João Doria falou novamente sobre a revacinacão da população contra Covid-19 na manhã desta quarta-feira (14).

“O que mencionei é aquilo que eu aprendi com os médicos infectologistas e epidemiologistas, que a partir de agora todos os anos teremos que nos vacinar contra a Covid-19, assim como nos vacinamos contra a gripe.”

Especialistas ouvidos pela Folha, porém, dizem que ainda é cedo para se falar em data de revacinação da população.

É a segunda vez em menos de uma semana que o governador cita a revacinação da população. No último domingo (11), ele afirmou que o país deverá iniciar um novo ciclo de vacinação em janeiro.

“A partir de janeiro do ano que vem, o Brasil, através do Ministério da Saúde, do Plano Nacional de Imunização, deverá iniciar um novo ciclo de vacinação de 2022. O de 2021 estará encerrado, e eu espero que o Ministério da Saúde cumpra o seu dever, eu estou otimista nesse sentido”, disse.

A fala ocorreu nesta quarta-feira (14), no Instituto Butantan, quando o governo estadual e o instituto realizaram a entrega de 800 mil doses de Coronavac ao PNI (Plano Nacional de Imunização). A expectativa é que nesta quinta-feira (15), sejam entregues mais 200 mil, totalizando 1 milhão.

Com isso, serão entregues 54,1 milhões de doses ao Ministério da Saúde, pouco mais da metade das 100 milhões de doses encomendadas pelo governo federal.

As entregas desta quarta-feira fazem parte de um lote de 10 milhões de doses que o Butantan começa a entregar ao PNI este mês.

Doria também reafirmou o compromisso de antecipar a entrega do total de 100 milhões doses previstas em contrato com o governo federal. O prazo inicial contava com as entregas até o dia 30 de setembro, mas o governador afirmou que as doses estarão disponíveis no fim de agosto.

“Ao longo deste próximo mês de agosto vamos completar 100 milhões de doses da vacina do Butantan, um mês antes do prazo contratado que era 30 de setembro.”

O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, prevê a necessidade de um reforço anual das vacinas contra a Covid-19.

“Nós entendemos que o coronavírus veio para ficar. Assim em 2009 o H1N1, que foi o vírus da gripe, também veio e ficou, anualmente nós precisamos fazer uma dose adicional. Normalmente assim é feito, anualmente”, disse.

A mesma previsão foi feita pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, no último domingo, quando disse que há a perspectiva de um reforço anual da imunização “enquanto nós tivermos circulação viral”.

Também está sendo desenvolvida pelo Butantan a Butanvac, uma vacina contra a Covid-19 que recebeu a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser aplicada nos testes com voluntários no último dia 7.

Covas afirmou também que uma versão da Butanvac e da Coronavac contra a variante gama (p.1) está sendo desenvolvida, e estará disponível em 2022.

Na mesma ocasião, Doria anunciou a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos a partir de 23 de agosto. Também antecipou a campanha de imunização de todos os adultos de 15 de setembro para 20 de agosto.

O que permitiu a antecipação foi a compra de 4 milhões de doses da Coronavac diretamente com o laboratório chinês Sinovac, sem intermediação do Ministério da Saúde, de acordo com o governador. Destas, 1,7 milhão já foram entregues e o restante deve chegar ao Brasil até o final do mês.

Segundo Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização, caso a Coronavac seja aprovada para adolescentes entre 12 e 17 anos, o cronograma pode ser antecipado.

Neste momento, a vacinação de adolescentes conta apenas com as doses da Pfizer, única autorizada pela Anvisa.

“Quando apresentamos no domingo [11] o calendário de 12 a 17 anos de adolescentes nós trabalhamos com a vacina da Pfizer. Agora, a partir do momento em que a gente tem a inclusão da vacina do Butantan para crianças e adolescentes também, a gente vai rever o nosso calendário”, disse Paula.

Assim como a campanha de imunização de adultos, a vacinação de adolescentes será escalonada. Primeiro serão aqueles de 12 a 17 anos com comorbidades e deficiências permanentes, e também gestantes, entre 23 de agosto e 5 de setembro.

Em seguida, começará o escalonamento por idade com jovens de 15 a 17 anos, de 6 a 19 de setembro. Por fim, adolescentes de 12 a 14 anos serão vacinados de 20 a 30 de setembro.

Para que esse calendário se cumpra, a expectativa é que todos aqueles com mais de 18 anos recebam ao menos a primeira dose até o dia 20 de agosto. Por isso, aqueles com idade entre 35 e 36 anos poderão se vacinar a partir desta quinta-feira (15). Na segunda-feira (19), será a vez de quem tem entre 30 e 34 anos.

No dia 5 de agosto, pessoas de 25 a 29 anos poderão receber a aplicação e, em seguida, em 13 de agosto, aqueles entre 18 e 24 anos.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Jejum intermitente: o que é, benefícios e como fazer

O jejum intermitente é uma dieta que pode ajudar a melhorar a imunidade, favorecer a desintoxicação do organismo e também melhorar a disposição e a agilidade mental. Este tipo de jejum consiste em não comer alimentos sólidos entre 16 e 32 horas seguidas, algumas vezes por semana, de forma programada, voltando à alimentação habitual, de preferência baseada em alimentos com baixo teor de açúcar e gorduras.

Para conseguir os benefícios, a estratégia mais comum para iniciar este jejum é ficar sem comer por 14 ou 16 horas, apenas ingerindo líquidos, como água, chá e café sem açúcar, mas este estilo de vida só é aconselhado para pessoas saudáveis e, ainda assim, é necessário o consentimento e apoio de um médico, enfermeiro ou profissional de saúde que tenha conhecimento deste tipo de jejum, para garantir que seja bem feito e faça bem para a saúde.

Jejum intermitente: o que é, benefícios e como fazer

Como fazer

Existem maneiras diferentes de se fazer o jejum intermitente, embora, em todas elas, se realize um período de restrição na ingestão de alimentos, intercalando com um período em que se pode comer. No caso de nunca se ter feito jejum, normalmente é recomendado fazer jejum intermitente 1 vez por semana e por no máximo 16 horas. Esse período de jejum pode ser aumentado de forma gradual, ou seja, pode-se começar fazendo 12 horas e, à medida que vai havendo adaptação, aumentar o período de jejum.

Antes de iniciar o período de jejum, é recomendado fazer uma refeição com baixa quantidade de carboidratos, pois assim é mais fácil ficar sem fome durante o jejum. Nas primeiras 4 horas, o organismo utiliza a energia fornecida pela última refeição. 

Tipo de jejum intermitente

O tipo de jejum intermitente pode variar de acordo com a duração do período de jejum e a quantidade de vezes, na semana, em que é realizado, sendo as principais formas:

  • Jejum de 16h: consiste em ficar entre 14 e 16 horas sem comer, incluindo o período do sono, e comer nas 8 horas restantes do dia.
  • Jejum de 24h: é feito com um dia inteiro de jejum, e pode ser feito 2 ou 3 vezes por semana.
  • Jejum de 36 horas: consiste em ficar 1 dia inteiro e mais metade do outro dia sem comer. Este tipo de jejum deve ser feito por pessoas mais acostumadas com o jejum, e sob orientação médica.
  • Comer 5 dias e restringir 2 dias: significa comer por 5 dias da semana normalmente, e escolher 2 dias para reduzir a quantidade de calorias para cerca de 500 por dia.

No período de jejum estão liberados água, chás e café, sem a adição de açúcar ou adoçantes. É comum nos primeiros dias sentir muita fome, mas nos dias seguintes o corpo acaba se acostumando, tornando o processo mais fácil. 

Veja mais sobre como fazer o jejum intermitente no vídeo a seguir:

O que comer depois do jejum 

Após o período de jejum é recomendado comer alimentos de fácil digestão e de baixo índice glicêmico, evitando o excesso de gorduras ou açúcares, pois assim é possível garantir os resultados do jejum intermitente.

Alimentos aconselhados

Após o jejum, é importante fazer uma refeição com baixo índice glicêmico para garantir uma boa capacidade digestiva e o bem estar, que pode incluir:

  • Cogumelos;
  • Batata doce;
  • Abobrinha;
  • Quinoa;
  • Peito de frango;
  • Sardinha ou atum enlatado;
  • Brócolis;
  • Espinafre;
  • Tomate;
  • Repolho;
  • Couve-flor;
  • Sopa de ossos.

Após o jejum, algumas frutas que podem também ser consumidas juntamente com a refeição são maçã, morango, framboesa e mirtilo. Além disso, quanto mais tempo sem comer, menor deve ser a quantidade de comida, especialmente na primeira refeição. Confira outros alimentos com baixo índice glicêmico que podem ser incluídos na alimentação pós jejum.

Alimentos desaconselhados

Devem ser evitados alimentos fritos ou preparados com muita gordura, como batata frita, coxinhas, molho branco ou sorvetes, bolachas recheadas ou comida congelada, como lasanha.

Para conseguir emagrecer com jejum intermitente, é importante também praticar uma atividade física, como caminhada ou mesmo academia, nunca de estômago vazio, e de preferência, orientada por um profissional de educação física.

Veja ainda como evitar o efeito sanfona que pode acontecer quando não se faz o jejum intermitente corretamente, no vídeo seguinte:

Principais benefícios do jejum

Os principais benefícios do jejum intermitente são:

  1. Regular os níveis de colesterol e triglicerídeos: isto porque a alimentação realizada antes e após o jejum deve ser pobre em açúcar e gordura, além de ser rica em fibras, o que favorece a eliminação do excesso de gordura, ajudando a melhorar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue;
  2. Aumentar o metabolismo: ao contrário da crença de que o jejum pode desacelerar o metabolismo, isto só acontece em casos de jejuns acima de 48h. Contudo, no jejum intermitente controlado, a baixa ingestão de calorias reduz os níveis de glicose e insulina no sangue. Isto obriga o organismo a usar as células de gordura do corpo, que fornecem muita energia e aumentam o metabolismo;
  3. Prevenir a pressão alta: além de ajudar a reduzir o colesterol e os triglicerídeos, o jejum intermitente também diminui os níveis de gordura ruim (o LDL) e aumenta os de gordura boa (o HDL), facilitando a circulação de sangue e prevenindo a pressão alta;
  4. Prevenir a diabetes: o jejum intermitente associado ao baixo consumo de açúcar na dieta, ajuda a equilibrar os níveis de glicose e insulina no sangue, ajudando a evitar a diabetes;
  5. Ajudar a emagrecer: ficar um período sem comer diminui os níveis do hormônio insulina no sangue, além de estimular o organismo a usar as reservas de açúcar e as células de gordura, o que contribui diretamente para o emagrecimento. Entenda melhor como o jejum intermitente pode ajudar a emagrecer;
  6. Prevenir a flacidez: o jejum intermitente promove o aumento dos níveis do hormônio GH (hormônio do crescimento) no sangue. Com isto, além deste hormônio facilitar a queima de gordura do corpo, ainda ajuda a aumentar a massa muscular, prevenindo a flacidez;
  7. Desintoxicar o organismo: ficar sem comer por um curto período, beber bastante água e evitar alimentos gordurosos e ricos em açúcar, diminui os níveis de açúcar e gordura no organismo, o que contribui para equilibrar a flora intestinal e  desintoxicar o organismo, evitando problemas de saúde como asma, artrite, câncer e esteatose hepática;
  8. Diminuir o risco de doenças do coração: por ser uma dieta rica em fibras, vitaminas e antioxidantes, o jejum intermitente previne a formação de placas de gordura no sangue, ajudando a diminuir o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, derrame e aterosclerose;
  9. Prevenir o envelhecimento precoce: diminuir o consumo de açúcar e gordura, e priorizar os alimentos ricos em fibras e vitaminas, como acontece na dieta de jejum intermitente, ajuda a diminuir a inflamação, promover a hidratação, aumentar a produção de colágeno, diminuindo as rugas e o envelhecimento precoce.

Durante o jejum intermitente também é possível se sentir mais alerta, ter melhoras na memória, apresentar mais disposição, melhor humor e sensação geral de bem estar.

Quando não é indicado

O jejum intermitente é contraindicado em qualquer situação de doença, especialmente em casos de anemia, hipertensão, pressão baixa ou insuficiência renal, ou que precisam usar remédios controlados diariamente. Da mesma forma, o jejum intermitente não é indicado para crianças, para pessoas com histórico de anorexia ou bulimia, com diabetes, com pouco peso, mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

No entanto, mesmo se estiver saudável, é importante realizar uma consulta com o clínico geral para avaliar como estão as condições do corpo e realizar exames, como os para avaliar a glicemia, antes de iniciar este tipo de dieta. 

No nosso podcast a nutricionista Tatiana Zanin, esclarece as principais dúvidas sobre o jejum intermitente, quais seus benefícios, como fazer e o que comer após o jejum:

Fonte tuasaude.com