Queiroga diz que variante ômicron já é prevalente no Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que tem observado um aumento de casos de Covid-19 num cenário em que a variante ômicron já é prevalente no Brasil.

“Infelizmente, ela [ômicron] já é prevalente aqui no Brasil, nós estamos assistindo o aumento de casos. E como em outros países que tem uma campanha forte como a nossa [de vacinação], a nossa expectativa é que não tenha um impacto em hospitalização e em óbitos”, disse a jornalistas nesta terça-feira (11).

No Brasil, o primeiro caso foi anunciado em 30 de novembro. A variante ômicron já representa 92,6% dos testes positivos para detecção de Covid no Brasil, indica levantamento feito por laboratórios.

A primeira morte causada pela variante ômicron no Brasil foi confirmada no dia 6 de janeiro pela Secretaria de Saúde da cidade de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiás.

O paciente, de 68 anos, era hipertenso e tinha doença pulmonar obstrutiva crônica. De acordo com a pasta, ele havia recebido três doses de vacina contra a Covid-19: duas no esquema primário e uma de reforço.

O ministro disse ainda que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) podem ser avaliadas para o programa de vacinação, inclusive a Coronavac para crianças caso tenha o aval da agência reguladora.

“O presidente [Jair Bolsonaro] disse que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa podem ser consideradas para o Plano Nacional de Operacionalização. Se a Anvisa aprovar, o Ministério da Saúde vai analisar as condições dessa aprovação e, como de costume, liberar esse imunizante para a população brasileira”, informou.

Como a Folha mostrou, o Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa.

Como a vacina é a mesma utilizada em adultos, estados já se planejam para aplicar doses no público infantil. Hoje, há estoques, e o imunizante é apontado por especialistas como boa opção para crianças.

O Instituto Butantan entrou com novo pedido para a aprovação do uso da Coronavac em crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, em 15 de dezembro. O prazo de avaliação da Anvisa ainda não terminou.

No Brasil, apenas a vacina da Pfizer é aprovada pela Anvisa para ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. O Ministério da Saúde irá receber 20 milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre deste ano.

“A primeira remessa chegará dia 13 e será prontamente distribuída aos municípios”, disse Queiroga a jornalistas.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

7 possíveis benefícios do vinho para a saúde

O vinho, contém resveratrol, um composto presente principalmente nas cascas das uvas roxas e que possui propriedades antioxidantes, podendo ajudar na prevenção de algumas doenças, como câncer, infarto, derrame e diabetes.

Além disso, os outros antioxidantes presentes no vinho tinto, como taninos e flavonoides, também contêm ação prebiótica, ajudando a aumentar a quantidade e qualidade de bactérias benéficas no intestino, diminuindo as inflamações e ajudando a fortalecer o sistema imunológico. Conheça outros benefícios dos antioxidantes para a saúde.

No entanto, o consumo excessivo de vinho é prejudicial e pode contribuir para alguns problemas de saúde, como alcoolismo, câncer e pressão alta. Além disso, por conter álcool, o vinho não é recomendado para algumas pessoas, como menores de 18 anos e mulheres que estejam grávidas ou amamentando.

7 possíveis benefícios do vinho para a saúde

Alguns dos possíveis benefícios que o consumo de vinho tinto pode oferecer para a saúde são:

  1. Diminuir o risco de aterosclerose, porque ajuda a aumentar os níveis de HDL, o “colesterol bom”, além de ajudar a diminuir os níveis do colesterol “ruim”, o LDL, no sangue;
  2. Ajudar a evitar pressão arterial, por ajudar a relaxar os vasos sanguíneos, facilitando a circulação do sangue;
  3. Prevenir câncer, ajudando a combater os radicais livres, um dos responsáveis pelos danos às células saudáveis do corpo;
  4. Ajudar no tratamento de doenças crônicas, como artrite ou problemas na pele, devido a sua ação anti-inflamatória e antioxidante;
  5. Prevenir trombose e derrame, porque possui ação antioxidante e anti-inflamatória, evitando a oxidação das células de gordura e a formação de placas de gordura nas artérias;
  6. Fortalecer o sistema imunológico, por conter propriedades anti-inflamatórias e prebióticas, melhorando a qualidade e quantidade das  bactérias benéficas no intestino e fortalecendo as células do sistema imune;
  7. Ajudar a evitar a diabetes, porque as propriedades antioxidantes da bebida podem prevenir a resistência à insulina, o hormônio responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue.

É importante lembrar que esses possíveis benefícios podem ser obtidos somente com o consumo moderado de vinho. Vale ressaltar, também, que ainda não existem estudos feitos por longos períodos que comprovem a relação direta entre o consumo de vinho tinto e os seus benefícios na saúde.

Além disso, os antioxidantes presentes no vinho também podem ser encontrados em altas quantidades em outros alimentos, como uva e suco de uva roxa, cacau e frutas vermelhas, oferecendo os mesmos benefícios à saúde.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a informação nutricional de 100 ml de vinho tinto, vinho branco e suco de uva:

Componentes

Vinho tinto

Vinho branco

Suco de uva

Energia

85 kcal

82 kcal

60 kcal

Carboidratos

2,6 g

2,6 g

14,8 g

Proteína

0,1 g

0,1 g

0,4 g

Gordura

0,1 g

Álcool

10,6 g

10,3 g

Resveratrol

0,5 mg

0,1 mg

0,11 mg

Carotenoides

7 mg

62 mg

Para se alcançar os possíveis benefícios com o consumo do vinho, é fundamental também manter uma alimentação equilibrada e saudável, associada a prática regular de exercícios físicos.

Quantidade máxima recomendada

A Associação Americana do Coração recomenda que a ingestão segura de vinho por dia seja de até 148 ml para mulheres e de até 295 ml para homens, considerando que o vinho contenha até 12% de álcool.

Quais são os possíveis malefícios

O consumo excessivo de vinho pode aumentar o risco do surgimento de alguns tipos de câncer, como de boca, de mama, de garganta, de fígado e de esôfago.

Além disso, a ingestão excessiva de vinho também pode causar outros problemas, como cirrose hepática, problemas de memória, ansiedade, depressão, alcoolismo, pressão alta, diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

Quem não pode consumir vinho

O vinho não deve ser consumido por mulheres que estejam grávidas ou amamentando. Assim como essa bebida não é indicada para menores de 18 anos e para pessoas que estejam dirigindo.

Pessoas que estejam em período de tratamento ou recuperação do alcoolismo ou que possuem dificuldades de controlar a quantidade de consumo de bebidas alcoólicas não devem consumir vinho.

Além disso, pessoas que usam medicamentos regularmente ou que possuem problemas de saúde devem sempre consultar um médico antes de consumirem vinho.

Fonte tuasaude.com

Como a Cannabis medicinal chegou a 2022…

Chegamos a 2022 em nova plataforma. Essa, sim, é uma grande novidade. Até o início de dezembro, todo material do Cannabis Inc era postado no Word Press. Assim como todos os blogs da Folha, ele migrou para a mesma plataforma onde estão as demais matérias do Jornal. Nós, blogueiros, tivemos a honra de sermos incorporados. Assim se você estiver entrando aqui pela primeira vez, talvez ache que esse blog é novo, por não encontrar o arquivo. Mas o Cannabis Inc existe de 2019.

Assim achei pertinente o primeiro post do ano reunir as 10 matérias que mostram o significado de 2021 para o mundo da Cannabis medicinal. Nesse período pandêmico tão difícil – economicamente e socialmente –, ela se popularizou como instrumento no combate à depressão e à ansiedade, doenças psicológicas despertadas também pelo isolamento e medo de morte.

Nos EUA, os dispensários foram considerados serviços essenciais, as vendas se fortaleceram e as ações chegaram a valorizar na mesma velocidade que as criptomoedas. No Brasil, surgiram novos modelos de negócios e mais oportunidades de investimentos em empresas internacionais do setor.

Também surgiram vários braços de pesquisas, a mais importante delas, sem dúvida, do papel do CBD no tratamento da pós Covid, no Hospital das Clínicas. Houve também iniciativas de menor escopo, sobre o papel do CBD no aumento da imunidade do organismo, no tratamento de Alzheimer e na fibrimialgia. Nos últimos meses, as notícias de aprovação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) de novos CBDs também deram a certeza de que enfim o Brasil terá no futuro próximo um mercado mais competitivo e com preços mais acessíveis.

Boa retrospectiva! Feliz Ano Novo!

1.Brasileiro logo poderá escolher a origem do CBD no balcão da farmácia

2.Incor dá protagonismo ao Brasil ao fazer a primeira pesquisa mundial para pós covid e insuficiência cardíaca

3.Pesquisadores canadenses começam estudo clínico sobre a ação da Cannabis no combate à Covid

4.Pesquisa clínica avalia o uso do THC no tratamento de fribromialgia

5.Assista ao depoimento de Daniel Chaves que saiu da depressão com muita disciplina e CDB

6.Presidente da comissão de Cannabis é agredido por deputado bolsonarista

7.Projeto de distribuição gratuita de medicamento de Cannabis vai para aprovação na Alesp

8.Frente parlamentar de Cannabis medicinal realiza a primeira audiência pública

9.Documentário vira ferramenta de venda para empresa de investimento de Cannabis

10.No Dia Mundial do Alzheimer, cientista antecipa progresso na pesquisa com tratamento de THC

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Vacina H3N2: quando é indicada, reações comuns (e outras dúvidas)

A vacina para H3N2 protege contra a Influenza do tipo B e do tipo A, que inclui os vírus H1N1 e H3N2. Essa vacina deve ser aplicada todos os anos, já que o vírus Influenza é bastante mutável, de forma que todos os anos é feita uma atualização na composição da vacina para conferir proteção contra as variantes circulantes.

Atualmente, a variante da H3N2 em circulação é conhecida como variante Darwin e, apesar da vacina contra a Influenza administrada no ano de 2021 não ter sido produzida levando em consideração essa variante, foi verificado que a vacina é capaz de conferir uma proteção cruzada. Ou seja, a atual vacina para Influenza de neutralizar essa variante em circulação e prevenir a infecção.

Assim, a vacina para gripe está indicada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade, sendo principalmente indicada para idosos e crianças, que possuem sistema imunológico mais fragilizado, além de profissionais de saúde.

Vacina H3N2: quando é indicada, reações comuns (e outras dúvidas)

Quando é indicada

A vacina para H3N2 é indicada para todas as pessoas acima de 6 meses, no entanto é principalmente recomendada para pessoas que possuem o sistema imunológico mais debilitado e/ ou que possuem maior chance de entrar em contato com agentes infecciosos, como por exemplo:

  • Profissionais de saúde;
  • Crianças;
  • Idosos;
  • Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma ou bronquite;
  • Pessoas imunodeprimidas devido a doenças, como infecção pelo HIV e câncer;
  • Transplantados;
  • Portadores de alterações genéticas, como é o caso da trissomia do cromossomo 21, característico da Síndrome de Down;
  • Portadores de alterações cardíacas, renais, neurológicas, hepáticas e/ ou respiratórias crônicas;
  • Gestantes e mulheres até 45 dias após o parto;
  • Professores do ensino básico e superior;
  • População indígena.

A vacina H3N2 é disponibilizada gratuitamente pelo SUS nos postos de saúde, principalmente nos meses de campanha da vacina ou em situações de emergência, como no caso de epidemia de gripe, por exemplo. Além disso, é possível também encontrar a vacina para H3N2 em clínicas privadas.

Tenho sintomas de gripe, posso tomar a vacina?

Na presença de sintomas de gripe, como dor de cabeça, febre, coriza, dor no corpo e dor de cabeça, é indicado esperar cerca de 7 dias após o desaparecimento dos sintomas para tomar a vacina. Além disso, nos casos em que é apenas verificado febre, é necessário aguardar 48h após o desaparecimento da febre para tomar a vacina da gripe.

Além disso, é indicado que o teste para COVID-19 seja realizado para descartar essa infecção. Caso o teste seja positivo para COVID-19, é indicado aguardar 14 dias após o desaparecimento dos sintomas para tomar a vacina.

É necessário tomar a vacina da gripe todos os anos?

Sim, pois o vírus Influenza pode sofrer várias mutações ao longo do ano, de forma que a vacina pode não ter o mesmo efeito e nem conferir o mesmo nível de proteção contra as novas variantes em circulação. Dessa forma, é feita uma atualização anual da vacina, levando em consideração as características dos vírus circulantes no local, para que assim seja possível obter uma proteção mais eficaz. Por isso, é recomendado que a vacinação contra a gripe aconteça todos os anos. 

Posso tomar a vacina contra a H3N2 e a COVID-19 no mesmo dia?

É possível tomar as duas vacinas no mesmo dia, não havendo risco de interferência da ação dos dois imunizantes. As vacinas podem ser aplicadas em grupos musculares diferentes, ou seja, uma em cada braço, ou no mesmo braço com uma distância de pelo menos 2,5 cm, pois assim é possível diferenciar as reações locais que podem acontecer. Esclareça outras dúvidas sobre a vacina para COVID-19.

Quando não é indicada

A vacina para H3N2 não é indicada no caso de alergia à proteína do ovo ou ao látex e nem para pessoas com menos de 6 meses ou que tiveram reação alérgica grave à dose anterior da vacina.

Possíveis efeitos colaterais

As reações da vacina H3N2 são pouco frequentes, mas algumas pessoas podem relatar dor, vermelhidão e endurecimento do local em que foi aplicada a vacina, podendo esses sintomas durarem até 48 horas. Em alguns casos, é possível também haver febre, mal estar, dor no corpo e dor de cabeça. Conheça outros possíveis sintomas da vacina da gripe.

Fonte tuasaude.com

Saúde quer acelerar vacinação infantil com Coronavac

O Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Como a vacina é a mesma utilizada em adultos, estados já se planejam para aplicar doses no público infantil. Hoje, há estoques, e o imunizante é apontado por especialistas como boa opção para crianças.

O Instituto Butantan entrou com novo pedido para a aprovação do uso da Coronavac em crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, em 15 de dezembro. O prazo de avaliação da Anvisa ainda não terminou.

Integrantes do Ministério da Saúde dizem que ainda não se pode estabelecer prazo para terminar a imunização das crianças no Brasil.

De acordo com interlocutores da pasta, o ritmo dependerá da possível inclusão da Coronavac no cronograma e de uma eventual ampliação da quantidade de doses adquiridas da Pfizer no primeiro trimestre.

O planejamento inicial é receber até março 20 milhões de doses pediátricas da Pfizer contra a Covid-19, suficientes para imunizar cerca de metade da população de 5 a 11 anos.

Em nota, o ministério afirmou que “adquire e distribui apenas os imunizantes aprovados pela Anvisa, inclusive em casos de ampliação de faixas etárias”. O Instituto Butantan foi procurado, mas não se manifestou até a conclusão desta reportagem.

Nesio Fernandes, vice-presidente da região Sudeste do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário da Saúde do Espírito Santo, confirmou que estados já planejam usar a Coronavac.

Ele explicou que a vacina tem se mostrado eficaz em países que já aplicam o imunizante em crianças. Ela está sendo usada na maioria dos países sul-americanos e na China, onde já foram aplicadas mais de 120 milhões de doses no público infantil.

A Coronavac ajudaria ainda a ampliar a faixa etária de crianças imunizadas para três anos e não tem restrição para aplicação junto com outros imunizantes do calendário das crianças para outras doenças.

“Caso tenha o aval da Anvisa, é possível que as crianças estejam completamente imunizadas até o final de fevereiro. Muitos estados possuem estoque da vacina. Com o calendário atual da entrega da Pfizer, isso só ocorreria em junho”, afirmou Fernandes.

O governo de São Paulo já reservou 12 milhões de doses de Coronavac para o uso em crianças de 3 a 11 an os. Em nota, a Secretaria de Saúde disse que começaria a usar o imunizante imediatamente após aprovação da Anvisa.

As secretarias de Saúde do Pará, da Paraíba e de Minas Gerais também afirmaram que pretendem usar o imunizante em crianças. Os três estados têm Coronavac em estoque.

Amazonas, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e Goiás disseram que aguardam a aprovação da Anvisa e a orientação do Ministério da Saúde.

A Bahia afirmou que não usará a Coronavac em crianças. Os demais estados não responderam.

Eduardo Jorge da Fonseca Lima, membro do Departamento Científico de Imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e da CTAI (Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19), ressaltou que a vacina é segura para crianças por causa da tecnologia.

“O vírus inativado é conhecido pelos pediatras. Os estudos demonstraram que essa vacina produz anticorpos e poucos eventos adversos”, afirmou.

O novo pedido do Instituto Butantan para aplicar Coronavac em crianças e adolescentes é o segundo feito para esta faixa etária. O primeiro, apresentado em julho, foi avaliado pela agência reguladora e negado por causa da limitação de dados dos estudos apresentados.

A Anvisa tem 30 dias para avaliar os documentos. O prazo pode ser congelado até que novos documentos sejam apresentados caso seja solicitada uma complementação.

Já houve uma interrupção do prazo de oito dias, de 22 de dezembro a 30 de dezembro. Se não houver mais nenhuma paralisação, o prazo para a diretoria colegiada votar sobre a indicação ou não do imunizante para o público infantil termina ainda em janeiro.

A agência reguladora tem realizado rodadas de reuniões sobre a vacina Coronavac. Assim como na vacina da Pfizer, os dados têm sido debatidos com especialistas e convidados.

Isabella Ballalai, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), disse que a Coronavac pode ser uma ótima opção para o público infantil se aprovada pela Anvisa.

No entanto, ela ressalta que os pais, caso tenham oportunidade, devem levar os filhos para receber o imunizante da Pfizer, já autorizado.

A Anvisa autorizou o uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 em 16 de dezembro. O público infantil foi incluído no plano nacional de vacinação em 5 de janeiro.

Lima, da SBP, disse que um estudo do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) mostra que, de 8,7 milhões de crianças que tomaram a vacina da Pfizer pediátrica, houve 12 casos de miocardite. O número é considerado muito baixo, e as crianças tiveram alta.

A vacina além de proteger as crianças, ainda aumenta a cobertura vacinal. Quanto mais pessoas imunizadas, menor a circulação do vírus.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que, “desde o início da campanha de vacinação, todas as decisões foram tomadas de forma conjunta” entre a pasta e representantes de estados e municípios.

“A pasta reforça que todas as orientações técnicas são comunicadas imediatamente aos estados e municípios desde o início da campanha e reforça a orientação para que todos sigam as medidas pactuadas”, afirmou o ministério.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

DNA antecipa diagnóstico de câncer em dez anos e já substituiu papanicolau no interior de SP

O exame de papanicolau já é passado em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Em seu lugar, as mulheres que buscam os postos de saúde do município, a 98 km de SP, passaram a ser analisadas por meio de teste de DNA mais assertivo no rastreamento do HPV, vírus responsável por provocar câncer do colo do útero. O método também permite adiantar um diagnóstico mais grave de doença em anos, segundo especialistas.

O chamado DNA-HPV é aplicado na cidade desde 2017 —em parceria entre a Unicamp, a farmacêutica Roche e a Prefeitura de Indaiatuba. O resultado da iniciativa foi publicado na revista científica The Lancet.

A Unicamp entrou com o conhecimento de seus pesquisadores para implementar o programa e para analisar as amostras. A prefeitura, por sua vez, passou a aplicá-lo em suas pacientes. O teste já é aprovado no Brasi, assim como nos Estados Unidos, Austrália, Inglaterra e Suécia e outros países.

A Roche forneceu insumos, a máquina para análise do material e, ainda, desenvolveu o software que está ligado ao sistema público para emissão de alertas ao médico quando o resultado do exame estiver pronto.

Quem recebe diagnóstico negativo para HPV (86,8% das pacientes de Indaiatuba, apontou a pesquisa da Unicamp entre 2017 e 2020, com teste de DNA) pode repetir o teste em cinco anos já que, neste período, o vírus não se desenvolve, segundo os médicos.

Aquelas que têm resultado positivo passam por acompanhamento até terem alta. O público-alvo são mulheres entre 25 e 64 anos.

O câncer cervical, como também é chamado, pode ser devastador. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 604.127 mulheres no mundo foram diagnosticadas com a doença em 2020. No mesmo período, 341.831 morreram, a maioria em países pobres.

Segundo o Atlas da Mortalidade do Inca (Instituto Nacional de Câncer), órgão auxiliar do Ministério da Saúde, foram registradas 6.596 mortes pela doença em 2019 no Brasil. Só no Sudeste foram 2.100.

Mas esse tipo de câncer é evitável e pode ser erradicado com políticas públicas organizadas, segundo Júlio Cesar Teixeira, principal pesquisador do estudo do DNA-HPV e diretor da oncologia do Hospital da Mulher da Unicamp.

“Isso pode acontecer com a combinação de ações de vacinação até os 15 anos e o rastreamento adequado”, afirma Teixeira.

Em Indaiatuba, única cidade na América Latina a substituir o papanicolau pelo novo teste na rede pública, 18.700 mulheres já passaram pelo DNA-HPV até dezembro de 2021, segundo a prefeitura.

“Com o início do programa, não foi mais coletado papanicolau”, declara Túlio José Tomass do Couto, ginecologista responsável pelos programas de atendimento à saúde da mulher e vice-prefeito do município.

A empresária Tania Albertini, 48, teve o diagnóstico positivo por meio do novo teste. Ela conta que fazia o papanicolau a cada seis meses pelo plano de saúde e o resultado sempre foi negativo.

Com a pandemia, em 2020, ela perdeu o emprego e buscou atendimento na rede pública. Foi aí que ela descobriu o DNA-HPV que, então, acusou lesão.

“É uma consequência da vida ter HPV. Tratei no próprio consultório.” No mesmo ano em que recebeu o diagnóstico, Tania levou sua filha, então com 14 anos, a um posto de saúde para tomar avacina do HPV.

O vice-prefeito explica que, normalmente, uma mulher faz o exame de papanicolau a cada dois ou três anos na rede pública.

“É um exame ainda importante no Brasil e no mundo. A gente colhe o material em lâmina avaliada por profissionais. Os resultados demoram até seis meses e podem acontecer falsos negativos.”

Já com o teste por DNA, o processo é mais preciso porque não depende da avaliação humana. “Com um cotonete, colhemos o material do colo do útero, dissolvido em um líquido que já sai com um código de barras, enviado para máquina moderna na Unicamp. O resultado sai, em média, em até 40 dias”, diz Couto.

Outra paciente diagnosticada com esse método foi a pensionista Neuza Maria Jesus Ribeiro, 66. Ela conta que costumava fazer o papanicolau anualmente desde os 45 anos e nunca teve um positivo. “Me sinto privilegiada, porque se demorasse, poderia ser fatal.”

Resultados

De 16.384 mulheres testadas com o DNA-HPV em Indaiatuba, entre outubro de 2017 e março de 2020, segundo a Unicamp, 21 delas receberam diagnóstico de câncer de colo de útero, com idade média de 39,6 anos, sendo 67% em estágio inicial.

A universidade informou que, com o papanicolau, apenas 12 pacientes tiveram o câncer cervical detectado com idade média mais elevada, 49,3 anos, e só um caso em estágio inicial, em pesquisa realizada entre outubro de 2014 e março de 2017, com 20.284 mulheres.

De acordo com a universidade, com o exame de DNA-HPV é possível antecipar o diagnóstico do câncer do colo do útero em dez anos, comparando-se com o método tradicional, o que explica mais casos iniciais.

Mas para o programa dar certo, de acordo com Teixeira, não basta implantar no SUS um teste moderno, se não houver gestão dos dados.

“É preciso interligar o sistema. Atualmente, não se tem controle de quem faz os exames na rede pública. Quem chega, faz. Há desperdício de recursos, porque a mulher vai fora da idade ou da janela do exame.”

O pesquisador explica que dois terços das mulheres que terão os cânceres avançados um dia, estão fora do sistema. “Não temos como convocá-las porque não sabemos quem são. Geralmente são mais pobres.”

Flávia Miranda Corrêa, médica pesquisadora da Divisão de Detecção Precoce do Inca, concorda. “Apenas implementar no sistema um teste mais eficaz não muda em nada a mortalidade. Tem que se instituir um rastreamento organizado.”

A médica do Inca afirma que desde 2019 existe um movimento que envolve especialistas e o governo para incorporar o teste no Sistema Único de Saúde. “Mas precisa ser feito de forma otimizada, avaliando o custo-benefício, para aproveitar que ele tem de bom. Não é um processo simples.”

Carlos Martins, presidente da Roche Diagnóstica no Brasil, lembra que uma mulher morre de câncer cervical a cada 90 minutos. “É totalmente curável.” O que uniu a farmacêutica ao projeto, segundo ele, foi fazer estudo representativo que chegue às autoridades sanitárias. “Temos como apostar nisso, porque sabemos que vai salvar muitas vidas.”

De acordo com cálculos da Roche, que levam em conta custos dos exames e qualidade de vida, há economia em longo prazo. No grupo de mulheres que fizeram só o papanicolau, diz a farmacêutica, os custos foram superiores e a qualidade de vida inferior aos mesmos parâmetros do grupo que utilizou a tecnologia DNA-HPV.

Isso se deve, segundo a Roche, à identificação precoce quando há lesão precursora do câncer, o que reduz a necessidade de procedimentos em estágio avançado.

Cada teste DNA-HPV tem valor de referência de US$ 30 (cerca de R$ 170). O papanicolau, R$ 70, segundo Teixeira. “Quando se produzir o DNA em larga escala, o valor cai, e isso significa salvar vidas, o que é inestimável, sem preço.”

Conheça a parceria Folha e Instituto República.org clicando aqui.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Casos de demência devem quase triplicar até 2050, diz estudo

Em 2050, mais de 153 milhões de pessoas poderão ter demência, alertam pesquisadores em um estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health. Em 2019, o número era de 57 milhões.

O aumento previsto deve-se em grande parte ao envelhecimento e ao crescimento da população. Mas o estilo de vida pouco saudável também contribui para o problema, afirmam os especialistas.

Altas taxas de tabagismo, obesidade e diabetes estão entre os fatores de risco que precisam ser tratados com urgência e são responsáveis por parte do aumento da projeção feita pelo estudo.

A pesquisa, que analisa dados de 195 países, busca dar aos governos uma ideia de quais medidas podem ser necessárias.

A demência já é a sétima causa de morte em todo o mundo e uma das principais causas de incapacidade e dependência entre os idosos. Mas a doença nem sempre é inevitável.

Os pesquisadores dizem que houve melhoras no mundo, como no acesso à educação, que fizeram com que sua projeção de número de casos de demência para 2050 fosse reduzida em 6,2 milhões.

No entanto, outros fatores de risco levam a projeção no sentido oposto. Cientistas estão pouco otimistas sobre os efeitos da obesidade, alto nível de açúcar no sangue e tabagismo, que segundo eles devem aumentar em mais de 7 milhões de casos o número de doentes com demência até 2050.

“Precisamos nos concentrar mais na prevenção e no controle dos fatores de risco antes que eles resultem em demência”, disse a autora principal do estudo, Emma Nichols, do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, nos EUA.

“Mesmo avanços modestos na prevenção da demência ou no retardamento de sua progressão trariam benefícios notáveis. Para a maioria, isso significa expandir programas locais apropriados e de baixo custo que apoiem dietas mais saudáveis, mais exercícios, parar de fumar e melhor acesso à educação.”

O estudo prevê que os casos aumentarão (de 2019 a 2050):

-No leste da África Subsaariana, de quase 660 mil para mais de 3 milhões, impulsionados principalmente pelo crescimento populacional

-No Norte da África e no Oriente Médio, de quase 3 milhões para quase 14 milhões

-Na região de alta renda da Ásia-Pacífico, de 4,8 milhões para 7,4 milhões

-Na Europa Ocidental, de quase 8 milhões para quase 14 milhões

-No Brasil, previsão é que passe de 1,8 milhão para 5,6 milhões.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

8 benefícios da levedura de cerveja e como consumir

A levedura de cerveja, também conhecida como levedo de cerveja, tem boas quantidades de vitaminas do complexo B, como ácido fólico e vitamina B3, e minerais, como potássio, magnésio e fósforo, que ajudam auxiliam no aumento da massa e fortalecem o sistema imunológico.

Além disso, a levedura de cerveja também é considerada um probiótico, que são bactérias benéficas do intestino, mantendo a saúde da flora intestinal, ajudando a tratar situações como prisão de ventre, diarreia e síndrome do intestino irritável. Entenda melhor o que são e como consumir os probióticos no dia a dia.

A levedura de cerveja é um suplemento nutricional proveniente do fungo inativado, conhecido como Saccharomyces cerevisiae, sendo comercializada em farmácias e lojas de produtos naturais, na forma de cápsulas ou em pó.

8 benefícios da levedura de cerveja e como consumir

As principais indicações da levedura de cerveja para a saúde são: 

1. Manter a saúde do intestino

A levedura de cerveja possui boas quantidades de beta-glucana, uma fibra que ajuda a melhorar a formação do bolo fecal, favorecendo a eliminação das fezes.

Por ser considerada probiótico, a levedura de cerveja também mantém a saúde da flora intestinal, melhorando a digestão, além de ajudar a tratar algumas alterações intestinais, como prisão de ventre, diarreia, síndrome do intestino irritável, colite e intolerância à lactose, por exemplo.

2. Ajudar a prevenir a diabetes

Esse tipo de levedura é rica em cromo, um mineral que melhora a sensibilidade das células à insulina, um hormônio responsável por regular os níveis de açúcar no sangue. Veja outros alimentos fontes de cromo que ajudam a prevenir a diabetes.

Além disso, a levedura de cerveja tem boas quantidades de fibra, ajudando a diminuir a velocidade de absorção de açúcar e equilibrando os níveis de insulina no sangue. No entanto, pessoas com diabetes devem consultar um médico antes de iniciar o uso da levedura de cerveja.

3. Fortalecer o sistema imunológico

Por causa da presença de vitaminas do complexo B e de minerais, a levedura de cerveja também ajuda a fortalecer o sistema imunológico, prevenindo o surgimento de diversas doenças, como gripe, alergia, doença de Crohn e psoríase.

4. Ajudar a diminuir o colesterol

A beta glucana presente na levedura de cerveja ajuda a diminuir a absorção de colesterol a nível intestinal, ajudando a regular os níveis de colesterol “ruim” no sangue.

5. Ajudar no ganho de massa muscular

Devido à alta quantidade de carboidratos e proteínas, a levedura de cerveja aumenta a disposição física e melhora a produção de músculo, ajudando no ganho de massa muscular.

Além disso, a levedura também contém boas quantidades de magnésio, potássio e cálcio, minerais que participam da contração e da formação de tecido muscular.

6. Auxiliar na perda de peso

Por conter ótimas quantidades de fibras e proteínas, a levedura de cerveja aumenta a sensação de saciedade, diminuindo a vontade de comer ao longo do dia e promovendo a perda de peso.

Além disso, a levedura de cerveja contém baixo teor de gorduras, sendo uma ótima opção de suplemento para auxiliar no processo de emagrecimento.

7. Melhorar a saúde da pele

A levedura de cerveja possui vitaminas do complexo B, além de minerais, como o cromo, selênio e zinco, que auxiliam no tratamento da acne, eczema e psoríase. Além disso, os minerais presentes na levedura também ajudam na produção de colágeno, mantendo a elasticidade e firmeza da pele.

8. Combater o cansaço

Por conter ótimas quantidades de carboidratos e proteínas, o levedo de cerveja pode ajudar no combate ao cansaço físico e mental. Conheça outros alimentos que também ajudam a combater o cansaço.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz as informações nutricionais referentes a 100g, o equivalente a 6 colheres e 1/2 de levedura de cerveja em pó:

Componentes

Quantidade em 100 g

Energia

325 calorias

Proteínas

40,4 g

Gorduras

7,6 g

Carboidratos

41,2 g

Fibras

26,9 g

Vitamina B1

11 mg

Vitamina B2

4 mg

Vitamina B3

40,2 mg

Ácido fólico

2340 mcg

Cálcio

30 mg

Fósforo

637 mg

Potássio

955 mg

Magnésio

54 mg

Zinco

7,9 mg

Selênio

7,9 mcg

É importante lembrar que, para se obter todos os benefícios da levedura de cerveja, é fundamental manter uma dieta equilibrada associada também à prática regular de exercícios físicos.

Como consumir

A levedura de cerveja em pó pode ser consumida, adicionando-se de 1 a 2 colheres de sopa por dia em bolos, pães, sopas, molhos, iogurte, leite, sucos e água, por exemplo.

A levedura de cerveja também pode ser encontrada na forma de cápsulas ou pastilhas. A dose recomendada é de até 6 cápsulas por dia, junto com as refeições principais. No entanto, a quantidade recomendada do suplemento varia de acordo com os objetivos individuais, devendo, por isso, ser usado sob orientação de um médico ou nutricionista.

Efeitos secundários e contraindicações

O consumo excessivo da levedura de cerveja pode causar mal estar no estômago, excesso de gases, distensão abdominal e dor de cabeça.

Crianças, assim como mulheres grávidas ou que estejam amamentando, só devem consumir a levedura de cerveja sob a orientação de um médico.

Pessoas com diabetes devem consultar um médico antes de iniciar o uso desse suplemento, porque a levedura de cerveja pode diminuir muito os níveis de açúcar no sangue, podendo causar hipoglicemia.

Além disso, pessoas com alergia a fermentos, que usam medicamentos para depressão, que possuem doença de Crohn e com o sistema imunológico comprometido,  devem consultar um médico antes de consumir a levedura de cerveja.

Fonte tuasaude.com

Anis-estrelado: 6 benefícios (e como usar)

O anis-estrelado, também conhecido como estrela-de-anis, é uma especiaria que é feita a partir do fruto de uma espécie de árvore asiática chamada de Ilicium verum. Esta especiaria normalmente é facilmente encontrada na sua forma seca em supermercados.

Embora seja muito utilizado na culinária para conferir um sabor adocicado a algumas preparações, o anis-estrelado também apresenta vários benefícios para a saúde devido aos seus componentes, especialmente o anetol, que parece ser a substância presente em maior concentração.

Por vezes, o anis-estrelado é confundido com o anis-verde, que é a erva-doce, mas estas são plantas medicinais completamente diferentes. Saiba mais sobre o anis-verde, também conhecido como erva-doce

Anis-estrelado: 6 benefícios (e como usar)

Alguns dos principais benefícios comprovados do anis-estrelado para a saúde são:

1. Prevenir o aparecimento da gripe

O anis-estrelado é um depósito natural de ácido xiquímico, uma substância que é utilizada na indústria farmacêutica para produzir o remédio antiviral oseltamivir, mais conhecido como Tamiflu [1,2,3]. Este remédio é usado para prevenir e tratar infecções pelos vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e B [2], que são responsáveis pela gripe.

O consumo regular de anis estrelado, seja em preparações culinárias ou na forma de chá, pode ser uma ótima forma natural de prevenir a gripe [3], especialmente durante períodos de maior incidência dessa doença.

2. Combater infecções por fungos

Por ser rico em anetol, o anis-estrelado tem forte ação contra vários tipos de microrganismos, incluindo os fungos. Segundo estudos feitos em laboratório, o extrato de anis-estrelado é capaz de inibir o crescimento de fungos como Candida albicansBrotytis cinereaColletotrichum gloeosporioides.

3. Eliminar infecções bacterianas

Além da função contra fungos, o anetol do anis-estrelado também impede o desenvolvimento de bactérias. Até o momento, foi identificada ação contra as bactérias Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Escherichia coli, em laboratório. Estas bactérias são responsáveis por vários tipos de infecções, como gastroenterite, infecção urinária ou infecção de pele.

Além do anetol, os estudos indicam que outras substâncias presentes no anis-estrelado também podem contribuir para sua ação antibacteriana, como é o caso do aldeído anísico, da cetona anísica ou do álcool anísico.

4. Fortalecer o sistema imune

Assim como a maior parte das plantas aromáticas, o anis-estrelado tem boa ação antioxidante devido à presença de compostos fenólicos na sua composição. Embora alguns estudos tenham identificado que o poder antioxidante do anis-estrelado pareça ser inferior ao de outras plantas aromáticas, esta ação continua ajudando a fortalecer o sistema imune, já que elimina radicais livres que atrapalham o correto funcionamento do corpo.

Além disso, a ação antioxidante também tem sido relacionada com a diminuição do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e câncer.

5. Eliminar e repelir insetos

De acordo com alguns estudos feitas com o óleo essencial de anis-estrelado, foi identificado que a especiaria tem ação inseticida e repelente contra alguns tipos de insetos. Em laboratório, foi confirmada sua ação contra as “moscas das frutas”, baratas germânicas, besouros e até pequenos caramujos.

6. Facilitar a digestão e combater gases

O anis-estrelado possui ação carminativa e anti-inflamatória e, por isso, pode ser consumido após refeições muito pesadas e gordurosas, pois é capaz de facilitar a digestão e de evitar o acúmulo de gases no estômago e no intestino.

Além disso, de acordo com alguns estudos, quando o anis-estrelado é consumido juntamente com a camomila, é possível combater a diarreia.

Confira os benefícios de outras especiarias aromáticas, como o cravinho da índia ou a canela, por exemplo.

Anis-estrelado: 6 benefícios (e como usar)

Como usar o anis-estrelado

A forma mais popular de utilizar o anis-estrelado é incluir o fruto seco em algumas preparações culinárias, já que é uma especiaria bem versátil que pode ser utilizada para preparar pratos doces ou salgados. No entanto, o anis-estrelado também pode ser utilizado na forma de óleo essencial, que pode ser comprado em algumas lojas naturais, e pode ser utilizado na aromaterapia ou para fazer inalações, dependendo do objetivo do seu uso.

Além disso, é possível encontrar substâncias extraídas do anis-estrelado na composição de medicamentos e de produtos de limpeza, beleza e pasta de dente, por exemplo.

Chá de anis estrelado

O chá de anis estrelado é a principal forma de consumo dessa especiaria, podendo ser tomado ao longo do dia ou após a refeição, caso o objetivo seja o de melhorar a digestão.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de sementes de anis-estrelado moídas;
  • 250 ml de água fervente.

Modo de preparo

Colocar o anis estrelado na água fervente e deixar repousar 10 minutos. Depois coar o anis-estrelado, deixar amornar e beber 2 a 3 vezes por dia. Para melhorar ou alterar o sabor, também pode ser adicionada uma rodela de limão, por exemplo.

Possíveis efeitos colaterais 

O anis-estrelado é considerado seguro, especialmente quando usado na preparação de pratos. Já no caso do chá, ainda existem poucos estudos que avaliem seus efeitos colaterais. Ainda assim, algumas pessoas parecem relatar algumas náuseas após ingerir grandes quantidades. No caso do óleo essencial, se aplicado diretamente na pele, poderá causar irritação da pele.

Quando não deve ser usado

O anis-estrelado está contra-indicado para pessoas com hipersensibilidade, grávidas, mulheres em fase de amamentação e crianças, pois até o momento não foram realizados estudos nessa população sobre os efeitos a médio e longo prazo do uso do anis-estrelado e, assim, não é possível indicar que o uso dessa especiaria é seguro.

Fonte tuasaude.com

Remédio caseiro para corrimento esverdeado

A principal causa de corrimento esverdeado com cheiro forte nas mulheres é a tricomoníase, que é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo parasita Trichomonas vaginalis. Além do corrimento de cheiro forte, é comum existirem outros sinais e sintomas associados a essa infecção, como coceira e vermelhidão na vagina e dor e ardor ao urinar, o que é bastante desconfortável.

Embora a infecção precise ser tratada com antibióticos e outros remédios receitado pelo ginecologista, é possível aliviar os sintomas através de remédios caseiros. No entanto, é importante salientar que o uso de remédios caseiros não substitui o tratamento indicado pelo médico, já que os medicamentos recomendados têm como objetivo promover a eliminação do agente infeccioso. Conheça também outras causas de corrimento esverdeado e o que fazer.

1. Chá de goiabeira

Remédio caseiro para corrimento esverdeado

Um bom remédio caseiro para corrimento esverdeado é o chá de folha de goiabeira. Ela é uma planta medicinal que tem propriedades antibacterianas que atuam contra os protozoários que provocam a tricomoníase.

Ingredientes

  • 1 litro de água;
  • 3 ou 4 folhas de goiabeira secas.

Modo de preparo

Coloque a água numa panela e deixar ferver. Depois de desligar o fogo, acrescente as folhas de goiabeira secas, tampe e reserve por 15 minutos. Por fim, coe a mistura e beba 3 xícaras por dia ou quando sentir maior desconforto.

2. Óleo essencial de melaleuca

Remédio caseiro para corrimento esverdeado

A melaleuca, também conhecida como tea tree, é uma planta medicinal que possui excelentes propriedades antimicrobianas e antibióticas, capazes de eliminar algumas das bactérias responsáveis por infecções na região íntima. Dessa forma, pode ser usada em banhos de assento para aliviar os sintomas de infecções vaginais, como coceira ou cheiro fétido, por exemplo.

Ingredientes

  • Óleo essencial de melaleuca;
  • Óleo de amêndoas doces.

Modo de preparo

Misture cerca de 10 ml de cada tipo de óleo e depois passe na região da vagina. É possível que na primeira aplicação se sinta uma ligeira queimação, porém se demorar para desaparecer ou se for muito intensa, deve-se lavar imediatamente a região com água e um sabão de pH neutro.

3. Banho de assento de bergamota

Remédio caseiro para corrimento esverdeado

A bergamota é uma fruta com propriedade antibacteriana que é muito utilizada para ajudar a tratar e aliviar mais rapidamente os sintomas causados por infecções vaginais como a tricomoníase, ajudando a eliminar as bactérias da região íntima. 

Ingredientes

  • 30 gotas de óleo essencial de bergamota;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo

Coloque 1 a 2 litros de água morna em uma bacia e depois misture as gotas do óleo essencial de bergamota. Por fim, faça um banho de assento e passe a água pela região íntima de forma a eliminar o excesso de bactérias da região. Este banho de assento pode ser feito até 2 vezes por dia.

Fonte tuasaude.com