Bromoprida: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

A bromoprida é um remédio antiemético e procinético indicado para o tratamento de náuseas e vômitos ou alterações dos movimentos gastrointestinais, que age bloqueando o efeito da dopamina, um tipo de neurotransmissor com ação no sistema gastrointestinal e no cérebro, que causa náuseas e vômitos relacionados à cirurgias ou ao refluxo gastroesofágico, por exemplo.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma de cápsulas, comprimidos ou gotas, com o nome comercial Digesan, na forma de genérico com o nome Bromoprida ou com os nomes similares Plamet ou Fagico, por exemplo. Além disso, a bromoprida também pode ser encontrada na forma de injeção para aplicação no músculo ou injeção diretamente na veia, sendo utilizada somente em hospitais, sob a supervisão de um profissional de saúde.

A bromoprida pode ser usada por adultos ou crianças com mais de 1 ano de idade, e deve ser utilizada com indicação e orientação médica.

Bromoprida: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Para que serve

A bromoprida é indicada para tratamento ou prevenção de náuseas e vômitos, alterações dos movimentos do estômago e intestino, e para aliviar os sintomas causados por refluxo gastroesofágico, pois age bloqueando o efeito da dopamina no cérebro e no sistema gastrointestinal, além de aumentar o esvaziamento gástrico e os trânsito intestinal. Saiba identificar os sintomas do refluxo gastroesofágico.  

Além disso, a bromoprida também pode ser usada durante exames radiológicos.

Como tomar

A forma de uso da bromoprida depende da apresentação do remédio e inclui:

1. Bromoprida gotas pediátricas 4 mg/mL

A bromoprida gotas pediátricas contém 4 mg de bromoprida em cada 1 mL da solução, vendida em frasco de 20 mL, e deve ser tomada por via oral.

A dose recomendada para crianças com mais de 1 ano de idade é de 1 a 2 gotas por cada kg de peso corporal, até três vezes ao dia, conforme orientação do pediatra.

2. Bromoprida solução oral 1 mg/mL

A bromoprida solução oral, contém 1 mg de bromoprida para cada 1 mL da solução, e é vendida em frascos de 120 mL.

As doses devem ser tomadas por via oral e variam de acordo com a idade:

  • Adultos: a dose recomendada para adultos é de 10 mL da solução oral, que corresponde a 10 mg de bromoprida, tomadas a cada 8 ou 12 horas, de acordo com a indicação do médico. A dose máxima por dia não deve ser maior do que 60 mg;
  • Crianças com mais de 1 ano: a dose recomendada para crianças é de 0,5 a 1 mg por cada kg de peso corporal, por dia, dividida em 3 tomadas diárias.

O tempo de tratamento com a bromoprida solução oral deve ser orientado pelo médico de forma individualizada.

3. Bromoprida comprimido ou cápsulas de 10 mg

A bromoprida, na forma de comprimidos ou cápsulas de 10 mg, deve ser tomada por via oral, sendo indicada somente para adultos. 

A dose recomendada é de 1 comprimido ou cápsula de 10 mg a cada 8 ou 12 horas, de acordo com a indicação médica. A dose máxima por dia não deve ser maior do que 60 mg.

4. Bromoprida injetável 10 mg/2 mL

A bromoprida injetável 10 mg/2mL deve ser aplicada diretamente na veia ou no músculo do braço ou glúteo, por um médico, enfermeiro ou ou profissional de saúde treinado, e a dose deve ser determinada pelo médico de acordo com a doença a ser tratada.

Geralmente, as doses recomendadas para uso da bromoprida injetável são:

  • Adultos: a dose intravenosa ou intramuscular recomendada é de 1 a 2 ampolas por dia;
  • Crianças com mais de 1 ano: a dose recomendada é de 0,5 a 1 mg por cada kg de peso corporal, por dia, por via intramuscular ou na veia.

Estas doses podem ser alteradas pelo médico, dependendo da gravidade das náuseas e vômitos ou dos sintomas de refluxo gastroesofágico.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com bromoprida são inquietação, sonolência, cansaço excessivo, diminuição de forças ou esgotamento.

Embora seja mais raro, também podem ocorrer tremores, contrações musculares, dificuldade para andar, lentificação dos movimentos, agitação, convulsões, insônia, dor de cabeça, tontura, náuseas, produção de leite excessiva ou inadequada, aumento das mamas em homens, formação de bolinhas na pele e distúrbios intestinais. 

Além disso,a bromoprida pode causar reações alérgicas graves que necessitam de atendimento médico imediato. Por isso, deve-se interromper o tratamento e procurar o pronto socorro mais próximo ao apresentar sintomas como dificuldade para respirar, dor no peito, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, ou urticária. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica grave.

No caso da bromoprida injetável, como o uso é feito em hospitais no caso de surgimento de reação alérgica, o tratamento é imediato. 

Quem não deve usar

A bromoprida não deve ser usada por crianças com menos de 1 ano de idade, por mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas que tenham sangramento, obstrução ou perfuração gastrointestinal, epilepsia ou feocromocitoma.

Além disso, esse remédio não deve ser usado por pessoas que tenham alergia à bromoprida ou que estejam em tratamento com outros antieméticos como metoclopramida, ondansetrona, ou remédios como haloperidol, clorpromazina, risperidona, cinarizina ou fluoxetina, citalopram ou sertralina, por exemplo.

É importante informar ao médico todos os remédios que a pessoa utiliza, pois a bromoprida pode diminuir o efeito da digoxina utilizada no tratamento de doenças cardíacas, ou aumentar a ação do paracetamol, tetraciclina ou levodopa, podendo causar intoxicação ou efeitos colaterais graves.

Fonte tuasaude.com

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Alimentos como o cacau, a aveia, a banana e as nozes, são ótimas opções para incluir numa dieta equilibrada, pois são saborosos, versáteis e ainda promovem o prazer e o bem estar, ajudando a equilibrar a fome ao longo do dia e a vontade de comer doces.

Além disso, as frutas com poucas calorias, como o morango e o kiwi, são ricas em água e fibras que promovem a saciedade, sendo ótimas opções para quando surge a vontade de comer algo doce. Conheça mais frutas com poucas calorias para incluir na dieta.

A seguir sugerimos algumas receitas saudáveis para quando tiver vontade de comer doce: 

1. Trufas de tâmara e cacau 

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Esta receita é uma ótima forma de satisfazer a vontade de comer doces, pois contém o açúcar natural da tâmara, mas também tem boas quantidades de fibras e proteínas que ajudam a regular a fome.

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá de tâmaras;
  • 1 xícara de pasta de amendoim integral e sem açúcar;
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar.

Modo de preparo:

Tiras o caroço das tâmaras e colocar de molho em água por 20 minutos. Escorrer as tâmaras. Colocar as tâmaras junto com os demais ingredientes em um liquidificador ou processador até que a mistura fique com consistência de pasta. Levar ao congelador por 15 minutos e enrolar os brigadeiros. Esta receita rende 10 porções.

2. Pudim de chia com manga 

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Por ter ótimas quantidades de fibra e proteína, a chia é uma semente ótima para regular o apetite. Já a manga é uma boa fonte de açúcar natural, ajudando a saciar a vontade de comer doces com esta receita saborosa e com poucas calorias.

Ingredientes:

  • 200 ml de leite de coco;
  • ½ manga média cortada em cubos grandes;
  • Suco de ½ limão;
  • 2 colheres de sopa de sementes de chia;
  • 1 colher de sobremesa de mel.

Modo de preparo:

Colocar a metade da quantidade da manga, o mel e o suco de limão em um liquidificador, bater até ficar em consistência de um purê e reservar em um pote. Em uma tigela, misturar bem o leite de coco com a chia. Colocar delicadamente essa mistura sobre o purê de manga. Para finalizar, decorar o pudim com a outra metade da manga picada. Tampar o pote e levar a geladeira por no mínimo 2 horas e servir. A receita rende 4 porções.

3. Brigadeiro de biomassa de banana

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

A biomassa de banana verde é rica em fibras que ajudam a promover a saciedade. Já o cacau ajuda no bem estar e ainda supre a vontade de comer chocolates. Conheça mais sobre os benefícios da biomassa de banana.

Ingredientes:

  • 1 xícara da chá de biomassa de banana verde;
  • 2 colheres de cacau em pó;
  • 1 colher de sobremesa de adoçante em pó;
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco.

Modo de preparo:

Em uma panela, misturar todos os ingredientes e levar ao fogo baixo, mexendo sempre até obter a textura menos consistente, para comer de colher ou mais consistente, se desejar enrolar. Esperar amornar e servir. Esta receita rende 6 porções.

4. Mousse de batata doce e cacau

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Este mousse é uma ótima opção para comer doces sem culpa, pois a batata doce é rica em água e fibras, importantes para o controle da fome, e o cacau é rico em triptofano, que promove a sensação de bem estar.

Ingredientes:

  • 70 g de batata doce;
  • 30 g de chocolate 70%;
  • 1/2 colher de sobremesa de adoçante em pó;
  • 1 xícara de água;
  • 30ml de leite vegetal (coco, amêndoas, aveia).

Modo de preparo:

Descascar a batata doce e cortar em cubos. Em uma panela, ferver a água e acrescentar a batata, cozinhar por 10 minutos ou até a batata-doce estar macia. Escorrer a batata doce e deixar esfriar. Derreter o chocolate em banho maria ou microondas e reservar. Colocar a batata doce em um processador e bater até obter textura de um purê. Juntar o leite vegetal, o adoçante e o chocolate derretido à mistura e bater mais um pouco até virar um creme. distribuir a mousse em uma taça e levar à geladeira por 4 horas antes de servir.

5. Sorbet de banana e morango

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

O morango é rico em água e fibras, ajudando a controlar o apetite, além de ter poucas calorias, sendo uma ótima opção para quem quer comer doces sem exagerar na dieta.

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá banana prata cortada em rodelas;
  • 1 xícara de chá de morangos frescos;
  • 1 colher de sopa de chia;
  • 1 lasca de gengibre fresco;
  • Folhas de manjericão fresco à gosto.

Modo de preparo:

Colocar as bananas congeladas e o morango em um processador ou mixer e bater até ficar com uma consistência parecida com sorvete. Acrescentar as folhas de manjericão e o gengibre e bater por mais 1 minuto. Transferir o sorbet para taças individuais, salpicar as sementes de chia para decorar e servir. A receita rende 2 porções.

6. Brownie funcional

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

A aveia e a batata doce tem ótimas quantidades de fibras que promovem o bem estar, ajudando a equilibrar a vontade de comer doces.

Ingredientes:

  • 1 batata doce grande;
  • ½ xícara de chá de aveia;
  • 2 xícaras de chá de água;
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó;
  • Tâmaras a gosto;
  • 1 colher de café de óleo de coco;
  • ½ xícara de chá de noz pecan;
  • ½ xícara de amêndoas;

Modo de preparo:

Pré aquecer o forno a 200 ºC. Descascar a batata doce e picar em cubos grandes. Colocar a batata em uma panela com a água e cozinhar em fogo médio até que fique macia. Escorrer a água e esperar amornar. Colocar a batata doce e o restante dos ingredientes em um processador e bater até que a massa fique homogênea. Transferir a massa para uma assadeira untada com o óleo de coco e levar ao forno por 20 a 25 minutos. Aguardar amornar e servir. A receita rende 4 porções.

7. Mousse de maracujá

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

O maracujá é uma fruta rica em vitaminas e com pouquíssimas calorias, além de ter ótimas quantidades de água e fibras, auxiliando no equilíbrio da fome e da vontade de comer. Conheça outros alimentos ricos em triptofano.

Ingredientes:

  • 1 pote de iogurte desnatado;
  • 1/2 maracujá fresco grande;
  • 1 banana prata ou nanica.

Modo de preparo:

Cortar a  banana em rodelas e levar ao congelador por 5 horas. Colocar o iogurte no freezer por 25 minutos. Colocar o iogurte, a banana e a polpa do maracujá fresco no liquidificador ou processador, bater bem até ficar com consistência similar a um sorvete e servir.

8. Picolé de fruta e água de coco

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Esta sobremesa simples, fácil de fazer e refrescante, é rica em fibras e água que ajudam a controlar a fome ao longo do dia. Além disso, é uma receita com poucas calorias que ajuda a saciar a vontade de comer doces.

Ingredientes:

  • 200 ml de água de coco;
  • 6 morangos;
  • 1 kiwi picado.

Modo de preparo:

Lavar bem as frutas e descascar o kiwi. Picar as frutas e distribuir em porções iguais em 6 formas de picolé. Acrescentar a água de coco nas formas, colocar os palitos de picolé e levar ao congelador por aproximadamente 2 horas. Retirar o picolé da forma e servir.

Fonte tuasaude.com

Moradores de SP enfrentam perrengues para receber segunda dose de vacina contra a Covid

“Não vou esperar não. Tenho problema de coluna e não aguento ficar muito tempo em pé nessa fila”, disse Rosiclei Pacheco, 66, à reportagem da Folha. A dona de casa estava irritada com a vacinação contra a Covid-19 na UBS Prof. Humberto Cerruti, na Vila Cisper, zona leste da capital paulista.

No início da tarde desta terça-feira (20), Rosiclei procurava uma fila específica para pessoas que deveriam tomar a segunda dose de uma das vacinas disponíveis, mas precisou se misturar aos que aguardavam pela primeira dose. Uma segunda fila no pequeno pátio da UBS reunia pessoas que queriam receber a vacina contra a gripe.

O tempo foi passando, e o medo da aglomeração fez a dona de casa desistir de concluir a sua imunização. “Eu venho outro dia quando isso aí estiver melhor.”

Minutos depois, outra mulher, que falou com a reportagem sem se identificar e que estava na UBS para receber a segunda dose, também abandonou a fila.

Moradores da cidade de São Paulo têm enfrentado problemas para concluir a imunização contra o coronavírus. A Folha visitou cinco locais de vacinação na cidade e notou que a desorganização e a falta de filas separadas para atender quem precisa da primeira e da segunda dose somadas à grande demanda e ao número insuficiente de profissionais de saúde têm causado lentidão nos atendimentos.

Na UBS Prof. Humberto Cerruti, os profissionais de saúde se revezavam na aplicação de quem entrava na unidade e quem chegava de carro em um espaço montado no lado de fora da unidade. Segundo um funcionário que não quis se identificar, os problemas são maiores no início da tarde, porque o número de funcionários diminui no horário de almoço.

A maioria dos que estão buscando a segunda dose são pessoas mais velhas e que podem precisar de mais cuidados. Elas têm esbarrado com gente mais jovem que ainda está iniciando a imunização pelos 600 locais de vacinação espalhados na cidade. Nesta semana, cerca de 740 mil moradores com idades entre 30 e 34 anos foram incluídos no calendário de vacinação contra a Covid-19.

Mais gente à procura da vacina fez piorar o atendimento da UBS de Itaquera, também na zona leste da cidade. As doses são aplicadas num espaço que também faz coleta de material biológico para exames clínicos e está ao lado da farmácia, que entrega medicamentos gratuitos à população.

Os serviços disponibilizados em espaços tão próximos têm gerado aglomeração. A servidora Kátia Vidal, 53, tentava mais uma vez receber a segunda dose da vacina na terça (20). Na segunda (19), ela ficou 1h45 na fila e desistiu da espera porque não tinha mais tempo de horário de almoço.

Quando falou com a Folha, ela segurava a senha de número 63. Minutos depois, recebeu a numeração 58, mas sem saber se conseguiria tomar a segunda dose de Coronavac. “É muita bagunça e desorganização. Eu vejo também que são muitos procedimentos para poucos funcionários”, disse a servidora.

Quando foi receber a primeira dose, ela também percebeu que a unidade de Itaquera só começou a aplicar as vacinas contra a Covid-19 duas horas depois de já estar aberta. “A demanda de vacinas que não sejam de Covid por aqui é muito grande”, conta.

A Folha esteve ainda nas UBS Dr. Humberto Pascale, em Santa Cecília (centro), na UBS Dr. Manoel Joaquim Pera, na Vila Madalena (zona oeste) e no Centro de Saúde da Dr. Arnaldo. As três unidades tinham filas específicas para atender as pessoas com a segunda dose e funcionários para cadastrar os lotes das vacinas no cartão de vacinação.

Segundo a gestão de Ricardo Nunes (MDB), a população pode monitorar o fluxo da vacinação pelo Filômetro, uma ferramenta online que informa se os postos com vacina registram lotação.

Para quem busca a segunda dose, a prefeitura recomenda a ida aos locais de vacinação à tarde porque neste período a procura por vacina cai. Diz ainda que é preciso realizar o pré-cadastro no site Vacina Já (www.vacinaja.sp.gov.br) para agilizar o tempo de atendimento.

Sobre os problemas apontados nas UBSs da zona leste, a Secretaria Municipal de Saúde informou, por nota, que vai reorientar as unidades para priorizar o atendimento aos idosos que estiverem nas filas. Disse também que nem todas as unidades conseguem separar filas para a primeira e segunda doses devido ao tamanho do espaço físico.

A Coordenadoria Regional de Saúde Leste também afirmou, por nota, que as pessoas passam por triagem e são direcionadas para filas distintas de primeira e segunda dose da vacina contra a Covid-19 para evitar aglomeração dentro da UBS Prof. Humberto Cerruti.

A coordenadoria também disse que o quadro de funcionários das duas UBSs está completo e que o volume de atendimento é esperado de acordo com a redução da idade para vacinação. Sobre a UBS de Itaquera, afirmou que as salas de vacinação iniciam seus atendimentos às 7h.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Diarreia com sangue: o que pode ser (e o que fazer)

A diarreia com sangue é muitas vezes consequência de infecções intestinais, sendo nesses casos denominada de disenteria, e pode ser causada por vírus, parasitas e bactérias, e que caso não seja tratada, pode levar a consequências para a saúde, como desnutrição e desidratação, por exemplo. Na maioria dos casos a diarreia com sangue é auto-limitada, ou seja, o próprio organismo é capaz de solucioná-la, mas é importante para isso que a pessoa mantenha-se hidratada, tenha uma alimentação equilibrada e que vá ao médico para que possa ser verificada a necessidade de tomar remédios.

Além de poder ser causada por infecções, a diarreia com sangue pode ser um dos sintomas de colite ulcerativa, câncer de intestino ou ser consequência do uso de alguns medicamentos. Por isso, é importante que sempre que for observada o aumento no número de evacuações, fezes mais amolecidas e presença de sangue, a pessoa consulte um clínico geral ou gastroenterologista para que seja feita a investigação da causa e possa ser inciado o tratamento mais adequado.

Diarreia com sangue: o que pode ser (e o que fazer)

A diarreia com sangue pode ter diversas causas, sendo as principais:

1. Infecção por rotavírus

A infecção pelo rotavírus é uma das principais causas de gastroenterite e, consequentemente, de diarreia com sangue em bebês e crianças com menos de 5 anos. Esse tipo de infecção acontece principalmente por meio do consumo de água e alimentos contaminados e é caracterizada por evacuações líquidas ou moles mais de 4 vezes ao dia, que podem conter muito ou pouco sangue, misturado com uma secreção semelhante ao pus ou catarro, que é o muco. Saiba reconhecer os sintomas da infecção por Rotavírus

O que fazer: Deve-se levar a criança ao médico o quanto antes, e se possível deve levar uma fralda suja ou tirar fotos das fezes para que o médico possa avaliar a cor e a quantidade de sangue que pode estar ali. A infecção pelo rotavírus pode causar diarreia intensa e com muito mal cheiro, e durar até 14 dias. Durante esse período o bebê ou a criança deve ser alimentada com sopas, purê e carnes magras, mas é muito importante oferecer água, soro caseiro ou água de coco sempre depois de um episódio de diarreia para evitar a desidratação.

2. Infecção por Escherichia coli

A Escherichia coli, ou E. coli, é uma bactéria naturalmente encontrada no sistema gastrointestinal e também uma das principais responsáveis de gastroenterite, principalmente em adultos, causando além de disenteria, dor abdominal intensiva.

O tipo de E. coli normalmente encontrado no organismo não é nocivo para a pessoa, no entanto alguns outros tipos, principalmente os que contaminam os alimentos podem causar prejuízos à saúde. Confira os sintomas e como é o diagnóstico da infecção por E. coli.

O que fazer: Para aliviar os sintomas e evitar novas crises de gastroenterite, é recomendado ter uma alimentação equilibrada e rica em alimentos ou suplementos probióticos, que são aqueles que têm como função favorecer a microbiota intestinal saudável e, assim, evitar desequilíbrio e ocorrência de doenças. Além disso, o médico poderá receitar antibióticos para combater as bactérias nocivas ao intestino.

3. Infecção por Shigella spp.

Outra causa comum de diarreia com sangue e muco em adultos é a infecção pela bactéria do gênero Shigella spp. devido ao consumo de alimentos ou água contaminada. Os sintomas da infecção por Shigella spp., também chamada de shigelose, duram de 5 a 7 dias e, além da disenteria, as crianças infectadas também podem apresentar convulsões que param quando o tratamento é iniciado. 

O que fazer: Nesses casos não se deve tomar remédios para cessar a diarreia porque estes podem piorar os sintomas, pois impedem que a bactéria seja eliminada naturalmente pelas fezes. Ingerir muitos líquidos e consumir alimentos de fácil digestão é uma das formas de tratamento caseiro que é sempre indicado, além de ser recomendado pelo médico o uso de antibióticos, que deve ser indicado de acordo com o perfil de sensibilidade e de resistência do microrganismo.

Veja no vídeo a seguir algumas dicas para aliviar os sintomas da diarreia:

4. Doença inflamatória intestinal

As doenças inflamatórias intestinais, como a colite ulcerativa e a doença de Crohn, são caracterizadas por diarreia crônica que pode ter sangue ou muco e intensa dor abdominal, principalmente após comer. Ainda não se sabe a causa dessas doenças, podendo surgir em qualquer idade e os sintomas surgirem em períodos de crise e remissão ao longo da vida. Os exames que podem confirmar as doenças inflamatórias intestinais são enema opaco, colonoscopia e a tomografia computadorizada.

O que fazer: O tratamento para a colite ulcerativa deve ser feito com remédios para parar a diarreia e suplementos alimentares. Nos casos mais graves, em que a inflamação do intestino é extensa e quando não melhora com tratamento, por vezes pode ser necessário realizar uma cirurgia para retirada de parte do intestino.

Além disso é importante ter orientação de um nutricionista para que sejam indicados os melhores alimentos para evitar novas crises e também evitar que existam deficiências nutricionais.

5. Vermes intestinais

A infecção por parasitas intestinais também pode causar diarreia com sangue em crianças ou adultos, principalmente quando a carga parasitária é elevada. A diarreia com sangue devido à infecção por parasitas é mais comum em áreas com pouca higiene e saneamento básico, que leva as pessoas a andarem descalças e se alimentarem com as mãos sujas e consumir alimentos contaminados, levando ao surgimento de outros sintomas além da diarreia, como barriga inchada e dolorida e falta de apetite, por exemplo.

O que fazer: Em caso de suspeita de verminoses, o médico pode solicitar exames de fezes para investigar a presença de parasitas e recomendar o uso de alguns medicamentos que promovem a sua eliminação e ajudam a combater os sintomas.

É importante também que a pessoa melhore os hábitos de higiene e tenha uma alimentação adequada e rica em probióticos para que possa ser restabelecida a microbiota intestinal e novas infecções possam ser evitadas.

6. Efeito colateral de remédios

Alguns medicamentos, incluindo os antibióticos, podem ter como efeito colateral a diarreia, no entanto isso é mais frequente quando a pessoa possui diarreia aguda e toma antibiótico sem recomendação médica, o que favorece à ocorrência de resistência bacteriana e proliferação de bactérias nocivas ao organismo.

O que fazer: No caso da diarreia com sangue acontecer devido ao uso de indiscriminado de antibiótico, por exemplo, é recomendado que o medicamento seja suspenso. Caso tenha sido o médico a receitar o medicamento, deve-se voltar à consulta para saber qual antibiótico deverá tomar. Confira 5 formas de combater a diarreia causada pelo antibiótico

7. Câncer de intestino

A diarreia com sangue que não está sendo causada por nenhuma das alterações citadas acima pode indicar a presença de um tumor no intestino ou muito próximo a ele, na cavidade abdominal. Para se certificar de que é um câncer que está causando a presença de sangue nas fezes podem ser pedidos vários exames, como a colonoscopia.

O que fazer: Deve-se buscar ajuda médica o quanto antes para descobrir onde está o tumor e qual o tratamento mais indicado, podendo ser recomendada cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Diarreia com sangue: o que pode ser (e o que fazer)

Outras causas

Outras causas graves de diarreia com sangue incluem obstrução intestinal, envenenamento ou trauma abdominal intenso, sendo necessário atendimento médico de urgência, pois é muito intensa e pode causar risco à vida.

A radioterapia também pode causar diarreia com sangue, sendo um efeito colateral quando realizada na região abdominal. Nesse caso o médico deve ser avisado que está apresentando esse sintoma para indicar uma forma de aliviar, sendo normalmente indicado o uso de suplementos, para repor a flora bacteriana normal, e remédios para cessar a diarreia.

Quando ir ao médico

Nem sempre a diarreia com sangue é uma alteração grave, especialmente quando se trata de um episódio isolado, ou quando acontece na pessoa que tem hemorroida, mas que passou por um período de prisão de ventre. No entanto, é recomendado buscar ajuda médica se apresentar:

  • Mais de 3 episódios em um dia ou na mesma semana;
  • Em caso de febre acima de 38,5ºC ou calafrios;
  • Vômito com sangue ou muito escuro;
  • Dor intensa no estômago;
  • Desmaio;
  • Caso tenha dificuldade para respirar;
  • Caso tenha o abdômen rígido, não sendo possível pressionar;
  • Se tiver sistema imune enfraquecido, por ter AIDS ou câncer.

A diarreia com sangue pode causar complicações como desidratação, anemia ferropriva, alterações nos rins ou sepse, que é uma condição grave e que pode levar à morte, e por isso o seu diagnóstico e tratamento devem ser iniciados rapidamente. Saiba mais sobre a sepse.

Fonte tuasaude.com

SP prevê flexibilização de regras, mas manterá máscara e distanciamento por causa da variante delta

Mesmo com o avanço da variante delta, o governo de São Paulo prepara a flexibilização das regras contra a Covid-19 mantendo o uso de máscara e distanciamento.

Já são nove os casos de transmissão comunitária da variante, que é mais transmissível, no estado. Apesar da preocupação, o governo avalia que é possível dar continuidade à flexibilização do Plano São Paulo.

Nesta quarta (21), o vice governador Rodrigo Garcia (DEM) disse que “não há expectativa” de recuo do planejamento inicial de encerrar a fase de transição em 31 de julho.

Com a queda consecutiva dos indicadores da pandemia, o avanço da vacinação e o monitoramento da nova variante, os integrantes do governo indicaram que as restrições atuais devem ser retiradas.

Atualmente, todo o estado de São Paulo tem toque de recolher das 23h às 5h no estado. Comércio e serviços também têm restrições, podendo funcionar com 60% da capacidade e até as 23h.​

“Não estamos pensando nesse momento na retirada das máscaras. Os países em que estamos vendo a recrudescência de casos já tinham suspendido a obrigatoriedade das máscaras e das regras de distanciamento. Vamos continuar caminhando de forma segura”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência.

A previsão é de que toda a população adulta do estado tenha recebido ao menos a primeira dose da vacina até 20 de agosto. Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, a imunização completa de pessoas mais velhas também traz segurança para controlar a nova variante.

No estado, 95% das pessoas na faixa etária acima dos 90 anos tomaram as duas doses. A cobertura é de 100% no público de 70 a 89 anos.

“O impacto da mortalidade [pela variante delta] foi maior nos países que não tinham completado a imunização dos idosos. Temos [em São Paulo] um programa vacinal bastante acelerado na população adulta e a proteção já garantida dos mais idosos.”

O governo estadual também informou ter um plano de monitoramento e de bloqueio da variante delta. O Instituto Butantan fará o sequenciamento genético de todos os casos positivos nas cidades que já registraram casos de transmissão comunitária da variante.

“Todas as amostras desses municípios que vierem positivadas serão avaliadas do ponto de vista genômico para identificarmos se estamos tratando da variante delta”, disse o secretário.

No estado de São Paulo, foram confirmados nove casos de transmissão comunitária da nova variante —sete na capital e dois na região do Vale do Paraíba.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, também informou que será feita uma enquete soroepidemiológica nessas regiões para identificar a penetração da variante.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Dieta anti inflamatória: o que comer e o que evitar

A dieta anti inflamatória é um tipo de alimentação que combate e previne processos inflamatórios no organismo, o que pode prevenir o surgimento de vários tipos de doenças, como artrite, diabetes, Alzheimer, obesidade e até mesmo câncer. Quando a doença já existe, esta dieta pode evitar que o problema se agrave, prevenindo o aparecimento de complicações.

Além disso, a dieta anti inflamatória também ajuda a aumentar as defesas do corpo, facilita os processos de cicatrização e diminui a formação de radicais livres, retardando o processo de envelhecimento. Todos os benefícios se devem ao fato de a dieta se basear no consumo de alimentos naturais e ricos em antioxidantes, ao mesmo tempo que evita a ingestão de carne vermelha, de alimentos industrializados ​​e ricos em gorduras ou açúcares simples.

Antes de começar qualquer tipo de dieta, é importante consultar um nutricionista para fazer uma avaliação detalhada e realizar plano nutricional individualizado, de acordo com as necessidades e objetivos de cada pessoa.

Dieta anti inflamatória: o que comer e o que evitar

Alimentos permitidos 

Na dieta anti-inflamatória deve-se dar preferência para o consumo de alimentos naturais e anti-inflamatórios, como:

  • Ervas aromáticas: orégano, tomilho, coentro, salsa, hortelã ou alecrim;
  • Temperos naturais: açafrão, canela, curry, alho, cravo, gengibre ou cebola;
  • Peixes ricos em ômega-3: atum, sardinha, cavala e salmão;
  • Sementes: linhaça, chia, abóbora ou gergelim;
  • Frutas frescas: laranja, acerola, goiaba, mamão, limão, abacate, coco, tangerina, abacaxi, romã, melancia, cereja, morangos, mirtilos, framboesas ou uvas;
  • Nozes: amêndoas, amendoim, castanha do Pará ou castanha do Brasil;
  • Probióticos: iogurte natural, kombuchá ou kefir;
  • Legumes: brócolis, couve-flor, repolho, espinafre, alface, repolho, cenoura e tomate;
  • Gorduras saudáveis: óleo de coco, azeite de oliva, sementes de chia ou de linhaça.

Os alimentos permitidos devem ser, sempre que possível, preparados de forma simples, dando preferência aos grelhados, cozidos, assados, crus ou ao vapor.

Muitos destes alimentos contêm antioxidantes, como beta-carotenos, polifenóis, antocianinas, entre outros compostos, importantes para o combate das inflamações no organismo. Confira uma lista de outros alimentos ricos em antioxidantes.

O leite e seus derivados fazem parte da dieta anti-inflamatória, mas devem ter baixo teor de gordura ou podem ser substituídos por bebidas vegetais, como leite de amêndoa ou de aveia. Além disso, todos os alimentos refinados, como pão branco, macarrão branco ou arroz branco, devem ser substituídos pelas versões integrais, por serem ricos em fibras, vitaminas e minerais. Veja algumas opções de cereais integrais para incluir na alimentação.

O que evitar

Existem alguns alimentos que devem ser evitados na alimentação por promoverem processos inflamatórios e aumentarem o risco de doenças como obesidade, câncer ou diabetes. Esses alimentos incluem: como:

  • Alimentos ricos em gordura, como bacon, frituras em geral, queijos amarelos, leite integral, requeijão, margarina, manteiga, pizza, nuggets, lasanha congelada, molhos do tipo ketchup e maionese;
  • Embutidos, como salsicha, presunto, salame, pastrami, tender, copa e mortadela.
  • Alimentos ​​ricos em açúcar, como biscoitos, refrigerantes, sorvetes, sucos de caixa, garrafa ou em pó instantâneo, bolos, entre outros;
  • Carnes vermelhas, como carne de boi, cordeiro e carne de porco.

Todos estes alimentos podem ser consumidos com moderação na alimentação diária, mas precisam ser completamente evitados por quem está tentando fazer uma dieta anti-inflamatória.

Cardápio para 3 dias da dieta anti-inflamatória

Esta tabela mostra um exemplo de cardápio de 3 dias para fazer uma dieta anti inflamatória:

 

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã

1 xícara de café sem açúcar + omelete de espinafre + 1 tangerina

2 panquecas pequenas de banana e aveia com 1 colher de chá de manteiga de amendoim sem açúcar + ½ xícara de morangos picados

2 fatias de pão integral com 1 fatia média de queijo branco magro + 1 copo de suco de laranja natural sem açúcar

Lanche da manhã

1 iogurte natural desnatado com 1 colher de sopa de aveia em flocos

2 fatias de abacaxi + 4 nozes

1 maçã assada com 1 colher de chá de canela em pó

Almoço / Jantar

1 posta de salmão grelhado + ½ xícara de arroz integral, acompanhado de aspargos salteados com alho picado + 1 colher de chá de azeite + 4 fatias pequenas de abacate

100 g de peito de frango em cubos temperado com cúrcuma e grelhado + ½ xícara de quinoa, acompanhada + 4 colheres de sopa de brócolis cozido com cenoura, temperados com 1 colher de chá de azeite + 1 maçã

1 berinjela recheada com atum, tomate, cebola e alho,  gratinada com um pouco de queijo branco magro + 10 unidades de uva

Lanche da tarde

1 kiwi médio + 1 punhado  de amendoim

1 xícara de iogurte natural desnatado com ½ banana + 1 colher de chá de sementes de chia

2 torradas integrais com 2 colheres de sopa de abacate amassado temperado com cebola, tomate e pimenta + 1 tangerina

Este cardápio é apenas um modelo e as quantidades de alimentos indicadas variam de acordo com a idade, sexo, atividade física e histórico de doenças. É importante realizar uma consulta com um nutricionista para fazer uma avaliação completa e elaborar um plano alimentar adequado às necessidades individuais.

Fonte tuasaude.com

Proxalutamida: os questionamentos e as suspeitas sobre a nova droga defendida por Bolsonaro contra a Covid-19

Depois da cloroquina e da ivermectina, outro remédio sem eficácia comprovada por estudos foi exaltado pelo presidente Jair Bolsonaro contra a Covid-19: a proxalutamida.

“Tem uma coisa que eu acompanho há algum tempo e nós temos que estudar aqui no Brasil. Chama-se proxalutamida. Já tem uns meses que isso aí, não está no mercado, é uma droga ainda em estudo” e “existe no Brasil de forma não comprovada cientificamente”, afirmou Bolsonaro, ao receber alta hospitalar no domingo (18/7).

A proxalutamida é um bloqueador de andrógenos (hormônios masculinos como testosterona) ainda sob testes e apontado como droga experimental contra câncer de próstata. Ele é manufaturado na China, mas ainda não é comercializado.

O remédio ganhou holofotes após a divulgação de um estudo entre março e junho, à época em fase pré-print — ou seja, antes da revisão por outros cientistas — , realizado por pesquisadores brasileiros e de outros países. Eles dizem que, em um grupo de pacientes hospitalizados com Covid-19, a mortalidade após o uso da proxalutamida foi 77% menor ao longo de 28 dias.

Os autores publicaram suas conclusões na segunda-feira (19) em estudo (já revisado por pares) no periódico Frontiers in Medicine, após ter sido rejeitado por publicações científicas de prestígio, como The New England Journal of Medicine e The Lancet. No estudo, os pesquisadores argumentam que a taxa de hospitalização em homens tratados com a proxalutamida foi reduzida em 91% em comparação com os tratamentos convencionais.

Ao divulgar os dados preliminares da pesquisa, em março, os pesquisadores afirmaram que mais de 47% dos pacientes com Covid-19 que tomaram placebo durante o estudo morreram, contra menos de 5% dos que tomaram proxalutamida.

Todos esses dados chamaram a atenção de alguns pesquisadores, que questionam a validade das descobertas e, por consequência, a eficácia real da droga contra a Covid-19. Há também suspeitas de fraude, possível conflito de interesse com a fabricante do medicamento e discrepâncias entre a metodologia anunciada e o que de fato foi feito durante o estudo. Os autores da pesquisa negam qualquer irregularidade.

Estudo deveria ter sido interrompido, diz infectologista

A primeira questão é: o que explicaria uma mortalidade tão alta no grupo de controle (que tomou placebo, ou seja, uma substância inócua), sendo que os pacientes estudados não estavam em fase terminal?

Considerando-se que o estudo feito foi um duplo-cego (ou seja, nem pesquisadores nem pacientes poderiam saber quem tomou remédio e quem tomou placebo), o alto índice de mortalidade teria de ter feito o estudo ser interrompido antes que se chegassem a tantas mortes, afirma à BBC News Brasil o infectologista Mauro Schechter, professor-titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Isso porque, segundo Schechter, duas hipóteses poderiam surgir desses dados: ou a droga estudada em si poderia estar causando tantas mortes, ou o remédio teria um efeito tão potente que seu uso amplo deveria ser imediato.

“Tratando-se de um duplo-cego, como você sabe se não é a droga (no caso, a proxalutamida) que está matando as pessoas?”, questiona Schechter. “Se não é isso, é porque a droga é milagrosa. Nesse caso, os pesquisadores teriam de pedir emergencialmente à Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisas) autorização para distribuí-la. De qualquer modo, o estudo teria de ter sido interrompido.”

O efeito “milagroso” de um bloqueador hormonal seria implausível contra o coronavírus, segundo Schechter, uma vez que a Covid-19 é uma doença viral às vezes seguida de distúrbios imunológicos.

Por intermédio de seu advogado, o endocrinologista Flavio Cadegiani, o pesquisador principal do estudo, refutou as acusações. Afirmou que o alto número de mortes “correspondeu à mortalidade intra-hospitalar no Estado do Amazonas [onde foi feita parte da pesquisa, no auge do colapso sanitário no Estado]. Aliás, foi abaixo da mortalidade geral registrada pelo Estado. (…) Os óbitos não ocorreram no início do estudo, mas no seu decorrer, e após a administração da medicação/placebo, que se deu em um curto período. A maior parte dos óbitos, de fato, ocorreu ao final do estudo, pois os médicos tentavam de tudo para manter os pacientes vivos (o que é certo fazer). Portanto o total de óbitos somente se obteve ao final do estudo. Além disso, conforme a equipe médica hospitalar, as mortes eram decorrentes da Covid-19, e não da medicação”.

Segundo os indicadores da Covid-19 no Amazonas, a taxa de letalidade hospitalar de pacientes do coronavírus internados no Estado teve média móvel variando de 23% a 63% entre fevereiro e abril deste ano.

Mas Mauro Schechter afirma, ainda, que causa estranheza no meio científico a rapidez com que um estudo complexo e com mais de 600 voluntários foi conduzido: foram poucos meses entre o início dos testes clínicos e a apresentação dos resultados.

“Não existem estudos dessa complexidade que tenham sido realizados com essa rapidez, principalmente se tratando de um estudo duplo-cego, que exige uma equipe treinada”, argumenta Schechter. “E, mesmo assim, depois dos testes, um banco de dados desse tamanho leva meses para ser analisado.”

Cadegiani respondeu que “a velocidade do recrutamento e o número de recrutados estão claramente descritos no manuscrito. A duração do estudo está condizente com a gravidade da doença e com a urgência que a pandemia da Covid-19 requer. Se o estudo demorasse anos, como querem os tais ‘pesquisadores’ consultados por você (repórter), ao seu final a medicação experimentada já não teria mais razão de existir. Tomam-se como exemplo as vacinas para Covid-19 que foram desenvolvidas em prazo recorde, chegando a ser dez vezes menor do que o prazo normal.”

Questionamentos no exterior e investigação no Brasil

Alguns desses pontos do estudo também despertaram questionamentos de cientistas estrangeiros que investigam o trabalho de seus pares, como os do site PubPeer (voltado à discussão de estudos científicos) e For Better Science (que discute integridade científica).

Nesse último, o fato de quase 50% dos pacientes do grupo de controle terem morrido também foi considerado “estranho”.

A resenha do estudo apontou divergências entre a gravidade dos pacientes listados no final da pesquisa e os dados iniciais de registro dos testes clínicos — que indicavam que os pacientes a serem estudados teriam Covid-19 em estágio moderado. “Uma taxa de mortalidade de quase 50% (num grupo com Covid moderada) não faz sentido, a não ser que alguém esteja mentindo”, diz a resenha.

O texto argumenta ainda que poderia haver um conflito de interesses pelo fato de a pesquisa ter sido financiada e executada por empresas que lucrariam com a venda da proxalutamida, caso ela passe a ser usada no combate à Covid-19. No estudo publicado em 19 de julho, os autores afirmam que “a pesquisa foi conduzida na ausência de quaisquer relações comerciais ou financeiras que possam ser interpretadas como potencial conflito de interesses”.

Reportagem publicada em 7 de julho na revista Science ainda com base no estudo pré-print apontava que, embora alguns médicos consultados pela revista considerassem promissora a ideia de testar drogas antiandrogênicas, outros viam com ceticismo os resultados da pesquisa brasileira. Um dos entrevistados afirmou que se tratava de resultados “bons demais para serem verdade”, considerando-se que eram em linhas de pesquisa que já haviam sido tentadas por outros pesquisadores, até então sem igual sucesso.

“Quase não há intervenções médicas na história da medicina que tenham essa magnitude de benefício, em particular com a Covid-19”, disse à revista Eric Topol, vice-presidente-executivo do Instituto de Pesquisas Scripps, nos EUA. Outra pesquisadora, Christina Jamieson, que estuda câncer de próstata, disse que achou os dados “convincentes” no caso de os autores do estudo “terem feito o que disseram ter feito”. Segundo a Science, a publicação científica The New England Journal of Medicine rejeitou o trabalho liderado por Cadegiani porque precisava ter acesso aos dados originais da pesquisa, e não apenas à análise enviada, e que sem as informações brutas não seria possível analisar os resultados.

Em junho, o blog da jornalista Malu Gaspar, em O Globo, noticiou que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), encarregada da análise e aprovação de estudos científicos no Brasil, prepara um relatório à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ao Conselho Federal de Medicina pedindo uma investigação por “suspeitas de fraude e falhas graves” na pesquisa — incluindo divergências significativas entre a forma como o estudo foi proposto e como foi, de fato, realizado, além do alto número de mortes entre os voluntários que tomaram placebo.

Cadegiani respondeu que a reportagem é “inverídica” — embora a BBC News Brasil tenha confirmado que de fato existe uma apuração em curso.

“Os procedimentos que tramitam na Conep são sigilosos. Portanto, neste momento, não é apropriado tecer qualquer comentário sobre solicitações da Conep. Mas é certo que o estudo foi conduzido respeitando todos os mais rigorosos princípios éticos e todas as normas aplicáveis”, acrescentou Cadegiani.

Pelo Instagram, ele também afirmou que “nossos dados são sólidos, sérios, foram auditados, tivemos monitoramento de segurança continuamente, etc. Os resultados são nítidos — e somente alguém com que nunca viu paciente usando a medicação é capaz de dizer o contrário. Enquanto nós brasileiros viabilizamos esse achado, outros países usufruirão. Parabéns Brasil. Parabéns a todos que contribuíram para acabar com minha reputação. Parabéns àqueles que recuaram por ‘medo político’ só porque o presidente citou o nome (do medicamento). Parabéns àqueles cegos incapazes de separar ciência de política na cabeça. Parabéns a todos estes pelo número de vidas perdidas por motivos imorais”.

Ele exaltou, na publicação, o fato de a fabricante da proxalutamida, a farmacêutica chinesa Kintor, ter obtido autorização de uso emergencial para a droga contra a Covid-19 no Paraguai.

Antes da publicação dos estudos com a proxalutamida, Cadegiani fez defesas do chamado “tratamento precoce” — conjunto de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 — e é autor do estudo que embasou o aplicativo TrateCov, do governo federal, que acabou tirado do ar.

Em maio, a BBC News Brasil noticiou que esse estudo também foi acusado de ter falhas de metodologia.

Cadegiani respondeu à época à reportagem que “como todo paper (estudo), existem limitações, e os pesquisadores agradecem por terem sido levantadas. São questões facilmente resolvíveis. Como foi tudo muito rápido, e eu não tenho uma grande equipe de suporte, estamos revisando os pré-prints e aprimorando determinados pontos”.

De volta à proxalutamida, a Anvisa autorizou em 19 de julho a realização de estudos para avaliar a segurança e a eficácia da droga em reduzir a infecção viral causada pelo coronavírus e no processo inflamatório causado pela Covid-19.

Em entrevista coletiva realizada em março com os dados preliminares obtidos no Amazonas, Cadegiani afirmou que nunca tinha visto “nada parecido” aos efeitos da proxalutamida. “Os números são tão gritantes que seria impossível não atribuir a melhora (ao medicamento)”, declarou. Outro médico presente no evento, Michael Correa, da cidade amazonense de Itacoatiara, diz que foi “testemunha ocular” da redução de mortes promovida pelo medicamento.

Sobre o que explicaria o efeito de um medicamento antiandrogênico (bloqueador hormonal) contra a Covid-19, os pesquisadores afirmaram na coletiva que essa hipótese surgiu da observação de que homens seriam desproporcionalmente mais atingidos pela doença (algo que já é contestado por alguns estudos internacionais), mas o mesmo não ocorria com meninos que ainda não haviam passado pela puberdade. “Isso nos levou à hipótese da relação com os hormônios”, declarou o pesquisador Andy Goren.

O presidente Jair Bolsonaro já havia feito menções à droga em lives realizadas em abril, o que levou o medicamento a ganhar tração nas discussões em grupos bolsonaristas. Seu filho Eduardo Bolsonaro defendeu a droga em postagem no Twitter em março, divulgando os resultados preliminares do estudo detalhado acima.

Na segunda-feira (19/7), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a droga ainda precisa ser estudada antes de ser usada em pacientes. “A proxalutamida está no início das pesquisas e precisa-se estudar mais para verificar primeiro a sua segurança, segundo a sua eficácia, e a partir daí se pode ser considerada para o tratamento” da Covid-19, declarou o ministro.

Testes com a droga serão realizados também nos EUA.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

14 Alimentos ricos em Ômega 3 (com receitas)

Os alimentos ricos em ômega 3, como linhaça, azeite, nozes, amêndoas e alguns peixes, são excelentes para a saúde, pois ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares, como pressão alta, derrame e infarto. 

Além disso, os alimentos ricos em ômega 3 também promovem o bom funcionamento do cérebro, pois ajudam a melhorar a atenção, a memória e a concentração, assim como evitar doenças como a depressão. Entenda melhor como o ômega 3 pode melhorar a depressão.

Vale lembrar que estes alimentos também podem ser usados de forma complementar no tratamento de doenças como depressão, e até no tratamento de inflamações crônicas, como artrite reumatoide. Conheça todos os benefícios do consumo de alimentos ricos em ômega 3.

14 Alimentos ricos em Ômega 3 (com receitas)

Lista dos alimentos ricos em ômega 3

A seguinte tabela indica a quantidade de ômega 3 presente em cada 100g dos alimentos:

Alimentos ricos em ômega 3

Quantidade de ômega 3 

Sardinha

0,25 g

Arenque

2 g

Cavalinha

1,2 g

Anchova

1,2 g

Salmão 

2,8 g

Truta

1 g

Atum

0,5 g

Ostras

0,85 g

Sementes de chia

18 g

Sementes de linhaça

19,8 g

Óleo de linhaça prensado a frio

60 g

Óleo de soja prensado a frio

7,6 g

Óleo de canola prensado a frio

6,78 g

Nozes

8,82 g

Veja com a nossa nutricionista algumas dicas de como escolher peixes ricos em ômega 3 no vídeo seguinte:

Alimentos enriquecidos com ômega 3

Alimentos como manteiga, leite, ovos e pães podem ser enriquecidos e são boas opções para aumentar o consumo do ômega 3 na alimentação.

No entanto, a qualidade e quantidade de ômega 3 adicionado nestes alimentos ainda é muito pequena, sendo importante priorizar a ingestão dos alimentos naturalmente ricos nesse nutriente, que devem ser consumidos pelo menos 2 vezes por semana.

Quantidade diária recomendada de ômega 3

A quantidade diária recomendada de ômega 3 varia de acordo com a idade e o sexo, conforme a tabela a seguir:

Faixa etária

Quantidade de ômega 3 por dia

Bebê até 1 ano

500 mg

Entre 1 e 3 anos

700 mg

Entre 4 e 8 anos

900 mg

Meninos de 9 a 13 anos

1200 mg

Meninas de 9 a 13 anos

1000 mg

Meninos de 14 a 18 anos

1600 mg

Meninas de 14 a 18 anos

1100 mg

Homens adultos e idosos

1600 mg

Mulheres adultas e idosas

1100 mg

Mulheres na gravidez

1400 mg

Mulheres que amamentam

1300 mg

Para acrescentar os alimentos ricos em ômega 3 na alimentação, veja um exemplo de cardápio variado e saudável para 3 dias.

Quando tomar suplementos de ômega 3 

A suplementação de ômega 3 normalmente é feita com a ingestão de cápsulas contendo óleo de peixe, óleo de krill, óleo de fígado de bacalhau  ou produtos vegetarianos com óleo de algas e devem ser recomendados por um médico ou nutricionista. As cápsulas dos suplementos à base de óleo de peixe contém, em média, 1.000 mg de óleo de peixe em cada cápsula, contendo 180 mg de EPA e 120mg de DHA.

Os suplementos de ômega 3 podem ser indicados durante a gestação e amamentação, quando se tem deficiência deste nutriente ou como auxiliar para diminuir os níveis de triglicerídeos no sangue. Conheça os benefícios do ômega 3 durante a gravidez.

Receitas ricas em ômega 3

A seguir, sugerimos algumas receitas ricas em ômega 3 para uma alimentação saudável e saborosa:

1. Panqueca low carb com linhaça e chia

Ingredientes:

  • 1 ovo;
  • 30 ml de água;
  • 10 ml de creme de leite;
  • 10 gramas de farinha de linhaça;
  • 1 colher de chá de semente de chia;
  • 140 gramas de espinafre lavados e escorridos;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1/4 de cebola picada;
  • 1 pitada de orégano;
  • 3 pitadas de sal;
  • 50 gramas de ricota fresca.

Modo de preparo:

Em uma vasilha, colocar o ovo, a água, o creme de leite e misturar. Acrescentar a farinha, 1 pitada de sal, a semente de chia e mexer bem. Untar a frigideira com um pouco do azeite e aquecer. Colocar um pouco da massa, deixando cozinhar até soltar do fundo e virar, com cuidado, para cozinhar do outro lado. Fazer os discos das panquecas e reservar. Para o recheio, aquecer uma frigideira com um pouco do azeite e dourar a cebola. Acrescentar o espinafre, o orégano e 2 pitadas de sal. Mexer por 1 minuto e desligar o fogo. Misturar bem a ricota ao espinafre e rechear as panquecas. Fechar e cobrir com o molho de preferência.

2. Atum grelhado com legumes

Ingredientes:

  • 400g  de batatas;
  • 4 postas de atum;
  • 1 cebola roxa;
  • 2 cenouras;
  • 1 abobrinha;
  • 2 dentes de alho;
  • 1 colher de sobremesa de alcaparras;
  • 1 molho de coentros frescos e lavados;
  • 1/2 xícara de chá de azeite de oliva;
  • 1 colher de sopa de sementes de girassol;
  • Pimenta do reino à gosto.

Modo de preparo:

Pré aquecer o forno a 200 ºC. Lavar as batatas e cortar em rodelas finas e colocar em uma tigela com água fria. Cortar a cebola e as cenouras em rodelas finas, amassar os alhos e reservar. Triturar as alcaparras com as folhas de coentro e o azeite (reservando 1 colher de sopa) em um processador ou liquidificador até ficar homogêneo e reservar. Escorrer e enxugar bem as rodelas de batata e colocar em uma tigela. Acrescentar os restantes dos legumes preparados, temperando-os com 1 colher de sopa de molho de coentros. Espalhar os legumes em um tabuleiro forrado com papel alumínio ou manteiga e levar ao forno por 20 a 30 minutos. Untar uma frigideira antiaderente com 1 colher de sopa de azeite e, quando estiver bem quente, grelhar os bifes de atum por 3 minutos de cada lado. Colocar o restante do molho de coentro por cima do atum grelhado e servir junto com os legumes assados e salpicados com as sementes de girassol.

Fonte tuasaude.com

Em Embu das Artes (SP), burocracia desestimula vacinação contra a Covid

Em Embu das Artes, na Grande São Paulo, moradores estão deixando de se imunizar contra a Covid-19 ou adiando a vacinação por causa do excesso de burocracia. Um dos grandes impeditivos é a exigência de firma reconhecida em cartório para quem não tem um comprovante de residência registrado em seu nome.

A influenciadora Alessandra Vespa, 31, foi uma das moradoras da cidade que penou com a burocracia. Vivendo na cidade há dois anos, ela se cadastrou no site e agendou sua vacina para a última sexta-feira (16).

Quando chegou ao Estádio Municipal Hermínio Espósito, descobriu que não era o suficiente levar seu RG e o do marido, um comprovante de residência no nome dele, um certificado de entrega dos Correios, em seu nome, e a declaração de união estável.

Para comprovar que ela vive em Embu das Artes, exigiram uma declaração de residência com firma reconhecida em cartório. “Fui a um cartório e, chegando lá, falaram que tinha que ser em outro. E aí sim consegui fazer o documento”, diz.

O trâmite burocrático levou uma hora, fez com que ela perdesse o horário marcado no posto e deu início ao desafio de reagendar no aplicativo. No fim das contas, ela cancelou o compromisso de sexta e reservou um novo, para o próximo sábado (24).

“A impressão que eu tive, quando fui ao cartório, é que esse papel vale mais do que a minha palavra. Vale a minha vida, por causa da vacina”, diz Vespa, que pretende ir à ouvidoria da prefeitura para registrar suas dificuldades.

A influenciadora compartilhou a sua história nas redes sociais e recebeu dezenas de depoimentos semelhantes. “Eu vi que muitas outras pessoas estavam passando pela mesma situação, algumas voltaram, algumas fizeram barraco e conseguiram, mas outras não retornaram.”

Vespa conta que recebeu relatos de pessoas com mais de 60 anos que ainda não conseguiram se vacinar, como o pai de uma amiga que teve problema com a documentação e não voltou para receber o imunizante.

Atualmente, a gestão Ney Santos (Republicanos) está aplicando a vacina em quem tem 30 anos, em quatro postos.

De acordo com os dados do Governo de São Paulo, Embu das Artes aplicou 115.239 primeiras doses de vacina, o que representa 41,7% de sua população, de 276.535 pessoas. Assim, a cidade fica em 605ª posição no ranking de municípios paulistas, num total de 645.

“O problema não é o meu caso, porque eu fui atrás, tenho tempo e dinheiro. Mas tem gente que tem que pedir licença no trabalho, tem o dinheiro contado para a passagem”, diz Vespa.

Para a influenciadora, a burocracia fomenta o machismo, já que em muitas famílias as contas de casa estão no nome do marido, o que facilita a imunização deles. “Uma seguidora teve que pegar o comprovante de que os filhos nasceram e estudam em Embu das Artes, foto do RG deles, para poder se vacinar. É uma burocracia que não está olhando para as mulheres.”

Há também moradores da cidade que a procuraram e disseram que foram impedidos de se imunizar mesmo com laudo médico comprovando comorbidade.

A justificativa, segundo um dos relatos, é que o documento teria que ser da UBS de referência. Para conseguir o papel, a pessoa teria que esperar 15 dias para tentar marcar uma consulta.

Profissionais da saúde também contataram Vespa e falaram que não puderam se vacinar no período liberado para essa categoria, mesmo levando diploma e crachá de hospital.

A Prefeitura de Embu das Artes afirmou, por email, que são aceitos extrato de banco, holerite, contrato de locação, declaração com firma reconhecida e cartões de lojas de departamento. “Só não são aceitos documentos que não apresentem data referência ou ainda aqueles que efetivamente não comprovem a residência em Embu das Artes.”

De acordo com a gestão Ney Santos, se os documentos estiverem no nome do cônjuge, é necessário apresentar a certidão de casamento ou de união estável. A prefeitura afirma também que disponibiliza uma equipe da atenção básica para visitar a casa da pessoa para atualizar os dados do Ministério da Saúde e aplicar o imunizante.

A prefeitura justifica a exigência do comprovante de residência para evitar que moradores de outras cidades se dirijam a Embu das Artes, já que a “distribuição feita pelo Ministério da Saúde e pelo governo do Estado de SP leva em conta a população elegível a ser imunizada de cada município”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Semente de girassol: para que serve e como usar

A semente de girassol é rica em gorduras saudáveis, proteínas, fibras e antioxidantes, que ajudam a combater a prisão de ventre, a prevenir doenças cardiovasculares, como pressão alta ou infarto, além de ainda ajudar na perda de peso. 

A ingestão de apenas 30 g de sementes de girassol por dia, o equivalente a um punhado, é o suficiente para se ter os benefícios da semente, que podem ser usadas em saladas, frutas, iogurtes, vitaminas, sucos ou massas. 

Normalmente, a semente de girassol é encontrada em supermercados ou lojas de produtos naturais, e a forma segura de se comer é na versão crua ou assada e sem casca, pois não é possível mastigar e digerir bem a casca da semente.

Outra possível forma de se consumir a semente de girassol, é através do óleo das sementes, sendo uma boa fonte de vitamina E, ajudando a manter a saúde da pele, da unha e dos cabelos, por exemplo. Conheça outros benefícios do ômega 3, 6 e 9 para a saúde e como acrescentar à dieta.

Semente de girassol: para que serve e como usar

Os principais benefícios do consumo da semente de girassol incluem:

1. Prevenir doenças cardiovasculares

Por ser rica em gorduras saudáveis, como ômega 3 e ômega 6, a semente de girassol diminui os níveis de colesterol total, de triglicerídeos e de colesterol ruim (o LDL), além de aumentar os níveis de colesterol bom, o HDL, prevenindo doenças cardiovasculares, como pressão alta, infarto ou AVC.

2. Combater a prisão de ventre

Devido à grande quantidade de fibras, a semente de girassol ajuda a combater a prisão de ventre. Isto porque, as fibras ajudam a diminuir o tempo do trânsito intestinal e aumenta o volume fecal. Duas colheres de sopa de sementes de girassol têm em média 1 g de fibras. Veja mais dicas de alimentação para tratar a prisão de ventre.

3. Controlar a pressão alta

As sementes de girassol têm grande quantidade de magnésio, um mineral importante para melhorar as funções de contração e relaxamento das artérias, promovendo a boa circulação do sangue e equilibrando a pressão alta.

Além disso, a semente é boa fonte de potássio, mineral que ajuda a varrer o sódio do organismo e eliminar pela urina, contribuindo diretamente para regular a pressão arterial. Conheça os benefícios de incluir o magnésio na alimentação.

4. Favorecer o ganho de massa muscular

Por possuírem alto teor de proteína, as sementes de girassol podem ajudar no ganho de massa muscular. Duas colheres de sopa da semente têm cerca de 4g de proteína, e podem ser incluídas nas refeições do dia a dia para aumentar a quantidade de proteína da dieta. Veja um cardápio para ajudar a ganhar massa muscular.

5. Ajudar na perda de peso 

A semente de girassol também pode ser usada em dietas para perda de peso, pois é rica em fibras, que aumenta o tempo de digestão das refeições. Isto faz com que o tempo de esvaziamento dos alimentos do estômago também diminua, prolongando a sensação de saciedade e diminuindo a fome.

No entanto, por ser fonte de gorduras saudáveis, a semente de girassol também tem um alto valor calórico. Por isso, é importante consumir estas sementes com moderação. 

6. Prevenir o envelhecimento precoce

Por ser rica em vitamina E, uma vitamina com alto poder antioxidante, a semente de girassol  ajuda a retardar o envelhecimento precoce, prevenindo as rugas e a flacidez. Além disso, a semente protege a pele contra os raios ultravioletas, evitando o câncer de pele. 

7. Regular o açúcar no sangue

O consumo da semente de girassol ajuda a regular os níveis do hormônio insulina e de açúcar no sangue, tratando e prevenindo a diabetes, pois tem grandes quantidades de fibras e antioxidantes. Assim, a semente de girassol pode ser um ótimo aliado nas dietas para evitar e controlar a diabetes, por exemplo.

8. Ajudar a diminuir  ansiedade e insônia

A semente de girassol é rica em magnésio e triptofano, nutrientes que são importantes para a produção do hormônio serotonina. Este hormônio é responsável por diminuir o estresse, promover o bom humor e o relaxamento, contribuindo diretamente para boas noites de sono e melhora da ansiedade.

Informação nutricional da semente de girassol

A tabela a seguir traz a informação nutricional para 100 g de semente de girassol:

Componentes

100g da semente de girassol

Energia

587 calorias

Proteínas

19,8 g

Gorduras

47,5 g

Carboidratos

17 g

Fibra alimentar

6 g

Cálcio

110 mg

Vitamina E

37,2 mg

Ácido fólico

97 mcg

Magnésio

390 mg

Potássio

710 mg

Zinco

5 mg

Fósforo

640 mg

Receitas saudáveis com semente de girassol

Algumas receitas saudáveis com a semente de girassol na dieta são:

1. Semente de girassol temperada

A semente de girassol temperada é uma ótima opção para colocar em sopas, temperar saladas, enriquecer risotos ou até mesmo pura como uma opção de snack.

Ingredientes:

  • ⅓ de xícara de chá (cerca de 50 g) de sementes de girassol descascada;
  • 1 colher de chá de água;
  • ½ colher de chá  de curry ou cúrcuma;
  • 1 pitada de sal;
  • ½ colher de chá de azeite.

Modo de preparo:

Misturar bem as sementes de girassol com a água, o curry ou cúrcuma e o sal. Aquecer uma frigideira em fogo médio, adicionar o azeite e a mistura de sementes. Mexer a semente em torno de 3 a 4 minutos até ficarem bem tostadas. Deixar esfriar e servir. Para armazenar, é importante deixar esfriar completamente e colocar em um pote com fechamento hermético, consumindo em até 15 dias.

2. Pasta de sementes de girassol

Ingredientes:

  • 2 xícaras de chá de semente de girassol sem casca;
  • 1/2 xícara de chá de suco de limão;
  • ½ xícara de chá de tahine (pasta de gergelim);
  • ½ xícara de chá de água;
  • ¼ de cebola picada;
  • 1 dente de alho;
  • ½ colher de sopa de cebolinha picada;
  • ½ colher de sopa de salsinha picada;
  • 1 colher de sopa de sementes de chia;
  • 1 colher de sopa de azeite extra virgem.

Modo de preparo:

Deixar as sementes de girassol de molho em água por 4 horas. Escorrer as sementes e bater, junto com os outros ingredientes (exceto a chia e o azeite) no liquidificador até ficar em uma consistência de patê. Por fim, acrescentar o azeite e a chia, misturando com uma colher e servir com torrada ou pão integral, ou como acompanhamento de saladas.

3. Granola com semente de girassol

Semente de girassol: para que serve e como usar

Ingredientes:

  • 300 g de aveia em flocos;
  • 1/2 xícara de sementes de girassol sem casca;
  • 1/2 xícara amêndoas ou avelãs cruas inteiras; 
  • 1/2 xícara de sementes de abóbora sem casca;
  • 1/4 de copo de sementes de gergelim;
  • 1/4 de copo de coco em lascas (opcional);
  • 1/4 colher de chá de canela em pó;
  • 1/4 colher de chá de sal;
  • 1/4 xícara de água;
  • 1/4 xícara de óleo de girassol;
  • 1/2 xícara de mel;
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo;
  • 1 xícara de chá de frutas secas (damascos, tâmaras, figos, passas, ameixas).

Modo de preparo:

Pré-aquecer o forno a 135 ºC. Forrar uma assadeira com papel manteiga. Misturar a aveia, as amêndoas, as sementes, a canela e o sal em uma tigela grande. Em uma panela pequena misturar a água, o óleo, o mel e o açúcar mascavo e levar ao fogo médio, mexendo sempre até ferver. Despejar essa mistura sobre os ingredientes secos e misturar bem. Espalhar a mistura na assadeira e levar ao forno por cerca de 60 minutos ou até dourar. Mexer vez ou outra para que a granola doure por igual. Quanto mais dourada a granola estiver, mais crocante ficará. Após esfriar, pode-se armazenar a granola em um recipiente ou saco plástico em temperatura ambiente ou na geladeira. 

Confira com a nossa nutricionista outra receita saudável e super prática para lanches com a semente de girassol:

Fonte tuasaude.com