Brasil recebe mais 1,2 milhão de doses para vacinação de crianças contra Covid

O Brasil recebeu na manhã deste domingo (16) mais 1,2 milhão de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19, direcionadas para crianças de 5 a 11 anos.

As doses chegaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A primeira remessa, também composta por 1,2 milhão de doses, pousou no Brasil na quinta-feira (13) e está sendo distribuída aos estados e ao Distrito Federal.

O ministério da Saúde espera receber 30 milhões de doses pediátricas da Pfizer até o fim de março.
A campanha de vacinação das crianças foi aberta nesta sexta-feira (14). O primeiro imunizado foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos.

Nesta primeira fase, serão imunizadas crianças com comorbidades, deficiência permanente, indígenas e quilombolas. Em seguida, o Ministério da Saúde recomenda que sejam vacinadas as que vivem com pessoas do considerado grupo de risco.

Na sequência, haverá um escalonamento por faixa etária, começando pelos mais velhos.

Até o momento, apenas a vacina da Pfizer está liberada para aplicação em crianças. A diretoria da Anvisa (Agência Nacional Nacional de Vigilância Sanitária) deve decidir na próxima semana se permitirá o uso da Coronavac no público de 3 a 17 anos.

Em agosto, a diretoria da agência negou pedido de uso da Coronavac neste grupo, sob argumento de falta de dados. Integrantes da Anvisa afirmam que o processo, agora, está mais sólido.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

USP recruta voluntários de 12 a 17 anos para testar vacina da Janssen

Com cerca de 80% dos adolescentes imunizados com duas doses no estado de São Paulo, o Hospital das Clínicas e a Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto publicou no mês passado um anúncio recrutando voluntários de 12 a 17 anos, que não haviam tomado nenhum imunizante contra a Covid-19, para participar de um estudo que testa a efetividade de mais de uma dose da vacina da Janssen.

Segundo a pediatra e professora da USP Marisa Mussi, cerca de 20 adolescentes foram inscritos no estudo. Uma das explicações, segundo ela, é que os responsáveis pelos menores de idade confiam no trabalho científico e no aporte dos profissionais que envolvem o estudo. No mundo, a meta é conseguir 300 pessoas nesta faixa de idade para esse estudo.

“Algumas pessoas conversam com outras e explicam que para esses adolescentes não é só receber a vacina”, afirma. “Em projeto de pesquisa há todo um procedimento de acompanhamento periódico, aplicativo para preenchimento de dados e consultas médicas, inclusive no caso de infecção por Covid”, disse a pesquisadora.

No projeto da parceria entre a farmacêutica Janssen e a USP, todos os adolescentes inscritos no estudo recebem uma vacina ativa na primeira dose. Depois são divididos em seis grupos, sendo que três deles são imunizados com segunda dose, 57 dias depois, e os outros recebem placebos.

Caso haja interesse e concordância dos pais, é necessário preencher um formulário. Os pesquisadores disponibilizam mais informações pelo email estudohorizon2@hcrp.usp.br ou pelo WhatsApp (16) 98187-1455. As despesas de participação serão reembolsadas.

Na sexta-feira (14) uma pesquisa começaria a ser realizada no Espírito Santo para testar a eficácia da Coronavac em crianças e adolescentes. Ao todo, serão 1.280 participantes de 3 a 17 anos.

Conhecido como Projeto Curumim (criança em tupi), ele irá verificar ainda a segurança, a produção de anticorpos e células de defesa nas crianças e adolescentes.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Vacinação de crianças em SP deverá ser concluída só em março, diz governo Doria

A vacinação de crianças de crianças 5 a 11 anos contra a Covid-19 no estado de São Paulo deverá se estender até março. A projeção foi feita nesta sexta-feira (13) pelo governo João Doria (PSDB), em entrevista coletiva, logo após o início da imunização de crianças ​com comorbidades, deficiência, indígenas e quilombolas.

Este primeiro grupo deverá receber a primeira dose até 10 de fevereiro, de acordo com as estimativas do governo estadual.

A campanha de vacinação de crianças no estado começou em cerimônia no auditório do Hospital das Clínicas, na região central de São Paulo.

O menino indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos, foi a primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Brasil.

Nascido em uma tribo Xavante no estado do Mato Grosso, Davi tem uma condição de saúde que afeta as pernas e o obriga a andar com ajuda de uma órtese. Durante nove meses, ele e o pai, o cacique Jurandir Siridiwe, fizeram viagens periódicas à capital paulista para que Davi fosse tratado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Desde o início do ano passado, Davi passou a morar com uma tutora na cidade de Piracicaba, na região de Campinas. Ela o acompanha nas consultas rotineiras que garoto faz no HC com médicos das áreas de reabilitação e neurologia.

Na sequência foram vacinadas crianças com deficiências, síndrome de Down e uma quilombola.

Segundo o governo Doria, São Paulo recebeu 234 mil doses da vacina pediátrica da Pfizer, mas há 850 mil crianças que podem ser imunizadas neste primeiro grupo no estado.

De acordo com Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, a vacinação das crianças poderá se estender até março por causa da velocidade prevista de distribuição do Ministério da Saúde.

Segundo o cronograma apresentado, a vacinação por idade na segunda semana de fevereiro, deverá ser para crianças de 11, 10 anos e 9 anos (parcial). A segunda dose será aplicada oito semanas depois.

Doria afirmou que espera na próxima semana a liberação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso da Coronavac em crianças, a partir de 3 anos. “Temos 15 milhões de doses no Instituto Butantan prontas para ser usada”, afirmou Doria.

Caso isso aconteça, a previsão do governo paulista é que a vacinação das crianças seja feita em até três semanas.

Assim como na vacinação de adultos, Doria —que é pré-candidato à presidência pelo PSDB— se antecipa novamente ao governo federal na largada de vacinação. O tucano rivaliza com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem se mostrado contrário à imunização de crianças e chegou, inclusive, a questionar os interesses da Anvisa em aprovar a vacina pediátrica.

Em janeiro de 2021, o governo paulista imunizou a enfermeira Monica Calazans horas após a Anvisa liberar o uso da Coronavac para imunização contra Covid no país.

Assim, a vacinação em São Paulo começa no dia seguinte à chegada do primeiro lote de vacinas para crianças contra Covid, na madrugada desta quinta-feira (13). A carga com 1,2 milhão de doses de imunizantes da Pfizer chegou ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), foi transferida para Guarulhos, na Grande São Paulo, e começou a ser distribuída para os estados.

O governo estadual afirmou na quinta que receberia cerca de 250 mil imunizantes pediátricos da Pfizer para iniciar a vacinação. Além das crianças de 5 a 11 anos de idade com comorbidades ou deficiência, também terão prioridade indígenas e quilombolas.

No estado de São Paulo, o pré-cadastro para vacinação do público infantil já pode ser feito no site Vacina Já. A estimativa é que 4,3 milhões de crianças comecem a ser vacinadas assim que as doses forem liberadas pelo Ministério da Saúde.

O pré-cadastro é opcional e não funciona como agendamento, mas agiliza o atendimento nos locais de imunização.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Esclerose múltipla: o que é, sintomas, causas e tratamento

A esclerose múltipla é uma doença caracterizada pelo “ataque” do sistema imune à bainha de mielina, que é uma estrutura protetora que reveste os neurônios, causando destruição ou danos permanentes nos nervos, o que leva a um problema de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.  

Os sinais e sintomas da esclerose múltipla variam e dependem da quantidade e de quais nervos foram afetados, mas geralmente incluem fraqueza muscular, tremor, cansaço ou perda do controle dos movimentos e da capacidade de andar ou falar, por exemplo. 

A esclerose múltipla é uma doença que não tem cura, mas os tratamentos disponíveis, com remédios corticoides, anticonvulsivantes e imunossupressores, por exemplo, podem ajudar a controlar os sintomas, evitar as crises ou atrasar a sua evolução e devem sempre ser indicados por um neurologista.

Esclerose múltipla: o que é, sintomas, causas e tratamento

Sintomas de esclerose múltipla

A esclerose múltipla manifesta-se através de sintomas que se tornam mais evidentes durante os períodos conhecidos como crise ou surtos da doença, que vão surgindo ao longo da vida, ou devido a progressão da doença. Assim, estes podem ser muito diferentes, variando de uma pessoa para outra, e podem regredir, desaparecendo completamente ao realizar o tratamento, ou não, ficando algumas sequelas.

Os sintomas da esclerose múltipla incluem:

  • Cansaço excessivo; 
  • Sensação de dormência ou formigamento nos braços ou pernas;
  • Falta de força muscular;
  • Rigidez ou espasmo muscular;
  • Tremor;
  • Dor de cabeça ou enxaqueca;
  • Lapsos de memória e dificuldade de concentração;
  • Incontinência urinária ou fecal;
  • Problemas de visão como visão dupla, nublada ou borrada;
  • Dificuldade para falar ou engolir;
  • Alterações no andar ou perda do equilíbrio;
  • Falta de ar;
  • Depressão.

Estes sintomas não surgem todos ao mesmo tempo, mas podem diminuir a qualidade de vida. Além disso, os sintomas podem ser agravados quando se está exposto ao calor ou se tem febre, podendo reduzir espontaneamente quando a temperatura volta ao normal.

Teste de sintomas

Para saber o risco de ser portador da esclerose múltipla ou estar em uma crise, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito por um neurologista baseado na história clínica e nos sintomas apresentados pela pessoa, exames de sangue para ajudar a descartar outras doenças com sintomas semelhantes aos da esclerose múltipla, e exames de imagem para confirmar o diagnóstico, como a ressonância magnética, por exemplo, em que pode ser verificada a degradação da bainha de mielina. 

Além disso, outros exames que o médico pode solicitar são o estudo dos potenciais evocados para registrar os sinais elétricos produzidos pelos nervos em resposta a estímulos e a análise do líquido cefalorraquidiano extraído por punção lombar que pode mostrar anormalidades em anticorpos associados à esclerose múltipla e ajudar a descartar infecções e outras condições com sintomas semelhantes aos da esclerose múltipla. Saiba como é feita a punção lombar.

Possíveis causas

A causa exata da esclerose múltipla é desconhecida, no entanto sabe-se que o aparecimento dos sintomas estão relacionados com alterações imunológicas. Além disso, alguns fatores podem favorecer o desenvolvimento da esclerose múltipla, como:

  • Ter entre 20 e 40 anos;
  • Ser mulher, uma vez que foi verificado que ser do gênero feminino aumenta em duas a três vezes mais as chances de desenvolver esclerose múltipla do que os homens; 
  • Ter casos de esclerose múltipla na família como pais ou irmãos; 
  • Ser portador de doenças autoimunes como doenças da tireoide, anemia perniciosa, psoríase, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal;
  • Possuir baixos níveis de vitamina D.

Além disso, foi verificado que a infecção pelo vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose, pode aumentar 32 vezes o risco de desenvolvimento da esclerose múltipla, no entanto mais estudos devem ser realizados para verificar se o desenvolvimento de medicamentos e vacina contra o vírus Epstein-Barr seria eficaz na prevenção da esclerose múltipla.

Como é feito o tratamento

O tratamento da esclerose múltipla deve ser feito com medicamentos indicados pelo médico com o objetivo evitar a progressão da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas, podendo ser recomendado o uso de anticonvulsivantes, corticoides, imunossupressores, analgésicos e relaxantes musculares, por exemplo.

Além disso, a fisioterapia é um tratamento importante na esclerose múltipla porque permite que os músculos sejam ativados, controlando a fraqueza nas pernas, dificuldade de andar ou evitando a atrofia muscular. A fisioterapia para a esclerose múltipla consiste na realização de exercícios de alongamento e fortalecimento muscular. 

Confira todas as opções de tratamento para a esclerose múltipla.

Cuidados durante o tratamento

Algumas medidas importantes durante o tratamento da esclerose múltipla ajudam a controlar os sintomas e evitar a evolução da doença e incluem: 

  • Dormir pelo menos 8 a 9 horas por noite;
  • Fazer exercícios recomendados pelo médico;
  • Evitar a exposição ao calor ou locais quentes, preferindo temperaturas amenas;
  • Aliviar o estresse com atividades como ioga, tai-chi, massagem, meditação ou respiração profunda.

É importante fazer acompanhamento com o neurologista que também deve orientar mudanças na alimentação e a fazer uma dieta equilibrada e rica em vitamina D. Confira a lista completa de alimentos ricos em vitamina D.

Fonte tuasaude.com

Principais remédios para faringite

Alguns remédios para faringite, como os anti-inflamatórios ou os antibióticos, podem ser indicados pelo clínico geral ou otorrinolaringologista, pois ajudam a reduzir a inflamação ou a combater a infecção, aliviando a dor, vermelhidão, inchaço na garganta, febre ou dificuldade para engolir, por exemplo.

Esses remédios devem ser indicados pelo médico após avaliação dos sintomas e diagnóstico da causa da faringite, que pode ser por inflamações, infecções bacterianas ou virais, ou alergias, por exemplo. Confira outras causas de faringite.  

Além disso, algumas opções de tratamentos caseiros, como o chá de gengibre ou o chá de hortelã-pimenta, podem ajudar a aliviar a dor na faringe e complementar o tratamento com remédios indicados pelo médico.

Principais remédios para faringite

Os remédios para faringite que podem ser indicados pelo médico incluem:

1. Antibióticos

Os antibióticos são indicados pelo médico no caso de faringite bacteriana, em que surgem sintomas como garganta vermelha com pus, dor de garganta intensa com dificuldade para engolir, febre alta ou dor de cabeça. Saiba como identificar os sintomas da faringite bacteriana.  

Alguns antibióticos que podem ser indicados pelo médico para a faringite bacteriana são penicilina, amoxicilina, clindamicina ou eritromicina, que tratam a infecção e evitam complicações, como a febre reumática, por exemplo.

Geralmente, o tratamento da faringite bacteriana é feito por 7 a 10 dias, e deve sempre ser realizado com indicação do médico, que pode indicar o antibiótico mais adequado, avaliando os sintomas ou se pessoa possui alguma alergia a antibióticos ou a outros medicamentos.

É importante que o tratamento seja feito com as doses e pelo tempo estabelecido pelo médico, uma vez que as infecções recorrentes ocorrem na maior parte dos casos devido ao uso de antibióticos por conta própria, com doses ou duração do tratamento inadequados.

Os antibióticos só devem ser usados no caso de faringite bacteriana, e não servem para o tratamento da faringite viral. 

2. Analgésicos 

Os analgésicos, como paracetamol ou dipirona, na forma de comprimidos, xarope ou gotas, podem ser indicados pelo médico para o tratamento da faringite viral ou alérgica, pois ajudam a aliviar a dor de garganta ou a dor de cabeça.

Além disso, os analgésicos também ajudam a baixar a febre, que também pode ocorrer no caso da faringite bacteriana.

3. Anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios na forma de comprimido ou gotas, como o ibuprofeno, podem ser indicados pelo médico para faringite viral, alérgica ou bacteriana, em adultos ou crianças, pois age combatendo a inflamação na garganta, dor intensa ou febre.

Esses remédios devem ser usados somente com indicação médica, que pode indicar o melhor anti-inflamatório, nas doses e pelo tempo de tratamento de forma individualizada. 

4. Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos, como desloratadina ou cetirizina na forma de comprimidos ou xarope, são remédios antialérgicos podem ser indicados pelo médico no caso de faringite alérgica, que normalmente é causada devido è rinite alérgica. 

Outra forma de utilizar os anti-histamínicos é na forma de pastilhas contendo difenidramina, como a pastilha Benalet, por exemplo, pois ajudam a aliviar a irritação ou dor na garganta causados pela faringite, e podem ser usadas para faringite alérgica, viral ou bacteriana. As pastilhas não são indicadas para crianças, mulheres grávidas ou em amamentação. Veja outras opções de pastilha para dor de garganta.  

Os anti-histamínicos devem ser usados com indicação médica, pelo tempo de tratamento e doses de forma individualizada. 

5. Anestésicos locais

Os anestésicos locais na forma de pastilhas, como a benzocaína, ajudam a aliviar a dor na garganta ou dificuldade para engolir causados pela faringite.

Geralmente, os anestésicos locais possuem outras substâncias associadas, como o cloreto de cetilpiridínio, que possui propriedades antissépticas e, por isso, é indicado para alívio rápido e temporário da dor e irritação na garganta causadas por inflamação na faringe.

Opções de tratamento caseiro

Algumas opções de tratamento caseiro para faringite, como o chá de gengibre ou o chá de hortelã-pimenta, por exemplo, podem ser usados para complementar o tratamento indicado pelo médico, pois possuem propriedades anti-inflamatórias que ajudam a aliviar a inflamação na faringe e a dor de garganta. 

Além disso, deve-se fazer uma alimentação anti-inflamatória rica em selênio, zinco, vitamina C e E e ômega 3, como castanha do pará, sementes de girassol, ovo, ostras, salmão, sardinha, linhaça, laranja, abacaxi, avelã ou amêndoa, por exemplo, que são alimentos que contribuem para reduzir a inflamação na faringe e a fortalecer o sistema imunológico. Confira a lista completa de alimentos anti-inflamatórios.

É importante ressaltar que o uso destes, ou de qualquer outro tratamento natural, não deve substituir os remédios indicados pelo médico, sendo apenas uma forma de ajudar a aliviar mais rapidamente os sintomas. 

Fonte tuasaude.com

Mandioca: 10 principais benefícios e como consumir (com receitas)

A mandioca, conhecida também como aipim, macaxeira ou maniva, é um tubérculo fonte de fibras que promovem o controle dos níveis de glicemia e colesterol no sangue, ajudando a evitar doenças, como diabetes, infarto e derrame.

Por conter boas quantidades de amido resistente, um tipo de carboidrato que não é digerido e que também atua como fibras no organismo, a mandioca serve de alimento para as bactérias benéficas do intestino, melhorando a digestão e ajudando a prevenir situações, como prisão de ventre, gastrite ou câncer intestinal.

A mandioca é normalmente comercializada em feiras e supermercados, podendo ser usada na forma cozida, como acompanhamento de ovos, carnes e saladas; como base no preparo de sopas, bolos, pães, purês; ou na forma assada, como um aperitivo. Além disso, a mandioca, também é usada na produção de alimentos, como tapioca, farinha, sagu e beiju.

Mandioca: 10 principais benefícios e como consumir (com receitas)

Por conter boas quantidades de fibras, além de vitamina C e carotenoides, os principais benefícios do consumo da mandioca para a saúde são:

1. Prevenir doenças cardiovasculares

A mandioca possui boas quantidades de fibras, compostos que reduzem a absorção de gordura dos alimentos, ajudando a diminuir os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, no sangue, prevenindo doenças, como infarto, aterosclerose e derrame.

Além disso, a mandioca também contém potássio e magnésio, minerais que ajudam a eliminar o excesso de sódio pela urina e promovem o relaxamento das artérias, prevenindo a pressão alta.

2. Melhorar a energia e disposição

Por conter alto teor de carboidratos, o aipim ajuda a melhorar a energia e disposição por longos períodos do dia, sendo uma ótima opção especialmente para pessoas que praticam atividades físicas ou que gastam muita energia durante o trabalho, como no caso de pedreiros, carteiros, trabalhadores rurais e coletores de lixo.

3. Ajudar no controle da diabetes

A mandioca pode ajudar no controle da diabetes, porque contém fibras e amido resistente, que ajudam a diminuir a velocidade de absorção do açúcar, promovendo o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Veja outros alimentos ricos em fibra que ajudam no controle da diabetes.

4. Promover a saúde da pele, cabelo e unhas

A mandioca é fonte de vitamina C, um nutriente que ajuda a aumentar a produção e absorção de colágeno no organismo, melhorando a elasticidade da pele e do cabelo, além de fortalecer as unhas.

5. Melhorar a digestão

O amido resistente, presente em boas quantidades na mandioca, equilibra a flora intestinal, melhorando a digestão e ajudando na prevenção de situações, como gastrite e úlceras.

6. Fortalecer o sistema imunológico

Por conter vitamina C, vitamina A e carotenoides, compostos com potente ação antioxidante, a mandioca ajuda a fortalecer as células do sistema imunológico contra infecções, promovendo a prevenção de gripes, alergias e resfriados, por exemplo.

7. Auxiliar na perda de peso

A mandioca tem ótimas quantidades de amido resistente e fibras, nutrientes que diminuem o tempo de digestão, e, por isso, a mandioca ajuda a prolongar a saciedade, diminuindo a fome ao longo do dia e auxiliando na perda de peso.

8. Prevenir alguns tipos de câncer

Por conter boas quantidades de vitamina C, flavonoides, carotenoides e vitamina A, compostos com ação antioxidante, a mandioca ajuda a combater o excesso de radicais livres e fortalecer o sistema imunológico, auxiliando na prevenção de alguns tipos de câncer, como intestino, estômago e mama.

9. Melhorar o humor

O amido resistente presente na mandioca promove o equilíbrio das bactérias benéficas do intestino, favorecendo a produção de serotonina, um neurotransmissor responsável pela regulação e melhora do humor e bem estar geral. Conheça outros alimentos que ajudam a melhorar o humor.

10. Evitar a prisão de ventre

A pectina e as beta-glucanas, fibras presentes na mandioca, ajudam a hidratar e facilitar a eliminação das fezes, evitando, assim, a prisão de ventre.

Além disso, a mandioca contém amido resistente, um tipo de carboidrato que serve de alimento para as bactérias benéficas do intestino, promovendo o equilíbrio da flora intestinal e prevenindo a prisão de ventre.

A mandioca engorda?

A mandioca contém boas quantidades de carboidratos e calorias que, quando consumida em excesso, pode engordar.

No entanto, a mandioca tem boas quantidades de fibras que ajudam a prolongar a saciedade e diminuir a fome ao longo do dia. Por isso, quando consumida com moderação, a mandioca pode ser uma boa opção para auxiliar no emagrecimento.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir contém a informação nutricional de 100g, o que equivale a aproximadamente 3 colheres de sopa cheias, de aipim cozido:

Componentes

100g (3 col de sopa cheias) de aipim cozido

Energia

125 calorias

Proteína

0,6 g

Carboidratos

30,1 g

Gordura

0,3 g

Fibra

1,9 g

Vitamina C

18,2 mg

Vitamina A

13 mcg

Carotenoides

13 mcg

Ácido fólico

24 mcg

Cálcio

19 mg

Potássio

100 mg

Magnésio

27 mg

Fósforo

22 mg

Para se obter os benefícios com o consumo da mandioca, é fundamental também manter uma alimentação balanceada e saudável, associada à prática regular de atividades físicas.

Como usar

A mandioca pode ser consumida cozida, como acompanhamento de outros alimentos, como ovos, carnes e saladas, no café da manhã, lanches, almoço ou jantar. Além disso, o aipim também pode ser usado para preparação de bolos, purês, sopas, caldos, ou ainda assado, como chips.

É importante que ressaltar que a mandioca não deve ser consumida crua, porque esta forma contém ácido cianídrico, um composto presente especialmente na mandioca da espécie conhecida como “brava”, e que pode causar intoxicação, gerando sintomas, como náuseas, vômitos, convulsões, falta de ar e, em casos mais graves, pode levar a óbito.

Receitas saudáveis com mandioca

Mandioca: 10 principais benefícios e como consumir (com receitas)

A mandioca pode ser usada em receitas saudáveis, como sopas, chips, bolos ou purês.

1. Bolo de aipim

Ingredientes:

  • 500g de aipim;
  • 3 ovos;
  • ¾ de xícara de açúcar mascavo ou 3 colheres de sopa de adoçante culinário;
  • 1 xícara de chá de leite de vaca ou leite vegetal;
  • 100 g de coco ralado fresco ou desidratado (sem açúcar);
  • 1 col de café de manteiga para untar.

Modo de preparo:

Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Untar uma forma ou tabuleiro com manteiga e reservar. Lavar bem, descascar e cortar o aipim em pedaços pequenos. Colocar o aipim, os ovos, o açúcar, ou adoçante, e o leite no liquidificador e bater até formar uma mistura homogênea. 

Transferir a massa para uma tigela e adicionar o coco ralado, misturando com uma colher. Colocar a massa na forma, ou tabuleiro, e levar ao forno para assar por 40 minutos, até dourar. Esperar amornar e servir.

2. Sopa de mandioca com frango

Ingredientes:

  • 500g de mandioca;
  • 2 cebolas médias;
  • 3 dentes de alho;
  • 2 xícaras de frango cozido desfiado;
  • 1 colher de sopa de azeite;
  • 1 col de sopa e salsa picada;
  • Sal e pimenta à gosto.

Modo de preparo:

Lavar, descascar e cortar a mandioca em cubos. Picar a cebola e o alho em cubos pequenos e reservar. Em uma panela, colocar a mandioca e cobrir com água, deixando cozinhar em fogo médio até ficar bem macia. Esperar amornar e, com cuidado, bater a mandioca no liquidificador, adicionando a água do cozimento aos poucos, até formar um caldo grosso e reservar.

Em uma panela, adicionar o azeite, a cebola e o alho, refogando em fogo baixo por 5 minutos. Adicionar ao refogado o creme de mandioca, o sal, a pimenta, a salsa e o frango desfiado, mexendo com uma colher. Para deixar o caldo mais diluído, pode-se adicionar um pouco mais de água do cozimento da mandioca. Aguardar amornar e servir.

3. Chips de aipim

Ingredientes:

  • 500 g de aipim;
  • 4 colheres de sopa de azeite;
  • Sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo:

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Lavar, descascar, secar e cortar o aipim em tiras bem finas. Temperar o aipim com 3 col de sopa de azeite, pimenta e sal a gosto. Untar um tabuleiro com o restante do azeite. Distribuir as fatias de aipim e levar ao forno para assar por 15 minutos ou até ficarem douradas. Virar as fatias, com uma pinça, ou colher, e deixar por por mais 15 minutos ou as fatias ficarem douradas e crocantes.

Fonte tuasaude.com

Ômicron: quais são os sintomas da nova variante comparados aos das anteriores

A variante ômicron está se espalhando rapidamente pelo mundo —e estudos sugerem que é a mais contagiosa até agora.

No entanto, diferente de outras variantes, que atingiram a população quando as taxas de vacinação eram menores, agora o índice de hospitalizações e de óbitos tem se mostrado menor —e, em alguns casos, sintomas mais leves têm se mostrado semelhantes a resfriado ou gripe.

Apesar disso, a rapidez com que a ômicron é transmitida continua a sobrecarregar os sistemas de saúde —e ela segue sendo uma ameaça para não vacinados e pacientes de risco. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, na semana passada, que a ômicron não deve ser descrita como branda, já que está matando pessoas em todo o mundo.

Mas como posso saber se tenho Covid-19 ou outra doença respiratória leve?

Sintomas da ômicron

“Achamos que a ômicron é muito mais semelhante às variantes leves que temos visto em pessoas vacinadas, como a delta principalmente”, diz à BBC o professor Tim Spector, epidemiologista da Universidade King’s College London, que dirige o estudo Zoe Covid, que analisa a disseminação e os sintomas da doença no Reino Unido.

O estudo Zoe Covid vem coletando dados de milhares de pessoas infectadas que registram seus sintomas em um aplicativo. Assim, os pesquisadores conseguem analisar os sintomas relacionados à variante delta e à ômicron.


Até agora, os cinco sintomas mais comuns são:

  • Secreção nasal;
  • Dor de cabeça;
  • Fadiga (leve ou grave);
  • Espirro;
  • Dor de garganta

Fonte: Estudo Zoe Covid, King’s College London


Parte destes sintomas mais brandos se devem sobretudo ao grande número de pessoas vacinadas ou com imunidade adquirida.

É muito cedo para saber como a ômicron afetará os não vacinados e as pessoas com um sistema imunológico mais fragilizado.

O epidemiologista do King’s College observa que, como muitos dos sintomas relacionados agora à variante ômicron são semelhantes aos do resfriado, isso pode levar as pessoas a “talvez não reconhecerem a infecção como Covid”.

Ou seja, em regiões onde a ômicron está se espalhando rapidamente, é muito provável que alguém com sintomas de resfriado tenha Covid, como está acontecendo em Londres, uma das cidades com maior incidência de ômicron.

Se você suspeitar que está com Covid, o mais importante é fazer o teste o quanto antes. Mesmo quem está com sintomas leves ou assintomático pode colocar outras pessoas em risco.

Variantes anteriores do coronavírus apresentavam sintomas como febre, tosse, perda de paladar e de olfato. Mas, segundo Spector, a maioria das pessoas que está reportando novas infecções agora não apresenta estes “sintomas clássicos” de Covid.

Alerta para os sintomas

Mesmo que, para alguns, a Covid possa parecer “um resfriado forte”, com sintomas como dor de cabeça, dor de garganta e secreção nasal, o serviço público de saúde britânico (NHS, na sigla em inglês) indica que devemos continuar atentos aos sintomas clássicos da Covid:

  • Tosse contínua e súbita;
  • Febre ou temperatura alta;
  • Perda ou alteração no olfato e paladar

A febre é um sintoma claro de Covid?

Uma temperatura a partir de 37,8°C é considerada alta.

A febre pode ocorrer quando o corpo está combatendo uma infecção, não apenas o coronavírus.

É melhor usar um termômetro. Mas se você não tiver um, verifique se está quente ao tocar seu peito ou costas.

É improvável que um resfriado comum cause febre. Por isso, em caso de febre, é recomendável fazer um teste para descartar que você tenha coronavírus.

Como devemos encarar a tosse?

Se você estiver gripado ou resfriado, provavelmente terá tosse e outros sintomas.

A gripe costuma aparecer de repente, e os pacientes muitas vezes sentem dores musculares, calafrios, dores de cabeça, cansaço, dor de garganta, secreção ou congestão nasal, junto com tosse. Parece pior do que um resfriado forte.

Já os resfriados tendem a se desenvolver mais gradualmente e são menos graves, embora nos façam sentir mal.

Junto com a tosse, pode haver espirros, dor de garganta e secreção nasal. Sintomas como febre, calafrios, dores de cabeça e musculares são pouco frequentes.

A tosse decorrente do coronavírus implica em tossir muito por mais de uma hora, ou ter três ou mais ataques ou “episódios” de tosse em 24 horas.

Se você desenvolver uma tosse nova e contínua, deve fazer o teste de Covid.

O que significa perder o paladar ou olfato?

Estes são os principais sintomas do coronavírus e significam que você deve fazer o teste.

Você ainda pode ter um simples resfriado. Mas é importante checar, mesmo que não esteja se sentindo mal, para evitar o risco de espalhar o vírus.

Se eu espirrar, significa que tenho coronavírus?

Espirrar não é um sintoma clássico de coronavírus e, a menos que você também tenha febre, tosse ou perda de olfato e paladar, não deve ser um problema.

De toda forma, um espirro pode transmitir infecções, então tente usar um lenço de papel e lavar as mãos ao espirrar.

E se meu nariz estiver escorrendo ou entupido?

Não é um dos principais sintomas do coronavírus, mas várias pesquisas sugerem que pessoas que testaram positivo apresentaram estes sintomas.

As diretrizes sanitárias dos Estados Unidos, por exemplo, incluem todos estes sintomas como possíveis em caso de infecção por coronavírus:

  • Febre ou calafrios;
  • Tosse;
  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Fadiga;
  • Dores musculares ou no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Perda de olfato ou paladar;
  • Dor de garganta;
  • Secreção ou congestão nasal;
  • Náusea ou vômito;
  • Diarreia

Os dados da África do Sul indicam que algumas pessoas relataram problemas digestivos como um possível sintoma de ômicron.

Mas no Reino Unido, Tim Spector observou que a infecção pela ômicron parece permanecer semelhante às variantes anteriores —ou seja, sobretudo uma infecção respiratória.

Casos graves

Dados preliminares e estudos sobre a ômicron sugerem que esta variante tem se mostrado menos severa que as anteriores. Isso se deve em parte às mutações do vírus, mas acima de tudo à proteção das vacinas e da imunidade natural.

No entanto, a velocidade sem precedentes com que a ômicron é transmitida continua sendo um desafio — e muita gente, sobretudo pacientes com certas doenças prévias, continuam correndo risco.

As pessoas infectadas com coronavírus podem apresentar uma ampla variedade de sintomas, que variam de leves a graves. Algumas ficarão assintomáticas, mas ainda assim podem ser infecciosas.

Os sintomas podem aparecer até duas semanas após a exposição ao vírus, mas geralmente isso acontece por volta do quinto dia. Leia aqui sobre quando uma pessoa com ômicron deixa de ser contagiosa, com ou sem sintomas.

Dificuldades respiratórias podem ser um sinal de uma infecção mais grave.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Dermatose papulosa nigra: o que é, causas, sintomas e tratamento

A dermatose papulosa nigra é uma condição da pele caracterizada pelo aparecimento de pequenos pontinhos na pele, chamados de pápulas, de coloração marrom ou preta, principalmente no rosto, pescoço e tronco. Essas pápulas não doem e nem coçam e podem se juntar formando placas maiores de pápulas.

Esta condição é mais comum em pessoas com pele negra e asiáticos e podem acontecer em qualquer idade, no entanto é mais frequente de ser observado em pessoas a partir os 60 anos. A dermatose papulosa nigra está normalmente associada a questões genéticas, no entanto é possível que o seu surgimento esteja associado à exposição solar constante.

Essa situação não representa risco para a saúde e nem causa sinais ou sintomas e, por isso, não é necessário realizar tratamento. No entanto, é possível realizar alguns procedimentos dermatológicos com fins estéticos para remover as pápulas ou melhorar o seu aspecto.

Dermatose papulosa nigra: o que é, causas, sintomas e tratamento

Principais sinais e sintomas

Os sinais e sintomas característicos da dermatose papulosa nigra são o surgimento de múltiplas pápulas, de cor marrom ou preta, arredondadas, planas e superficiais, que não causam dor. Geralmente, numa fase inicial, as lesões apresentam uma superfície lisa e, mais tarde, podem tornar-se ásperas, semelhantes a verrugas ou apresentar um formato filiforme.

Possíveis causas

A dermatose papulosa nigra está normalmente relacionada com fatores genéticos, que podem influenciar o desenvolvimento do folículo pilossebáceo, resultando no aparecimento das pápulas. Dessa forma, é possível que as pessoas que tenham histórico familiar de dermatose papulosa nigra também a desenvolva ao longo do tempo.

Além disso, acredita-se que o aparecimento das pápulas também esteja relacionada com a exposição solar, isso porque aparecem com mais facilidade em regiões do corpo que ficam mais expostas ao sol.

Como é feito o tratamento

A dermatose papulosa nigra não necessita de tratamento porque não causa dor nem desconforto. Porém, por razões estéticas, pode-se consultar um dermatologista e proceder à remoção das pápulas através de diferentes técnicas, como curetagem, laser, excisão, eletrofulguração ou aplicação de nitrogênio líquido, por exemplo.

Fonte tuasaude.com

Brasil completa 1 ano de colapso em Manaus com medo de nova crise

“Cientistas encontram variante inédita com origem no Amazonas”, dizia o título de uma reportagem publicada nesta Folhaem 12 de janeiro de 2021. Era o prenúncio de meses caóticos, que começariam com pacientes morrendo sem ar nos hospitais de Manaus.

Um ano depois, o Brasil vive mais uma vez o medo de uma nova crise, com uma nova linhagem do coronavírus. A rápida disseminação da variante ômicron já faz testes acabarem, prontos-socorros lotarem e internações subirem rapidamente nas capitais.

Por outro lado, a cepa menos agressiva agora encontra um país majoritariamente vacinado e com capacidade de resposta mais rápida para ampliar leitos, fatores que contribuem para uma média diária de mortes oito vezes menor do que naquele momento.

“Mas o colapso pode se manifestar de diferentes maneiras em cada cidade. Tivemos a crise do oxigênio de Manaus, depois a crise do kit intubação em São Paulo. Agora, tem preocupado o afastamento de profissionais de saúde infectados, que pode causar uma crise de recursos humanos, por exemplo”, diz o sanitarista Christovam Barcellos, da Fiocruz.

O cientista lembra também a possibilidade de acontecerem surtos em regiões menos vacinadas como o Norte. Amapá, Roraima e Acre estão no fim do ranking do país, com menos da metade de sua população com o ciclo completo.

Nos dias que precederam a crise em Manaus, no entanto, nem vacina existia ainda no Brasil. O Instituto Butantan e a Fiocruz aguardavam o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para usar de forma emergencial os imunizantes importados.

Países europeus, Estados Unidos e Argentina começavam a imunizar suas populações, e a pressão sobre o governo federal crescia, com o estado de São Paulo ameaçando iniciar a campanha por conta própria —o que acabou acontecendo em 17 de janeiro.

O Brasil havia acabado de atingir a marca de 200 mil mortos pela Covid-19 (que seria triplicada dez meses depois), lamentada por Jair Bolsonaro (PL) em uma live nas suas redes sociais nas quais acrescentou que “a vida continua”.

O presidente já havia trocado de ministro da Saúde duas vezes a essa altura, deixando Luís Henrique Mandetta (DEM) e Nelson Teich para trás. Na cadeira estava o general Eduardo Pazuello, que concordou em ampliar a oferta de cloroquina sem respaldo científico e ignorou os avisos sobre a escassez de oxigênio em Manaus.

Até então, Bolsonaro tinha o discurso alinhado ao do ex-presidente americano Donald Trump, que por sua vez via seu país bater a cifra de 4.000 mortos por dia, seguindo uma tendência de alta no mundo inteiro.

As principais preocupações da Organização Mundial de Saúde (OMS) naquela época eram as variantes alfa (surgida no Reino Unido) e beta (África do Sul). Ainda nem se falava em delta (Índia), e a gama (Brasil) acabava de ser descoberta.

Foi ela quem fez explodir os casos, internações e óbitos no Amazonas naquele momento, antes de qualquer outro lugar. “Estava começando a subir no resto do Brasil. Neste ano, não sabemos, porque estamos com uma falha de dados tremenda desde dezembro”, ressalta Barcellos.

O epidemiologista Raphael Guimarães, do Observatório Covid-19 da Fiocruz, concorda: “Há duas diferenças muito grandes nos dois períodos. Primeiro, a vacinação. Segundo, o apagão de dados. Estamos navegando no escuro e não temos como prever cenários para tomar as decisões corretas”.

Isso porque os sistemas do Ministério da Saúde estão instáveis há um mês, após ataques hackers, e o país continua sem uma política ampla de testagem. A Folha mostrou neste sábado (7) que o número de infecções pode dobrar para 1 milhão por dia em duas semanas, considerando casos não notificados estimados pela Universidade de Washington.

A doença agora de fato tem sido mais branda, mas, com a alta transmissão, não está descartado o risco de os hospitais lotarem. Segundo dados de deslocamento do Google, hoje o índice de permanência em casa é bem menor do que um ano atrás.

“Pense que você tem mil casos e cem evoluem para internação. Mas se você tem dez vezes mais casos, vai ter dez vezes mais internações”, lembra Guimarães, acrescentando que essa pressão nos sistemas de saúde deve ficar mais clara daqui a cerca de dez dias, quando houver piora dos pacientes que se infectaram recentemente.

Ele, porém, diz achar difícil um cenário tão caótico como no início de 2021, com 90% a 100% de ocupação de UTIs em muitos estados brasileiros. Contribui para o sentimento de esperança a perspectiva de entrega de uma vacina produzida totalmente em território nacional pela Fiocruz já no início de fevereiro, após liberação da Anvisa na sexta (7).

Pesquisadores ressaltam que a Covid-19 tem seguido a trajetória dos anos anteriores e de gripes comuns, com o surgimento de novas variantes no hemisfério norte no fim do verão, com pico no inverno e em seguida aumento no hemisfério sul.

Seguindo essa lógica, a variante ômicron poderia representar uma espécie de começo do fim da pandemia. “É uma tendência que toda epidemia tem, de passar a ter variantes menos agressivas para que se transmitam mais. Mas ainda é muito perigoso. Um surto desse como poucos vacinados é uma tragédia”, ressalta o sanitarista Barcellos.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

14 doenças que causam manchas vermelhas na pele

As manchas vermelhas na pele em adultos podem acontecer devido a diversas situações, podendo acontecer devido a uma alergia ou ser um dos sinais de câncer, por exemplo. Por isso, é importante ter atenção a todos os sintomas que possam surgir, como coceira, febre ou tosse, por exemplo, e consultar o médico, para que seja feita uma avaliação das manchas e indicada a realização de exames que ajudem a identificar a causa.

Assim, a partir do momento que a causa das manchas é identificada, o médico pode recomendar o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou antibióticos, em alguns casos.

As principais causas de manchas vermelhas na pele são:

1. Alergia

Alergia

Como são as manchas: de tamanho médio, podem ser vermelhas ou brancas e coçam muito, podendo conter líquido ou ficarem inflamadas, desaparecendo em até 3 dias. Nos casos mais graves, as manchas vermelhas podem ser acompanhadas por sintomas como falta de ar, podendo colocar a vida em risco.

As manchas vermelhas devido a alergia podem surgir após o contato com plantas, pêlos de animais ou ingestão de remédios, por exemplo, mas também podem ser causadas por picada de inseto ou intoxicação alimentar.

Como tratar: os sintomas podem ser aliviados com medicamentos para alergia como a Loratadina, corticosteroides, como a Prednisona, ou aplicação de cremes, como Fenergan, receitadas pelo dermatologista. Veja mais sobre o tratamento para alergia.

2. Micose

MIcose

Como são as manchas: podem aparecer em qualquer parte do corpo, diferentes tamanhos e afetam uma região bem delimitada do corpo. Além disso, também pode haver formação de bolhas e descamação na área. Em alguns casos, a infecção pode espalhar para outras partes do corpo, podendo levar ao aparecimento de outros sintomas, como coceira e ardor. Veja mais detalhes dos sintomas da micose na pele.

Como tratar: remédios antifúngicos e por vezes antibióticos podem ser indicados pelo dermatologista.

3. Zika vírus

Zika

Como são as manchas: são caracterizadas por serem pequenas pintas vermelhas levemente elevadas que produzem coceira e normalmente surgem cerca de 3 dias após a picada do mosquito. As manchas da Zika geralmente surgem primeiro no rosto e se espalham pelo resto do corpo em poucas horas e duram cerca de 5 dias, sendo normalmente acompanhadas por outros sintomas como dor muscular ou articular, por exemplo. Veja como saber se está com Zika.

Como tratar: repouso, hidratação e remédios prescritos pelo médico como a Dipirona ou Paracetamol, para aliviar os sintomas e o mal estar.

4. Eczema

Eczema

Como são as manchas: provocam muita coceira, o que pode deixar a pele mais vermelha, além de poderem ficar inchadas. As manchas podem aparecer e desaparecer espontaneamente ao longo do tempo, sendo mais frequente em crianças e em profissionais da saúde que lavam as mãos com sabonetes antisséptico.

Como tratar: uso de remédios anti-alérgicos como Loratadina e aplicação de pomadas ou cremes corticoides, como Fenirax, prescritos pelo dermatologista.

5. Rubéola

Rubéola

Como são as manchas: são pequenas, planas, apesar de algumas poderem ser ligeiramente elevadas, podendo juntar-se e formar uma mancha maior, além de causar coceira. Normalmente começam no rosto e parte detrás das orelhas e em pouco tempo se espalham pelo corpo e duram cerca de 3 dias.

Como tratar: seguir o tratamento indicado pelo médico, que pode ser feito com Paracetamol até que a doença esteja devidamente controlada. 

6. Psoríase

Psoríase

Como são as manchas: apresentam centro branco com bordas vermelhas ou rosas, secas, que descamam e que causam coceira, podendo também sangrar, em alguns casos. Essas manchas normalmente surgem nos cotovelos, joelhos, nádegas ou couro cabeludo. São mais frequentes antes dos 30 anos e depois dos 50 anos, não são contagiosas e estão relacionadas com fatores genéticos.

Como tratar: para o tratamento desse tipo de mancha, o dermatologista pode indicar o uso de alguns cremes ou pomadas anti-inflamatórias. Além disso, é também indicado evitar a exposição solar e o consumo de alimentos ricos em gordura e produtos industrializados, dando preferência ao consumo de alimentos ricos em ômega-3 e betacarotenos. Conheça outros cuidados importantes durante o tratamento para psoríase.

7. Lúpus

Lúpus

Como são as manchas: manchas avermelhadas planas ou elevadas que podem aparecer em qualquer parte do corpo, sendo mais frequentes em mulheres na região do nariz e bochechas, lembrando uma borboleta. Saiba reconhecer os sintomas de lúpus.

Como tratar: remédios corticoides e imunossupressores orientados pelo médico.

8. Rosácea

Rosácea

Como são as manchas: manchas vermelhas que aparecem mais frequentemente nas bochechas, testa e nariz em que podem ser também visualizados pequenos vasinhos na pele. Além das manchas vermelhas, a pele fica mais sensível, quente e poder ser verificado também inchaço.

As manchas podem permanecer de semanas a meses e desaparecer após um tempo, podendo voltar a surgir e ser acompanhado por outros sintomas característicos.

Como tratar: uso de sabonete e hidratantes neutros para controlar a vermelhidão e, em alguns casos, o dermatologista pode indicar o uso de antibióticos ou anti-inflamatórios.

9. Sarna

Sarna

Como são as manchas: manchas vermelhas que surgem principalmente nos dedos das mãos e dos pés, além de também poder aparecer nas axilas, que coçam bastante, principalmente à noite.

A coceira constante pode levar ao desenvolvimento de úlceras na pele, tanto em crianças quanto em bebês.

Como tratar: aplicação de cremes e pomadas indicados pelo dermatologista de acordo com a gravidade da infecção, podendo ser indicado Ivermectina, Crotamiton ou Permetrina. Conheça mais sobre a sarna humana.

10. Brotoeja

Brotoeja

Como são as manchas: pequenas manchas e bolinhas vermelhas que causam ardor e coceira e que aparecem principalmente na região peitoral, coxas, rosto, pescoço e costas.

Como tratar: não é necessário tratamento específico, sendo apenas recomendado manter a região livre de calor e aplicar compressas frias no lugar em que as brotoejas aparecem.

11. Catapora

Catapora

Como são as manchas: as manchas da catapora dependem da fase da doença que a pessoa se encontra, podendo ser verificada pequenas bolinhas em todo o corpo e que produzem bastante coceira. Em seguida, podem ser notadas bolhas cheias de líquido que estouram e levam à formação de crostas. Veja como reconhecer as manchas de catapora.

Como tratar: repouso e uso de Paracetamol e Iodopovidona, para evitar que as bolhas infeccionem, que devem der usados de acordo com a orientação do médico.

12. Sarampo

Sarampo

Como são as manchas: pequenas manchas vermelhas, levemente elevadas, que não coçam e que se disseminam com rapidez por todo o corpo. Surgem primeiramente no rosto e espalham-se pelo tronco e braços, além de poderem ser acompanhadas por febre. Faça o teste online para saber se pode estar com sarampo.

Como tratar: repouso, hidratação e uso de Paracetamol de acordo com recomendação do médico.

13. Câncer de pele

Câncer de pele

Câncer de pele

Como são as manchas: as manchas dependem do tipo de câncer de pele que a pessoa possui. No entanto, as manchas costumam ser pequenas, de formato irregular e que podem aumentar ao longo do tempo, podendo sangrar também, em alguns casos. Além disso, algumas manchas podem ser planas, extensas ou ter uma superfície áspera. Saiba como identificar o câncer de pele.

Como tratar: cirurgia, radioterapia ou quimioterapia de acordo com as características da mancha identificadas pelo médico após avaliação.

14. Dermatite atópica

Dermatite atópica

Dermatite atópica

Como são as manchas: manchas vermelhas que coçam bastante, principalmente a noite, e podem descamar, podendo também conter líquido e que posteriormente pode gerar uma crosta. A coceira excessiva pode causar feridas na pele, além de também poder causar o aumento da espessura da pele no local. Veja como identificar os tipos de dermatite.

Como tratar: cremes e pomadas com corticoides de acordo com orientação do médico.

Fonte tuasaude.com