Fístula broncopleural: o que é, sintomas, causas e tratamento

A fístula broncopleural corresponde à comunicação anormal entre os brônquios e a pleura, que é uma membrana dupla que reveste os pulmões, resultando na passagem inadequada de ar e sendo mais frequente após cirurgia nos pulmões. A fístula broncopleural normalmente é identificada por meio de sinais e sintomas apresentados pela pessoa e exames de imagem, como radiografia de tórax e broncoscopia.

Essa situação é rara e grave, principalmente quando acontece em crianças, devendo ser tratada rapidamente para não colocar a vida em risco. Por isso, é importante que após cirurgia no pulmão ou quando a pessoa apresenta qualquer tipo de problema respiratório grave, sejam feitos exames de acompanhamento para verificar se há qualquer alteração e, caso seja necessário, iniciar o tratamento.

Fístula broncopleural: o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais sintomas

A presença de uma fístula broncopleural pode causar o aparecimento de alguns sintomas, como:

  • Tosse com sangue ou muco;
  • Dificuldade para respirar;
  • Febre.

Geralmente, estes sintomas são suspeita de fístula broncopleural quando a pessoa tem histórico de cirurgia pulmonar recente, mas também pode acontecer por outras causas.

Possíveis causas de fístula broncopleural

A fístula broncopleural está mais relacionada a cirurgias do pulmão, principalmente lobectomia, em que um lobo do pulmão é retirado, e pneumonectomia, em que um lado do pulmão é removido. Além disso, é comum que a fístula broncopleural aconteça como consequência de algum tipo de infecção necrotizante, em que acontece a morte do tecido pulmonar.

Outras possíveis causas de fístula broncopleural incluem:

  • Pneumonia, sendo a fístula considerada uma complicação da doença, principalmente quando causada por fungos ou bactérias do gênero Streptococcus;
  • Câncer de pulmão;
  • Após realização de quimio ou radioterapia;
  • Complicação da biópsia pulmonar;
  • Tabagismo crônico;
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica;
  • Realização de ventilação mecânica.

É importante que a causa da fístula broncopleural seja identificada para que seja iniciado o tratamento mais adequado e sejam evitadas complicações sérias, como dificuldade no processo de respiração, expansão inadequada dos pulmões, dificuldade para manter a ventilação nos alvéolos pulmonares e óbito.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da fístula broncopleural é feito pelo clínico geral ou pneumologista por meio da realização de exames de imagem, como raio X do tórax, em que pode ser observada atelectasia, que é uma situação em que não há passagem de ar para determinada região do pulmão, entrando em colapso, ou descolamento pulmonar. Além da radiografia, o médico deve realizar a broncoscopia, em que um pequeno tubo é introduzido pelo nariz para que sejam observadas as estruturas do sistema respiratório, podendo ser identificada com precisão a localização da fístula e o seu tamanho.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a fístula broncopleural varia de acordo com a causa, com a história clínica da pessoa e com os sinais e sintomas apresentados. Na maioria das vezes, o tratamento consiste na realização de cirurgia, através de toracoscopia, para fechar a fístula, no entanto é possível que após um tempo a fístula volte a aparecer. A cirurgia é recomendada quando a terapia conservadora não teve o efeito desejado, quando existem sinais indicativos de sepse ou quando há fuga de ar do pulmão.

A terapia conservadora consiste na drenagem do líquido pleural, ventilação mecânica, suporte nutricional e uso de antibióticos, sendo essa abordagem terapêutica mais comum de acontecer quando a fístula broncopleural acontece como consequência de infecções. No entanto, a drenagem do líquido pleural também pode favorecer a formação de novas fístulas. Por isso, o tratamento para essa situação é considerado um desafio para a medicina e independente do tratamento recomendado, é preciso que a pessoa seja acompanhada regularmente para que seja avaliado o sucesso terapêutico e a necessidade de novas intervenções.

Uma nova abordagem terapêutica que tem sido estudada é a colocação de células estaminais mesenquimais na fístula broncopleural, que são células capazes de regenerar tecidos e, por isso, podem favorecer o fechamento da fístula. No entanto, ainda não se sabe como essas células atuam na resolução da fístula e nem se teriam o mesmo efeito em todas as pessoas. Por isso, são necessários mais estudos para comprovar o efeito desse tipo de tratamento nas fístulas broncopleurais.

Fonte tuasaude.com

Governo gastou R$ 125 milhões em compras de Tamiflu e pagou até 33% a mais na cápsula

O Ministério da Saúde gastou R$ 125 milhões com o Tamiflu, um medicamento que combate os efeitos da gripe e não tem eficácia para a Covid-19. A pasta comprou 28 milhões de cápsulas e pagou até R$ 5,33 por dose, ante R$ 4 antes da pandemia, uma diferença de 33,2%.

A pasta decidiu apostar no medicamento, dentro da estratégia de combate à Covid-19, com o argumento de que a droga seria necessária para evitar superlotação de hospitais por síndromes respiratórias decorrentes do vírus da gripe e do H1N1.

O ministério, então, incluiu o Tamiflu (fosfato de oseltamivir) na nota informativa com orientações para o chamado tratamento precoce. A droga está ao lado de cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina, todas elas sem eficácia para Covid-19.

O Tamiflu, segundo nota informativa do Ministério da Saúde de 30 de julho de 2020, deve ser recomendado para crianças com sintomas leves, moderados e graves, com o propósito de “exclusão de influenza”.

Essa nota, que baliza a recomendação do chamado “kit Covid”, com a cloroquina à frente, substituiu outros dois protocolos do tipo. O primeiro é de maio, e não previa Tamiflu.

Outros protocolos do Ministério da Saúde recomendam o Tamiflu, dentro do contexto de combate à pandemia, para gestantes com gripe e para pacientes com síndromes respiratórias até que um teste aponte infecção pelo novo coronavírus.

Médicos infectologistas ouvidos pela Folha afirmam que o Tamiflu fazia algum sentido, diante de casos de síndromes respiratórias graves e do tempo necessário até confirmação de diagnóstico de Covid-19, somente no começo da pandemia.

As incertezas sobre o vírus causador de síndromes, se influenza ou o novo coronavírus, levavam a esse método, numa tentativa de se reduzir danos.

“Tiramos do protocolo em poucas semanas, no máximo até o comecinho de abril [de 2020]. Começamos a ver rapidamente que os pacientes eram acometidos de Covid-19, que havia diferença em relação a influenza”, afirma Alberto Chebabo, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

“Em 2020, a circulação de influenza foi baixíssima, por fatores como isolamento, uso de máscaras e o novo coronavírus se tornando predominante”, afirma.

No Ministério da Saúde, a percepção foi outra. A pasta dobrou a aposta no Tamiflu, como mostram documentos obtidos pela Folha, parte deles por meio da Lei de Acesso à Informação.

O financiamento majoritário se deu com recursos públicos emergenciais, destravados por meio de MPs (medidas provisórias) voltadas ao combate à pandemia. Também foram usados recursos originários do SUS.

Antes da pandemia, ainda em 2019, o ministério firmou uma parceria —chamada TED (termo de execução descentralizada)— com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para a produção de 7,2 milhões de cápsulas de tamiflu de 75 mg. O custo unitário decidido ficou em R$ 4. O valor total, em R$ 28,8 milhões.

A maior parte do medicamento foi entregue entre março e setembro de 2020, já num contexto de pandemia. O próprio ministério citou a doença num dos documentos do TED, para justificar o fornecimento.

“A partir de 2020, no contexto da pandemia, houve forte demanda por esse medicamento, pelos entes federados. Assim, ao atuar no tratamento dos casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave causada pela influenza, esse medicamento tem contribuído para evitar o aumento de doenças respiratórias e sobrecarga do sistema de saúde”, afirmou a pasta.

Em maio, o Ministério da Saúde assinou um contrato com a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, para a compra de mais 5 milhões de cápsulas do medicamento. O valor individual foi de R$ 5,33, e o custo total de R$ 26,65 milhões.

“O cenário de abastecimento encontrava-se bastante crítico, dado o elevado aumento no consumo”, justificou o ministério. O dinheiro usado foi destravado por uma MP voltada ao combate à Covid-19.

Em julho, a pasta abriu uma terceira frente para a compra de Tamiflu dentro do contexto da pandemia.

Em ofício à Fiocruz e à Farmanguinhos, a unidade da Fiocruz que produz medicamentos e vacinas, o secretário de Ciência e Insumos Estratégicos do ministério, Hélio Angotti Neto, encomendou 2,5 milhões de cápsulas de 30 mg, 2,35 milhões de 45 mg e 11 milhões de 75 mg.

Os preços individuais cobrados foram R$ 2,60, R$ 3,80 e R$ 5, respectivamente. O valor total foi de R$ 70,4 milhões, e também teve origem numa MP assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Um saldo remanescente deveria ser usado na fabricação de cloroquina, conforme o ofício de Angotti.

Em nota, o Ministério da Saúde limitou-se a dizer que o medicamento é indicado para tratamento de síndrome respiratória aguda grave e síndrome gripal causada pelo vírus influenza e que, diante de “risco de desabastecimento da rede”, a pasta fez “uma compra emergencial da Roche e solicitou importação de novos lotes de matéria-prima e antecipação na produção a Farmanguinhos”.

A Fiocruz confirmou à Folha que Farmanguinhos forneceu o quantitativo solicitado, nas três concentrações. “É importante ressaltar que o medicamento é indicado para tratamento de Influenza A (H1N1) em adultos e crianças com idade superior a 1 ano de idade”, disse, em nota.

A Fiocruz também confirmou que houve mais de um pedido em 2020, o que levou a duas aquisições distintas do IFA (insumo farmacêutico ativo) usado na produção. A oscilação de preço decorreu da variação cambial na importação do insumo, segundo a instituição.

A produção do fosfato de oseltamivir não afeta outras fabricações em Farmanguinhos, conforme a Fiocruz. “Estudos publicados até o momento não foram capazes de gerar evidências científicas que comprovem eficácia de fármacos no tratamento da Covid-19”, disse a nota.

“No caso do oseltamivir, o medicamento é indicado para o tratamento de influenza e pode ser utilizado em pacientes com sintomas de síndrome respiratória aguda grave ou síndrome gripal em condições de risco para complicações até que se tenha o diagnóstico da doença, o que pode contribuir para redução de internações por influenza”, finaliza.

Um documento do Ministério da Saúde mostra que um TED com a Fiocruz em 2014 garantiu 23,6 milhões de cápsulas, a um custo individual de R$ 4,35. Uma segunda parceria só foi firmada dois anos depois, em 2016, com mais 20 milhões de cápsulas a R$ 4 cada. O terceiro TED, então, foi assinado somente em 2019.

Em outubro de 2019, o ministério considerava que o consumo médio mensal de tamiflu 45 mg era de 140 mil cápsulas. O almoxarifado da pasta tinha, naquele momento, 624 mil cápsulas do tipo.

Para o vice-presidente da SBI, a continuidade de gastos elevados com o Tamiflu faria sentido se fosse para repor estoques esvaziados nas primeiras semanas da pandemia. “Continuar gastando com um medicamento que não se justificava mais é um absurdo”, diz Chebabo.

A infectologista Eliana Bicudo, consultora da SBI, afirma que também foi abandonando o Tamiflu, diante da rapidez de tomografias e testes para detecção da Covid-19. “Os protocolos do Ministério da Saúde são muito ruins. Eu nem olho aquilo mais.”

O Ministério da Saúde diz ter distribuído até agora na pandemia 22,3 milhões de cápsulas de Tamiflu, que custaram R$ 88,9 milhões.


As compras de tamiflu

1) Farmanguinhos, da Fiocruz

  • Parceria assinada em 2019
  • Fornecimentos entre dezembro de 2019 e setembro de 2020
  • 7,2 milhões de cápsulas 75 mg
  • Custo unitário de R$ 4,00
  • Custo total de R$ 28,8 milhões

2) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos

  • Contrato assinado em maio de 2020
  • Fornecimento até novembro
  • 5 milhões de cápsulas 75 mg
  • Custo unitário de R$ 5,33
  • Custo total de R$ 26,65 milhões

3) Farmanguinhos, da Fiocruz

  • Pedido de produção em julho de 2020
  • Fornecimento entre agosto e novembro de 2020
  • 2,5 milhões de cápsulas 30 mg
  • 2,35 milhões de cápsulas 45 mg
  • 11 milhões de cápsulas 75 mg
  • Custos unitários de R$ 2,60, R$ 3,80 e R$ 5,00
  • Custo total de R$ 70,4 milhões

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Em menos de 24 horas, pai, mãe e filho morrem de Covid no interior de SP

Num intervalo de menos de 24 horas, três pessoas de uma mesma família morreram devido à Covid-19 em Santa Cruz do Rio Pardo, cidade da região de Marília, no interior paulista.

As mortes ocorreram entre a manhã de sábado (10) e este domingo (11). O primeiro a morrer foi o corretor de seguros Sérgio Luis Wiltemburg Santos, 39. Ainda no sábado, à tarde, sua mãe, Nilza Wiltemburg Pontes Santos, 70, também faleceu.

O terceiro óbito na família foi registrado neste domingo, de Luiz Alberto Santos, 70, marido de Nilza e pai de Sérgio.

O corretor de seguros estava internado na Santa Casa local desde o dia 21 de março, três dias após a internação da mãe e do pai.

Após perder o irmão e a mãe, o jornalista Luís Fernando Wiltemburg postou em uma rede social ainda no sábado mensagem de agradecimento às condolências recebidas pela perda de Sérgio e para informar a morte da mãe.

“Amigos, de todo coração, agradeço as condolências pela perda do meu irmão, Sérgio Luis, na manhã deste sábado, ao mesmo tempo em que informo, consternado e arrasado, o falecimento de minha mãe, Nilza, na tarde do mesmo dia”, escreveu.

Já no início da manhã deste domingo, ele voltou às redes sociais para informar sobre o falecimento de seu pai. “Em um dia, eu perdi minha família e toda a referência de retidão, de honestidade, de humanidade, de justiça, de integridade, que forjaram meu caráter. Estou desolado, destruído”, disse.

Em Santa Cruz do Rio Pardo, tinham sido registrados até o boletim epidemiológico deste sábado 55 óbitos provocados pelo novo coronavírus, com 3.270 casos confirmados no município de 47 mil habitantes.

Luís Fernando ainda pediu a todos que fiquem em casa para se proteger da Covid-19 e se cuidem, além de reforçar as medidas protetivas, como o uso de máscaras que cubram nariz e boca e higienização das mãos.

O jornalista também pediu que todos exijam a aceleração da vacinação e criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao dizer que, se ele fosse sério haveria uma política pública eficiente de vacinação no país. “E meus pais e meu irmão estariam vivos.”

O corpo de Sérgio, que deixa a mulher, Michele de Oliveira Cabral, e o filho, João Pedro, 5, foi enterrado às 15h de sábado (10) no cemitério local. No mesmo local, o pai foi enterrado neste domingo (11), às 14h. Duas horas depois, foi a vez de Nilza ser sepultada. Nos três casos, não houve velório.

A morte dos integrantes da família fez o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná, que tem Luis Fernando como diretor sindical, publicar uma nota de pesar.

“O diretor sindical, um grande combatente pelos direitos de todos trabalhadores, é uma das muitas vítimas da gigantesca tragédia que se tornou o Brasil, onde o vírus é somente um dos obstáculos”, diz a entidade.

Segundo o sindicato, há uma semana o jornalista havia perdido também a avó.

Luís Fernando trabalha no jornal Folha de Londrina, que publicou reportagem sobre a morte dos familiares. “A Redação da Folha vem prestar ao colega irrestrita solidariedade e lamentar evento tão trágico que atingiu seus familiares”, diz trecho do texto.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil passa dos 350 mil mortos por Covid-19, com média diária de mais de 3.000

O Brasil superou neste sábado (10) a marca de 350 mil mortes por Covid-19, segundo dados levantados por veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde.

Ao todo, foram registradas até agora 351.469 mortes no país —o número real de mortes pela doença, no entanto, tende a ser maior, uma vez que especialistas estimam que pode haver uma subnotificação de até 50% nos óbitos.

Só de ontem para hoje, foram registradas 2.535 novas mortes. Mas, quando se considera os últimos sete dias, há uma média diária de 3.025 brasileiros mortos pela Covid-19, a chamada média móvel. É a terceira vez que esse número passa dos 3.000, todas elas só neste mês, e está acima de 2.000 desde 17 de março.

O país demorou 18 dias para saltar dos 300 mil para os 350 mil. Isso mostra uma aceleração da pandemia, já que antes o salto entre os 250 mil e os 300 mil mortos havia demorado 29 dias para acontecer. Já o avanço de 50 mil mortes anterior a esse demorou 49 dias.

Além disso, foram registrados 68.270 novos casos da doença. Assim, o Brasil soma 13.443.684 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Isso significa que

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

Com esses números, o Brasil é hoje o país onde mais se morre pela pandemia. Em números totais, do começo da pandemia até aqui, estamos atrás apenas dos Estados Unidos, que soma 561 mil mortes, segundo dados da universidade americana Johns Hopkins, que monitora o avanço da doença pelo mundo.

Logo abaixo do Brasil estão México, com 207 mil mortos, e a Índia, que tem população mais de seis vezes maior que a brasileira e registrou 168 mil mortes.

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid.

Ao todo, 23.077.025 pessoas já receberam a primeira dose do imunizante, e 6.978.834, a segunda, de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Na sexta (9), a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que o Brasil precisa tomar outras medidas além da vacina para domar a Covid-19.

Segundo a OMS, embora seja crucial imunizar idosos e profissionais de saúde para reduzir mortes desnecessárias, continua sendo essencial identificar pessoas infectadas e isolá-las rapidamente. Além disso, é preciso evitar contatos entre as pessoas para segurar a transmissão e evitar o aparecimento de novas variantes que escapem da vacina.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Neste sábado, os dados oficial do Ministério da Saúde apontam para 351.344 mortos pela doença e 13.445.006 contaminações confirmadas.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Prefeitura de SP antecipa vacinação de pessoas com 67 anos para esta segunda

A Prefeitura de São Paulo antecipou para esta segunda-feira (12) a vacinação de pessoas com mais de 67 anos.

O governo paulista inicialmente havia anunciado que a vacinação dessa faixa etária começaria na quarta-feira (14). Na última sexta, porém, decidiu antecipar dois dias, para segunda, mas a capital do estado anunciou que só faria a imunização na terça (13).

Segundo a prefeitura, isso ocorreria “por conta de o recebimento das doses estar programado para o final de semana, o que inviabiliza a logística de distribuição em tempo para iniciar antes”.

Neste sábado (10), no entanto, a gestão Bruno Covas (PSDB) voltou atrás e decidiu antecipar a imunização para segunda, como fará o restante do estado.

Também neste sábado começou a vacinação dos profissionais da educação com 47 anos ou mais.

Até esta tarde, a capital paulista já aplicou 2,2 milhões de doses. 1,5 milhão de pessoas recebeu apenas uma dose do imunizante, e 694 mil receberam as duas doses.

A vacinação de pessoas com 67 anos poderá ser feita nas unidades básicas de saúde e nos drive thrus montados em shoppings, parques, clubes e estádios pela cidade, como na Arena Corinthians (zona leste) e no parque Villa-Lobos (zona oeste)—excepcionalmente na segunda e na quarta-feira o drive thru do estádio do Morumbi está fechado. Veja a lista de locais e endereços de vacinação na capital paulista:

AMA/UBS Integradas

Das 7h às 19h

Postos Drive-thru

Das 8h às 17h

ARENA CORINTHIANS
Av. Miguel Ignácio Curi, 2.492, Artur Alvim – Portão E4

IGREJA BOAS NOVAS
Rua Marechal Mallet, 535, Vila Prudente

AUTÓDROMO DE INTERLAGOS
Rua Jacinto Júlio, altura do nº 589, Interlagos – Portão 9, entrada KRF

CLUBE HEBRAICA
Rua Ibiapinópolis, 781, Pinheiros – na parte superior do clube

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Rua Tagipuru, 500, Barra Funda – Portão 2

COMPLEXO ESPORTIVO DO IBIRAPUERA
Rua Marechal Estênio Albuquerque Lima, 413, Paraíso

PARQUE VILLA-LOBOS
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1.025, Alto de Pinheiros – Portão 3

CLUBE ATLÉTICO MONTE LÍBANO
Rua do Gama, 261, Jardim Luzitânia

SHOPPING ARICANDUVA
Av. Aricanduva, 5.55, Aricanduva — acesso pelo portão P4

CENTRO DE EXPOSIÇÕES DO ANHEMBI
Rua Olavo Fontoura, Santa — portão 38

CLUB ATHLETICO PAULISTANO
Rua Honduras, 1.400, Jardim América

SHOPPING ANÁLIA FRANCO
Av. Regente Feijó, 1.739, Tatuapé

HOSPITAL DOM ALVARENGA
Av. Nazaré, 1.361, Ipiranga

SHOPPING INTERLAGOS
Av. Interlagos, 2.255, Interlagos — estacionamento Subsolo, portão 5

SUBPREFEITURA DE M’BOI MIRIM
Av. Guarapiranga, 1.695, Pq. Alves de Lima

SUBPREFEITURA DE ITAIM PAULISTA
Av. Marechal Tito, 3.012, Itaim Paulista

MAIS SHOPPING
Rua Padre José Maria, Santo Amaro – Estacionamento G 2

SUBPREFEITURA DA PENHA
Rua Mandu, 451, Penha

SHOPPING CAMPO LIMPO
Estrada do Campo Limpo, 459, Vila Prel

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Mais de 500 mil pessoas que receberam a 1ª dose da vacina contra a Covid no Brasil não tomaram a 2ª

Mais de meio milhão de pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac no início da vacinação no Brasil não retornaram para receber a segunda dose do imunizante, o que, de acordo com cientistas, pode comprometer a proteção da vacina.

Os dados tabulados pela Folha revelam um abandono vacinal de 14,13% no caso da Coronavac. Abandono vacinal é o nome técnico para o percentual de vacinados que iniciam o esquema vacinal e não o finalizam por diferentes motivos.

O levantamento olhou apenas para a Coronavac porque o intervalo entre doses do imunizante de Oxford/Astrazeneca é de 90 dias —as taxas de abandono dessa vacina, portanto, só podem ser calculadas a partir do final deste mês.

A Coronavac é a principal vacina contra Covid-19 aplicada no país. No primeiro mês de aplicação dos imunizantes, 7 em cada 10 vacinados receberam a vacina produzida pelo Instituto Butantan.

Em Roraima e no Amazonas, a quantidade de pessoas que tomaram apenas a primeira dose da Coronavac e não voltaram para receber a segunda passa de 25%. As menores taxas de abandono da vacina estão em Alagoas e no Rio Grande do Norte, ambos abaixo de 7% (veja infográfico). Os números foram extraídos do DataSUS, sistema de informações do Ministério da Saúde.

No primeiro mês de vacinação no país —de 17 de janeiro a 17 de fevereiro—, 4 milhões de brasileiros receberam a primeira dose da Coronavac. São pessoas de grupos prioritários como povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, idosos e outros perfis definidos no Plano Nacional de Vacinação da Covid-19, com adaptações de estados e municípios.

A segunda dose teria de ser ministrada até 28 dias após a primeira. A autorização emergencial da Anvisa para Coronovac define a aplicação da segunda dose em um intervalo de 14 a 28 dias após a primeira etapa da imunização.

Até a última quinta (8), ou seja, mais de 45 dias após o primeiro mês de vacinação no Brasil, 562,2 mil desses vacinados não haviam retornado para receber a segunda dose da Coronavac.

A Folha conversou com cientistas e com o Instituto Butantan para entender os possíveis impactos na imunização de quem só tenha tomado a primeira dose da vacina. A resposta comum é que não há, ainda, nenhum estudo científico publicado que analise a proteção com uma dose única da Coronavac.

O que se sabe hoje é que o organismo leva uma média de duas semanas após a segunda dose das vacinas para construir seu escudo protetor contra a Covid-19.

Algumas pesquisas já sinalizaram proteção contra a doença após a primeira dose de outros imunizantes.

No caso da Oxford/Astrazeneca, a proteção contra o vírus começa em torno de 21 dias depois da primeira dose (a segunda aplicação tem um papel de prolongar a proteção adquirida).

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que produz a Coronavac, tem insistido em entrevistas para a imprensa que é melhor receber a segunda dose com algum atraso de até duas semanas do que não recebê-la. Ou seja: quem passou dos 28 dias após a primeira parte da vacina ainda deve requerer a dose faltante.

Segundo o virologista Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, atrasar uma ou duas semanas na aplicação da segunda dose não deve ter um efeito importante. “Acima disso é preciso ter estudo”, diz.

“Na prática, não sabemos até quando dá pra esperar para tomar a segunda dose da Coronavac”, diz a microbiologista e pesquisadora da USP Natália Pasternak.

O rastreamento dos vacinados no Brasil pode ser feito no DataSUS porque cada pessoa imunizada é registrada no sistema com um código de identificação, no qual há informações sobre idade, dose da vacina recebida e a qual grupo prioritário pertence. Não há, claro, informações pessoais sobre cada vacinado que permitam identificá-lo.

Os dados mostram que 7 em cada 10 vacinados que abandonaram a trajetória vacinal têm menos de 60 anos –são, sobretudo, profissionais de saúde (especialmente técnicos e profissionais de enfermagem) e indígenas.

Depois desse grupo, quem mais não recebeu a segunda dose da vacina foram os idosos com mais de 80 anos: eles são 2 em cada 10 vacinados que não tomaram a segunda dose. Já a população entre 60 e 80 anos teve a maior adesão.

“Nenhum percentual de abandono é OK. Temos que tentar chegar muito perto do 0 ou, no máximo, 1%”, diz Pedro Hallal, epidemiologista, professor da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas e coordenador do estudo Epicovid-19.

O abandono vacinal era uma preocupação de especialistas no país antes mesmo da pandemia.

Reportagem da Folha já havia mostrado que a taxa de vacinados que desistiram no percurso cresceu 47,6% nos últimos cinco anos. Passou de 15,8% em 2015 para 23,4% no ano passado.

Essas taxas eram calculadas no Brasil para nove vacinas, como a meningocócica C (com duas doses) e a poliomielite (com três doses).

Questionado sobre a sobre as taxas de abandono vacinal contra Covid-19, o Ministério da Saúde afirmou em nota que a estratégia de imunização da Coronavac foi definida entre União, estados e municípios para acelerar e ampliar a vacinação no país.

“A pasta esclarece que, semanalmente, coordena reuniões com as gestões de saúde estaduais e municipais para definir a orientação adotada a cada nova distribuição, para o cumprimento da imunização completa, com primeira e segunda dose. O ministério informa, ainda, que depende do registro das aplicações das vacinas pelos estados para divulgação das doses utilizadas nos grupos prioritários e para um acompanhamento mais efetivo da campanha de vacinação.”

Nos EUA, de acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), 88% dos americanos que tomaram a primeira dose receberam também a segunda dose no intervalo adequado de tempo.

Dentro desses 12% faltantes, no entanto, somente 3,4% das pessoas perderam a segunda dose no prazo indicado. No momento da análise, 8,6% ainda não tinham tomado a segunda dose mas estavam dentro do intervalo adequado para tal.

Ao todo, 12,4 milhões receberam a primeira dose das vacinas da Moderna ou da Pfizer/BioNTech entre dezembro e meados de fevereiro.

Os autores das análises afirmam que a situação aparentemente positiva deve ser vista com cautela, porque conforme crescem os grupos prioritários a aderência ao intervalo recomendado entre as doses pode diminuir.

Colaborou Phillippe Watanabe

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil não conseguirá domar pandemia só com vacina, diz OMS

O Brasil não vai conseguir domar a pandemia de coronavírus se priorizar apenas a vacinação, afirmou nesta sexta a OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Temos que parar de pensar que a crise se resolve com uma ou outra medida. A vacina é apenas um componente, e é preciso adotar ações amplas, apoiadas por líderes, apoiadas pelos governos”, disse a líder técnica para Covid-19 da entidade, Maria van Kerkhove.

Ela afirmou que, apesar do avanço nas campanhas de vacinação, “a trajetória desta pandemia está indo na direção errada”: “Estamos há seis semanas com os números de casos e de mortes em alta.”

Segundo a OMS, embora seja crucial imunizar idosos e profissionais de saúde para reduzir mortes desnecessárias, continua sendo essencial identificar pessoas infectadas e isolá-las rapidamente. Além disso, é preciso evitar contatos entre as pessoas para segurar a transmissão e evitar o aparecimento de novas variantes que escapem da vacina.

O conselheiro sênior da direção-geral da OMS Bruce Hayward também afirmou que a vacinação pode proteger pessoas mais vulneráveis e reduzir hospitalizações, mas não vai afetar a dinâmica da pandemia na população. “São as medidas básicas de distanciamento físico que seguram a transmissão”, disse ele.

Isso ocorre porque, até agora, não há informação suficiente sobre a capacidade da vacina de reduzir o contágio nem sobre a duração da imunidade provocada por ela. Além disso, faltam no mundo imunizantes para acelerar a proteção das populações.

De acordo com Van Kerkhove, nos países em que as medidas não estão sendo adotadas, é necessário entender por quê: “É um problema das políticas públicas? Falta apoio para que as pessoas possam ficar em casa?”.

Os diretores da OMS voltaram a descrever o quadro brasileiro como “muito grave” e afirmaram que a organização está em contato com equipes de saúde pública em todos os níveis para tentar ajudar a reduzir infecções e mortes por Covid-19 no Brasil.

O Brasil vive uma situação crítica, com recordes trágicos se acumulando. O ano atual concentra os 32 dias com mais vidas perdidas em 24 horas. Desses, 30 dias ocorreram em março ou abril.

Na quinta, pelo segundo dia na mesma semana e na pandemia, o Brasil registrou mais de 4.000 mortes em 24 horas. Foram 4.190 óbitos. O recorde de mortes, alcançado na última terça, é de 4.211.

Além dos EUA, que tem uma população consideravelmente maior, é o único país no mundo com registros mais regulares a atingir essa marca.

No estado de São Paulo, metade dos municípios registrou mais mortos do que nascidos em março deste ano, segundo os números de certidões de óbito e nascimento emitidas pelos cartórios locais. De acordo com especialistas, o impacto da pandemia do novo coronavírus foi fundamental para a ocorrência desse fenômeno.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Histeroscopia cirúrgica: o que é, como é feita e recuperação

A histeroscopia cirúrgica é um procedimento ginecológico realizado em mulheres que possuem sangramento uterino abundante e cuja causa já foi identificada. Assim, por meio desse procedimento é possível remover pólipos uterinos, miomas submucosos, corrigir alterações da cavidade do útero e remover aderências do útero.

Como se trata de um procedimento cirúrgico, é necessário que seja feita com anestesia, no entanto o tipo de anestesia varia de acordo com a extensão do procedimento a ser realizado. Além disso, é um procedimento simples, que não necessita de muitos preparos e que não possui recuperação complicada.

Apesar de ser um procedimento seguro, a histeroscopia cirúrgica não é indicada para mulheres com câncer do colo do útero, doença inflamatória pélvica ou que estejam grávidas.

Histeroscopia cirúrgica: o que é, como é feita e recuperação

Quando é indicada

A histeroscopia cirúrgica é indicada pelo ginecologista quando já foi identificada a causa do sangramento abundante, sendo realizado para:

  • Remover miomas submucosos;
  • Remover pólipos uterinos;
  • Tratar alterações da cavidade uterina, como útero bicorno, unicorno, didelfo e septado;
  • Retirar aderências no útero;
  • Reduzir a espessura do endométrio;
  • Laqueadura das tubas uterinas.

Além disso, a histeroscopia cirúrgica pode ser realizada para retirar o DIU quando este não possui fios visíveis.

Preparação da histeroscopia cirúrgica

Não são necessários muitos preparos para a realização da histeroscopia cirúrgica, sendo recomendado que a mulher fique em jejum devido ao uso da anestesia.

Em alguns casos, o médico pode indicar que a mulher tome um comprimido anti-inflamatório 1 horas antes do procedimento e no caso de ser verificado espessamento do canal uterino, pode ser necessário colocar um comprimido na vagina de acordo com a recomendação médica.

Como é feita

A histeroscopia cirúrgica é feita pelo ginecologista e tem como objetivo tratar as alterações que foram identificadas no útero e, para isso, deve ser feita sob anestesia geral ou raquidiana para que não haja dor.

Nesse procedimento, após a administração da anestesia, o histeroscópio, que é um equipamento fino que contém uma microcâmera acoplada em sua extremidade, é introduzido pelo canal vaginal até o útero para que sejam visualizadas as estruturas. Em seguida, para expandir o útero e permitir a realização do procedimento cirúrgico, é colocado dióxido de carbono em forma de gás ou fluido, com auxílio do histeroscópio, dentro do útero, promovendo a sua expansão.

A partir do momento que o útero adquire tamanho ideal, os equipamentos cirúrgicos também são introduzidos e o médico realiza o procedimento, que dura entre 30 minutos a 1 hora dependendo da extensão da cirurgia. Como não existem cortes para inserir os dispositivos necessários para o procedimento, não é necessário levar pontos.

Saiba mais sobre a histeroscopia.

Como é a recuperação

O pós-operatório da histeroscopia cirúrgica normalmente é simples. Depois da mulher acordar da anestesia, ela fica em observação por cerca de 30 a 60 minutos. Assim que estiver bem acordada e não sentir qualquer desconforto, pode ir para casa. No entanto, em alguns casos pode ser necessário que a mulher fique internada por no máximo 24 horas.

A recuperação da histeroscopia cirúrgica é geralmente imediata. A mulher pode sentir dor, semelhante à cólica menstrual nos primeiros dias e podem ocorrer perdas de sangue pela vagina, que podem prolongar-se por 3 semanas ou até à menstruação seguinte. Caso a mulher sinta febre, calafrios ou o sangramento for muito intenso, é importante voltar ao médico para que seja feita nova avaliação.

Fonte tuasaude.com

Técnicas para aumentar o pênis: realmente funcionam?

Apesar das técnicas para aumentar o pênis serem bastante procuradas e praticadas, geralmente não são recomendadas pelo urologista, porque não possuem comprovação científica e podem, até, resultar em consequências para o homem, como dor, danos nos nervos, formação de coágulos, danos nos tecidos e, em alguns casos, problemas de ereção.

Por outro lado, no caso de micropênis, que é uma condição rara em que o homem possui o pênis muito menor do que a média, o urologista, após avaliação, pode indicar a realização de cirurgia para aumentar o pênis, no entanto essa cirurgia é delicada e pode estar associada a alguns riscos, além de não ser indicada em outras situações. Entenda o que é micropênis e porque acontece.

Devido a falta de comprovação das técnicas existentes atualmente para aumentar o tamanho do pênis, o mais recomendado é consultar o urologista em caso de insatisfação com o tamanho da genitália antes de iniciar qualquer tratamento ou realização das técnicas existentes.

Saiba mais sobre o tamanho do pênis, a verdade sobre as técnicas de aumento e outras questões de saúde do homem no podcast com o Dr. Rodolfo Favaretto:

As técnicas para aumentar o pênis são na maioria das vezes realizadas por adolescentes, que acreditam que tiveram resultados, no entanto o aumento do pênis é devido ao processo normal de crescimento, não estando necessariamente relacionada com as técnicas. Além disso, é importante que antes de se realizar qualquer técnica o urologista seja consultado para que possa a situação possa ser avaliada e possa ser indicada a realização de algum tipo de tratamento, como o uso do hormônio testosterona, por exemplo, que pode estimular o crescimento do pênis.

As técnicas normalmente usadas para aumentar o tamanho do pênis são:

1. Exercício de Jelqing

O exercício ou técnica de Jelqing é tido como uma forma natural de aumentar o pênis, uma vez que não apresenta contraindicações ou custos associados, e é baseada no fato de aumentar a circulação de sangue no órgão sexual, o que poderia alongar e engrossar o pênis.

Apesar de ser considerada segura, a técnica de Jelqing não possui comprovação científica e, por isso, não é recomendada pelos médicos. Além disso, no caso de serem realizados movimentos incorretos, agressivos ou se os exercícios forem feitos muito frequentemente, pode haver dor, irritação, lesão e danos no tecido do pênis.

Veja o que é a técnica de Jelqing e como é feita.

2. Aparelhos de alongamento

Os aparelhos de alongamento são normalmente presos na base da glande do pênis e têm como objetivo fazer pressão no corpo do pênis com o objetivo de promover o seu alongamento. Acredita-se que o uso contínuo desse tipo de aparelho seja capaz de promover o aumento do pênis durante a ereção.

Até o momento são poucos os estudos que indicam os efeitos positivos dos aparelhos de alongamento para aumentar o pênis e, por isso, não são recomendados pelos urologistas. Além disso, o uso desse tipo de aparelho, além de não ser confortável, pode criar força excessiva sobre o pênis e levar a lesões, danos em nervos e formação de coágulos.

3. Bombas de vácuo

As bombas de vácuo são normalmente indicadas pelo urologista no tratamento da disfunção erétil, isso porque promovem o aumento da quantidade de sangue no pênis durante a ereção. Assim, o uso da bomba deve ser feito de acordo com a recomendação médica.

No caso do uso das bombas de vácuo para aumentar o pênis não existem comprovações científicas, além de que o efeito é temporário, apenas durante a ereção, não sendo indicado pelo médico, isso porque na ausência de alterações, o uso frequente da bomba de vácuo pode resultar em danos nos tecidos do pênis e levar à problemas de ereção.

Técnicas para aumentar o pênis: realmente funcionam?

4. Uso de comprimidos

Atualmente existem vários comprimidos e cremes que acredita-se que contenham vitaminas e hormônios que ajudam a aumentar o tamanho do pênis devido ao fato de aumentar a quantidade de sangue no pênis e promover ereção mais duradoura. No entanto, a função dessas medicações é promover a ereção e não aumentar o tamanho e volume peniano.

Além disso, alguns comprimidos podem trazer prejuízos para a saúde do homem além de poder interagir com outros medicamentos que o homem possa estar fazendo uso.

5. Uso de anéis

A ideia do uso de anéis no pênis é devido ao aumento da quantidade de sangue no corpo do pênis durante a ereção, o que poderia causar um efeito temporário de aumento. No entanto essa técnica não possui evidências científicas e também é considerada perigosa, isso porque se o anel for muito apertado ou se ficar no pênis por muito tempo pode cortar o fluxo sanguíneo da região e trazer complicações para o homem.

6. Preenchimento do pênis

O preenchimento do pênis, também conhecida como bioplastia peniana, é uma técnica recente que diz ser eficaz para aumentar a circunferência e, em alguns casos, o comprimento do pênis, sendo necessário para isso a injeção de ácido hialurônico debaixo da pele do pênis.

Apesar de ser um procedimento simples, não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica devido aos riscos associados, isso porque dependendo da quantidade e qualidade da substância aplicada pode haver uma resposta inflamatória grave, aumento do risco de infecção e necrose do órgão genital, sendo necessária a amputação.

Além dos riscos associados ao procedimento, também são necessários mais estudos para que o procedimento seja padronizado e para que sejam comprovados seus efeitos a longo prazo, bem como tempo entre realização do preenchimento e aparecimento dos resultados.

7. Cirurgia de aumento do pênis

A cirurgia para aumentar o tamanho do pênis é a última opção que deve ser considerada pelo urologista para aumentar o pênis devido aos riscos associados ao procedimento, como aumento do risco de infecção, presença de cicatrizes e deformidades que podem acabar por dificultar a ereção. As alterações que podem ser vistas após a cirurgia normalmente estão relacionadas com a aspiração da gordura que estava em excesso no local, o que faz com que o pênis pareça maior, mas de fato possui o mesmo tamanho.

Dessa forma, a cirurgia para aumentar não é indicada nas situações em que o homem apresenta insatisfação com o tamanho, já que possui muitos riscos e não é considerada eficaz, sendo apenas levada em consideração em caso de micropênis quando outros tratamentos não foram eficazes.

Veja mais sobre a cirurgia para aumentar o pênis.

Confira no vídeo a seguir qual o tamanho “normal” do pênis e esclareça outras dúvidas relacionadas com o seu desenvolvimento:

Fonte tuasaude.com

Entorse de tornozelo: sintomas e como é feito o tratamento

A entorse no tornozelo é uma situação bastante desconfortável que acontece quando a pessoa “pisa em falso” virando o pé para fora, num terreno irregular ou degrau, podendo acontecer com mais frequência em pessoas que usam salto alto ou durante uma corrida, por exemplo.

Assim, após virar o pé, é comum que o pé dique inchado nos primeiros dias e exista dificuldade para andar, no entanto, na maioria dos casos, basta colocar uma compressa gelada e repousar com os pés mais elevados que o corpo para controlar esses sintomas e se sentir melhor. Porém, quando a dor e o desconforto no pé não passam, é importante consultar o ortopedista, pois pode ser necessário imobilizar o pé.

Entorse de tornozelo: sintomas e como é feito o tratamento

Sintomas de entorse de tornozelo

Os sintomas de entorse no tornozelo costumam aparecer devido ao estiramento do ligamento do local, sendo os principais:

  • Dor no tornozelo e dificuldade para caminhar ou, até mesmo, colocar o pé no chão;
  • Inchaço da parte lateral do pé;
  • A área pode ficar inchada e arroxeada, sendo comum que o roxidão surja apenas 48 horas depois da torção;
  • Sensibilidade ao tocar na região lateral do tornozelo e do pé;
  • Pode haver pequena elevação da temperatura no local afetado.

Normalmente a própria pessoa consegue saber que torceu o pé enquanto estava andando ou correndo, no entanto o ortopedista pode indicar a realização de um raio-X do pé, para verificar se houve alguma fratura, ou a realização de uma ressonância magnética com o objetivo de verificar se houve rompimento dos ligamentos, sendo esse exame solicitado no caso dos sintomas persistirem por mais de 3 meses.

Como é o tratamento

O tratamento para entorse no tornozelo deve ser orientado pelo ortopedista de acordo com a gravidade e duração dos sintomas. Na maioria dos casos, a entorse é simples, sendo verificado apenas estiramento do ligamento e os sintomas passam em menos de 5 dias, sendo nesse caso indicado apenas colocar uma compressa de gelo no tornozelo enquanto descansa sentado ou deitado, mas com os pés elevados.

Por outro lado, quando é verificado que a entorse levou à lesão parcial ou total do ligamento, pode ser indicado pelo ortopedista a realização de sessões de fisioterapia, em que devem ser usados aparelhos que ajudam a desinflamar a região, além de serem realizados exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular para evitar nova entorse.

Em alguns casos pode ser necessário imobilizar o pé colocando uma tala ou gesso por alguns dias e durante esse período, podendo ser também indicado o uso de muletas para andar durante esse período. O fisioterapeuta poderá usar ainda uma fita de kinesio tape para proteger o tornozelo evitando que o pé vire para fora de forma excessiva.

Além disso, o fisioterapeuta ou ortopedista poderão indicar o uso de uma palmilha para usar dentro dos sapatos para corrigir a forma como a pessoa pisa e para ajudar na formação do arco plantar, evitando o pé plano, por exemplo, além de também poder ser indicado o uso de pomada anti-inflamatória contendo diclofenaco para aliviar a dor e o desconforto.

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