Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

O banho do bebê pode ser um momento agradável mas, muitos pais se sentem inseguros para realizar essa prática, o que é normal, principalmente nos primeiros dias por medo de machucar ou não dar o banho da forma correta.

Alguns cuidados são muito importantes para o banho, dentre eles, fazê-lo em um local com temperatura adequada, utilizar uma banheira de acordo com o tamanho do bebê, usar produtos próprios para bebês, não dar banho logo após alimentá-lo, entre outros. Ainda, cabe aos pais a decisão de quantas vezes dar o banho no bebê, mas não é necessário que seja todos os dias, sendo que dia sim e dia não já é suficiente porque o excesso de água e os produtos utilizados podem criar problemas na pele como irritações e alergias.

Antes de começar a dar banho é importante escolher um local com temperatura aquecida entre 22ºC e 25ºC, reunir os produtos que serão utilizados, já deixar a toalha, fralda e as roupas preparadas assim como a água na banheira, que deve ficar entre os 36ºC e 37ºC. Como o bebê perde muito calor nesse momento, o banho não deve demorar mais de 10 minutos.

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

Confira os passos que devem ser seguidos para dar banho no bebê:

1. Limpar o rosto do bebê

Com o bebê ainda vestido, para evitar a perda de calor do corpo, deve-se limpar o rosto, bem como ao redor das orelhas e dobras do pescoço, o que pode ser feito com uma bola de algodão ou paninho molhado com água morna.

Para limpar os ouvidos nunca se deve usar cotonetes, pois existe o risco de perfurar o ouvido do bebê. Ainda, uma gaze umedecida com soro fisiológico pode ser utilizada para limpar as narinas do bebê, ação muito importante para não prejudicar a respiração. Por fim, os olhos devem ser limpos também com um pano umedecido e os movimentos devem ser sempre no sentido nariz-orelha para evitar o acumulo de sujeira e remelas. Confira as principais causas de remela nos olhos do bebê e como limpar.

2. Lavar a cabeça

A cabeça do bebê também pode ser lavada com ele ainda vestido, sendo adequado segurar o corpo com o antebraço e a axila do bebê com a mão. Deve-se lavar a cabeça da criança primeiro com água limpa e depois podem ser utilizados produtos como sabonete ou shampoo próprio para o bebê e ir massageando os cabelos com a ponta dos dedos.

Nessa etapa do banho é necessário muito cuidado pois a cabeça do bebê possui regiões moles, que são as fontanelas, que devem fechar até os 18 meses e por isso não se deve apertar nem fazer pressão sobre a cabeça para não machucar. Entretanto, deve se lavá-la bem com movimentos de frente para trás, com cuidado para evitar que a espuma e a água entrem nos ouvidos e olhos e em seguida secar bem com uma toalha.

3. Limpar a região íntima

Após lavar o rosto e a cabeça do bebê, pode-se despi-l e ao retirar a fralda, limpar a região íntima com um pano molhado antes de colocá-lo na banheira para não sujar a água.

4. Lavar o corpo do bebê

Ao colocar o bebê na água, não se deve colocar todo o corpo do bebê de uma vez na água, mas sim ir colocando por partes, começando pelos pés e apoiando a cabeça no antebraço e com essa mão segurando a axila do bebê.

Com o bebê já na água, deve-se ir ensaboando e enxaguando bem o corpo do bebê, limpando bem as dobras nas coxas, pescoço e pulsos e não esquecer de limpar as mãos e os pés, já que os bebês adoram colocar essas partes na boca.

A região íntima deve ser deixada para o final do banho, sendo que nas meninas é importante ter o cuidado de limpar sempre de frente para trás para não contaminar a vagina com fezes. Já nos meninos, é necessário manter sempre a área à volta dos testículos e por baixo do pênis limpas.

5. ​Secar o corpo do bebê

Após terminar de enxaguar o bebê, deve-se retirá-lo da banheira e colocá-lo deitado sobre a toalha seca, envolvendo o bebê para que ele não fique molhado fora da água. Depois, usar a toalha para secar todas as partes do corpo do bebê, não esquecendo das mãos, pés e das dobrinhas, pois se acumular umidade podem aparecer feridas nessas regiões.

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

6. Secar a região íntima

Após secar todo o corpo, deve-se secar a região íntima e verificar se apresenta assaduras, complicação comum nos bebês, veja como identificar e como tratar assaduras em bebês.

Com o bebê limpo e seco, deve-se pôr a fralda limpa para que ele não suje a toalha.

7. Passar hidratante e vestir o bebê

Como a pele do bebê é mais seca, principalmente nas primeiras semanas de vida, é essencial a hidratação que pode ser feita com pomadas, óleos, cremes e loções próprios para o bebê, sendo que o momento ideal para sua aplicação é após o banho.

Para passar o hidratante, deve-se começar pelo peito e braços do bebê e vestir a roupa da região de cima, em seguida, passar hidratante nas perninhas e vestir a parte inferior da roupa do bebê. É importante ficar atento aos aspectos da pele do bebê e se apresenta alterações na cor ou na textura, pois pode significar problemas de alergia. Conheça um pouco sobre alergia na pele do bebê e o que fazer nesses casos.

Por fim, pode-se pentear os cabelos, verificar a necessidade de cortar as unhas e calçar as meias e sapatos, no caso de o bebê já conseguir andar.

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

Como preparar o banho do bebê

O local e o material devem ser preparados antes do banho para evitar a perda de calor do bebê e além disso, também ajuda a evitar que a criança fique sozinha na água durante o banho. Para preparar o banho se deve:

  1. Manter a temperatura entre 22 ºC a 25 ºC e sem correntes de ar;

  2. Reunir os produtos para o banho, sendo que esses não são necessários mas, caso se opte por utilizá-los, devem ser próprios para bebês com pH neutro, ser suaves e sem perfume e devem ser utilizados somente nas partes mais sujas do bebê. Antes dos 6 meses, o mesmo produto utilizado para lavar o corpo pode ser usado para lavar os cabelos, não sendo preciso shampoo;

  3. Preparar a toalha, fralda e a roupa pela ordem que vai vestir para que o bebê não passe frio;

  4. Colocar no máximo 10 cm de água na banheira ou balde, colocando primeiro a água fria e depois a água quente até atingir uma temperatura entre os 36º e 37 ºC. Na falta de um termômetro, pode-se usar o cotovelo para conferir se a água está agradável.

Deve-se utilizar uma banheira de plástico ou balde Shantala com capacidade para o tamanho do bebê, além de ficar em um local confortável para os pais. Outro ponto a observar são os produtos que serão usados no banho os quais devem ser próprios para o bebê, já que o bebê é mais sensível, especialmente nas primeiras semanas de vida, e certos produtos podem causar irritação aos olhos e a pele.

Como dar banho de esponja no bebê

Nas primeiras semanas de vida, antes de cair o cordão umbilical do bebê, ou até quando se quiser lavar uma parte do bebê sem molhá-lo, o banho de esponja pode ser uma ótima alternativa.

Essa prática também deve ser realizada em um local aquecido e antes de começar o banho deve-se reunir todo o material, preparar as roupas, toalhas, fralda, sabonete para bebê e um recipiente com água morna, inicialmente sem sabão. Sobre uma superfície plana, ainda com roupa ou enrolado em uma toalha, o ideal é limpar o rosto, ao redor das orelhas, queixo, dobras do pescoço e os olhos do bebê com uma toalha molhada só com água para não irritar a pele.

Ao despir o bebê, é importante deixá-lo aquecido e para isso pode-se colocar uma toalha sobre ele enquanto for limpando o corpo. Começar pela parte de cima e ir descendo, não esquecendo das mãos e dos pés e limpar com muito cuidado ao redor do coto umbilical para deixá-lo seco. Após isso, pode-se colocar um pouco de sabão na água para molhar a toalha e limpar a área dos genitais. Por fim, secar o bebê, colocar a fralda limpa e vestir sua roupinha. Veja como cuidar do coto umbilical do bebê.

Como manter a segurança no banho

Para garantir a segurança no banho, o bebê deve ser supervisionado o tempo todo na água e nunca deve ficar sozinha na banheira, já que pode se afogar em menos de 30 segundos e com pouca água. No casos dos bebês mais crescidos, é orientado não encher a banheira acima do nível da cintura da criança sentada.

Além disso, existem muitos pais que gostam de tomar banho com os filhos ou que querem tentar essa experiência. No entanto, é preciso ter muito cuidados pois essa prática pode não ser tão segura já que existem riscos como o de cair com o bebê no colo e os produtos que o adulto usa no banho podem irritar a pele ou os olhos do bebê. Entretanto, se os pais quiserem realizar essa prática algumas medidas de segurança devem ser implementadas como colocar um tapete aderente no banheiro e utilizar uma tipóia para que o bebê fique preso no adulto, além de optar por usar os produtos próprios do bebê.

Fonte tuasaude.com

Negros têm mais risco de morrer de Covid mesmo no topo da pirâmide social, diz estudo

O risco de morrer de Covid-19 é significativamente maior para homens negros e mulheres brancas e negras do que para homens brancos no Brasil, de acordo com um grupo de pesquisadores que analisou estatísticas oficiais sobre milhares de brasileiros mortos no ano passado.

Ligado à Rede de Pesquisa Solidária, que reúne várias instituições públicas e privadas, o grupo concluiu que as desigualdades raciais e de gênero contribuem para aumentar o risco de morte mesmo em grupos de pessoas com atividades profissionais que as colocam no topo da pirâmide social.

“Pensávamos que a mortalidade dos negros era maior porque trabalhavam em atividades mais expostas ao vírus, mas nem sempre isso é verdade”, diz o sociólogo Ian Prates, pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e coordenador do grupo responsável pelo estudo.

Os pesquisadores examinaram dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, sobre 67,5 mil pessoas que morreram de Covid-19 no ano passado, amostra equivalente a um terço de todas as mortes causadas pelo coronavírus notificadas no período.

Foram considerados indivíduos entre 18 e 65 anos de idade e com ocupação profissional registrada no sistema do Ministério da Saúde. Os pesquisadores usaram técnicas estatísticas para evitar que comorbidades e outras características pessoais prejudicassem as comparações.

Em números absolutos, houve mais mortes por Covid em grupos ocupacionais que são grandes empregadores, como comércio e serviços (6.420), agricultura (3.384) e transportes (3.367), mas o estudo mostra que alguns setores foram muito mais afetados em termos relativos.

As mortes por Covid representaram 24% de todas as mortes de profissionais de saúde registradas. Na segurança, incluindo praças das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, foram 25%. Entre líderes religiosos, 44% das mortes do ano passado foram causadas pelo vírus.

Para homens negros, os riscos são maiores do que os enfrentados pelos brancos em todas as atividades, com exceção da agricultura, de acordo com o estudo. O trabalho aponta mortalidade maior até mesmo entre advogados, com risco 43% maior, e engenheiros e arquitetos, com 44%.

“O fato de o risco ser maior até para os que exercem profissões de nível superior como essas mostra o tamanho da nossa tragédia”, afirma Prates. “Isso sugere que mesmo negros que ascenderam profissionalmente continuam expostos a fatores de risco que aprofundam desigualdades.”

Uma das hipóteses dos autores do estudo é que a inserção mais precária de muitos negros no mercado de trabalho, em empresas de menor porte ou sem vínculo empregatício formal, os tornou mais vulneráveis na pandemia, aumentando os riscos criados pela exposição ao coronavírus.

De acordo com o estudo, os riscos de morte por Covid também são significativamente maiores para mulheres negras, especialmente na base da pirâmide. Para as que trabalham em serviços domésticos, são 112% maiores do que os enfrentados por brancos, calculam os pesquisadores.

O grupo não encontrou diferenças relevantes para ocupações de nível superior, porque há poucas mulheres negras nessas atividades. A exceção foram as enfermeiras, para quem o risco de morrer de Covid é 23% menor do que o dos homens brancos, segundo as estimativas dos especialistas.

No caso das mulheres brancas, o estudo mostra que o risco de morrer de Covid é menor que o dos homens brancos para aquelas que pertencem a grupos ocupacionais de nível superior e maior para atividades que exigem menos instrução. Em geral, o risco é menor que o das mulheres negras.

Nos serviços domésticos, o risco de morte para mulheres brancas é 73% maior do que o dos homens brancos, dizem os pesquisadores. A situação se inverte no topo da escala social. O risco é 39% menor para advogadas e 22% menor para mulheres em posições gerenciais e cargos de direção.

Para os autores do estudo, a vantagem das mulheres sobre os homens no topo pode ser explicada pelo hábito que elas têm de manter em dia cuidados preventivos com a saúde, ao contrário dos homens, que tendem a postergar visitas aos médicos, de acordo com especialistas em saúde pública.

Nos grupos ocupacionais da base da pirâmide, a perda de acesso a serviços de saúde e a sobrecarga de tarefas com cuidados de crianças e idosos durante a pandemia pode ter tornado muitas mulheres mais vulneráveis diante dos riscos criados pela Covid, dizem os pesquisadores do grupo.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Reforço da Pfizer aumenta em 20 vezes anticorpos em vacinados com Coronavac

O reforço com a vacina da Pfizer aumentou em até 20 vezes o o nível de anticorpos em pessoas imunizadas com o esquema completo da Coronavac, apontam resultados preliminares de um estudo feito no Uruguai, onde 24% da população já recebeu três doses contra a Covid-19.

Desde o começo de março, cientistas do Instituto Pasteur (IP) de Montevidéu e da Universidade da República (Udelar) realizam um projeto de pesquisa para estudar a evolução dos níveis de anticorpos específicos contra o coronavírus em relação às vacinas e doses administradas. O estudo, que envolve mais de 200 voluntários, irá durar dois anos e prevê coletas de sangue periódicas dos participantes.

Em um primeiro subgrupo, 57 pessoas tiveram o sangue colhido em quatro ocasiões: antes de serem vacinadas, 18 dias depois, 80 dias em média após a segunda dose da Coronavac, e 18 dias em média após o reforço, da Pfizer.

Na primeira amostragem, nenhum dos participantes apresentou anticorpos específicos contra o coronavírus, o que era de esperar, pois nenhum deles havia contraído o vírus. Na segunda, 100% apresentaram anticorpos antivirais específicos, em níveis variados.

Após a terceira coleta, uma diminuição geral de anticorpos foi observada em relação aos níveis detectados na segunda amostragem. Por fim, após a dose de reforço, verificou-se que todos os participantes tiveram um aumento no nível de anticorpos em média 20 vezes maior do que o observado na segunda coleta.

“São resultados preliminares, em uma população particular”, ressaltou nesta sexta-feira (24) o pesquisador do IP Sergio Bianchi, em entrevista coletiva. Os cientistas continuarão monitorando para saber por quanto tempo os níveis de anticorpos antivirais irão se manter após a vacinação.

O Uruguai tem 3,5 milhões de habitantes, e 72% da população já foi vacinada com o esquema completo da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca, enquanto 24% já receberam a dose de reforço.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil registra 680 mortes por Covid em 24 h e média móvel de óbitos cresce mais de 20%

O Brasil registrou 680 mortes por Covid e 18.844 casos da doença, nesta sexta-feira (24). Com isso, o país chega a 593.698 vidas perdidas e a 21.326.804 pessoas infectadas pela Covid desde o início da pandemia.

Com o registro desta sexta, a média móvel de óbitos chegou a 565 mortes por dia, aumento de 21% em relação ao dado de duas semanas atrás.

Já a média móvel de casos agora é de 32.038, crescimento de 93% em relação ao valor de duas semanas atrás. Principalmente essa média, porém, foi afetada desde uma atualização no sistema do Ministério da Saúde onde dados da Covid são registrados.

O estado de São Paulo, na segunda (20), relatou problemas e disse que os óbitos notificados são inferiores ao esperado “devido a uma instabilidade no serviço do Sivep, sistema federal onde são notificados os casos graves de Covid-19 e as mortes”. Na semana passada, os dados diários do consórcio também foram afetados por represamentos de casos em São Paulo, que incluiu dezenas de milhares de infecções de meses anteriores. Também na última semana e na terça, o Rio de Janeiro teve problemas no sistema de notificação e não divulgou os dados. Roraima e Bahia foram outros que tiveram problemas.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados nos 26 estados e no Distrito Federal.​

O Brasil registrou 1.112.217 doses de vacinas contra Covid-19, nesta sexta, dia no qual os dados sobre primeiras doses ficaram negativos, por uma revisão dos números em Minas Gerais. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram -279.539 primeiras doses e 1.337.477 segundas. Também foram registradas 3.776 doses únicas e 50.503 doses de reforço.

Ao todo, 144.028.288 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —81.580.860 delas já receberam a segunda dose do imunizante.

Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 85.769.785 pessoas com esquema vacinal completo no país.​

Com isso, 91,44% da população com mais de 18 anos já recebeu ao menos uma dose (nesse caso, a 1ª dose de alguma vacina ou o imunizante de dose única) e 52,91% (também com mais de 18 anos) recebeu as duas doses recebidas ou a dose única da Janssen.

Mesmo quem completou o esquema vacinal com as duas doses deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Oncocercose: o que é, sintomas e tratamento

A oncocercose, popularmente conhecida como cegueira dos rios ou doença do garimpeiro, é uma parasitose causada pelo parasita Onchocerca volvulus. Essa doença é transmitida pela picada da mosca do gênero Simulium spp., também conhecida como mosca preta ou mosquito borrachudo, devido a sua semelhança com os mosquitos, que pode ser normalmente encontrado na beira dos rios.

A principal manifestação clínica dessa doença é a presença do parasita nos olhos, causando a perda progressiva da visão, por isso que a oncocercose também é conhecida por cegueira dos rios. No entanto, a oncocercose pode permanecer anos assintomática, o que torna o seu diagnóstico difícil.

É importante que na presença de sinais indicativos de oncocercose, o médico seja consultado, pois assim é possível iniciar o tratamento de forma imediata e prevenir complicações.

Oncocercose: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de oncocercose

O principal sintoma da oncocercose é a perda progressiva da visão devido à presença de microfilárias nos olhos, que se não tratada pode levar à cegueira. Outras manifestações clínicas características da doença são:

  • Oncocercoma, que corresponde à formação de nódulos subcutâneos e móveis que contêm vermes adultos. Esses nódulos podem aparecer na região pélvica, tórax e cabeça, por exemplo, e são indolores enquanto os vermes estão vivos, quando morrem provocam um intenso processo inflamatório, se tornando bastante doloroso;
  • Oncodermatite, também chamada de dermatite oncocercosa, que é caracterizada pela perda da elasticidade da pele, atrofia e formação de pregas que acontece devido à morte das microfilárias que estão presentes no tecido conjuntivo da pele;
  • Lesões oculares, que são lesões irreversíveis causadas pela presença de microfilárias nos olhos que pode resultar em cegueira completa.

Além disso, podem haver lesões linfáticas, em que as microfilárias podem atingir os linfonodos perto das lesões cutâneas e causar danos.

Como é o diagnóstico

O diagnóstico precoce da oncocercose é difícil, já que a doença pode ser assintomática por anos. O diagnóstico é feito por meio dos sintomas apresentados pela pessoa, além de exames solicitados pelo médico que ajudam a confirmar o diagnóstico, como exames oftalmológicos e exames de sangue em que são procuradas microfilárias entre as hemácias. Além disso, o médico pode solicitar a realização de ultrassom, para verificar a formação de nódulos pelo parasita, e exames moleculares, como a PCR para identificar o Onchocerca volvulus.

Além desses exames, o médico pode solicitar a realização de exame histopatológico, em que é feita biópsia de um pequeno fragmento de pele para identificar as microfilárias e excluir a ocorrência de outras doenças, como adenopatias, lipomas e cistos sebáceos, por exemplo.

Tratamento da oncocercose

O tratamento da oncocercose é feito com o uso do anti-parasitário Ivermectina, que é muito eficiente contra a microfilária, pois é capaz de provocar sua morte sem causar efeitos colaterais muito graves. Apesar de ser muito eficiente contra as microfilárias, a Ivermectina não possui efeito sobre as larvas adultas, sendo necessário retirar cirurgicamente os nódulos contendo as larvas adultas.

Como prevenir

A melhor forma de prevenir a infecção pelo Onchocerca volvulus é utilizando repelentes e roupas adequadas, principalmente em regiões que o inseto é mais prevalente e em leitos de rios, além de medidas que visem combater o mosquito, como o uso de larvicidas e inseticidas biodegradáveis, por exemplo.

Além disso, é recomendado que os habitantes de regiões endêmicas ou que pessoas que estiveram nessas regiões sejam tratadas com Ivermectina anualmente ou semestralmente como forma de prevenir a oncocercose.

Fonte tuasaude.com

5 doenças transmitidas pelas moscas e o que fazer

As moscas podem transmitir doenças porque estão em contato constante com materiais em decomposição, como fezes ou sujeira, transportando bactérias e parasitas capazes de causar algumas doenças, como infecção intestinal, miíase, loíase e doenças do sono, por exemplo.

Algumas doenças transmitidas por moscas não são tão comuns no Brasil, uma vez que são encontradas mais facilmente em países Africanos, no entanto a infecção intestinal, por exemplo, pode ser causada por moscas domésticas e, por isso, é importante evitar o consumo de alimentos que possam ter entrado em contato com as moscas, já que elas podem carregar alguns microrganismos em seu corpo.

Na presença de sinais e sintomas indicativos de doença causada por moscas, é importante que o médico seja consultado para que possa ser feita a avaliação e iniciado o tratamento mais adequado.

5 doenças transmitidas pelas moscas e o que fazer

As principais doenças transmitidas pelas moscas são:

1. Miíase

A miíase é uma doença em que há infestação de larvas de moscas nas pele, podendo acontecer em qualquer parte do corpo, como pé, ouvido, boca e nariz, por exemplo, resultando no aparecimento de feridas abertas com pus e mau cheiro. Essas feridas surgem porque as larvas das moscas alimentam-se de tecidos vivos ou mortos.

Dependendo da espécie da mosca responsável pela miíase, a larva pode permanecer mais superficialmente na pele, ou penetrar, resultando em infecções mais graves e que devem ser tratadas imediatamente para prevenir complicações. Conheça mais sobre a miíase humana.

O que fazer: É fundamental que o médico seja consultado assim que surgirem os primeiros sinais de miíase para que o tratamento mais adequado seja iniciado. Na maioria dos casos, é realizada a catação das larvas, o que pode causar dor e desconforto, além do uso de medicamentos antimicrobianos com o objetivo de prevenir infecções secundárias.

Nos casos mais graves, em que a larva conseguiu penetrar a pele, pode ser indicada a realização de cirurgia para retirar a larva e, em alguns casos, realizar em seguida uma cirurgia para reconstituição do tecido.

2. Doença do sono

A doença do sono, também chamada de tripanossomíase africana humana, é uma doença causada pela picada da mosca Tsé-tsé infectada pelo parasita Trypanosoma brucei gambiense ou Trypanosoma brucei rhodesiense, resultando no desenvolvimento de sintomas algumas semanas após a picada da mosca, como manchas vermelhas na pele que depois podem se transformar em feridas, dor de cabeça, febre, aparecimento de ínguas e sono excessivo.

O sono excessivo é normalmente indicativo de casos mais graves de tripanossomíase, isso porque os sintomas das fases mais iniciais da doença são comuns a outras doenças, o que dificulta o diagnóstico e início do tratamento. Dessa forma, como o parasita não é eliminado, há maior chance do sistema nervoso ser afetado, resultando em alterações do sono, confusão mental e alteração no comportamento. Confira outros sintomas da doença do sono.

O que fazer: Na suspeita da doença do sono, é importante que o médico seja consultado para que sejam feitos exames que confirmem a infecção pelo Trypanosoma brucei. Após o diagnóstico, o médico pode indicar o uso de alguns remédios para controlar os sintomas e favorecer a eliminação do parasita. É fundamental que a pessoa seja monitorada regularmente, sendo importante que sejam feitos exames para verificar a eficácia do tratamento e garantir que a doença não volte a acontecer.

3. Loíase

A loíase, popularmente conhecida como bicho ou verme de olho, é uma doença infecciosa causada pela larva Loa loa, que é depositada na pele pela mosca da manga, muito encontrada na África. Assim, após a deposição, as larvas passam a se alimentar do tecido e se dirigem para o local principal de infecção, que corresponde aos olhos, causando sintomas como dor, irritação e vermelhidão dos olhos, podendo também ser visualizada no globo ocular.

O que fazer: É importante que o oftalmologista seja consultado para que seja possível iniciar o melhora tratamento, que normalmente envolve o uso de medicamentos anti-inflamatórios, antiparasitários e/ou corticoides. Nos casos mais graves, em que é possível notar a presença da larva no olho, pode ser indicada a realização de um pequeno procedimento cirúrgico para a sua remoção. Veja mais detalhes do tratamento para loíase.

4. Oncocercose

A oncocercose, também conhecida popularmente como cegueira noturna, é causada pela picada da mosca preta infectada pelo parasita Onchocerca volvulus, podendo essa mosca ser frequentemente encontrada perto dos rios. A principal complicação da oncocercose é a cegueira, que acontece quando as microfilárias desse parasita chegam aos olhos, afetando a córnea e causando hemorragia local, queratite e atrofia da íris. Saiba mais sobre os sintomas de oncocercose.

O que fazer: É recomendado que o médico seja consultado para que seja feita uma avaliação dos sintomas e da capacidade visual e, assim, ser indicado o tratamento, que normalmente é feito com  o anti-parasitário Ivermectina. No entanto, esse medicamento não tem ação sobre as larvas adultas e, por isso, pode ser necessária a realização de cirurgia para retirar as larvas adultas do parasita.

5. Infecção intestinal

As moscas possuem predileção por alimentos em decomposição e, por isso, podem entrar em contato com diversos microrganismos, incluindo bactérias e parasitas responsáveis por gastroenterites, por exemplo. Assim, quando a mosca entra em contato com esses agentes infecciosos, pode transportar para um alimento “limpo”, de forma que quando é consumido pode causar infecção nas pessoas, dependendo da quantidade de microrganismos ali presentes.

O que fazer: Para evitar esse tipo de infecção é importante evitar que as moscas entrem em contato com os alimentos, além de não ser indicado comer o alimento que tenha entrado em contato com a mosca. Caso tenha havido o consumo de alimentos potencialmente contaminados pela mosca infectada e seja notado o aparecimento de sintomas de infecção intestinal, é importante permanecer em repouso, ter uma dieta saudável e de fácil digestão e beber bastante líquidos ao longo do dia.

Cuidados para evitar as moscas

Alguns cuidados simples para evitar as moscas e, consequentemente, as doenças que transmitem são:

  • Não deixar acumular o lixo mais de 2 dias dentro de casa;
  • Lavar o fundo do recipiente onde é colocado o lixo com água sanitária ou cloro 1 vez por semana;
  • Utilizar um prato ou outro utensílio para tapar a comida, evitando deixá-la exposta;
  • Evitar comer comida que esteve em contato direto com moscas;
  • Colocar redes contra moscas e mosquitos nas janelas;
  • Usar uma rede mosquiteira para dormir, especialmente no caso dos bebês;
  • Usar roupas compridas em locais em que há grande quantidade de moscas.

No entanto, caso as moscas consigam se desenvolver dentro de casa mesmo seguindo estas dicas, existem formas de as eliminar, como usar inseticidas, armadilhas ou vaporizadores.

Fonte tuasaude.com

Escrito em 1887, ‘Dez Dias num Hospício’ traz relato urgente e terrivelmente atual

“À exceção da tortura, que tratamento levaria uma pessoa à loucura com mais rapidez?”

A pergunta foi feita por Nellie Bly, pioneira do jornalismo investigativo que, em 1887, aos 23 anos, se infiltrou como paciente numa instituição de saúde mental conhecida como Asilo de Lunáticos de Blackwell’s Island, em Nova York (EUA).

Os horrores que ela sentiu na pele, que presenciou e que ouviu nos relatos de outras mulheres durante os dez dias em que viveu como paciente do manicômio público deram origem a uma série de reportagens publicadas no jornal New York World, diário de Joseph Pulitzer, editor cujo nome batiza o maior prêmio do jornalismo mundial.

Os textos foram depois reunidos no livro “Dez Dias Num Hospício”, um clássico da não-ficção americana e documento fundamental da luta antimanicomial, lançado agora pela Editora Fósforo com prefácio de Patrícia Campos Mello, repórter especial da Folha premiada por suas reportagens investigativas, algumas arriscadas à moda de Bly.

A jornalista americana é, por si só, uma personagem extraordinária. Nellie Bly é o codinome da escritora, inventora, empresária e filantropa Elizabeth Cochran Seaman, que foi correspondente de guerra, deu a volta ao mundo em tempo recorde, presidiu uma indústria siderúrgica e registrou 25 patentes num tempo em que mulheres não tinham sequer direito ao voto. Bly era um dínamo.

Para conseguir acesso ao Asilo de Lunáticos de Blackwell’s Island, Bly leu tudo o que podia sobre a loucura e lhe chamou a atenção a descrição do olhar fixo exibido por algumas pessoas com transtornos psiquiátricos.

Diante do espelho, ensaiou expressões de olhos arregalados e traçou um plano: daria entrada num dos albergues para mulheres da cidade sob o nome de Nellie Brown e faria de tudo para se mostrar maluca de modo a ser encaminhada para o famigerado hospício da ilha de Blackwell.

A tensão em torno de sua encenação, da possibilidade de ser descoberta e, mais ainda, de embarcar numa jornada que prejudicasse a sua própria saúde mental causavam calafrios em Bly e a descrição do passo a passo de sua missão envolve o leitor em um suspense da vida real.

Sua performance enganou uma assistente social, um policial, um juiz e uma série de enfermeiras e médicos especialistas, num périplo por diversas instituições. Recebeu o diagnóstico de demência e, com isso, perdeu um tanto do respeito que tinha pela capacidade dos médicos. “Tive certeza de que nenhum médico saberia dizer se uma pessoa era louca ou não, a não ser nos casos mais violentos”, escreveu Bly.

Ao chegar ao hospício, Bly passou frio e sentiu fome até se render ao menu exíguo com manteiga rançosa e carne “ligeiramente estragada” preparado numa cozinha fétida e servido sem talheres às pacientes. Conheceu mulheres “aparentemente sãs” e decidiu que deixaria de interpretar sua própria loucura inventada —não fazia diferença ali dentro.

As enfermeiras, sádicas, se divertiam às custas de humilhações das pacientes, contra as quais distribuíam empurrões e tapas nas orelhas, entre outras violências pontuais mais graves como estrangulamentos e surras. Bly denunciou os abusos aos médicos apenas para se certificar que eles eram cúmplices dos maus-tratos contra as pacientes.

O assombro causado pelas revelações das reportagens de Bly teve impacto na opinião pública e na administração municipal, que passou a investigar instituições psiquiátricas, às quais foram destinadas mais verbas, além da determinação de que apenas mulheres com quadros graves de distúrbios psiquiátricos fossem internadas.

Depois de seus dez dias numa “ratoeira humana” —lugar onde é “fácil entrar, mas uma vez lá é impossível sair”—, Bly se perguntava se o cotidiano de violência e a estrutura insalubre do manicômio não seriam, eles mesmos, causadores ou potencializadores do sofrimento psíquico de suas habitantes.

“Se pegassem uma mulher perfeitamente lúcida e saudável, trancassem-na e a fizessem ficar sentada das seis da manhã às oito da noite em bancos de encosto reto (…), lhe oferecessem comida ruim e tratamento severo e então observassem quanto tempo levaria para que ela ficasse louca”, descreve Bly, que em seguida dá seu diagnóstico: “Dois meses seriam suficientes para arruiná-la mental e fisicamente”.

Inspeções em hospitais psiquiátricos brasileiros, que apontam para a persistência de violações de direitos humanos, e relatos de ex-pacientes internados em algumas dessas instituições indicam que a obra de Bly continua urgente e terrivelmente atual.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Galactorreia: o que é, causas, sintomas e tratamento

A galactorreia é uma situação caracterizada pela produção e liberação de leite nas mamas de homens ou mulheres que não estão grávidas ou em fase de amamentação. Essa situação está relacionada com o aumento dos níveis de prolactina, um hormônio produzido no cérebro cuja função é induzir a produção de leite, condição chamada hiperprolactinemia.

As principais causas para o aumento da prolactina são a gravidez e amamentação, sendo que existem diversas causas para o seu aumento inapropriado, incluindo tumor na hipófise cerebral, uso de medicamentos, como alguns neurolépticos e antidepressivos, estimulação das mamas ou algumas doenças endócrinas, como hipotireoidismo e síndrome dos ovários policísticos. 

Assim, para tratar a hiperprolactinemia e a galactorreia, é importante que a causa seja identificada, pois assim é possível que o tratamento mais adequado seja iniciado, o que deve ser feito de acordo com a orientação do clínico geral, endocrinologista ou ginecologista.

Galactorreia: o que é, causas, sintomas e tratamento

Principais causas

As principais causas para a produção de leite pelas mamas são a gravidez e a amamentação, entretanto, a galactorreia acontece, principalmente devido à situações como: 

  • Adenoma hipofisário: é um tumor benigno da hipófise, glândula cerebral responsável pela produção de diversos hormônios, inclusive a prolactina. O principal tipo é o prolactinoma, que costuma causar um aumento dos níveis de prolactina no sangue maior que 200mcg/L;
  • Outras alterações da hipófise: câncer, cisto, inflamação irradiação ou pancadas cerebrais, por exemplo;
  • Estimulação das mamas ou da parede torácica: o principal exemplo de estimulação é a sucção das mamas pelo bebê, o que ativa as glândulas mamárias e intensifica a produção de prolactina cerebral e, consequentemente, a produção de leite;
  • Doenças que causam distúrbios hormonais: algumas principais são o hipotireoidismo, cirrose do fígado, insuficiência renal crônica, doença de Addison e síndrome dos ovários policísticos;
  • Câncer de mama: pode causar galactorreia em um mamilo único, geralmente com sangue;
  • Uso prolongado de alguns medicamentos: como antipsicóticos, opiáceos, redutores da acidez gástrica, antidepressivos, anti-hipertensivos e hormônios. 

O sono e o estresse são outras condições que causam o aumento na produção de prolactina, entretanto, raramente causam alterações suficientes para provocar uma galactorreia. Confira outras causas de prolactina alta.

Sintomas de galactorreia

O principal sintoma da galactorreia é a saída de leite das mamas, no entanto como essa situação está na maioria dos casos relacionada com alterações hormonais, é possível que tanto homens quanto mulheres apresentem alguns outros sintomas, sendo os principais:

  • Ausência de menstruação ou alteração do ciclo menstrual;
  • Impotência sexual e disfunção erétil, no caso dos homens;
  • Secura vaginal, havendo dor durante a relação sexual;
  • Diminuição da libido;
  • Crescimento de pelos no rosto, no caso das mulheres;
  • Infertilidade, no entanto essa consequência é mais rara.

Na presença de sinais e sintomas possivelmente indicativos de galactorreia, é importante que o médico seja consultado para que sejam feitos exames que ajudem a confirmar o diagnóstico e identificar a causa, sendo então iniciado o melhor tratamento.

Como é o diagnóstico

A galactorreia é observada ao exame clínico médico, que pode ser espontânea ou surgir durante a palpação do mamilo. É confirmada a galactorreia sempre que a secreção de leite ocorre em homens, ou quando surge na mulher que não está grávida ou amamentando nos últimos 6 meses.

Para identificar a causa da galactorreia, o médico irá fazer uma avaliação do histórico de medicamentos e outros sintomas que a pessoa pode sentir. Além disso, alguns exames podem ser feitos para investigar a causa da galactorreia, como a dosagem da prolactina no sangue, dosagem dos valores de TSH e T4, para investigação da função da tireoide, e, se necessário, a ressonância magnética do encéfalo para investigar a presença de tumores ou outras alterações na hipófise.

Tratamento para galactorreia

O tratamento para galactorreia é orientado pelo endocrinologista ou ginecologista, e varia de acordo com as causas da doença. Quando acontece devido a efeito colateral de algum medicamento, deve-se conversar com o médico para avaliar a possibilidade de suspensão ou de substituição deste por outro.

Quando é causada por alguma doença, é importante que esta seja tratada adequadamente, de forma a estabilizar os descontroles hormonais, como, por exemplo, a reposição dos hormônios tireoidianos no hipotireoidismo, ou uso de corticosteroides para granulomas hipofisários. Ou, quando a galactorreia é causada por um tumor, o médico poderá indicar o tratamento com a retirada cirúrgica ou procedimentos como radioterapia.

Além disso, existem medicamentos que podem reduzir a produção de prolactina e controlar a galactorreia, enquanto o tratamento definitivo é feito, como a Cabergolina e a Bromocriptina, que são medicamentos da classe dos antagonistas dopaminérgicos.

Fonte tuasaude.com

Estudo da Prevent não prova que cloroquina funciona contra Covid, diz fundador da empresa

Em uma sala com vista panorâmica de São Paulo, Fernando Parrillo, 53, comanda, ao lado do irmão Eduardo, a Prevent Senior, que, em 24 anos, construiu uma carteira com 550 mil vidas, emprega 13 mil funcionários (sendo 3.000 médicos), em 11 centros (com 1.200 leitos), formando a maior rede hospitalar da cidade. Nos últimos meses, Parrillo administra também um escândalo.

As acusações contra a empresa, veiculadas pela primeira vez na GloboNews, vão de usar pacientes como cobaias a fraude em atestados de óbito.

Na segunda-feira, (20) dois dias antes do depoimento do representante da Prevent Senior na CPI da Covid, Parrillo falou à Folha com exclusividade. Manteve distância do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas evitou criticá-lo, e afirmou que o estudo feito pela Prevent não prova que hidroxicloroquina ajuda no tratamento da Covid-19.

Sobre o estudo

Em 17 de abril de 2020, a Prevent Senior divulgou um estudo que provaria a eficácia da hidroxicloroquina associada a azitromicina no tratamento de Covid. Segundo o comunicado da empresa da época, a pesquisa seria publicada em uma revista científica.

Havia a pretensão de influenciar no enfrentamento público da pandemia. O texto dizia que “os resultados sugerem que o tratamento precoce evita uma internação a cada 28 pacientes que iniciaram o protocolo ambulatorial proposto com hidroxicloroquina associada a azitromicina —o que impacta imensamente o sistema de saúde”.

Na divulgação do estudo, afirmava-se que todos os envolvidos haviam assinado um termo de autorização.

O levantamento, duramente criticado por cientistas, acabou suspenso porque não havia autorização da Comissão de Ética em Pesquisa.

Por que o estudo sobre o uso da hidroxicloroquina associada a azitromicina em pacientes com Covid nunca foi publicado em revista científica? Não se tratava de um estudo científico, era um acompanhamento observacional de pacientes, uma planilha das doenças e a evolução. Não foi usado placebo nem duplo cego, não foi randomizado, como se deve fazer em trabalhos desse tipo. Não faria sentido fazer uma pesquisa no meio da pandemia. Somos uma empresa privada, paga para salvar vidas.

Os pacientes observados nesse estudo consentiram? Eram todos positivos para coronavírus? Sim, todos consentiram. Nem todos estavam testados, porque, lembre-se, estamos falando de março de 2020, havia poucos lugares que faziam os testes e o resultado demorava até uma semana. Se o paciente tinha sintomas e a tomografia de pulmão indicava Covid, oferecíamos a medicação.

Por que o aviso, que aparece em uma mensagem divulgada pela GloboNews, para não avisar paciente e família? Não queríamos criar uma expectativa grande em relação à hidroxocloroquina, porque não havia a droga em quantidade suficiente à época. Era para evitar um boom de pedidos.

Por que vocês não obtiveram autorização da Comissão de Ética em Pesquisa (Conep) para o experimento? Nós pedimos e conseguimos, mas houve um erro, uma confusão interna, e acabamos usando a autorização de um outro estudo. Foi sem querer, deslize de uma equipe que estava trabalhando madrugadas seguidas no atendimento aos pacientes.

O estudo, que vocês chamam agora de “manuscrito”, “rascunho”, prova que o “kit Covid” funciona? “Kit Covid” é um termo inventado. Nós não dávamos apenas hidroxicloroquina associada a azitromicina. Oferecíamos suplemento de zinco, potássio, vitamina D, era um conjunto de substâncias. Mas o nosso artigo não prova que essas drogas funcionam porque, para isso, precisaria de pesquisa científica.

Houve adulteração nos resultados? De forma nenhuma. Descobrimos, em uma investigação interna, que um médico demitido entrou na planilha do estudo e mexeu nos dados. Ele será processado. [A empresa entrou com um requerimento junto à Procuradoria Geral da República pedindo investigação sobre as denúncias].

O estudo falava em duas mortes, mas foram nove. O que houve? Essas sete mortes ocorreram depois que o estudo estava fechado. O prazo de observação dos pacientes era de 26 de março a 4 de abril de 2020. Nesse período, dois pacientes faleceram, um de problemas cardíacos e outro de câncer.

Por que foi passada uma mensagem dizendo ser necessário mudar o CID (classificação internacional de doenças) de doentes de Covid após 14 ou 21 dias de internação? Era maquiagem de dados? De forma alguma. Mudávamos o CID para a pessoa sair do isolamento. Depois desse período de 14 a 21 dias, é muito difícil que ela contamine alguém, sendo desnecessário ficar isolada.

Mas no relatório de alta ou no atestado de óbito constava a causa da internação, a Covid? Com toda certeza.

No caso da mãe do empresário Luciano Hang, foi dado o chamado tratamento preventivo?
Não podemos comentar casos de pacientes.

Se não era uma pesquisa científica, com o rigor necessário, por que vocês divulgaram? Nós queríamos ajudar. Como o mundo inteiro estava perguntando os números, éramos procurados por outros hospitais, autoridades, até gente do exterior, ministro das Bahamas, querendo fazer benchmark, decidimos organizar o que apuramos e divulgar.

Então, o cardiologista Rodrigo Esper errou ao dizer “nós vamos mudar o rumo da medicina”? Quando percebemos que o tratamento precoce evitava internações, ficamos eufóricos, dissemos: aqui tem uma esperança.

Sobre o atendimento atual aos pacientes

No início da pandemia, vários hospitais e centros de pesquisa testaram medicamentos para combater a nova doença, inclusive a associação da hidroxicloroquina com o antibiótico azitromicina. A conclusão é que não funciona.

As atuais diretrizes do NIH (Institutos Nacionais de Saúde do governo dos EUA) não recomendam uso do “kit Covid” em pacientes hospitalizados e nem para os que estão com sintomas leves.

Vocês continuam oferecendo o “kit Covid”? Nós respeitamos a autonomia médica, cada profissional receita o que considerar melhor para o seu paciente.

Mas a comunidade médica mundial já abandonou esse tipo de abordagem. Não existem pesquisas definitivas que apontem que esses medicamentos não funcionam. Na nossa observação empírica, notamos progressos. Na medicina, muitas coisas foram descobertas de forma observacional.

E os efeitos colaterais dessas drogas? Isso depende da dosagem. Na que damos, a cloroquina não faz nem cócegas.

Vocês testam agora os pacientes para Covid? Hoje testamos todo mundo. Usuário da Prevent não tem limite e nem precisa de pedido médico para fazer o teste de Covid.

Vocês fazem ozonioterapia pela via retal no tratamento da infecção pelo novo coronavírus? De forma nenhuma. Teve um paciente que quis tentar essa terapia, a médica dele prescreveu, mas ela trouxe o aparelho de fora, não temos aqui.

Sobre gabinete paralelo

Em 18 de abril de 2020, o presidente Bolsonaro postou nas redes sociais que a Prevent Senior conseguiu reduzir de 14 para 7 dias o tempo no uso de respiradores. Afirmou também que, de 224 pacientes que não usaram cloroquina, 12 foram internados e 5 morreram. Dos 412 que optaram pelo medicamento, 8 foram internados, não entubados, e houve zero mortes.

Qual a ligação da Prevent Senior com o governo Bolsonaro? Nenhuma. Eu nunca encontrei o presidente nem falei ao telefone com ele. Não me envolvo em política.

Na mensagem que o presidente divulgou nas redes sociais ele cita o senhor. Fiz várias lives nesse período, ele pode ter tirado os dados de lá.

Vocês trabalham com o chamado gabinete paralelo da saúde? De jeito nenhum. Nise Yamaguchi já esteve nos nossos hospitais por causa de pacientes dela, mas ela não trabalha para nós.

O deputado Ivan Valente (PSOL) protocolou um pedido de esclarecimento para averiguar se houve uma reunião, em 1/04/2020, no Palácio do Planalto em que estariam Pedro Batista Jr., da Prevent, a advogada Karina Kufa e Leo Sanchez, do laboratório EMS. Esse encontro existiu? Não que eu saiba. Pedro não foi a Brasília nessa época.

Como o sr. avalia o desempenho do presidente Bolsonaro no combate à pandemia? Ninguém estava preparado para a pandemia. Todos acertaram e erraram, como nós. Era um desespero diário, no privado e no público. Foi um estresse grande. Não havia respostas. Bolsonaro, Doria e Covas tentaram fazer o melhor. Quem fez certo? A história vai dizer, mas quando a pandemia acabar.

Mas agora Bolsonaro não usa máscara, diz que não tomou a vacina… Sou a favor de vacina, de qualquer forma de deter o vírus. Tem que usar máscara.

A Covid é uma “gripezinha”? Nunca foi. Minha mãe quase morreu da doença e nós vimos o que houve com a nossa clientela.

As falas de Bolsonaro ajudaram a empresa? De jeito nenhum, é propaganda negativa. Mas posso dizer que, apesar de todo o bombardeio midiático, que dói, nós crescemos 20% de 2020 a 2021. Ingressaram 60 mil pessoas. Quem cresce na crise? Até nós nos espantamos.

Qual a sua avaliação da atuação da Prevent Senior na pandemia? Fizemos o máximo. Todos os profissionais foram incansáveis. Graças a Deus, tivemos sucesso com muita gente.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

5 dicas para fortalecer as unhas fracas

Para fortalecer as unhas fracas e quebradiças o que se pode fazer é usar uma base fortalecedora de unha, proteger as mãos diariamente com luvas durante as tarefas domésticas, usar creme hidratante nas mãos e nas unhas e ter uma alimentação saudável, rica em alimentos fontes de ferro, vitamina A e do complexo B.

As unhas fracas podem ser facilmente tratadas apenas com pequenos cuidados diários com as unhas, porém os resultados esperados podem levar algum tempo a ser atingidos. Em alguns casos, pode ser necessário consultar o dermatologista para que seja feita uma avaliação geral da pessoa para identificar a causa do enfraquecimento das unhas e, assim, ser indicado o melhor tratamento.

O enfraquecimento da unhas pode ser causado por diferentes fatores, sendo muitas vezes causado por hábitos prejudiciais para a unha, como roer as unhas ou colocar as unhas em contato com produtos químicos, como o detergente, sem as proteger, ou pela carência de algumas vitaminas na alimentação. Confira as principais causas de unhas fracas.

5 dicas para fortalecer as unhas fracas

Assim, para deixar as suas unhas mais fortes e bonitas existem algumas dicas que pode seguir como:

1. Usar creme hidratante

Aplicar um bom creme hidratante para mãos e unhas, ajuda a manter a hidratação da unha, deixando-as mais fortes e bonitas. Além disso, existem também alguns cremes específicos para ajudar no tratamento das unhas fracas e quebradiças, que podem ser encontrados em farmácias lojas de produtos de beleza.

Manteiga hidratante

Uma opção caseira de hidratante para as unhas é a manteiga hidratante e fortificante feita com óleo essencial de limão, jojoba e cera de abelha, que ajudam a fortalecer as unhas e a manter as mãos e as cutículas hidratadas.

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de óleo de jojoba;
  • 1 colher de sopa de manteiga de cacau;
  • 1 colher de sopa de raspa de cera de abelha;
  • 10 gotas de óleo essencial de sândalo;
  • 5 gotas de óleo essencial de limão.

Modo de preparo:

Em uma panela pequena, colocar o óleo de jojoba, a manteiga de cacau e a cera de abelha, deixar derreter e, em seguida, retirar do calor. Deixar esfriar durante 2 ou 3 minutos, adicionar os óleos essenciais de sândalo e limão, misturar bem e verter a mistura para um recipiente. É importante deixar esfriar bem antes de tapar. Esta manteiga deve ser aplicada diariamente para fortalecer as unhas e hidratar e proteger as mãos e cutículas, e deve ser usada logo pela manhã e à noite antes de deitar.

2. Usar base fortalecedora de unha

Para o tratamento das unhas fracas e quebradiças também existem algumas bases fortalecedoras de unha e óleos específicos, que ajudam a nutrir e a fortalecer as unhas. Estes produtos devem ser aplicados diariamente sobre a unha limpa e sem esmalte. É importante ter atenção à composição dessas bases e óleos, sendo recomendado dar preferência aos produtos que contém vitamina B5, minerais e cálcio que ajudam a fortalecer e proteger a unha.

Algumas bases contém em sua composição cravo da índia, o que é interessante para quem tem o hábito de roer unha, que também pode tornar as unhas mais frágeis. Isso porque quando a pessoa quiser roer a unha, vai sentir um cheiro muito forte ou um gosto mais amargo na boca, de forma que o hábito vai sendo perdido ao longo do tempo e as unhas conseguem crescer de forma mais saudável.

3. Usar apenas removedor de esmalte sem acetona

Usar removedor de esmalte sem acetona também é um cuidado importante a ter quando as unhas estão fracas e quebradiças, pois a acetona é um químico que pode ser agressivo para unha já fragilizada.

Além disso, deve também reduzir no número de vezes que vai no salão fazer as suas unhas ou no número de vezes que pinta a unha com esmalte, pois isto apenas deixa as unhas mais sensíveis e fragilizadas.

4. Proteger as mãos com luvas

É importante proteger as mãos com luvas sempre que for preciso passar muito tempo em contato com produtos de limpeza, principalmente, pois esses produtos podem tornar as unhas mais frágeis e quebradiças, além de também poderem causar alergia nas mãos.

5. Ter uma alimentação equilibrada

Aumentar o consumo de alguns alimentos como gelatina, leite, ovo, vegetais folhosos escuros como a couve, gérmen de trigo, espinafres, abacate, batata doce ou fígado, pode ajudar a fortalecer as suas unhas, deixando-as mais fortes, bonitas e menos quebradiças, uma vez que são alimentos ricos em vitamina A, ácido pantotênico ou Vitamina B5, ferro, cálcio e queratina.

Além disso, estes alimentos ajudam também a repor vitaminas e nutrientes que podem estar em falta no organismo, uma vez que essa pode ser a causa das unhas fracas e quebradiças.

Fonte tuasaude.com