Entidades médicas agem para manter orientação contra ‘kit Covid’

Especialistas e sociedades médicas que participaram da elaboração da diretriz contra o uso do chamado ‘kit Covid’ no SUS (Sistema Único de Saúde) vão apresentar um recurso ao Ministério da Saúde contra a decisão de arquivamento do texto.

A ideia é tentar reverter o veto sem passar pelo secretário de Ciência e Tecnologia da pasta, Hélio Angotti, responsável por brecar a publicação do documento. A diretriz havia sido aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

Para isso, no lugar de apresentarem um recurso ao secretário, como tradicionalmente tem que ocorrer, irão mandar direto ao gabinete do ministro Marcelo Queiroga.

Caso não consigam reverter o veto, os especialistas já falam em recorrer à Justiça.

Devem assinar o recurso a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia).

O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, chamou de “absurdo sem tamanho” a rejeição do texto. “Um Ministério da Saúde contra a ciência. Inacreditável”, afirmou.

O professor da USP Carlos Carvalho, responsável por coordenar os estudos que levaram à elaboração das diretrizes, também assinará o pedido de revisão.

Os especialistas buscam ainda convencer a AMB (Associação Médica Brasileira) a participar da mobilização.

Carlos Carvalho disse que irá entrar com um recurso pedindo a revisão da rejeição das diretrizes. O médico afirmou que o grupo de trabalho irá enviar esse documento direto para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Para ele, muitos dos argumentos de Angotti são “requentados”, pois haviam sido apresentados e rebatidos em momentos anteriores. O secretário de Ciência e Tecnologia questionou a metodologia utilizada pelos especialistas, o rigor técnico dos estudos e até mesmo possíveis conflitos de interesse do grupo.

No entanto, esses pontos foram esclarecidos em abril, com a presença de Angotti, segundo técnicos que acompanharam as discussões. Em reuniões seguintes sobre o tema, representantes do secretário também estavam presentes.

“Enquanto não mexeu com áreas sensíveis, não teve problema. De uma hora para outra resolve dizer que as diretrizes não são boas. Se a gente não servia, era para avisar, porque trabalhamos voluntariamente”, disse Carvalho.

“Estamos apresentando desde maio [as diretrizes], se o rigor e o documento não eram bons, por que deixou continuar?”, avaliou ainda o coordenador do grupo de especialistas.

Angotti rejeitou três capítulos da diretriz hospitalar da Covid, todos aprovados por unanimidade na Conitec. Além disso, arquivou o texto sobre tratamento ambulatorial, aprovado por sete a seis no mesmo colegiado.

Como mostrou a Folha, a ala pró-cloroquina do Ministério da Saúde tentou boicotar a discussão na Conitec. Agora, o mesmo grupo quer retirar do comando da comissão a servidora Vania Canuto, que votou a favor do texto que contraindica a hidroxicloroquina, entre outros medicamentos.

A exoneração de Canuto, porém, se arrasta. O ministro Queiroga quer evitar este desgaste e tenta convencê-la a se demitir, o que não deve ocorrer.

Além deste impasse, o governo tem até 24 de janeiro para apresentar ao STF uma posição sobre as diretrizes de tratamentos da Covid. Por estas razões, Angotti publicou a rejeição dos pareceres aprovados na Conitec.

A postura do ministério foi classificada como “negacionista” pelo Conass, que manifestou “consternação” com a decisão.

“Mais uma ‘inovação’ negacionista da gestão federal. Diante do expressivo aumento de casos de Covid-19 em decorrência da variante Ômicron, é inaceitável que o Brasil ainda não tenha tais diretrizes em vigor”, informou o conselho dos secretários de saúde.

Publicadas no Diário Oficial, as decisões de Angotti foram pela não aprovação de três dos quatro capítulos da proposta das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19. Também rejeitou o texto sobre o tratamento ambulatorial.

Além de rejeitar o tratamento com medicamentos sem eficácia, como a hidroxicloroquina, estes pareceres abordavam métodos de controle da dor e sedação de pacientes em ventilação mecânica, e tratavam da assistência hemodinâmica e medicamentos vasoativos.

Quase dois anos após o começo da pandemia, o ministério publicou apenas uma diretriz, em junho de 2021, sobre uso de oxigênio, intubação orotraqueal e ventilação mecânica de pacientes, elaborada pelo mesmo grupo de especialistas.

Há ainda alguns manuais da pasta sobre procedimentos médicos da Covid, além de nota publicada em 2020 que orienta o uso da hidroxicloroquina. Mas estes documentos não passaram pela Conitec, órgão que serve justamente para avaliar tratamentos ao SUS.

A diretriz, se aprovada, não teria poder de proibir médicos de utilizarem o “kit Covid”, mas representaria uma derrota às bandeiras negacionistas do governo Jair Bolsonaro (PL). Isso porque seria uma orientação da Saúde contrária ao uso de medicamentos sem eficácia.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Enalapril: para que serve e como tomar

O enalapril, ou maleato de enalapril, é um remédio indicado para o tratamento da pressão alta ou da insuficiência cardíaca, pois age dilatando os vasos sanguíneos, o que ajuda o coração a funcionar melhor e a bombear sangue com mais facilidade para todas as partes do corpo.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma de comprimidos de 5, 10 e 20 mg, com os nomes comerciais Renitec, Vasopril ou Angiopril, por exemplo, ou como genérico sob a designação “maleato de enalapril”. Além disso, esse remédio pode ser encontrado em associação com outra substância, a hidroclorotiazida, um diurético que aumenta a eliminação de urina, potencializando o efeito do enalapril.

O enalapril deve ser usado somente com indicação médica, nas doses e pelo tempo de tratamento orientados pelo médico.

Enalapril: para que serve e como tomar

Para que serve

O enalapril é indicado para o tratamento ou prevenção da insuficiência cardíaca, e para o controle da pressão arterial, pois ajuda a relaxar as veias e artérias, facilitando o bombeamento de sangue pelo coração e reduzindo a pressão arterial. Além disso, é indicado para reduzir a o risco de infarto do miocárdio e as hospitalizações por angina  em pessoas com disfunção ventricular esquerda.

Esse remédio deve sempre ser usado com indicação e orientação médica de acordo com a condição a ser tratada, nas doses e pelo tempo de tratamento estabelecidos pelo médico.

Como tomar

O enalapril deve ser usado por via oral, com um copo de água, durante ou entre as refeições. 

As doses do enalapril  normalmente recomendadas para adultos dependem da condição a ser tratada e incluem:

  • Pressão alta: a dose normalmente recomendada é de 10 a 20 mg de enalapril por dia, em dose única, ou conforme orientação médica
  • Insuficiência cardíaca: a dose inicial recomendada é de 2,5 mg, uma vez por dia. Essa dose pode ser aumentada pelo médico de forma gradual, até atingir a dose ideal. Geralmente, a dose de enalapril para uso prolongado varia entre os 20 e os 40 mg por dia.

O início da ação do enalapril é de cerca de 1 hora após tomar por via oral, com efeito máximo dentro de 2 a 4 horas, mas que se mantém por no mínimo 24 horas.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com o enalapril são tonturas, dor de cabeça, cansaço, fraqueza, diarreia, náusea, cãimbra, tosse ou cansaço. Além disso, o enalapril pode causar vertigem, especialmente ao se levantar rapidamente, devido à queda brusca da pressão arterial.

O enalapril pode causar reações alérgicas graves que necessitam de atendimento médico imediato. Por isso, deve-se interromper o tratamento e procurar o pronto socorro mais próximo ao apresentar sintomas como dificuldade para respirar, tosse, dor no peito, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua, rosto, mãos, pés ou tornozelos, ou urticária. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica grave.

Quem não deve usar

O enalapril não deve ser usado deve ser usado durante a gravidez ou amamentação, ou por pessoas que tenham diabetes e estejam em tratamento com alisquireno. 

Além disso, esse remédio não deve ser usado por pessoas que tenham alergia ao enalapril ou qualquer um dos componentes do comprimido, ou alergia a outros remédios da mesma classe, como captopril, ramipril e lisinopril, por exemplo.

Fonte tuasaude.com

Vacina não causou reação em criança de Lençóis Paulista, diz Governo de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu nesta quinta-feira (20) que a vacina contra a Covid-19 não foi a causa de uma parada cardíaca em uma criança de 10 anos, notificada em Lençóis Paulista, no interior do estado. Ela havia recebido o imunizante da Pfizer, indicado para sua faixa etária.

O evento adverso pós-vacinação foi descartado após análise do Centro de Vigilância Epidemiológica da pasta, realizada por mais de dez especialistas. “Não existe relação causal entre a vacinação e o quadro clínico apresentado, portanto, o evento adverso pós-vacinação está descartado”, diz a conclusão do relatório.

A análise apontou que o episódio foi desencadeado por uma doença congênita rara, até então desconhecida pela família. A criança já teve o quadro revertido e ainda se encontra hospitalizada, mas estável.

Um ponto que chamou a atenção dos especialistas foi o curto intervalo entre a vacinação e o início dos sintomas —menos de 12 horas. O tempo decorrido não sustentaria a hipótese de uma miocardite desencadeada pela vacinação, segundo a investigação.

Em nota, a Secretaria da Saúde diz que reforça a importância da vacinação e “reafirma que todas os imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] são seguros e eficazes“.

A investigação do caso foi conduzida de forma conjunta pela Divisão de Imunização do estado e pelos Grupos de Vigilância Epidemiológica de Botucatu e de Bauru, além do município de Lençóis Paulista.

O diagnóstico revelou uma pré-excitação no eletrocardiograma da criança, o que, segundo a secretaria, é uma característica da síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW).

“Esta é uma condição congênita que leva o coração a ter crises de taquicardia. Algumas destas crises podem ter frequência muito alta, levando até a síncope ou mesmo morte súbita”, explica em nota.

A informação de que uma criança apresentou alterações nos batimentos cardíacos após tomar a vacina contra a Covid-19 levou a Prefeitura de Lençóis Paulista, no interior paulista, a suspender a campanha de imunização de crianças na quarta-feira (19).

A decisão foi tomada pelo prefeito Anderson Prado (DEM) depois de circular um relato de que uma criança com asma teria apresentado alterações nos batimentos cardíacos e, de acordo com os pais, desmaiado cerca de 12 horas após a aplicação da vacina.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura de Lençóis Paulista afirmou que optou por suspender a vacinação infantil por sete dias mesmo antes de ter acesso ao prontuário da criança.

A Anvisa autorizou em 16 de dezembro o uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 anos. O imunizante já era aprovado para as outras faixas etárias.

A campanha de vacinação das crianças foi aberta na última sexta-feira (14), em São Paulo. O primeiro imunizado foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos.

A vacinação de crianças e adolescentes é tema sensível no governo Jair Bolsonaro (PL), pois o mandatário distorce dados e desestimula a imunização dos mais jovens. Ele chegou a ameaçar expor nomes de servidores da Anvisa que aprovaram o uso de vacinas da Pfizer em crianças.

JOELMIR TAVARES (interino), com LÍGIA MESQUITA, BIANKA VIEIRA e MANOELLA SMITH

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Gases fedidos: 4 principais causas e o que fazer

Os gases fedidos podem ser causados pela ingestão excessiva de alimentos fonte de proteínas e fibras, como ovos, brócolis, couve-flor, carne vermelha, alho e queijos, porque favorecem a produção de sulfeto de hidrogênio, uma substância com odor de “ovo podre” que é produzida pelas bactérias do intestino durante a fermentação desses alimentos.

Além disso, os gases com forte odor também podem ser causados por situações como uso de alguns medicamentos, intoxicação alimentar, prisão de ventre, síndrome do intestino irritável, intolerância a lactose e câncer de cólon.

Mastigar bem os alimentos, beber alguns tipos de chás, como hortelã e erva-doce, e diminuir a ingestão de alimentos ricos em enxofre e fibras, são algumas opções que podem ajudar a evitar os gases fedidos. Veja alguns chás para ajudar a diminuir os gases.

Gases fedidos: 4 principais causas e o que fazer

As principais causas dos gases fedidos são:

1. Alimentos ricos em proteína

O consumo excessivo de alimentos ricos em proteína como leite, queijos, iogurtes, carnes vermelhas, peixes e ovos, aumenta a produção de sulfeto de hidrogênio pelas bactérias intestinais, a principal substância responsável por deixar os gases mais fedidos.

O que fazer: é aconselhado comer pequenas porções de proteínas na dieta, sendo sugerida a ingestão de 1g de proteína por cada Kg de peso corporal por dia. Uma pessoa com 85 Kg consumiria 85g de proteína por dia, o que equivale a 150g de peito de frango grelhado e 100g de sardinha assada, por exemplo.

2. Alimentos ricos em fibras

Os alimentos ricos em fibra e que também contêm alto teor de enxofre, como brócolis, couve-flor, aspargos, alho-poró, cebola, rabanete, nabo e couve de Bruxelas são os que produzem mais gases fedidos.

Apesar de não favorecerem diretamente a formação de gases fedidos, os alimentos ricos em fibras, como feijão, soja, lentilha, aveia, aspargo, maçã, amêndoa, levam mais tempo para serem digeridos no intestino, o que pode causar o aumento da fermentação pelas bactérias, facilitando a formação de gases. Conheça outros alimentos ricos em fibra.

O que fazer: é recomendado diminuir o consumo de vegetais ricos em enxofre. Além disso, pode-se também tentar reduzir a ingestão de vegetais e frutas com alto teor de fibras. No entanto, é importante ressaltar que as fibras são fundamentais para a manutenção da saúde e, por isso, a redução do consumo desses alimentos só deve ser feita no período no qual se está com mais gases.

3. Problemas gastrointestinais

Alguns problemas gastrointestinais, como prisão de ventre, diarreia, intoxicação alimentar, síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e câncer de cólon podem causar desequilíbrio na flora intestinal, favorecendo a formação de gases fedidos.

O que fazer: nestes casos, é importante passar por uma consulta com um médico e um nutricionista para que seja feita uma avaliação completa do estado de saúde, sejam recomendados os medicamentos necessários e seja prescrita uma dieta individualizada, para tratar a condição de saúde. Veja um exemplo de dieta para evitar e diminuir os gases.

4. Medicamentos

Alguns medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios e laxantes podem causar alterações na flora intestinal, modificando a composição das bactérias do intestino e provocando o aumento dos gases fedidos.

O que fazer: fortalecer e aumentar as bactérias benéficas do intestino, com o uso de probióticos, como kefir, kombucha e iogurte natural, ajuda a equilibrar a flora intestinal, evitando os gases fedorentos. Conheça outros alimentos probióticos que equilibram a flora intestinal.

Veja com a nutricionista Tatiana Zanin algumas dicas para evitar os gases fedidos:

Fonte tuasaude.com

Cresce a prevalência de doenças crônicas: para variar, pobre sofre mais

Se o Ministério da Saúde falha categoricamente em monitorar uma epidemia aguda como a da Covid-19 que nos mata aos montes a olho nu, imagine só, caro leitor, a quantas anda a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis no país.

Como alerta a OMS, essas condições, a despeito de evoluírem insidiosamente, são responsáveis por nada menos do que 71% dos óbitos globais, podendo chegar a 85% nos países não desenvolvidos.

Sem a vigilância adequada das doenças e seus determinantes –o que envolve coleta de dados e análises técnicas sistemáticas– não se podem implementar políticas públicas preventivas baseadas em evidência.

Chama-se Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas) o nosso principal estudo de abrangência nacional que monitora anualmente a prevalência de condições crônicas e seus fatores de risco.

Como a divulgação dos resultados do Vigitel 2020 atrasou (assim como a conclusão da pesquisa de 2021), pesquisadores do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) debruçaram-se sobre os dados disponíveis e publicaram uma breve nota técnica para balizar políticas públicas. Em dezembro de 2021, finalmente o Ministério da Saúde divulgou o relatório completo.

Com base em ambos os documentos, faço um apanhado dos principais resultados, que, adianto, não são nada animadores.

Em 2020, 16 capitais apresentaram prevalência de obesidade acima de 20%. Há dez anos, nenhuma delas superava a marca.

Manaus, Cuiabá e São Paulo lideram o ranking, com cerca de 25% de obesos. A proporção de pessoas com hipertensão arterial e diabetes do tipo 2 –ambas associadas com o excesso de peso corporal– manteve-se estável na série histórica, com cerca de 25% e 7%, respectivamente.

Em cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, 3 em cada 10 pessoas reportaram ser hipertensos; ao lado de Maceió, a capital fluminense também encabeça o ranking de diabetes, com 11% da população acometida pela doença.

Há um pequeno punhado de fatores de risco que predispõem às doenças crônicas: tabagismo, inatividade física, abuso de álcool e alimentação inadequada. E no quesito hábito de vida, também caminhamos mal.

Na comparação entre 2019 e 2020, portanto dos períodos pré e pós-pandemia, com exceção do tabagismo, praticamente todos os fatores de risco comportamentais se deterioraram, ainda que discretamente.

A inatividade física avançou de 14% para 15% (considerado o critério da OMS de 150 minutos semanais de atividades moderadas a vigorosas, o incremento foi de 45% para 47%). O consumo excessivo de álcool saltou de 19% para 21%. O consumo de ultraprocessados –os alimentos de mentira– também cresceu. Destaque para Porto Alegre, onde cerca de 2 a cada 10 habitantes relataram consumir cinco ou mais grupos desse tipo de alimento diariamente.

Esses dados do Vigitel 2020 reforçam as conclusões de estudos internacionais e nacionais feitos durante a pandemia, como um de nosso grupo da Universidade de São Paulo, que apontara importantes mudanças nos comportamentos alimentares da família brasileira, como o aumento do hábito de “beliscar” alimentos ultraprocessados entre as refeições e a maior demanda por serviços de entrega de fast foods.

A tendência de agravamento da inatividade física identificada pelo inquérito brasileiro também é global, provavelmente como consequência do uso mais frequente de telas para o trabalho, estudo e lazer, bem como das necessárias medidas de restrição de circulação.

O dado mais preocupante do inquérito, como bem destacado pelos pesquisadores do IEPS, refere-se à associação entre determinantes sociais e a prevalência de doenças e fatores de risco. Entre as pessoas menos escolarizadas, as prevalências de hipertensão e diabetes foram mais de duas vezes maiores do que as observadas entre os mais escolarizados. O grupo com menor escolaridade também apresentou piores taxas de obesidade, inatividade física, consumo de frutas e hortaliças e tabagismo.

Como evidenciam os números, a pandemia não tem sido nada fácil, em especial aos não abastados. Se não bastasse ter de passar a conviver com a insegurança alimentar, que atingiu a obscena marca de 55% dos lares brasileiros em 2020, o pobre também trava luta contra a obesidade e todas as suas mazelas associadas.

O cenário que se descortina é característico de uma sindemia –a sobreposição de várias pandemias (Covid-19, obesidade, doenças crônicas, inatividade física etc.) que sobrecarregam sistemas de saúde e golpeiam com mais intensidade pessoas dos andares de baixo.

Enquanto gestores públicos mundo afora se mobilizam para ampliar o guarda-chuva de proteção dos vulneráveis contra a tormenta que se avizinha, por essas bandas, o Congresso Nacional aprovou a proposta de gastos encaminhada pelo Ministério da Saúde mais enxuta em relação ao orçamento total da última década, o que certamente minará a já combalida capacidade de resposta do SUS.

Como se pode antecipar, sofrerá primariamente o pobre, alimentando assim a lista ímpar de iniquidades que somente este país é capaz de produzir.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

4 sinais de que você está em trabalho de parto

As contrações uterinas ritmadas e o rompimento da bolsa das águas são uns dos sinais de que o trabalho de parto começou, enquanto que a dilatação do colo do útero e a perda do tampão mucoso, que é uma substância presente no canal vaginal que ajuda a proteger o bebê contra microrganismos, indicam que o parto pode começar dentro de algumas horas ou dias.

O trabalho de parto pode surgir a partir das 20 semanas de gestação, no caso de bebês prematuros ou a partir de 37 semanas, para os bebês a termo, e a duração do parto pode variar entre 11 a 24 horas, mas este tempo pode diminuir a cada gravidez.

Os sinais do parto geralmente surgem pouco a pouco, com cólicas parecidas com as da menstruação e que vão se tornando mais intensas e dolorosas. Conheça algumas causas da cólica na gravidez.

4 sinais de que você está em trabalho de parto

Sinais de que o trabalho de parto começou

Os 4 principais sinais que indicam que o trabalho de parto está começando são:

1. Contrações ritmadas

Contrações são relativamente frequentes ao longo da gravidez, especialmente no último trimestre, período em que o corpo começa a preparar os músculos para o momento do parto.

No entanto, algumas horas antes do parto essas contrações começam a ser mais frequentes, mais fortes e a surgir em menor espaço de tempo entre elas, tornando-se mais ritmadas. Geralmente é indicado ir para o hospital quando as contrações duram entre 45 e 60 segundos e aparecem entre 3 e 5 minutos.

2. Perda do tampão mucoso

A partir da 37ª semana de gravidez acontece a perda do tampão mucoso, que pode ser identificado quando a mulher vai ao banheiro e, ao limpar-se, observa a presença de uma secreção gelatinosa rosada ou ligeiramente marrom. Veja como identificar o tampão mucoso.

Junto com o tampão mucoso poderá também ter um leve sangramento. No entanto, caso a perda de sangue seja intensa, é importante entrar em contato com o obstetra ou procurar um atendimento de emergência.

3. Rompimento da bolsa das águas

O rompimento da bolsa das águas pode acontecer no início ou no final do trabalho de parto, causando a saída de um líquido semelhante à urina, porém com uma cor mais clara, turva e que pode conter alguns traços esbranquiçados.

Ao contrário da vontade de urinar, no caso do rompimento da bolsa das águas, a mulher não consegue segurar a saída do líquido.

4. Dilatação do colo do útero

Outro indicador de que o bebê está perto de nascer é a dilatação do colo do útero, que é o aumento da abertura do colo do útero à medida que o trabalho de parto se desenvolve, mas que só pode ser observado no hospital pelo obstetra, pelo enfermeiro ou pela parteira através do exame de “toque”.

É preciso uma dilatação de 10 centímetros do colo do útero para permitir a passagem do bebê.

Como é a dor durante o parto

A dor durante o parto é causada pela contração e distensão dos músculos, variando de acordo com a sensibilidade de cada mulher e a fase do parto. Na fase inicial do parto, a dor é similar a uma cólica muito forte, que costuma acontecer somente durante as contrações, surgindo na parte inferior do abdômen e se espalhando para a região lombar e coxas.

Já na última fase do parto, a dor ocorre na região da lombar, abdômen, nádegas e vagina, sendo mais intensa e profunda e acontece porque os ossos da região pélvica estão sendo movidos e os músculos da região do ânus e vagina são estendidos para permitir a passagem do bebê.

No entanto, algumas técnicas e opções naturais, como massagens, terapia com água morna e aromaterapia, são algumas opções que podem ajudar a diminuir as dores durante o parto. Conheça outras formas de aliviar as dores durante o parto.

Estou em trabalho de parto! E agora?

Ao identificar que está em trabalho de parto é importante levar em consideração o tipo de parto que se planejou junto ao obstetra:

1. Cesárea

Quando a mulher deseja fazer uma cesárea deve informar o obstetra sobre os sintomas que está sentindo enquanto se desloca até o hospital.

Na maior parte dos casos de cesárea, a cirurgia é agendada para alguns dias antes da data provável do parto e, por isso, a mulher pode não apresentar sinais de trabalho de parto.

2. Parto normal

​​Se a mulher planejou o parto normal e descobre que entrou em trabalho de parto, é importante manter a calma e acompanhar o tempo de intervalo e duração das contrações. Isto porque o trabalho de parto normal é demorado e não existe necessidade de ir imediatamente para o hospital após os primeiros sinais, especialmente se as contrações não forem ritmadas e frequentes.

No início do trabalho de parto a mulher pode fazer atividades simples e leves em casa, assim como é recomendado beber bastante água e fazer pequenas refeições. Veja o que comer e o que evitar durante o trabalho de parto.

Quando ir para o hospital

É importante ir para o hospital quando as contrações ficarem muito fortes, durando entre 45 e 60 segundos e surgirem entre 3 e 5 minutos. Durante o trabalho de parto a dor deverá ir aumentando aos poucos, mas quanto mais calma e relaxada a mulher estiver, melhor será o processo de parto.

Fonte tuasaude.com

Governo Bolsonaro indicou aos estados que deixaria vacinas de crianças na metade do caminho

O Ministério da Saúde tentou mudar de última hora o padrão no processo de entrega de vacinas contra Covid-19 aos estados e indicou que a pasta deixaria doses pediátricas na metade do caminho. O comando provocou confusão em algumas cidades.

Em nota, a pasta admitiu à Folha que, na confusão, superintendências do ministério foram mobilizadas para o transporte e isso “acarretou um desencontro”.

As vacinas para crianças estão sendo entregues por uma empresa recém-contratada e com pouca experiência na logística de imunizantes. Houve relatos de doses que chegaram com atraso ou em condições inadequadas de armazenamento e transporte.

Gestores do ministério avisaram estados que caberia às secretarias de Saúde prosseguir com a logística das doses até as redes de frios locais. A Folha confirmou a informação com representantes de três estados.

O aviso dado pela pasta contraria a prática adotada até então: a empresa que habitualmente transporta as vacinas tem a atribuição de concluir o deslocamento das doses dos aeroportos aos centros de armazenamento nas capitais, até pela necessidade de tratamento especial dos imunizantes.

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou, em nota, porém, que algumas superintendências da pasta nos estados e secretarias estaduais de Saúde acabaram se mobilizando para fazer o transporte das doses dos aeroportos aos depósitos.

“A pasta ressalta que a orientação para as entregas dos imunizantes é a de praxe: a empresa contratada faz o transporte”, disse o ministério.

Diante do aviso repassado por representante do ministério, logo no começo da distribuição das doses, autoridades locais de saúde, no entanto, fizeram contato imediato com a nova empresa contratada, a IBL (Intermodal Brasil Logística).

O temor dessas autoridades era que as vacinas pudessem se perder em razão da interrupção da cadeia de transporte.

O apelo surtiu efeito em pelo menos dois casos e os imunizantes foram transportados até as redes de frios de centrais de armazenamento.

“As vacinas chegam em Viracopos [aeroporto em Campinas] e são encaminhadas até o centro de distribuição em Guarulhos [aeroporto em São Paulo]. Lá são armazenadas e inicia-se o processo de preparação da carga para que a IBL envie às secretarias, até cada secretaria de Saúde”, afirmou a IBL, em nota.

A empresa que até o momento entrega as demais vacinas contra a Covid-19, a VTCLog, é obrigada pelo Ministério da Saúde a entregar as doses dos imunizantes diretamente nos locais apontados pelas secretarias de Saúde de cada estado.

Reportagem publicada pela Folha no domingo (16) mostrou que a nova empresa contratada pela gestão do ministro Marcelo Queiroga (Saúde), com dispensa de licitação, não teve experiências de transporte de vacinas no serviço público.

A IBL ganhou dois contratos no fim de dezembro, no valor de R$ 62,2 milhões, para armazenar e distribuir a vacina da Pfizer destinada à imunização de crianças e adolescentes. Os contratos foram assinados pelo general Ridauto Lúcio Fernandes, diretor do DLOG (Departamento de Logística em Saúde) da pasta.

Além da dispensa de licitação, condições especiais foram estabelecidas na contratação: o prazo dos contratos poderá ser estendido de um para cinco anos, apesar do caráter de urgência, e a IBL ganhou 60 dias para que fizesse ajustes necessários à execução dos serviços, prazo que a empresa disse não ter sido necessário.

O início da distribuição das doses pediátricas foi marcado por problemas em várias regiões do país durante o fim de semana, quando foi iniciada a imunização de crianças.

Doses foram recebidas nos estados em condições inadequadas de armazenagem. Voos atrasaram, o que retardou o início da imunização. Em alguns aeroportos, não havia equipes da IBL para recepcionar e direcionar as vacinas aos destinos finais.

Um dos problemas de ausência de equipes da empresa no aeroporto, como a Folha mostrou, ocorreu em João Pessoa.

O secretário estadual de Saúde da Paraíba, Geraldo Antônio de Medeiros, relatou que a própria companhia aérea não estava ciente da mudança de diretriz na operação e por isso não queria liberar as doses para os agentes estaduais. Exigia a presença de representantes da empresa.

Apenas depois de vários telefonemas do secretário, que alertou para o risco de as vacinas serem perdidas, a empresa enviou veículos e transportou a carga até a unidade do governo local.

Nesta segunda-feira (17), Medeiros voltou a confirmar que as demais vacinas para a Covid-19 —que seguem sendo distribuídas, por outra empresa— adotam um sistema operacional diferente. A VTCLog, responsável pelo transporte e acondicionamento, entrega diretamente no local indicado pela secretaria.

Em Goiás, as autoridades locais foram avisadas que o transporte dos primeiros lotes da vacina para crianças só seria feito até o aeroporto.

A rede de frios do governo local fica a alguns quilômetros do aeroporto. Um pedido de transporte foi feito à empresa, o que surtiu efeito: a logística foi efetivada até a central de armazenamento.

O transporte das primeiras doses à capital goiana sofreu atrasos sucessivos, com quatro remarcações de horários. O avião acabou pousando em Brasília, e foi necessário transportar as doses por terra, uma distância de 220 quilômetros.

Antes de fazer o transporte de vacinas para crianças, a IBL prestou um único serviço relacionado à pandemia, conforme o Painel de Compras Covid-19 da União: coleta, separação e entrega de 100 mil máscaras para os hospitais universitários federais, dentro de um contrato de R$ 16 mil com a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

Os contratos para as vacinas envolvem 16,6 milhões de frascos, que devem ser armazenados e transportados numa temperatura entre -90ºC e -60ºC.

A empresa relatou uma única experiência de transporte de vacina, com um laboratório privado, entre 2015 e 2018.

Sobre os imunizantes, a IBL afirmou que a carga recebida em Guarulhos é armazenada em ultrafreezers, dispostos em câmaras frias, quando começa a preparação para a distribuição até os estados.

“As vacinas são acomodadas em caixas isotérmicas, certificadas e validadas para até 72 horas com gelo seco”, disse, em nota. “A IBL Logística atende rigorosamente o que está determinado em contrato. As demais prerrogativas são exclusivas do Ministério da saúde”, afirmou.

A empresa disse ainda que é uma das maiores do ramo de logística do país e que foi qualificada por técnicos do ministério no processo de dispensa de licitação. As entregas das vacinas são feitas “em prazo recorde, antes até do limite exigido na maioria das praças”.

O ministério disse que não houve prejuízo a nenhuma vacina pediátrica entregue aos estados e ao Distrito Federal. “A pasta prestou toda assistência aos entes federados no processo de envio das doses, realizado em tempo recorde para que a imunização infantil tivesse início. A empresa IBL compareceu em todas as capitais para o recebimento da carga.”

A pasta afirmou ainda que houve um “processo seletivo” para a escolha da IBL, com “concorrência” entre diversas empresas do mercado.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Guaco: para que serve, como usar e contraindicações

O Guaco, também conhecido por guaco-liso, cipó-caatinga ou erva de cobra, é uma planta medicinal que contém cumarina, flavonoides e taninos, compostos com propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antioxidantes, além de possuir efeito broncodilatador e expectorante, ajudando no tratamento de problemas respiratórios, como bronquite e asma.

Além disso, o guaco também pode ser usado como cataplasma para tratar picadas de cobra ou de outros animais peçonhentos, como escorpiões, lacraias e aranhas, inibindo os seus efeitos tóxicos.

O guaco possui um aroma suave e gosto amargo, e pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, feiras e farmácias de manipulação, e geralmente usado no preparo de chás, tintura xarope e cataplasma.

Guaco: para que serve, como usar e contraindicações

Para que serve

Por suas propriedades antipirética, antioxidantes, expectorantes e anti-inflamatórias o guaco pode ser indicado para ajudar no tratamento de:

  • Bronquite;
  • Gripe;
  • Asma;
  • Tosse;
  • Rouquidão;
  • Garganta inflamada.

O guaco é geralmente usado para ajudar no tratamento de alergias e infecções na pele, picadas de insetos e problemas gastrointestinais. Além disso, o guaco possui propriedades analgésicas, ajudando no tratamento de reumatismos.

No entanto, o guaco é contraindicado para algumas pessoas e pode causar alguns efeitos colaterais e, por isso, só deve ser consumido sob recomendação de um médico especializado no uso de plantas medicinais ou fitoterapeuta.

Como usar

O guaco pode ser usado na forma de xarope, que pode ser encontrado em farmácias e lojas de produtos naturais. Além disso, essa planta pode ser consumida na forma de chás e tinturas. Algumas formas de uso do guaco são:

1. Chá de guaco

Ingredientes:

  • 3g de folhas secas ou 5 gramas de folhas frescas de guaco;
  • 150 ml de água fervente.

Modo de preparo:

Colocar as folhas de guaco na água fervente, cobrir e deixar descansar por 5 a 10 minutos. Coar e beber logo em seguida. Beber até 3 xícaras por dia. Veja outras receitas de chás com guaco guaco para aliviar a tosse.

2. Tintura de guaco

Ingredientes:

  • 100 g de folhas de guaco trituradas;
  • 300 mL de álcool a 70º.

Modo de preparo:

Colocar 100 gramas das folhas de guaco trituradas em um pote de vidro escuro com  300 ml de álcool a 70°. Deixar repousar durante 2 semanas em local fresco e arejado, agitando a mistura 1 vez por dia. Coar a mistura e usar a solução em compressas na região afetada. A tintura de guaco só é indicada para uso externo.

Possíveis efeitos colaterais

O uso prolongado ou em quantidades muito altas de guaco pode causar hemorragias, aumento dos batimentos cardíacos, vômitos e diarreia. O guaco contém cumarina que pode apresentar um agravamento nos quadros de falta de ar e tosse em pessoas com alergia a este componente.

Quem não deve usar

O guaco não é indicado para pessoas com alergia a essa planta, para pessoas com câncer, tuberculose, diabetes e doenças no fígado. Essa planta não deve ser consumida por crianças menores de 1 ano, assim como deve ser evitada por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

Além disso, o guaco possui cumarina, um componente com ação anticoagulante, e por isso, não é recomendado para pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes.

Fonte tuasaude.com

Obra em fábrica do Butantan atrasa produção nacional da Coronavac

A obra da nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan está, enfim, finalizada. A previsão inicial de construção do Centro Multipropósito para Produção de Vacinas (CMPV) era o final de setembro de 2021, mas houve um atraso na finalização, e a obra só foi completada no final de 2021.

Apesar de concluído o prédio, a produção nacional da vacina Coronavac —e de mais outras sete vacinas, dentre elas raiva, HPV e hepatite—, não deve deslanchar tão cedo. O novo centro, construído em um prédio de três andares e com 7.885 metros quadros, aguarda ainda a chegada dos equipamentos para produzir os imunizantes.

Para a obra civil, o Instituto Butantan recebeu financiamento de 35 empresas que fizeram doações por meio do Comunitas, organização civil que ficou responsável por capitanear recursos privados para a construção em parceria com o governo estadual, em um total de R$ 189 milhões.

De acordo com o instituto, no momento e nos próximos meses será feita a instalação de equipamentos e maquinários que são, em sua maioria, importados, o que reflete também no atraso.

A etapa seguinte é de automação e depois certificação pelos órgãos competentes.

A estrutura física do local já existia —fica no espaço onde deveria ser uma fábrica de hemoderivados do instituto, que nunca foi adiante. Ela teve que ser remodelada e adaptada para a produção de vacinas.

Para isso, é preciso a construção de laboratórios de biossegurança de nível 3, onde se manipula material biológico infectante, no caso vírus e bactérias.

Além das especificidades necessárias nesse caso, a produção em escala de imunizantes passa por um rígido controle de qualidade. No país, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faz visitas à fábrica e dá o aval para a produção, o chamado certificado de Boas Práticas de Fabricação (BPF). Isso garante que diferentes lotes da vacina tenham o mesmo perfil de qualidade e segurança.

Como essa etapa depende do início da produção de lotes piloto, é normal ter atrasos. Para especialistas na produção de vacinas, irreal é prometer prazos precisos em casos assim.

Pessoas que conhecem bem o processo de fabricação de vacinas no instituto falaram com a Folha, sob condição de anonimato, para explicar alguns dos erros que podem acontecer na construção de uma fábrica. Um dos exemplos é o chamado escape laboratorial de vírus. Outro seria a contaminação cruzada por outros patógenos e microrganismos na produção da vacina.

Além disso, é preciso ter o vírus original para cultivar em biorreatores, no caso da Coronavac, ou em outro tipo de material —algumas vacinas para Covid são cultivadas, por exemplo, em células chamadas Vero, que são uma linha celular obtida a partir do rim de macaco verde na década de 1960.

No momento, o instituto possui 15 milhões de doses do imunizante parados, produzidos com IFA chinês e envasados na fábrica paulista. As doses, que foram recusadas pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação contra a Covid-19, seguem sem destino certo.

Uma possível via de utilização dessas vacinas, de acordo com o diretor do instituto, Dimas Covas, seria para a imunização das crianças, caso haja a aprovação da Anvisa para a Coronavac entre aqueles de 3 a 17 anos. Até o momento, o imunizante recebeu autorização de uso emergencial em pessoas acima de 18 anos.

Caso haja a autorização, a produção nacional de doses do imunizante é a grande aposta do instituto em 2022. Um ano após o início da vacinação contra Covid no país, quando a vacina de vírus inativado foi a grande protagonista nos primeiros meses de campanha, o uso do imunizante no país despencou para menos de 10%, conforme mostrou reportagem da Folha.

A aplicação da Coronavac para o público infantil pode ampliar a projeção nacional do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pré-candidato à Presidência.

O uso da Coronavac na campanha de vacinação teve altos e baixos, com várias disputas com o governo federal, que primeiro rejeitou a vacina, depois firmou um acordo que foi desautorizado por Bolsonaro, em um episódio que ficou conhecido como guerra das vacinas.

O Ministério da Saúde só anunciou a inclusão do imunizante chinês no plano nacional em 15 de dezembro de 2020, cerca de seis meses após ter anunciado o acordo com a Oxford/AstraZeneca e a Fiocruz.

A pasta da saúde firmou um acordo para compra de 100 milhões de doses da Coronavac. Até o final de novembro, 82,4 milhões de doses tinham sido aplicadas no Brasil na população acima de 18 anos.

Nesta semana, a Anvisa deve decidir se libera o uso da Coronavac em crianças.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Triglicerídeos: o que são, para que servem e possíveis riscos

Os triglicerídeos são o tipo mais comum de gordura no sangue, e a principal fonte de energia para o corpo, sendo essenciais para o bom funcionamento do organismo. Esse tipo de gordura é produzida pelo fígado, mas também pode ser adquirida através de alimentos como manteiga, pães, bolos ou queijos, sendo armazenados na forma de gordura dentro das células. 

Os triglicerídeos são liberados para a corrente sanguínea em situações de jejum prolongado ou alimentação inadequada, por exemplo, para manter o fornecimento de energia para o corpo. No entanto, apesar de serem essenciais para o organismo, quando em excesso, podem se depositar dentro dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto ou AVC.

Para evitar os riscos relacionados com triglicerídeos altos, é importante praticar atividade física de forma regular e ter uma alimentação pobre em gorduras e açúcares. Saiba como fazer uma dieta para baixar os triglicerídeos

Triglicerídeos: o que são, para que servem e possíveis riscos

Para que servem

Os triglicerídeos são a principal fonte de energia do corpo, armazenados na forma de gordura dentro das células e liberados para a corrente sanguínea quando o corpo precisa de energia.

Esse tipo de gordura é produzida em pouca quantidade pelo fígado e transportada para dentro das células pelo colesterol VLDL. No entanto, a principal fonte de triglicerídeos são os alimentos ricos em gorduras ou açúcares, como manteiga, óleos, pães, bolos, leites e queijos.

Assim, ao ingerir esses alimentos, os triglicerídeos são absorvidos pelo intestino, transportados na corrente sanguínea e usados imediatamente, para gerar energia para o corpo, ou armazenados na forma de gordura dentro das células, para serem liberados em situações de jejum prolongado ou alimentação inadequada.

Tabela de valores de referência dos triglicerídeos

Para avaliar a quantidade de triglicerídeos circulantes no corpo, o médico deve solicitar um exame de sangue, sendo que normalmente também são solicitados os níveis de colesterol total e fracionado.

Os valores de referência para triglicerídeos são:

Categoria

Valor de referência para adultos maiores de 20 anos

Desejável

Menor que 150 mg/dL

No limite

Entre 150 – 199 mg/dL

Alto

Entre 200 – 499 mg/dL

Muito alto

Acima ou igual a 500 mg/dL

O aumento ou diminuição dos níveis de triglicerídeos pode ser notado através do acúmulo de gordura na barriga ou em outras regiões do corpo, formação de pequenas bolsas nas pálpebras, desnutrição ou problemas hormonais.

Riscos dos triglicerídeos altos

Os triglicerídeos quando estão em níveis altos na corrente sanguínea, podem se depositar na parede dos vasos sanguíneos, levando ao seu enrijecimento ou bloqueando a passagem do sangue. Além disso, também podem causar uma inflamação no pâncreas.

Os principais riscos associados ao aumento de triglicerídeos no sangue são:

  • Aterosclerose;
  • Infarto do miocárdio;
  • AVC;
  • Doenças cardíacas;
  • Doenças o fígado;
  • Pancreatite;
  • Diabetes descompensada;
  • Hipotireoidismo.

É possível suspeitar que os triglicérides estão altos quando se está acima do peso ideal e através de alguns sintomas como acúmulo de gordura na barriga ou em outras regiões do corpo, formação de pequenas bolsas de cor pálida nas pálpebras, por exemplo. Veja outros sintomas de triglicerídeos alto.  

O aumento dos triglicerídeos no sangue acontece em função do consumo excessivo de gorduras ou de carboidratos na alimentação, assim como devido à falta de atividade física. 

Por isso, é importante fazer um acompanhamento médico para que sejam adotadas estratégias para reduzir os níveis de triglicerídeos e evitar o surgimento de doenças, o que normalmente é feito através de uma dieta balanceada, com baixa quantidade de gorduras e açúcares, e a prática de exercício físico regular. Confira outras formas de baixar os triglicerídeos altos

Além disso, caso seja necessário, o médico pode receitar o uso de remédios para diminuir os níveis dos triglicerídeos, como atorvastatina cálcica ou rosuvastatina, por exemplo. Porém, estes remédios devem ser usados apenas quando as outras estratégias não foram suficientes, já que possuem vários efeitos colaterais.

Assista o vídeo com a nutricionista Tatiana Zanin com dicas para baixar os triglicerídeos:

O que pode significar triglicerídeos baixos

Os triglicerídeos baixos normalmente são indicativos de problemas hormonais e acontecem, na maioria das vezes, em casos de desnutrição, síndrome da má absorção, hipertireoidismo ou doença pulmonar obstrutiva crônica. 

Possuir níveis de triglicerídeos muito baixos não é recomendado, pois significa que existe baixa quantidade de energia armazenada no corpo e disponível para permitir o funcionamento normal do organismo. 

É necessário ter acompanhamento médico com o objetivo de aumentar a concentração de triglicérides sanguíneo de forma saudável, o que normalmente é feito através de uma alimentação balanceada. Saiba como aumentar os triglicerídeos baixos

Fonte tuasaude.com