Conheça os efeitos de remédios tarja preta

remédios tarja preta

Os remédios apresentam a tarja preta quando oferecem um maior risco a saúde do consumidor. Possuem em sua embalagem a frase “Venda sob prescrição médica, o abuso deste medicamento pode causar dependência” que remete justamente a necessidade da receita médica de cor azul, que permanece na farmácia. Além disso, os remédios que apresentam a tarja preta podem levar ao vício citado e a danos como o escurecimento dos dentes, fazendo necessário procedimentos como o clareamento dental.

Esse tipo de remédio também é controlado pelo Ministério da Saúde, já que apresentam diversos efeitos colaterais e contraindicações em comparação aos de tarja vermelha ou sem tarja. Possuem uma ação sedativa ou instigante sobre o sistema nervoso central, fazendo com que a pessoa seja suscetível a uma série de perigos e precise seguir rigorosamente a recomendação do médico. Veja quais são esses riscos à saúde e os demais efeitos desses medicamentos:

Quais são os remédios de tarja preta?

Os medicamentos de tarja preta são qualificados como sendo psicotrópicos, também reconhecidos como remédios psicoativos. Se tratam de um conjunto de substâncias ativas que agem no sistema nervoso central e alternam os processos mentais, as emoções e os comportamentos, levando ao ciclo vicioso.

Geralmente, os medicamentos psicotrópicos são receitados para enfermidades do sistema nervoso como a insônia, o estresse, a ansiedade, depressão, entre outras. Caso utilizados incorretamente, podem influenciar o aumento da frequência cardíaca, alucinações, a dificuldade para manter o foco, o desequilíbrio emocional, alternações em comportamentos relacionados ao apetite e peso, etc.

Diferenças entre tarja preta e tarja vermelha

Os medicamentos de tarja vermelha também necessitam da receita do médico para serem levados para casa, contudo, essa receita não precisa ser especial. Apesar disso, os efeitos colaterais, as contraindicações e a probabilidade de dependência não possuem a gravidade dos de tarja preta.

Já os medicamentos que não possuem tarja de cor alguma não precisam da receita médica para ser efetuada a compra, pois possuem um menor risco de incidência de efeitos colaterais ou de possuir contraindicações.

Consequências do uso ininterrupto de remédios tarja preta

Pelo fato de serem medicamentos capazes de atingir o desempenho do organismo, é imaginável que influenciem efeitos colaterais. Outras consequências desse medicamento, além da dependência citada, são:

Sono frequente

A ingestão de remédios tarja preta pode fazer com que a pessoa sinta mais sono, não apenas no horário de adormecer. Ainda que tenha tido uma noite agradável de descanso, o sono persiste ao longo de todo o dia, fazendo com que a pessoa fique menos produtiva. Esse efeito pode interferir negativamente tanto na vida pessoal quanto na profissional, já que o sono diminui o foco e permite a impercepção de erros.

Ganho de peso

Os medicamentos tarja preta são os motivos que implicam na conservação de líquido no organismo, além de ajudar nas mutações do metabolismo e no aumento do apetite. No momento que esses efeitos atingem o corpo em conjunto, eles danificam completamente o seu equilíbrio.

Desse modo, o desejo de comer agrupado com uma atividade metabólica demorada colabora com que o indivíduo consuma uma menor quantidade de energia e ingira uma maior de alimentos, ganhando peso.

Tratamentos recomendados para suportar a ausência de remédios tarja preta

Após compreender as consequências do uso frequente e sem final delimitado dos remédios de tarja preta, você percebeu suas consideráveis implicações. Veja as principais formas de se livrar de vez da dependência desse medicamento:

Busque por auxílio psicológico

O primeiro da listagem e uma das ações mais importantes é buscar ajuda psicológica, o psicólogo é um forte apoio a quem precisa se livrar de um vício. Nas consultas com esse especialista você vai aprender a raiz de seu problema e a como superá-la, e através de algumas indicações, superar gradualmente a dependência. Cada caso apresenta sua particularidade e são analisados e prosseguidos de maneira singular pelo profissional.

Contate uma clínica de recuperação

Se você perceber que apenas o apoio de um psicólogo não apresentará resultados, contate uma clínica de recuperação. É nessas clínicas que você estará imerso a sua recuperação, juntamente com um grupo de especialistas em auxiliar pessoas dependentes nesse processo.

Conte com seus familiares e amigos

O processo de superação de um vício é um dilema muito complicado e é justamente por isso que necessitamos do apoio e motivação das pessoas que nos cercam diariamente. Conte com o apoio de quem você ama, toda motivação e suporte é acolhida e pode colaborar e muito para um processo tranquilo e com o rápido sucesso do tratamento.

Tenha em mente que esses medicamentos se tratam de substâncias fortes e que auxiliam na ação química do cérebro, implicando em graves complicações. Se o uso for realmente necessário, deve ser feito de forma controlada e sob o acompanhamento médico, sempre seguindo suas prescrições e orientações. No primeiro momento, o uso desses remédios pode trazer resultados, porém, deve se levar em conta seus diversos prejuízos futuros.

Sono e saúde: a importância de dormir bem

Sono e saúde

Como o sono afeta nossa saúde? Depois de um dia exaustivo e durante intervalos de um dia cansativo, o sono é uma de nossas fontes de energia. A necessidade de descansar é algo comum e necessário a todo ser humano, não somos máquinas e necessitamos nos recompor diariamente, assim como na alimentação e assim como precisamos dos procedimentos médicos e odontológicos aparelho ortodôntico, por exemplo, para nos manter. O sono possui diversos fatores de importância e não possui apenas a finalidade de relaxamento.

É muito comum ouvimos que o ideal é dormir 8 horas por dia, e essa informação não é inventada. O sono, além de nos descansar é o que mantém o equilíbrio do nosso sistema imunológico, do neurológico, endócrino e de várias outras funções. Veja os demais motivos que fazem o sono ser tão importante para nossa saúde:

Dormir muito é benéfico?

De acordo com dados do Instituto do sono, a insônia atinge por volta de 40% dos brasileiros. A insônia é um dos mais comuns distúrbios do sono, porém se trata apenas de um sintoma e não de uma doença; mostrando que há um desequilíbrio no organismo. Fatores externos como os biológicos, sociais, psicológicos, cognitivos, comportamentais e genéricos, também podem estimular a insônia.

O tempo de sono ideal é de sete a nove horas por dia, um tempo menor ou maior do que o estipulado pode desencadear danos, tanto para a saúde física quanto à mental. Em situações onde há demasia de sono, pode se remeter a doenças do sistema nervoso, como a narcolepsia e hipersonia diurna. Demais patologias clínicas como hipotireoidismo, doenças autoimunes, insuficiência dos rins ou fígado e a depressão, podem ter como introdução o excesso de horas de sono.

Como obter a qualidade do sono?

A qualidade do sono exige alguns cuidados como: manter uma dieta balanceada; com alimentos leves antes de se deitar, evitar contato ou aproximação com fontes luminosas e de ruídos sonoros; antes e durante o sono, ingerir fontes energéticas apenas de 4 a 6 horas antes de dormir, manter uma rotina de horários e vestir roupas confortáveis.

Há demais restrições para se garantir um sono de qualidade; um hábito de atividade física até com o avanço da idade pode impedir com que haja despertares várias vezes durante a noite, dormir 30 minutos durante à tarde pode influenciar na melhora do humor e do condicionamento, além de que tomar um banho morno prestes a se deitar pode relaxar o corpo e ajudar no processo.

O que um sono regulado pode evitar?

Obesidade

É justamente durante o sono que o organismo produz o hormônio chamado leptina, que possui a finalidade de transmitir a sensação de saciedade. Portadores de apneia do sono e insônia tendem a se sentir mais fome por meio de sua falta, fazendo com que sintam vontade de comer, mas sem estarem realmente com fome. Também é durante o sono que nosso corpo queima calorias e dormir menos de oito horas por dia pode reduzir 55% dessa função.

Diabetes

Noites mal dormidas podem fazer com que o corpo fique mais resistente à insulina. Segundo uma pesquisa realizada em Northwestern University, dos Estados Unidos, em 82% dos pacientes diabéticos que não conseguiam dormir direito e tiveram o seu sono supervisionado, se foi possível ser identificado a resistência à insulina.

Hipertensão

O sono desregulado leva ao estresse e faz com que a pressão sanguínea cresça, ocasionando a hipertensão a médio prazo. Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram que a hipertensão causada pela insônia atinge até mesmo os pacientes sem inclinação à doença.

Memória

Quem apresenta um sono regulado acumula melhor as informações que são lhe dadas no cotidiano. De acordo com pesquisadores da Universidade de Lubeck, na Alemanha, a produção de proteínas de conexões neurais também acontece nas horas de sono, sendo elas essenciais para o conhecimento e recordação.

Depressão

Indivíduos que apresentam um sono de menos de seis horas tendem a desenvolver a depressão. Essa afirmação faz parte do estudo realizado pela Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, localizada nos Estados Unidos, que detectou que pessoas que dormem de seis a nove horas possuem mais entusiasmo e são mais saudáveis.

Doenças cardiovasculares

Segundo pesquisadores da Warwick Medical School, dos Estados Unidos, a falta do sono em longo prazo ou despertar muitas vezes durante o sono, pode estar ligado a acidentes vasculares cerebrais, doenças cardiovasculares e ataques cardíacos. Esses pesquisadores investigaram por 25 anos cerca de 470 mil pessoas em oito países, como Estados Unidos, Reino Unido, Suécia e Japão.

Os resultados indicaram que dormir pouco leva ao descontrole na produção dos hormônios, que pode encaminhar para o colesterol alto, derrames cerebrais e doenças cardiovasculares. Dormir por volta de sete horas por dia diminui a chance de desenvolver doenças crônicas e faz com que você se proteja de danos futuros.

Para adquirir os benefícios que uma boa noite de sono pode oferecer e garantir uma melhor qualidade de vida, consulte um médico especialista. Não lute sozinho contra o cansaço e recupere a sua saúde e motivação de cada dia.

O estresse e suas consequências a saúde

estresse e suas consequências a saúde

O estresse e suas consequências a saúde | Muito se fala do estresse, mas poucos realmente sabem os seus efeitos e sintomas. Esse termo geralmente é utilizado para enfatizar um dia de agenda cheia, mas esse não necessariamente é um sinal de estresse. O dia-a-dia urbano, adaptações e mudanças repentinas, relacionamento com o trabalho, pressão, altas metas, problemas cotidianos e pessoais são uma das principais causas do estresse.

O estresse pode causar uma série de problemas tanto físicos como mentais, um exemplo é que a falta de interesse pode permitir a falta de cuidado com o corpo, e influenciar problemas por todo o físico e nos dentes, podendo surgir a necessidade de recorrer a um implante dentário. Sentir estresse por um longo período de tempo é extremamente prejudicial à saúde, saiba mais sobre esse dano mental e a sua influência em nossa qualidade de vida:

O que é o estresse?

Nos dias de hoje, o estresse é um termo comumente utilizado. Não é algo surpreendente já que 90% da população mundial sofre constantemente com esse problema, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Através desse índice preocupante, a própria OMS evidenciou que o estresse pode ser considerado uma epidemia em nível global. O Brasil colabora muito com esse resultado. De acordo com um levantamento da International Stress Management Association (Associação Internacional do Controle do Estresse), a ISMA, já somos a vice liderança do ranking desse distúrbio no mundo.

O termo “estresse” teve origem da palavra inglesa “stress” e significa “tensão”, “pressão” ou “insistência”. A insistência durante situações estressantes fica muito clara principalmente no ambiente de trabalho. Pessoas da faixa etária economicamente ativa trabalham uma média de 8 horas por dia e geralmente, essa experiência é cansativa, tensa, causa incômodo e principalmente estresse.

A influência do estresse na saúde

A vulnerabilidade a situações estressantes desencadeia uma série de mudanças fisiológicas. O hipotálamo atua no organismo comunicando com a hipófise, que ativa a glândula suprarrenal, fazendo com que a produção dos hormônios de adrenalina e cortisol aumente. Assim se tem início as chamadas “reações de alarme”, são as primeiras fases do estresse e são identificadas por sintomas como:

  • Maior frequência cardíaca e respiratória;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Ansiedade e sensação de amargura;
  • Crescimento da quantidade de glicose no sangue;
  • Mudanças dos coeficientes hormonais da tireoide.

É a partir desses efeitos que doenças crônicas podem ser desenvolvidas como o diabetes e hipertensão. O estresse crônico pode trazer danos ao corpo e a mente, e podendo ir muito além do cansaço, da insônia e mudanças de humor. A segunda fase do estresse, chamada “fase da resistência”, possui além desses sintomas, demais como problemas digestivos e diminuição do desejo sexual. Esse estresse crônico também agrava problemas comuns como dor de cabeça, vícios e hábitos ruins que a pessoa já tinha tendência.

Nessa fase, doenças como gastrites, úlceras, síndrome do pânico, e distúrbios como a bipolaridade, também podem se desenvolver. Há um alto nível de irritabilidade e fadiga perceptível. Doenças psiquiátricas conjuntas como a bipolaridade, depressão e síndrome do pânico, podem impactar severamente no desempenho e na ação comportamental.

A síndrome de Burnout

Segundo a Associação Internacional do Controle do Estresse, a cada três trabalhadores no mundo, pelo menos três possuem a síndrome de Burnout. Essa síndrome se trata da fase mais avançada e grave do estresse, é a terceira e última, conhecida também como exaustão. Há o esgotamento físico e mental total em que o indivíduo sente um forte mal-estar e se percebe sensações como:

  • Dores de cabeça intensas;
  • Distúrbios graves de sono;
  • Dores musculares por todo o corpo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Depressão acentuada;
  • Ausência de autoestima;
  • Incapacidade;
  • Taquicardia;
  • Memória comprometida;
  • Déficit de atenção e retardo do raciocínio;
  • Perda de criatividade e pouca produtividade;
  • Percepção prejudicada;
  • Declínio do sistema imunológico;
  • Debilidade e cansaço constante.

Como controlar o estresse e garantir a saúde?

Comprovado cientificamente, fatores como o positivismo, relacionamentos bem resolvidos, pessoas contentes e entusiasmadas possuem uma menor probabilidade de adquirirem doenças cardíacas. Com isso, vale a pena investir um tempo do dia para desenvolver atividades de seu agrado, controlar e procurar a melhor forma de amenizar o nível de estresse.

Ações como identificar a fonte do estresse e procurar saná-la, construir e moldar relacionamentos, controlar as reações e efeitos da raiva, além de relaxar e manter um sono regulado é capaz de melhorar a qualidade de vida e o seu bem-estar através da redução de momentos e surtos ligados ao estresse.

Caso mesmo com atitudes que busquem reduzir os efeitos do estresse, os sintomas persistirem, procure urgentemente um psicólogo para que seu caso seja estudado e para que as causas sejam encontradas, juntamente com as melhores soluções.

Dermatologista sinais de que preciso de um

Dermatologista

Dermatologista: atualmente milhares de pessoas demonstram preocupação com sua pele. Ainda que centenas de estudos e pesquisas espalhados pelo mundo procurem auxiliar com medicações e tratamentos para a pele, nada substitui a avaliação de um profissional com formação na área. Nesse caso, alguns sinais podem apontar consequências do cuidado ou não com a pele.

Saiba tudo sobre a importância de um dermatologista.

Muito se descarta ou secundariza os cuidados com a pele. A falta de cuidado podem proporcionar em acnes ou até mesmo em manchas. Nesse caso, você deve valorizar a importância de um dermatologista e atender suas orientações. Nossa pele também é uma aprensentação de quem somos. A primeira impressão. O cuidado com a pele pode te custar alguns minutos do seu dia e por um valor que cabe no seu bolso.

Quais são as doenças dermatológica mais comum?

No Brasil, segundo o censo de doença a acne é a doença que mais leva pacientes até os consultórios. O Censo de Doenças de pele no Brasil da Sociedade de Dermatologia também evidenciou uma série de outras doenças que apareceu constantemente nos relatórios apresentados. Cada qual com suas diferenças e especificidades. Nesse caso, você pode descobrir o tratamento ideal com um dermatologista

Acnes, micoses superficiais, transtornos de pigmentação, manchas pré-cancerígenas e dermatites de contatos são umas das doenças mais comuns. O cuidado com a pele está associado por diversas questões.  Alimentação saudável, produção de hormônios, um sono de qualidade e profundo e produtos que podem auxiliar. O melhor é procurar um profissional com formação em dermatologia para atender aos seus interesses. Pratique o cuidado com a pele!

Quando procurar um dermatologista?

Essa é uma dúvida muito frequente para milhares de pessoas. Quem nunca teve uma espinha ou mancha? Qual é o momento ideal para procurar um dermatologista? Pois é! Só quem pode definir quando procurar é você mesmo. Um dermatologista vai te auxiliar sobre o que fazer. Cada doença exige um tratamento diferente. Existem possibilidades de prevenção também.

Existem algumas situações na qual você precisa dar atenção. Quando uma mancha começa arder, ou surge uma vermelhidão ou até mesmo coceira. Alguns sintomas podem aparecer e você precisa procurar um profissional. É possível ter acesso pelo SUS ou até mesmo em algum consultório privado. Não perca mais tempo. Agora que você já sabe quando procurar só falta achar um.

Como conseguir um dermatologista?

Essa é uma dificuldade enfrentado pela maioria dos municípios brasileiros. Dependendo do lugar que você esteja essa também pode ser sua realidade. Sim! Não existe dermatologista na maioria dos municípios brasileiros. Essa realidade atua objetivamente para secundarização do cuidado com a pele. Essa não pode ser mais sua realidade. Cuidar da pele é garantir higiene e prevenir doenças.

Tudo depende do lugar na qual você está inserido. Nas maiores cidades existem uma maior oferta de dermatologistas. Você pode procurar por alguma indicação ou até mesmo realizar uma simples pesquisa. O cuidado da pele é fundamental para a saúde. Você descobrir o que é melhor para sua pele com um dermatologista. Você precisa de um dermatologista? Saiba onde encontra um dermatologista para garantir uma pele macia, brilhosa e saudável.

Consiga o melhor profissional para cuidar da sua pele

O melhor dermatologista sem dúvidas é aquele que consegue atender e resolver seus problemas. Nesse caso, existem diversos dermatologistas com excelente formação espalhado em todo território nacional. Procure indicações, faça uma pesquisa, confira as avaliações e consiga um dermatolo para garantir o cuidado da sua pele. Os planos de saúde podem ajudar.

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Médico da família e comunidade: a especialidade da atenção primária

Médico da família

Como é ser médico da família? Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade pouco conhecida, mas rica em humanização. O atendimento é feito a todas as pessoas da família através de uma abordagem biopsicossocial. A atuação médica transcende o atendimento do indivíduo e sua família pois deve alcançar a gestão da equipe. Saiba mais sobre a especialidade na editoria da Atenção Primária à Saúde. Nádia Santos Miranda Duarte

Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade pouco conhecida apesar de existir há cerca de trinta anos, e contar com pelo menos 20 anos de implementação da Estratégia de Saúde da Família pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Conceitualmente, o médico de família atua juntamente a uma equipe composta por enfermeira, auxiliar/técnico de enfermagem, agentes comunitários de saúde e, em algumas equipes, cirurgião-dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal. A equipe atende a população adscrita em uma área delimitada, sendo um total de 3000 a 4000 pessoas por equipe, e todas as pessoas daquelas famílias, independente da idade, são atendidas pelo mesmo médico.

A maioria dos médicos de família atua diretamente no SUS, contudo, nos últimos 10 anos, muitos deles também estão em busca de outras formas de atuação, como atendimento em convênios, “homecares”, cargos de gestão como secretário de saúde, preceptoria em residência médica, docência e, mais recentemente, coordenação ou tutoria do programa Mais Médicos e Provab (Programa de valorização da atenção básica).

Médico da família
Médico da família

A essência da especialidade é a abordagem biopsicossocial realizada através do atendimento individual, em grupo e das informações obtidas pelos demais membros da equipe. A consulta médica é centrada na pessoa: não é abordado só o que ela tem, mas o que ela sente. Analisamos não só a hipótese diagnóstica, como também o contexto social e emocional, pois acreditamos que relações interpessoais, familiares ou profissionais estão diretamente relacionados a diversas patologias.

Além da abordagem biopsicossocial, esta especialidade atribui uma função de coordenação. É importante que coordene o cuidado do paciente e da comunidade, bem como a gestão da equipe de saúde. O paciente pode necessitar de seguimento em outras especialidades do setor secundário ou terciário, mas também o fará conosco, pois nós realizamos todo o cuidado continuado. O médico de família deve desenvolver a habilidade de gestão da equipe. Dividir tarefas, delegar funções e estimular motivação nos colegas de trabalho são desafios e, também, a chave para ter melhores resultados no trabalho em equipe.

Ser médico de família e comunidade nos proporciona a alegria de ajudar o paciente, muitas vezes já avaliado por diversas especialidades, mas não abordado de forma integral e longitudinal.

– Para citar esse artigo:
Duarte NSM. Como é ser médico de família? RESC 2014 Dez;1(7):e55.