Como manter a saúde física e mental em dia?

saúde física e mental

Como manter a saúde física e mental em dia? | Muito se fala do corpo escultural, da prática regular de esportes, das visitas frequentes aos consultórios médicos, do valor da estética e procedimentos como harmonização facial, e muito pouco sobre algo que também afeta nossa vida e é tão importante quanto: a saúde mental. A saúde mental é tão importante quanto a saúde física, já que além de se tratar da saúde de nosso cérebro, é justamente o órgão que controla todos os outros e é capaz de controlar todo o nosso corpo e seu rendimento. Veja mais sobre:

O impacto da saúde mental

A saúde mental pode influenciar diretamente em nosso humor, emocional, rendimento, em nossos sentimentos, na nossa motivação e percepção, atingindo todas as áreas de nossa vida. Sendo assim, manter um cuidado e uma atenção voltada ao nosso psicológico é muito importante para nosso sucesso em atividades presentes e futuras. Um psicólogo e psicoterapeuta pode ajudar e muito na recuperação de nossa confiança, autoestima e assim, em nossos resultados.

Como qualquer mudança em nossa vida requer um certo período de tempo para se acomodar, uma mudança relativa quanto a qualidade de nossa saúde mental também é assim. É gradualmente, mudando certos hábitos do dia-a-dia, que transformamos nossos pensamentos e nossa forma de olhar o mundo e a nós mesmos.

Assim, como a saúde física depende da mental, a saúde mental também está interligada com a saúde física. Escolhas como permanecer positivo, ativo e saudável afetam uniformemente o seu bem-estar e boa forma, sua qualidade de vida depende de ambas as vertentes.

Comece aos poucos e, com atitudes vigorosas e responsáveis consigo mesmo, tenha um retorno positivo como: o total controle de si próprio e satisfação com suas ações e escolhas, ganho de energia e do sentimento de estar em seu melhor estado, positivismo e maior prazer em suas atividades, ser referência para os outros e para você, além da melhora da saúde física.

Saúde física e a boa alimentação

O bom rendimento físico e uma alimentação saudável e regrada são a chave do bom posicionamento físico. É através de uma boa alimentação, colorida e cheia de nutrientes, que se adquire um melhor condicionamento e rendimento na pratica de exercícios.

Para começar uma dieta saudável, como por exemplo a dieta do ovo, é preciso listar o seu cardápio cotidiano e compreender os seus hábitos alimentares. Ter o total entendimento sobre o que costuma comer, ajuda a organizar a sua nova dieta e perceber no que está pecando. Evitar alimentos processados e grandes porções de comida são um dos pilares da dieta ideal. Consuma majoritariamente alimentos naturais e comer na medida certa, buscando ficar satisfeito. Caso se encontre confuso, consulte um nutricionista para guia-lo em seu processo de adaptação.

Hábitos alimentares não saudáveis influenciam diretamente no ganho de peso e, em alguns casos, faz as pessoas se dirigirem a tendências de dietas que prometem uma perda de peso em pouco tempo. Essas dietas regram a sua alimentação e na maioria das vezes, não são adequadas para você.

Acompanhando a boa alimentação, a prática de atividade física colabora para uma vida mais saudável e longa. Seja atividades domésticas, uma caminhada, um exercício ou a prática de algum esporte, qualquer iniciativa de movimento conta para a prevenção de problemas graves e doenças.

Dietas alimentares e reeducação alimentar

O mercado das dietas é bastante concorrido, profissionais vendem técnicas “milagrosas” e nunca há aquela considerada correta. O segredo não é tão secreto assim, cada organismo reage de uma forma o que é ingerido, trazendo assim diferentes resultados, seja bom ou ruim. Então, você pode até testar uma dieta que te chame a atenção, mas observe a resposta de seu organismo a ela e a adapte de acordo. Não se restrinja dos alimentos saudáveis que você gosta, monte sua dieta de acordo com seus gostos e necessidades.

No início, pode ser uma boa ideia trocar a quantidade de alimentos industrializados por naturais, sentindo assim o primeiro impacto. À medida que o tempo passar e você se sentir confortável, vá diminuindo as proporções dos alimentos prejudiciais e repondo com aqueles com maior carga de nutrientes.

Para uma melhor alimentação há dicas como: procurar comer sempre comidas caseiras, não pule as principais refeições, não exagere e tenha controle, coma alimentos variados e reeduque também as pessoas em sua volta; assim você terá apoio e uma maior motivação para persistir.

Positivismo e saúde

Ter pensamentos e atitudes positivas podem auxiliar em uma melhor qualidade de vida. Além disso, o positivismo pode tornar mais fáceis decisões como aquelas que mantém uma alimentação mais saudável e uma rotina mais ativa. Tratar de problemas psicológicos ajuda bastante a deixar a vida mais leve, assim como hábitos como: Fazer o que gosta, se divertir, relaxar, manter-se ativo, ler, estudar, e acima de tudo, procurar se conhecer e reconhecer o seu valor.

Além de se reerguer positivamente, trazer consigo parentes e amigos facilita o processo, quanto mais pessoas alegres e contagiantes na sua vida, mais rápida é a superação de problemas e perdas.

O estresse cotidiano pode ser o seu maior inimigo ao longo do processo, mas a melhor solução é sempre reagir e se autocontrolar, praticando medidas relaxantes como guiar a respiração, meditação e práticas de yoga.

Deste modo, procure sempre olhar para você e não deixar com que os problemas do dia-a-dia, seja no trabalho ou dentro de casa, atinjam a sua saúde mental e física. Tenha sempre em mente que você é sua prioridade e pratique atos que te faça feliz. Em casos de doenças psicológicas procure um especialista, iniciar um tratamento também é um ato de cuidado.

A gestão da saúde

Gestão da saúde

A avaliação em saúde envolve diferentes profissionais e serviços, configura-se em ampla possibilidade de revisão de aspectos relacionados à estrutura, desempenho do sistema e situação de saúde da população. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) a introdução de mecanismos de avaliação que subsidiem decisões acerca das políticas de saúde tem ganhando destaque, principalmente, pela potencialidade inerente aos resultados de avaliações em proporcionar mudanças de práticas. A avaliação da APS deve ser percebida como uma estratégia para o planejamento em saúde e alcance da qualidade das ações e serviços prestados nos mais diversificados cenários. Saiba mais na terceira resenha produzida no âmbito da disciplina “Tópicos em Métodos e Abordagens de Avaliação em Saúde”, do Programa de Pós-Graduação Saúde na Comunidade (FMRP-USP).

Maraiza Alves Freitas, Amanda Goshima Kronka, Bruna Ré Carvalho, Haline Fernanda Canelada, Lucila Hirooka, Ione carvalho Pinto, Aldaísa Cassanho Forster, Janise Braga Barros Ferreira

As transformações sociais e a definição de um novo modelo assistencial na Atenção Primária à Saúde – APS, a partir da implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1994, tem determinado mudanças de prática, reestruturação de serviços e da rede de saúde. Na perspectiva da melhoria da qualidade dos serviços de APS o processo de avaliação apoia a tomada de decisão e contempla desde um conjunto de ações de caráter subjetivo até as pesquisas avaliativas que utilizam de métodos e técnicas que permitem maior objetividade.

A avaliação dos serviços de APS em seus diversos aspectos tem se expandido desde 1998 com iniciativas do Ministério da Saúde (MS) sob o pressuposto de fortalecimento da APS como ordenadora da rede do sistema de saúde. As avaliações iniciais da APS focaram o monitoramento da estrutura, processo e resultado por meio de dados obtidos nos sistemas de informação em saúde e de avaliações normativas [1].

Para Sala & Mendes [2] a grande maioria dos estudos de avaliação da APS aborda o seu desempenho, sob diferentes perspectivas conceituais e operacionais, considerando as ações em saúde e relacionando o desempenho ao contexto demográfico e sociopolítico dos municípios. Os municípios com distintos contextos populacionais e de desenvolvimento social determinam diferentes evoluções para a APS no que se refere ao seu desempenho e nos perfis de saúde da população. A avaliação da APS, realizada a partir de uma série histórica de indicadores de saúde, do período de 2000 a 2009, no estado de São Paulo, mostrou que há não apenas a expansão da oferta de APS, mas também um aumento na qualidade das ações, aspecto este que evidencia a preocupação da qualificação da APS a medida que esta se expande.

No estado de São Paulo foi implantado, no ano de 2010, um sistema de auto-avaliação para a APS, denominado Quali-AB. Segundo Castanheira et al [3] a abordagem avaliativa do Quali-AB está direcionada ao cotidiano dos gerentes e profissionais que estão diretamente envolvidos no processo do cuidado, incorporando como objeto a organização do processo de trabalho. Trata-se de uma auto-avaliação que aborda centralmente indicadores de processos, mais do que os de estrutura e de resultados.
Ao utilizar indicadores de processos a avaliação tem seu foco na dinâmica dos processos de trabalho, na forma de sua realização e em suas necessidades.

O MS instituiu através da Portaria nº 1.654 de 19 de Julho de 2011, o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ – AB, cujos objetivos contemplam a inovação na gestão da APS, valorizando os processos de auto-avaliação, monitoramento e avaliação, apoio institucional e educação permanente [4]. O PMAQ-AB está estruturado em quatro etapas que se complementam, formando um ciclo contínuo, na premissa de que o exercício avaliativo na APS deva ser contínuo e permanente, constituindo-se como uma prática comum de monitoramento e avaliação pela gestão, coordenação, equipes e profissionais [5]. Composto por indicadores de desempenho e monitoramento o instrumento de auto-avaliação e avaliação externa contemplam aspectos relacionados à estrutura, processo e resultados em APS, o que caracteriza o PMAQ-AB com um programa de avaliação cujos resultados podem fundamentar mudanças amplas em serviços de APS, no tocante aos processos de trabalho e gestão.

Considerando que a efetividade da APS, no contexto brasileiro, é influenciada por múltiplos fatores (recursos financeiros, estrutura física, suficiência e qualificação dos profissionais de saúde, entre outros) a institucionalização da avaliação no cotidiano dos serviços de saúde, tendo em conta as evidências disponíveis, o grau de adequação das práticas e os padrões de qualidade, é um mecanismo essencial para o fortalecimento do modelo de atenção, bem como para o planejamento e a gestão em saúde.

Para saber mais:
• Avaliação na Atenção Básica em Saúde: Caminhos da institucionalização, Ministério da Saúde [1]
• Perfil de indicadores da atenção primária à saúde no estado de São Paulo: Retrospectiva de 10 anos [2]
• QualiAB: Desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação de serviços de atenção básica [3]
• Portaria nº 1.654, de 19 de julho de 2011, Ministério da Saúde do Brasil [4]
• Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): Manual Instrutivo, Ministério da Saúde [5]


Para citar esse artigo:
Freitas MA, Kronka AG, Carvalho BR, Canelada HF, Hirooka LB, Pinto IC, Forster AC, Ferreira JBB. Avaliação em saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde. RESC 2015 Mar;2(3):e87.

A saúde em relação a APS

A saúde em relação a APS

A saúde em relação a APS envolve diferentes profissionais e serviços, configura-se em ampla possibilidade de revisão de aspectos relacionados à estrutura, desempenho do sistema e situação de saúde da população. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) a introdução de mecanismos de avaliação que subsidiem decisões acerca das políticas de saúde tem ganhando destaque, principalmente, pela potencialidade inerente aos resultados de avaliações em proporcionar mudanças de práticas. A avaliação da APS deve ser percebida como uma estratégia para o planejamento em saúde e alcance da qualidade das ações e serviços prestados nos mais diversificados cenários. Saiba mais na terceira resenha produzida no âmbito da disciplina “Tópicos em Métodos e Abordagens de Avaliação em Saúde”, do Programa de Pós-Graduação Saúde na Comunidade (FMRP-USP).

Maraiza Alves Freitas, Amanda Goshima Kronka, Bruna Ré Carvalho, Haline Fernanda Canelada, Lucila Hirooka, Ione carvalho Pinto, Aldaísa Cassanho Forster, Janise Braga Barros Ferreira

As transformações sociais e a definição de um novo modelo assistencial na Atenção Primária à Saúde – APS, a partir da implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1994, tem determinado mudanças de prática, reestruturação de serviços e da rede de saúde. Na perspectiva da melhoria da qualidade dos serviços de APS o processo de avaliação apoia a tomada de decisão e contempla desde um conjunto de ações de caráter subjetivo até as pesquisas avaliativas que utilizam de métodos e técnicas que permitem maior objetividade.

A avaliação dos serviços de APS em seus diversos aspectos tem se expandido desde 1998 com iniciativas do Ministério da Saúde (MS) sob o pressuposto de fortalecimento da APS como ordenadora da rede do sistema de saúde. As avaliações iniciais da APS focaram o monitoramento da estrutura, processo e resultado por meio de dados obtidos nos sistemas de informação em saúde e de avaliações normativas [1].

Para Sala & Mendes [2] a grande maioria dos estudos de avaliação da APS aborda o seu desempenho, sob diferentes perspectivas conceituais e operacionais, considerando as ações em saúde e relacionando o desempenho ao contexto demográfico e sociopolítico dos municípios. Os municípios com distintos contextos populacionais e de desenvolvimento social determinam diferentes evoluções na saúde em relação a APS no que se refere ao seu desempenho e nos perfis de saúde da população. A avaliação da APS, realizada a partir de uma série histórica de indicadores de saúde, do período de 2000 a 2009, no estado de São Paulo, mostrou que há não apenas a expansão da oferta de APS, mas também um aumento na qualidade das ações, aspecto este que evidencia a preocupação da qualificação da APS a medida que esta se expande.

No estado de São Paulo foi implantado, no ano de 2010, um sistema de auto-avaliação para a APS, denominado Quali-AB. Segundo Castanheira et al [3] a abordagem avaliativa do Quali-AB está direcionada ao cotidiano dos gerentes e profissionais que estão diretamente envolvidos no processo do cuidado, incorporando como objeto a organização do processo de trabalho. Trata-se de uma auto-avaliação que aborda centralmente indicadores de processos, mais do que os de estrutura e de resultados.
Ao utilizar indicadores de processos a avaliação tem seu foco na dinâmica dos processos de trabalho, na forma de sua realização e em suas necessidades.

O MS instituiu através da Portaria nº 1.654 de 19 de Julho de 2011, o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ – AB, cujos objetivos contemplam a inovação na gestão da APS, valorizando os processos de auto-avaliação, monitoramento e avaliação, apoio institucional e educação permanente [4]. O PMAQ-AB está estruturado em quatro etapas que se complementam, formando um ciclo contínuo, na premissa de que o exercício avaliativo na APS deva ser contínuo e permanente, constituindo-se como uma prática comum de monitoramento e avaliação pela gestão, coordenação, equipes e profissionais [5]. Composto por indicadores de desempenho e monitoramento o instrumento de auto-avaliação e avaliação externa contemplam aspectos relacionados à estrutura, processo e resultados em APS, o que caracteriza o PMAQ-AB com um programa de avaliação cujos resultados podem fundamentar mudanças amplas em serviços da saúde em relação a APS, no tocante aos processos de trabalho e gestão.

Considerando que a efetividade da APS, no contexto brasileiro, é influenciada por múltiplos fatores (recursos financeiros, estrutura física, suficiência e qualificação dos profissionais de saúde, entre outros) a institucionalização da avaliação no cotidiano dos serviços de saúde, tendo em conta as evidências disponíveis, o grau de adequação das práticas e os padrões de qualidade, é um mecanismo essencial para o fortalecimento do modelo de atenção, bem como para o planejamento e a gestão em saúde.

Para saber mais:
• Avaliação na Atenção Básica em Saúde: Caminhos da institucionalização, Ministério da Saúde [1]
• Perfil de indicadores da atenção primária à saúde no estado de São Paulo: Retrospectiva de 10 anos [2]
• QualiAB: Desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação de serviços de atenção básica [3]
• Portaria nº 1.654, de 19 de julho de 2011, Ministério da Saúde do Brasil [4]
• Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): Manual Instrutivo, Ministério da Saúde [5]


Para citar esse artigo:
Freitas MA, Kronka AG, Carvalho BR, Canelada HF, Hirooka LB, Pinto IC, Forster AC, Ferreira JBB. Avaliação em saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde. RESC 2015 Mar;2(3):e87.