A gestão da saúde

Gestão da saúde

A avaliação em saúde envolve diferentes profissionais e serviços, configura-se em ampla possibilidade de revisão de aspectos relacionados à estrutura, desempenho do sistema e situação de saúde da população. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) a introdução de mecanismos de avaliação que subsidiem decisões acerca das políticas de saúde tem ganhando destaque, principalmente, pela potencialidade inerente aos resultados de avaliações em proporcionar mudanças de práticas. A avaliação da APS deve ser percebida como uma estratégia para o planejamento em saúde e alcance da qualidade das ações e serviços prestados nos mais diversificados cenários. Saiba mais na terceira resenha produzida no âmbito da disciplina “Tópicos em Métodos e Abordagens de Avaliação em Saúde”, do Programa de Pós-Graduação Saúde na Comunidade (FMRP-USP).

Maraiza Alves Freitas, Amanda Goshima Kronka, Bruna Ré Carvalho, Haline Fernanda Canelada, Lucila Hirooka, Ione carvalho Pinto, Aldaísa Cassanho Forster, Janise Braga Barros Ferreira

As transformações sociais e a definição de um novo modelo assistencial na Atenção Primária à Saúde – APS, a partir da implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1994, tem determinado mudanças de prática, reestruturação de serviços e da rede de saúde. Na perspectiva da melhoria da qualidade dos serviços de APS o processo de avaliação apoia a tomada de decisão e contempla desde um conjunto de ações de caráter subjetivo até as pesquisas avaliativas que utilizam de métodos e técnicas que permitem maior objetividade.

A avaliação dos serviços de APS em seus diversos aspectos tem se expandido desde 1998 com iniciativas do Ministério da Saúde (MS) sob o pressuposto de fortalecimento da APS como ordenadora da rede do sistema de saúde. As avaliações iniciais da APS focaram o monitoramento da estrutura, processo e resultado por meio de dados obtidos nos sistemas de informação em saúde e de avaliações normativas [1].

Para Sala & Mendes [2] a grande maioria dos estudos de avaliação da APS aborda o seu desempenho, sob diferentes perspectivas conceituais e operacionais, considerando as ações em saúde e relacionando o desempenho ao contexto demográfico e sociopolítico dos municípios. Os municípios com distintos contextos populacionais e de desenvolvimento social determinam diferentes evoluções para a APS no que se refere ao seu desempenho e nos perfis de saúde da população. A avaliação da APS, realizada a partir de uma série histórica de indicadores de saúde, do período de 2000 a 2009, no estado de São Paulo, mostrou que há não apenas a expansão da oferta de APS, mas também um aumento na qualidade das ações, aspecto este que evidencia a preocupação da qualificação da APS a medida que esta se expande.

No estado de São Paulo foi implantado, no ano de 2010, um sistema de auto-avaliação para a APS, denominado Quali-AB. Segundo Castanheira et al [3] a abordagem avaliativa do Quali-AB está direcionada ao cotidiano dos gerentes e profissionais que estão diretamente envolvidos no processo do cuidado, incorporando como objeto a organização do processo de trabalho. Trata-se de uma auto-avaliação que aborda centralmente indicadores de processos, mais do que os de estrutura e de resultados.
Ao utilizar indicadores de processos a avaliação tem seu foco na dinâmica dos processos de trabalho, na forma de sua realização e em suas necessidades.

O MS instituiu através da Portaria nº 1.654 de 19 de Julho de 2011, o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ – AB, cujos objetivos contemplam a inovação na gestão da APS, valorizando os processos de auto-avaliação, monitoramento e avaliação, apoio institucional e educação permanente [4]. O PMAQ-AB está estruturado em quatro etapas que se complementam, formando um ciclo contínuo, na premissa de que o exercício avaliativo na APS deva ser contínuo e permanente, constituindo-se como uma prática comum de monitoramento e avaliação pela gestão, coordenação, equipes e profissionais [5]. Composto por indicadores de desempenho e monitoramento o instrumento de auto-avaliação e avaliação externa contemplam aspectos relacionados à estrutura, processo e resultados em APS, o que caracteriza o PMAQ-AB com um programa de avaliação cujos resultados podem fundamentar mudanças amplas em serviços de APS, no tocante aos processos de trabalho e gestão.

Considerando que a efetividade da APS, no contexto brasileiro, é influenciada por múltiplos fatores (recursos financeiros, estrutura física, suficiência e qualificação dos profissionais de saúde, entre outros) a institucionalização da avaliação no cotidiano dos serviços de saúde, tendo em conta as evidências disponíveis, o grau de adequação das práticas e os padrões de qualidade, é um mecanismo essencial para o fortalecimento do modelo de atenção, bem como para o planejamento e a gestão em saúde.

Para saber mais:
• Avaliação na Atenção Básica em Saúde: Caminhos da institucionalização, Ministério da Saúde [1]
• Perfil de indicadores da atenção primária à saúde no estado de São Paulo: Retrospectiva de 10 anos [2]
• QualiAB: Desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação de serviços de atenção básica [3]
• Portaria nº 1.654, de 19 de julho de 2011, Ministério da Saúde do Brasil [4]
• Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): Manual Instrutivo, Ministério da Saúde [5]


Para citar esse artigo:
Freitas MA, Kronka AG, Carvalho BR, Canelada HF, Hirooka LB, Pinto IC, Forster AC, Ferreira JBB. Avaliação em saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde. RESC 2015 Mar;2(3):e87.

O futuro da tecnologia e inovação odontológica

tecnologia odontológica

Como será a tecnologia odontológica no futuro? Durante décadas, ir ao dentista foi considerado uma experiência indesejável. Envolvia sentar-se sob uma luz forte e ter sua boca invadida por uma variedade de ferramentas. Embora a saúde bucal seja muito importante para a sua saúde geral e para ter um sorriso bonito, entre outros benefícios, muitas pessoas optam por evitar as consultas ao dentista por serem incômodas para elas.

Felizmente, os novos avanços tecnológicos estão tornando as idas ao dentista mais rápidas, fáceis, menos dolorosos e mais confiáveis. Devido a esses avanços, a indústria odontológica está crescendo rapidamente e parecendo muito diferente do que era nos últimos anos. Uma maior ênfase no tratamento e prevenção significará menos cáries nos pacientes e menos risco de doença periodontal. Semelhante à inovação em outras profissões da área de saúde, essas novas tecnologias terão um grande impacto sobre como os profissionais de odontologia tratam seus pacientes e como as pessoas cuidam de sua saúde bucal em casa.

Prótese dentária não será mais a mesma

Historicamente, a prótese dentária foi criada ao longo de um período de tempo e as pessoas que precisavam dela e tinham que fazer várias viagens ao dentista. Esse era um processo um tanto quanto árduo e muitas vezes exigia tentativa e erro para obter o ajuste perfeito.

Demorava semanas e várias visitas ao dentista para produzir e colocar um par de dentaduras. Agora, as próteses digitais oferecem um novo sistema para a criação de próteses com encaixe preciso em uma fração do tempo muito menor. O processo usa software, dispositivos e materiais avançados para criar próteses com facilidade. O design e a manufatura auxiliada por computador (CAD / CAM) é o que torna esse novo processo possível. Ele permite que dentistas e técnicos dentais fabricarem um novo par de próteses usando discos de material para fazer próteses. Um par completo de próteses pode ser fabricado em apenas algumas etapas.

Diagnóstico e tratamento de última geração

Os lasers estão sendo usados ​​tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Os dentistas estão usando “lasers de tecido mole” para pequenas cirurgias na gengiva. No entanto, no futuro, eles podem entregar esses procedimentos aos computadores. Os “lasers de tecido duro” poderiam, em última instância, substituir as brocas dentais de alta velocidade, removendo a cárie dentária com a ajuda de pequenos espelhos controlados digitalmente. No entanto, o alto preço desses dispositivos terá que cair antes de serem amplamente usados.

Novos avanços estão criando “biomateriais” para preencher cavidades. Por exemplo, um projeto conjunto entre duas universidades criou um biomaterial sintético que poderia essencialmente permitir que uma cavidade se curasse, um desenvolvimento com o potencial de reduzir significativamente a deterioração dentária que leva a canais radiculares dolorosos e caros.

A detecção precoce do câncer de boca. A sexta forma mais letal de câncer, agora é possível. O dispositivo “VELscope” usa luzes azuis no estilo CSI para captar alterações de tecido que não podem ser vistas a olho nu, destacando problemas potenciais que podem exigir uma biópsia.

Uma visão mais futurística poderia incluir nano robôs. Algumas dessas máquinas microscópicas poderiam restaurar ou endireitar os dentes, aplicar anestesia durante a cirurgia oral, diagnosticar diabetes e outras doenças ou tratar câncer de boca. Outros poderiam combater bactérias com produtos como uma “pasta de dente vestível” feita de nanotubos de carbono antimicrobianos. Mas a pesquisa da nanotecnologia é complexa, e esses desenvolvimentos estão em um futuro distante, já que os testes clínicos em humanos seriam necessários para determinar a eficácia e a segurança.

Democratizando a assistência em meio a tecnologia odontológica

Alguns avanços da tecnologia odontológica, será possível fazer uma varredura inicial em casa ou em uma clínica de saúde comunitária por meio de um smartphone. Essas tecnologias democratizarão o atendimento odontológico, permitindo o diagnóstico rápido de problemas básicos para pessoas em qualquer lugar. Mesmo aquelas que moram em áreas remotas ou em locais onde há poucos dentistas.

Com o aparecimento dessas inovações tecnológicas, imagens básicas e outros diagnósticos não precisarão ser feitos por profissionais altamente treinados. Em breve, os tecnólogos se tornarão parte integrante da prática odontológica e os dentistas se concentrarão nos procedimentos complexos e difíceis que exigem sua especialização. Em última análise, isso deve reduzir os custos.

O futuro da odontologia parece muito diferente da prática de hoje: sem brocas, sem injeções, acesso mais fácil e menor tempo de tratamento. No geral, haverá uma maior ênfase na prevenção que se traduz em menos cáries e menos doença periodontal. As previsões são que a odontologia fornecerá cada vez mais sorrisos bonitos, brancos e saudáveis.

Dermatologista sinais de que preciso de um

Dermatologista

Dermatologista: atualmente milhares de pessoas demonstram preocupação com sua pele. Ainda que centenas de estudos e pesquisas espalhados pelo mundo procurem auxiliar com medicações e tratamentos para a pele, nada substitui a avaliação de um profissional com formação na área. Nesse caso, alguns sinais podem apontar consequências do cuidado ou não com a pele.

Saiba tudo sobre a importância de um dermatologista.

Muito se descarta ou secundariza os cuidados com a pele. A falta de cuidado podem proporcionar em acnes ou até mesmo em manchas. Nesse caso, você deve valorizar a importância de um dermatologista e atender suas orientações. Nossa pele também é uma aprensentação de quem somos. A primeira impressão. O cuidado com a pele pode te custar alguns minutos do seu dia e por um valor que cabe no seu bolso.

Quais são as doenças dermatológica mais comum?

No Brasil, segundo o censo de doença a acne é a doença que mais leva pacientes até os consultórios. O Censo de Doenças de pele no Brasil da Sociedade de Dermatologia também evidenciou uma série de outras doenças que apareceu constantemente nos relatórios apresentados. Cada qual com suas diferenças e especificidades. Nesse caso, você pode descobrir o tratamento ideal com um dermatologista

Acnes, micoses superficiais, transtornos de pigmentação, manchas pré-cancerígenas e dermatites de contatos são umas das doenças mais comuns. O cuidado com a pele está associado por diversas questões.  Alimentação saudável, produção de hormônios, um sono de qualidade e profundo e produtos que podem auxiliar. O melhor é procurar um profissional com formação em dermatologia para atender aos seus interesses. Pratique o cuidado com a pele!

Quando procurar um dermatologista?

Essa é uma dúvida muito frequente para milhares de pessoas. Quem nunca teve uma espinha ou mancha? Qual é o momento ideal para procurar um dermatologista? Pois é! Só quem pode definir quando procurar é você mesmo. Um dermatologista vai te auxiliar sobre o que fazer. Cada doença exige um tratamento diferente. Existem possibilidades de prevenção também.

Existem algumas situações na qual você precisa dar atenção. Quando uma mancha começa arder, ou surge uma vermelhidão ou até mesmo coceira. Alguns sintomas podem aparecer e você precisa procurar um profissional. É possível ter acesso pelo SUS ou até mesmo em algum consultório privado. Não perca mais tempo. Agora que você já sabe quando procurar só falta achar um.

Como conseguir um dermatologista?

Essa é uma dificuldade enfrentado pela maioria dos municípios brasileiros. Dependendo do lugar que você esteja essa também pode ser sua realidade. Sim! Não existe dermatologista na maioria dos municípios brasileiros. Essa realidade atua objetivamente para secundarização do cuidado com a pele. Essa não pode ser mais sua realidade. Cuidar da pele é garantir higiene e prevenir doenças.

Tudo depende do lugar na qual você está inserido. Nas maiores cidades existem uma maior oferta de dermatologistas. Você pode procurar por alguma indicação ou até mesmo realizar uma simples pesquisa. O cuidado da pele é fundamental para a saúde. Você descobrir o que é melhor para sua pele com um dermatologista. Você precisa de um dermatologista? Saiba onde encontra um dermatologista para garantir uma pele macia, brilhosa e saudável.

Consiga o melhor profissional para cuidar da sua pele

O melhor dermatologista sem dúvidas é aquele que consegue atender e resolver seus problemas. Nesse caso, existem diversos dermatologistas com excelente formação espalhado em todo território nacional. Procure indicações, faça uma pesquisa, confira as avaliações e consiga um dermatolo para garantir o cuidado da sua pele. Os planos de saúde podem ajudar.

Leia também sobre: dieta mediterrânea

Boca saudável: dicas de como manter sua boca em dia

Boca saudável

Escovar os dentes, usar fio dental e enxaguar são os ABCs de uma boca saudável, mas essas praticas são apenas o começo. Uma boca maravilhosa leva mais do que espremer a pasta de dentes e escova-los – pense em melhorar sua técnica de escovação de dentes, abandonar o hábito diário de refrigerantes e dizer adeus aos cigarros.

Neste post iremos descrever oito mostos de higiene bucal para uma boca saudável .

Visite regularmente o dentista

Se você é propenso a abandonar o dentista, está entre a maioria dos adultos que não procuram um dentista anualmente por causa de fobia dentária , finanças ou simplesmente negligência. Mas visite regularmente o seu dentista (duas vezes por ano, é o recomendável), e você terá problemas como cáries, gengivite , traumas ou câncer em um estágio inicial quando forem tratáveis, sem mencionar mais acessível para cuidar.

Conte os anos

Crianças pequenas e idosos tendem a voar sob o radar da saúde bucal, mas precisam de manutenção da boca, assim como o resto de nós. As crianças devem consultar um dentista quando completarem 1 anos e, até que estejam coordenadas o suficiente para amarrar os próprios sapatos, precisarão de ajuda para limpar os dentes. Os idosos têm seus próprios problemas orais. A artrite pode fazer a escovação e uso do fio dental ser desafiador, e como as pessoas idade, a quantidade de saliva que produzem diminui, o que significa mais dente em decadência e também desconforto para aqueles que usam dentaduras.

Refrigerante e o seu mal

Efervescente é divertido, mas também faz parte da razão pela qual o refrigerante é tão ruim para os dentes. Dois ingredientes – ácido fosfórico e ácido cítrico – dão ao refrigerante sua “mordida”, mas também corroem a superfície dos dentes. Embora o refrigerante ocasional não doa, uma lata ou mais por dia torna o esmalte do dente mais macio e mais suscetível a cáries. Alterne para a água, acrescentando sabor com frutas cítricas fatiadas ou bagas esmagadas ou folhas de hortelã.

Não abuse do açúcar

O açúcar é o principal culpado pela cárie dentária. Ele alimenta bactérias e acidez na boca, fazendo com que a placa se forme e corra o esmalte e as gengivas. Seus brancos perolados são atingidos com até 20 minutos de produção de ácido para cada festival de açúcar em que você participa, desde café adoçado pela manhã até sorvete à noite. Para evitar estar entre as pessoas que enfrentam esse problema, tentar reduzir guloseimas açucaradas, e tem como objetivo escove os dentes após cada refeição ou lanche e use fio dental pelo menos uma vez ao dia.

Pare de fumar agora!

Você já ouviu isso antes: pare de fumar. Mas desta vez, é o seu dentista falando. A nicotina e o alcatrão nos cigarros não apenas deixam seus dentes com um tom feio de amarelo, mas corroem suas gengivas, além de fazer mal para toda a saúde do corpo. Fumar cria um ambiente maduro para bactérias e placas nos dentes e ao longo da linha da gengiva. Isso prejudica o tecido, degrada o osso que suporta os dentes e, eventualmente, aumenta o risco de perda de dentes. Pior ainda, os produtos químicos do tabaco podem levar ao câncer de boca .

Use a escova de dentes certa

Você deve escolher uma escova de dentes com cerdas macias. Com a técnica correta, deve durar de dois a três meses. Quando você notar cerdas dobradas a escova deverá ser substituída, e não espere muito tempo. Mesmo uma ponta de cerda reta pode ficar embotada em vez de arredondada e causar ferimentos nos dentes e gengivas.

Escove os dentes da maneira correta

Embora você provavelmente saiba que deve escovar os dentes pelo menos três vezes por dia, se você é como a maioria das pessoas, não liga muito para a maneira correta de escovar. Segure a escova de dentes em um ângulo de 45 graus, apontado para a linha da gengiva e use movimentos suaves, curtos e circulares. Escove cada dente 10 a 15 vezes, mas não exagere. Escovar excessivamente e colocando muita força pode danificar os dentes e corroer a linha da gengiva.

Use o fio dental

É simples: o uso do fio dental promove dentes e gengivas mais saudáveis. Mas, como na escovação, existe um caminho certo e errado, porque falhas no fio dental podem causar atrito e danificar a linha da gengiva. Enrole um fio de algodão em volta dos dedos indicadores, mantendo cerca de duas polegadas entre os dedos para trabalhar. Desenrole uma nova seção de fio dental para cada dente e mantenha-o firme contra o dente para romper a placa bacteriana, deixando as gengivas em boa forma.

Seguindo essas dicas você sempre terá uma boca saudável e limpa. E não será pego de surpresa caso venha a aparecer algum problema futuro nos dentes.

Fonte: www.webmd.com

Dicas de uma alimentação saudável, para manter seu coração em dia

dicas de uma alimentação saudável
O que é uma dieta saudável? Antigamente a resposta seria, uma dieta baixa em colesterol e baixa gordura. Infelizmente, essa resposta acabou desmoronando. Acontece que comer alimentos com colesterol provavelmente não tem muita influência nos seus níveis de colesterol; mas comer alimentos processados ​​e embalados com um rótulo de “baixo teor de gordura” tem sido terrível para a nossa saúde. Então, iremos dar algumas dicas de uma alimentação saudável para o coração em dia.Hoje, a resposta para a questão da dieta saudável do coração é mais controversa. É baixo carboidrato? De origem vegetal, vegana, mediterrânea, sem glúten, DASH? A lista continua, e cada dieta tem seus advogados. Mas quem está certo? Infelizmente, os “especialistas” não foram muito úteis. Cada um parece ter pesquisa e motivos para “provar” por que sua dieta é melhor.Aqui estão algumas dicas que para uma alimentação saudável para o coração (e, por dieta, quero dizer o tipo de alimentos que você costuma comer, não a restrição de comer para perder peso).

6 regras simples para uma alimentação saudável

dicas de uma alimentação saudável

1. Não existe uma dieta “certa” para todos. A beleza – e o desafio – da medicina é o quão diferentes somos e como o mesmo tratamento pode levar a respostas diferentes em pessoas diferentes. Um medicamento que salva a vida de uma pessoa pode causar um efeito colateral com risco de vida em outra.O mesmo princípio se aplica à dieta. Embora uma pessoa possa ter resultados surpreendentes com uma certa dieta, isso não significa que você terá os mesmos resultados. E apenas porque uma dieta não funciona para você, não significa que você falhou – pode significar que a dieta não era adequada para você.
2. Você deve gostar (ainda melhor se você o ama). Mesmo se tivéssemos pesquisas que provassem que uma dieta é a melhor (e não a consumimos), se você não a comer, não fará nenhum bem. Não nos saímos bem quando nos sentimos privados, e se você está comendo comida de que não gosta, está se preparando para falhar.Encontre um estilo de alimentação saudável que você ame e que te ame de volta. Há muitas opções saborosas e saudáveis ​​para se contentar com alimentos que você não gosta.

3. Evite alimentos altamente processados

Se você seguir apenas uma dessas 6 regras, faça esta. Cerca de 70% da dieta da grande maioria são alimentos altamente processados ​​e é um dos principais contribuintes para as epidemias de obesidade, diabetes e pressão alta e riscos de doenças cardíacas.

O que são alimentos altamente processados? Existem várias definições, mas aqui está uma que eu gosto. Alimentos processados ​​são alimentos manufaturados, geralmente ricos em açúcares adicionados (como xarope de milho com alto teor de frutose) ou grãos refinados (por exemplo, farinha branca ou arroz branco). Esses alimentos geralmente contêm muitos ingredientes que você não reconheceria como alimentos, como conservantes e outros produtos químicos.

4. Inclua vegetais e outros alimentos à base de plantas

Mamãe estava certa. Coma seus vegetais. Todo especialista respeitável recomenda que vegetais e outros alimentos à base de plantas sejam uma grande parte de sua dieta.

Isso não significa que você precise ser vegetariano (não sou), mas o simples ato de colocar alimentos baseados no planeta na maioria das refeições pode fazer maravilhas para a saúde do coração.

5. O tamanho da porção ainda conta

Mesmo que seja comida saudável, comer demais ainda é, bem, demais.

Abrandar, comer conscientemente e servir suas refeições em pratos menores são estratégias comprovadas para diminuir a quantidade que você come sem sentir que está passando fome.

6. Coma em casa

Quem tem tempo para cozinhar mais? Cozinhar em casa pode ser mais rápido do que sair, e os benefícios são indiscutíveis. Alimentos de melhor qualidade, menor custo, uma conexão mais forte com os entes queridos e um peso mais saudável são apenas alguns dos benefícios das refeições caseiras.

Você não precisa ser um chef de cozinha para colocar alimentos nutritivos e de boa qualidade em sua mesa. Comece com uma ou duas refeições que você gosta e pode se preparar rapidamente. Ou você pode tentar um dos muitos serviços de entrega de refeições disponíveis.Comer um coração saudável não é um tamanho único nem está escrito em pedra. Para a maioria de nós, é um processo constante de experimentar coisas novas e julgar a resposta. Para facilitar as coisas, você pode começar com uma das principais dietas (por exemplo, mediterrânea, DASH, vegana, Paleo etc.) e adaptá-la aos seus gostos e necessidades, ou pode começar com sua própria criação.Contundo, siga essas 6 dicas, você poderá ter uma alimentação saudável!
Fonte: www.webmd.com

Doenças cardíacas: maneiras eficazes de reduzir seu risco

doenças cardíacas
Se você tem um histórico familiar de doenças cardíacas, provavelmente sabe que seu risco de ter doença cardíaca é maior. Mas quanto maior? A resposta é essencial, porque temos maneiras notavelmente eficazes de reduzir seu risco, uma vez que sabemos quão alto é. Seus genes não precisam ser seu destino.

A história de Susan

Susan tem sentido o coração disparar ultimamente, e ela está preocupada. Ela tem 50 e poucos anos, mais ou menos a idade em que seu pai teve seu primeiro ataque cardíaco. Além disso, sua mãe teve um derrame no início dos anos 60. Com sua história em mente, Susan fez um bom trabalho ao fazer as coisas certas para se manter saudável – ela nunca fumou (como seu pai) e geralmente come bem e permanece ativa.

Mas, ela está se perguntando, isso é suficiente para prevenir doenças cardíacas ou derrame no futuro?

doenças cardíacas

Qual é o risco de doenças cardíacas?

Uma história familiar de doença cardíaca é o mais desafiador dos fatores de risco para avaliar doenças cardíacas. Ao contrário dos outros fatores de risco principais (idade, tabagismo, diabetes, colesterol alto e pressão alta), é difícil medir quanto impacto a história familiar tem sobre o risco de um indivíduo. Sabemos que um histórico familiar de doença cardíaca aumenta seu risco (principalmente se o ataque cardíaco ou derrame ocorreu cedo na vida, geralmente definido como um parente de primeiro grau do sexo masculino <55 anos de idade ou uma mulher <65 anos de idade), mas existe pode ser mais para a história do que apenas “genes ruins”. Pode ser que o membro da família afetado tenha feito más escolhas de saúde (como o pai de Susan é fumante) ou tenha exposições ambientais diferentes das suas.

E a pergunta sobre quanto risco é criticamente importante, porque a quantidade de risco é o principal fator para determinar quão agressivos devemos ser em nossos esforços de prevenção. Uma vez que sabemos que o risco de alguém é alto, temos maneiras muito eficazes de reduzi-lo. O problema é que, muitas vezes com história familiar, as pessoas correm um risco elevado e não têm consciência disso.

Como determinar seu risco

Às vezes, o motivo da história familiar de doença cardíaca é óbvio. Por exemplo, se o colesterol alto estiver presente na família, essa pessoa provavelmente se beneficiará do tratamento agressivo do colesterol alto. Outras vezes, o motivo da história familiar não é tão facilmente explicado pelos fatores de risco tradicionais. A maioria de nós provavelmente conhece alguém, possivelmente com histórico familiar, que teve uma doença cardíaca, embora pareça ser a imagem da saúde.

Nessas situações, precisamos de mais informações para determinar com precisão o risco desse indivíduo. E, na minha prática, obtemos essas informações realizando um estudo de imagem para avaliar quanta doença arterial o paciente possui, seja com um escore de cálcio na TC ou com um ultrassom carotídeo.

O papel desses estudos de imagem, como escore de cálcio por tomografia computadorizada ou ultra-som carotídeo, é esclarecer ainda mais o risco de um indivíduo para futuras doenças cardíacas. A quantidade de doença arterial que um paciente possui é um poderoso preditor de seu risco futuro de doença cardíaca. E quando sabemos que alguém está em alto risco, podemos ser mais agressivos com sua prevenção.

Doenças cardíacas e derrames são surpreendentemente comuns. A pesquisa nos mostrou que 60% dos homens e 56% das mulheres terão um ataque cardíaco, derrame ou insuficiência cardíaca durante a vida. Essa é a má notícia. A boa notícia é que até 80% das doenças cardíacas são evitáveis. Se você tem um histórico familiar de doença cardíaca, converse com seu médico para ver se há maneiras de entender melhor e diminuir seu risco.

Fonte: webmd.com

Saúde do Mundo e seu desenvolvimento

Saúde do mundo

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) são países que têm aumentado sua importância na geopolítica regional e global melhorando a saúde do mundo. Uma iniciativa destes países foi a criação de um banco internacional de desenvolvimento. Considerando que a saúde é em grande parte determinada por fatores sociais, bancos de desenvolvimento (por exemplo, o Banco Mundial) costumam ter atuação expressiva no fortalecimento de sistemas e programas de saúde, no financiamento de pesquisa científica e tecnológica, e na construção da infraestrutura da saúde. A criação deste novo banco pode significar uma nova fase para a saúde global com a entrada de forma mais estruturada de novos atores e organizações para o esforço de construção de um mundo mais saudável.

João Paulo Souza

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) constituem um grupo de países que representa mais de três bilhões de pessoas (cerca de 40% da população mundial) e gera aproximadamente 25% do Produto Nacional Bruto* mundial. Os países BRICS têm aumentado progressivamente sua importância na geopolítica regional e global, particularmente após o seu agrupamento formal em uma associação multilateral. Parte da agenda geopolítica dos BRICS é impulsionar reformas no sistema internacional e em seus organismos, como as Nações Unidas e suas agências, incluindo o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial da Saúde. A demanda dos países BRICS é por maior participação nas decisões de alto nível das organizações internacionais, que geralmente são bastante influenciadas pelos países ocidentais que venceram a Segunda Guerra Mundial.

Muitas pessoas que vivem nos países BRICS deixaram a pobreza extrema desde o ano 2000, mas seus habitantes ainda sofrem com cerca de 40% da carga global de doenças. Pelos avanços obtidos e por terem ainda importantes desafios internos à frente, os países BRICS têm frequentemente se posicionado na arena global como parceiros no desenvolvimento de países menos desenvolvidos. Este é o caso, por exemplo, da relação do Brasil com diversos países africanos, onde nosso país tem participado de esforços para a construção de infraestrutura e produção de commodities da saúde, como medicamentos genéricos de custo mais acessível. O posicionamento do Brasil nos países africanos não é a de um país meramente doador de recursos: a contribuição brasileira para a infraestrutura social (incluindo aquela do setor saúde) destes países ocorre frequentemente como parte de operações diplomáticas complexas para abertura de mercados consumidores, venda de serviços de construção civil ou como estratégia de compensação por impactos na exploração de minérios ou petróleo. Investimentos na saúde e em outros setores sociais da economia de países menos desenvolvidos são instrumentos da chamada “diplomacia suave”, que busca exercer influência em outros países sem o uso da força e intimidação (a chamada “diplomacia dura”).

Uma recente iniciativa dos países BRICS foi a criação de um banco internacional de desenvolvimento. Este Banco será sediado na China e cada um dos cinco países contribuirá igualmente para a formação de um fundo de investimento que totaliza US$ 50 bilhões. Considerando que a saúde é em grande parte determinada por fatores sociais, bancos de desenvolvimento (por exemplo, o Banco Mundial) costumam ter atuação expressiva no fortalecimento de sistemas e programas de saúde, no financiamento de pesquisa científica e tecnológica, e na construção da infraestrutura da saúde. Para uma ideia mais clara deste papel, o Banco Mundial aparece em algumas avaliações como um indutor mais poderoso de resultados em saúde que a própria Organização Mundial da Saúde.

Acredita-se que o novo Banco possa realizar investimentos estratégicos no setor saúde uma vez que na Declaração de Fortaleza (que lança o novo Banco) os Chefes de Estado dos países BRICS declararam seu compromisso em tratar de temas sociais em geral e, em particular, a desigualdade de gênero, os direitos das mulheres e assuntos que afetam a população jovem. Esses Chefes de Estado reafirmaram também sua determinação em assegurar a saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos para todos. Em que pese ser esta uma declaração oficial de chefes de Estado, ainda é cedo para saber como as operações do novo banco vão se desenrolar, sendo inclusive mais provável que suas ações sejam focadas no financiamento de obras de infraestrutura, inicialmente nos próprios países membros e possivelmente em países africanos. Seja como for, a criação deste novo banco pode significar uma nova fase para a saúde global com a entrada de forma mais estruturada de novos atores e organizações para o esforço de construção de um mundo mais saudável.

* “Produto Nacional Bruto” = “Produto Interno Bruto” + “Total de rendas recebidas do exterior” – “Total de rendas enviadas ao exterior”

Para saber mais:
• BRICS and Global Health
• BRICS Bank: The New Kid on the Block
• BRICS Declaration Establishing New Development Bank Recognizes Importance of Sexual and Reproductive Health
• Shifting Paradigm: How the BRICS are Reshaping Global Health and Development


Para citar esse artigo:
Souza JP. BRICS, Desenvolvimento e Saúde Global. RESC 2014 Ago;1(3):e21.

Avaliação da Saúde: Conceitos da qualidade

Saúde Global

O desenvolvimento da avaliação da saúde caracteriza-se como uma temática contemporânea e pertinente aos pesquisadores, profissionais, gestores e usuários de serviços de saúde concordantes que os serviços a serem prestados devem ter excelente qualidade. Por sua vez, no campo da avaliação em saúde, a discussão acerca de suas abordagens conceituais e metodológicas encontra-se alicerçada em concepções clássicas. Este artigo apresenta algumas contribuições de renomados autores, sobressaindo os aspectos da investigação da qualidade em saúde.

Avedis Donabedian, médico e especialista em Saúde Pública da Universidade de Harvard, elaborou conceitos fundamentais na área de avaliação da qualidade do cuidado médico, por meio da análise de três dimensões: estrutura, processo e resultado. Em sua obra “Promoting quality through evaluating the process of patient care” buscou esclarecer como é complexa a sistematização da avaliação do processo de assistência médica. No cuidado médico há muitos fatores envolvidos, desde o que o paciente reconhece como necessidade ao que os profissionais consideram como demanda de saúde. O uso do serviço, assim como os resultados esperados, dependem de uma série de antecedentes, e envolvem interações de diferentes fatores principalmente no processo assistencial, que influenciarão a qualidade.

Outro importante estudo de Donabedian foi “The seven pillars of quality” [1], no qual o autor apresenta sete atributos a serem analisados na prestação dos serviços de saúde. Os atributos são: a eficácia, ou seja, a capacidade de promover a saúde da melhor maneira possível; a efetividade, que significa o grau de melhoria em saúde proporcionado à população/comunidade alvo do serviço; a eficiência, entendida como o melhor serviço prestado com um menor custo. A otimização, quarto atributo descrito como o melhor resultado obtido com o recurso disponível; a aceitabilidade, que leva em consideração as expectativas dos pacientes frente aos serviços de saúde ofertados; o sexto atributo seria a legitimidade – aceitação do serviço prestado pela população alvo – e; a equidade, atributo de adequar os recursos às especificidades das necessidades individuais. Apesar do artigo ter sido publicado em 1990, os sete pilares da qualidade continuam sendo considerados como padrão ouro no desenvolvimento das avaliações em saúde.

No cenário nacional, o capítulo “Conceitos, abordagens e estratégias para a avaliação em saúde”, escrito pela médica e professora Ligia Maria Vieira da Silva [2], experte em avaliação de políticas de saúde e determinantes sociais da saúde, propõe estratégias e caminhos a serem seguidos pelo avaliador, ao mesmo tempo em que discorre sobre a amplitude e limites de vários conceitos de avaliação em saúde. Apresenta uma definição ampla quando coloca que “a avaliação em saúde é um julgamento sobre uma prática social”, desde as ações do cotidiano até aquelas relacionadas ao trabalho nos seus diversos âmbitos ou sobre qualquer um dos seus componentes, com o objetivo de auxiliar na tomada de decisões. Ademais, referindo-se à Donabedian, descreve os elementos passíveis de análise em estudos de avaliação: estrutura (recursos humanos, materiais e organizacionais), processo (relação entre o usuário e o profissional, relação entre profissional e o gestor), e resultados (exames, consultas médicas, dentre outros).

Em síntese, pode-se concluir que a conceituação da avaliação em saúde, abarcando a qualidade do cuidado, é uma tarefa complexa, que tem sido explorada por diversos autores nacionais e internacionais, entre os quais recomendamos estes clássicos como leituras imprescindíveis ao aprofundamento nos meandros deste tema.

Para saber mais:
• The seven pillars of quality [1]
• SILVA LMV. Conceitos, abordagens e estratégias para a avaliação em saúde. Cap. 1, p. 15-39. In: HARTZ ZMA e SILVA LMV (Orgs.) Avaliação em saúde: dos modelos teóricos à pratica da avaliação de programas e sistemas de saúde. Salvador/Rio de Janeiro: EDUFBA/Fiocruz, 2005. 275 p. [2]
• Avaliação em saúde: dos modelos conceituais à prática na análise da implantação de programas [3]


Para citar esse artigo:
Camargo HPM, Freato Gonçalves AMR, Pinto IC, Forster AC, Ferreira JBB. Conversando sobre Avaliação em Saúde: Conceitos e aspectos da qualidade. RESC 2015 Fev;2(2):e78.

A saúde em relação a APS

A saúde em relação a APS

A saúde em relação a APS envolve diferentes profissionais e serviços, configura-se em ampla possibilidade de revisão de aspectos relacionados à estrutura, desempenho do sistema e situação de saúde da população. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) a introdução de mecanismos de avaliação que subsidiem decisões acerca das políticas de saúde tem ganhando destaque, principalmente, pela potencialidade inerente aos resultados de avaliações em proporcionar mudanças de práticas. A avaliação da APS deve ser percebida como uma estratégia para o planejamento em saúde e alcance da qualidade das ações e serviços prestados nos mais diversificados cenários. Saiba mais na terceira resenha produzida no âmbito da disciplina “Tópicos em Métodos e Abordagens de Avaliação em Saúde”, do Programa de Pós-Graduação Saúde na Comunidade (FMRP-USP).

Maraiza Alves Freitas, Amanda Goshima Kronka, Bruna Ré Carvalho, Haline Fernanda Canelada, Lucila Hirooka, Ione carvalho Pinto, Aldaísa Cassanho Forster, Janise Braga Barros Ferreira

As transformações sociais e a definição de um novo modelo assistencial na Atenção Primária à Saúde – APS, a partir da implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1994, tem determinado mudanças de prática, reestruturação de serviços e da rede de saúde. Na perspectiva da melhoria da qualidade dos serviços de APS o processo de avaliação apoia a tomada de decisão e contempla desde um conjunto de ações de caráter subjetivo até as pesquisas avaliativas que utilizam de métodos e técnicas que permitem maior objetividade.

A avaliação dos serviços de APS em seus diversos aspectos tem se expandido desde 1998 com iniciativas do Ministério da Saúde (MS) sob o pressuposto de fortalecimento da APS como ordenadora da rede do sistema de saúde. As avaliações iniciais da APS focaram o monitoramento da estrutura, processo e resultado por meio de dados obtidos nos sistemas de informação em saúde e de avaliações normativas [1].

Para Sala & Mendes [2] a grande maioria dos estudos de avaliação da APS aborda o seu desempenho, sob diferentes perspectivas conceituais e operacionais, considerando as ações em saúde e relacionando o desempenho ao contexto demográfico e sociopolítico dos municípios. Os municípios com distintos contextos populacionais e de desenvolvimento social determinam diferentes evoluções na saúde em relação a APS no que se refere ao seu desempenho e nos perfis de saúde da população. A avaliação da APS, realizada a partir de uma série histórica de indicadores de saúde, do período de 2000 a 2009, no estado de São Paulo, mostrou que há não apenas a expansão da oferta de APS, mas também um aumento na qualidade das ações, aspecto este que evidencia a preocupação da qualificação da APS a medida que esta se expande.

No estado de São Paulo foi implantado, no ano de 2010, um sistema de auto-avaliação para a APS, denominado Quali-AB. Segundo Castanheira et al [3] a abordagem avaliativa do Quali-AB está direcionada ao cotidiano dos gerentes e profissionais que estão diretamente envolvidos no processo do cuidado, incorporando como objeto a organização do processo de trabalho. Trata-se de uma auto-avaliação que aborda centralmente indicadores de processos, mais do que os de estrutura e de resultados.
Ao utilizar indicadores de processos a avaliação tem seu foco na dinâmica dos processos de trabalho, na forma de sua realização e em suas necessidades.

O MS instituiu através da Portaria nº 1.654 de 19 de Julho de 2011, o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ – AB, cujos objetivos contemplam a inovação na gestão da APS, valorizando os processos de auto-avaliação, monitoramento e avaliação, apoio institucional e educação permanente [4]. O PMAQ-AB está estruturado em quatro etapas que se complementam, formando um ciclo contínuo, na premissa de que o exercício avaliativo na APS deva ser contínuo e permanente, constituindo-se como uma prática comum de monitoramento e avaliação pela gestão, coordenação, equipes e profissionais [5]. Composto por indicadores de desempenho e monitoramento o instrumento de auto-avaliação e avaliação externa contemplam aspectos relacionados à estrutura, processo e resultados em APS, o que caracteriza o PMAQ-AB com um programa de avaliação cujos resultados podem fundamentar mudanças amplas em serviços da saúde em relação a APS, no tocante aos processos de trabalho e gestão.

Considerando que a efetividade da APS, no contexto brasileiro, é influenciada por múltiplos fatores (recursos financeiros, estrutura física, suficiência e qualificação dos profissionais de saúde, entre outros) a institucionalização da avaliação no cotidiano dos serviços de saúde, tendo em conta as evidências disponíveis, o grau de adequação das práticas e os padrões de qualidade, é um mecanismo essencial para o fortalecimento do modelo de atenção, bem como para o planejamento e a gestão em saúde.

Para saber mais:
• Avaliação na Atenção Básica em Saúde: Caminhos da institucionalização, Ministério da Saúde [1]
• Perfil de indicadores da atenção primária à saúde no estado de São Paulo: Retrospectiva de 10 anos [2]
• QualiAB: Desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação de serviços de atenção básica [3]
• Portaria nº 1.654, de 19 de julho de 2011, Ministério da Saúde do Brasil [4]
• Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): Manual Instrutivo, Ministério da Saúde [5]


Para citar esse artigo:
Freitas MA, Kronka AG, Carvalho BR, Canelada HF, Hirooka LB, Pinto IC, Forster AC, Ferreira JBB. Avaliação em saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde. RESC 2015 Mar;2(3):e87.

Médico da família e comunidade: a especialidade da atenção primária

Médico da família

Como é ser médico da família? Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade pouco conhecida, mas rica em humanização. O atendimento é feito a todas as pessoas da família através de uma abordagem biopsicossocial. A atuação médica transcende o atendimento do indivíduo e sua família pois deve alcançar a gestão da equipe. Saiba mais sobre a especialidade na editoria da Atenção Primária à Saúde. Nádia Santos Miranda Duarte

Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade pouco conhecida apesar de existir há cerca de trinta anos, e contar com pelo menos 20 anos de implementação da Estratégia de Saúde da Família pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Conceitualmente, o médico de família atua juntamente a uma equipe composta por enfermeira, auxiliar/técnico de enfermagem, agentes comunitários de saúde e, em algumas equipes, cirurgião-dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal. A equipe atende a população adscrita em uma área delimitada, sendo um total de 3000 a 4000 pessoas por equipe, e todas as pessoas daquelas famílias, independente da idade, são atendidas pelo mesmo médico.

A maioria dos médicos de família atua diretamente no SUS, contudo, nos últimos 10 anos, muitos deles também estão em busca de outras formas de atuação, como atendimento em convênios, “homecares”, cargos de gestão como secretário de saúde, preceptoria em residência médica, docência e, mais recentemente, coordenação ou tutoria do programa Mais Médicos e Provab (Programa de valorização da atenção básica).

Médico da família
Médico da família

A essência da especialidade é a abordagem biopsicossocial realizada através do atendimento individual, em grupo e das informações obtidas pelos demais membros da equipe. A consulta médica é centrada na pessoa: não é abordado só o que ela tem, mas o que ela sente. Analisamos não só a hipótese diagnóstica, como também o contexto social e emocional, pois acreditamos que relações interpessoais, familiares ou profissionais estão diretamente relacionados a diversas patologias.

Além da abordagem biopsicossocial, esta especialidade atribui uma função de coordenação. É importante que coordene o cuidado do paciente e da comunidade, bem como a gestão da equipe de saúde. O paciente pode necessitar de seguimento em outras especialidades do setor secundário ou terciário, mas também o fará conosco, pois nós realizamos todo o cuidado continuado. O médico de família deve desenvolver a habilidade de gestão da equipe. Dividir tarefas, delegar funções e estimular motivação nos colegas de trabalho são desafios e, também, a chave para ter melhores resultados no trabalho em equipe.

Ser médico de família e comunidade nos proporciona a alegria de ajudar o paciente, muitas vezes já avaliado por diversas especialidades, mas não abordado de forma integral e longitudinal.

– Para citar esse artigo:
Duarte NSM. Como é ser médico de família? RESC 2014 Dez;1(7):e55.