Ministério da Saúde inclui pessoas com HIV em grupo prioritário de vacinação contra a Covid

O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica que passa a incluir, entre os grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19, todas as pessoas que vivem com HIV entre 18 e 59 anos.

Desde janeiro, parte desse grupo já estava incluído na previsão de vacinação de pessoas com comorbidades, mas havia a exigência de testes de contagem de linfócitos T CD4 menor que 350 –o que era visto como impasse por movimentos da área.

Agora, a nota técnica amplia essa previsão. No documento, o ministério diz que a medida segue “novas evidências científicas publicadas sobre o risco de desfechos negativos da Covid-19 em pessoas vivendo com HIV“.

Também visa “reduzir o impacto da pandemia nesse grupo, especialmente em relação ao risco de hospitalização e óbito, e respeitar o conceito de equidade do Sistema Único de Saúde”, aponta.

A decisão por incluir apenas aqueles até 59 anos ocorre devido ao fato de que pessoas com mais de 60 anos já são alvo prioritário da vacinação, independente de comorbidades ou não.

Segundo o ministério, a recomendação deve passar a fazer parte de nova versão do plano de vacinação, prevista para ser publicada em abril.

Atualmente, o grupo de pessoas com comorbidades (que inclui também pacientes com diabetes, hipertensão, entre outros, e onde agora também entram aqueles que vivem com HIV), está previsto como o 14º a receber a vacinação contra a Covid, logo após pessoas de 60 a 64 anos.

Alguns estados, porém, têm passado outros grupos à frente da campanha de imunização, como policiais.

Para receber a vacina, pessoas que vivem com HIV que já constam em sistemas do SUS para receber medicamentos terão um pré-cadastro automático para a campanha de vacinação ou declaração entregue por unidades que fornecem os remédios.

“Também podem apresentar o receituário dos antirretrovirais, exames, relatório médico, prescrição médica, como forma de comprovar a condição”, informa a pasta.

A nota recomenda ainda que serviços de saúde que já fazem atendimento a pessoas que vivem com HIV organizem, se possível, a vacinação nesses locais, de forma a diminuir riscos de quebra de sigilo sobre o diagnóstico.

Segundo o ministério, a contraindicação da vacinação para esse público segue o mesmo critério da população em geral, que não recomenda doses a pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da vacina, ou com histórico prévio de reações.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Ovulação tardia: o que é, possíveis causas e o que fazer

Uma ovulação tardia é considerada uma ovulação que ocorre após o período esperado, depois do dia 21 do ciclo menstrual, atrasando a menstruação, mesmo em mulheres que geralmente têm um período menstrual regular.

Geralmente, a ovulação ocorre no meio do ciclo menstrual, que tem normalmente 28 dias, ocorrendo, por isso, por volta do dia 14. No entanto, em alguns casos, pode ocorrer mais tarde devido ao estresse problemas da tireoide ou uso de alguns medicamentos, por exemplo.

Ovulação tardia: o que é, possíveis causas e o que fazer

Possíveis causas

A ovulação pode acontecer após o período previsto devido a diversos fatores, sendo os principais:

  • Estresse, que pode ter um impacto negativo na regulação hormonal;
  • Doença da tireoide, que influencia a glândula pituitária, responsável pela liberação dos hormônios LH e FSH, que estimulam a ovulação;
  • Síndrome dos ovários policísticos, em que há maior produção de testosterona, o que torna o ciclo menstrual irregular;
  • Amamentação, em que há liberação de prolactina, que estimula a produção de leite e pode suprimir a ovulação e a menstruação;
  • Medicamentos e drogas, como determinados antipsicóticos, uso prolongado de alguns anti-inflamatórios não esteroides e consumo de drogas, como maconha e cocaína. 

Apesar da ovulação tardia ser frequentemente associada a situações psicológicas ou hormonais, o atraso na ovulação pode ser considerado normal nos casos em que o ciclo menstrual tem mais de 28 dias, não sendo necessário iniciar tratamento.

Sintomas de ovulação tardia

A ovulação tardia não normalmente não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, no entanto é possível que o fluxo menstrual seja mais intenso, já que há maior produção hormonal antes da ovulação acontecer.

Assim como na ovulação normal, é comum que na ovulação tardia sejam notados sinais que indicam que a ovulação está acontecendo como aumento e alteração do muco cervical, que fica mais transparente e elástico, parecido a clara de ovo, ligeiro aumento da temperatura corporal e uma pequena dor abdominal de um dos lados.

Ovulação tardia dificulta a gravidez?

Se a ovulação ocorre mais tarde que o normal, isso não significa que comprometa a fertilidade. No entanto, em pessoas com ciclo menstrual irregular, será mais difícil de prever quando é o período fértil ou quando ocorre a ovulação. Nestes casos, a mulher pode recorrer a testes de ovulação para identificar o período fértil. Saiba como calcular o período fértil.

O que fazer

É importante que se saiba a duração do ciclo menstrual, isso porque nos ciclos muito longos é comum que a ovulação ocorra mais tardiamente, quando comparado ao ciclo de 28 dias, o que é considerado normal. No entanto, quando a ovulação tardia é constante, é possível que seja devido a outras situações, sendo importante que o ginecologista seja consultado para que seja identificada a causa e, assim, indique o tratamento mais adequado para regular a ovulação, o que pode ser feito com o uso de medicamentos hormonais.

No caso em que a causa não é identificada mas a mulher quer engravidar, o médico receitar medicamentos que ajudem a regular o ciclo menstrual. Para saber qual a data da ovulação, insira os seus dados na calculadora a seguir:

Fonte tuasaude.com

Colestase gestacional: o que é, sintomas, causas e tratamento

A colestase gestacional, também chamada de colestase intra-hepática da gravidez, é uma doença em que a bile produzida no fígado não consegue ser liberada no intestino para participar do processo de digestão de gorduras, e acaba se acumulando no corpo, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como coceira intensa no corpo, fezes claras, urina escura e perda do apetite, por exemplo.

Esses sintomas geralmente podem ser sentidos no final do segundo trimestre ou início do terceiro trimestre da gestação e devem ser sempre comunicados ao obstetra para que seja feita avaliação e acompanhamento, pois a colestase gestacional pode causar complicações no feto como parto prematuro, problemas respiratórios ou sofrimento fetal.

O tratamento da colestase gestacional deve ser indicado pelo obstetra e pode ser feito para controlar os sintomas através do uso de cremes corporais para aliviar a coceira, ou de medicamentos para reduzir a quantidade de bile no sangue, ou aumentar a quantidade de vitamina K do corpo da gestante. Geralmente, a colestase gestacional melhora após o nascimento do bebê, no entanto a mulher deve fazer acompanhamento com o ginecologista por 6 a 12 semanas após o parto, até que os exames do fígado estejam normais.

Colestase gestacional: o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais sintomas

O principal sintoma da colestase gestacional é coceira generalizada em todo o corpo, que começa na palma das mãos e na sola dos pés, se espalhando então para o restante do corpo. A coceira pode surgir principalmente a partir do 6º mês de gestação e piorar durante a noite, e em alguns casos também podem ocorrer formação de pequenas bolinhas na pele. 

Outros sintomas da colestase gestacional incluem:

  • Urina escura;
  • Fezes claras ou esbranquiçadas;
  • Gordura nas fezes;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Dor na parte superior direita da barriga;
  • Náusea;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço excessivo.

É importante consultar o obstetra logo que os sintomas apareçam para que seja feito o diagnóstico da colestase gestacional que pode ser realizado com base no histórico clínico, exame físico e através de exames que avaliam o funcionamento do fígado como os níveis de ácidos biliares no sangue e enzimas hepáticas TGO e TGP.

Possíveis causas

A causa exata da colestase gestacional é desconhecida, mas alguns fatores podem contribuir para o aparecimento como história de colestase gestacional na família, gravidez de gêmeos ou mais bebês, ou problemas no fígado anterior à gestação.

Além disso, as alterações hormonais da gravidez podem estar associadas ao aparecimento da colestase gestacional, pois os níveis de hormônios, principalmente estrógeno e progesterona, aumentam à medida que o parto se aproxima e podem causar uma diminuição do fluxo da bile pelo fígado, fazendo com que se acumule nesse órgão e entre na corrente sanguínea, causando os sintomas.

Possíveis riscos para o bebê

A colestase gestacional pode afetar o bebê em desenvolvimento pois a bilirrubina presente na bile da mãe pode atravessar a placenta e se acumular no líquido amniótico e no corpo do bebê, podendo levar a complicações como:

  • Nascimento prematuro;
  • Problemas pulmonares por respirar o mecônio;
  • Sofrimento fetal, com alteração dos batimentos cardíacos e diminuição dos movimentos do bebê;
  • Morte dentro do útero no final da gravidez.

Como essas complicações podem ser perigosas para o bebê, o obstetra pode recomendar uma cesariana ou que o parto seja induzido antes de completar as 40 semanas da gestação.

Como é feito o tratamento

O tratamento da colestase gestacional deve ser orientado pelo obstetra e tem como objetivo aliviar os sintomas da mulher e prevenir complicações para o bebê.

Para controlar a coceira, o médico pode indicar para a gestante o uso de cremes corporais, podendo-se também utilizar alguns medicamentos para diminuir a quantidade de bile no sangue, como o ácido ursodesoxicólico, e suplementos de vitamina K para ajudar a prevenir hemorragias, pois essa vitamina passa a ser pouco absorvida no intestino. 

Caso o tratamento com o ácido ursodesoxicólico não diminua a quantidade de bile no sangue, o médico pode recomendar o parto prematuro, que geralmente é feito na 37ª ou 38ª semanas da gestação, para reduzir o risco de complicações graves no bebê. 

Além disso, durante a gravidez, é necessário monitorar o bebê através de exames para avaliar os batimentos cardíacos, os movimentos, o tônus ​​muscular, a respiração e a quantidade de líquido amniótico.

Fonte tuasaude.com

São Paulo registra queda do número de internados em UTIs pela primeira vez desde fevereiro

O estado de SP registrou pela primeira vez desde fevereiro uma baixa no número de pacientes internados em UTIs por Covid-19. A queda, apesar de ainda mínima, foi celebrada.

FEIXE DE LUZ

No sábado (27), 12.983 pacientes estavam em leitos intensivos. No domingo, 28, o número caiu para 12.916 —uma diferença de 67 pessoas.

LUZ 2

Na segunda (29), houve nova subida, para 12.946. Ainda assim, o número ficou abaixo do total de sábado.

FREIO

A queda vem depois de uma desaceleração constante. No dia 5 de março, quando o governador João Doria (PSDB) anunciou a fase vermelha no estado, as internações subiam à velocidade de 2,8%, e as UTIs lotavam. A velocidade de crescimento de internações chegou a 3,3%. No dia 11, Doria anunciou restrições mais severas, da “fase emergencial”.

FREIO 2

A curva de internações começou a desacelerar, e agora caiu para 0,8%.

SINTOMA

Houve queda pela primeira vez desde fevereiro também no número de pacientes em enfermarias. Na segunda, 2.189 pacientes deram entrada nos hospitais do estado. Ao mesmo tempo, 2.393 receberam alta —uma diferença de 204 pacientes a menos.

SINTOMA 2

A situação é diversa da verificada em 18 de março, o pico do mais grave momento que o estado já atravessou. Naquele dia, 2.918 pacientes deram entrada nas enfermarias de hospitais. E 2.161 receberam alta. Uma diferença, para mais, de 757 pacientes.

SINTOMA 3

O número apontava para um colapso total do sistema caso medidas restritivas não fossem tomadas.

TODO CUIDADO

O alerta, no entanto, segue ligado no nível máximo, e as medidas seguem sendo necessárias. A taxa de ocupação de UTIs estava em 92% na segunda (29).

QUEDA

Caso as medidas sigam surtindo efeito, os técnicos do governo imaginam que SP poderá assistir a uma queda importante no número de internados em UTIs a partir da próxima semana.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Estados alteram ordem do plano nacional de vacinação e priorizam forças de segurança e professores

Apesar do Plano Nacional de Operacionalizações de Vacinação contra a Covid-19 estabelecer uma ordem de imunização do grupo prioritário, alguns estados e o Distrito Federal têm colocado professores e forças de segurança antes de categorias que estariam na frente.

Essas ações vão contra as diretrizes do Ministério da Saúde, segundo o qual os estados não devem pular a ordem de vacinação do grupo prioritário.

Os entes federados, porém, têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas.

“Conforme a campanha de vacinação avance nos estados e municípios, eles podem ampliar a imunização do grupo prioritário desde que sigam a ordem prevista no Plano Nacional de Operacionalizações”, disse a pasta, em nota.

As mudanças que vêm ocorrendo nos estados foi tema da primeira reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), após a criação do comitê nacional contra Covid-19. Governadores cobraram que todos os estados sigam os critérios de vacinação prioritária do plano.

O Ministério da Saúde já entregou às unidades da federação mais de 33,9 milhões de doses da vacina contra o coronavírus, destinadas a trabalhadores de saúde, quilombola e idosos.

No entanto, já há estados vacinando as forças de segurança. Fazem parte do grupo policiais federais, militares, civis e rodoviários, além de bombeiros militares, civis e guardas municipais.

Isso ocorre após forte pressão do setor em razão do aumento de casos de mortes de policiais. Das 18 unidades da federação que responderam, cinco adiantaram a vacinação dessa categoria.

Cada governo estadual tem programado o seu calendário e como vai funcionar essa imunização. Há alguns que também incluíram professores e pessoas com doença crônica renal.

No Pará a vacinação das forças de segurança teve início no dia 20 de março, assim como a imunização dos agentes operacionais das regiões que se encontram em lockdown.

No Distrito Federal a previsão é que a vacinação comece nos próximos dias, em paralelo com a vacinação dos idosos, e sejam reservadas de 10 a 15% das doses para esse grupo.

Em Goiás a previsão também é de começo da vacinação de forças policiais na próxima semana, com reserva de 5% das doses.

Já em São Paulo os professores também terão a vacinação adiantada para o dia 12 de abril. A vacinação dos policiais começa no dia 5 de abril.

No Espírito Santo a estratégia é reservar 5% das doses também para esses dois grupos, com início previsto para 15 de abril.

A Bahia adiantou a vacinação de pessoas com doença crônica renal em tratamento de hemodiálise.

“Essa decisão foi tomada considerando a situação epidemiológica, a taxa de ocupação de leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e o caráter permanente de exposição deste público”, disse o governo.

A epidemiologista Carla Domingues, que esteve à frente do PNI (Programa Nacional de Imunizações) por oito anos (2011-2019), disse que as mudanças feitas pelos estados desarticulam o processo de vacinação e a comunicação com a população.

Domingues afirmou que não é contra adiantar a vacinação de professores e das forças de segurança, mas que isso precisa ser algo decidido nacionalmente.

“Teria que ter um consenso nacional. Cada local tomando uma decisão, vai ficar difícil controlar a demanda social por vacina.”

Segundo ela, a mudança sendo feita diretamente pelos estados pode trazer desorganização na vacinação, confusão da população e a ida de pessoas a estados que já estiverem aplicando a vacina na categoria a que ela pertence.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

5 hidratantes caseiros para o corpo e como preparar

Os hidratantes caseiros para o corpo são uma forma de manter a pele mais macia e hidratada, isso porque os ingredientes utilizados possuem vitaminas e óleos que penetram na pele mantendo sua umidade e suavidade, sendo uma boa opção para hidratar peles secas ou ressecadas. Além disso, esses hidratantes podem ser utilizados para auxiliar no tratamento da pele muito seca em pessoas com eczema, psoríase ou dermatite, por terem ação calmante e anti-inflamatória.

Para que esses hidratantes tenham o efeito desejado, é recomendado que sejam utilizados após o banho com água morna e sabonete neutro para limpar e abrir os poros, permitindo que o hidratante penetre melhor na pele ou pode-se fazer uma esfoliação no corpo antes de usar o hidratante caseiro para remover as células mortas e preparar a pele para a hidratação. Saiba como fazer uma esfoliação do corpo

Antes de utilizar o hidratante caseiro no corpo, é importante fazer um teste passando um pouco do hidratante no dorso da mão para saber se tem alergia. Se a pele ficar vermelha ou irritada, não é recomendado o uso do hidratante caseiro. 

Algumas opções de hidratantes caseiros para o corpo são:

1. Hidratante de côco, aveia e leite

5 hidratantes caseiros para o corpo e como preparar

O hidratante caseiro de coco, aveia e leite é uma ótima solução para hidratar a pele seca e extra seca, deixando-a mais bonita e macia. 

O côco promove a hidratação da pele e, por isso, é um ótimo ingrediente para ser utilizado em cremes para o tratamento da pele seca. Além disso, quando associado à aveia, é possível nutrir e proteger a pele pois a aveia tem propriedades que ajudam na renovação das células de pele, contribuindo para uma pele lisa, macia e nutrida.

Ingredientes

  • 1 xícara de coco ralado;
  • ​1 colher de farelo de aveia;
  • 1 copo de leite morno.

Modo de preparo

Bater todos os ingredientes no liquidificador até virar um creme uniforme e passar em todas as áreas em que a pele esteja seca. Deixar agir por 15 minutos e enxaguar a seguir com água morna. Este hidratante por conter leite, deve ser preparado imediatamente antes de usar e não deve ser guardado para usar futuramente.

2. Hidratante de óleo de amêndoas e lavanda

5 hidratantes caseiros para o corpo e como preparar

Esta receita de hidratante caseiro de óleo de amêndoas e lavanda é uma ótima opção de hidratante caseiro para pele seca e ressecada pois tem propriedades umectantes, mantendo o equilíbrio, a umidade e a hidratação profunda da pele. Confira outros benefícios do óleo de amêndoas.

Além disso, devido a lavanda na sua composição, esse hidratante caseiro ajuda a melhorar a coceira, a vermelhidão e a descamação da pele muito seca, podendo ser usado para pessoas com eczema ou psoríase.

Ingredientes

  • 2 colheres de sopa de cera de abelha;
  • ¼ xícara de manteiga de cacau;
  • 5 gotas de óleo de amêndoas;
  • 5 gotas de óleo essencial de lavanda;
  • Água filtrada para dar o ponto de creme.

Modo de preparo

Aquecer a cera de abelha e a manteiga de cacau em banho maria. Em seguida, despejar no liquidificador e deixar esfriar. Bater no liquidificador adicionando a água aos poucos até formar uma mistura com consistência de creme. Adicionar o óleo de amêndoas e o óleo essencial de lavanda e mexer para incorporar os óleos ao creme. Colocar o hidratante pronto em um frasco de vidro limpo e seco. Esse hidratante pode ser usado 2 a 3 vezes por semana.

Por conter óleo essencial de lavanda, esse hidratante caseiro só deve ser usado por mulheres grávidas, se o médico permitir o uso. Além disso, não deve ser usado por crianças. 

3. Creme de óleo de côco, gerânio e vitamina E

5 hidratantes caseiros para o corpo e como preparar

O creme caseiro de óleo de côco, gerânio e vitamina E é outra ótima opção de hidratante caseiro para pele seca a extra seca, pois aumenta a umidade e a hidratação da pele, mantendo-a macia e suave. Confira outros benefícios do óleo de côco para a saúde

Além disso, o óleo de vitamina E tem ação antioxidante evitando danos de radicais livres na pele, podendo ser usado para pele seca ou muito secas, nos cotovelos ou no calcanhar. Já o óleo essencial de gerânio reduz a irritação da pele ressecada por ter propriedades anti-inflamatórias e calmantes, podendo ser usado para auxiliar no tratamento de dermatite, eczema, acne e rosácea.

Ingredientes

  • ½ xícara de óleo de amêndoas ou óleo de jojoba;
  • ¼ xícara de óleo de coco;
  • ¼ xícara de cera de abelha;
  • 2 colheres de sopa de manteiga de karité;
  • 1 colher de chá de óleo de vitamina E;
  • 5 gotas de óleo essencial de gerânio;
  • 2 a 3 gotas de extrato de baunilha.

Modo de preparo

Aquecer em banho maria o óleo de amêndoas ou óleo de jojoba, óleo de côco, a cera de abelha e a manteiga de karité ou manteiga de cacau, mexendo até que derretam. Aguardar esfriar e adicionar o óleo de vitamina E, o óleo essencial de gerânio e o extrato de baunilha. Colocar o hidratante caseiro em um frasco de vidro limpo e seco e anotar a data de preparo. Este hidratante caseiro é válido por aproximadamente 6 meses, armazenado em geladeira, e pode ser usado diariamente no corpo.

4. Hidratante de óleo de palmarosa

5 hidratantes caseiros para o corpo e como preparar

O hidratante caseiro de palmarosa ajuda a equilibrar a oleosidade da pele, promovendo a hidratação da pele danificada e seca deixando a pele tonificada, hidratada e saudável.

Além disso, esse hidratante caseiro é uma ótima opção para auxiliar no tratamento de dermatite, psoríase, eczema, úlceras de pressão, também chamadas de escaras, e acne. Saiba outra opções de hidratação para pele seca e com acne.

Ingredientes

  • 100 g de vaselina sólida;
  • 3 gotas do óleo essencial de palmarosa.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e aplicar nas regiões em que a pele está mais ressecada como cotovelos, mãos ou pés, 1 vez ao dia.

5. Hidratante de óleo de laranja

5 hidratantes caseiros para o corpo e como preparar

O hidratante caseiro de óleo de laranja é outra ótima opção de hidratante para o corpo, especialmente para pele seca ou extra seca, pois ajuda a umectar a pele, suavizando e mantendo sua hidratação da pele, podendo ser usado em regiões do corpo em que a pele se encontra mais ressecada como cotovelos, joelhos ou pés. 

Ingredientes

  • ¼ xícara de óleo de coco;
  • ¼ xícara de manteiga de cacau;
  • 3 gotas de óleo essencial de laranja.

Modo de preparo

Aquecer em banho maria o óleo de côco e a manteiga de cacau. Deixar esfriar, acrescentar o óleo essencial de laranja e passar na pele ressecada diariamente.

Fonte tuasaude.com

Coronavírus na gravidez: sintomas, possíveis riscos e como se proteger

A infecção por coronavírus na gravidez pode acontecer em qualquer semana de gestação e, normalmente, provoca o desenvolvimento de sintomas leves como febre, mal estar geral e tosse, sendo muito semelhante a uma gripe.

No entanto, mulheres grávidas mais velhas, que sofrem de obesidade, que possuem outras doenças como diabetes ou hipertensão, ou que ficam infectadas após as 28 semanas de gravidez parecem ter maior risco de desenvolver sintomas graves, como dificuldade para respirar e confusão, o que poderá também aumentar o risco de complicações para a gestação.

Assim, é recomendado que a mulher adote medidas de proteção contra o coronavírus, como lavar as mãos regularmente, usar máscara e manter o distanciamento social. Confira as principais formas de se proteger do coronavírus.

Coronavírus na gravidez: sintomas, possíveis riscos e como se proteger

Principais sintomas

A maioria das gestantes com COVID-19 não desenvolve sinais e sintomas de infecção. No entanto, no caso de haver sintomas, é comum que sejam semelhantes aos da gripe:

  • Febre;
  • Tosse constante;
  • Dor muscular;
  • Perda do olfato e do paladar;
  • Diarreia;
  • Mal estar geral.

Os sintomas mais graves de COVID-19, como dificuldade para respirar, dor no peito e confusão mental, por exemplo, são mais raros de acontecer, no entanto há maior probabilidade de surgirem em mulheres que já estão no terceiro trimestre de gestação, além de haver maior chance de complicações.

Assim, na presença de sinais e sintomas da COVID-19, principalmente se a mulher estiver tiver mais de 28 semanas de gravidez, é importante que vá ao hospital para que sejam tomadas as medidas necessárias para prevenir a progressão da doença. Saiba identificar os sintomas de COVID-19.

Possíveis riscos para a gravidez

A maioria dos casos de COVID-19 na gravidez não leva ao desenvolvimento de complicações, sendo normalmente casos leves da doença. No entanto, mulheres que foram infectadas pelo novo coronavírus no terceiro trimestre de gravidez podem apresentar sintomas mais graves, além de terem maior risco de parto prematuro e maior tendência à formação de coágulos.

De acordo com um estudo feito nos Estados Unidos [1], é possível que o novo coronavírus cause a formação de coágulos na placenta, que parecem reduzir a quantidade de sangue que é transportada até ao bebê. Ainda assim, o desenvolvimento do bebê não parece ser afetado, sendo que a maioria dos bebês que nasceram de mães com COVID-19 apresentaram peso e desenvolvimento normal para a idade gestacional.

O vírus passa para o bebê?

Os primeiros estudos feitos sobre a transmissão do coronavírus da mãe para o feto mostraram que o vírus não estava presente no líquido amniótico, na garganta do bebê, nem no leite materno. Além disso, nenhum dos bebês nascidos de mães com COVID-19 apresentava infecção pelo novo coronavírus, o que comprovou a teoria de que o vírus não era facilmente transmitido da mãe para o bebê [2, 3].

No entanto, devido a um crescente aumento de casos suspeitos de COVID-19 em bebês logo após o nascimento, foram necessários novos estudos para confirmar se realmente era possível transmitir o coronavírus durante a gestação.

Esses estudos mostraram que o coronavírus pode, de fato, ser transmitido da mãe para o feto durante a gravidez, pois 3 mulheres infectadas com COVID-19 tiveram bebês com resultados positivos logo após o nascimento, além disso, o coronavírus foi identificado na placenta de uma dessas mulheres, o que indica que o novo coronavírus pode ser transmitido no útero [5, 6].

Embora esses estudos mostrem que o coronavírus pode ser transmitido da mãe para o feto, ainda são casos muito raros e, por isso, são precisos mais estudos para identificar como essa transmissão acontece e quais os fatores de risco que aumentam a possibilidade de transmitir o vírus para o bebê. Assim, o ideal é que, durante a gestação, a mulher tenha todos os cuidados para evitar a infecção por COVID-19, como lavar as mãos com frequência e usar máscara, por exemplo.

Mulheres com COVID-19 podem amamentar?

Segundo a OMS [4] e os alguns estudos feitos com grávidas [2, 3], o risco de passar a infecção pelo novo coronavírus para o bebê parece ser muito baixo e, por isso, é aconselhado que a mulher amamente caso se sinta em boas condições de saúde e o deseje.

É apenas recomendado que a mulher tenha alguns cuidados na hora de amamentar para proteger o bebê de outras vias de transmissão, como lavar as mãos antes de amamentar e utilizar máscara durante a amamentação.

Como evitar pegar COVID-19 durante a gravidez

Apesar dos sintomas na gravidez não serem graves e de haver baixo risco de transmissão do vírus da mãe para o bebê durante a gravidez, parto ou aleitamento, é importante que a mulher reforce as medidas preventivas da infecção, principalmente se estiver no terceiro trimestre de gravidez. Dessa forma, é recomendado:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por cerca de 20 segundos;
  • Evitar tocar nos olhos, boca e nariz;
  • Evitar ficar em um ambiente com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Beber bastante água e se manter ativa, pois assim é possível diminuir o risco de formação de coágulos;
  • Usar máscaras apropriadas;
  • Ter uma alimentação equilibrada e suplementação de vitamina D e ácido fólico, caso tenha sido recomendado.

Além disso, é importante que as consultas de rotina com o obstetra sejam mantidas, pois assim é possível acompanhar o desenvolvimento do bebê e garantir que está acontecendo de forma saudável.

Saiba mais sobre o que fazer contra o novo coronavírus no vídeo a seguir:

Fonte tuasaude.com

Brasil registra novo recorde na média móvel com 2.598 mortes diárias por Covid

O Brasil voltou a bater recorde na média móvel de mortes por Covid neste domingo: 2.598. É o maior número desde o início da pandemia e um crescimento de 42% se comparado com a última semana, o que indica tendência de alta nos óbitos pela doença, que vem sendo puxada, principalmente, pelo Sudeste e Centro Oeste.

A média móvel é um instrumento estatístico para amenizar grandes variações de dados, como as que ocorrem aos finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma das mortes dos últimos sete dias e divisão por sete.

Até então, a média recorde anterior era de 2.548 mortes por dia, registrada neste sábado (27).

Os dados são os aferidos pelo consórcio de veículos de imprensa integrado por Folha, UOL, G1, O Estado de S. Paulo, Extra e O Globo e coletados até as 20h com as secretarias de saúde dos estados. ​

Nesta sexta (26), o país bateu o recorde de mortes em um único dia, com 3.600 óbitos. Mas, apesar de a situação ser gravíssima, ao menos parte desse elevado número de mortes registradas se deve a um represamento de dados que ocorreu durante a semana.

Nas últimas 24h, o Brasil registrou 1.605 mortes por Covid, além de 43.402 novas infecções. Assim, o país chega a 312.299 óbitos e a 12.532.634 casos da doença desde o início da pandemia.

Até terça-feira (23), o país completava 25 dias seguidos de valores máximos da média móvel. A sequência foi quebrada justamente no dia em que o Ministério da Saúde mudou a forma de registro das mortes, o que provocou dificuldade na documentação por alguns estados e fez o número de óbitos cair artificialmente. A medida gerou críticas, que levaram a pasta a suspender a mudança.

Ainda assim, o país completa 67 dias com média móvel de mortes acima de 1.000; 20 dias com o índice acima de 1.500 e 12 dias com média acima dos 2.000 mortos.

Antes de acabar, março de 2021 já é de longe do mês mais letal da pandemia, com mais de 56 mil óbitos. Antes, o maior número de mortes em um mês por Covid havia sido visto em julho de 2020, quando quase 33 mil pessoas perderam a vida para a doença.

VACINA

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid por 16 estados.

Já foram aplicadas no total 20.171.365 doses de vacina (15.476.005 da primeira dose e 4.695.360 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Isso significa que somente 7,31% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 2,22%, a segunda.

Nas últimas 24 horas, 227.158 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 16.365, a segunda.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Saúde desviou 2 milhões de comprimidos de cloroquina para Covid, e programa de malária ficou sem estoque

O Ministério da Saúde desviou para Covid 2 milhões de 3 milhões de comprimidos de cloroquina fabricados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para o combate à malária. O desvio de função do medicamento deixou descoberto o programa nacional de controle da malária, com risco de desabastecimento da droga para esses pacientes a partir deste mês de março.

Novos documentos obtidos pela Folha revelam que o ministério precisou, em caráter urgente, garantir mais 750 mil comprimidos de cloroquina, por meio de aditivo a uma parceria firmada com a Fiocruz.

O aditamento foi proposto em novembro e assinado em dezembro. Em janeiro, a Fiocruz entregou a cloroquina adicional para não deixar o programa de malária sem a droga. O total é suficiente para quatro meses.

Toda a parceria –viabilizada por meio de um TED (termo de execução descentralizada), o de número 10/2020– foi bancada com dinheiro do SUS. Os gastos somaram R$ 258.750,00.

Em janeiro, uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu que o uso de dinheiro do SUS na distribuição de cloroquina a pacientes com Covid-19 é ilegal.

Segundo o tribunal, o fornecimento pelo SUS de medicamentos para uso “off label”, fora do previsto na bula, só pode ocorrer se houver autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A Anvisa já confirmou que não concedeu essa autorização.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Folha obteve uma cópia de todo o processo do TED 10/2020. Os documentos comprovam o desvio da cloroquina para pacientes com Covid-19.

O medicamento é o carro-chefe do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia desde o início da crise sanitária, há mais de um ano. Pesquisas científicas mostraram que a droga não tem eficácia para Covid-19.

A parceria entre Ministério da Saúde e Fiocruz (vinculada à pasta) para produção de difosfato de cloroquina 150 mg existe há quase 20 anos, sempre destinada a malária. O plano de trabalho do termo descentralizado referente ao período de março de 2020 a março de 2021 cita ainda outras doenças: amebíase hepática, artrite reumatoide, lúpus, sarcaidose e doenças de fotossensibilidade.

Por ano, o Brasil tem 194 mil casos de malária, dos quais 193 mil (99,5%) ocorrem na região amazônica. As informações estão presentes na justificativa da parceria entre ministério e Fiocruz, que aponta a cloroquina como uma droga com efeito contra o ataque agudo da doença. O programa orçamentário a que se refere o TED é o de assistência farmacêutica no SUS.

O relatório da entrega da cloroquina, feita em 26 de março, com armazenamento no almoxarifado do ministério no dia seguinte, já mostra o desvio da função do medicamento. Ao programa “Covid-19” foram destinados 2.008.500 comprimidos. Ao programa “Malária”, 991.500.

Quase oito meses depois, diante da política de distribuição de cloroquina a todas as regiões brasileiras, o Ministério da Saúde se viu sob risco de não ter o medicamento para malária e decidiu procurar a Fiocruz para aditar a parceria existente.

Em 9 de novembro, a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde enviou um ofício à direção de Farmanguinhos, responsável pela produção de medicamentos e vacinas na Fiocruz, propondo um aditivo ao TED 10/2020. A necessidade era de mais 750 mil comprimidos até janeiro.

“Como é de conhecimento de Farmanguinhos, com o advento da pandemia pela Covid-19, esse medicamento passou a ser disponibilizado também para o tratamento dessa virose, o que elevou o seu consumo, especialmente no primeiro semestre. Com isso, o estoque atualmente disponível garante a cobertura do programa de malária apenas até meados de 2021”, informou o ofício.

Uma nota técnica da mesma secretaria apontou, em vermelho, que a necessidade do aditivo era “urgente”. O documento citou que, com a pandemia, a cloroquina foi apontada pelo Ministério da Saúde como um dos medicamentos que constam do manual de orientações para o “manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”.

“Houve aumento no consumo deste medicamento, pois o estoque existente passou a ser distribuído para o tratamento da Covid-19 e da malária no âmbito do SUS”, informou a nota técnica.

Naquele momento, no começo de novembro, havia estoque nos estados até dezembro. No almoxarifado do ministério, havia 259 mil comprimidos. E estados e capitais remanejaram outros 277,3 mil comprimidos.

Assim, conforme a nota técnica, a estimativa de cobertura de cloroquina para malária alcançava apenas março de 2021. Eram necessários mais 750 mil comprimidos, suficientes para mais quatro meses.

No segundo semestre de 2020, segundo o mesmo documento, o ministério passou a priorizar, para Covid-19, a hidroxicloroquina recebida como doação do governo dos Estados Unidos. Mesmo assim, o estoque de cloroquina 150 mg para malária já estava comprometido.

O aditivo se fazia necessário porque um novo processo de compra de cloroquina da Fiocruz, com o emprego de recursos públicos destravados pela MP (medida provisória) nº 940/2020, ainda estava “em andamento”, conforme a nota técnica.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Helio Angotti Neto, concordou com o aditivo “urgente” (palavra escrita em vermelho nos documentos) ainda em novembro.

Ministério da Saúde e Fiocruz assinaram o aditivo no penúltimo dia de 2020. Os 750 mil comprimidos foram recebidos no almoxarifado da pasta em 14 de janeiro, numa remessa única. O destino deve ser o programa de combate à malária, como consta nos documentos.

Em 10 de fevereiro, uma reportagem da Folha mostrou que documentos do Ministério da Saúde registravam o uso de dinheiro da MP nº 940/2020, voltada a ações emergenciais contra a Covid-19, na produção de cloroquina pela Fiocruz.

Uma nova reportagem, no dia seguinte, revelou a existência de outro documento da pasta, que apontava a distribuição de cloroquina para malária, fabricada pela Fiocruz, a pacientes com Covid-19. O documento, porém, não dava detalhes sobre o TED feito nem sobre o comprometimento do programa de combate à malária.

Tanto o ministério quanto a Fiocruz afirmaram, após a publicação das reportagens em fevereiro, que não havia uso de cloroquina da malária para Covid-19. “O termo e o aditivo não têm qualquer relação com a MP nº 940 ou com o tratamento de pacientes de Covid-19”, chegou a dizer, em nota, a Fiocruz.

A política de distribuição massiva de cloroquina pelo governo Bolsonaro incluiu a hidroxicloroquina doada pelos Estados Unidos no governo de Donald Trump –a doação foi de 3.016.000 comprimidos– e a cloroquina fabricada pelo Laboratório Químico Farmacêutico do Exército– a produção foi de 3,2 milhões de comprimidos.

Em nota, o Ministério da Saúde disse ter garantido o estoque de cloroquina para malária, sem prejuízos ou interrupções do atendimento durante a pandemia. O novo fornecimento da Fiocruz, de 750 mil comprimidos, será destinado a casos da doença, conforme demanda dos estados, afirmou. “Toda e qualquer auditoria dos órgãos de controle será devidamente respondida nos autos do processo.”

Também em nota, a Fiocruz disse que não cabe a ela assegurar o uso final do medicamento produzido em Farmanguinhos. Segundo a instituição, a recomendação de qualquer droga precisa de “evidências e bases científicas sólidas” sobre benefícios no enfrentamento à Covid-19.

A cloroquina é produzida com as indicações de uso descritas na bula e aprovadas pela Anvisa, conforme a Fiocruz. “O monitoramento dos dados epidemiológicos de malária no Brasil são de responsabilidade do Ministério da Saúde. Caso o programa verifique a necessidade de abastecimento adicional, encaminha solicitação de aditivo para execução em Farmanguinhos.”

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Funcionários da Saúde de SP, incluindo jovens, têm prioridade em vacinação contra Covid

Pelo menos 450 funcionários públicos ligados à Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, muitos deles na faixa dos 20 a 30 anos, foram vacinados contra a Covid-19 a partir de 17 de fevereiro, passando na frente de grupos prioritários como idosos e profissionais de saúde.

Segundo listas de centenas de nomes obtidas pela Folha, a maioria dos servidores que furou a fila da vacinação trabalha em setores administrativos (muitos deles em home office), sem nenhum contato com o público ou exposição a hospitais e postos de saúde.

Profissionais na faixa dos 25 a 30 anos, das áreas financeira, de contratos, administrativa e planejamento receberam a primeira vacina contra a Covid-19 entre os dias 17 e 25 de fevereiro. Ao menos 70 funcionários ligados ao gabinete do secretário Jean Gorinchteyn e a assessorias foram vacinados em fevereiro.

Pouco mais de 40% das pessoas da lista nasceu no ano de 1970 em diante; muitos servidores são das décadas de 1980 e 1990 e até dos anos 2000.

Pessoas como D.M.D.S. (iniciais trocadas para proteger a privacidade do funcionário), de 39 anos, que trabalha no setor financeiro da secretaria; L.M., 26, do planejamento, M.C.L., 25, que dá expediente administrativo, foram vacinadas no fim de fevereiro.

Segundo a orientação da Secretaria Municipal de Saúde, profissionais que trabalham em diferentes divisões da pasta e que incluem tanto os que atuam na área da saúde como os do setores administrativos podiam se vacinar a partir de 17 de fevereiro.

A vacinação não infringiu as regras. No entanto, levou centenas de pessoas abaixo dos 40 anos, sem nenhuma exposição ao público ou áreas médicas, a serem vacinadas antes de grupos prioritários.

O esquema de vacinação foi distribuído em duas unidades: a UBS Jardim Vera Cruz, em Perdizes, e na avenida Doutor Arnaldo, 925, no prédio onde funciona o Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Pública da USP, no Sumaré (ambos na zona oeste), conveniado com a Prefeitura de São Paulo.

Na quinta-feira (25), a reportagem esteve nas duas unidades e, sem se identificar, conversou com funcionárias.

A primeira dose da vacina é aplicada na UBS Jardim Vera Cruz. É a Secretaria de Estado da Saúde que separa os servidores por dia de vacinação.

A reportagem da Folha questionou uma funcionária sobre o local onde era realizada a imunização do pessoal da secretaria estadual da Saúde contra a Covid-19. A servidora perguntou para a colega ao lado: “tem uma lista aí, não tem, do pessoal da secretaria?”. “Sim, está aqui”, disse a moça, que segurava a relação na mão.

Informada de que a repórter voltaria no dia seguinte, a funcionária afirmou: “Se o seu nome estiver aqui hoje, amanhã pode não estar. Não é isso? [dirigindo-se à outra servidora]. Eles mandam todo dia uma lista. São determinadas pessoas que podem vir naquele dia”, afirmou.

Com o nome na lista, o trâmite é o mesmo do que é seguido pelas demais pessoas que estão nos grupos prioritários por faixa etária, ou seja, pegar uma senha e aguardar ser chamado.

Na outra unidade, é aplicada apenas a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Indagada se o posto era específico da secretaria e se a repórter poderia levar alguém, a funcionária afirmou: “Se for da secretaria, sim”, disse a servidora. O local também vacina profissionais da saúde.

Em nenhum dos dois postos houve questionamento sobre o fato de a repórter, que tem 49 anos, não pertencer às faixas etárias priorizadas para a imunização. Na sexta (26), a capital paulista começou a vacinar o público entre 69 e 71 anos.

Enquanto isso, uma policlínica privada na zona norte da cidade de são Paulo não consegue vacinar 14 funcionários da equipe que presta os primeiros atendimentos aos pacientes que chegam lá, inclusive com sintomas de Covid-19.

Uma parte dos 54 médicos que atuam no local também não conseguiu se vacinar por não estar contemplada em grupo prioritário. O local realiza cerca de 7.000 atendimentos por mês.

Uma das funcionárias, que pediu para não ter o seu nome e o da clínica revelados, disse que buscou orientação na Secretaria Municipal da Saúde.

“Eles disseram que não fazemos parte da categoria e orientaram a acompanhar o site da secretaria e as datas de vacinação. Fomos diversas vezes na UBS da avenida Nova Cantareira e nos barraram. Disseram que não estamos no perfil e devemos aguardar. Dos 14 funcionários, dois receberam resultado positivo para Covid-19 e foram afastados. Desde março [de 2020] não deixamos um dia de atender pacientes e a justificativa é que não fazemos parte do grupo? Não conseguimos entender o critério”, afirmou.

“Na rede privada, jovens profissionais multidisciplinares que lidam direto com pacientes, como médicos, enfermeiros e demais ligados à assistência, não foram vacinados e continuam no atendimento a pacientes, independentemente de ser Covid-19 ou não. Eles não são prioritários. Se eles não têm o direito de serem vacinados, um funcionário administrativo de órgão público também não deveria ter. Como se explica? Qual o critério adotado pela secretaria?”, questiona Domingos Costa Hernandez Júnior, médico especialista em gestão de serviços públicos de saúde pela Fundação Getúlio Vargas.

A princípio, a secretaria de Saúde afirmou que não poderia dizer quais funcionários são vacinados, porque cada um vai de forma autônoma. Depois, informada sobre as listas na UBS, mudou a versão.

Em nota, a secretaria afirmou que “os colaboradores que atuam na Secretaria de Estado da Saúde podem ser imunizados contra Covid-19 por integrarem o grupo prioritário de trabalhadores da saúde, segundo definido pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações)”.

A assessoria de imprensa informou que foram vacinados 1.992 profissionais até o momento, sendo que os colaboradores do Instituto Adolfo Lutz e dos centros de vigilância epidemiológica e sanitária estaduais, diretamente expostos a situações de risco, foram priorizados conforme documentos técnicos.

“A reportagem equivoca-se ao afirmar que ‘não se expõem à doença nem ao público’, uma vez que tais colaboradores mantêm contato contínuo e direto com equipes da linha de frente nas suas tarefas cotidianas.”

Nas listagens obtidas pela Folha, no entanto, há centenas de funcionários com funções administrativas, muitos em home office.

“É desolador ter que escrever uma matéria sobre este assunto”, diz o sanitarista e professor de saúde pública da USP Gonzalo Vecina Neto. “Não tem cabimento. Os funcionários [administrativos] da Secretaria da Saúde não se encontram com pacientes, porque não estão na linha de frente. Não pode ter dúvida sobre quem vacinar. Além do mais, apesar de atenderem a população diferenciada, o funcionário da área privada tem o mesmo direito da público”.

O especialista lamenta a falta de coordenação federal. “Não tenho dúvida de que é um exemplo da balbúrdia. Se tivéssemos a comissão de assessoria do PNI [Programa Nacional de Imunização] funcionando, as regras teriam sido mais claras. Essas coisas são frutos de má informação e um pouco de má vontade também. O projeto de vacinação foi desenhado mal e porcamente, porque não tinha comissão de apoio, porque o Bolsonaro extinguiu as comissões. O pessoal do Ministério da Saúde copiou o que foi feito no hemisfério Norte e, com as realidades diferentes no país, deu essa confusão”, afirma.

Em Minas Gerais, esquema semelhante levou à demissão do secretário de Saúde. O governador Romeu Zema (Novo) afastou, em 11 de março, o secretário Carlos Eduardo Amaral, acusado de ter furado a fila da vacinação contra a Covid-19.

Amaral admitiu que ele e outros 806 servidores de sua pasta haviam sido vacinados, mas negou que o ato representasse uma ilegalidade.

Só de seu gabinete 27 pessoas foram vacinadas, entre elas o secretário-adjunto, Marcelo Cabral; de áreas como assessorias, controladoria, comunicação e cerimonial, entre outros, 38 pessoas receberam os imunizantes. A lista com nomes foi encaminhada à Assembleia mas não foi divulgada publicamente, de acordo com Amaral, devido à Lei Geral de Proteção de Dados.

Amaral afirmou que a vacinação ocorreu depois que 70% das doses voltadas a profissionais de saúde já haviam sido encaminhadas. Ele reafirmou ainda que a vacinação desses trabalhadores seguiu o que foi acordado em 9 de fevereiro entre gestores municipais e estaduais, na CIB (Comissão Intergestores Bipartite do SUS de MG), seguindo o PNI.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude