Remédios para COVID-19: aprovados e em estudo

Até ao momento existe apenas um remédio aprovado para o tratamento da COVID-19 no Brasil, o Remdesivir. Este medicamento está indicado apenas para alguns pacientes internados e deverá ajudar a eliminar o coronavírus do corpo, acelerando a cura da infecção. No entanto, existem outros medicamentos, como os analgésicos e os antipiréticos, que também estão aprovados para aliviar os sintomas da COVID-19 e que são liberados para todos os casos.

De acordo com as orientações das autoridades de saúde, os casos mais leves de COVID-19, com sintomas semelhantes aos da gripe comum, podem ser tratados em casa com repouso, hidratação e uso de remédios para febre e analgésicos. Já os casos mais graves, em que surgem sintomas mais intensos e complicações como pneumonia, precisam ser tratados em internamento no hospital, muitas vezes em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

Veja mais detalhes sobre o tratamento para a COVID-19.

Remédios para COVID-19: aprovados e em estudo

Além dos medicamentos, algumas vacinas contra a COVID-19 também estão sendo estudadas, produzidas e distribuídas. Estas vacinas prometem evitar a infecção por COVID-19, mas também parecem diminuir a intensidade dos sintomas, quando a infecção acontece. Entenda melhor que vacinas contra a COVID-19 existem, como funcionam e possíveis efeitos colaterais.

Remédios aprovados para o coronavírus

Os remédios que se encontram aprovados para o tratamento do coronavírus, pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde do Brasil, são:

  • Remdesivir: é o primeiro antiviral aprovado contra o coronavírus e que é capaz de impedir a replicação do vírus. Este medicamento está aprovado apenas para ser usado em adultos internados com pneumonia no hospital, que não estejam precisando de ventilador.
  • Antipiréticos: para diminuir a temperatura e combater a febre;
  • Analgésicos: para aliviar as dores musculares por todo o corpo;
  • Antibióticos: para tratar possíveis infecções bacterianas que possam surgir junto com a COVID-19.

Embora estejam aprovados, estes remédios só devem ser utilizados sob orientação de um médico.

Remédios que estão sendo estudados

Além dos remédios que ajudam a aliviar os sintomas, vários países estão desenvolvendo estudos em animais de laboratório e pacientes infectados, para tentar identificar um medicamento capaz de eliminar o vírus do organismo.

Os remédios que estão sendo estudados não devem ser usados sem orientação de um médico, nem como forma de prevenção da infecção, já que podem causar vários efeitos colaterais e colocar a vida em risco.

A seguir apresentamos uma lista dos principais medicamentos sendo estudados para o novo coronavírus:

1. Remdesivir

Este é um remédio antiviral de amplo espetro que foi desenvolvido para o tratamento da epidemia do vírus Ebola, mas que não apresentou resultados tão positivos quanto outras substâncias. No entanto, devido à sua ampla ação contra vírus, está sendo estudado para entender se pode apresentar melhores resultados na eliminação do novo coronavírus.

Os primeiros estudos feitos em laboratório com este remédio, tanto nos Estados Unidos [1] [2], como na China [3], mostraram efeitos promissores, uma vez que a substância foi capaz de impedir a replicação e multiplicação do novo coronavírus, assim como de outros vírus da família coronavírus.

No entanto, antes de poder ser aconselhado como forma de tratamento, este medicamento precisa passar por vários estudos com humanos, para se entender qual a sua verdadeira eficácia e segurança. Dessa forma, existem, neste momento, cerca de 6 estudos que estão sendo feitos com um número elevado de pacientes infectados por COVID-19, tanto nos Estados Unidos, como na Europa e no Japão, mas os resultados só deverão ser liberados em Abril, não existindo, para já, comprovação de que o Remdesivir possa, de fato, ser utilizado de forma segura para eliminar o novo coronavírus em humanos.

Atualização 29 de Abril 2020:

Segundo uma investigação feita pela Gilead Sciences [8], nos Estados Unidos, o uso de Remdesivir em pacientes com COVID-19 parece apresentar os mesmos resultados num período de tratamento de 5 ou 10 dias, sendo que em ambos os casos os pacientes têm alta do hospital em cerca de 14 dias e a incidência de efeitos colaterais também é baixa. Este estudo não indica qual o grau de eficácia do medicamento para eliminar o novo coronavírus e, por isso, outros estudos continuam sendo feitos.

Atualização 16 de Maio 2020:

Um estudo feito na China em 237 pacientes com efeitos graves da infecção COVID-19 [15] relatou que os pacientes tratados com este remédio apresentaram uma recuperação um pouco mais rápida em relação aos pacientes de controlo, com uma média de 10 dias em relação aos 14 dias apresentados pelo grupo de tratado com um placebo.

Atualização 22 de Maio 2020:

O relatório preliminar de outra investigação feita nos Estados Unidos com o Remdesivir [16] também apontou que o uso deste medicamento parece reduzir o tempo de recuperação em adultos internados, assim como diminuir o risco de infecção do trato respiratório inferior.

Atualização 26 de Julho 2020:

De acordo com um estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston [26], o remdesivir diminui o tempo de tratamento em pacientes internados na UTI.

Atualização 5 de Novembro 2020:

O relatório final do estudo sendo feito nos Estados Unidos com o Remdesivir indica que o uso deste medicamento reduz, de fato, o tempo médio de recuperação em adultos internados, de 15 para 10 dias [31].

Atualização 19 de Novembro 2020:

A FDA, nos Estados Unidos, lançou uma autorização de emergência [32] que permite o uso combinado do Remdesivir com o medicamento Baricitinib, no tratamento de pacientes com infecção grave pelo coronavírus e a necessitar de oxigenação ou ventilação.

Atualização 20 de Novembro 2020:

A OMS desaconselhou o uso do remédio Remdesivir no tratamento de pacientes internados com COVID-19 por falta de dados conclusivos que indiquem que o Remdesivir diminui a taxa de mortalidade.

Atualização 12 de Março 2021:

A Anvisa aprovou o uso do medicamento para o tratamento de pacientes internados com COVID-19 [41] que apresentam pneumonia e que não estão precisando de ventilador. O medicamento só será utilizado em adultos com mais de 40 kg de peso e será administrado na forma de injeção.

2. Ivermectina

A ivermectina é um vermífugo indicado para o tratamento da infestação por parasitas, que provocam problemas como oncocercose, elefantíase, pediculose (piolhos), ascaridíase (lombrigas), escabiose ou estrongiloidíase intestinal e que, recentemente mostrou resultados muito positivos na eliminação do novo coronavírus, in vitro.

Um estudo realizado na Austrália, testou a ivermectina no laboratório, em culturas de células in vitro, tendo-se verificado que esta substância foi capaz de eliminar o vírus SARS-CoV-2 em 48 horas [7]. Porém, são necessários ensaios clínicos em humanos, para verificar a sua eficácia in vivo, assim como a dose terapêutica e segurança do medicamento, o que se prevê que aconteça num período entre 6 a 9 meses.

Além disso, um outro estudo indicou que o uso de ivermectina por pacientes diagnosticados com COVID-19 representou diminuição do risco de complicações e progressão da doença, indicando que a ivermectina poderia melhorar o prognóstico da doença [33]. Ao mesmo tempo, um estudo realizado em Bangladesh indicou que o uso de ivermectina (12 mg) por 5 dias foi eficaz e seguro no tratamento da COVID-19 [34].

Em novembro de 2020 [35] foi divulgada em uma revista científica a hipótese de pesquisadores indianos de que a ivermectina seria capaz de interferir no transporte do vírus par ao núcleo das células, impedindo o desenvolvimento da infecção, no entanto esse efeito só seria possível com altas doses de ivermectina, o que poderia ser tóxico para o organismo humano.

Um outro estudo divulgado em dezembro de 2020 [36] também demonstrou que o uso de nanopartículas contendo ivermectina poderia diminuir a expressão dos receptores ACE2 das células, diminuindo a probabilidade do vírus se ligar a esses receptores e causar infecção. No entanto, esse estudo foi realizado apenas in vitro, não sendo possível afirmar que o resultado seria o mesmo in vivo. Além disso, como se trata de uma nova forma terapêutica são necessários estudos de toxicidade.

Em março de 2021 foi divulgado um estudo realizado na Colômbia [37] em que 200 pessoas positivas para COVID-19 usaram 300 μg/kg de Ivermectina e 200 pessoas, também positivas para a doença, fizeram uso de placebo por 5 dias. Após o período, ao comparar a evolução da doença nos dois grupos, foi verificado que o uso de Ivermectina não interferiu na melhora dos sintomas e nem no desenvolvimento da doença.

Apesar desses resultados, ainda são necessários mais estudos que demonstrem a atuação da ivermectina no tratamento da COVID-19, assim como o seu efeito na prevenção da infecção. Veja mais sobre o uso da ivermectina contra a COVID-19.

Atualização 2 de Julho 2020:

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) lançou uma nota técnica [20] em que afirma que o medicamento ivermectina mostra ação antiviral em alguns estudos in-vitro, mas que mais investigações são necessárias para considerar que a ivermectina pode ser usada de forma segura em humanos contra a COVID-19.

Dessa forma, orienta que a venda de ivermectina só deve ser feita com apresentação de prescrição médica e dentro das doses e tempos orientados pelo médico.

Atualização 10 de Julho 2020:

Segundo uma nota de esclarecimento liberada pela ANVISA [22], não existem estudos conclusivos que comprovem o uso da ivermectina para o tratamento da COVID-19, sendo que o uso do medicamento para tratar a infecção pelo novo coronavírus deve ser da responsabilidade do médico que está orientando o tratamento.

Além disso, os primeiros resultados liberados por um estudo feito pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP [23], mostram que a ivermectina, embora seja capaz de eliminar o vírus de células infectadas em laboratório, também provoca a morte dessas células, o que pode indicar que esse remédio pode não ser a melhor solução de tratamento.

Atualização 09 de Dezembro 2020:

Em um documento divulgado pela Sociedade Brasileira de infectologia (SBI) [37] foi indicado que não há recomendação de tratamento farmacológico precoce e/ou profilático para COVID-19 com qualquer medicamento, incluindo a ivermectina, uma vez que os estudos clínicos randomizados realizados até o momento não indicam benefícios e, dependendo da dose, utilizada, pode estar associado com efeitos colaterais que podem ter consequências para o estado geral de saúde da pessoa.

Atualização 04 de Fevereiro 2021:

A Merck, que é a farmacêutica responsável pela produção do medicamento Ivermectina, indicou que nos estudos desenvolvidos não identificou qualquer evidência científica que indique potencial terapêutico desse medicamento contra a COVID-19, assim como também não identificou efeito em pacientes já diagnosticados com a doença.

3. Plitidepsina

A plitidepsina é um medicamento antitumoral produzido por um laboratório espanhol que está indicado para o tratamento de alguns casos de mieloma múltiplo, mas que também tem demonstrando forte efeito anti-viral contra o novo coronavírus.

De acordo com um estudo feito nos Estados Unidos [39], a plitidepsina foi capaz de reduzir em até 99% a carga viral do coronavírus em pulmões de ratos de laboratório infectados com COVID-19. Os investigadores justificam o sucesso do medicamento na sua capacidade de bloquear uma proteína presente nas células que é essencial para que o vírus se multiplique e se espalhe pelo corpo.

Estes resultados, juntamente com o fato de o medicamento já estar sendo usado em humanos para o tratamento do mieloma múltiplo, sugerem que o remédio é potencialmente seguro para ser testado em pacientes humanos infectados com a COVID-19. É, por isso, necessário esperar o resultado desses testes clínicos para entender qual a dosagem e a possível toxicidade do medicamento.

4. Dexametasona

A dexametasona é um tipo de corticoide muito utilizado em pacientes com problemas respiratórios crônicos, como a asma, mas que também pode ser usado em outros problemas inflamatórios, como artrite ou inflamação da pele. Este medicamento tem sido testado como forma de reduzir os sintomas da COVID-19, já que pode ajudar a diminuir a inflamação no organismo.

De acordo com um estudo sendo feito no Reino Unido [18], a dexametasona parece ser o primeiro medicamento testado a reduzir bastante a taxa de mortalidade de pacientes em estado grave com a COVID-19. Segundo os resultados do estudo, a dexametasona conseguiu diminuir em até ⅓, a taxa de mortalidade após 28 dias da infecção pelo novo coronavírus, especialmente em pessoas que estão precisando ser assistidas com ventilador ou a fazer administração de oxigênio.

É importante lembrar que a dexametasona não elimina o coronavírus do corpo, ajudando apenas a aliviar os sintomas e evitar complicações mais graves.

Atualização 19 de Junho 2020:

A Sociedade Brasileira de Infectologia recomendou o uso de dexametasona por 10 dias para o tratamento de todos os pacientes com COVID-19 internados na UTI com ventilação mecânica ou que precisam de receber oxigênio. No entanto, o corticoide não deve ser usado em casos leves nem como forma de prevenção da infecção [19].

Atualização 17 de Julho 2020:

Segundo uma investigação científica feita no Reino Unido [24], o tratamento feito com dexametasona por 10 dias seguidos parece diminuir a taxa de mortalidade em pacientes com infecção muito grave pelo novo coronavírus, que que necessitam de ventilador. Nestes casos, a taxa de mortalidade parece diminuir de 41,4% para 29,3%. Nos outros pacientes, o efeito do tratamento com dexametasona não apresentou resultados tão marcados.

Atualização 02 de Setembro 2020:

Uma meta-análise realizada com base em 7 ensaios clínicos [29] concluiu que o uso de dexametasona e outros corticoides pode, de fato, reduzir a mortalidade em pacientes críticos infectados por COVID-19.

Atualização 18 de Setembro 2020:

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) [30] aprovou o uso de dexametasona no tratamento de adolescentes e adultos infectados com o novo coronavírus, que estejam precisando de suporte de oxigênio ou ventilação mecânica.

5. Hidroxicloroquina e cloroquina

A hidroxicloroquina, assim como a cloroquina, são duas substâncias que são utilizadas no tratamento de pacientes com malária, lúpus e alguns outros problemas de saúde específicos, mas que ainda não são considerados seguros em todos os casos de COVID-19.

Estudo realizados na França [4] e na China [5], mostraram efeitos promissores da cloroquina e hidroxicloroquina na redução da carga viral e na diminuição do transporte do vírus para o interior das células, reduzindo a capacidade do vírus para se multiplicar, proporcionando, por isso, uma recuperação mais rápida. Porém, estes estudos foram realizados em amostras pequenas e nem todos os testes foram positivos.

Para já, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a cloroquina apenas pode ser utilizada em pessoas internadas no hospital, durante 5 dias, sob observação permanente, para avaliar o surgimento de possíveis efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos ou alterações na visão.

Atualização 4 de Abril de 2020:

Um dos estudos que estão a decorrer, com o uso combinado de hidroxicloroquina com o antibiótico azitromicina [9], em França, apresentou resultados promissores, num grupo de 80 pacientes, com sintomas moderados da COVID-19. Neste grupo, foi identificada uma diminuição acentuada da carga viral do novo coronavírus no organismo, após cerca de 8 dias de tratamento, que é inferior à média de 3 semanas apresentada por pessoas que não fizeram qualquer tipo de tratamento específico.

Nesta investigação, dos 80 pacientes estudados, apenas 1 pessoa acabou por falecer, pois teria sido admitida no hospital numa fase bastante avançada da infecção, o que poderá ter dificultado o tratamento.

Estes resultados continuam a apoiar a teoria de que o uso de hidroxicloroquina pode ser uma forma segura de tratar a infecção por COVID-19, especialmente nos casos de sintomas leves a moderados, além de diminuir o risco de transmissão da doença. Ainda assim, é necessário esperar pelo resultado de outros estudos que estão a ser realizados com o medicamento, para obter resultados com uma amostra de população maior.

Atualização 23 de Abril de 2020:

O Conselho Federal de Medicina do Brasil aprovou o uso da Hidroxicloroquina em associação com a Azitromicina a critério do médico, em pacientes com sintomas leves ou moderados, mas que não necessitem de internamento na UTI, em que foram descartadas outras infecções virais, como Influenza ou H1N1, e confirmado o diagnóstico de COVID-19 [12].

Assim, devido à falta de resultados científicos robustos, esta combinação de medicamentos só deve ser utilizada com o consentimento do paciente e com recomendação do médico, após avaliação dos possíveis riscos.

Atualização 22 de Maio de 2020:

De acordo com um estudo feito nos Estados Unidos com 811 pacientes [13], o uso de Cloroquina e Hidroxicloroquina, associadas, ou não, à azitromicina, não parece ter efeitos benéficos no tratamento da COVID-19, parecendo, até, duplicar a taxa de mortalidade dos pacientes, uma vez que estes medicamentos aumentam o risco de problemas cardíacos, especialmente arritmia e fibrilhação atrial.

Até o momento, este é o maior estudo feito com hidroxicloroquina e cloroquina. Uma vez que os resultados apresentados vão contra o que tem vindo a ser afirmado sobre estes medicamentos, mais estudos continuam sendo necessários.

Atualização 25 de Maio de 2020:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu temporariamente as pesquisas com hidroxicloroquina que coordenava em vários países. A suspensão deverá ser mantida até que a segurança do medicamento seja reavaliada.

Atualização 30 de Maio de 2020:

Estado de Espírito Santo, no Brasil, retirou a indicação do uso de cloroquina nos pacientes com COVID-19 em estado grave.

Além disso, procuradores do Ministério Público Federal de São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe e Pernambuco pedem suspensão da normativa que indica o uso da hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento dos pacientes com COVID-19.

Atualização 4 de Junho de 2020:

A revista “The Lancet” retirou a publicação do estudo feito com 811 pacientes que demonstrava que o uso de hidroxicloroquina e cloroquina não apresentavam efeitos benéficos para o tratamento da COVID-19, por dificuldade em aceder ao dados primários apresentados no estudo.

Atualização 15 de Junho de 2020:

A FDA, que é o principal órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos, retirou a permissão de emergência para o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19 [17], dando como justificação o elevado nível de risco do medicamento e os aparentes baixos potenciais para o tratamento do novo coronavírus.

Atualização 17 de Julho de 2020:

A Sociedade Brasileira de Infectologia [25] recomenda que o uso de hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19 seja abandonado, em qualquer fase da infecção.

Atualização 23 de Julho de 2020:

De acordo com um estudo brasileiro [27], feito em conjunto entre os Hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa, o uso de hidroxicloroquina, associado ou não à azitromicina, não parece ter qualquer efeito no tratamento de pacientes leves a moderados infectados com o novo coronavírus.

6. Molnupiravir

O molnupiravir é um remédio experimental que está sendo desenvolvido pelos laboratórios Merck e que tem como objetivo impedir a replicação do novo coronavírus no corpo, o que deverá facilitar a eliminação do vírus, acelerando a cura em pacientes infectados.

De acordo com um estudo de 2ª fase feito pelo laboratório [40], o molnupiravir demonstrou ser capaz de diminuir o tempo desde que a pessoa é infectada até que volta a ter um resultado negativo no teste de COVID-19, apoiando a ideia de que pode acelerar a cura da infecção. No entanto, ainda são necessários mais estudos para assegurar a eficácia e a segurança do medicamento, de forma a que seja aprovado para o tratamento da COVID-19.

7. Colchicina

De acordo com um estudo realizado no Canada [38], a colchicina, um medicamento muito utilizado no tratamento de problemas reumatológicos, como a gota, pode ajudar no tratamento de pacientes com COVID-19.

Segundo os investigadores, o grupo de pacientes tratados com este medicamento desde o diagnóstico da infecção, quando comparados com o grupo que fez uso de um placebo, apresentaram uma diminuição acentuada no risco de desenvolver a forma grave da infecção. Além disso, também foi relatada uma redução das taxas de internamento e mortalidade.

8. Mefloquina

A mefloquina é um medicamento indicado para a prevenção e tratamento da malária, em pessoas que pretendem viajar para áreas endêmicas. Fundamentando-se em estudos que foram feitos na China e em Itália[6], está a ser estudado na Rússia, um esquema terapêutico em que a mefloquina é combinada com outros medicamentos, para verificar a sua eficácia no controle da doença COVID-19, mas ainda não existem resultados conclusivos.

Assim, o uso da mefloquina para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus ainda não é recomendado porque são necessários mais estudos para comprovar a sua eficácia e segurança.

Remédios para COVID-19: aprovados e em estudo

9. Tocilizumabe

O tocilizumabe é um medicamento que diminui a ação do sistema imune e que, por isso, é normalmente utilizado no tratamento de pacientes com artrite reumatoide, para diminuir a resposta imune exacerbada, reduzindo a inflamação e aliviando os sintomas.

Este medicamento está sendo estudado para auxiliar no tratamento da COVID-19, principalmente nas fases mais avançadas da infecção, quando existe um grande número de substâncias inflamatórias sendo produzidas pelo sistema imunológico, que podem agravar o quadro clínico.

Segundo um estudo feito na China [10] em 15 pacientes infectados com COVID-19, o uso de tocilizumabe demonstrou ser mais eficaz e causar menos efeitos colaterais, comparativamente aos corticoides, que são os medicamentos geralmente utilizados no controle da inflamação gerada pela resposta imune.

Ainda assim, mais estudos precisam ser realizados, para entender qual a melhor dose, determinar o esquema de tratamento e descobrir quais os possíveis efeitos colaterais.

Atualização 29 de Abril de 2020:

De acordo com um novo estudo feito na China com 21 pacientes infectados com COVID-19[14], o tratamento com tocilizumabe parece ser capaz de reduzir os sintomas da infecção logo após a administração do medicamento, diminuindo a febre, aliviando a sensação de aperto no peito e melhorando os níveis de oxigênio.

Este estudo foi feito em pacientes com sintomas graves da infecção e sugere que o tratamento com tocilizumabe deve ser iniciado o mais rápido possível quando o paciente passa de uma situação moderada para uma situação grave de infecção pelo novo coronavírus.

Atualização 11 de Julho de 2020:

Uma nova investigação feita pela Universidade de Michigan nos Estados Unidos [28], concluiu que o uso de tocilizumabe em pacientes com COVID-19 parece reduzir a taxa de mortalidade em pacientes sendo ventilados, embora tenha aumentado o risco de aparecimento de outras infecções.

10. Plasma convalescente

O plasma convalescente é um tipo de tratamento biológico em que é retirado, de pessoas que já estiveram infectadas pelo coronavírus e que estão recuperadas, uma amostra de sangue que, depois, passa por alguns processos de centrifugação para separar o plasma dos glóbulos vermelhos. Por fim, esse plasma é injetado na pessoa doente, para ajudar o sistema imunológico a combater o vírus.

A teoria por trás deste tipo de tratamento é de que os anticorpos que foram produzidos pelo corpo da pessoa que esteve infectada, e que ficaram no plasma, podem ser transferidos para o sangue de outra pessoa que ainda está com a doença, ajudando a fortalecer a imunidade e facilitando a eliminação do vírus.

Segundo a Nota Técnica nº 21 liberada pela Anvisa, no Brasil, o plasma convalescente pode ser utilizado como tratamento experimental em pacientes infectados com o novo coronavírus, desde que sejam seguidas todas as regras de Vigilância Sanitária. Além disso, todos os casos que fizerem uso do plasma convalescente para o tratamento da COVID-19 devem ser reportados para a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

11. Avifavir

O Avifavir é um medicamento produzido na Rússia que tem como princípio ativo a substância favipiravir, que segundo o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) [21] é capaz de tratar a infecção por coronavírus, tendo sido incluído nos protocolos de tratamento e prevenção da COVID-19 na Rússia.

De acordo com os estudos sendo feitos, em 10 dias, o Avifavir não apresentou novos efeitos colaterais e, em 4 dias, 65% dos pacientes tratados apresentaram teste negativo para a COVID-19.

12. Baricitinib

A FDA autorizou o uso emergencial do medicamento Baricitinib no tratamento de infecções graves por COVID-19 [32], em combinação com o remédio Remdesivir. O Baricitinib é uma substância que reduz a resposta do sistema imune, diminuindo a ação das enzimas que promovem a inflamação e já era utilizado anteriormente em casos de artrite reumatoide.

De acordo com a FDA, esta combinação pode ser utilizada em pacientes adultos e crianças com mais de 2 anos, internados e a necessitar de tratamento com oxigênio ou ventilação mecânica.

13. EXO-CD24

O EXO-CD24 é um medicamento indicado no tratamento contra o câncer de ovário e que foi capaz de curar 29 de 30 pacientes com COVID-19. No entanto, ainda estão sendo realizados mais estudos, com um número maior de pessoas, com o objetivo de verificar se este medicamento teria eficácia no tratamento da doença e a dose considerada segura para o uso.

Opções de remédios naturais para o coronavírus

Até o momento não existem remédios naturais comprovados para eliminar o coronavírus e ajudar na cura da COVID-19, no entanto, a OMS reconhece que a planta Artemisia annua poderá ajudar no tratamento [11], especialmente em locais em que o acesso a medicamentos é mais difícil e a planta é utilizada na medicina tradicional, como acontece em várias regiões da África.

As folhas da planta Artemisia annua são utilizadas tradicionalmente em África para ajudar no tratamento da malária e, por isso, a OMS reconhece que é válida a necessidade de se fazerem estudos para entender se a planta também poderá ser usada no tratamento da COVID-19, uma vez que alguns medicamentos sintéticos contra a malária também têm apresentado resultados promissores.

Ainda assim, é importante lembrar que o uso da planta não foi confirmado contra a COVID-19 e que mais investigações são necessárias.

Fonte tuasaude.com

Baricitinib: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

O baricitinib é um remédio que reduz a resposta do sistema imune, diminuindo a ação das enzimas que promovem a inflamação e o surgimento de lesões nas articulações nos casos de artrite reumatoide. Dessa forma, este remédio é capaz de reduzir a inflamação, aliviando os sintomas da doença como dor e inchaço das articulações.

Este medicamento está aprovado pela Anvisa para uso na artrite reumatóide, com o nome comercial Olumiant e pode ser comprado em farmácias somente com receita médica, sob a forma de comprimidos de 2 ou 4 mg. 

Baricitinib: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Para que serve

O baricitinib é indicado para reduzir a dor, rigidez e inchaço da artrite reumatóide, além de retardar a progressão dos danos ósseos e articulares.

Este medicamento pode ser usado sozinho ou em combinação com o metotrexato, no tratamento da artrite reumatóide.

O baricitinib é recomendado para o tratamento da COVID-19?

O baricitinib tem uso autorizado apenas nos Estados Unidos para tratamento da infecção pelo novo coronavírus suspeito ou confirmado por exames laboratoriais, quando usado em combinação com o remdesivir, que é um antiviral. O remdesivir é o primeiro medicamento autorizado pela ANVISA para o tratamento da COVID-19.

Alguns estudos têm mostrado que esse medicamento pode ajudar a bloquear a entrada do coronavírus nas células e reduzir o tempo de recuperação e a mortalidade em casos moderados a graves, para adultos hospitalizados e crianças com mais de dois anos de idade que necessitem de oxigênio, ventilação mecânica ou oxigenação por membrana extracorpórea. Confira todos os medicamentos aprovados e em estudo para o Covid-19.

De acordo com a Anvisa, a compra do baricitinib na farmácia continua a ser permitida, mas apenas para pessoas com receitas médicas para artrite reumatóide. 

Como tomar

O baricitinib deve ser tomado por via oral de acordo com a indicação médica, uma vez ao dia, antes ou após alimentação. 

O comprimido deve ser tomado sempre no mesmo horário, mas no caso de esquecimento deve-se tomar a dose assim que lembrar e depois reajustar os horários de acordo com esta última dose, continuando o tratamento de acordo com os novos horários programados. Não dobrar a dose para compensar a dose esquecida.

Antes de iniciar o tratamento com baricitinib, o médico deve indicar a realização de exames para se certificar de que não tem tuberculose ou outras infecções.

Baricitinib: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Possíveis efeitos colaterais 

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com baricitinib são reação alérgica aos componentes do comprimido, náusea ou aumento do risco de infecções que incluem tuberculose, infecções fúngicas, bacterianas ou virais como herpes simplex ou herpes zoster.

Além disso, o baricitinib pode aumentar o risco de desenvolvimento de linfoma, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.

É recomendado interromper o uso e procurar ajuda médica imediatamente caso surjam sintomas de alergia grave ao baricitinib como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, ou urticária, ou se tomar o baricitinib em doses maiores do que as recomendadas para que seja feito acompanhamento para sinais e sintomas de efeitos colaterais.

Quem não deve usar

O baricitinib não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação, em casos de tuberculose ou infecções fúngicas como candidíase ou pneumocistose.

Este medicamento deve ser usado com precaução em pessoas que têm problemas de coagulação sanguínea, incluindo idosos, obesos, pessoas com histórico de trombose ou embolia ou pessoas que vão fazer algum tipo de cirurgia e necessitem ficar imobilizadas. Além disso, deve-se ter cautela também no caso de pessoas com insuficiência hepática ou renal, anemia ou em pessoas com o sistema imunológico debilitado, que podem necessitar de ajuste de dose pelo médico.

Fonte tuasaude.com

Vacina COVID-19: como funciona, eficácia e efeitos colaterais

Várias vacinas contra a COVID-19 estão sendo estudadas e desenvolvidas em todo o mundo para tentar combater a pandemia causada pelo novo coronavírus. Até ao momento, apenas a vacina da Pfizer está aprovada pela OMS, mas muitas outras se encontram em processo de avaliação.

As 6 as vacinas que têm demonstrado resultados mais promissores são:

  • Pfizer e BioNTech (BNT162): a vacina norte americana e alemã apresentou 90% de eficácia em estudos de fase 3;
  • Moderna (mRNA-1273): a vacina norte-americana apresentou 94,5% de eficácia em estudos de fase 3;
  • Instituto de Pesquisa Gamaleya (Sputnik V): a vacina russa apresentou 91,6% de eficácia contra a COVID-19;
  • AstraZeneca e Universidade de Oxford (AZD1222): a vacina inglesa está em estudos de fase 3 e numa primeira fase demonstrou eficácia de 70,4%;
  • Sinovac (Coronavac): a vacina chinesa desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan demonstrou uma taxa de eficácia de 78% para casos leves e de 100% para infecções moderadas e graves;
  • Johnson & Johnson (JNJ-78436735): de acordo com os primeiros resultados, a vacina norte americana parece apresentar taxas de eficácia que variam entre 66 a 85%, sendo que essa taxa varia de acordo com o país onde é aplicada.

Além destas, outras vacinas como a NVX-CoV2373, da Novavax, a Ad5-nCoV, da CanSino ou a Covaxin, da Bharat Biotech, também estão em fase 3 de estudo, mas ainda não possuem resultados publicados.

O Dr. Esper Kallas, infectologista e Professor Titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP esclarece as principais dúvidas à respeito da vacinação:

As vacinas contra a COVID-19 têm sido desenvolvidas com base em 3 tipos de tecnologia:

  • Tecnologia genética do RNA mensageiro: é uma tecnologia mais utilizada na produção de vacinas para animais e que faz com que as células saudáveis do corpo produzam a mesma proteína que o coronavírus utiliza para entrar nas células. Ao fazer isso, o sistema imune é obrigado a produzir anticorpos que, durante uma infecção, podem neutralizar a proteína do verdadeiro coronavírus e impedir o desenvolvimento da infecção. Esta é a tecnologia sendo utilizada nas vacinas da Pfizer e da Moderna;
  • Uso de adenovírus modificados: consiste em utilizar adenovírus, que são inofensivos para o corpo humano, e modificá-los geneticamente para que atuem de forma parecida com o coronavírus, mas sem risco para a saúde. Isso faz com que o sistema imunológico treine e produza anticorpos capazes de eliminar o vírus caso aconteça a infecção. Esta é a tecnologia por trás das vacinas da Astrazeneca, da Sputnik V e da vacina da Johnson & Johnson;
  • Uso do coronavírus inativado: é utilizada uma forma inativada do novo coronavírus que não provoca a infecção, nem problemas para a saúde, mas que permite ao corpo produzir os anticorpos necessários para combater o vírus.

Todas estas formas de funcionamento são teoricamente eficazes e já funcionam na produção de vacinas para outras doenças.

Confira as dúvidas mais comuns sobre a vacina da COVID-19.

A taxa de eficácia de cada vacina é calculada tendo por base o número de pessoas que desenvolveu a infecção e que foram de fato vacinadas, em comparação com aquelas que não foram vacinadas e que receberam um placebo.

Por exemplo, no caso da vacina da Pfizer, foram estudadas 44.000 pessoas e, desse grupo, apenas 94 acabaram desenvolvendo COVID-19. Dessas 94, 9 eram pessoas que tinham sido vacinadas, enquanto as restantes 85 eram pessoas que tinham recebido o placebo e que, por isso, não receberam a vacina. De acordo com estes valores, a taxa de eficácia é de aproximadamente 90%.

Entenda melhor o que é um placebo e para que serve.

A vacina é eficaz contra as novas variantes do vírus?

De acordo com um estudo feito com a vacina da Pfizer e da BioNTech [3], os anticorpos estimulados pela vacina demonstraram manter-se eficazes contra as novas variantes do coronavírus, tanto a mutação do Reino Unido como da África do Sul.

Além disso, o estudo aponta ainda que a vacina deverá manter-se eficaz para outras 15 possíveis mutações do vírus.

A forma como a vacinação está sendo feita e distribuída pela população varia entre cada país. Dessa forma, para saber quem tem prioridade no momento de vacina é importante ficar observar o plano de vacinação estabelecido pelo Ministério da Saúde:

Plano de vacinação no Brasil

No plano inicialmente liberado pelo Ministério da Saúde [1], a vacinação seria dividida em 4 fases para chegar aos principais grupos prioritários, no entanto, novas atualizações mostram que a vacinação poderá ser feita em 3 fases de prioridade:

  • 1ª fase: serão vacinados trabalhadores da área da saúde, pessoas com mais de 75 anos, população indígena e pessoas com mais de 60 anos que vivam em instituições;
  • 2ª fase: serão vacinadas pessoas acima dos 60 anos;
  • 3ª fase: serão vacinadas pessoas com outras doenças que aumentem o risco de infecção grave por COVID-19, como diabetes, hipertensão, doença renal, entre outras;

Após os principais grupos de risco terem sido vacinados, a vacinação contra a COVID-19 será disponibilizada para a restante população.

As vacinas aprovadas para uso emergencial pela Anvisa são a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, e a vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Fiocruz.

Plano de vacinação em Portugal

O plano de vacinação em Portugal[2] está dividido em 3 fases de vacinação:

  • 1ª fase: profissionais de saúde, funcionários de lares e unidades de cuidados, profissionais das forças armadas, forças de segurança e pessoas com mais de 50 anos e com outras doenças associadas;
  • 2ª fase: pessoas com mais de 65 anos;
  • 3ª fase: restante população.

As vacina serão distribuídas gratuitamente nos centros de saúde e postos de vacinação do SNS.

Para saber se você pertence a um grupo com risco aumentado de desenvolver complicações graves por COVID-19, responda a este teste online:

É importante lembrar que este teste indica o risco potencial de desenvolver complicações sérias caso se seja infectado por COVID-19 e não o risco de pegar a doença. Isso porque, o risco de pegar a doença não aumenta devido ao histórico pessoal de saúde, estando apenas relacionado com hábitos diários, como não manter o distanciamento social, não lavar as mãos ou não utilizar máscara de proteção individual.

Confira tudo o que pode fazer para diminuir o risco de pegar COVID-19.

A orientação é que todas as pessoas possam ser vacinadas de forma segura, tendo tido, ou não, infecção anterior por COVID-19. Embora os estudos indiquem que após a infecção o corpo desenvolva defesas naturais contra o vírus durante, pelo menos, 90 dias, outros estudos também indicam que a imunidade conferida pela vacina seja até 3 vezes maior.

A completa imunidade da vacina apenas é considerada ativa depois que todas as doses da vacina são administradas.

Em qualquer caso, tendo sido feita a vacinação ou tendo-se tido uma infecção anterior por COVID-19, é recomendado continuar a adotar as medidas de proteção individual, como uso de máscara, lavagem frequente das mãos e distanciamento social.

Ainda não se conhecem os possíveis efeitos colaterais de todas as vacinas sendo produzidas contra a COVID-19. No entanto, de acordo com os estudos feitos com as vacinas produzidas pela Pfizer-BioNTech e pelo laboratório Moderna, esses efeitos parecem incluir:

  • Dor no local da injeção;
  • Cansaço excessivo;
  • Dor de cabeça;
  • Dos muscular;
  • Febre e calafrios;
  • Dor nas articulações.

Estes efeitos colaterais são semelhantes aos de muitas outras vacinas, incluindo a vacina da gripe comum, por exemplo.

À medida que o número de pessoa vá aumentando é esperado que apareçam reações adversas mais graves, como reações anafiláticas, especialmente em pessoas mais sensíveis a alguns componentes da fórmula.

A vacina contra a COVID-19 não deve ser administrada em pessoas com histórico de reações alérgicas graves a algum dos componentes da vacina. Além disso, a vacinação também só deve ser feita após avaliação de um médico no caso de crianças com menos de 16 anos, grávidas e mulheres a amamentar.

Pacientes a fazer uso de imunossupressores ou com doenças autoimunes também devem fazer a vacinação apenas sobre supervisão do médico responsável pelo tratamento.

Teste os seus conhecimentos sobre a vacina da COVID-19 e fique por dentro da explicação de alguns dos mitos mais comuns:

Fonte tuasaude.com

Anestesia de dentista: descubra se dói e quais os sintomas

Anestesia de dentista tem como objetivo principal amenizar a dor que alguns procedimentos odontológicos podem causar. Essa invenção é o motivo do pânico de alguns pacientes, mas em alguns casos, como em uma raspagem, não é necessária. É usada em procedimentos mais invasivos, como em um tratamento de canal ou de extração de dentes. Saiba …

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Fonte clínica odontológica OralDents

Contratos para compra de vacinas da Pfizer e Janssen serão fechados na próxima semana, diz Saúde

O Ministério da Saúde espera fechar contratos com a Pfizer e Janssen no início da próxima semana, informou nesta sexta-feira (12) o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco.

Segundo Franco, os contratos dependem agora de análise final do setor jurídico das duas empresas.

“Toda a tramitação do Ministério da Saúde já ocorreu, inclusive a parte de seguro, e agora os seus departamentos jurídicos estão finalizando a análise para que possamos assinar, o que deve ocorrer no início da próxima semana”, disse.

Ele afirma que a pasta esperava fechar o contrato ainda nesta sexta, mas há pontos que estão sendo verificados pelos laboratórios.

Ao todo, a pasta negocia a aquisição de 100 milhões de doses da Pfizer, e 38 milhões da Janssen –esta última, no entanto, é de dose única, enquanto a da Pfizer requer duas doses.

Em apresentação, Franco disse inicialmente que a pasta tinha, no total, 424,5 milhões de doses “contratadas”. Mais tarde, ao ser questionado, admitiu que parte desse montante ainda consta apenas como intenção de compra –caso de 30 milhões de doses extras do Butantan e 110 milhões da Fiocruz, previstas para o segundo semestre.

Além das negociações com Pfizer e Janssen, o ministério negocia ainda obter mais 30 milhões de doses da Moderna. Também enviou ofício para tentar obter 30 milhões de doses da chinesa Sinopharm.

A corrida para obter as doses ocorre em meio ao agravamento da epidemia da Covid e a críticas de especialistas, que apontam ritmo lento da campanha de vacinação contra a doença.

Mais cedo, a pasta anunciou ter fechado contrato para obter 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik. As doses serão importadas pela empresa União Química, que tem uma parceria com o Fundo de Investimento Direto da Rússia.

Segundo Franco, além desse volume, a previsão é que negociações que estavam sendo feitas por governadores do Nordeste para obter 39 milhões de doses da vacina sejam transferidas ao ministério.

“Esses memorandos, não só do fundo soberano russo, mas de outras vacinas estão migrando naturalmente ao ministério, e estamos partindo para negociações para podermos disponibilizar a maior quantidade possível de vacinas”, disse.

A medida representa uma reação da pasta em meio a anúncios de estados e municípios de possíveis acordos para compra de vacinas.

Segundo Franco, a pasta ainda deve avaliar com conselhos de secretários de saúde possíveis medidas a serem adotadas caso seja confirmada a compra de doses por prefeituras.

Ele citou entre as opções a possibilidade de “abater” doses do envio planejado a alguns locais. “A lei 14.124 possibilita e autoriza a compra por estados e municípios, e como a gestão do SUS ocorre de forma tripartite, vamos discutir uma forma de continuar a oferecer equidade, sem tratar com discriminação nenhum cidadão ou grupo. O ideal é que atinja os grupos prioritários simultaneamente em todo o país”, disse.

“Ao confirmar a aquisição por municípios, temos que confirmar se a gestão dessas doses fica no Ministério da Saúde, disponibilizada para todo cidadão brasileiro, seguindo a sequência dos grupos prioritários, ou se caso disponha de mais doses, seja abatido da quantidade de doses que seria destinado a aquele município ou estado. Isso está sendo estudado e o que desejamos é continuar tratando com equidade toda a população”, completa.

Franco disse ainda que a pasta avalia estudos para verificar a possibilidade de incluir a oferta no SUS do remdesivir, primeiro medicamento com indicação em bula contra a Covid aprovado pela Anvisa.

Financiamento de leitos de UTI

A pasta também apresentou um balanço das portarias recentes para financiamento de leitos de UTI. Desde o início do ano, o total dos leitos financiados pela pasta vinha em queda, em meio à piora na situação da epidemia no país.

Portaria publicada nesta sexta (12) no Diário Oficial da União autorizou o financiamento de 3.965 leitos de UTI em 21 estados. O valor total é de R$ 188 milhões.

Essa é a segunda portaria publicada para financiamento dos leitos –em 2 de março, a pasta autorizou o repasse de recursos equivalentes a 3.201 leitos, por meio do envio de valores retroativos a janeiro e fevereiro que não tinham sido recebidos pelos estados e municípios.

Em uma tentativa de rebater críticas sobre a demora no financiamento, o secretário de atenção especializada à saúde, Luiz Otávio Franco Duarte, disse que o pedido para habilitação depende dos estados e municípios.

“Quem solicita é o gestor, se ele não solicita, não tenho bola de cristal para saber a situação da cada cidade e rede assistencial a qualquer momento”, disse.

Gestores, porém, têm alegado que há demora na avaliação da pasta sobre os pedidos enviados para financiamento, que passa agora a ser mensal, e não mais antecipado por 90 dias.

Questionado sobre os motivos de não habilitar todos os leitos solicitados, Duarte diz que nem todos obedecem a critérios mínimos. “Não posso financiar apenas uma cama, tem que ter critérios mínimos para que o paciente seja acolhido e tenha assistência”, afirma.

O secretário diz ainda que avalia novas portarias para habilitar outro tipo de leitos, voltados a suporte ventilatório de pacientes –modelo tido como intermediário.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil tem mais de 2.100 mortes por Covid em 24h e passa a Índia em número de casos

O Brasil teve mais um dia acima de 2.000 mortes por Covid em 24 horas. Foram 2.152 óbitos, nesta sexta-feira (12). A média móvel de mortes bateu recorde pelo 14º dia seguido e chegou a 1.761 óbitos por dia.

O recorde anterior da média móvel de mortes era de 1.705, de quinta (11). Essa média é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados (como costumam ocorrer nos finais de semana e feriado).

Já são 51 dias seguidos com média móvel de óbitos acima de 1.000.

O país também registrou o segundo maior número de casos em um único dia, 84.047. O recorde de infecções (84.977) pertence, porém, a um dia anormal (8 de janeiro), quando o Paraná registrou dados de dois dias acumulados e com adição de mortes e casos revisados de meses anteriores.

Com o registro desta sexta, o país chega aos 11.368.316 de casos e, pelo menos neste momento, passa a Índia, país com mais de 1 bilhão de habitantes, em número de infecções (11.308.846), segundo dados do monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O Brasil é o segundo país com mais casos e mortes no mundo, atrás somente dos EUA.

O Brasil, que vive seu pior momento na pandemia sem sinais de desaceleração e com colapsos do sistema de saúde em diversos locais, chegou a 275.276 óbitos pela Covid desde o início da pandemia.

Com 521 óbitos, o estado de São Paulo, pelo segundo dia nesta semana, bateu recorde de mortes por Covid em 24 horas. Na terça (9), o recorde tinha sido de 517 vidas perdidas. O estado entra em uma fase mais rigorosa do Plano São Paulo na segunda (15) para tentar frear um possível colapso no sistema de saúde local.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

O consórcio também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 24 estados e o Distrito Federal.

Já foram aplicadas no total 13.006.123 doses de vacina (9.539.078 da primeira dose e 3.467.045 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Isso significa que somente 5,93% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 2,15%, a segunda.

Nas últimas 24 horas, 244.541 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 149.701, a segunda.

As vacinas disponíveis no Brasil são a Coronavac, do Butantan e da farmacêutica Sinovac, e a Covishield, imunizante da Fiocruz desenvolvido pela parceria entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca. A vacina da Pfizer tem o registro definitivo da Anvisa, mas ainda não está disponível no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Anvisa aprova registro do remdesivir, primeiro remédio indicado em bula para Covid-19

Além de ter anunciado a aprovação do registro da vacina de Oxford/AstraZeneca, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também disse nesta sexta (12) ter aprovado o primeiro medicamento que poderá ser usado em pacientes de Covid-19, o remdesivir. Os detalhes ainda estão sendo anunciados.

“É o primeiro medicamento aprovado em bula com indicação em bula para Covid-19”, diz Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Anvisa. Segundo ele, a aprovação indica que o medicamento teve dados de segurança e eficácia analisados.

O remédio é indicado para pessoas hospitalizadas com quadro de pneumonia e que precisam de suporte de oxigênio, desde que não estejam em ventilação mecânica.

O pedido foi feito em 6 de agosto. Segundo a equipe técnica da Anvisa, como os estudos ainda estão sendo desenvolvidos, há pontos extras a serem acompanhados ao longo dos próximos meses. Apesar disso, dados de estudos realizados em outros países apontam segurança para aprovação, dizem.

O medicamento já teve seu registro aprovado ou aval para uso temporário concedido por agências de outros 50 países, como Estados Unidos, Canadá, Suíça e Austrália.

Nos EUA, também foi o primeiro tratamento para Covid-19 aprovado pela agência regulatória do país, a FDA (Food and Drug Administration).

O Rendesivir é produzido pela Gilead Sciences. Segundo a empresa, o medicamento apresentou em estudos benefícios na redução da mortalidade e diminuição da necessidade de ventilação mecânica, além de redução do tempo de internação.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Hérnia de disco lombar: o que é, sintomas, causas, tratamento

A hérnia de disco lombar acontece quando os discos entre as vértebras da coluna, que funcionam como amortecedores, são pressionados e mudam de forma, o que pode pressionar as raízes dos nervos próximos ao disco vertebral, causando sintomas como dor, formigamento ou dormência das pernas.

A hérnia de disco lombar é mais comum em idosos devido ao processo natural de envelhecimento, mas também pode ocorrer por obesidade, carregar peso em excesso ou por enfraquecimento dos músculos do abdômen e das costas que dão suporte à coluna.

É importante consultar um ortopedista quando são identificados sintomas de hérnia lombar para que seja feito o diagnóstico e, assim, poder ser indicado o tratamento mais adequado, o que pode ser feito com remédios, fisioterapia e, em casos mais graves, cirurgia.

Hérnia de disco lombar: o que é, sintomas, causas, tratamento

Principais sintomas

Na maioria dos casos, a dor lombar é o primeiro sintoma de uma hérnia de disco. Essa dor pode ser constante ou piorar ao realizar movimentos e durar alguns dias, e depois melhorar. Outros sintomas da hérnia de disco lombar podem são:

  • Dor nas costas no final da coluna, que pode irradiar para o glúteo ou pernas;
  • Dormência ou sensação de formigamento nas pernas e/ou pés;
  • Fraqueza nas pernas e/ou pés;
  • Dificuldade para movimentar-se;
  • Sensação de queimação ou formigamento nas costas ou nádegas.

Além disso, nos casos mais graves de compressão dos nervos da pelve, a pessoa pode perder o controle da bexiga e do intestino.

Embora a hérnia de disco lombar seja mais diagnosticada devido a presença de dor lombar, muitos casos são descobertos em exames de imagem da coluna vertebral, sem que a pessoa tenha sintomas.

Como confirmar o diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico da hérnia de disco lombar pode ser feito com base nos sintomas apresentados e exame clínico em que o ortopedista ou neurocirurgião especialista em coluna, testa os reflexos neurológicos, a força dos músculos e a sensibilidade das pernas e dos pés e a habilidade de andar.

Além disso, o médico pode solicitar exames de imagem como raio-x da coluna, ressonância magnética ou tomografia computadorizada para verificar quais nervos da região lombar  estão afetados.

Possíveis causas

A causa mais comum da hérnia de disco lombar está relacionada com o envelhecimento natural do corpo, em que ocorre um desgaste gradual dos discos da coluna lombar,, pois conforme a pessoa envelhece, os discos tornam-se menos flexíveis, podendo rasgar ou romper mais facilmente. Além disso, pessoas que têm a musculatura abdominal ou das costas muito fraca, ou que têm excesso de peso ou obesidade, podem desenvolver hérnia de disco lombar, por sobrecarregar as costas.  

Outras causas da hérnia de disco lombar podem ser por má postura, usar os músculos das costas em vez dos músculos da perna e da coxa para levantar objetos pesados, ou torcer ou girar as costas de forma abrupta, por exemplo. Além disso, o tabagismo também está relacionado com o desenvolvimento da hérnia de disco lombar por diminuir a quantidade de oxigênio para o disco lombar, fazendo com que se decomponha mais rapidamente.

Raramente, a hérnia de disco lombar é causada por algum trauma na coluna, como uma queda ou alguma agressão nas costas, como uma batida ou pancada.

Hérnia de disco lombar: o que é, sintomas, causas, tratamento

Como é feito o tratamento

O tratamento para hérnia de disco lombar deve ser indicado pelo ortopedista ou neurocirurgião com o objetivo de controlar e aliviar a dor e devem incluir modificação de atividades para evitar movimentos que causam dor, por exemplo.

Os principais tratamentos para hérnia de disco lombar incluem:

1. Remédios

O tratamento com remédios indicados pelo médico pode ser feito com o uso de comprimidos por via oral de anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno, analgésicos como paracetamol ou codeína, ou relaxantes musculares para reduzir a contração da musculatura lombar que pode causar mais dor.

Nos casos em que a pessoa não tem melhora dos sintomas com o uso de remédios por via oral, o médico pode indicar injeções de corticóides que podem ser aplicadas na área ao redor dos nervos da coluna lombar.

2. Fisioterapia

A fisioterapia ajuda a aliviar os sintomas causados pela hérnia de disco lombar e a recuperar os movimentos, podendo ser realizada diariamente, ou no mínimo 3 vezes por semana, no caso de dor aguda.

O fisioterapeuta deve criar um programa de tratamento específico para acelerar a recuperação, incluindo exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos do abdômen e da lombar, ou uso de aparelhos para controlar a dor e a inflamação, além de tratamentos para fazer em casa. Desta forma, a fisioterapia pode ajudar a retornar às atividades e estilo de vida normais. 

O tempo que leva para curar a doença varia, mas os resultados podem ser alcançados em 2 a 8 semanas ou menos, quando uma postura adequada, redução da dor, alongamento e programa de fortalecimento são implementados.

Dependendo do estado de saúde da pessoa pode-se realizar alguns exercícios de pilates ou de reeducação postural global (RPG), sob supervisão do fisioterapeuta, mas os exercícios de musculação são contraindicados, na maior parte dos casos, pelo menos, durante a dor aguda. 

Assista o vídeo com a fisioterapeuta Marcelle Pinheiro com dicas de fisioterapia para hérnia de disco lombar:

3. Cirurgia

A cirurgia para hérnia de disco lombar pode ser indicada pelo médico quando as outras formas de tratamento não foram suficientes para melhorar os sintomas após seis semanas, especialmente se a pessoa continuar a ter dor que não diminui, fraqueza nas pernas ou nos pés, dificuldade de ficar em pé ou andar ou perda do controle da bexiga ou do intestino.

Diversas técnicas podem ser utilizadas para o tratamento cirúrgico como uso de laser ou através da abertura da coluna, para remover apenas a parte saliente do disco lombar. Raramente, todo o disco deve ser removido, e nestes casos, pode ser necessário unir as vértebras utilizando um enxerto ósseo. Saiba mais detalhes da cirurgia para hérnia de disco.

A cirurgia de hérnia lombar é sempre a última opção de tratamento, pois é uma cirurgia delicada e a recuperação é demorada. No pós operatório, a pessoa deve permanecer de repouso nos primeiros dias, evitando fazer esforços e, iniciar a fisioterapia geralmente começa após 15 a 20 dias da cirurgia e pode durar meses. 

Cuidados durante o tratamento

Algumas medidas importantes durante o tratamento da hérnia de disco lombar são:

  • Tomar os medicamentos nos horários corretos, conforme orientado pelo médico;
  • Fazer os exercícios em casa recomendados pelo fisioterapeuta para fortalecer a musculatura das costas e do abdômen;
  • Aplicar compressas frias na lombar nos primeiros dois dias para aliviar a dor e a inflamação;
  • Aplicar compressas quentes na lombar após os dois primeiros dias para aliviar a dor e o desconforto;
  • Evitar ficar muito tempo de repouso, pois ficar na cama pode causar rigidez nas articulações e músculos fracos, o que pode complicar sua recuperação
  • Descansar em uma posição confortável por 30 minutos e depois dar uma caminhada curta;
  • Evitar fazer esforços que possam piorar a dor como carregar pesos ou agachar;
  • Fazer movimentos lentos e controlados, especialmente para se inclinar para a frente ou ao levantar;
  • Retomar as atividades diárias de forma gradual, evitando esforços que possam causar o reaparecimento da dor. 

Além disso, deve-se manter a boa postura, deixando as costas retas e alinhadas, principalmente quando estiver sentado, pois ajuda a reduzir a pressão na coluna e nos discos vertebrais, e aliviar a dor e o desconforto lombar. 

É importante seguir as orientações do médico para que a dor melhore e a recuperação possa ocorrer de forma mais tranquila.

Fonte tuasaude.com

Doença de Haff: o que é, sintomas e tratamento

A doença de Haff é uma doença rara que acontece de forma repentina e que é caracterizada pela ruptura das células musculares, o que leva ao aparecimento de alguns sinais e sintomas como dor e rigidez muscular, dormência, falta de ar e urina preta, semelhante a café.

As causas da doença de Haff ainda são discutidas, no entanto acredita-se que o desenvolvimento da doença de Haff seja devido a alguma toxina biológica presente em peixes de água doce e crustáceos.

É importante que essa doença seja identificada e tratada rapidamente, isso porque a doença pode evoluir rapidamente e trazer complicações para a pessoa, como insuficiência renal e falência múltipla de órgãos.

Doença de Haff: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas da doença de Haff

Os sintomas da doença de Haff surgem entre 2 a 24 horas após o consumo de peixe ou crustáceos bem cozidos, mas contaminados, e estão relacionados com a destruição das células musculares, sendo os principais:

  • Dor e rigidez nos músculos, que é muito forte e surge de repente;
  • Urina muito escura, marrom ou preta, semelhante à cor do café;
  • Dormência;
  • Perda da força;

Na presença desses sintomas, principalmente se for notado escurecimento da urina, é importante que a pessoa consulte um clínico geral para que seja possível avaliar os sintomas e realizar exames que ajudem a confirmar o diagnóstico.

Os exames normalmente indicados no caso da doença de Haff são a dosagem da enzima TGO, exames que avaliam a função renal e a dosagem da creatinofosfoquinase (CPK), que é uma enzima que atua nos músculos e que tem seus níveis aumentados quando há alguma alteração no tecido muscular. Dessa forma, na doença de Haff os níveis de CPK está muito acima do que é considerado normal, sendo possível confirmar o diagnóstico da doença. Saiba mais sobre o exame CPK.

Possíveis causas

As causas da doença de Haff não são totalmente conhecidas, no entanto acredita-se que a doença está relacionado com o consumo de peixes e crustáceos possivelmente contaminados com alguma toxina termoestável, isso porque as pessoas diagnosticadas com essa doença consumiram esses alimentos algumas horas antes do aparecimento dos sintomas.

Devido ao fato dessa toxina biológica ser termoestável, não seria destruída no processo de cozimento ou fritura, e poderia causar os danos celulares relacionados com a doença de Haff.

Como a toxina não altera o sabor do alimento, não muda sua cor, nem é destruída pelo processo normal de cozedura, é possível que as pessoas consumam esses peixes ou crustáceos sem mesmo saber se estão contaminados. Alguns dos peixes que foram consumidos por pacientes diagnosticados com a doença de Haff incluem o Arabaiana, Tambaqui, Pacu-Manteiga e Pirapitinga.

Como é feito o tratamento

É importante que o tratamento da doença de Haff seja iniciado assim que os primeiros sintomas surgirem, pois dessa forma é possível prevenir a progressão da doença e o surgimento de complicações.

Normalmente é indicado que a pessoa fique bem hidratado nas 48 a 72 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, pois dessa forma seria possível diminuir a concentração da toxina no sangue e favorecer a sua eliminação através da urina.

Além disso, pode ser recomendado o uso de analgésicos com o objetivo de aliviar a dor e o desconforto, além de medicamentos diuréticos para favorecer a produção de urina e promover a limpeza do organismo.

Complicações da doença de Haff

As complicações mais frequentes da doença de Haff surgem quando não é feito o tratamento adequado e incluem a insuficiência renal aguda e a síndrome compartimental, que acontece quando existe um aumento da pressão arterial numa parte específica do corpo, o que pode colocar em risco os músculos e nervos dessa região.

Por esse motivo, é muito importante ir ao hospital ou consultar um médico sempre que existir suspeita da doença de Haff, para iniciar o tratamento adequado e evitar o surgimento de complicações.

Fonte tuasaude.com