Brasil tem 2.736 mortes por Covid em 24 h e bate recorde de média móvel de óbitos e de casos

O Brasil, mais uma vez, bate tristes recordes na pandemia da Covid, sem perspectivas de um panorama melhor. O país registrou 2.736 mortes por Covid, nesta quarta-feira (17), o segundo maior valor registrado na pandemia, e completou 19 dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos, que agora chegou a 2.031.

O recorde de mortes ocorreu na terça (16), com 2.798 óbitos, número de vidas perdidas comparável aos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York.

Agora também já são 56 dias seguidos com média móvel de mortes acima de 1.000, o que demonstra a gravidade contínua da situação.

O país também bateu recorde de casos de Covid, com o registro de 90.830 infecções. O maior valor anterior, de 84.977, em 8 de janeiro de 2021, ocorreu por causa de uma anormalidade gerada por represamento e atualização de dados do Paraná, que adicionou óbitos e casos ocorridos em outras datas.

Com os dados desta quarta, o país chegou a 285.136 óbitos e a 11.700.431 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

O Brasil recentemente ultrapassou a média móvel de mortes dos EUA, país que tem o maior número de óbitos e casos de Covid no mundo e uma população maior que a brasileira. Os americanos têm visto uma redução constante da Covid desde a posse do presidente democrata Joe Biden e com a avanço da vacinação.

Enquanto isso, o Brasil vive o pior momento da pandemia. As políticas nacionais de coordenação para enfrentamento são frágeis e a vacinação avança muito lentamente.

Em mais um boletim extraordinário, o Observatório Covid-19, da Fiocruz, aponta para o momento de catástrofe no país.

O texto aponta que em quase todo o país se vê que os sistemas de saúde estão em situação crítica ou de colapso, “sendo incapaz de atender às necessidades de todos os pacientes graves e levando os trabalhadores da saúde a situações de exaustão, estamos próximos ou diante de uma catástrofe”.

Segundo o observatório, 24 estados e o Distrito Federal têm taxas de ocupação de UTI iguais ou maiores que 80%. Quinze deles têm taxas iguais ou superiores a 90% de ocupação.

Já nas capitais, 25 das 27 têm taxas de ocupação de UTI superiores a 80% e 19 deles estão com lotação maior que 90%. “A situação é absolutamente crítica”, afirma o boletim.

​Minas Gerais teve recorde de mortes em 24 horas, 314. Na terça, o estado teve registros abaixo do padrão que vinha apresentando. São Paulo, com 617 mortes, ficou próximo ao recorde (679) alcançado na terça (16).

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 24 estados e pelo Distrito Federal.

Já foram aplicadas no total 14.630.108 doses de vacina (10.713.615 da primeira dose e 3.916.493 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Isso significa que somente 6,66% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 2,43%, a segunda.

Nas últimas 24 horas, 324.538 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 125.296, a segunda.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Hiperêmese gravídica: o que é, sintomas e tratamento

A hiperêmese gravídica é uma situação em que a gestante vomita várias vezes ao ao longo do dia, durante semanas, o que pode provocar mal estar e acabar comprometendo o estado nutricional da mulher, gerando sintomas como boca seca, aumento da frequência cardíaca e perda de peso acima de 5% do peso corporal inicial.

Nos casos mais leves, o tratamento pode ser feito em casa com alterações na dieta e uso de remédios antiácidos, por exemplo, já nos casos mais graves, pode ser necessário ficar internada no hospital para repôr o desequilíbrio de líquidos no organismo e fazer remédios diretamente na veia.

Hiperêmese gravídica: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de hiperêmese gravídica

Na maior parte dos casos, a mulher que sofre com hiperêmese gravídica não consegue aliviar a vontade de vomitar utilizando os remédios naturais mais comuns, como o picolé de limão ou o chá de gengibre. Além disso, podem surgir outros sinais e sintomas, como:

  • Dificuldade para comer ou beber algo sem vomitar de seguida;
  • Perda de mais de 5% do peso corporal;
  • Boca seca e diminuição da urina;
  • Cansaço excessivo;
  • Língua coberta por uma camada branca;
  • Hálito ácido, semelhante a álcool;
  • Aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão arterial.

No entanto, mesmo que não existam este sinais e sintomas, mas os enjoos e os vômitos estejam dificultando a realização das atividades diárias, é muito importante consultar o obstetra para avaliar a situação e identificar se se trata de um caso de hiperêmese gravídica, iniciando-se o tratamento adequado.

O vômito excessivo prejudica o bebê?

Em geral não há consequências do excesso de vômito para o bebê, mas embora sejam raras, podem ocorrer algumas situações como o bebê nascer com baixo peso, ter um parto prematuro ou desenvolver um baixo QI. No entanto, estas complicações só ocorrem nos casos em que a hiperêmese é muito grave ou quando o tratamento não é iniciado ou realizado corretamente.

Hiperêmese gravídica: o que é, sintomas e tratamento

Possíveis causas

A hiperêmese gravídica acontece principalmente devido às alterações hormonais e emocionais que acontecem durante a gravidez. No entanto, a hiperêmese pode também acontecer devido às citocinas circulantes no sangue materno, deficiência da vitamina B6, reação alérgica ou gastrointestinal.

É importante que a causa da hiperêmese gravídica seja identificada, pois assim o médico pode indicar o tratamento mais adequado para combater a causa e, consequentemente, aliviar os sintomas.

Como é feito o tratamento

Nos casos mais leves em que não existe perda de peso acentuada, nem risco para a saúde da mãe ou do bebê, o tratamento pode ser feito com repouso e boa hidratação. Um nutricionista pode aconselhar um tratamento nutricional, fazendo a correção dos distúrbios ácido-básicos e eletrolíticos no organismo. 

Algumas estratégias caseiras que podem ajudar a combater o enjoo matinal e os vômitos são:

  • Comer 1 biscoito de água e sal logo ao acordar, antes de sair da cama;
  • Tomar pequenos goles de água gelada várias vezes ao dia, principalmente quando se sentir enjoada;
  • Chupar picolé de limão ou laranja depois das refeições;
  • Evitar os cheiros fortes como perfumes e do preparo das refeições.

Porém, nos casos mais graves, é possível que a grávida não sinta qualquer melhora após adotar estas estratégias, sendo necessário voltar a consultar o obstetra para iniciar o uso de um remédio para enjoo, como Proclorperazina ou Metoclopramida. Se ainda assim a gestante continuar a sofrer com hiperêmese gravídica e estiver perdendo muito peso, o médico pode aconselhar ficar internada no hospital até que os sintomas melhorem.

Fonte tuasaude.com

UTIs de 18 capitais atingem 90% de lotação

Em 18 capitais brasileiras, a taxa de ocupação de leitos para casos graves da Covid-19 em UTIs ultrapassa 90% . Porto Alegre, Porto Velho e Rio Branco não têm nenhum leito disponível, segundo levantamento da Folha.

A escalada de novos casos da doença colapsou hospitais pelo país. No início do mês, eram dez as capitais com mais de 90% de leitos de UTI em uso. Com a falta de vagas na rede de saúde, prefeitos e governadores começaram a adotar lockdowns e medidas mais restritivas de circulação.

Os três estados do Sul continuam com números alarmantes para tratar pacientes críticos. O Rio Grande do Sul tinha nesta terça-feira (16) apenas 11 vagas de UTI públicas.

Em Porto Alegre, a superlotação continua. A cidade chegou a ter contêiner instalado em hospital privado para abrigar corpos das vítimas do coronavírus. Com o atual estágio da pandemia no estado, outras alas hospitalares são usadas para atender pacientes críticos.

Em Santa Catarina, que manteve medidas restritivas em vigor apenas nos fins de semana, 387 pessoas aguardavam na fila por leitos de UTI na tarde desta terça. Entre as 933 vagas destinadas apenas para pacientes com Covid-19, restavam apenas 21, com média de ocupação girando em torno de 98%. Em Florianópolis, restavam apenas três leitos.

Já no Paraná, a fila por vagas continua com mais de mil pessoas pela terceira semana seguida –são agora 1.320.

Na semana passada, a prefeitura da capital transformou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em mini-hospitais para atender os doentes. Desde então, as filas são crescentes.

As dificuldades vão além da escassez de vagas. O governo emitiu um alerta aos hospitais diante da iminente falta de medicamentos usados para intubação de pacientes. O estoque atual deve durar apenas até quinta-feira (18). Unidades que dependem de cilindros de oxigênio para auxiliar pacientes também não estão conseguindo reabastecer o produto.

“Os hospitais que têm usinas ou tanques de oxigênio estão numa situação mais tranquila, mas quem utiliza cilindros está tendo dificuldade porque é a demanda por trocas é mais rápida, há falta de cilindros e entraves de logística”, afirmou o presidente da Femipa (Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná) e do Sindipar (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná), Flaviano Feu Ventorim.

Em Rio Branco, os dois únicos hospitais públicos com leitos de UTI exclusivos para Covid-19 estão sem vagas. No estado, só há vaga disponível no município de Cruzeiro do Sul.

“E são leitos virtuais, porque temos uma fila de 15 pessoas esperando leito de UTI. Se tem um dia que tem uma ou duas vagas no sistema é porque, naquele momento, alguém morreu ou recebeu alta, mas já tem outros esperando”, disse o médico Guilherme Pulici, que é presidente do sindicato da categoria no estado.

Pelo colapso na capital, aumentou a procura de quem busca se tratar em casa, segundo Pulici, pressionando a demanda por oxigênio.

“Está começando a corrida pelos cilindros porque está tudo lotado, colapsado. Na rede pública há relatos de escassez de oxigênio na rede privada, estamos na iminência de acabarem sedativos para intubação e já começaram as transferências de pacientes para outros estados. Acho que podemos repetir o cenário de Manaus.”

Em Porto Velho, há mais de um mês não há vagas de UTI para pacientes com Covid-19. Doentes estão sendo transferidos às pressas para outras cidades. Em Rondônia, a taxa de ocupação é de 98%.

Nas capitais do Centro-Oeste, Goiânia criou mais 17 leitos em uma semana, mas isso não foi suficiente para desafogar os hospitais. De 98% na última semana, o índice de ocupação chegou a 99% nesta terça-feira (16). No estado, a ocupação se mantém em 98%, como na última semana.

Já em Cuiabá e na região da Baixada, os hospitais estão com 92,2% de ocupação, ligeiro recuo em relação aos 95% da última semana. Dos 258 leitos (incluindo municipais e federais), 238 estavam em uso. A média é inferior à do estado, que ficou em 94,8% (475 internados em UTIs adulta e pediátrica).

O cenário também é crítico em Mato Grosso do Sul. Em todo o estado, são 347 vagas em UTIs para adultos e, nesta terça, havia 353 internados com suspeita ou confirmação de infecção. Considerando também os leitos pediátricos, a taxa de ocupação gira em torno de 99%. Em Campo Grande, o índice atingiu 94% –três pontos percentuais a mais que na semana passada.

Palmas, que já viveu situação mais confortável em hospitais, atingiu 97% de ocupação de UTIs nesta semana. O decreto que suspende as atividades não essenciais na cidade acaba nesta terça (16).

Em Pernambuco, o sistema de saúde continua em colapso. Mesmo com a abertura de 185 novos leitos, a taxa de ocupação aumentou de 95% para 96% em uma semana.

Diante do quadro, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou nesta segunda uma quarentena rígida entre os dias 18 e 28 de março, apenas com serviços essenciais liberados para operar. Bares, restaurantes, praias, parques, shoppings centers, por exemplo, ficam fechados.

Em Natal, a ocupação de leitos segue a crítica taxa de 95% de uso. O estado chegou a ter 127 pessoas na fila à espera por leitos de UTI.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, apesar da previsão de abertura de novos leitos, o governo tem enfrentado dificuldades na expansão, especialmente com recursos humanos. Ele cita ainda a escassez de equipamentos e medicamentos para intubação.

“A corrida por leitos de UTIs não salva vidas. Muitas pessoas morrem pós-intubação. O que nós precisamos é frear o contágio”, disse.

Em Vitória, o salto na ocupação de leitos preocupa: passou de 80% para 95% em apenas uma semana.

“Fechamos [domingo] com 88% de ocupação de leitos de UTI. Estamos chegando ao nosso limite e essa última noite foi de muita pressão com pacientes demandando leitos”, afirmou o governador Renato Casagrande (PSB) em transmissão nas redes sociais.

Minas Gerais deve entrar na fase roxa, com medidas mais severas como toque de recolher das 20h às 5h.
Em Belo Horizonte, a taxa de ocupação das UTIs é de 89,7%.

“Estamos vivendo um momento de alta taxa de incidência e ocupação de leitos. É a primeira vez que as unidades de saúde de todas as regiões estão sobrecarregadas”, explicou o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti.

Em São Paulo, onde começou na segunda-feira (15) a fase emergencial, com medidas mais extremas de restrição, 63 municípios atingiram 100% de ocupação dos leitos de UTI.

A taxa chegou a 90,5% na Grande São Paulo, 89% no geral do estado e 83% na capital paulista.

Nos próximos 15 dias, o governo do estado deve entregar um novo hospital de campanha, que funcionará no bairro de Santa Cecília (centro), com 130 leitos de enfermaria e 50 de terapia intensiva. O equipamento contará com 900 funcionários.

A cidade do Rio de Janeiro continua com ocupação acima de 90%, apesar de um aumento no número de leitos públicos de 507 para 602 na última semana. Os atendimentos na rede básica de saúde estão crescendo e a fila por transferências, que no início do mês estava zerada, chegou a 96 pessoas nesta terça.

Mesmo assim, o prefeito Eduardo Paes (DEM) decidiu flexibilizar na semana passada as restrições que havia imposto, liberando comércio nas praias e ampliando o horário de bares e restaurantes até as 21h. No estado como um todo, a porcentagem de UTI cheias também sobe rápido –foi de 69% para 76% em sete dias.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

11 sintomas de depressão infantil e como lidar

Alguns sintomas que podem indicar depressão durante a infância incluem falta de vontade para brincar, fazer xixi na cama, queixas frequentes de cansaço, dor de cabeça ou barriga e dificuldades no aprendizado.

Estes sintomas podem passar despercebidos ou ser confundidos com birras ou timidez, porém se esses sintomas permanecerem por mais de 2 semanas é aconselhado ir ao pediatra para fazer uma avaliação do estado da saúde psicológica e verificar a necessidade de iniciar tratamento.

Na maioria dos casos, o tratamento inclui sessões de psicoterapia e uso de remédios antidepressivos, porém o apoio dos pais e professores é fundamental para ajudar a criança a sair da depressão, já que esse transtorno pode dificultar o desenvolvimento da criança.

Assista o vídeo com o enfermeiro Manuel Reis de como identificar os sintomas de depressão infantil:

Sintomas que podem indicar depressão

Os sintomas da depressão infantil variam com a idade da criança e o seu diagnóstico nunca é fácil, sendo necessária uma avaliação detalhada por um pedopsiquiatra. No entanto, alguns sinais que podem alertar os pais incluem:

  1. Rosto triste, apresentando olhos sem brilho e não sorrindo e um corpo caído e frágil, como se estivesse sempre cansado e olhando o vazio;
  2. Falta de vontade para brincar nem sozinha nem com outras crianças;
  3. Muita sonolência, cansaço constante e sem energia para nada;
  4. Birras e irritabilidade sem razão aparente, parecendo uma criança com pirraça, com mau humor e má postura;
  5. Choro fácil e exagerado, devido a sensibilidade exagerada;
  6. Falta de apetite que pode levar a perda de peso, porém em alguns casos também pode surgir enorme desejo por doces;
  7. Dificuldade para dormir e muitos pesadelos; 
  8. Medo e dificuldade em se separar da mãe ou do pai;
  9. Sentimento de inferioridade especialmente em relação aos amigos da creche ou escola;
  10. Fraco rendimento na escola, podendo ter notas vermelhas e falta de atenção;
  11. Incontinência urinária ou fecal, depois de já ter adquirido a capacidade de não usar fralda.

Embora estes sinais de depressão sejam comuns nas crianças, eles podem ser mais específicos dependendo da idade de cada criança.

6 meses a 2 anos

Os principais sintomas de depressão na primeira infância, que ocorre até aos 2 anos, são recusa alimentar, pouco peso, estatura pequena e atraso da linguagem e distúrbios do sono.

2 a 6 anos

Na idade pré-escolar, que acontece entre os 2 e os 6 anos, as crianças com depressão, na maioria dos casos, apresentam birras constantes, muito cansaço, pouca vontade para brincar, falta de energia, fazem xixi na cama e eliminam fezes involuntariamente.

Além disso, também podem ter muita dificuldade em separar-se da mãe ou do pai, evitando falar ou conviver com outras crianças e mantendo-se muito isolada. Também podem ocorrer crises intensas de choro e ter pesadelos e muita dificuldade em adormecer.

6 a 12 anos

Já na idade escolar, que ocorre entre os 6 e 12 anos, a depressão manifesta-se através dos mesmos sintomas anteriormente referidos, além de poder apresentar dificuldade para aprender, pouca concentração, notas vermelhas, isolamento, sensibilidade exagerada e irritabilidade, apatia, falta de paciência, dor de cabeça e de estômago e alterações no peso.

Além disso, é frequente o sentimento de inferioridade, em que a criança sente que é as outras crianças e diz constantemente frases do tipo “ninguém gosta de mim” ou “não sei fazer nada”.

Na adolescência, que ocorre a partir dos 12 anos, os sintomas de depressão podem ser diferentes, como problemas de memória ou concentração e sensação de inutilidade, por exemplo. Confira outros sintomas da depressão em adolescentes

11 sintomas de depressão infantil e como lidar

Possíveis causas

Na maioria dos casos a depressão na infância ocorre devido a situações traumáticas como discussões constantes entre familiares, divórcio dos pais, mudança de escola, falta de contato da criança com os pais ou sua morte.

Além disso, maus tratos, como violações ou convívio diário com pais alcoólatras ou dependentes de drogas também pode contribuir para desenvolver depressão.

Como diagnosticar a depressão infantil

O diagnóstico normalmente é feito através de testes realizados pelo médico e análise de desenhos, pois a criança na maioria dos casos não consegue referir que está triste e deprimida e, por isso, os pais devem estar muito atentos a todos os sintomas e dizer ao médico para facilitar o diagnóstico.

No entanto, o diagnóstico desta doença não é fácil, especialmente porque pode ser confundido com alterações da personalidade como timidez, irritabilidade, mau humor ou agressividade e, em alguns casos, os pais podem até considerar os comportamentos normais para a idade.

Desta forma, se for identificada uma mudança significativa no comportamento da criança, como chorar constantemente, ficar muito irritada ou perder peso sem razão aparente, deve-se ir no pediatra para que seja avaliada a hipótese de estar passando por uma alteração psicológica.

Como é feito o tratamento

Para curar a depressão na infância, é necessário ter acompanhamento do pediatra, psicólogo, psiquiatra, familiares e professores e o tratamento deve durar pelo menos 6 meses para evitar recaídas.

Geralmente, até os 9 anos o tratamento é feito apenas com sessões de psicoterapia com um psicólogo infantil, através da terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a criança a lidar melhor com os problemas e permite que crie hábitos melhores. No entanto, depois dessa idade ou quando não se consegue curar a doença apenas com psicoterapia, é necessário o uso de antidepressivos, como fluoxetina, sertralina ou paroxetina, por exemplo, indicados pelo psiquiatra. Além disso, o médico pode recomendar outros remédios como estabilizadores de humor, antipsicóticos ou estimulantes.

Normalmente, o uso do antidepressivos só começa a ter efeito após 20 dias de tratamento e mesmo que a criança já não apresente sintomas deve manter o uso dos remédios para evitar uma depressão crônica. Saiba mais sobre o tratamento da depressão infantil.

Para ajudar na recuperação, os pais e os professores devem colaborar no tratamento, elogiando a criança constantemente, estimulando a criança a brincar com outras crianças, fazer esportes e participar em atividades ao ar livre.

Como lidar com a criança deprimida

Conviver com uma criança com depressão não é fácil, porém os pais, familiares e professores devem ajudar a criança a ultrapassar a doença para que esta se sinta apoiada e que não está sozinha. Assim, deve-se:

  • Respeitar os sentimentos da criança, mostrando que os compreendem;
  • Incentivar a criança a desenvolver atividades que gosta sem causar pressão;
  • Elogiar a criança constantemente de todos os pequenos atos e não corrigir a criança na frente de outras crianças;
  • Dar muita atenção à criança, afirmando que estão ali para a ajudar;
  • Levar a criança para brincar com outras crianças para aumentar a interação;
  • Não deixar a criança brincar sozinha, nem ficar no quarto sozinha vendo televisão ou jogando videogames;
  • Incentivar a comer de 3 em 3 horas para se manter nutrida;
  • Manter o quarto confortável para ajudar a criança a adormecer e dormir bem.

Estas estratégias vão ajudar a criança a ganhar confiança, evitando o isolamento e melhorando a sua autoestima, contribuindo para que a criança consiga curar a depressão.

Fonte tuasaude.com

Brasil registra 2.798 mortes por Covid em 24 h, recorde da pandemia

O Brasil teve mais um dia de recordes trágicos, com o registro de 2.798 mortes por Covid, o maior número de vidas perdidas em 24 horas de toda a pandemia. Há 18 dias consecutivos o país registra recordes de média móvel de óbitos, que agora chegou a 1.976.

O país chegou a 282.400 óbitos. Nesta terça-feira (16), também foram registrados 84.124 casos da Covid e, com isso, o total de infecções desde o início da pandemia chegou a 11.609.601.

O recorde de mortes anterior ocorreu na última quarta (10), com 2.349 mortes.

Já o recorde de média móvel de óbitos, da última segunda (15), era de 1.855. O país está há 55 dias com a média acima de 1.000 mortes por dia. Esse dado é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados (como costumam ocorrer nos finais de semana e feriado).

O Brasil já ultrapassou a média móvel de mortes dos EUA, país que tem o maior número de óbitos e casos de Covid no mundo. Os americanos têm visto uma redução constante da Covid desde a posse do presidente democrata Joe Biden e com a avanço da vacinação.

Enquanto isso, o Brasil vive o pior momento da pandemia, sem sinais de luz no horizonte. As políticas nacionais de coordenação para enfrentamento são frágeis e a vacinação avança muito lentamente.

Diversos estados registraram recordes de mortes, nesta terça. Em São Paulo, foram 679 óbitos, no Rio Grande do Sul, 501, no Paraná, 307, em Santa Catarina, 167.

Nove estados têm recorde da média móvel de mortes. São eles: Acre (10), Goiáis (125), Mato Grosso (55), Mato Grosso do Sul (25), Paraíba (41), Rio Grande do Sul (253), Santa Catarina (113), São Paulo (400) e Tocantins (16).

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

Tomar um chá com propriedades calmantes e digestivas como boldo, erva-doce, hortelã e macela, é uma boa solução caseira para combater os gases, a má digestão, que causa sensação de barriga inchada, arrotos frequentes e até mesmo dor de cabeça.

Esses chás devem ser preparados imediatamente antes de serem ingeridos para que tenha efeito mais rápido e não deve ser adoçado porque o açúcar e o mel podem fermentar e dificultar a digestão.

1. Chá de Boldo

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

O chá de Boldo é uma excelente forma de aliviar a má digestão após refeições muito grandes ou cheias de gordura, pois o Boldo é uma planta medicinal que estimula o fígado a metabolizar as gorduras, tornando-as menores e mais fáceis de serem digeridas, aliviando os sintomas de indigestão.

Ingredientes

  • 10 g de folhas de Boldo
  • 500 ml de água fervente

Modo de preparo

Colocar as folhas de Boldo na água fervente durante cerca de 10 minutos e depois coar. Beber quando surgem os sintomas ou 10 minutos após a refeição para evitar o surgimento de sintomas durante uma crise.

2. Chá de Erva-doce

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

A Erva-doce é uma planta que possui propriedades que estimulam a produção de fluidos intestinais e, por isso, é capaz de estimular o processo digestivo, aliviando sintomas de estofamento de estômago, dor gástrica ou arrotos frequentes, por exemplo.

Ingredientes

  • 1 colher (de sobremesa) de Erva-doce
  • 1 xícara de água fervente

Modo de preparo

Colocar a colher de Erva doce na xícara de água fervente, deixar repousar por 10 minutos e beber após as refeições quando surgem os sintomas de má-digestão.

3. Chá de Hortelã-pimenta

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

O chã de Hortelã-pimenta possui ação digestiva e anti-espasmódica capaz de equilibrar o processo digestivo e aliviar espasmos intestinais que também podem provocar dor de estômago devido ao acúmulo de gases intestinais ou em casos de intestino irritável.

Ingredientes

Modo de preparo

Colocar as folhas de Hortelã-pimenta na água fervente durante 10 minutos e depois coar a mistura. Beber antes das refeições e 10 minutos após, para evitar ou aliviar o surgimento de sintomas.

As melhorias na digestão são verificadas, geralmente, no primeiro dia após a ingestão desses chás, mas se após 3 dias bebendo um desses chás diariamente a digestão não melhorar, é necessário consultar um médico gastroenterologista para verificar se existe algum problema no aparelho digestório.

4. Chá de tomilho

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

Um bom chá para má digestão é o de tomilho com poejo. Este remédio caseiro para má digestão é eficaz porque estas plantas medicinais possuem propriedades que auxiliam a digestão dos alimentos, alcançando ótimos resultados em pouco tempo.

Ingredientes

  • 1 xícara de água fervente
  • 1 colher (chá) de tomilho
  • 1 colher (chá) de poejo
  • 1/2 colher (chá) de mel

Modo de preparo

Adicione à xícara de água fervente o tomilho e o poejo e deixe descansar por cerca de 3 a 5 minutos. A seguir coe e adoce com o mel. Beba 1 xícara deste chá sempre que os sintomas de má digestão estiverem presentes.

5. Chá de macela

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

Um excelente tratamento caseiro para má digestão é tomar o chá de macela diariamente porque ele possui propriedades calmantes e digestivas que são eficazes no combate a indigestão.

Ingredientes

  • 10 g de flores de macela
  • 1 colher de sopa de erva-doce
  • 1 xícara de água fervente

Modo de preparo

Para preparar este remédio caseiro basta adicionar as flores de macela à água fervente, tapar e deixar repousar por 5 minutos. Filtrar e beber a seguir, sem adoçar, porque o açúcar pode prejudicar a digestão. Para o tratamento é recomendado tomar este chá de 3 a 4 vezes ao dia.

6. Chá verde

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

O chá verde com hortelã é uma ótima solução caseira para auxiliar a digestão porque ele estimula a produção de ácidos estomacais sendo uma ótima opção de remédio caseiro para quem está sentindo o estômago cheio e sofre com arrotos frequentes.

Ingredientes

  • 1 colher (chá) de folhas secas de hortelã
  • 1 xícara de água fervente
  • 1 colher (chá) de folhas de chá verde

Modo de preparo

Adicionar as folhas de hortelã e de chá verde na xícara com água fervente, tapar e deixar repousar por cerca de 5 minutos. Filtrar e beber a seguir, sem adoçar porque o açúcar dificulta a digestão.

Uma outra boa dica para combater a má digestão é comer uma fruta como maça ou pera, e ir bebendo pequenos goles de água.

7. Chá de ervas

7 chás para melhorar a digestão e combater gases intestinais

Um bom chá para melhorar a digestão é o chá de erva-doce com espinheira santa e boldo porque eles possuem propriedades que ajudam na digestão dos alimentos e limpam o fígado, tendo efeito rapidamente.

Ingredientes

  • 1 litro de água
  • 10 g de folhas de boldo
  • 10 g de folhas de espinheira santa
  • 10 g de sementes de erva-doce

Modo de preparo

Para fazer o chá ferva a água, tire do fogo e depois adicione as ervas e deixe descansar tapado até deixar de evaporar. Beba 1 xícara deste chá 4 vezes ao dia.

Além de tomar este chá é importante saber combinar bem os alimentos entre si, porque o consumo de alimentos ricos em fibras e de alimentos ricos em gordura numa mesma refeição é uma das principais causas da má digestão. Uma boa dica é quando fizer uma refeição “pesada”, como feijoada ou churrasco, por exemplo, ingerir uma pequena quantidade de alimentos e na sobremesa preferir uma fruta ao invés de um doce.

Saiba mais sobre os chás para combater os gases e aliviar os sintomas de má digestão:

Fonte tuasaude.com

Universidade procura voluntários para estudo de tratamento gratuito do TDAH com mindfulness e neuromodulação

A Universidade Cruzeiro do Sul busca pacientes voluntários adultos para um estudo voltado ao tratamento não medicamentoso do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Os interessados devem ter de 18 e 35 anos, já terem sido diagnosticados com o transtorno, não terem implantes metálicos na cabeça e podem fazer ou não uso de medicação para TDAH. Para se inscrever para uma das 60 vagas gratuitas é preciso preencher um formulário online.

A pesquisa é conduzida pelo Ascan Lab (Applied Social, Cognitive and Affective Neuroscience Laboratory), laboratório de neurociência do curso de psicologia localizado dentro do Laboratório de Avaliação Psicológica da Universidade Cruzeiro do Sul, no campus Paulista.

“O projeto busca investigar um possível tratamento sem medicamentos, para diminuir as dificuldades cognitivas, como o déficit de atenção e de funções executivas características deste distúrbio do neurodesenvolvimento, por meio da aplicação simultânea da ETCC (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua) e da prática do mindfulness”, diz Camila Campanhã, professora e supervisora clínica do curso de psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul e pesquisadora do Ascan Lab.

A ETCC consiste em um tipo não invasivo de neuromodulação por baixa corrente elétrica, indolor e sem efeitos colaterais, que estimula ou inibe a atividade cerebral da área em que os eletrodos são posicionados, explica Campanhã.

“Trata-se de uma técnica absolutamente segura. Já existem aparelhos disponíveis em outros países para que os pacientes realizem o tratamento sozinhos em casa. Este método facilita atividade de áreas cerebrais quando o eletrodo anódico é posicionado no couro cabeludo, na área que se deseja melhorar o funcionamento, ou dificulta quando o eletro catódico é posicionado no couro cabeludo na área em que se deseja reduzir a hiperatividade existente”, afirma.

“Neste estudo, o objetivo é melhorar a atividade de uma área frontal do cérebro que encontra alterações de conectividade em pacientes com TDAH que levam ao déficit de atenção e de funções executivas por meio da ETCC”, esclarece a professora e orientadora da pesquisa.

Já a técnica de mindfulness é um tipo de meditação para a estimulação da atenção plena. Com origens no budismo e em tradições orientais, o mindfulness chegou ao Ocidente como uma prática laica utilizada como tratamento complementar para diversos quadros clínicos, como dores crônicas, estresse, depressãoansiedade. O mindfulness aplicado à saúde foi desenvolvido pelo médico Jon Kabat-Zinn na década de 1970, nos Estados Unidos.

Estudos de neurociência têm comprovado que o treino cognitivo de atenção da prática do mindfulness gera neuroplasticidade. Ou seja, assim como o treinamento de um músculo melhora o seu funcionamento, a meditação é uma forma de exercitar as vias neurais frontais, o que gera melhora da atenção, observa Campanhã.

“Este estudo permitirá verificar se esta combinação das técnicas, da ETCC e o do mindfulness, reduzirá as dificuldades cognitivas do TDAH de forma semelhante aos pacientes que fazem uso das medicações mais utilizadas na atualidade. Para isso, os efeitos serão comparados aos de pacientes que fazem uso de medicação”, conta.

O projeto será realizado de forma híbrida, com encontros virtuais e presenciais no Ascan Lab da Universidade Cruzeiro do Sul, no campus Paulista. A parte presencial consistirá em dez encontros de 30 minutos cada, apenas com os pacientes que não tomam medicação, respeitando as medidas e protocolos de saúde durante a pandemia da Covid-19, em sala de aula ampla e ventilada que permite o distanciamento social necessário. Os participantes que fazem uso de algum tipo de medicação para o TDAH poderão participar de forma totalmente remota, realizando testes cognitivos online.

Tratamento gratuito para adultos com o diagnóstico de TDAH 
Inscrições até 30 de maio de 2021; é preciso preencher o formulário no site (clique aqui)
Onde Universidade Cruzeiro do Sul, campus Paulista, av. Paulista, 1.415, 8º andar, sala 802, Bela Vista, região central de São Paulo
Contato email para contato do projeto: projetotdah2021@gmail.com; email do laboratório para outras informações: laboratory@gmail.com

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Carisoprodol: para que serve e quando não é indicado

O carisoprodol é uma substância presente em alguns medicamentos relaxantes musculares, como o Trilax, Mioflex, Tandrilax e Torsilax, por exemplo. O medicamento deve ser consumido via oral e indicado nos casos de torções e contraturas muscular, uma vez que atua relaxando e causando sedação nos músculos, de modo que as dores e inflamações diminuam.

O uso do carisoprodol deve se recomendado pelo médico e é contraindicado para gestantes e mulheres em fase de lactação, uma vez que essa substância pode atravessar a placenta e ser encontrado em altas concentrações no leite materno.

Carisoprodol: para que serve e quando não é indicado

Para que serve

Como se trata de um relaxante muscular, o carisoprodol pode ser recomendado pelo médico no tratamento de espasmos e contraturas musculares, luxação e entorse, principalmente. Além disso, outras situações em que esse medicamento pode ser indicado associado a outro são:

  • Reumatismo;
  • Gota;
  • Artrite reumatoide;
  • Osteoartrose;
  • Torcicolo;
  • Distensão muscular.

O uso do carisoprodol deve ser feito sob indicação do médico, isso porque pode ser recomendado apenas o uso apenas dessa substância ativa ou associado com outras substâncias. De forma geral, o início do efeito do carisoprodol acontece cerca de 30 minutos após a administração e duração de até 6 horas.

Possíveis efeitos colaterais

O uso de carisoprodol pode causar alguns efeitos colaterais, sendo os principais a queda de pressão quando se muda de posição, sonolência, tontura, alterações da visão, taquicardia e fraqueza muscular. Em casos mais raros, o uso frequente de carisoprodol pode causar dependência.

Quem não deve tomar

O uso de carisoprodol não é recomendado para pessoas com insuficiência hepática ou renal, histórico de reações alérgicas ao carisoprodol, depressão úlceras pépticas e asma. Além disso, o seu uso não é indicado para mulheres grávidas ou em fase de lactação, pois essa substância é capaz de atravessar a placenta e passar para o leite materno, podendo ser encontrado em altas concentrações no leite.

Fonte tuasaude.com

Pazuello resume o dano que aderir a Bolsonaro causou aos militares

A desastrosa gestão de Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde, ora encerrada, concentra todas as contradições da relação das Forças Armadas com o governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro.

General de intendência com três estrelas no ombro, topo de sua carreira, Pazuello gozava de ótima reputação entre seus pares.

Sua fama de coordenador logístico foi criada durante o exercício multinacional Amazonlog-17, em 2017, no qual foi simulado o atendimento humanitário a refugiados nas fronteiras amazônicas do Brasil com a Colômbia e com o Peru.

Ela acabou consolidada na prática, com a Operação Acolhida de refugiados da ditadura venezuelana em 2018, gerenciada por Pazuello.

Foi elogiado efusivamente pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, no seu polêmico livro-depoimento. Para ele, “sem falsa modéstia, [Pazuello] fez com que nos tornássemos referência mundial”.

Na Saúde após a não-passagem de Nelson Teich na esteira da implosão política de Luiz Henrique Mandetta, Pazuello comprovaria o adágio segundo o qual os militares “cumprem missão e resolvem problemas”.

A questão é que o problema estava acima das capacidades do general e a missão, explicitada quando ele baixou a cabeça a Bolsonaro e freou a compra de vacinas no ano passado, estava corrompida.

A adesão tardia à vacinação e ao distanciamento social e o entusiasmo pela coloroquina, por motivação política contra a Coronavac de João Doria ou simples cegueira epidemiológica, ajudaram o país a se tornar um celeiro de variantes mais mortíferas do Sars-CoV-2.

São ao menos dez processos sobre o manejo da pandemia, com a crise de Manaus como seu maior símbolo, que podem colocar Pazuello, e por extensão simbólica os militares, no banco dos réus.

Houve crises secundárias, como a maquiagem de números da Covid-19, a bizarra militarização de postos na Saúde e até a escolha de uma amiga para um cargo comissionado do ministério por Pazuello. Isso tudo temperado pelo tom autoritário em qualquer entrevista coletiva.

Generais da ativa, em campanha para tentar dissociar sua imagem daquela dos fardados no governo, perceberam que o fato de Pazuello não ter ido à reserva cobraria um preço ainda maior da corporação.

Houve todo tipo de pressão para que isso acontecesse, mas o fato é que o militar não só ficou na ativa, mas ainda operou uma tentativa de saída honrosa articulando uma inexistente promoção para a quarta estrela.

Ao fim, com 2.000 cadáveres sendo empilhados diariamente devido à pandemia no Brasil, Pazuello cedeu, assim como Bolsonaro —no caso, à pressão de seus novos amigos do centrão e à entrada avassaladora de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no jogo de 2022.

Para as Forças Armadas, Exército à frente, sobrou o ônus de imagem.

A ideia acalentada pelos militares que viram em Bolsonaro o caminho para a idealização de seu antipetismo e para a redenção final de imagem pela ditadura era a de que forneceriam quadros qualificados para um novo tipo de governo.

Enquanto suas capacidades estavam circunscritas à falta de articulação política ou às ideações paranoides da área de inteligência, o público não tinha muito o que dizer.

Quando a incapacidade ou, na visão de pessoas que o admiram, o respeito à hierarquia de Pazuello se impuseram e legaram o pior da crise ao país, a história é outra.

Pois a adesão a Bolsonaro, descrita de forma didática no livro de Villas Bôas, traz intrínseca uma armadilha: militares são seres que respeitam hierarquias.

Assim, declarações golpistas do hoje vice-presidente Hamilton Mourão foram punidas tanto no governo Dilma Rousseff (PT) quanto no de Michel Temer (MDB).

Quando vários oficiais-generais, da ativa e da reserva, migraram para o governo Bolsonaro, a identificação ficou patente.

A ameaça de crise institucional de 2020, quando Bolsonaro namorou hordas golpistas na rua, engolfou a cúpula militar, Ministério da Defesa incluso.

Como reação àquele momento crítico, houve um afastamento crescente da ativa, culminando numa fala do sucessor de Villas Bôas, Edson Leal Pujol, que parecia ter riscado uma linha divisória no chão.

Pazuello na Saúde apagou tal fronteira. Sua saída deverá facilitar o restabelecimento dela, mas o dano à imagem dos fardados vai demorar muito mais tempo para ser consertado.

Isso se deve às opções feitas sob a supervisão de Villas Bôas, outro ícone militar brasileiro. Essa autocrítica, feita apenas à boca miúda por alguns setores, ainda está para ser feita.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Hérnia de disco: principais sintomas e como confirmar

O principal sintoma de hérnia de disco é a dor na coluna, que pode ser localizada ou irradiar para outros locais como pernas e braços. Além disso, de acordo com a região onde a hérnia se encontra, podem surgir outros sintomas como diminuição da força, fraqueza nas pernas ou sensação de formigamento nos braços. 

A hérnia de disco pode acontecer na coluna cervical, lombar ou torácica e surge quando um disco que constitui a coluna e o seu centro gelatinoso, se movem, saindo da posição correta, o que acaba provocando a compressão de nervos da região, dando início aos sintomas. 

Para confirmar o diagnóstico de hérnia de disco, o ortopedista observa os sintomas e pode pedir exames como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética para observar qual a região da coluna que está afetada e indicar o melhor tratamento. Saiba mais sobre a hérnia de disco.

Hérnia de disco: principais sintomas e como confirmar

Os sintomas da hérnia de disco variam de acordo com a região onde esta se encontra, sendo os principais:

1. Hérnia de disco cervical

A hérnia de disco cervical está localizada na parte superior da coluna, mais especificamente na região do pescoço e pode provocar sintomas como:

  • Dor no pescoço que pode irradiar para o ombro ou para o braço;
  • Dificuldade em realizar movimentos com o pescoço;
  • Sensação de dormência ou formigamento no ombro, no braço, cotovelo, mão ou dedos;
  • Diminuição da força em um dos braços.

Os sintomas da hérnia de disco cervical podem ser diferentes de uma pessoa para a outra, pois depende da sua localização exata e da intensidade com que os nervos estão comprimidos. Além disso, a intensidade dos sintomas pode variar ao longo do dia, podendo surgir em períodos ou serem constantes. Confira outros sintomas que a hérnia de disco cervical pode provocar. 

2. Hérnia de disco torácica

A hérnia de disco torácica está localizada no meio da coluna, entre a coluna cervical e a coluna lombar e os seus principais sintomas são:

  • Dor no meio da coluna que pode irradiar para as costelas;
  • Perda de força das pernas;
  • Dificuldade para segurar a urina;

A gravidade dos sintomas depende da localização exata da hérnia e da intensidade com que os nervos estão sendo comprimidos, sendo importante consultar o ortopedista ou o neurocirurgião na presença desses sintomas, para que seja possível ser feita uma avaliação e ser indicado o melhor tratamento.

3. Hérnia de disco lombar

A hérnia de disco lombar está localizada na parte inferior da coluna e pode causar sintomas como:

  • Dor ao longo do trajeto do nervo ciático que vai da coluna vertebral à nádega, coxa, perna e calcanhar;
  • Sensação de dormência ou formigamento nas pernas ou nos pés;
  • Perda de força nas pernas;
  • Alteração no funcionamento do intestino ou bexiga;

A intensidade dos sintomas depende da localização e do comprometimento dos nervos. Geralmente, a perda de força e a alteração do funcionamento do intestino ou bexiga indicam que exista uma alteração grave, devendo ser rapidamente avaliada pelo ortopedista ou neurocirurgião. Conheça outros sintomas da hérnia de disco lombar.

Hérnia de disco: principais sintomas e como confirmar

Como confirmar se é hérnia de disco

Para identificar e confirmar a hérnia de disco, o ortopedista ou o neurocirurgião, normalmente, avaliam os sintomas e podem pedir exames como raio x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética que ajudam a verificar a localização da lesão e a sua gravidade. 

Em alguns casos, o médico pode pedir o exame de eletromiografia que permite avaliar as lesões nos nervos, indicando a gravidade da lesão. Veja mais sobre o que é a eletromiografia e como é feita.

Como tratar

O tratamento da hérnia de disco varia de pessoa para pessoa e com o tipo de hérnia, podendo ser indicado pelo médico fazer fisioterapia e usar remédios analgésicos e anti-inflamatórios que ajudam a aliviar a dor e diminuir a inflamação provocada pela compressão dos nervos. Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma cirurgia para remover o disco que se encontra afetado. Entenda melhor como é feito o tratamento da hérnia de disco.

Veja mais sobre os sintomas de hérnia de disco e o que fazer para aliviar as dor e o desconforto no vídeo a seguir:

Fonte tuasaude.com