Dipirona: para que serve, tipos e quem pode tomar

O dipirona é um dos tipos de fármacos mais conhecidos e usados. No entanto, o medicamento tem aos poucos substituído o posto da “água com açúcar” e sendo utilizado diante de qualquer complicação. Logo, saber para que serve esse medicamento e quais são suas principais indicações é importante, além de evitar sua superdosagem. Você sabe …

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Brasil registra 1.286 mortes por Covid em 24 h e passa de 548 mil óbitos

O Brasil registrou 1.286 mortes por Covid e 106.181 casos da doença, nesta sexta-feira (23). O país chega, dessa forma, a 548.420 óbitos e a 19.630.273 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O alto número de casos é consequência de uma atualização no painel de notificações do Rio Grande do Sul. O estado registrou 64.036 casos, nesta sexta, cerca de 63 mil deles represados. Segundo a Secretaria da Saúde do estado, o represamento ocorreu porque “o processo automatizado do painel da SES exigia que todo caso com resultado positivo tivesse um encerramento por parte dos municípios”, necessidade agora abolida.

A média móvel de mortes completou cinco dias consecutivos de queda e chegou a 1.131. Apesar das reduções recentes, os valores permanecem altos. Já são 184 dias seguidos com média acima de 1.000 óbitos por dia.

Já a média móvel de casos é de 46.268.

A média é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados, como costumam ocorrer em finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma do número de mortes dos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 25 estados e no Distrito Federal.​

O Brasil registrou 1.745.213 doses de vacinas contra Covid-19, nesta sexta. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram 1.234.029 primeira doses e 475.818 segundas. Também entram nessa conta 35.366 doses únicas da Janssen aplicadas.

Ao todo, 94.459.940 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —33.502.361 delas já receberam a segunda dose do imunizante.

Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 37.044.354 pessoas totalmente imunizadas no país.

Com isso, 60,90% da população com mais de 18 anos já recebeu ao menos uma dose (nesse caso, a 1ª dose de alguma vacina ou o imunizante de dose única) e 23,02% (também com mais de 18 anos) recebeu as duas doses recebidas ou a dose única da Janssen.

Mesmo quem completou o esquema vacinal com as duas doses deve manter cuidados básicos, como uso de máscara de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Nimesulida serve para dor de dente? Saiba como fazer o uso

A Nimesulida ou nimesulide é um dos tipos de anti-inflamatório mais usados e pedidos nas farmácias. Isso se deve a sua amplitude de indicações que envolvem dores agudas e crônicas. Entre essas possíveis indicações está a dor de dente. Saiba mais sobre o uso da nimesulida para dor de dente, conheça suas demais indicações, seus …

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Avenida Paulista terá vacinação contra a Covid-19 no domingo (25)

No segundo domingo de abertura a pedestres e ciclistas na pandemia, a avenida Paulista terá vacinação contra a Covid-19 para a população de 30 anos ou mais.

Equipes de saúde estarão em dois pontos da avenida: no início, na altura da rua Teixeira Silva, perto do Hospital Santa Catarina, e o outro no final, próximo à entrada do Complexo Víario José Roberto Fanganiello Melhem, que dá acesso à avenida Doutor Arnaldo, na Consolação.

Para tomar a vacina é necessário levar um documento de identificação com foto, CPF, o cartão SUS (se tiver) e um comprovante de residência —obrigatório na capital paulista—, que pode ser apresentado de forma física ou digital.

Se não houver comprovante no próprio nome do munícipe, serão aceitos os que estiverem em nome do cônjuge, companheiro, pais e filhos, desde que seja apresentado também um documento que comprove o parentesco ou estado civil (RG, certidão de nascimento, certidão de casamento ou escritura de união estável).

A secretaria orienta o preenchimento do pré-cadastro no site VacinaJá para agilizar o atendimento.

Após mais de um ano fechada por causa da pandemia de Covid-19, a avenida Paulista foi reaberta em caráter experimental na semana passada das 8h ao meio-dia.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

DPOC: o que é, sintomas e tratamento

A DPOC, ou doença pulmonar obstrutiva crônica, ocorre devido a uma inflamação ou obstrução crônica no revestimento dos brônquios ou bronquíolos, dificultando a troca de gases da respiração. Essa inflamação pode ser causada por bronquite crônica ou enfisema pulmonar.

A principal causa da DPOC é o hábito de fumar, pois a fumaça e outras substâncias presentes no cigarro provocam, aos poucos, destruição do tecido que forma as vias respiratórias, levando ao surgimento de sintomas como falta de ar, tosse constante com catarro ou sensação de ruído ou chiado no peito ao respirar. 

O tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica é indicado pelo pneumologista dependendo da doença que causou a DPOC, e pode ser feito com o uso de remédios, cirurgia ou fisioterapia, além de ser muito importante parar de fumar.

DPOC: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Numa fase inicial, os sintomas de DPOC podem ser leves e até serem confundidos com um resfriado comum, incluindo tosse leve ou falta de ar ao realizar algum esforço.

No entanto, à medida que a DPOC evolui, os sintomas podem se tornar mais constantes devido aos danos progressivos nos pulmões, e incluem:

  • Tosse constante com produção de catarro de cor clara, branca, amarela ou esverdeada;
  • Respiração rápida e ofegante;
  • Sensação de ruído ou chiado no peito ao respirar;
  • Falta de ar, que vai piorando aos poucos, até estar presente mesmo quando se está em repouso;
  • Produção de muito catarro, principalmente pela manhã;
  • Sensação de falta de energia;
  • Perda de peso;
  • Inchaço nos tornozelos, pernas ou pés.

Além disso, pessoas com DPOC podem ter resfriados, gripes ou infecções respiratórias mais frequentemente, o que pode piorar ainda mais os sintomas, com mais dificuldade para respirar e maior produção de catarro, situação que é chamada de “DPOC exacerbado”.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da DPOC é feito pelo clínico geral ou pneumologista, com base na história clínica e exame físico, mas também podem ser pedidos alguns exames como:

  • Raio X do tórax e/ou tomografia computadorizada, para avaliar detalhadamente os pulmões, vasos sanguíneos e coração;
  • Exames de sangue, como gasometria arterial, que mede os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue, para avaliar o funcionamento dos pulmões;
  • Espirometria, que demonstra o grau de obstrução das vias respiratórias e a quantidade de ar que a pessoa consegue respirar, classificando, assim, a doença em leve, moderada e grave. Saiba como é feita a espirometria.

Esses exames ajudam o médico a confirmar o diagnóstico da DPOC, mas também podem ser usados para identificar se a pessoa tem outra doença que possa estar causando os sintomas, como asma ou insuficiência cardíaca, por exemplo. 

Possíveis causas

A DPOC ocorre quando os pulmões ficam inflamados ou obstruídos devido a bronquite crônica ou enfisema pulmonar, causando danos nos pulmões e dificultando a troca de gases da respiração. 

A principal causa da DPOC é o tabagismo, embora essa doença possa afetar também pessoas que nunca fumaram, devido à exposição à fumaça do cigarro de outras pessoas,  além da fumaça de forno a lenha, trabalho em minas de carvão ou alterações genéticas dos pulmões. 

Como é feito o tratamento

O tratamento para DPOC deve ser orientado por um pneumologista, com o objetivo de aliviar os sintomas, evitar que a doença evolua e prevenir o surgimento de complicações.

O tratamento normalmente inclui:

1. Parar de fumar 

Para tratar a DPOC é fundamental parar de fumar para evitar que a doença piore e reduza ainda mais a capacidade respiratória, levando a complicações como infecções respiratórias ou hipertensão pulmonar, por exemplo. 

Embora para muitas pessoas seja difícil parar de fumar, o médico pode recomendar o uso de remédios, como bupropiona ou vareniclina, para ajudar a reduzir a ansiedade ou a irritabilidade, tornando mais fácil abandonar o cigarro. Além disso, grupos de apoio ou psicoterapia podem ajudar a parar de fumar. Veja as melhores estratégias para parar de fumar.

2. Uso de remédios

Os remédios que o pneumologista pode receitar variam de acordo com os sintomas apresentados e a progressão da doença, mas normalmente são:

  • Broncodilatadores inalatórios, como salbutamol, formoterol ou brometo de ipratrópio: ajudam a abrir os brônquios e facilitam a respiração;
  • Corticóides orais, como a prednisona, ou bombinhas para uso inalatório, como a fluticasona ou a budesonida, por exemplo: reduzem a inflamação e a irritação nos pulmões;
  • Inibidores da fosfodiesterase, como roflumilast: ajudam a reduzir a inflamação e a relaxar os músculos das vias aéreas, facilitando a respiração;
  • Teofilina: ajuda a relaxar os músculos das vias aéreas, a melhorar a respiração e a prevenir episódios de agravamento da DPOC;
  • Mucolíticos, como a acetilcisteína ou carbocisteína: ajudam a aliviar a tosse, pois agem deixando o catarro mais líquido facilitando sua eliminação;
  • Antibióticos, como azitromicina ou amoxicilina: ajudam a tratar infecções respiratórias, como bronquite aguda, pneumonia ou gripe, que podem piorar os sintomas da DPOC. 

O uso de qualquer um destes remédios deve ser feito somente sob a supervisão do pneumologista e com doses específicas para cada pessoa.

3. Fisioterapia respiratória

A fisioterapia respiratória ajuda a melhorar a capacidade de respiração e a qualidade de vida da pessoa com DPOC. O objetivo deste tratamento é ajudar na reabilitação da respiração, diminuindo, assim, os sintomas, as doses dos medicamentos e a necessidade de internamento. 

Assista o video com a fisioterapeuta Mirca Ocanhas com os melhores exercícios de fisioterapia para DPOC:

 

4. Alterações na dieta 

Embora não exista uma dieta específica para DPOC, algumas alterações na alimentação ajudam a manter a saúde e podem prevenir complicações e outros problemas de saúde.

Deve-se incluir na dieta alimentos nutritivos como:

  • Vegetais, frutas e legumes frescos;
  • Carboidratos complexos como ervilha, lentilha ou quinoa;
  • Peixes como salmão ou sardinha;
  • Carnes magras;
  • Laticínios como leite, iogurte ou queijo;
  • Alimentos ricos em potássio como abacate, folhas verde escuras, banana ou laranja.

É ainda importante comer em pequenas quantidades e mastigar bem os alimentos, pois quando o estômago fica muito cheio pode dificultar a expansão dos pulmões, podendo agravar a falta de ar.

Além disso, deve-se manter o corpo hidratado, bebendo pelo menos 8 copos de água por dia, para ajuda a deixar o catarro mais líquido facilitando sua eliminação, diminuir o consumo de sal na alimentação para evitar a retenção de líquidos que pode dificultar a respiração e evitar ingerir bebidas que contenham cafeína, como café ou chá preto, por exemplo.

5. Oxigenoterapia

A oxigenoterapia é um tratamento que permite aumentar os níveis de oxigênio no sangue, que podem ficar diminuídos devido aos danos da DPOC, podendo atingir níveis muito baixos. Esse tratamento pode ser indicado pelo médico para ser feito durante algumas horas do dia ou de forma contínua, dependendo de cada caso.

Existem vários tipos de oxigenoterapia que podem ser recomendadas pelo pneumologista de acordo com as necessidades de cada pessoa. Confira os principais tipos de oxigenoterapia para DPOC.

6. Cirurgia

A cirurgia pode ser indicada pelo pneumologista em alguns casos de DPOC muito grave causada por enfisema pulmonar quando o tratamento com remédios não é eficaz para controlar os sintomas. 

Essa cirurgia é feita para retirar pequenas partes do pulmão danificado, permitindo que as partes saudáveis consigam se expandir, facilitando a respiração e melhorando a qualidade de vida. 

7. Transplante de pulmão 

O transplante de pulmão pode ser feito se as outras opções de tratamento não são eficazes para controlar os sintomas da DPOC, pois permite melhorar a capacidade de respirar e de ser mais ativo.  

No entanto, o transplante de pulmão é a última opção de tratamento, já que apresenta vários riscos, especialmente a rejeição do órgão. Além disso, a pessoa pode necessitar tomar remédios imunossupressores por toda a vida. Saiba como é feito o transplante de pulmão e como é a recuperação.  

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados importantes durante o tratamento da DPOC são:

  • Tomar os remédios nos horários estabelecidos pelo médico;
  • Tomar vacinas como da gripe ou pneumocócica, conforme indicado pelo médico, para ajudar a evitar infecções pulmonares;
  • Manter o peso saudável;
  • Ficar em posição confortável quando deitado, para facilitar a respiração, preferindo deixar a cama inclinada ou levemente sentada, se houver dificuldade para respirar;
  • Fazer exercícios físicos liberados pelo médico, respeitando as próprias limitações, para que a falta de ar não fique muito intensa;
  • Limpar as vias respiratórias cerca de uma hora antes de uma refeição;
  • Evitar bebidas alcoólicas;
  • Evitar locais muito empoeirados, produtos de limpeza com cheiro forte, spray de cabelo ou perfumes, que possam causar irritação ou inflamação nos pulmões e piorar os sintomas, levando à crises de exacerbação.

Além disso, é importante manter na bolsa ou na carteira um cartão com informações de que a pessoa tem DPOC, remédios que utiliza e as doses, além de contatos em caso de emergência  e crises de exacerbação da DPOC.

Possíveis complicações

As complicações que a DPOC pode causar são infecções respiratórias frequentes, incluindo resfriados comuns, gripe ou pneumonia, mas também hipertensão pulmonar, doenças cardíacas ou câncer de pulmão.

A dificuldade para respirar e para realizar as atividades do dia a dia pode também contribuir para o desenvolvimento de depressão ou ansiedade. 

Fonte tuasaude.com

Bromoprida: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

A bromoprida é um remédio antiemético e procinético indicado para o tratamento de náuseas e vômitos ou alterações dos movimentos gastrointestinais, que age bloqueando o efeito da dopamina, um tipo de neurotransmissor com ação no sistema gastrointestinal e no cérebro, que causa náuseas e vômitos relacionados à cirurgias ou ao refluxo gastroesofágico, por exemplo.

Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma de cápsulas, comprimidos ou gotas, com o nome comercial Digesan, na forma de genérico com o nome Bromoprida ou com os nomes similares Plamet ou Fagico, por exemplo. Além disso, a bromoprida também pode ser encontrada na forma de injeção para aplicação no músculo ou injeção diretamente na veia, sendo utilizada somente em hospitais, sob a supervisão de um profissional de saúde.

A bromoprida pode ser usada por adultos ou crianças com mais de 1 ano de idade, e deve ser utilizada com indicação e orientação médica.

Bromoprida: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Para que serve

A bromoprida é indicada para tratamento ou prevenção de náuseas e vômitos, alterações dos movimentos do estômago e intestino, e para aliviar os sintomas causados por refluxo gastroesofágico, pois age bloqueando o efeito da dopamina no cérebro e no sistema gastrointestinal, além de aumentar o esvaziamento gástrico e os trânsito intestinal. Saiba identificar os sintomas do refluxo gastroesofágico.  

Além disso, a bromoprida também pode ser usada durante exames radiológicos.

Como tomar

A forma de uso da bromoprida depende da apresentação do remédio e inclui:

1. Bromoprida gotas pediátricas 4 mg/mL

A bromoprida gotas pediátricas contém 4 mg de bromoprida em cada 1 mL da solução, vendida em frasco de 20 mL, e deve ser tomada por via oral.

A dose recomendada para crianças com mais de 1 ano de idade é de 1 a 2 gotas por cada kg de peso corporal, até três vezes ao dia, conforme orientação do pediatra.

2. Bromoprida solução oral 1 mg/mL

A bromoprida solução oral, contém 1 mg de bromoprida para cada 1 mL da solução, e é vendida em frascos de 120 mL.

As doses devem ser tomadas por via oral e variam de acordo com a idade:

  • Adultos: a dose recomendada para adultos é de 10 mL da solução oral, que corresponde a 10 mg de bromoprida, tomadas a cada 8 ou 12 horas, de acordo com a indicação do médico. A dose máxima por dia não deve ser maior do que 60 mg;
  • Crianças com mais de 1 ano: a dose recomendada para crianças é de 0,5 a 1 mg por cada kg de peso corporal, por dia, dividida em 3 tomadas diárias.

O tempo de tratamento com a bromoprida solução oral deve ser orientado pelo médico de forma individualizada.

3. Bromoprida comprimido ou cápsulas de 10 mg

A bromoprida, na forma de comprimidos ou cápsulas de 10 mg, deve ser tomada por via oral, sendo indicada somente para adultos. 

A dose recomendada é de 1 comprimido ou cápsula de 10 mg a cada 8 ou 12 horas, de acordo com a indicação médica. A dose máxima por dia não deve ser maior do que 60 mg.

4. Bromoprida injetável 10 mg/2 mL

A bromoprida injetável 10 mg/2mL deve ser aplicada diretamente na veia ou no músculo do braço ou glúteo, por um médico, enfermeiro ou ou profissional de saúde treinado, e a dose deve ser determinada pelo médico de acordo com a doença a ser tratada.

Geralmente, as doses recomendadas para uso da bromoprida injetável são:

  • Adultos: a dose intravenosa ou intramuscular recomendada é de 1 a 2 ampolas por dia;
  • Crianças com mais de 1 ano: a dose recomendada é de 0,5 a 1 mg por cada kg de peso corporal, por dia, por via intramuscular ou na veia.

Estas doses podem ser alteradas pelo médico, dependendo da gravidade das náuseas e vômitos ou dos sintomas de refluxo gastroesofágico.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com bromoprida são inquietação, sonolência, cansaço excessivo, diminuição de forças ou esgotamento.

Embora seja mais raro, também podem ocorrer tremores, contrações musculares, dificuldade para andar, lentificação dos movimentos, agitação, convulsões, insônia, dor de cabeça, tontura, náuseas, produção de leite excessiva ou inadequada, aumento das mamas em homens, formação de bolinhas na pele e distúrbios intestinais. 

Além disso,a bromoprida pode causar reações alérgicas graves que necessitam de atendimento médico imediato. Por isso, deve-se interromper o tratamento e procurar o pronto socorro mais próximo ao apresentar sintomas como dificuldade para respirar, dor no peito, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, ou urticária. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica grave.

No caso da bromoprida injetável, como o uso é feito em hospitais no caso de surgimento de reação alérgica, o tratamento é imediato. 

Quem não deve usar

A bromoprida não deve ser usada por crianças com menos de 1 ano de idade, por mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas que tenham sangramento, obstrução ou perfuração gastrointestinal, epilepsia ou feocromocitoma.

Além disso, esse remédio não deve ser usado por pessoas que tenham alergia à bromoprida ou que estejam em tratamento com outros antieméticos como metoclopramida, ondansetrona, ou remédios como haloperidol, clorpromazina, risperidona, cinarizina ou fluoxetina, citalopram ou sertralina, por exemplo.

É importante informar ao médico todos os remédios que a pessoa utiliza, pois a bromoprida pode diminuir o efeito da digoxina utilizada no tratamento de doenças cardíacas, ou aumentar a ação do paracetamol, tetraciclina ou levodopa, podendo causar intoxicação ou efeitos colaterais graves.

Fonte tuasaude.com

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Alimentos como o cacau, a aveia, a banana e as nozes, são ótimas opções para incluir numa dieta equilibrada, pois são saborosos, versáteis e ainda promovem o prazer e o bem estar, ajudando a equilibrar a fome ao longo do dia e a vontade de comer doces.

Além disso, as frutas com poucas calorias, como o morango e o kiwi, são ricas em água e fibras que promovem a saciedade, sendo ótimas opções para quando surge a vontade de comer algo doce. Conheça mais frutas com poucas calorias para incluir na dieta.

A seguir sugerimos algumas receitas saudáveis para quando tiver vontade de comer doce: 

1. Trufas de tâmara e cacau 

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Esta receita é uma ótima forma de satisfazer a vontade de comer doces, pois contém o açúcar natural da tâmara, mas também tem boas quantidades de fibras e proteínas que ajudam a regular a fome.

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá de tâmaras;
  • 1 xícara de pasta de amendoim integral e sem açúcar;
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar.

Modo de preparo:

Tiras o caroço das tâmaras e colocar de molho em água por 20 minutos. Escorrer as tâmaras. Colocar as tâmaras junto com os demais ingredientes em um liquidificador ou processador até que a mistura fique com consistência de pasta. Levar ao congelador por 15 minutos e enrolar os brigadeiros. Esta receita rende 10 porções.

2. Pudim de chia com manga 

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Por ter ótimas quantidades de fibra e proteína, a chia é uma semente ótima para regular o apetite. Já a manga é uma boa fonte de açúcar natural, ajudando a saciar a vontade de comer doces com esta receita saborosa e com poucas calorias.

Ingredientes:

  • 200 ml de leite de coco;
  • ½ manga média cortada em cubos grandes;
  • Suco de ½ limão;
  • 2 colheres de sopa de sementes de chia;
  • 1 colher de sobremesa de mel.

Modo de preparo:

Colocar a metade da quantidade da manga, o mel e o suco de limão em um liquidificador, bater até ficar em consistência de um purê e reservar em um pote. Em uma tigela, misturar bem o leite de coco com a chia. Colocar delicadamente essa mistura sobre o purê de manga. Para finalizar, decorar o pudim com a outra metade da manga picada. Tampar o pote e levar a geladeira por no mínimo 2 horas e servir. A receita rende 4 porções.

3. Brigadeiro de biomassa de banana

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

A biomassa de banana verde é rica em fibras que ajudam a promover a saciedade. Já o cacau ajuda no bem estar e ainda supre a vontade de comer chocolates. Conheça mais sobre os benefícios da biomassa de banana.

Ingredientes:

  • 1 xícara da chá de biomassa de banana verde;
  • 2 colheres de cacau em pó;
  • 1 colher de sobremesa de adoçante em pó;
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco.

Modo de preparo:

Em uma panela, misturar todos os ingredientes e levar ao fogo baixo, mexendo sempre até obter a textura menos consistente, para comer de colher ou mais consistente, se desejar enrolar. Esperar amornar e servir. Esta receita rende 6 porções.

4. Mousse de batata doce e cacau

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Este mousse é uma ótima opção para comer doces sem culpa, pois a batata doce é rica em água e fibras, importantes para o controle da fome, e o cacau é rico em triptofano, que promove a sensação de bem estar.

Ingredientes:

  • 70 g de batata doce;
  • 30 g de chocolate 70%;
  • 1/2 colher de sobremesa de adoçante em pó;
  • 1 xícara de água;
  • 30ml de leite vegetal (coco, amêndoas, aveia).

Modo de preparo:

Descascar a batata doce e cortar em cubos. Em uma panela, ferver a água e acrescentar a batata, cozinhar por 10 minutos ou até a batata-doce estar macia. Escorrer a batata doce e deixar esfriar. Derreter o chocolate em banho maria ou microondas e reservar. Colocar a batata doce em um processador e bater até obter textura de um purê. Juntar o leite vegetal, o adoçante e o chocolate derretido à mistura e bater mais um pouco até virar um creme. distribuir a mousse em uma taça e levar à geladeira por 4 horas antes de servir.

5. Sorbet de banana e morango

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

O morango é rico em água e fibras, ajudando a controlar o apetite, além de ter poucas calorias, sendo uma ótima opção para quem quer comer doces sem exagerar na dieta.

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá banana prata cortada em rodelas;
  • 1 xícara de chá de morangos frescos;
  • 1 colher de sopa de chia;
  • 1 lasca de gengibre fresco;
  • Folhas de manjericão fresco à gosto.

Modo de preparo:

Colocar as bananas congeladas e o morango em um processador ou mixer e bater até ficar com uma consistência parecida com sorvete. Acrescentar as folhas de manjericão e o gengibre e bater por mais 1 minuto. Transferir o sorbet para taças individuais, salpicar as sementes de chia para decorar e servir. A receita rende 2 porções.

6. Brownie funcional

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

A aveia e a batata doce tem ótimas quantidades de fibras que promovem o bem estar, ajudando a equilibrar a vontade de comer doces.

Ingredientes:

  • 1 batata doce grande;
  • ½ xícara de chá de aveia;
  • 2 xícaras de chá de água;
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó;
  • Tâmaras a gosto;
  • 1 colher de café de óleo de coco;
  • ½ xícara de chá de noz pecan;
  • ½ xícara de amêndoas;

Modo de preparo:

Pré aquecer o forno a 200 ºC. Descascar a batata doce e picar em cubos grandes. Colocar a batata em uma panela com a água e cozinhar em fogo médio até que fique macia. Escorrer a água e esperar amornar. Colocar a batata doce e o restante dos ingredientes em um processador e bater até que a massa fique homogênea. Transferir a massa para uma assadeira untada com o óleo de coco e levar ao forno por 20 a 25 minutos. Aguardar amornar e servir. A receita rende 4 porções.

7. Mousse de maracujá

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

O maracujá é uma fruta rica em vitaminas e com pouquíssimas calorias, além de ter ótimas quantidades de água e fibras, auxiliando no equilíbrio da fome e da vontade de comer. Conheça outros alimentos ricos em triptofano.

Ingredientes:

  • 1 pote de iogurte desnatado;
  • 1/2 maracujá fresco grande;
  • 1 banana prata ou nanica.

Modo de preparo:

Cortar a  banana em rodelas e levar ao congelador por 5 horas. Colocar o iogurte no freezer por 25 minutos. Colocar o iogurte, a banana e a polpa do maracujá fresco no liquidificador ou processador, bater bem até ficar com consistência similar a um sorvete e servir.

8. Picolé de fruta e água de coco

8 receitas fit para saciar a vontade por doces

Esta sobremesa simples, fácil de fazer e refrescante, é rica em fibras e água que ajudam a controlar a fome ao longo do dia. Além disso, é uma receita com poucas calorias que ajuda a saciar a vontade de comer doces.

Ingredientes:

  • 200 ml de água de coco;
  • 6 morangos;
  • 1 kiwi picado.

Modo de preparo:

Lavar bem as frutas e descascar o kiwi. Picar as frutas e distribuir em porções iguais em 6 formas de picolé. Acrescentar a água de coco nas formas, colocar os palitos de picolé e levar ao congelador por aproximadamente 2 horas. Retirar o picolé da forma e servir.

Fonte tuasaude.com

Ácido hialurônico: o que é, para que serve e quais os benefícios

O ácido hialurônico é uma das principais toxinas usadas em procedimentos estéticos, inclusive os que podem ser feitos pelo dentista. Assim como a toxina botulínica, também é capaz de trazer uma série de benefícios a aparência e assim a autoestima e a qualidade de vida do paciente. Conheça aqui o que é o ácido hialurônico, …

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Moradores de SP enfrentam perrengues para receber segunda dose de vacina contra a Covid

“Não vou esperar não. Tenho problema de coluna e não aguento ficar muito tempo em pé nessa fila”, disse Rosiclei Pacheco, 66, à reportagem da Folha. A dona de casa estava irritada com a vacinação contra a Covid-19 na UBS Prof. Humberto Cerruti, na Vila Cisper, zona leste da capital paulista.

No início da tarde desta terça-feira (20), Rosiclei procurava uma fila específica para pessoas que deveriam tomar a segunda dose de uma das vacinas disponíveis, mas precisou se misturar aos que aguardavam pela primeira dose. Uma segunda fila no pequeno pátio da UBS reunia pessoas que queriam receber a vacina contra a gripe.

O tempo foi passando, e o medo da aglomeração fez a dona de casa desistir de concluir a sua imunização. “Eu venho outro dia quando isso aí estiver melhor.”

Minutos depois, outra mulher, que falou com a reportagem sem se identificar e que estava na UBS para receber a segunda dose, também abandonou a fila.

Moradores da cidade de São Paulo têm enfrentado problemas para concluir a imunização contra o coronavírus. A Folha visitou cinco locais de vacinação na cidade e notou que a desorganização e a falta de filas separadas para atender quem precisa da primeira e da segunda dose somadas à grande demanda e ao número insuficiente de profissionais de saúde têm causado lentidão nos atendimentos.

Na UBS Prof. Humberto Cerruti, os profissionais de saúde se revezavam na aplicação de quem entrava na unidade e quem chegava de carro em um espaço montado no lado de fora da unidade. Segundo um funcionário que não quis se identificar, os problemas são maiores no início da tarde, porque o número de funcionários diminui no horário de almoço.

A maioria dos que estão buscando a segunda dose são pessoas mais velhas e que podem precisar de mais cuidados. Elas têm esbarrado com gente mais jovem que ainda está iniciando a imunização pelos 600 locais de vacinação espalhados na cidade. Nesta semana, cerca de 740 mil moradores com idades entre 30 e 34 anos foram incluídos no calendário de vacinação contra a Covid-19.

Mais gente à procura da vacina fez piorar o atendimento da UBS de Itaquera, também na zona leste da cidade. As doses são aplicadas num espaço que também faz coleta de material biológico para exames clínicos e está ao lado da farmácia, que entrega medicamentos gratuitos à população.

Os serviços disponibilizados em espaços tão próximos têm gerado aglomeração. A servidora Kátia Vidal, 53, tentava mais uma vez receber a segunda dose da vacina na terça (20). Na segunda (19), ela ficou 1h45 na fila e desistiu da espera porque não tinha mais tempo de horário de almoço.

Quando falou com a Folha, ela segurava a senha de número 63. Minutos depois, recebeu a numeração 58, mas sem saber se conseguiria tomar a segunda dose de Coronavac. “É muita bagunça e desorganização. Eu vejo também que são muitos procedimentos para poucos funcionários”, disse a servidora.

Quando foi receber a primeira dose, ela também percebeu que a unidade de Itaquera só começou a aplicar as vacinas contra a Covid-19 duas horas depois de já estar aberta. “A demanda de vacinas que não sejam de Covid por aqui é muito grande”, conta.

A Folha esteve ainda nas UBS Dr. Humberto Pascale, em Santa Cecília (centro), na UBS Dr. Manoel Joaquim Pera, na Vila Madalena (zona oeste) e no Centro de Saúde da Dr. Arnaldo. As três unidades tinham filas específicas para atender as pessoas com a segunda dose e funcionários para cadastrar os lotes das vacinas no cartão de vacinação.

Segundo a gestão de Ricardo Nunes (MDB), a população pode monitorar o fluxo da vacinação pelo Filômetro, uma ferramenta online que informa se os postos com vacina registram lotação.

Para quem busca a segunda dose, a prefeitura recomenda a ida aos locais de vacinação à tarde porque neste período a procura por vacina cai. Diz ainda que é preciso realizar o pré-cadastro no site Vacina Já (www.vacinaja.sp.gov.br) para agilizar o tempo de atendimento.

Sobre os problemas apontados nas UBSs da zona leste, a Secretaria Municipal de Saúde informou, por nota, que vai reorientar as unidades para priorizar o atendimento aos idosos que estiverem nas filas. Disse também que nem todas as unidades conseguem separar filas para a primeira e segunda doses devido ao tamanho do espaço físico.

A Coordenadoria Regional de Saúde Leste também afirmou, por nota, que as pessoas passam por triagem e são direcionadas para filas distintas de primeira e segunda dose da vacina contra a Covid-19 para evitar aglomeração dentro da UBS Prof. Humberto Cerruti.

A coordenadoria também disse que o quadro de funcionários das duas UBSs está completo e que o volume de atendimento é esperado de acordo com a redução da idade para vacinação. Sobre a UBS de Itaquera, afirmou que as salas de vacinação iniciam seus atendimentos às 7h.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Diarreia com sangue: o que pode ser (e o que fazer)

A diarreia com sangue é muitas vezes consequência de infecções intestinais, sendo nesses casos denominada de disenteria, e pode ser causada por vírus, parasitas e bactérias, e que caso não seja tratada, pode levar a consequências para a saúde, como desnutrição e desidratação, por exemplo. Na maioria dos casos a diarreia com sangue é auto-limitada, ou seja, o próprio organismo é capaz de solucioná-la, mas é importante para isso que a pessoa mantenha-se hidratada, tenha uma alimentação equilibrada e que vá ao médico para que possa ser verificada a necessidade de tomar remédios.

Além de poder ser causada por infecções, a diarreia com sangue pode ser um dos sintomas de colite ulcerativa, câncer de intestino ou ser consequência do uso de alguns medicamentos. Por isso, é importante que sempre que for observada o aumento no número de evacuações, fezes mais amolecidas e presença de sangue, a pessoa consulte um clínico geral ou gastroenterologista para que seja feita a investigação da causa e possa ser inciado o tratamento mais adequado.

Diarreia com sangue: o que pode ser (e o que fazer)

A diarreia com sangue pode ter diversas causas, sendo as principais:

1. Infecção por rotavírus

A infecção pelo rotavírus é uma das principais causas de gastroenterite e, consequentemente, de diarreia com sangue em bebês e crianças com menos de 5 anos. Esse tipo de infecção acontece principalmente por meio do consumo de água e alimentos contaminados e é caracterizada por evacuações líquidas ou moles mais de 4 vezes ao dia, que podem conter muito ou pouco sangue, misturado com uma secreção semelhante ao pus ou catarro, que é o muco. Saiba reconhecer os sintomas da infecção por Rotavírus

O que fazer: Deve-se levar a criança ao médico o quanto antes, e se possível deve levar uma fralda suja ou tirar fotos das fezes para que o médico possa avaliar a cor e a quantidade de sangue que pode estar ali. A infecção pelo rotavírus pode causar diarreia intensa e com muito mal cheiro, e durar até 14 dias. Durante esse período o bebê ou a criança deve ser alimentada com sopas, purê e carnes magras, mas é muito importante oferecer água, soro caseiro ou água de coco sempre depois de um episódio de diarreia para evitar a desidratação.

2. Infecção por Escherichia coli

A Escherichia coli, ou E. coli, é uma bactéria naturalmente encontrada no sistema gastrointestinal e também uma das principais responsáveis de gastroenterite, principalmente em adultos, causando além de disenteria, dor abdominal intensiva.

O tipo de E. coli normalmente encontrado no organismo não é nocivo para a pessoa, no entanto alguns outros tipos, principalmente os que contaminam os alimentos podem causar prejuízos à saúde. Confira os sintomas e como é o diagnóstico da infecção por E. coli.

O que fazer: Para aliviar os sintomas e evitar novas crises de gastroenterite, é recomendado ter uma alimentação equilibrada e rica em alimentos ou suplementos probióticos, que são aqueles que têm como função favorecer a microbiota intestinal saudável e, assim, evitar desequilíbrio e ocorrência de doenças. Além disso, o médico poderá receitar antibióticos para combater as bactérias nocivas ao intestino.

3. Infecção por Shigella spp.

Outra causa comum de diarreia com sangue e muco em adultos é a infecção pela bactéria do gênero Shigella spp. devido ao consumo de alimentos ou água contaminada. Os sintomas da infecção por Shigella spp., também chamada de shigelose, duram de 5 a 7 dias e, além da disenteria, as crianças infectadas também podem apresentar convulsões que param quando o tratamento é iniciado. 

O que fazer: Nesses casos não se deve tomar remédios para cessar a diarreia porque estes podem piorar os sintomas, pois impedem que a bactéria seja eliminada naturalmente pelas fezes. Ingerir muitos líquidos e consumir alimentos de fácil digestão é uma das formas de tratamento caseiro que é sempre indicado, além de ser recomendado pelo médico o uso de antibióticos, que deve ser indicado de acordo com o perfil de sensibilidade e de resistência do microrganismo.

Veja no vídeo a seguir algumas dicas para aliviar os sintomas da diarreia:

4. Doença inflamatória intestinal

As doenças inflamatórias intestinais, como a colite ulcerativa e a doença de Crohn, são caracterizadas por diarreia crônica que pode ter sangue ou muco e intensa dor abdominal, principalmente após comer. Ainda não se sabe a causa dessas doenças, podendo surgir em qualquer idade e os sintomas surgirem em períodos de crise e remissão ao longo da vida. Os exames que podem confirmar as doenças inflamatórias intestinais são enema opaco, colonoscopia e a tomografia computadorizada.

O que fazer: O tratamento para a colite ulcerativa deve ser feito com remédios para parar a diarreia e suplementos alimentares. Nos casos mais graves, em que a inflamação do intestino é extensa e quando não melhora com tratamento, por vezes pode ser necessário realizar uma cirurgia para retirada de parte do intestino.

Além disso é importante ter orientação de um nutricionista para que sejam indicados os melhores alimentos para evitar novas crises e também evitar que existam deficiências nutricionais.

5. Vermes intestinais

A infecção por parasitas intestinais também pode causar diarreia com sangue em crianças ou adultos, principalmente quando a carga parasitária é elevada. A diarreia com sangue devido à infecção por parasitas é mais comum em áreas com pouca higiene e saneamento básico, que leva as pessoas a andarem descalças e se alimentarem com as mãos sujas e consumir alimentos contaminados, levando ao surgimento de outros sintomas além da diarreia, como barriga inchada e dolorida e falta de apetite, por exemplo.

O que fazer: Em caso de suspeita de verminoses, o médico pode solicitar exames de fezes para investigar a presença de parasitas e recomendar o uso de alguns medicamentos que promovem a sua eliminação e ajudam a combater os sintomas.

É importante também que a pessoa melhore os hábitos de higiene e tenha uma alimentação adequada e rica em probióticos para que possa ser restabelecida a microbiota intestinal e novas infecções possam ser evitadas.

6. Efeito colateral de remédios

Alguns medicamentos, incluindo os antibióticos, podem ter como efeito colateral a diarreia, no entanto isso é mais frequente quando a pessoa possui diarreia aguda e toma antibiótico sem recomendação médica, o que favorece à ocorrência de resistência bacteriana e proliferação de bactérias nocivas ao organismo.

O que fazer: No caso da diarreia com sangue acontecer devido ao uso de indiscriminado de antibiótico, por exemplo, é recomendado que o medicamento seja suspenso. Caso tenha sido o médico a receitar o medicamento, deve-se voltar à consulta para saber qual antibiótico deverá tomar. Confira 5 formas de combater a diarreia causada pelo antibiótico

7. Câncer de intestino

A diarreia com sangue que não está sendo causada por nenhuma das alterações citadas acima pode indicar a presença de um tumor no intestino ou muito próximo a ele, na cavidade abdominal. Para se certificar de que é um câncer que está causando a presença de sangue nas fezes podem ser pedidos vários exames, como a colonoscopia.

O que fazer: Deve-se buscar ajuda médica o quanto antes para descobrir onde está o tumor e qual o tratamento mais indicado, podendo ser recomendada cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Diarreia com sangue: o que pode ser (e o que fazer)

Outras causas

Outras causas graves de diarreia com sangue incluem obstrução intestinal, envenenamento ou trauma abdominal intenso, sendo necessário atendimento médico de urgência, pois é muito intensa e pode causar risco à vida.

A radioterapia também pode causar diarreia com sangue, sendo um efeito colateral quando realizada na região abdominal. Nesse caso o médico deve ser avisado que está apresentando esse sintoma para indicar uma forma de aliviar, sendo normalmente indicado o uso de suplementos, para repor a flora bacteriana normal, e remédios para cessar a diarreia.

Quando ir ao médico

Nem sempre a diarreia com sangue é uma alteração grave, especialmente quando se trata de um episódio isolado, ou quando acontece na pessoa que tem hemorroida, mas que passou por um período de prisão de ventre. No entanto, é recomendado buscar ajuda médica se apresentar:

  • Mais de 3 episódios em um dia ou na mesma semana;
  • Em caso de febre acima de 38,5ºC ou calafrios;
  • Vômito com sangue ou muito escuro;
  • Dor intensa no estômago;
  • Desmaio;
  • Caso tenha dificuldade para respirar;
  • Caso tenha o abdômen rígido, não sendo possível pressionar;
  • Se tiver sistema imune enfraquecido, por ter AIDS ou câncer.

A diarreia com sangue pode causar complicações como desidratação, anemia ferropriva, alterações nos rins ou sepse, que é uma condição grave e que pode levar à morte, e por isso o seu diagnóstico e tratamento devem ser iniciados rapidamente. Saiba mais sobre a sepse.

Fonte tuasaude.com