Profissionais de enfermagem de 28 países denunciam UE à ONU por má distribuição de vacinas

Uma coalizão formada por entidades de profissionais de enfermagem de 28 países enviou uma queixa à ONU contra a União Europeia, Reino Unido, Noruega, Suíça e Cingapura por dificultarem a quebra de patentes de vacinas contra a Covid-19.

EM FALTA

Do Brasil, endossa a carta a Federação Nacional dos Enfermeiros. Os signatários afirmam que mais de 45% da população mundial ainda não recebeu nenhuma dose do imunizante e acusa esses territórios de violarem os direitos humanos. A queixa foi enviada à relatora especial da ONU para direitos à saúde, Tlaleng Mofokeng.

SEM RESPOSTA

Os casos de Covid-19 continuam aumentando em várias partes do mundo, embora as empresas farmacêuticas e os governos tenham falhado em garantir que tratamentos e vacinas sejam distribuídos de forma equitativa para responder à pandemia”, dizem as entidades.

LINHA DE FRENTE

A coalizão afirma que, na África e no Pacífico Ocidental, menos de um em cada dez profissionais estão totalmente vacinados. “A Covid-19 tirou a vida de pelo menos 115 mil profissionais de saúde em todo o mundo até agora”, escrevem. “A escassez de vacinas significa que, em média, apenas dois em cada cinco profissionais de saúde e cuidados estão totalmente vacinados [no mundo].”

CONEXÃO

O envio da queixa foi articulado pelo pela Global Nurses United (GNU) e pela rede global progressista Progressive International (PI).

HOMENAGEM

Médicos do Hospital das Clínicas da USP homenagearam parceiros que doaram R$ 60 mihões para o combate à Covid durante cerimônia na terça (23), no teatro da Faculdade de Medicina da universidade, em São Paulo. Estavam presentes o secretário estadual de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, a diretora clínica do hospital, Eloísa Bonfá, e a diretora de responsabilidade social do BTG Pactual, Juliana de Paula, entre outros.

com LÍGIA MESQUITA, VICTORIA AZEVEDO, BIANKA VIEIRA e MANOELLA SMITH

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil registra 236 mortes por Covid em 24h e quase 9 mil casos

O Brasil registrou 236 mortes por Covid e, dessa forma, chegou aos 614.236 óbitos pela doença, desde o início da pandemia.

Também foram registrados 8,930 casos, o que eleva o total de infecções pelo Sars-CoV-2 para 22.075.319.

A média móvel de mortes está em estabilidade, ou seja, sem variações superiores a 15%, em relação aos dados de duas semanas atrás. Ela agora é de 230 óbitos por dia.

Já a média móvel de casos agora é de 9.335, uma redução de 16%, em comparação ao documentado duas semanas atrás.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 26 estados.​

O Brasil registrou 454.482 doses de vacinas contra Covid-19. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram 61.134 primeiras doses, 262.303 segundas doses. Além disso, foram registradas 130.396 doses de reforço.

Ao todo, 158.711.823 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 132.586.608 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Assim, o país já tem 74,4% da população com a 1ª dose e 62,15% dos brasileiros com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Mesmo quem recebeu as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Pílula do dia seguinte: quando, como tomar e outras dúvidas comuns

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que pode ser usado após uma relação sexual em que o método contraceptivo habitual falhou, como acontece mais frequentemente no caso do preservativo, ou quando o método é esquecido, como acontece no caso da pílula anticoncepcional. Ela pode ser composta por levonorgestrel ou por acetato de ulipristal, que funcionam atrasando ou inibindo a ovulação.

As pílulas contendo levonorgestrel podem ser usadas até 3 dias após o contato íntimo e as pílulas contendo acetato de ulipristal podem ser usadas até 5 dias após as relações sexuais desprotegidas, no entanto, a sua eficácia diminui à medida que os dias passam e por isso devem ser tomadas com a maior brevidade possível. Elas podem ser compradas em farmácias e o preço pode variar entre 7 e 36 reais, dependendo da substância ativa utilizada.

Pílula do dia seguinte: quando, como tomar e outras dúvidas comuns

A pílula do dia seguinte atua inibindo ou adiando a ovulação, dificultando a entrada do espermatozoide no útero e possivelmente na maturação do oócito. Além disso, pode alterar os níveis hormonais após ovulação, mas é possível que atue també́m de outras formas.

A anticoncepção oral de emergência não tem nenhum efeito após a implantação ter se completado, não interrompendo uma gravidez em andamento, uma vez que o óvulo fecundado foi implantado no útero.

A pílula deve ser tomada assim que possível, de preferência nas 12 horas seguintes e no máximo 72 horas após de ter havido relação sexual sem proteção. Pode ser tomada em qualquer dia do ciclo menstrual, a menos que tenha havido um atraso na menstruação, tanto com água como com alimentos. Cada caixa da pílula do dia seguinte contém 1 a 2 comprimidos que devem ser tomados de uma vez.

Caso aconteçam vômitos cerca de 3 horas após tomar a pílula, é indicado tomar outro comprimido imediatamente.

Após o uso da pílula do dia seguinte, é recomendado que seja utilizado o preservativo ou o diafragma até a próxima menstruação. Caso esteja sendo feito o uso de pílulas anticoncepcionais, não é necessário interromper o uso.

A pílula do dia seguinte deve ser usada em casos de emergência, sempre que existir o risco de uma gravidez indesejada, e pode ser tomada em situações como:

  • Relação sexual sem preservativo ou rompimento do preservativo. Confira outros cuidados que se deve ter ao ter relação sexual sem camisinha;
  • Esquecimento da toma da pílula contraceptiva regular, especialmente se o esquecimento ocorreu mais do que 1 vez na mesma cartela. Confira, também, os cuidados após esquecer de tomar o anticoncepcional;
  • Expulsão do DIU;
  • Deslocamento ou retirada do diafragma vaginal antes de tempo;
  • Casos de violência sexual.

Para que a gravidez possa ser evitada, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível, após o contato íntimo desprotegido ou falha do método contraceptivo usado regularmente. Conheça mais detalhes sobre a pílula do dia seguinte e quando tomar:

Após o seu uso, a mulher pode sentir dor de cabeça, enjoos e cansaço e após alguns dias também pode notar sintomas como:

  • Dor nas mamas;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Pequeno sangramento vaginal, que não está relacionado com a menstruação;
  • Atraso da menstruação, que pode surgir 5 a 7 dias depois da data esperada. Caso a menstruação atrase mais que 7 dias, é indicado realizar um teste de gravidez.

Estes sintomas estão relacionados aos efeitos colaterais do medicamento e é normal que a menstruação fique desregulada por algum tempo. O ideal é observar estas alterações e se possível anotar na agenda ou no celular as características da menstruação, para poder mostrar ao ginecologista numa consulta. Saiba mais sobre os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte.

As dúvidas mais comuns sobre a pílula do dia seguinte são:

1. Posso engravidar mesmo tomando a pílula do dia seguinte?

Apesar de ser indicada para evitar a gravidez indesejada, a pílula do dia seguinte não é 100% eficaz se for tomada após 72 horas da relação sexual. Mas quando ela é tomada no mesmo dia, é pouco provável que a mulher engravide, no entanto, existe essa possibilidade.

O mais sensato é esperar alguns dias até a vinda da menstruação, e em caso de atraso pode-se fazer um teste de gravidez que se compra na farmácia.

2. Quais são os efeitos secundários da pílula do dia seguinte na menstruação?

Um dos efeitos colaterais da pílula do dia seguinte é a alteração da menstruação. Assim, após tomar as pílulas, a menstruação poderá ocorrer até 10 dias antes ou depois da data esperada, mas na maior parte dos casos, a menstruação ocorre na data esperada com uma variação de cerca de 3 dias para mais ou para menos. No entanto, caso o atraso se mantenha, deve-se fazer o teste de gravidez.

3. A pílula do dia seguinte aborta? Como funciona?

A pílula do dia seguinte não aborta porque ela pode funcionar de diferentes formas, dependendo da fase do ciclo menstrual em que for utilizada, podendo:

  • Inibir ou retardar a ovulação, o que evita a fecundação do óvulo pelo espermatozoide;
  • Aumentar a viscosidade do muco vaginal, dificultando a chegada do espermatozoide ao óvulo.

Assim, se já tiver ocorrido ovulação ou se o óvulo já tiver sido fecundado, a pílula não impede o desenvolvimento da gravidez.

4. A pílula do dia seguinte causa infertilidade?

Não existe nenhuma comprovação científica de que o uso esporádico dessa pílula possa causar infertilidade, má formação do feto ou gravidez ectópica.

5. A pílula do dia seguinte altera o funcionamento do anticoncepcional?

Não, por isso a pílula anticoncepcional deve continuar sendo tomada regularmente, no horário habitual, até o final da cartela. Após o fim da cartela deve esperar que a menstruação desça e no caso de a menstruação não descer, deve consultar o ginecologista.

6. A pílula do dia seguinte funciona no período fértil?

A pílula do dia seguinte tem efeito em todos os dias do mês, no entanto, esse efeito pode estar diminuído durante o período fértil, especialmente se já ocorreu ovulação antes de se tomar o comprimido.

Isto acontece porque a pílula do dia seguinte atua inibindo ou atrasando a ovulação e, se ela já tiver ocorrido, a pílula já não vai exercer esse efeito. No entanto, a pílula do dia seguinte também dificulta a passagem do óvulo e do espermatozoide pelas tubas uterinas e dificulta a penetração do espermatozoide no muco cervical, podendo, em alguns casos, impedir a gravidez por este mecanismo.

7. O que acontece se após o uso da pílula do dia seguinte houver relação sexual desprotegida?

Se a pessoa tiver tomado a pílula do dia seguinte como método contraceptivo de emergência e no dia seguinte ter voltado a ter relação sexual desprotegida, há risco de engravidar. Isso acontece devido ao fato dessa pílula não funcionar como um método contraceptivo normal, o que ela faz é inibir ou atrasar a ovulação, o que pode ter ocorrido após o uso da pílula.

O ideal é que a mulher converse com o seu ginecologista e comece a tomar um anticoncepcional.

8. O que acontece se 2 ou 3 pílulas do dia seguinte forem tomadas em 1 mês?

Caso seja tomada mais de uma pílula do dia de seguinte no mês, é possível haver perda do seu efeito contraceptivo. Além disso, é importante destacar que essa pílula só deve ser utilizada de forma esporádica, pois contém uma dose hormonal muito alta, podendo causar irregularidade no ciclo menstrual e, por isso, só está indicada para situações de emergência e não como método contraceptivo frequente.

Caso seja utilizada mais de 2 vezes no mês, poderia aumentar o risco do surgimento de doenças como trombose, embolia pulmonar, câncer de mama e câncer de útero.

9. Existe alguma consequência de tomar a pílula do dia seguinte durante a menstruação?

Até o momento não foram registradas consequências do uso da pílula do dia seguinte durante a menstruação.

10. Quando a menstruação chega depois de ter tomado a pílula?

Um dos efeitos secundários frequentes da pílula do dia seguinte é atrasar a menstruação, podendo acontecer 5 a 7 dias depois da data esperada.

11. Qual a eficácia da pílula do dia seguinte?

De acordo com um estudo desenvolvido em 2011, uma única dose de 1,5 miligramas de levonorgestrel, tomada dentro das 72 horas seguintes à relação sexual desprotegida, evita cerca de 84% das gestações.

A pílula do dia seguinte pode ser comprada em farmácias e também pela internet, sem que seja necessária uma receita médica. Alguns nomes comerciais são Diad, Pilem e Postinor Uno. A pílula que pode ser usada até 5 dias depois da relação sexual desprotegida é a Ellaone.

No entanto, apesar de poder ser comprado sem receita, este medicamento só deve ser usado sob orientação médica.

A pílula do dia seguinte não deve ser tomada por mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez, e nem por mulheres em fase de amamentação. Também é importante ter atenção com quem toma Efavirenz, que é um medicamento capaz de reduzir a eficácia da pílula em até 50%.

Além disso, existem outros fármacos que podem reduzir a eficácia da pílula e que por isso a pílula não deve ser consumida quando a mulher está fazendo tratamento com esses medicamentos, como os barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, ritonavir, rifabutina e griseofulvina.

Fonte tuasaude.com

Aparelho autoligado antes e depois: conheça seus benefícios

O aparelho autoligado antes e depois | Esse aparelho foi criado para atender as necessidades daqueles que não estavam satisfeitos com a aparência dos dentes, ou até mesmo sofriam de alguma complicação causada pelo seu desalinhamento. Criado para trazer mais agilidade e conforto no processo de correção da arcada dentária, o aparelho autoligado traz resultados …

Nova variante não altera planos de SP para máscaras, Réveillon e Carnaval

A descoberta da variante B.1.1.529 (ômicron) na África do Sul, que preocupa cientistas por ser potencialmente mais transmissível, não alterou —ao menos por enquanto— decisões do governo de São Paulo e da prefeitura da capital paulista para temas como liberação de máscaras e realização de festas de Réveillon e Carnaval.

Para questionar quanto a possíveis mudanças, a Folha procurou nesta sexta-feira (26), por meio de suas assessorias de imprensa, os gabinetes do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador João Doria (PSDB), além das secretarias municipal e estadual de Saúde.

As perguntas feitas pela reportagem —sobre a manutenção da flexibilização das máscaras ao ar livre a partir de 11 de dezembro no estado de São Paulo e autorização para eventos de Réveillon e Carnaval— não foram respondidas pela gestão municipal até a conclusão deste texto.

A Secretaria de Estado da Saúde afirmou, em nota, que monitora o cenário epidemiológico no território e que o comportamento de um vírus pode ser diferente em locais distintos, em virtude e fatores demográficos e climáticos, por exemplo.

O órgão recomenda que a população se vacine contra a Covid-19 e diz, ainda, que qualquer medida adotada para enfrentamento da pandemia é precedida por análises técnicas junto ao Comitê Científico e ao Plano Estadual de Imunização, à luz dos indicadores da doença.

Nos últimos dias, antes do surgimento da nova cepa, algumas cidades do interior paulista e também do litoral já haviam decidido cancelar as comemorações de Carnaval.

Os temores de que a nova variante seja ainda mais transmissível do que a delta, mas não tão suscetível às vacinas já disponíveis, fez governos de diversas partes do mundo suspenderem voos vindos do sul da África ou exigirem quarentenas a quem chega dos países em que ela foi já detectada, como Israel e Bélgica, além dos africanos.

Na noite desta sexta, o Brasil decidiu barrar a entrada de quem esteve, nos últimos 14 dias, em seis países africanos: África do Sul, Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A orientação é que a notificação de casos suspeitos ou confirmados da nova variante seja imediata. Em casos suspeitos de viajantes oriundos de países com a circulação da cepa, a pessoa deve ser monitorada por 14 dias quando apresentar sintomas da doença e por sete dias caso esteja assintomática.

A Folha também procurou nesta sexta o Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde) do Estado de São Paulo. O grupo, no entanto, afirmouu que ainda não tem subsídios para emitir uma opinião sobre o assunto, segundo sua assessoria de imprensa.

Para o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), o atual estágio da pandemia exige prudência e cautela. A recomendação é que os gestores da saúde tomem decisões baseadas na situação epidemiológica e no avanço da vacinação nos territórios, mas que também continuem observando os quadros nacional e internacional, com base nas últimas evidências científicas.

“Festas envolvendo multidões, onde é natural que pessoas se descuidem mais das medidas de prevenção, demandam planejamento de meses de antecedência, a exigir uma antecipação do quadro sanitário que é impossível traçar”, disse em nota.

“Ainda que o cenário brasileiro tenha melhorado consideravelmente, o Conass sente-se no dever de apelar a todos os gestores do Sistema Único de Saúde para a necessidade do monitoramento dos dados epidemiológicos e reavaliação das decisões sanitárias para conter novas ondas de contaminação”, completa.

Para o sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor de saúde pública da USP, independentemente da nova variante, o governo deve recuar do Carnaval e do Ano-Novo.

“Vamos ver o que vai acontecer no momento seguinte, se essa variante atravessará o Atlântico e virá para cá. Se isso ocorrer e o perfil dela for semelhante ao da delta e da gama, não muda muito o jogo, mas se ela revelar que é resistente a alguma das vacinas, aí sim veremos o desastre”, afirma.

Segundo o epidemiologista Paulo Lotufo, também professor da USP, as decisões devem ser avaliadas individualmente.

Para o especialista, a liberação do uso de máscaras em locais abertos, o que está planejado para ocorrer a partir de 11 de dezembro no estado de São Paulo, é exequível até o momento. Em relação ao Réveillon e ao Carnaval, Lotufo considera um equívoco.

“A nossa grande esperança é que saiam as vacinas aprovadas para a faixa entre cinco e 11 anos e que a gente consiga em janeiro vacinar a molecada para começar fevereiro na escola todo mundo vacinado. A nossa prioridade é a escola, não Carnaval e Réveillon”, diz.​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Taquicardia supraventricular: o que é, sintomas, causas e tratamento

A taquicardia supraventricular é um distúrbio que gera alteração nos impulsos elétricos na parte superior do coração, chamada  átrio, causando o aumento da frequência cardíaca, e podendo levar a sintomas como palpitação, tontura, sensação de peso no peito, cansaço ou falta de ar.

Essa taquicardia pode ser favorecida pelo histórico familiar ou acontecer devido a algumas situações, como, estresse, bronquite e consumo excessivo de bebida alcoólica ou cafeína, por exemplo. Conheça outras causas de taquicardia.

A confirmação da taquicardia supraventricular pode ser feita através de um exame físico, onde o médico também poderá solicitar alguns exames, como eletrocardiograma e Holter, para avaliar as causas e indicar o tratamento adequado, que pode envolver o uso de  medicamentos ou a realização de alguns procedimentos, como colocação de um marcapasso ou ablação com cateter, por exemplo.

Taquicardia supraventricular: o que é, sintomas, causas e tratamento

Algumas pessoas com taquicardia supraventricular podem não apresentar sinais ou sintomas. No entanto, a maioria das pessoas com essa alteração apresentam arritmia, que é a alteração no ritmo das batidas do coração, sendo observado aumento da frequência cardíaca, com 100 batimentos por minuto ou mais, que pode acontecer de repente e parar, durar alguns minutos ou até mesmo alguns dias, causando sinais e sintomas, como:

  • Palpitações;
  • Tontura;
  • Cansaço excessivo;
  • Sensação de peso no pescoço e peito;
  • Falta de ar;
  • Suor excessivo;
  • Dor no peito;
  • Desmaio.

Já em crianças e bebês, os principais sintomas podem incluir suor excessivo, falta de apetite, palidez e pulso acelerado.

Se os sintomas da taquicardia supraventricular durarem mais do que alguns minutos, a arritmia pode promover uma parada cardíaca, podendo colocar a vida em risco. Por isso, ao apresentar alguns dos sintomas de taquicardia supraventricular, é recomendado procurar o atendimento médico imediatamente.

A taquicardia supraventricular pode ser classificada em alguns tipos de acordo com as causas e os sintomas, sendo os principais:

1. Taquicardia de reentrada atrioventricular

A taquicardia de reentrada atrioventricular é o tipo mais comum de taquicardia supraventricular, onde o coração usa uma via extra de transmissão dos sinais elétricos, fazendo com que o coração bata antes do momento adequado.

Pessoas com este tipo de alteração, apresentam batimentos cardíacos muito rápidos, com mais de 100 batimentos por minuto, e que possuem início e tempo de duração muito curtos. Este tipo de taquicardia é muito comum em todas as idades, mas acontece com maior frequência em mulheres jovens.

2. Taquicardia atrial

Na taquicardia atrial o sinal elétrico que controla os batimentos cardíacos acontece em um local diferente no coração e se repete muito rápido, acelerando os batimentos cardíacos, que ficam igual ou superior a 100 batimentos por minuto, levando a sintomas, como palpitações, desmaio, tontura, dor no peito ou parada cardíaca.

Este tipo de taquicardia pode surgir em crianças com doenças cardíacas congênitas ou que passaram por cirurgias de coração. No entanto, as principais causas deste tipo de taquicardia supraventricular incluem ansiedade, estresse, pressão alta, ocorrência de infartos prévios ou consumo excessivo de álcool, cocaína e outros estimulantes.

3. Taquicardia atrioventricular juncional

A taquicardia atrioventricular juncional é caracterizada por um aumento dos sinais elétricos dentro do feixe de His, um conjunto de fibras localizadas dentro do coração, gerando uma taquicardia, com 120 a 200 batimentos cardíacos por hora, e podendo levar a sintomas como,palpitação, falta de ar, palidez e desmaio.

Este tipo de taquicardia é mais comum em pessoas jovens, sendo geralmente de causa hereditária, mas também pode ser causada pelo uso excessivo de drogas ou álcool, pela ansiedade, além de poder surgir após uma cirurgia de coração.

As principais causas da taquicardia supraventricular são:

  • Doença cardiovascular prévia, como infarto, aterosclerose ou derrame;
  • Síndrome de Wolff-Parkinson-White;
  • Doença pulmonar crônica;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Uso de drogas estimulantes, como cocaína e metanfetaminas;
  • Consumo excessivo de café;
  • Fumo;
  • Doenças da tireóide;
  • Gravidez.

Além disso, o uso de alguns medicamentos para o tratamento de asma, gripes e alergia também podem estar relacionados com o surgimento da taquicardia supraventricular.

O diagnóstico da taquicardia supraventricular deve ser feito pelo cardiologista, através da avaliação física e dos sintomas apresentados pela pessoa, além de ser levado em consideração o histórico de saúde da pessoa e o da família.

Além disso, o médico pode solicitar alguns exames mais específicos para diagnosticar os tipo de taquicardia, como eletrocardiograma, Holter de 24 horas, ecocardiograma e teste ergométrico. Em alguns casos, pode também ser indicada a realização de exames de sangue para avaliar a função dos rins e da tireoide. Conheça os exames que avaliam o coração.

O tratamento para taquicardia supraventricular deve ser feito somente sob a supervisão de um cardiologista e tem o objetivo de equilibrar os batimentos cardíacos e evitar o agravamento dos sintomas, podendo variar de acordo com o tipo de taquicardia supraventricular que a pessoa possui. Assim, os principais tipos de tratamento são:

1. Manobra vagal

Este tipo de tratamento é indicado para somente para pessoas com taquicardia atrioventricular juncional, onde é feita uma massagem na parte inicial da artéria carótida  para estimular a liberação de substâncias que diminuem a frequência cardíaca.

2. Manobra de Valsalva

Esse é um tipo de manobra realizada pelo cardiologista que estimula o sistema nervoso, favorecendo a redução dos batimentos do coração. No entanto, essa manobra só pode ser realizada em pessoas que possuem a taquicardia atrioventricular juncional.

3. Cardioversão

A cardioversão é uma terapia geralmente indicada no tratamento inicial das taquicardias supraventriculares, especialmente em casos de pressão baixa, sendo colocadas almofadas ou adesivos no peito da pessoa e aplicado “choque elétrico” com o uso de desfibrilador, um dispositivo que emite fortes choques, alterando os sinais elétricos e ajudando a restaurar os ritmos normais do coração.

4. Remédios

Em alguns casos de taquicardia supraventricular, o cardiologista pode prescrever alguns medicamentos para ajudar a controlar a frequência cardíaca ou recuperar os batimentos normais do coração, como ivabradina, verapamil, adenosina, piridostigmina ou midodrina.

5. Ablação por cateter

Na ablação por cateter, o médico insere um cateter, nas veias ou artérias da pessoa, que ao encostar no coração, bloqueia os sinais elétricos anormais e restaura os batimentos cardíacos normais.

Este procedimento geralmente é indicado para alguns casos de taquicardias que não precisam de medicamentos ou para pessoas que não respondem ao tratamento com o uso de medicamentos.

6. Marcapasso

Em casos mais raros, o cardiologista pode indicar o uso de marcapasso, um aparelho que é colocado junto ao coração, para monitorar e controlar os ritmos dos batimentos cardíacos. Entenda o que é e como funciona o marcapasso.

7. Mudanças no estilo de vida

Além dos tratamentos convencionais, o cardiologista, junto com uma equipe multidisciplinar, pode recomendar mudanças no estilo de vida para melhorar a saúde do coração, incluindo:

  • Fazer uma dieta balanceada, consumindo regularmente alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, frutas e vegetais frescos, manter a ingestão equilibrada de gorduras saudáveis, como azeite e proteínas com baixo teor de gorduras, e evitar alimentos ricos em gordura e açúcar. Veja algumas dicas para manter uma dieta balanceada
  • Ter boas noites de sono, dormindo entre 7 e 9 horas por noite para auxiliar a diminuir a produção de hormônios relacionados com o estresse, como cortisol e adrenalina; 
  • Praticar atividades físicas regulares, como caminhadas ou natação, sob supervisão de um profissional de educação física, para melhorar  a resistência, além de estimular a produção de hormônios responsáveis pelo prazer e relaxamento, como dopamina, endorfina e serotonina.

Além disso, alguns tipos de terapias e exercícios complementares, como yoga e meditação e técnicas de relaxamento também são recomendadas para aliviar o estresse, ajudando a evitar a taquicardia.

Fonte tuasaude.com

16 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

A COVID-19 é uma infecção causada por um tipo novo de coronavírus, o SARS-CoV-2, e é caracterizada pelo surgimento de sintomas semelhantes aos de gripe, como febre, dor de cabeça e mal estar geral, além de haver dificuldade para respirar.

Essa infecção surgiu primeiramente na China, mas foi rapidamente espalhada por vários países, sendo agora a COVID-19 considerada uma pandemia. Esse espalhamento rápido é principalmente devido à forma fácil de transmissão do vírus, que é por meio da inalação de gotículas de saliva e de secreções respiratórias que contêm o vírus e que ficam suspensas no ar, após tossir ou espirrar, por exemplo.

É importante que sejam adotadas medidas de prevenção para evitar o contágio e a transmissão, ajudando a combater a pandemia. Conheça mais sobre o coronavírus, sintomas e como identificar.

16 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

Por ser um vírus novo, são várias as dúvidas existentes. A seguir, juntamos as principais dúvidas sobre a COVID-19 para tentar esclarecer cada uma:

1. O vírus se transmite pelo ar?

A transmissão do vírus que causa a COVID-19 acontece principalmente por inalação de gotículas de saliva ou de secreções respiratórias que ficam presentes no ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, por exemplo, ou por meio do contato com superfícies contaminadas.

Por isso, para evitar a transmissão, é recomendado que as pessoas que foram confirmadas com o novo coronavírus, ou que apresentem sintomas que sejam indicativos da infecção, utilizem máscaras de proteção para evitar passar o vírus para outras pessoas.

Não há casos e nem evidências de que o novo coronavírus possa ser transmitido através de picada de mosquitos, como o que acontece no caso de outras doenças como dengue e febre amarela, por exemplo, sendo apenas considerada que a transmissão acontece por meio de inalação de gotículas suspensas no ar que contenham o vírus. Veja mais sobre a transmissão da COVID-19.

2. Quem não tem sintomas pode transmitir o vírus?

Sim, principalmente devido ao período de incubação da doença, ou seja, o período entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas, que no caso da COVID-19 são de cerca de 14 dias. Assim, a pessoa pode ter o vírus e não saber, sendo teoricamente possível a transmissão para outras pessoas. No entanto, a maior parte das contaminações parece acontecer apenas quando a pessoa começa a tossir ou espirrar.

Por isso, no caso de não se ter sintomas, mas estar incluído em um grupo de risco ou ter tido contato com pessoas que foram confirmadas com a infecção, o recomendado é que seja feita a quarentena, porque dessa forma é possível verificar se houve o desenvolvimento dos sintomas e, em caso positivo, impedir o espalhamento do vírus. Entenda o que é e como deve ser feita a quarentena.

3. Posso pegar de novo o vírus se já estive infectado?

O risco de voltar a ficar infectado pelo novo coronavírus depois de já se ter tido a doença existe, mas parece ser bastante reduzido, especialmente nos primeiros meses após a infecção. De acordo com o CDC [4], estudos atuais sugerem que a reinfecção é incomum durante os primeiros 90 dias.

4. O que é um grupo de risco?

O grupo de risco corresponde ao grupo de pessoas que tem mais chance de desenvolver complicações graves da infecção principalmente devido à diminuição da atividade do sistema imunológico. Assim, as pessoas que encontram-se no grupo de risco são pessoas mais velhas, a partir dos 60 anos, e/ou que possuem doenças crônicas, como diabetes, doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC), insuficiência renal ou hipertensão.

Além disso, são consideradas também grupo de risco as pessoas que fazem uso de imunossupressores, que estão fazendo quimioterapia ou que foram submetidas recentemente a procedimentos cirúrgicos, incluindo transplantes.

Apesar das complicações graves serem mais frequentes em pessoas que estão no grupo de risco, todas as pessoas independente da idade ou do sistema imunológico estão suscetíveis à infecção e, por isso, é importante seguir as recomendações do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

5. Existe uma vacina?

Existem várias plataformas de vacinas sendo estudadas e desenvolvidas para combater a pandemia por COVID-19. As vacinas que, até ao momento, apresentam maior eficácia e estão já sendo implementadas em vários países são as desenvolvidas pelos laboratórios da Pfizer, Moderna, AstraZeneca e da Sinovac.

Veja mais sobre as vacinas existentes contra a COVID-19, como funcionam e plano de vacinação.

6. O que são variantes da COVID-19?

As variantes da COVID-19 surgem como consequência de alterações durante a replicação do vírus, o que podem dar origem a mutações que podem ser vantajosas para o vírus, ou seja, que podem tornar o vírus mais resistente à ação do sistema imunológico e/ou aumentar a sua capacidade infecciosa e de transmissão. As principais variantes identificadas e classificadas pela OMS como variantes de preocupação são:

Variantes Lugar de origem Características
Alfa – B.1.1.7 [5] Reino Unido Maior capacidade de transmissão + Maior capacidade de infecção
Beta – B.1.351 ou 501Y.V2 África do Sul Maior capacidade de transmissão + Capaz de enfraquecer a ação dos anticorpos contra o vírus
Delta – B.1.617.1/ 2/ 3 Índia Maior capacidade de transmissão, no entanto ainda são necessários mais estudos que confirmem o potencial de transmissão e risco de mortalidade
Gama – P.1 Brasil – Manaus Maior capacidade de transmissão + Capaz de enfraquecer a ação dos anticorpos contra o vírus
Omicron Vários países, mas principalmente África do Sul Ainda está em estudo, mas já foram identificadas mais de 50 mutações

Conheça mais sobre as variantes da COVID-19.

7. Antibiótico trata o coronavírus?

Os antibióticos possuem atividade apenas contra bactérias e alguns fungos e parasitas, não tendo efeito sobre os vírus. Além disso, quando se faz uso de antibióticos sem a recomendação médica, pode haver favorecimento da resistência microbiana a antibióticos, além da diminuição da atividade do sistema imune, favorecendo a ocorrência de outras doenças.

O tratamento para a COVID-19 é feito com medidas de suporte, como hidratação, repouso e alimentação adequada, devendo ser feita em isolamento para evitar a disseminação e transmissão do vírus para outras pessoas. Até o momento não foram identificados antivirais que tivessem ação contra o novo tipo de coronavírus, no entanto estudos têm sido desenvolvidos com o objetivo de identificar medicamentos que tenham ação contra a COVID-19. Veja mais detalhes do tratamento para a COVID-19.

8. É seguro viajar?

É importante consultar as orientações do destino da viagem, isso porque alguns países adotaram medidas para evitar a transmissão do vírus, podendo haver indicação de isolamento obrigatório assim que chegar no local, bem como realização do teste de PCR para COVID-19 antes do embarque. Além disso, alguns locais indicaram o fechamento dos aeroportos para voos internacionais, tendo também como objetivo evitar o espalhamento do vírus.

Os meios de transporte de pessoas normalmente não possuem muita circulação de ar e transportam um grande número de pessoas, o que também poderia favorecer a transmissão. Por isso, no caso da viagem ser necessária e estar autorizada pelos órgãos de saúde, é importante que sejam adotadas medidas de precaução, como cobrir boca e nariz com máscara, evitar tocar com as mãos nos olhos ou na boca e lavar a mão com água e sabão frequentemente.

Veja como lavar as mãos corretamente para diminuir o risco da infecção pelo vírus:

9. Posso ser infectado através de uma encomenda?

De acordo com a OMS, a probabilidade de ter contato com o vírus a partir de uma encomenda que veio de um país com grande quantidade de casos é muito baixa, isso porque a encomenda muito provavelmente foi exposta a diferentes condições e variações de temperatura e umidade, o que poderia inativar o vírus.

Um estudo realizado em março de 2020 [1] por pesquisadores dos Estados Unidos sugere que o SARS-CoV-2 é capaz de continuar infectante em superfícies por dias, principalmente em superfícies de plástico e de aço inoxidável, possuindo menor tempo de sobrevivência em papelão, que é normalmente o material em que as encomendas são enviadas.

Caso haja desconfiança que o pacote possa estar contaminado, mesmo que a chance seja baixa, pode-se fazer desinfecção do pacote com álcool em gel, além de depois lavar bem as mãos com água e sabão.

10. Animais de estimação podem transmitir o vírus?

A transmissão da COVID-19 de animais de estimação para pessoas ainda não foi comprovada. Até o momento o que se sabe é que a transmissão acontece por meio da inalação de gotículas de saliva e de secreção respiratória que ficam suspensas no ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

11. Álcool-gel caseiro funciona?

Apesar do álcool em gel ser bastante utilizado como forma de prevenir o contágio com agentes infecciosos, incluindo os vírus, os álcool em gel caseiros não necessariamente possuem a mesma eficácia. Isso porque para que funcione corretamente, é importante que tenha concentração adequada de álcool capaz de eliminar o agente infeccioso, além de que algumas receitas de álcool em gel caseiro indicam o uso de algumas substâncias que podem favorecer o desenvolvimento do microrganismo. Veja mais sobre o álcool em gel e outros tipos de antissépticos.

Por isso, para se proteger é importante usar álcool-gel a 70%, tanto para fazer a higienização das mãos como também para desinfetar superfícies e objetos, e lavar as mãos com água e sabão de forma regular. Além disso, os secadores de mão ou as luzes ultravioletas (UV) não possuem efeito comprovado de inibição ou eliminação do vírus e, por isso, não devem ser usadas como forma de prevenção da COVID-19.

16 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

12. Temperaturas mais altas matam o vírus?

Até o momento não há informações que indiquem qual a temperatura mais adequada para impedir o espalhamento e desenvolvimento do vírus. No entanto, o novo coronavírus já foi identificado em vários países com climas e temperaturas diferentes, o que indica que o vírus pode não sofrer interferência desses fatores.

Além disso, a temperatura do corpo é normalmente entre 36ºC e 37ºC, independentemente da temperatura da água que se toma banho ou da temperatura do ambiente em que se vive, e como o novo coronavírus está relacionado com uma série de sintomas, é sinal de que consegue desenvolver-se naturalmente no corpo humano, que possui temperaturas mais altas.

As doenças causadas por vírus, como gripes e resfriados, acontecem com mais frequência durante o inverno, já que as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar e com muitas pessoas, o que facilita a transmissão do vírus entre a população. Porém, como a COVID-19 já foi notificada em países em que é verão, acredita-se que a ocorrência desse vírus não tenha relação com a temperatura mais alta do ambiente, podendo também ser facilmente transmitida entre as pessoas.

13. Vitamina C ajuda a proteger contra a COVID-19?

Não há evidências científicas que indiquem que a vitamina C ajude a combater o novo coronavírus. O que se sabe é que essa vitamina ajuda a melhorar o sistema imune, pois é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres, prevenindo a ocorrência de doenças infecciosas e podendo aliviar os sintomas do resfriado.

Por ser rica em antioxidantes, pesquisadores da China [2]estão desenvolvendo um estudo que tem como objetivo verificar se o uso de vitamina C em pacientes críticos é capaz de melhorar o funcionamento dos pulmões, promovendo a melhora dos sintomas de infecção, já que essa vitamina é capaz de prevenir a gripe devido à sua ação anti-inflamatória.

No entanto, ainda não existem evidências científicas que confirmem o efeito da vitamina C na COVID-19, além de que quando essa vitamina é consumida em excesso há maior risco de desenvolvimento de cálculos renais e alterações gastrointestinais, por exemplo.

Para se proteger contra o coronavírus, além de ter uma alimentação que melhore a atividade do sistema imune, dando preferência a alimentos ricos em ômega-3, selênio, zinco, vitaminas e probióticos, como peixes, castanhas, laranja, sementes de girassol, iogurte, tomate, melancia e batata com casca, por exemplo. Apesar do alho possuir propriedades antimicrobianas, ainda não foi verificado se possui efeito sobre o novo coronavírus e, por isso, é importante investir em uma alimentação equilibrada. Veja o que comer para melhorar o sistema imune.

É importante também lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, evitar ambientes fechados e com muitas pessoas e cobrir a boca e o nariz sempre que for necessário tossir ou espirrar. Dessa forma, é possível evitar o contágio e a transmissão do vírus para outras pessoas. Confira outras formas de se proteger contra o coronavírus.

14. O Ibuprofeno piora os sintomas da COVID-19?

Um estudo realizado por pesquisadores da Suíça e da Grécia em março de 2020 [3] indicou que o uso do Ibuprofeno foi capaz de aumentar a expressão de uma enzima pode ser encontrada nas células do pulmão, rins e coração, o que tornaria os sintomas respiratórios mais graves. No entanto essa relação foi feita baseada em apenas um estudo realizado em diabéticos e levando em consideração a expressão da mesma enzima, mas presente no tecido cardíaco.

Por isso, não é possível afirmar que o uso de Ibuprofeno tenha relação com o agravamento dos sinais e sintomas da COVID-19. Veja mais sobre a possível relação entre o coronavírus e o uso de Ibuprofeno.

15. O vírus sobrevive por quanto tempo?

Uma pesquisa desenvolvida em março de 2020 por cientistas americanos [1] indicou que o tempo de sobrevivência do SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, varia de acordo com o tipo de superfície que é encontrado e condições do ambiente. Assim, de forma geral, o vírus pode sobreviver e permanecer infectante por cerca de:

  • 3 dias, no caso de superfícies de plástico e aço inoxidável;
  • 4 horas, no caso de superfícies de cobre;
  • 24 horas, no caso de superfícies de papelão;
  • 3 horas na forma de aerossóis, que podem ser liberadas quando uma pessoa infectada faz nebulização, por exemplo.

Apesar poder estar presente em superfícies em sua forma infectante por algumas horas, esse tipo de contágio ainda não foi determinado. No entanto, é indicado que seja feita a desinfecção de superfícies que possam conter o vírus, além de ser importante fazer uso de álcool gel e lavar as mãos com água e sabão regularmente.

16. Quanto tempo demora para ter o resultado do exame?

O tempo entre a coleta da amostra e a liberação do resultado pode variar de acordo com o tipo de exame que será realizado, podendo variar entre 15 minutos e 7 dias. Os resultados que saem em menor tempo são aqueles que são feitos através de testes rápidos, como o teste de imunofluorescência e de imunocromatografia.

A diferença entre esses dois é a amostra coletada: enquanto que na imunofluorescência é utilizada amostra das vias respiratórias, que é coletada através de um swab nasal, a imunocromatografia é feita a partir de uma pequena amostra de sangue. Nos dois testes, a amostra entra em contato com o reagente e, se a pessoa possuir o vírus, é indicado entre 15 e 30 minutos, sendo confirmado o caso de COVID-19.

O exame que demora mais tempo para ser liberado é o de PCR, que é um exame molecular mais específico, considerado padrão-ouro e que é feito principalmente para confirmar o caso positivo. Esse exame é feito a partir de amostra de sangue ou da amostra coletada por swab nasal ou oral, e indica se há infecção pelo SARS-CoV-2 e a quantidade de cópias de vírus no organismo, indicando a gravidade da doença.

Esclareça mais dúvidas sobre o coronavírus assistindo ao vídeo a seguir:

Fonte tuasaude.com

Aparelho autoligado estético: o que é, preço e como funciona

O aparelho autoligado estético é a melhor escolha para aqueles que buscam solucionar os ajustes que o aparelho faz, mas sem ter uma grande mudança na aparência. Como o próprio nome diz, o aparelho autoligado estético é uma opção mais estética para quem precisa usar o aparelho. É por esse motivo que tem um grande …

Brasil registra 281 mortes por Covid em 24 h e mais de 12 mil casos

O Brasil registrou 281 mortes por Covid e 12.191 casos da doença, nesta quinta-feira (25). Com isso, o país chega a 613.697 vidas perdidas e a 22.055.608 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

As médias móveis de óbitos e de casos estão em queda, ambas de 17%, em relação aos dados de duas semanas atrás. Elas são agora de 217 mortes por dia e 9.450 infecções diárias.

A média móvel de mortes completou, nesta quinta, 25 dias abaixo de 300 mortes por dia.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Na terça (23), o consórcio errou ao divulgar que o país havia registrado 398 mortes. O número correto foi de 298. Consequentemente, a quarta (24) também teve dados incorretos, com 276 mortes ao invés das 176 informadas anteriormente.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 25 estados e no Distrito Federal.​

O Brasil registrou 1.592.298 doses de vacinas contra Covid-19, nesta quinta. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram 52.000 primeiras doses, 1.274.821 segundas doses. Além disso, foram registradas 23.178 doses únicas e 242.299 doses de reforço.

Ao todo, 158.447.349 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —127.075.618 delas já receberam a segunda dose do imunizante. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 131.649.449 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Assim, o país já tem 74,28% da população com a 1ª dose e 61,72% dos brasileiros com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen. Considerando somente a população adulta, os valores são, respectivamente, de 97,75% e 81,22%​.

Mesmo quem recebeu as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

7 benefícios da amora para a saúde (como fazer o chá)

A amora, conhecida também por amora miura ou amora-preta, é uma fruta rica em flavonoides, antocianinas e ácidos fenólicos, compostos bioativos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, ajudando no tratamento e prevenção de doenças, como diabetes, infarto, aterosclerose e pressão alta.

Além disso, a folha da amora também contém ótimas quantidades de taninos, quercetina e ácido elágico, compostos bioativos com ação antioxidante e antimicrobiana, sendo recomendadas para auxiliar no tratamento de gengivite, dor de garganta e aftas.

A amora geralmente é encontrada em feiras, supermercados e lojas de produtos naturais, podendo ser consumida ao natural ou adicionada no preparo de mousses, geleias e sucos. Já as folhas, raízes e cascas de amoreira são encontradas em lojas de produtos naturais e feiras, e podem ser usadas no preparo de chás ou cataplasmas.

7 benefícios da amora para a saúde (como fazer o chá)

Alguns dos benefícios à saúde obtidos com o consumo de amora são:

1. Ajudar na perda de peso

A amora é uma fruta de baixo índice glicêmico, pois tem ótimas quantidades de fibras, ajudando a prolongar a saciedade e diminuir a vontade de comer entre as refeições, o que facilita na perda de peso. Veja outras frutas de baixo índice glicêmico que ajudam a controlar a fome.

2. Evitar doenças cardiovasculares

Tanto a fruta quanto a folha da amora são ricas em ácidos fenólicos, carotenoides, flavonoides e antocianinas, compostos bioativos com propriedade anti-inflamatória que ajudam a manter a saúde das artérias, evitando doenças, como infarto, pressão alta.

A amora também possui ação antioxidante, que combate o excesso de radicais livres e evita a oxidação das células de gordura, equilibrando os níveis de colesterol “ruim”, o LDL,e triglicerídeos no sangue e prevenindo aterosclerose e derrame.

3. Equilibrar e prevenir a diabetes

Por ser uma fruta com ótimas quantidades de fibras, a amora possui baixo índice glicêmico, o que ajuda a equilibrar os níveis de glicose no sangue, evitando a resistência insulínica e a diabetes. Conheça mais frutas ricas em fibras para evitar a diabetes.

4. Prevenir o envelhecimento precoce

A amora é rica em flavonoides, antocianinas e ácidos fenólicos, compostos bioativos com ação antioxidante, combatendo os radicais livres, responsáveis pelos danos na pele, prevenindo a flacidez e as rugas.

5. Auxiliar no tratamento da diarreia

A amora, especialmente as folhas da fruta, contém compostos bioativos com propriedades adstringentes, que ajudam a preservar a água do organismo durante as crises de diarreia, auxiliando no equilíbrio de nutrientes, como potássio e sódio, e no tratamento da diarreia.

6. Prevenir câncer

Por ter ótimas quantidades de ácidos fenólicos, flavonoides e antocianinas, compostos bioativos com ação antioxidante, a amora ajuda no combate ao excesso de radicais livres, evitando o desenvolvimento e a multiplicação de células cancerígenas.

7. Ajudar no tratamento de infecções

A amora contém alto teor de compostos com propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, como antocianinas, taninos e carotenoides, que fortalecem o sistema imunológico, auxiliando na prevenção e no tratamento de infecções, como dor de garganta, aftas e gengivites.

Como usar

A amora pode ser consumida ao natural, adicionada em iogurte, mingau ou usada no preparo de mousses, molhos, geleias e sucos.

Já as folhas, as raízes e a casca da amoreira podem ser usadas no preparo de chás, para auxiliar no tratamento de diarreia, ou como cataplasma, para auxiliar na cicatrização de feridas.

  • Chá de folha de amora: o chá de folha de amora pode ser preparado colocando-se 1 colher de chá de folhas da amoreira em 1 xícara de água fervente. Tampar o chá e deixar repousar por 10 minutos. Ao amornar, coar e beber até 3 xícaras do chá por dia;
  • Cataplasma de folha de amora: basta colocar 6 folhas frescas de amora em uma panela com 2 colheres de sopa de água. Deixar a mistura aquecer em fogo baixo até a água evaporar. Esmagar as folhas na panela e colocar um pouco em uma gaze. Colocar a gaze, não muito quente, sobre a ferida. Assim que o cataplasma esfriar, repetir o procedimento, trocando a gaze, por mais 2 vezes.

Além do chá de folha de amora, é possível também fazer uma decocção com a raiz da amoreira para aliviar dor de dente, gengivite ou aftas. Para isto, basta colocar em uma panela 40g da raiz da amoreira e 500 ml de água. Ferver a mistura por 15 minutos. Aguardar amornar, coar e fazer bochechos.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a composição nutricional de 100g, o que corresponde a 25 unidades pequenas, de amora:

Componentes

Quantidade por 100 g (25 unidades pequenas) de amora

Energia

43 calorias

Carboidrato

4,5 g

Proteínas

1,39 g

Gorduras

0,5 g 

Fibra

4,6 g

Vitamina A (retinol)

11 mcg

Betacaroteno

128 mcg

Vitamina C

21 mg

Vitamina K

19,8 mcg

Ácido fólico

25 mcg

Cálcio

29 mg

Fósforo

22 mg

Potássio

162 mg

Para se obter todos os benefícios com o consumo da amora, é importante também praticar atividades físicas regularmente e manter uma dieta balanceada e variada.

Possíveis efeitos colaterais e contraindicações

A amora deve ser consumida de forma controlada, uma vez que grandes quantidades podem causar diarreia.

Além disso, o chá de folhas, casca ou raiz de amora não devem ser consumidos por crianças e também deve ser evitado durante a gravidez ou amamentação.

Receitas saudáveis com amora

7 benefícios da amora para a saúde (como fazer o chá)

Algumas receitas saborosas e saudáveis com a amora são:

1. Frozen de frutas vermelhas

Ingredientes:

  • ½ xícara de chá de amora congelada;
  • ½ xícara de chá de morango congelado;
  • 1 banana prata pequena congelada;
  • 1 pote (170g) de iogurte natural líquido.

Modo de preparo:

Picar a banana e colocar todos os ingredientes no liquidificador. Bater até ficar com a consistência desejada e servir.

2. Suco de amora

Ingredientes:

  • 100 g de amora fresca;
  • 1 xícara de água;
  • Pedras de gelo (opcional).

Modo de preparo:

Lavar bem as amoras e colocar no liquidificador. Adicionar a água, as pedras de gelo e bater por 3 minutos. Transferir para um copo e servir.

3. Geleia de amora e framboesa fit

Ingredientes:

  • 500g de amora fresca;
  • 500g de framboesa fresca;
  • 500g de açúcar de coco.

Modo de preparo:

Lavar e secar bem as amoras e as framboesas. Em uma panela, colocar todos os ingredientes, cozinhando em fogo baixo e mexendo até que o açúcar derreta. Ao começar a ferver, abaixar o fogo e deixar cozinhar por 1 hora, mexendo de vez em quando. Quando a mistura estiver no ponto de geleia, desligar o fogo. Após esfriar, transferir para um pote com tampa e armazenar na geladeira.

Fonte tuasaude.com