Óleo de cártamo: para que serve e como tomar

O óleo de cártamo, que também é conhecido como açafrão-bastardo, é extraído a partir das sementes da planta Carthamus tinctorius e pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e de suplementos alimentares, sob a forma de cápsulas ou óleo.

Este tipo de óleo traz os seguintes benefícios para a saúde:

  • Ajudar a emagrecer, por retardar o esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de saciedade;
  • Atuar como anti-inflamatório, por ser rico em ômega-9 e vitamina E;
  • Ajudar a diminuir a glicemia, auxiliando no controle da diabetes tipo 2;
  • Diminuir a pressão alta, por melhorar a circulação sanguínea;
  • Diminuir o colesterol ruim, por ser rico em fitoesterois.

No entanto, é importante lembrar que esses efeitos só são alcançados quando o óleo de cártamo é consumido juntamente com uma alimentação saudável e com a prática frequente de atividade física.

Óleo de cártamo: para que serve e como tomar

Como tomar

Para obter seus benefícios, a dose recomendada é de 2 cápsulas ou 2 colheres de chá de óleo de cártamo por dia, de preferência meia hora antes ou depois das refeições principais ou de acordo com a orientação do nutricionista ou fitoterapeuta.

Óleo de cártamo é bom para o cabelo

Além dos seus benefícios para a saúde em geral, o óleo de cártamo também pode ser usado no tratamento de cabelos secos e quebradiços por ser rico em vitaminas A, E e gorduras antioxidantes, que atuam mantendo a saúde dos cabelos e da pele.

Para obter seus benefícios, deve-se massagear lentamente o couro cabeludo com o óleo de cártamo, pois isso irá ativar a circulação sanguínea local e fazer com que a raiz do cabelo absorva o óleo, deixando os fios mais fortes e estimulando o seu crescimento. Para o corpo, o óleo funciona como um hidratante natural, sendo rapidamente absorvido pela pele e ajudando a prevenir rugas e celulites. Veja também como usar o óleo de Baru para emagrecer e hidratar a pele e os cabelos.

Contraindicações e efeitos colaterais

O óleo de cártamo não tem contraindicações, mas só deve ser tomado por crianças, idosos, mulheres grávidas e que amamentam de acordo com a orientação do médico ou do nutricionista.

Além disso, o seu consumo em excesso pode causar problemas como aumento da inflamação no corpo, artrite, depressão e diminuição do colesterol bom, devido aos seus altos níveis de ômega-6.

O óleo de coco também é rico em antioxidantes e ajuda no emagrecimento, por isso veja como usar o Óleo de coco em cápsulas.

Fonte tuasaude.com

Piercing na boca: conheça aqui todos os tipos, cuidados e complicações

O piercing na boca, assim como outros piercings, é um acessório utilizado por muitos, porém nem sempre foi assim. O uso deles começou há muito tempo atrás, porém antigamente eles eram utilizados baseado em seus significados. Desse modo, antigamente eles também eram restritos à alta sociedade, de modo que apenas as pessoas com status poderiam …

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Tratamento para cancro mole: antibióticos e cuidados

O tratamento para o cancro mole deve ser orientado pelo ginecologista ou urologista, sendo indicado o uso de antibióticos de acordo com a recomendação médica. É importante que o casal realize o tratamento, mesmo que não existam sinais ou sintomas aparentes, isso porque dessa forma é possível garantir a eliminação da bactéria responsável pela doença e evitar a recontaminação.

O cancro mole é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophylus ducreyi, que pode causar o aparecimento de lesões na região genital de formato irregular, além de corrimento e dor ao urinar, por exemplo. Saiba mais sobre o cancro mole.

Tratamento para cancro mole: antibióticos e cuidados

O tratamento para o cancro mole recomendado pelo médico pode ser:

  • 1 comprimido de Azitromicina 1 g em 1 dose;
  • 1 injeção de Ceftriaxona 250 mg;
  • 1 comprimido de Eritromicina 500 mg, a cada 6 horas, durante 7 dias;
  • 1 comprimido de Ciprofloxacino 500 mg, a cada 12 horas, durante 3 dias.

No caso das gestantes, a recomendação é a de que o tratamento seja feito com Ceftriaxona ou Eritromicina.

No caso de pacientes com HIV, a eliminação da bactéria pode demorar mais devido à falha do sistema imunológico, podendo ser indicado o uso de Ciprofloxacino ou Eritromicina.

Cuidados durante o tratamento

Durante o tratamento para cancro mole, é recomendado que a pessoa não tenha relação sexual e mantenha a região afetada bem limpa, devendo lavar o local com água morna e sabão neutro pelo menos 1 vez ao dia ou sempre que urinar.

Caso as feridas de cancro mole não desapareçam até 7 dias após o início do tratamento, o paciente deve voltar ao médico para adequar o tratamento ou identificar outra doença que possa estar causando o aparecimento das lesões. Nos pacientes com HIV o tratamento pode ser mais demorado e pode ser preciso voltar ao médico todas as semanas até a cura da doença.

É importante também que em toda relação sexual seja utilizada a camisinha, pois dessa forma é possível não só evitar o cancro mole, mas outras infecções sexualmente transmissíveis.

Sinais de melhora e piora

Os sinais de melhora do cancro mole surgem cerca de 3 dias após o início do tratamento e incluem redução da dor, diminuição do tamanho das feridas e cicatrização das lesões na pele, sendo esses sinais verificados quando a pessoa inicia o tratamento assim que identifica os primeiro sintomas de infecção e segue o tratamento recomendado pelo médico.

Por outro lado, quando o tratamento não é feito, não é realizado de acordo com a orientação médica ou quando a bactéria é resistente aos antibióticos indicados, é possível notar o aparecimento de sinais de piora, como o aparecimento de feridas em outros locais do corpo, como lábios e garganta, por exemplo.

Fonte tuasaude.com

Efeitos colaterais graves de vacina contra Covid em crianças são raríssimos, diz CDC

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) divulgou na quinta-feira (30) dois estudos que destacam a importância da vacinação de crianças contra o coronavírus.

Um estudo concluiu que problemas graves são extremamente raros entre crianças de 5 a 11 anos que receberam a vacina Pfizer-BioNTech. O outro, que analisou centenas de internações pediátricas em seis cidades dos Estados Unidos no último verão, revelou que quase todas as crianças que ficaram gravemente doentes não haviam sido totalmente vacinadas.

Mais de 8 milhões de doses da vacina Pfizer foram administradas em crianças de 5 a 11 anos nos EUA até agora. Mas a preocupação com fatores desconhecidos de uma nova vacina fez com que alguns pais hesitassem em permitir a vacinação de seus filhos, incluindo alguns que preferem esperar pela imunização mais ampla, que poderá revelar qualquer problema raro.

Em 19 de dezembro, cerca de seis semanas após o início da campanha para vacinar crianças de 5 a 11 anos, o CDC disse ter recebido muito poucos relatos de problemas sérios. A agência avaliou relatórios recebidos de médicos e do público, assim como respostas a pesquisas com pais ou responsáveis por aproximadamente 43 mil crianças nessa faixa etária.

Muitas das crianças pesquisadas relataram dor no local da injeção, cansaço ou dor de cabeça, principalmente após a segunda dose. Aproximadamente 13% dos entrevistados relataram febre após a segunda injeção.

Mas os relatos de miocardite, uma inflamação do músculo cardíaco que foi associada em casos raros à vacinação contra o coronavírus, continuaram escassos. O CDC disse que havia 11 relatos verificados vindos de médicos, fabricantes de vacinas ou outros membros do público. Desses, sete crianças haviam se recuperado e quatro estavam se recuperando no momento do relatório, afirmou o CDC.

O CDC declarou que as taxas de notificação de miocardite relacionada à vacina pareciam mais altas entre meninos e homens com idades entre 12 e 29 anos.

Vários pais ou médicos também relataram casos de crianças de 5 a 11 anos que receberam a dose maior e incorreta da vacina, destinada a crianças mais velhas e adultos. O CDC disse que essas confusões “não eram inesperadas” e que a maioria dos relatos mencionou que as crianças não tiveram problemas depois.

O CDC detalhou duas notificações de mortes, de meninas de 5 e 6 anos, que, segundo a agência, tinham condições médicas crônicas e estavam com “saúde frágil” antes de serem vacinadas. “Na revisão inicial, não foram encontrados dados que sugerissem uma associação causal entre vacinação e morte”, disse a agência.

O outro relatório do CDC sobre hospitalizações pediátricas forneceu evidências adicionais sobre a importância de vacinar todas as crianças elegíveis. O estudo, que analisou mais de 700 crianças menores de 18 anos que foram internadas em hospitais com Covid-19 no verão passado, descobriu que 0,4% dessas crianças foram totalmente vacinadas.

O estudo também descobriu que dois terços de todas as crianças hospitalizadas tinham uma comorbidade, na maioria das vezes obesidade, e que cerca de um terço das crianças de 5 anos ou mais estavam doentes com mais de uma infecção viral.

Em geral, quase um terço das crianças ficaram tão doentes que precisaram ser tratadas em unidades de terapia intensiva e quase 15% precisaram de ventilação médica. Entre todas as crianças hospitalizadas, 1,5% morreu, constatou o estudo. Os seis hospitais ficavam em Arkansas, Flórida, Illinois, Louisiana, Texas e Washington, DC.

“Este estudo demonstra que crianças não vacinadas hospitalizadas por Covid-19 podem sofrer doença grave, e reforça a importância da vacinação de todas as crianças elegíveis para fornecer proteção individual e proteger aquelas que ainda não são elegíveis à vacinação”, escreveram os autores do estudo.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Candida auris: o que é, sintomas e tratamento

Candida auris é um tipo de fungo que vem ganhando destaque na saúde devido ao fato de ser multirresistente, ou seja, apresenta resistência a diversos antifúngicos, o que dificulta o combate à infecção, além de haver dificuldade de identificação, já que pode ser confundido com outras leveduras. Assim, como apresenta multirresistência, a Candida auris é conhecida popularmente como superfungo.

A Candida auris foi primeiramente isolada em 2009 a partir de uma amostra de secreção no ouvido de um paciente Japonês e em 2016 foi determinado que a ocorrência desse fungo fosse de notificação obrigatória, já que o tratamento e controle dessa infecção é difícil. No Brasil, o primeiro caso de Candida auris foi relatado em 2020, tendo existido desde então relato de outros casos de infecção por esse fungo, indicando que são necessárias maiores medidas identificação, prevenção e controle da infecção por Candida auris.

Candida auris: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de Candida auris

A infecção por Candida auris é mais comum em pessoas que permanecem internadas no hospital por longos períodos e possuem sistema imunológico comprometido, o que favorece a presença do fungo na corrente sanguínea, levando ao aparecimento de alguns sintomas, como por exemplo:

  • Febre alta;
  • Tontura;
  • Fadiga;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Vômitos.

Esse fungo foi primeiramente identificado no ouvido, no entanto também pode estar relacionado com infecções urinárias e do sistema respiratório, podendo ser confundido com outros microrganismos. Apesar disso, ainda não é muito bem esclarecido se o foco da infecção por Candida auris pode realmente ser o pulmão ou o sistema urinário, ou se o fungo surge nesses sistemas como consequência de infecção em outro local o organismo.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da infecção por Candida auris é difícil, já que os métodos de identificação disponíveis são pouco específicos para a identificação dessa espécie, sendo importante a realização de exames mais específicos, como MALDI-TOF, para confirmar a espécie, ou testes diferenciais para descartar outras leveduras, quando o laboratório não possui o equipamento de MALDI-TOF.

Além disso, esse fungo pode ser isolado de diversos materiais biológicos, como por exemplo sangue, secreção de ferida, secreções respiratórias e urina, por exemplo, e, por isso, é importante que o laboratório realize exames mais específicos quando for identificada na amostra a presença de levedura pertencente ao gênero Candida.

É importante também que à medida que o teste de identificação é feito, seja também realizado um antifungigrama, que é um teste que tem como objetivo identificar a quais antimicrobianos o fungo testado é sensível ou resistente e, assim, é possível saber qual o tratamento mais adequado para a infecção.

Candida auris: o que é, sintomas e tratamento

Quem tem maior risco de infecção?

O risco de infecção por Candida auris é maior quando a pessoa permanece internada por um longo período no hospital, fez uso anteriormente de antifúngicos, possuem cateter venoso central ou outros dispositivos médicos no organismo, já que esse fungo possui capacidade de aderir a equipamentos médicos, dificultando o tratamento e favorecendo a sua proliferação.

O uso prolongado ou indiscriminado de antibióticos também pode favorecer a infecção por esse superfungo, pois os antibióticos em excesso podem eliminar bactérias capazes de combater a entrada da Candida auris no organismo, evitando a infecção. Dessa forma, quanto mais antibióticos utilizados, maior o risco de infecção por esse superfungo, principalmente quando a pessoa se encontra em ambiente hospitalar.

Além disso, pessoas que foram submetidas recentemente a procedimentos cirúrgicos, possuem doenças crônicas, como diabetes, por exemplo, e encontram-se com o sistema imunológico debilitado possuem mais risco de infecção pela Candida auris.

Outro fator que favorece a infecção por Candida auris é a temperatura elevada, isso porque esse fungo tem desenvolvido mecanismos de resistência às altas temperaturas, conseguindo sobreviver e proliferar no ambiente e no corpo humano com mais facilidade.

Tratamento para Candida auris

O tratamento para Candida auris é difícil, já que esse fungo tem demonstrado resistência aos antifúngicos normalmente utilizados no tratamento das infecções por Candida, sendo, por isso, também chamado de superfungo. Dessa forma, o tratamento é definido pelo médico de acordo com a gravidade da infecção e com o sistema imunológico do paciente, podendo ser indicado o uso de antifúngicos da classe das Equinocandinas ou a combinação de vários antifúngicos em altas doses.

É importante que a infecção por Candida auris seja identificada e tratada o mais rápido possível para evitar que esse fungo espalhe-se pela corrente sanguínea e dê origem à infecção generalizada, o que é muitas vezes fatal.

Como prevenir

A prevenção da infecção por Candida auris deve ser feita com o objetivo de evitar a contaminação por esse microrganismo, que pode acontecer principalmente em meio hospitalar por meio do contato prolongado com superfícies contendo o fungo ou dispositivos médicos, principalmente cateteres. 

Assim, como forma de prevenir o contágio e a transmissão desse fungo, é importante ter atenção à lavagem das mãos antes e após o contato com o paciente, assim como atenção à desinfecção das superfícies hospitalares e dos dispositivos médicos.

Além disso, é importante que a pessoa que for diagnosticada com a infecção por Candida auris, fique em isolamento, pois assim é possível prevenir a infecção de outras pessoas presentes no ambiente de saúde e que possuem o sistema imunológico mais enfraquecido.

Por isso, é importante que o hospital tenha um sistema de controle de infecção eficiente e estimule medidas de prevenção de infecção tanto relacionadas com o paciente e a equipe quanto com os visitantes do hospital, assim como sejam estabelecidos protocolos de identificação e monitoramento laboratorial das infecções por Candida sp. que apresentem resistência aos antimicrobianos. Saiba como prevenir infecções hospitalares.

Fonte tuasaude.com

Cárie interproximal: saiba mais sobre esse tipo de cárie aqui

A cárie interproximal, também conhecida como interdental, é um tipo de cárie mais difícil de se identificar por ficar entre os dentes. Desse modo, algumas vezes ela pode acabar gerando complicações quando não diagnosticada e tratada em seu início. Conheça mais sobre esse tipo de cárie aqui: O que é cárie interproximal? A cárie, também …

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Exercício físico pode afetar o consumo de bebida alcoólica

As pessoas que praticam exercícios regularmente e têm boa capacidade aeróbica tendem a consumir uma quantidade surpreendente de bebida alcoólica, segundo um novo estudo (bem adequado ao fim de ano) sobre a interação entre condicionamento físico, exercício e ingestão de álcool.

O estudo, que envolveu mais de 40 mil americanos adultos, concluiu que homens e mulheres ativos e fisicamente preparados são duas vezes mais propensos a consumir bebidas, moderada ou intensamente, que as pessoas fora de forma. Os resultados se somam a crescentes evidências de estudos anteriores —e muitas de nossas contas de bar— de que exercícios físicos e álcool frequentemente andam juntos, com implicações para os efeitos de cada um sobre a saúde.

Muitas pessoas, e alguns pesquisadores, poderão se surpreender ao saber o quanto as pessoas fisicamente ativas tendem a beber. Em geral, as pessoas que adotam um hábito saudável, como se exercitar, tendem a praticar outros hábitos salubres, fenômeno conhecido como agrupamento de hábitos. Pessoas ativas e fisicamente condicionadas raramente fumam, por exemplo, e em geral fazem dietas saudáveis. Assim, pode parecer lógico que as pessoas que se exercitam com frequência consumam álcool raramente.

Mas diversos estudos nos últimos anos descobriram ligações estreitas entre exercícios e drinques. Em um dos mais antigos, de 2002, os pesquisadores usaram respostas de pesquisas de homens e mulheres americanos para concluir que os bebedores moderados, definidos nesse estudo como as pessoas que tomavam uma bebida por dia, tinham duas vezes maior probabilidade de se exercitar regularmente do que as pessoas que não bebiam. Estudos posteriores descobriram padrões semelhantes entre atletas de faculdade, que bebiam substancialmente mais que outros estudantes, uma população que não é famosa pelo comedimento.

Em outro estudo revelador, de 2015, 150 adultos mantiveram diários online sobre quando e quanto se exercitavam e consumiam álcool durante três semanas. Os resultados mostraram que nos dias em que eles mais se exercitavam depois também tendiam a beber mais.

Mas esses e outros estudos anteriores, embora ligassem consistentemente mais atividade física com mais bebida, tendiam a ser menores ou centrados nos jovens, ou usavam relatos um tanto casuais do que as pessoas contavam aos pesquisadores sobre seus exercícios e ingestão alcoólica, o que pode ser notoriamente não muito confiável.

Assim, para o novo estudo, intitulado “Fit and Tipsy?” (Condicionado e cambaleante?, em tradução livre) e publicado recentemente na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, pesquisadores do Cooper Institute, em Dallas, e de outras instituições recorreram a dados mais objetivos sobre dezenas de milhares de americanos adultos. Todos faziam parte do grande e extenso Estudo Longitudinal do Cooper Center, que examina a saúde cardiovascular e suas relações com vários fatores comportamentais e outras condições médicas.

Os participantes do estudo visitaram a Clínica Cooper no Texas para exames anuais e, como parte desses exames, fizeram testes de esteira rolante de sua capacidade aeróbica. Eles também preencheram extensos questionários sobre seus hábitos de exercícios e de bebida, e sobre se preocuparem com seu consumo de álcool.

Os pesquisadores obtiveram registros de 38.653 participantes maiores de idade que relataram beber pelo menos uma vez por semana. Os autores deixaram os abstêmios fora do estudo, porque queriam comparar pessoas que bebiam muito ou pouco.

Assim como em estudos anteriores, quanto maior o condicionamento físico das pessoas mais elas tendiam a beber.

As mulheres mais condicionadas eram aproximadamente duas vezes mais propensas a beber moderadamente que as mulheres com baixa capacidade aeróbica. O consumo moderado de bebida significava que as mulheres bebiam entre quatro e sete copos de cerveja, vinho ou destilados em uma semana típica.

Os homens mais condicionados tinham mais que o dobro de probabilidade de ser bebedores moderados —até 14 bebidas por semana— do que os homens que faziam menos exercício. Os pesquisadores consideraram os hábitos de exercícios relatados pelas pessoas e os adaptaram por idade e outros fatores que poderiam influenciar os resultados, e as probabilidades continuaram consistentemente maiores.

Os homens e algumas mulheres condicionados também tinham uma probabilidade ligeiramente maior de beber muito —definido como oito ou mais bebidas fortes por semana para mulheres e 15 ou mais para homens— do que seus pares menos condicionados fisicamente. De modo interessante, as mulheres condicionadas que bebiam muito com frequência relatavam preocupações sobre seu nível de consumo alcoólico, enquanto os homens condicionados nessa categoria raramente o faziam.

O que esses resultados podem significar para as pessoas que se exercitam regularmente para tentar manter a forma física?

Embora elas mostrem claramente que o condicionamento físico e um maior consumo de bebida andem juntos, “a maioria das pessoas provavelmente não associa a atividade física e o consumo de álcool como comportamentos relacionados”, disse Kerem Shuval, diretor executivo de epidemiologia no Cooper Institute, que liderou o novo estudo. Assim, as pessoas que se exercitam devem estar cientes de seu consumo alcoólico, disse ele, até mesmo registrando com que frequência bebem a cada semana.

Médicos e cientistas não podem dizer com certeza quantos drinques podem ser demais para nossa saúde e bem-estar, e o total provavelmente difere para cada pessoa. Mas fale com seu médico se seu hábito de bebida é um motivo de preocupação para você (ou preocupa seu marido, sua mulher, amigos ou parceiros de treino)

É claro que esse estudo tem limites. Ele envolveu principalmente americanos brancos e mostrou apenas uma associação entre condicionamento físico e consumo de álcool, e não que um cause o outro. Ele também não pode nos dizer por que se exercitar pode levar a beber em excesso, ou vice-versa.

“Provavelmente há aspectos sociais”, disse Shuval, quando colegas de time e de treino brindam com cervejas ou margaritas depois de uma competição ou sessão de exercícios. Muitos de nós provavelmente também colocam um halo de saúde em torno do exercício, fazendo-nos sentir que a atividade física justifica uma bebida a mais —ou três.

E, de modo intrigante, alguns estudos com animais mostram que o exercício e o álcool iluminam partes do cérebro ligadas ao processo de recompensa, sugerindo que se cada um por si só pode ser prazeroso, fazer os dois pode ser duplamente atraente.

“Precisamos de muito mais pesquisa” sobre os motivos da relação, disse Shuval. Mas por enquanto vale a pena ter em mente, especialmente nesta época festiva do ano, que nossas corridas, pedaladas ou malhações na academia podem influenciar com que frequência e entusiasmo brindamos ao ano novo.

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Equoterapia: o que é e benefícios

A equoterapia, também chamada de equiterapia ou hipoterapia, é um tipo de terapia com cavalos que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo, sendo indicado para pessoas que possuem deficiências ou necessidades especiais, como é o caso da Síndrome de Down, paralisia cerebral, esclerose múltipla e autismo, por exemplo.

Esse tipo de terapia para pessoas com necessidades especiais deve ser feito em um ambiente adequado e especializado, pois o cavalo deve ser manso, dócil e bem treinado para que o desenvolvimento da pessoa seja estimulado e o tratamento não seja comprometido. Durante todas as sessões é importante, além do treinador do cavalo, a presença de um terapeuta, que pode ser um fisioterapeuta especializado, psicomotricista ou fonoaudiólogo, por exemplo, para orientar os exercícios.

Geralmente, as sessões duram cerca de 30 minutos, são realizadas 1 vez por semana e pode ser frequentado por pessoas com necessidades especiais independente da idade, a não ser que tenha contra-indicações. As sessões de equoterapia podem ser realizadas em grupo, no entanto o acompanhamento e planejamento da atividade deve ser individual.

Equoterapia: o que é e benefícios

Quando é indicada

A equoterapia é um tipo de terapia que pode ser indicado para pessoas que possuem deficiências ou necessidades especiais, podendo ser recomendada em caso de:7

  • Síndrome de Down;
  • Paralisia cerebral;
  • Derrame;
  • Esclerose múltipla;
  • Hiperatividade;
  • Autismo;
  • Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Além disso, essa terapia pode ser recomendada após traumas e realização de cirurgias, doenças mentais e doenças genéticas.

Equoterapia no Autismo

A equoterapia alcança ótimos resultados nos pacientes com autismo porque melhora a interação social, a linguagem e a área emocional. Isso porque a criança aprende a superar alguns medos, melhora a expressão facial, olha nos olhos, acena dizendo tchau e busca fazer amizade com os que estão presente nas sessões.

No entanto, cada criança tem suas necessidade e, portanto, os exercícios podem variar de criança para criança, bem como o tempo em que os resultados podem começar a ser notados. Conheça outras opções de tratamento para o autismo.

Benefícios da equoterapia

A equoterapia é uma ótima opção terapêutica principalmente para crianças com necessidades especiais, pois os exercícios realizados no cavalo altera a resposta do sistema nervoso central e permite melhora na postura e na percepção do movimento. Os principais benefícios da equoterapia são:

  • Desenvolvimento do afeto, devido ao contato da pessoa com o cavalo;
  • Estimulação da sensibilidade tátil, visual e auditiva;
  • Melhora da postura e do equilíbrio;
  • Aumenta a auto-estima e a auto-confiança, promovendo a sensação de bem-estar;
  • Melhora o tônus muscular;
  • Permite o desenvolvimento da coordenação motora e percepção dos movimentos.

Além disso, a equoterapia faz com que a pessoa se torne mais sociável, facilitando o processo de integração nos grupos, o que é muito importante.

Fonte tuasaude.com

Odontopediatra: saiba mais sobre a função desse profissional

O odontopediatra é o dentista focado no atendimento de crianças e adolescentes. Isso garante que o profissional esteja apto para atender qualquer demanda do público infantil. Conheça mais sobre esse profissional aqui: O que é odontopediatria? Assim como na medicina, a odontologia também possui áreas de especialização, em que cada uma possui um foco diferente. …

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Vacinação de crianças: os 39 países que aprovaram imunização de menores de 12 anos contra Covid

Ao menos 39 países já autorizaram ou já iniciaram o uso de vacinas contra Covid-19 em crianças (menos de 12 anos), sendo que a grande maioria aplica ou aplicará o imunizante da Pfizer/BioNTech para jovens de 5 a 11 anos.

Mas, além dessa, há diversas vacinas adotadas para essa faixa etária ao redor do mundo: Sinopharm, Sinovac (Coronavac) e Soberana 02.

Médicos, autoridades de saúde e cientistas têm afirmado que, dada a persistência da variante delta, o avanço acelerado da ômicron e a volta do ensino presencial, a vacinação de crianças é o próximo passo crucial no combate à pandemia.

“Os pais precisam entender a urgência da vacinação porque a pandemia ainda não acabou”, disse à BBC James Versalovic, patologista-chefe do Hospital da Criança do Texas (EUA).

O aval das autoridades americanas, por exemplo, foi dado após um grupo de especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da agência local de controle e regulamentação de alimentos e remédios (FDA) avaliar riscos e benefícios da vacinação de crianças contra a Covid-19.

Nos EUA, mais de 5 milhões de crianças já receberam a vacina contra Covid. Ao justificar a necessidade de vacinar as crianças, o CDC dos EUA diz que elas podem desenvolver casos graves de Covid-19 e que também podem ter complicações de saúde de curto e longo prazo desenvolvidas a partir da Covid.

Dados oficiais dos EUA apontam quase 1,8 milhão de casos de Covid em criança de 5 a 11 anos no país. Quase 200 morreram, e a maioria delas já tinha problemas de saúde crônicos.

A vacina é eficaz e segura para as crianças, segundo pesquisadores, agências reguladoras de diversos países (inclusive a Anvisa) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo análises de pesquisadores do órgão regulador dos EUA, a vacina da Pfizer/BioNTech tem eficácia de quase 91% na prevenção de Covid em crianças pequenas, uma resposta imunológica comparável à observada em pessoas de 16 a 25 anos. Nenhum efeito colateral sério foi identificado pelos pesquisadores.

A vacina para a faixa etária de 5 a 11 anos tem uma dosagem diferente (um terço da aplicada em adultos) e demanda agulhas menores.

Estima-se que a segunda dose seja concedida três semanas depois. Em razão dessas mudanças, os países precisam fazer novas encomendas com a Pfizer/BioNTech, em vez de fracionar as doses já adquiridas.

Na Europa, ao menos 23 países já aprovaram ou já iniciaram vacinação desta faixa etária contra a Covid-19.

São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Malta, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Suécia.

Há diversas diferenças nos programas adotados no continente europeu. Muitos decidiram imunizar todas as crianças dessa faixa etária, como Portugal.

Mas outros países vão começar a imunização apenas daquelas com alto risco de contrair a forma grave da Covid-19, como o Reino Unido, França, Finlândia e Suécia. Estima-se que a imunização seja ampliada nas próximas semanas nesses países.

Ao menos outros 16 países também já autorizaram ou começaram a vacinação de crianças, segundo dados reunidos pela agência de notícias Reuters e pela reportagem da BBC News Brasil.

São eles: Austrália, Bahrein, Brasil, Chile, China, Cuba, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Equador, EUA, Israel, Indonésia, Filipinas, Nova Zelândia, Singapura e Tailândia.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou em 16 de dezembro a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos.

Agora, a imunização desse público, na prática, depende do Ministério da Saúde. Mas o ministro Marcelo Queiroga disse que o assunto só terá uma definição em 5 de janeiro (entenda mais abaixo neste texto).

O primeiro país a aplicar vacinas em crianças pequenas foi a China, em junho, quando autoridades aprovaram o uso emergencial da vacina da fabricante Sinovac (parceira do Instituto Butantan no Brasil na produção da Coronavac) para jovens de 3 a 17 anos.

O país estabeleceu uma meta aproximada de vacinar 80% de sua população de 1,4 bilhão até o final do ano, um número impossível de atingir sem contemplar também um grande número de menores de 18 anos.

Em teoria, a vacina contra a Covid-19 é voluntária na China, embora alguns governos locais tenham dito que os alunos não terão permissão para voltar à escola neste semestre a menos que sua família inteira tenha sido vacinada com duas doses.

Essa mesma vacina Coronavac foi aprovada para uso emergencial em crianças acima de 6 anos em outros países, como Chile (setembro), Equador (outubro) e Indonésia (novembro).

Cuba, por sua vez, começou no início do mês a vacinação em crianças de dois a 18 anos com as vacinas produzidas no país, tornando-se o primeiro país do mundo a imunizar crianças tão pequenas. A campanha será feita em etapas para viabilizar a volta às aulas.

Em novembro, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein também autorizaram o uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech para crianças de 5 a 11 anos. Ambos os países já haviam aprovado o uso de outro imunizante, Sinopharm, semanas antes para jovens de 3 a 17 anos e de 3 a 11 anos, respectivamente.

Vacinação de menores de idade no Brasil

Por ora, a única vacina sendo aplicada no Brasil em menores de idade é a Comirnaty, desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, para jovens de 12 a 17 anos. O Instituto Butantan já fez um pedido para uso da Coronavac em menores de idade, mas a Anvisa solicitou mais dados dos estudos que fundamentam esse tipo de solicitação de uso.

A Anvisa autorizou em 16 de dezembro a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Agora, a imunização desse público, na prática, depende do Ministério da Saúde. Mas o ministro Marcelo Queiroga anunciou uma incomum e problemática consulta pública (feita inicialmente num site que só aceita 50 mil contribuições e que ficou horas inoperante), além de audiência pública, para tomar sua decisão. Queiroga disse ainda que o assunto só terá uma definição em 5 de janeiro.

O governo Bolsonaro tem dito também que exigirá prescrição médica para cada criança a ser imunizada, mas diversos estados brasileiros reagiram contra a medida “descabida” e disseram que não vão exigir qualquer aval médico, já que a vacina foi avalizada pela Anvisa e pelos técnicos do próprio Ministério da Saúde.

A vacina da Pfizer aprovada no Brasil para crianças tem dosagem e composição diferentes daquela que já está sendo utilizada para os maiores de 12 anos.

Queiroga disse que “a pressa é inimiga da perfeição”, ao comentar a vacinação de crianças. “Os pais terão a resposta no momento certo, sem açodamento.”

Mais de 300 crianças de 5 a 11 anos morreram de Covid no Brasil durante a pandemia, uma das taxas mais altas do mundo.

Para a infectologista Raquel Stucchi (Unicamp), “não ter pressa neste momento é colocar nossas crianças sob risco, é deixar que elas vivam em um ambiente inseguro”.

Stucchi diz que colocar a decisão da Anvisa em consulta pública é “uma aberração”.

“Nunca colocamos a decisão de introduzir vacinas no nosso calendário em consulta pública. Temos comitês de especialistas que assessoram o programa de imunizações para decidir pela inclusão ou não de nova vacina –seja para crianças, adultos, idosos ou gestantes. Esta decisão espelha a vontade explícita deste governo em bloquear, dificultar a vacinação das crianças contra Covid no Brasil”, diz a infectologista.

Além da imunização das crianças, a vacinação infantil é importante para ajudar a proteger quem está em volta delas –inclusive outras crianças que ainda não atingiram idade elegível para a vacinação e jovens e adultos que por motivos bastante específicos de saúde têm a imunidade fragilizada mesmo vacinados, por exemplo.

A aprovação para jovens de 12 a 17 anos da Pfizer/BioNTech, por exemplo, teve como base um estudo que reuniu 1.972 adolescentes, em que foi detectada uma taxa de eficácia de 100%.

O principal efeito colateral da vacina da Pfizer nos mais jovens tem sido a miocardite, um tipo de inflamação no músculo cardíaco. Mas os casos são considerados raríssimos e leves.

Segundo os cálculos (os mesmos usados pelo Ministério da Saúde), foram 16 indivíduos acometidos a cada 1 milhão de vacinados, e a maioria das inflamações cardíacas foi leve. Os acometidos se recuperaram após um tempo curto de tratamento e repouso. Também não foi observado nenhum infarto decorrente dessa complicação.

As autoridades ainda estão estudando se esse problema cardíaco é realmente causado pelos imunizantes ou se não há nenhuma relação, diz a médica Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, organização que trabalha com políticas públicas de imunização em vários países do mundo.

De acordo com o site do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, os sintomas mais comuns que aparecem nos adolescentes após a vacina são dor e vermelhidão no braço, cansaço, dor de cabeça, calafrios, febre e náuseas. Nem todas as pessoas sentem os incômodos –e, mesmo naquelas que apresentam esses efeitos colaterais, o quadro costuma ser leve e dura poucos dias, de acordo com a entidade americana.

E embora os adolescentes não estejam entre os mais afetados pela infecção com o coronavírus, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil entendem que levar essa proteção a eles é um passo natural, ainda que seja mais urgente e prioritário garantir a segunda dose aos adultos e dar uma terceira nos grupos vulneráveis.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude