Conselho Federal de Medicina diz que não mudará parecer sobre autonomia para receitar ‘kit Covid’

A conselheira federal do CFM (Conselho Federal de Medicina) Rosylane Nascimento das Mercês Rocha disse que o órgão não vai mudar o parecer sobre a autonomia do médico para receitar o medicamento que achar necessário contra a Covid-19.

Segundo ela, os médicos são livres para receitar os medicamentos do “kit Covid” para o chamado tratamento precoce, se acharem necessário e com o consentimento do paciente. Remédios como cloroquina e ivermectina, que costumam fazer parte desse rol, já se mostraram ineficazes contra a doença.

A declaração foi dada em audiência pública nesta quinta-feira (4) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, que ocorreu na Câmara dos Deputados.

“Sobre a medicação que está sendo prescrita, se o paciente concorda e ele [médico] se sente seguro em fazer essas prescrições, ele também está sendo protegido pelo parecer. O parecer não recomenda nenhum tipo de prescrição, nem de cloroquina nem de hidroxicloroquina nem de outra medicação”, disse.

“O que nós precisamos é ter mais humildade e aguardar mais estudos. As pessoas que são contrárias a determinadas terapêuticas só leem os artigos contrários. Aquelas que são favoráveis só leem, muitas vezes, os artigos que são favoráveis. A crítica, o raciocínio, a propriedade da ciência, da verdade não tem. O que a gente precisa é ter cautela, aguardar os estudos, orientar os médicos e respeitar a autonomia dos médicos e dos pacientes”, continuou.

Rocha ressaltou que somente os conselho regionais de medicina e o Conselho Federal de Medicina podem dizer o que é ético e o que não é ético, não são grupos de médicos.

A fala foi uma resposta a declaração da médica Ceuci de Lima Xavier Nunes, representante da Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia, que fez duras críticas ao posicionamento do CFM.

Nunes chamou de “desserviço” a decisão do conselho de não mudar o posicionamento depois de quase dois anos do início da pandemia da Covid-19. Para ela, a autonomia do médico tem limite, e o parecer induz à prescrição de medicamentos comprovadamente ineficazes.

“Eu acho que o CFM fez um grande desserviço ao Brasil e aos médicos com essa nota, causou perplexidade, inclusive. É incrível que a gente tenha sociedades médicas ligadas à doença como Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Pneumologia, Amib [Associação de Medicina Intensiva Brasileira], Sociedade Brasileira de Pediatria se posicionando contra a utilização dessas medicações e o CFM mantém mais de um ano e meio depois a mesma nota”, disse.

Ela lembrou a última votação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS), dizendo que há um alinhamento da entidade com o governo e o negacionismo. Das entidades, o CFM foi contrário ao relatório que não recomenda o “kit Covid” para pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19, em tratamento ambulatorial.

O posicionamento do CFM também foi criticado pelo deputado Jorge Solla (PT-BA), que comandava a audiência pública. Ele chegou a propor uma nova audiência para discutir até onde vai a autonomia médica.

Segundo ele, a audiência desta quinta (4) foi convocada após uma fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro.

Na ocasião, o presidente disse que a recomendação do CFM teria servido de fundamento técnico para a adoção do “tratamento precoce” como uma política pública no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

“Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina. Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial”, afirmou o presidente na ocasião.

Rocha aproveitou para dizer que desconhece a fala e o contexto, sendo que os informativos do conselho são direcionados a médicos. Outros profissionais não devem seguir as normativas. “Até onde me consta o presidente da República não é médico”, disse.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Tanchagem: para que serve e como usar

A tanchagem é uma planta rica em flavonoides, alcaloides, terpenoides, iridoides, mucilagem e outros compostos, o que garante as funções antibacteriana, antiviral e anti-inflamatória dessa planta. Por isso, a tanchagem é muito utilizada na preparação de remédios caseiros para tratar a gripe, o resfriado comum e inflamações da garganta, útero e intestino.

Além das propriedades antimicrobiana e anti-inflamatórias, a tanchagem também possui ação anticancerígena, desintoxicante, expectorante, depurativa, diurética, antiespasmódica, descongestionante, cicatrizante e laxante, no caso das sementes.

O nome científico da tanchagem é Plantago major e pertence a família das Plantagináceas. As partes da tanchagem que são utilizadas são suas folhas e sementes, podendo ser comprada em lojas de produtos naturais, farmácias e em algumas feiras livres.

Tanchagem: para que serve e como usar

Dessa forma, devido às suas propriedades, a tanchagem pode servir para:

1. Facilitar a cicatrização de feridas

Essa propriedade é devido ao fato da tanchagem ser rica em polifenóis, polissacarídeos e antioxidantes, que são responsáveis por proteger as células contra a destruição causada por mediadores inflamatórios, o que facilita a reparação dos tecidos.

2. Prevenir o surgimento de úlceras gástricas

Alguns estudos científicos indicam que as folhas e as sementes da tanchagem ajudam a prevenir a formação de úlceras gástricas, já que possuem a capacidade de diminuir a acidez do suco gástrico, aliviando o ardor e a dor no estômago.

Além disso, também é capaz de inibir a atividade da bactéria Helicobacter pylori, que quando não é identificada e tratada corretamente, pode levar à formação de úlceras no estômago.

3.  Controlar o açúcar no sangue

A tanchagem possui atividade antidiabética, isso porque melhora o mecanismo com que as células pancreáticas regular os níveis de açúcar no sangue. Além disso, também possui flavonoides, esterois e taninos, que são compostos que exercem efeito hipoglicêmico.

4. Combater a diarreia

Alguns estudos confirma que a tanchagem ajudam a melhorar os sintomas de diarreia por conter taninos, flavonoides e alcaloide, que reduzem a secreção e a acumulação de líquidos no intestino, exercendo efeito antidiarreico.

5. Combater infecções

Devido à presença de de polissacarídeos em sua composição, a tanchagem possui efeitos protetores contra algumas bactérias como o Streptococcus pneumoniae, assim como contra vírus, incluindo o adenovírus, sendo, por isso, muito utilizada no tratamento da gripe comum.

Além disso, as folhas dessa planta podem ser usadas na preparação do chá de tanchagem, que ajuda a fluidificar as secreções acumuladas nos brônquios, aliviando a tosse. Também pode ser utilizado para fazer gargarejo para tratar alterações na boca e na garganta, como afta, faringite, amigdalite e laringite, exercendo efeito anti-inflamatório e antibacteriano.

A tanchagem também possui ação contra bactérias associadas com infecções da pele e infecção do sistema urinário, como Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Candida albicans, por exemplo.

6. Prevenir o envelhecimento precoce

Por ser rica em antioxidantes, principalmente compostos fenólicos e flavonoides, a tanchagem evita o dano causado por radicais livres às células, prevenindo o envelhecimento precoce.

Como usar

As folhas de tanchagem pode ser usadas para temperar refeições, preparar o chá ou fazer um cataplasma para colocar na pele, ao mesmo tempo em que as suas sementes podem ser ingeridas.

Chá de tanchagem

Ingredientes

  • 3 a 4 g de chá de folhas de tanchagem;
  • 240 mL de água.

Modo de preparo

Colocar as folhas de tanchagem em na água fervente e deixar repousar por cerca de 3 minutos. Deixar amornar, coar e beber até 3 xícaras por dia.

Possíveis efeitos colaterais

Os principais efeitos colaterais da tanchagem incluem sonolência, cólica intestinal e desidratação.

Quem não deve usar

A tanchagem está contraindicada para grávidas, mulheres que estejam a amamentar e pacientes com problemas de coração. Além disso, não é indicado para pessoas que possuem obstrução intestinal, hipotensão e antes de procedimentos cirúrgicos. É necessário que o médico seja consultado quando a pessoa possui diabetes, já que as sementes de tanchagem podem diminuir muito os níveis de açúcar no sangue, podendo causar hipoglicemia.

Em relação às crianças, o uso da tanchagem deve discutido e orientado pelo pediatra, isso porque até o momento não foram realizados estudos dos efeitos dessa planta em crianças.

Fonte tuasaude.com

Cores de borrachinha de aparelho: saiba como cuidar

As cores de borrachinha de aparelho são uma das marcas registradas do tratamento ortodôntico pelo aparelho fixo. Confira aqui algumas dicas para manter as cores de borrachinha de aparelho durante a correção ortodôntica: O que é borrachinha de aparelho? As borrachinhas de aparelho são uma das peças características do tratamento pelo aparelho fixo metálico, juntamente …

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Governo de SP projeta flexibilizar uso de máscaras em 1º de dezembro

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (3) que projeta flexibilizar o uso de máscaras em ambientes abertos em todo estado a partir do dia 1º de dezembro.

A medida foi atribuída pelo governo de João Doria (PSDB) à queda dos números de casos e mortes causadas pela Covid. Há três dias consecutivos a capital paulista registra um óbito diário.

De acordo com João Gabbardo, coordenador executivo do comitê científico do estado, a decisão será tomada com base na análise de indicadores da pandemia, que inclui números de casos e de mortes, internações, taxa de transmissão e percentual de vacinação.

“Se continuarmos com esses indicadores em queda, é possível atingirmos esses indicadores até a última semana epidemiológica do mês de novembro e, para o início do mês de dezembro, é possível que haja a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos e sem aglomeração”, disse Gabbardo.

Para haver a flexibilização, será necessário chegar a 75% da população do estado vacinada, menos de 1.100 novos casos registrados por dia e abaixo de 300 internações diárias. Além disso, será preciso atingir a meta de até 50 óbitos diários.

Atualmente, o estado está perto de chegar na meta de flexibilização já que tem 87% da população adulta vacinada, cerca de 800 novos casos e 400 internações registradas por dia na média móvel, e 63 óbitos diários. “Essa previsão pode ficar prejudicada se as pessoas deixarem de usar máscaras e aumente a taxa de transmissão.”

Apesar de Gabbardo não ter fixado uma data para a liberação, Doria anunciou o dia 1º de dezembro como a projeção assumida pelo governo estadual. Doria também lembrou que o uso de máscaras é obrigatório por lei até 31 de dezembro deste ano, apesar da perspectiva de liberação.

De acordo com o secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, o fim do uso de máscaras será feito de forma gradual no estado. Primeiro, o fim da obrigatoriedade será em áreas abertas sem aglomeração, depois em ambientes externos com aglomeração e, por último, em ambientes fechados.

O secretário citou a previsão feita por especialistas de que uma terceira onda da pandemia estava prevista para o começo de setembro, o que não se confirmou devido à vacinação, segundo Gorinchteyn.

​O governador também anunciou nesta quarta-feira envio de ofício à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para liberar de forma urgente a vacinação de crianças a partir de 5 anos.

Mesmo diante do arrefecimento da pandemia, especialistas alertam para a importância de manter o uso da máscara em ambientes públicos.

Isso porque há evidências robustas de que a Covid-19 é transmitida principalmente pelo ar. A infecção se dá pela inalação de pequenas partículas expelidas pela pessoa doente, ainda que assintomática.

Decisões semelhantes já foram anunciadas em outros lugares como na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde o fim da obrigatoriedade de usar a máscara em ambientes abertos foi decretada na semana passada.

Recentemente, o governo de Pernambuco anunciou a liberação de festas de Réveillon no arquipélago de Fernando de Noronha. A partir de 17 de novembro o uso de máscaras não será mais obrigatório em espaços abertos de Noronha.

A previsão da primeira fase de flexibilização do uso de máscaras deve ocorrer exatamente um mês depois do fim das restrições no estado. Desde o último dia 1º festas, baladas, shows e eventos com torcida estão autorizados sem qualquer restrição de público em todo estado.

O distanciamento deixou de ser regra e passou a ser apenas uma recomendação das autoridades estaduais. A apresentação do passaporte da vacina continua obrigatória em eventos com mais de 500 pessoas.

Também na última segunda-feira, a capital paulista registrou apenas um óbito por Covid, o que colocou o município em patamares do início da pandemia, em março de 2020. A tendência de baixa nas notificações tem sido comemorada pela secretaria municipal de Saúde.

As liberações são vistas como o fim do Plano São Paulo, que foi estabelecido para coordenar a flexibilização das atividades econômicas no estado.

A retomada das atividades é resultado direto da vacinação no estado, que tem 87% da população adulta já com o esquema de vacina contra a Covid completo. Em relação a toda a população, 67,5% receberam as duas doses.

Especialistas, porém, alertam que ainda é cedo para liberar eventos que provoquem grandes aglomerações mesmo em ambientes abertos.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Chá de graviola: para que serve e como preparar

O chá de graviola é feito com as folhas, que é rica em acetogeninas, alcaloides, compostos fenólicos e vitaminas, o que faz com que esse chá tenha ação anti-inflamatória, anti-hipertensiva, imunomoduladora, antimicrobiana e antioxidante.

Assim, o chá de graviola pode ser usado para auxiliar no combate a febre e no tratamento de hipertensão, colesterol alto e diabetes, por exemplo, desde que recomendado pelo médico.

Apesar de possuir diversos benefícios para a saúde, o chá de graviola deve ser consumido com moderação, pois o consumo excessivo pode resultar em efeitos colaterais, como hipotensão, náuseas e vômitos.

Chá de graviola: para que serve e como preparar

Para que serve o chá de graviola

As folhas da graviola são ricas em fitoquímicos, como acetogeninas, alcaloides, compostos fenólicos, vitaminas e carotenoides, o que garante as propriedades anti-inflamatória, antidiabética, reguladora da temperatura e dos níveis de colesterol, hipotensiva, imunomoduladora, antimicrobiana, antioxidante, ansiolítica, cicatrizante e hepato e gastroprotetora. Assim, o chá de graviola pode servir para:

  • Aliviar a febre;
  • Combater a insônia, já que tem ação ansiolítica e sedativa;
  • Favorecer a cicatrização de feridas;
  • Auxiliar na regulação da pressão arterial;
  • Ajudar na regulação dos níveis de colesterol, prevenindo doenças cardiovasculares;
  • Auxiliar no tratamento da diabetes;
  • Melhorar a o funcionamento do sistema imune;
  • Combater e prevenir infecções causadas por bactérias, vírus ou parasitas, incluindo o responsável pela malária;
  • Proteger o fígado e o estômago, garantindo o bom funcionamento do organismo.

Apesar de ter diversas propriedades e benefícios, é importante que o consumo do chá de graviola seja feito de acordo com a recomendação do médico ou do fitoterapeuta. Além disso, o chá de graviola deve ser usados apenas como complemento terapêutico, não devendo substituir o tratamento indicado pelo médico. Conheça outros benefícios da graviola.

Como fazer o chá

O chá de graviola é fácil e rápido de fazer, podendo ser consumidas 2 a 3 xícaras de chá de graviola por dia, de preferência após as refeições.

Ingredientes

  • 10 g de folhas de graviola secas;
  • 1 litro de água fervente.

Modo de preparo

Para fazer o chá, basta colocar as folhas de graviola na água fervente e deixar por cerca de 10 minutos. Em seguida, deve-se coar e consumir quando estiver morno após as refeições.

Efeitos colaterais e contraindicações

Apesar da graviola possuir diversos benefícios, o consumo do chá de graviola deve ser orientado pelo fitoterapeuta ou nutricionista, pois o consumo em quantidades pode resultar em náuseas, vômitos, diminuição brusca da pressão e alterações intestinais, uma vez que devido às suas propriedades antimicrobianas, é capaz de eliminar as bactérias boas do organismo quando consumida em excesso.

Além disso, o consumo de graviola pelas grávidas não é indicado devido ao fato de poder resultar em parto prematuro ou aborto.

Fonte tuasaude.com

Ácido hialurônico valor: conheça suas vantagens e quanto custa

O valor do ácido hialurônico é uma das principais dúvidas feitas em meio a sessões de procedimentos estéticos. Isso devido a série de benefícios que o ácido hialurônico é capaz de proporcionar na pele. Conheça aqui o ácido hialurônico, quais são os seus efeitos e quanto custa a sua aplicação. O que é ácido hialurônico? …

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Como o estilo de vida dos ricos está acelerando as mudanças climáticas

Em 2018, o pesquisador Stefan Gössling e sua equipe passaram meses rastreando perfis nas mídias sociais de algumas das celebridades mais ricas do mundo: de Paris Hilton a Oprah Winfrey. Já o professor de turismo da Universidade Linnaeus, na Suécia, estava procurando evidências de quanto essas pessoas estavam viajando de avião.

A resposta foi: muito.

Bill Gates, a pessoa mais rica do mundo a encampar causas ambientais, esteve em 59 voos em 2017, de acordo com os cálculos de Gössling. Gates percorreu uma distância de cerca de 343.500 km. Ele viajou mais de oito vezes ao redor do mundo, gerando mais de 1.600 toneladas de gases de efeito estufa (o que equivale à média de emissões anuais de 105 americanos).

O objetivo de Gössling era tentar descobrir os níveis de consumo individual dos mega-ricos, cujos estilos de vida são frequentemente envoltos em segredo. Sua pesquisa coincidiu com um crescente movimento ambientalista, liderado pela ativista ambiental sueca Greta Thunberg, que vem destacando a importância da responsabilidade pessoal nas emissões de carbono. Voar, uma das formas de consumo mais poluentes em carbono, tornou-se um símbolo dessa nova responsabilidade.

“Quanto maior for seu rastro de carbono, maior será o seu dever moral”, escreveu Thunberg no The Guardian em 2019.

Nas últimas décadas, o foco tem sido a desigualdade global. Eventos e catástrofes como a crise financeira de 2008, a pandemia de covid-19 e os impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas tendem a atingir os mais pobres primeiro, e com mais força.

Mas em debates sobre como resolver a desigualdade, o consumismo é frequentemente deixado de lado.

Elite poluídora

“Cada unidade que você emite a mais significa que alguém precisa abrir mão [de fazer algo]”, diz Lewis Akenji, diretor-gerente do Hot or Cool Institute, um grupo de estudos baseado em Berlim. Como resultado, as enormes pegadas de carbono da elite econômica consolidam a desigualdade e ameaçam a capacidade do mundo de prevenir mudanças climáticas trágicas.

As estatísticas são impressionantes. Os 10% mais ricos do mundo foram responsáveis ​​por cerca de metade das emissões globais de carbono em 2015, de acordo com um relatório de 2020 da Oxfam e do Stockholm Environment Institute. O 1% mais rico foi responsável por 15% das emissões, quase o dobro dos 50% mais pobres do mundo — parcela responsável por apenas 7%, mas que sofrerá o peso das mudanças climáticas mesmo tendo a menor responsabilidade sobre elas.

Outro problema é que os ricos “comem” o “orçamento de carbono” restante (que é a quantidade máxima de gases do efeito estufa para nos manter o aquecimento em até 1,5ºC).

“Os mais ricos não estão cedendo espaço aos 50% mais pobres, que precisam aumentar suas emissões para realmente atender às suas necessidades”, diz Emily Ghosh, cientista da equipe do Instituto Ambiental de Estocolmo.

Dario Kenner, autor de Desigualdade de Carbono: O Papel dos Mais Ricos nas Mudanças Climática, cunhou o termo “elite poluidora” para descrever a parcela mais rica da sociedade que investe pesadamente em combustíveis fósseis e mantém um estilo de vida que causa forte impacto no clima.

Do jeito que está, a maioria das pessoas nos países ricos consome de uma maneira que está acelerando a catástrofe climática. Quando as emissões de produtos importados são levadas em consideração, um cidadão médio no Reino Unido emite 8,5 toneladas de carbono por ano, de acordo com o Hot or Cool Institute. Esse número sobe para 14,2 toneladas no Canadá, o país que virou alvo do estudo produzido pelo instituto.

Para o aquecimento global parar em um aumento de 1,5°C, esses números precisam ser drasticamente reduzidos para 0,7 toneladas por pessoa até 2050.

Quanto depende de cada um?

O consumo individual é uma questão espinhosa. O tema pode rapidamente se transformar em um debate banal sobre se o combate à mudança climática depende de ações individuais ou mais de ações sistêmicas por parte de governos e corporações. “Esta é uma falsa dicotomia”, disse Akenji. “Os estilos de vida não existem no vácuo, os estilos de vida são moldados pelo contexto.”

As pessoas vivem suas vidas dentro dos sistemas políticos e econômicos, que não são sustentáveis. Mas, sem abordar os estilos de vida dos mais ricos em nossas sociedades e o poder que eles têm, não seremos capazes de enfrentar as mudanças climáticas. “Os ricos definem o tom de consumo que todos aspiram. É aí que estão os efeitos tóxicos”, acrescenta Halina Szejnwald Brown, professora emérita de ciência e política ambiental na Clark University, nos Estados Unidos.

Considere a aviação, por exemplo. “Quando você começa a viajar de avião, você passa a pertencer a uma elite mundial”, diz Gössling. Mais de 90% das pessoas nunca voaram e apenas 1% da população mundial é responsável por 50% das emissões dos voos.

Da elite corporativa que viaja pelo mundo às celebridades que tornaram as viagens parte de suas marcas pessoais, esse comportamento ajudou a tornar um estilo de vida com alta emissão de carbono algo desejável, diz Gössling.

Os carros SUV, por exemplo, transportam presidentes, empresários, celebridades e artistas, além de cada vez mais famílias de classe média. O modelo tornou-se símbolo de status, apesar de seu alto impacto ambiental. Os SUVs, que representaram 42% das vendas globais de carros em 2019, foram o único setor automotivo a registrar um aumento nas emissões de carbono em 2020. O aumento do número de compradores de SUVs no ano passado anulou efetivamente os ganhos climáticos dos carros elétricos.

Domicílios grandes são outro problema. “Opções de moradia significam prestígio e status social”, escreve Kimberly Nicholas, cientista de sustentabilidade na Lund University, além de outros co-autores, em um estudo recente sobre o papel das pessoas ricas nas mudanças climática.

Na Europa, quase 11% das emissões residenciais são produzidas por 1% dos emissores, que possuem inúmeras e grandes casas.

Primeiras mudanças perceptíveis

Nos últimos anos, as normas sociais começaram a mudar. Na Suécia, o ativismo de Thunberg ajudou a inspirar o “flygskam” (palavra sueca para “vergonha de voar”), um conceito que levou as pessoas a se perguntarem o quanto deveriam viajar de avião.

O movimento gerou uma queda de 4% no número de passageiros nos aeroportos da Suécia em 2018, algo raro em um momento em que o número de passageiros estava aumentando no mundo. A pandemia, que reduziu drasticamente as viagens de negócios, provou que as videochamadas podem substituir as reuniões presenciais. Uma pesquisa da Bloomberg descobriu que 84% das empresas planejam gastar menos em viagens de negócios após a pandemia.

As pessoas também começaram a considerar o impacto da proteína animal, gerando um boom nos negócios de carnes e laticínios à base de vegetais. “Isso não vem de um decreto ou exigência de política governamental”, disse Peter Newell, professor de relações internacionais da Universidade de Sussex. “Ou seja, as empresas veem onde o mercado está mudando.”

Mas essas mudanças são lentas demais para a emergência em que nos encontramos, diz Kenner. “Estamos passando por pontos de inflexão climática, várias espécies estão em extinção.”

A questão é a velocidade das mudanças, e isso requer ações governamentais, explica. Impostos específicos sobre consumo poluente, como voos frequentes e consumo excessivo de carne, podem ajudar as pessoas a adotar comportamentos de baixo carbono mais rapidamente, diz Newell.

Para ele, as punições a comportamentos poluentes deveriam ser adotadas junto a investimentos que beneficiem a população como um todo.

Por exemplo, a receita de um imposto por passageiro frequente poderia ser investida em um sistema de transporte público mais barato ou mesmo gratuito; e o dinheiro de um “imposto sobre mansões” poderia ser usado para instalar energia elétrica em locais onde há escassez do recurso.

O problema, entretanto, é se os mais ricos podem simplesmente absorver esses custos e tudo continuar como antes. Uma ideia mais radical é uma alocação pessoal de carbono (PCA), em que os indivíduos recebem um limite igual de emissões de carbono, e essa quantia é negociável ​​entre eles. Se alguém quer emitir mais, ela deve comprar cotas indesejadas de outras pessoas. Versões de um PCA foram exploradas na Irlanda, França e Califórnia.

Em 2018, o governo do Reino Unido analisou a viabilidade de um projeto como esse, mas concluiu que um PCA seria muito caro, difícil de administrar e improvável de ser socialmente aceito.

Mas, no contexto de uma emergência climática e de uma pandemia — que obrigou as pessoas a aceitarem restrições individuais em nome do benefício coletivo —, essa pode ser uma política que vale a pena reconsiderar, de acordo com análises recentes.

Um PCA é atraente em algum nível, diz Newell, “porque torna muito claro quais são nossos direitos per capita”.

Mas ele acrescenta: “Essa é uma versão extrema da responsabilidade individual. Ela pode acabar punindo injustamente pessoas que, por exemplo, vivem em áreas com poucas opções de transporte público.”

Outra ideia de política que está ganhando popularidade é a “edição de escolha”, em que os governos restringem a entrada no mercado de produtos de alto consumo de carbono, como jatos particulares ou megaiates.

A ideia é que as opções de baixo carbono, muitas das quais já existem, vão preencher essa lacuna. A escolha de opções pode parecer radical, mas não é nova, diz Akenji. O governo do Reino Unido, por exemplo, usa o sistema por razões de segurança pública para proibir a venda de armas ou carros sem cintos de segurança.

“Desfazer comportamentos que não são sustentáveis ​​é muito mais difícil do que impedir que esses produtos ​​cheguem ao mercado”, concluiu um relatório de abril sobre mudança de comportamento de autoria de Newell.

Risco político

Mesmo com o tempo se esgotando para lidar com a mudança climática, muitos governos resistem a aplicar políticas de mudança de comportamento por medo de que elas sejam eleitoralmente impopulares, além de desagradar os mais ricos.

O controle dos mais ricos sobre os governos por meio de lobby e grandes doações feitas por eles proporciona a essa parcela da sociedade grande vantagem na diluição de ações que combatam as mudanças climáticas, além de moldar as opções disponíveis para todos, explica Kenner. “Existe este outro futuro, este futuro alternativo, que nos está sendo negado diariamente”, insiste.

Para todas as políticas que visam o comportamento do consumidor, em última análise, é muito difícil reduzir as emissões se não houver opções para que as pessoas tenham uma vida com baixo teor de carbono. “Há muito o que fazer para construir uma sociedade mais sustentável e isso vai além de apenas reduzir o tamanho de jatos particulares e iates de luxo”, diz Ghosh.

Alguns governos estão fazendo grandes mudanças. O País de Gales, por exemplo, suspendeu o investimento na construção de novas estradas para cumprir as metas de emissões.

A Holanda propôs reduzir o número de seu rebanho de gado em 30% para reduzir a poluição.

Já cidades do Reino Unido, como Norwich e Exeter, começaram a construir habitação social com uso de energia limpa.

Outros focam no papel da publicidade na promoção do consumo poluente.

“As pessoas tentam marcar seu lugar na sociedade se diferenciando daqueles que estão abaixo delas”, diz Brown. “E a propaganda constroi toda uma indústria com base nessa insegurança.”

Em 2021, Amsterdã proibiu anúncios de produtos com altas emissões, incluindo SUVs e voos baratos de curta distância, seguindo os passos de cidades como São Paulo e Chennai (Índia), que proibiram ou limitaram estritamente a publicidade em outdoors. “Mas isso realmente não é suficiente, “diz Akenji.

O ritmo é muito lento e o tempo está acabando. Os governos precisam reformar a infraestrutura, colocando a sustentabilidade no centro da política, diz ele.

Isso significa criar redes de transporte público rápidas, extensas e acessíveis; “descarbonizar” a eletricidade; construir casas mais densas e bem isoladas; proibir o uso de carros movidos a gasolina e considerar medidas como uma semana de trabalho de quatro dias.

Os governos e os ricos, com seu enorme papel de influenciar as normas sociais, também podem ajudar a mudar a narrativa de que ações para combater as mudanças climáticas causam perda da liberdade individual e de qualidade de vida.

“As coisas que se mostraram mais sustentáveis ​​do ponto de vista ambiental quase sempre são melhores para o nosso próprio bem-estar e coesão social”, disse Akenji.

Comer menos carne traz benefícios para a saúde. Ter menos SUVs e carros movidos a gasolina aumentam a qualidade do ar e ajudam a reduzir as mortes por poluição do ar. E uma semana de trabalho de quatro dias poderia permitir um melhor equilíbrio entre vida profissional e familiar, mais tempo para a família e menores custos com cuidados com os filhos para os pais.

“Ninguém se levanta de manhã e diz: ‘Hoje vou arruinar o meio ambiente.'” diz Akenji.

As pessoas consomem por muitos motivos — para satisfazer suas necessidades, mostrar afeto, se sentir bem ou porque se sentem pressionadas pela publicidade ou expectativas sociais. Poucas pessoas realmente questionam seu consumo, diz Brown. “E essas são perguntas muito profundas: ‘Quem sou eu e o que preciso para ter uma vida boa?’ Quero dizer, quantas pessoas querem parar para fazer essa pergunta?”.

Ações individuais não serão suficientes para lidar com a mudança climática, diz Akenji. Mas nossas escolhas e ações são importantes. “Acho que todos devemos nos tornar ativistas políticos de uma forma ou de outra”, diz ele. “O que vamos fazer é cobrar decisivamente nossos governantes e exigir que eles cumpram seus compromissos.”

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

10 remédios caseiros para infecção urinária e como fazer

Os remédios caseiros para infecção urinária como o chá de dente de leão ou a infusão de salsinha, por exemplo, possuem ação antibacteriana, diurética e anti-inflamatória, ajudando a eliminar as bactérias das vias urinárias, aliviar os sintomas como dor ou queimação ao urinar e acelerar a recuperação.

A infecção urinária geralmente é causada por alterações no equilíbrio da microbiota da região genital, por segurar a urina por muito tempo ou beber pouca água durante o dia, levando a uma inflamação da uretra, bexiga ou rins, causando os sintomas de dor, vontade frequente de urinar ou sensação de peso na bexiga, por exemplo. Veja outros sintomas da infecção urinária.

Embora não sirvam para substituir o tratamento médico, os remédios caseiros são uma boa opção para ajudar a aliviar a dor e o desconforto causado pela infecção urinária, podendo ser usados para complementar o tratamento indicado pelo médico. Esses remédios caseiros são preparados com ingredientes naturais encontrados em farmácias ou lojas de produtos naturais.

10 remédios caseiros para infecção urinária e como fazer

1. Chá de cavalinha

O chá de cavalinha possui forte ação diurética por ter na sua composição flavonóides, como quercetina e apigenina, e compostos fenólicos, como os ácidos cafeico e cinâmico, que agem aumentando a eliminação da urina, o que ajuda a eliminar as bactérias do trato urinário, combatendo a infecção urinária.

Ingredientes

  • 1 colher (de sopa) do talo seco da cavalinha;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar o talo seco da cavalinha na xícara de água fervente e deixar repousar por cerca de 5 a 10 minutos. Coar e beber até 2 xícaras por dia, de preferência após as principais refeições do dia.

O chá de cavalinha não deve ser utilizado por mais de 1 semana seguida, para evitar desidratação e eliminação de alguns minerais essenciais para o corpo, e causar efeitos colaterais como diarreia, dor de cabeça forte, perda de peso, pancreatite, alteração da frequência cardíaca e fraqueza muscular.

Este chá não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação ou por pessoas com insuficiência cardíaca, pressão baixa e doenças renais, por exemplo, devido à sua capacidade de diminuir a pressão arterial e de possuir forte efeito diurético.

2. Chá alho e gengibre

O chá de alho e gengibre tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias devido à alicina, presente no alho, e compostos fenólicos como o gingerol, chogaol e zingerona, do gengibre, que ajudam a combater os sintomas da infecção urinária como dor ou queimação ao urinar.

Além disso, esse chá ajuda a fortalecer o sistema imunológico e diminuir a duração da infecção urinária.

Ingredientes

  • 3 dentes de alho descascados e cortados ao meio;
  • 1 cm de raiz de gengibre ou ½ colher de chá de gengibre em pó;
  • 3 xícaras de água;
  • Mel para adoçar (opcional).

Modo de preparo

Ferver a água com o alho. Retirar do fogo e acrescentar o gengibre e o mel. Coar e servir a seguir.

O gengibre não deve ser consumido por pessoas que usam anticoagulantes, e por isso deve ser retirado do chá nesses casos.

3. Chá de dente de leão

O chá de dente de leão é rico em substâncias como nitrilos, ácido fenilacético e desidrovomifoliol, com ação diurética e antibacteriana, que ajudam a aumentar a eliminação da urina e diminuem a quantidade de bactérias nas vias urinárias, ajudando a combater a infecção urinária.

Ingredientes

  • 1 colher (de sopa) de raiz de dente de leão;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar a raiz de dente de leão na xícara com água fervente e deixar repousar durante 10 minutos. Coar, deixar amornar e beber até 3 vezes ao dia.

Este chá não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação.

4. Suco de romã

O suco de romã é rico em substâncias antibacterianas como triterpenos, esteróides, glicosídeos, taninos, e vitamina C, que aumentam a acidez da urina e impedem o crescimento de bactérias que causam a infecção urinária como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae.

Ingredientes

  • 2 a 3 romãs maduras;
  • 1 copo de água.

Modo de preparo

Cortar as romãs ao meio e retirar as sementes. Bater no liquidificador as sementes das romãs juntamente com a água. Coar e beber em seguida.

5. Infusão de salsinha

A infusão de salsinha, além de ser um forte diurético natural, também ajuda na saúde dos rins, permitindo eliminar mais rapidamente a urina, o que ajuda a eliminar as bactérias do trato urinário, combatendo a infecção urinária.

Ingredientes

  • 1 punhado de salsinha;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Cortar a salsinha em pequenos pedaços e adicionar na xícara de água fervente. Deixar repousar por 5 a 7 minutos. Coar as folhas de salsinha, deixar amornar e beber até 3 vezes por dia.

A infusão de salsinha não deve ser usada por mulheres grávidas ou por pessoas com insuficiência renal ou cardíaca.

6. Suco de cranberry

10 remédios caseiros para infecção urinária e como fazer

O suco de cranberry, também conhecido como oxicoco ou arando silvestre, possui uma alta concentração de proantocianidinas, flavonoides, terpenoides, catequinas, ácidos cítrico e málico, que são substâncias que agem dificultando a aderência de bactérias no trato urinário, especialmente da Escherichia coli.

Assim, este suco ajuda a tratar e prevenir infecções nos rins, uretra e bexiga, sendo uma boa opção de remédio caseiro para infecção urinária e pode ser usado na gravidez. Veja outras dicas para o tratamento da infecção urinária na gravidez.

Ingredientes

  • 2 a 3 colheres (de sopa) de cranberry desidratada;
  • 1 copo de água.

Modo de preparo

Bater no liquidificador a cranberry junto com a água. Coar e beber em seguida de 1 a 3 vezes por dia.

Outra opção para utilizar a cranberry para infecção urinária, é tomar na forma de cápsulas, podendo-se utilizar de 1 cápsula de 300 a 400 mg, 1 a 2 vezes por dia. O uso das cápsulas não é recomendado para mulheres grávidas ou em amamentação devido aos componentes da fórmula.

7. Chá de uva-ursi

O chá de uva-ursi tem propriedades antissépticas, diuréticas e anti-inflamatórias por conter na sua composição substâncias como arbutina, hidroquinona e hidroxiacetofenona, que aumentam a eliminação da urina, limpam e diminuem o inchaço das vias urinárias.

Além disso, alguns estudos mostram que a uva-ursi tem atividade antimicrobiana, diminuindo a proliferação de microrganismos, especialmente a bactéria Escherichia coli (E. coli) que causa infecção na bexiga, uretra e rins e, por isso, é uma ótima opção de remédio caseiro para infecção urinária.

Ingredientes

  • 2 colheres (de sopa) de folhas secas de uva-ursi;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo

Ferver a água junto com as folhas de uva-ursi por aproximadamente 15 minutos. Coar e beber de 2 a 3 xícaras por dia, por no máximo 5 dias.

Este chá não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação, crianças menores de 12 anos e por pessoas com problemas de estômago como gastrite ou úlcera, por exemplo.

O chá de uva-ursi pode causar efeitos colaterais quando usado em quantidades maiores do que as recomendadas, causando sintomas como zumbido no ouvido, náusea, vômito, sensação de falta de ar ou convulsões.

8. Tintura de capuchinha

A tintura de capuchinha que possui propriedades antibióticas, antissépticas e diuréticas, que diminuem a proliferação bacteriana nas vias urinárias e estimulam a produção de urina.

Ingredientes

  • 20 a 50 gotas de tintura de capuchinha;
  • ½ xícara de água morna.

Modo de preparo

Misturar muito bem todos os ingredientes e tomar a seguir. Este remédio deve ser ingerido de 3 a 5 vezes ao dia. Pode-se comprar a tintura de capuchinha em lojas de produtos naturais e em algumas farmácias de homeopatia.

9. Chá de vara-de-ouro

O chá de vara-de-ouro também é um excelente remédio caseiro para infecção urinária porque esta erva tem ação diurética e anti-inflamatória que aumenta a produção de urina, diminuindo assim o tempo de permanência da urina na bexiga e o desenvolvimento de bactérias.

Ingredientes

  • 2 colheres (de sopa) das folhas secas de vara-de-ouro;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as folhas de vara-de-ouro na água fervente e deixar descansar por 10 minutos. Coar e beber 1 xícara deste chá várias vezes ao dia.

10. Chá de rábano-silvestre

O chá de rábano-silvestre possui propriedades anti-sépticas, antimicrobianas e anti-inflamatórias que aliviam os sintomas de dor ou queimação ao urinar e diminuem a quantidade de bactérias nas vias urinárias, ajudando a combater a infecção urinária.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de folhas secas rábano-silvestre;
  • 1 xícara de água.

Modo de preparo

Ferver a água e depois acrescentar as folhas secas de rábano-silvestre. Deixar repousar por 5 minutos, coar e beber de 2 a 3 xícaras por dia.

Conheça outras estratégias para combater a infecção urinária naturalmente:

Fonte tuasaude.com

Preenchimento com ácido hialurônico: conheça os seus benefícios

O preenchimento com ácido hialurônico é um dos principais procedimentos estéticos que podem ser feitos no consultório odontológico. Conheça aqui o procedimento e em que a aplicação pode te beneficiar: O que é ácido hialurônico? O ácido hialurônico pode ser encontrado naturalmente no corpo humano. Contudo, com o tempo e devido ao processo de envelhecimento, …

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PL da Cannabis ainda pode ir direto para o Senado, diz presidente da Comissão

Na semana passada, a notícia de que o PL 399-2015 seria voltado na Câmara dos Deputados causou alvoroço –principalmente por parte dos empresários.  Nesta segunda -feira, 1, o presidente da Comissão Especial da Cannabis, Paulo Teixeira (PT-SP) disse que não é bem assim, que “foi um mal entendido”. Segundo ele, “algumas pessoas compreenderam de fato que o PL da Cannabis (como é chamado) iria direto ao plenário. Porém, na verdade, primeiro haverá a votação do recurso – e não o Projeto de Lei.  O instrumento pede a votação na Câmara dos Deputados”

Explicando em miúdos, como o PL 399 – 2015 foi aprovado pela Comissão Especial da Cannabis Medicinal em junho.  A matéria poderia ir direto para a apreciação dos senadores. Poucos dias depois, a oposição, os que são contra o texto, entrou com o recurso para impedir o processo natural.

“Do ponto de vista do amadurecimento do texto, não há melhorias a fazer que justificasse isso. O projeto foi elaborado, amadurecido e aprovado pela Comissão”, diz Teixeira. Ir para a Câmara dos Deputados, ao que parece, faz parte de uma manobra para criar mais dificuldades.

O PL em questão regula o plantio e o comércio da Cannabis medicinal e do cânhamo industrial. Agora, aguardemos para ver se essa novela chega logo ao ponto que interessa aos pacientes: a regulamentação do setor no sentido de o Brasil ter medicamentos a preços mais acessíveis.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude