Remédios proibidos e permitidos na amamentação

A maioria dos medicamentos passa para o leite materno, porém, muitos deles são transferidos em pequenas quantidades e, mesmo quando presentes no leite, podem não ser absorvidos no trato gastrointestinal do bebê. No entanto, sempre que for necessário tomar um remédio durante a amamentação, a mulher deve primeiro falar com o médico, para verificar se o remédio é perigoso,se deve evitá-lo, se é necessário suspender a amamentação ou se pode usar de forma segura. 

Em geral, as mães que amamentam devem evitar o uso de medicamentos, no entanto, se for mesmo necessário, devem optar pelos mais seguros e por aqueles que já estejam estudados e que sejam pouco excretados no leite materno, de forma a evitar riscos para a saúde do bebê. Os medicamentos de uso prolongado pela mãe, geralmente, acarretam um maior risco para o bebê, devido aos níveis que podem atingir no leite materno.

Remédios proibidos e permitidos na amamentação

Remédios que a mulher não pode tomar

Alguns exemplos de remédios que não devem, em momento algum, ser usados durante a lactação são: 

Ácido acetilsalicílico

Brometos

Diazepam

Isotretinoína

Propoxifeno

Acitretina

Bromocriptina

Dietilestilbestrol

Lítio

Remédios para quimioterapia

Alfalutropina

Cabergolina

Dissulfiram

Linezolida

Remédios à base de iodo

Amiodarona

Carisoprodol

Domperidona

Lisurida

Reserpina

Alfalutropina

Cetorolaco

Doxepina

Meperidina

Selegilina

Anfepramona

Ciclofosfamida

Ergotamina

Metoclopramida

Sinvastatina

Anfetaminas

Ciclosporina

Estradiol ou etinilestradiol

Metotrexato

Tamoxifeno

Anticoncepcionais orais combinado

Cloranfenicol

Etretinato

Mifepristona ou Misoprostol

Tretinoína

Anticoagulantes

Clomifeno

Fenindiona

Oxicodona

Sais de ouro

Antipirina

Codeína

Ganciclovir

Pentazocina

Verteporfina

Atenolol

Descongestionantes nasais

Leuprolida

Pseudoefedrina

Zonisamida

No caso de ser necessário realizar o tratamento com algum desses remédios, o uso deve ser feito somente com indicação e orientação médica, sendo necessário interromper a amamentação. 

Outros remédios que necessitam da interrupção da amamentação, são os contrastes radiológicos de iodo, cobre, gálio, índio, tecnécio ou sódio radioativo, devendo-se interromper a lactação conforme orientação médica. 

Além disso, algumas plantas medicinais não devem ser usadas durante a amamentação como camomila, borragem, confrei, black cohosh ou erva de são cristóvão, kombucha, kava-kava, equinácea, ginseng, ginkgo biloba, hipéricum ou erva de são joão, feno grego ou valeriana.

Remédios que podem ser usados durante a amamentação

Os medicamentos que podem ser usados na amamentação de forma segura são o paracetamol ou ibuprofeno, para o tratamento de sintomas de gripes ou resfriados como febre, mal estar ou dor no corpo, por exemplo. No entanto, nenhum deles deve ser usado sem orientação médica.

Além disso, alguns antibióticos ou antidepressivos, podem ser receitados pelo médico que deve orientar os horários corretos de tomar e a necessidade ou não de interromper a amamentação durante seu uso. 

Saiba também quais os chás permitidos e proibidos na amamentação

A dipirona é indicada na amamentação?

A dipirona não é indicada para uso durante a amamentação, pois estar presente no leite por até 48 horas após uma dose e passar em grandes quantidades para o bebê através do leite materno, podendo levar ao surgimento de reações adversas no bebê como cianose, que é uma coloração azulada da pele, unhas ou boca, ou agranulocitose, que é uma diminuição da quantidade de glóbulos brancos do sangue. Entenda melhor o que é a agranulocitose.  

Por isso, a dipirona não é recomendada para ser usada na amamentação, a menos que recomendado pelo médico.

O que fazer antes de tomar um remédio durante a amamentação?

Antes de decidir usar um remédio durante a lactação, a mulher deve:

  • Verificar juntamente com o médico se é necessário tomar o medicamento, pois o médico deve avaliar os benefícios e os riscos;
  • Preferir medicamentos estudados que sejam seguros em crianças ou que sejam pouco excretados no leite materno;
  • Preferir remédios de aplicação local, quando possível;
  • Definir bem os horários de uso do medicamento, de forma a evitar picos de concentração no sangue e no leite, que coincidam com o horário das mamadas;
  • Optar, quando possível, por remédios contendo apenas uma substância ativa, evitando aqueles que tenham muitos componentes, como por exemplo antigripais, preferindo tratar os sintomas mais evidentes, com o paracetamol, para aliviar a dor ou a febre, ou a cetirizina para tratar os espirros e a congestão nasal, por exemplo;
  • Observar o bebê, caso a mulher necessite usar algum medicamento, de forma a detetar possíveis efeitos colaterais, tais como alterações dos padrões alimentares, hábitos de sono, agitação ou distúrbios gastrintestinais, por exemplo;
  • Evitar remédios de ação prolongada, por serem mais difíceis de eliminar pelo organismo;
  • Retirar o leite com antecedência e guardar no congelador para alimentar o bebê no caso de interrupção temporária da amamentação. Saiba como armazenar o leite materno corretamente.

Esses cuidados devem ser adotados sempre que o médico indicar algum remédio para a mulher durante o período de amamentação, para que sejam utilizados de forma segura e detectados efeitos colaterais no bebê. 

É importante ressaltar que o uso de remédios durante a lactação só deve ser feito com orientação médica, evitando o uso por conta própria.

Fonte tuasaude.com

Lesão na boca: o que é, suas causas, prevenção e tratamento

A lesão na boca possui várias causas. Assim como os motivos que a provocam, existem vários tipos de lesões na boca. Logo, é importante conhecer os tipos de lesões que existem, pois elas podem se diferenciar de acordo com a forma que surgem e como se agravam. Vejamos a seguir tudo sobre a lesão na …

Brasil precisa comprar mais 220 milhões de doses para garantir vacinação em 2022

O Ministério da Saúde prevê a compra de 220 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para a campanha de imunização de 2022. O investimento estimado é de R$ 11 bilhões.

Há ainda previsão de sobra de 134 milhões de doses de 2021. Ao todo, portanto, o plano envolve 354 milhões de doses, mas a pasta estima que serão necessários 340 milhões de vacinas —ou seja, há uma margem de 14 milhões— no próximo ano para ampliar a dose de reforço para toda a população.

O governo priorizou os imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca para o próximo ano. Segundo a pasta, os contratos para a aquisição de vacinas estão em fase final de celebração.

O contrato com a farmacêutica Pfizer prevê a entrega de 100 milhões de doses ao longo de 2022, com opção de compra de mais 50 milhões.

Um segundo contrato prevê também a aquisição de 120 milhões de vacinas AstraZeneca da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com opção de compra de outros 60 milhões de doses.

O Ministério da Saúde pediu à equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) o aumento de R$ 1,4 bilhão no orçamento de 2021 para garantir a compra de 100 milhões de vacinas da Pfizer para a campanha de 2022.

O recurso extra, que deve ficar dentro do teto de gastos —regra que limita o aumento das despesas públicas—, seria usado para pagar antecipadamente 20% do contrato de R$ 7 bilhões com a Pfizer, uma imposição da farmacêutica na negociação pelas doses.

A Pfizer disse, em nota, que não comenta detalhes das negociações que mantém com o governo. Também procurada, a Fiocruz não havia respondido até a conclusão desta reportagem.

Mesmo com os recursos pendentes, a pasta não fez alteração nos planos de compras para a imunização contra a Covid no próximo ano, anunciados desde o dia 8 de novembro.

A previsão é distribuir apenas uma dose de reforço no público de 12 a 59 anos de idade, e uma dose por semestre para a população com mais de 60 anos de idade e imunossuprimidos.

O ministério também planeja vacinar crianças contra o novo coronavírus no próximo ano. A previsão é que 70 milhões de doses sejam destinadas ao público infantil.

“A possível necessidade de aplicação de mais doses de vacinas Covid-19 ainda é estudada pelo corpo técnico da pasta”, disse o Ministério da Saúde, em nota.

A etapa de imunização que envolve os mais jovens depende de aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência recebeu recentemente pedido da Pfizer para imunização do grupo de 5 a 11 anos de idade.

O Instituto Butantan, responsável no Brasil pela produção da Coronavac, teve pedido negado em agosto para vacinar crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Desde então o processo está emperrado, sem a apresentação formal de um novo pedido de uso pelo instituto paulista.

Na semana passada, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) afirmou que há doses garantidas para o próximo ano. “Em relação a 2022 nós estamos completamente seguros, ao contrário do que se diz que o ministério não planeja, se o ministério não planejasse não estaria na situação que estamos aqui”, disse.

Em anúncio feito na última terça-feira (16), o Ministério da Saúde liberou a dose de reforço da vacina contra Covid para todas as pessoas com 18 anos ou mais. A aplicação da nova injeção será realizada cinco meses após o esquema vacinal básico para todos os adultos.

A secretária extraordinária de Enfrentamento da Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, afirmou que as doses de reforço das vacinas contra o novo coronavírus devem ajudar a barrar uma nova onda da pandemia no Brasil.

Segundo Melo, o país dificilmente chegará a um cenário de aumento de casos e mortes, como ocorre hoje na Europa, com a ampliação da imunização.

A orientação é que o reforço seja aplicado, preferencialmente, com a vacina da Pfizer. Na falta desse imunizante, pode ser aplicada a AstraZeneca ou a Janssen.

Para as pessoas que já tomaram uma vacina heteróloga entre a primeira e segunda dose —ou seja, produtos de fabricantes diferentes—, a vacina da Pfizer é que deve ser aplicada.

A decisão foi tomada após os resultados preliminares de um estudo da Universidade de Oxford sobre a dose de reforço, encomendado pelo Ministério da Saúde, mostrarem que o esquema heterólogo aumenta significativamente a imunidade.

“A vacina a ser utilizada para a dose de reforço deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independentemente do esquema vacinal primário”, afirmou nota técnica do ministério.

O anúncio da aplicação de uma segunda dose e de dose de reforço da vacina da Janssen para a Covid-19, também feito pelo Ministério da Saúde no dia 16, pegou de surpresa gestores de saúde, a Anvisa e até o laboratório produtor da vacina.

Segundo o anúncio da pasta, o imunizante, que vinha sendo usado em dose única, agora passa para o regime de duas aplicações, como já ocorre com as injeções da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac.

A segunda dose deve ser aplicada dois meses após a primeira na população adulta. Já a dose de reforço deve ser usada após cinco meses do esquema primário completo. A recomendação é que seja com imunizante diferente, preferencialmente da Pfizer.​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Histeroscopia: o que é, como é feita e quando é indicada

A histeroscopia é um procedimento ginecológico que permite identificar e tratar eventuais alterações existentes dentro do útero, como pólipos, miomas, sangramentos uterinos e alterações anatômicas, por exemplo.

A histeroscopia é feita usando um equipamento chamado histeroscópio, que tem aproximadamente 10 milímetros de diâmetro, e que contém uma microcâmera em sua extremidade, permitindo visualizar o útero. 

Esse procedimento deve ser realizado na primeira quinzena da menstruação, quando a mulher já não estiver menstruada, não podendo ser feita na gravidez e na presença de infecção vaginal, devendo ser realizado pelo ginecologista.

Histeroscopia: o que é, como é feita e quando é indicada

Tipos de histeroscopia

De acordo com o objetivo, a histeroscopia pode ser de dois tipos:

  • Histeroscopia diagnóstica: tem como objetivo a visualização interna do útero para diagnosticar possíveis alterações ou doenças. Saiba mais sobre a histeroscopia diagnóstica;
  • Histeroscopia cirúrgica: tem como objetivo tratar as alterações existentes dentro do útero. Assim, a histeroscopia cirúrgica é indicada no tratamento de pólipos, miomas, espessamento do endométrio, malformações da cavidade uterina, entre outros problemas. Entenda como é feita a histeroscopia cirúrgica.

A histeroscopia diagnóstica é feita no próprio consultório do ginecologista e não dói, no entanto algumas mulheres podem sentir um leve desconforto durante a realização do exame, no entanto quando a passagem do útero é mais estreita, esse exame pode ser realizado sob anestesia local.

No caso da histeroscopia cirúrgica, como se trata de um procedimento mais delicado em comparação à cirúrgica, é indicado que seja feita sob anestesia geral ou raquidiana.

Como é feita

Tanto na histeroscopia cirúrgica quanto na diagnóstica, é utilizado um equipamento chamado histeroscópio, que contém na sua extremidade uma microcâmera para permitir a visualização do útero. Para favorecer a visualização das estruturas uterinas, é aplicado dióxido de carbono em forma de gás ou fluido, que permite a dilatação do útero.

Após a dilatação adequada do útero, é iniciado o procedimento de acordo com o seu objetivo. No caso da histeroscopia diagnóstica, é feita a observação do útero e caso seja identificada qualquer alteração, é feita a remoção de uma pequena porção da região que é enviado para o laboratório para análise.

Já no caso da histeroscopia cirúrgica, além do histeroscópio, são também introduzidos no canal vaginal os equipamentos cirúrgicos para que o procedimento seja realizado, durando em média 1 hora.

Quando é indicada

A histeroscopia pode ser indicada para diagnosticas ou tratar as seguintes situação:

  • Identificar ou retirar pólipo uterino endometrial;
  • Identificar e retirar miomas uterinos submucosos;
  • Espessamento endometrial;
  • Avaliação de sangramentos uterinos;
  • Avaliação de causas de infertilidade;
  • Investigar defeitos na anatomia do útero;
  • Realização de cirurgia de laqueadura tubária;
  • Investigar a existência de câncer no útero.

Além disso, a histeroscopia também é indicada para indicar ou controlar cirurgias realizadas no útero. 

Já a histerossalpingografia é um exame também muito utilizado para identificar alterações no útero e nas trompas de falópio, entretanto utiliza uma técnica diferente, com a injeção de contraste no útero e realização de raios-x, que podem demonstrar a anatomia destes órgãos. Entenda como é feita e para que serve a histerossalpingografia.

Fonte tuasaude.com

O que é a ‘matéria escura’ da alimentação, que pode ajudar na prevenção do câncer

“Alho faz bem para a saúde”. Uma frase dita há milhares de anos pela humanidade e que você certamente já ouviu. É muito mais recente, no entanto, o entendimento pela ciência de como o alho faz bem à saúde. Para isso, foi necessário decifrar sua composição química.

O composto alicina, por exemplo, inibe a proliferação de células que espalham o câncer de cólon — e de quebra é o responsável pelo aroma do alho quando ele é ralado fresco. Já a luteolina oferece propriedades que ajudam a evitar câncer e doenças cardíacas, apontam alguns estudos.

Em todos os alimentos ingeridos por nós todos os dias há outras dezenas de milhares de estruturas bioquímicas que precisam ter suas características e seus potenciais explorados. Estamos habituados a ouvir sobre proteínas, açúcar, gordura, calorias, vitaminas, mas cerca de 99% do que compõe a nossa comida é praticamente desconhecido.

A vastidão a ser explorada no conjunto de fatores nutricionais foi comparada à “matéria escura” do Universo, a substância invisível e pouco conhecida que permeia o espaço e responde por 80% de toda a matéria do cosmo.

O termo apareceu ligado ao contexto alimentar no fim de 2019, em um artigo publicado na revista científica Nature, assinado pelos cientistas Albert-László Barabási, Giulia Menichetti e Joseph Loscalzo, das universidades de Harvard e Northeastern, nos EUA.

Na época, a pesquisa citava 26.625 elementos alimentares catalogados no maior banco de dados do gênero no mundo, o canadense FooDB. Atualmente, esse número está em 70.926 — e a cada descoberta a lista se expande.

Apenas uma fração minúscula (eram 150, em 2019) deste total já tem estabelecida informações como concentração química e seus efeitos.

À BBC News Brasil, a cientista e coautora do estudo Giulia Menichetti disse que novas descobertas possibilitarão entender como ocorre a interação entre compostos químicos alimentares e proteínas do corpo humano.

É uma promessa de tratamentos e programas de prevenção mais eficazes contra doenças como o câncer.

E de posse de um catálogo muito mais amplo de informação nutricional, também “será possível ajudar órgãos de saúde pública a simular cenários de substituição de alimentos”, afirma ela.

Os pesquisadores ressaltam que será fundamental o uso de inteligência artificial, especificamente machine learning — em que máquinas aprendem padrões a partir de dados históricos e criam novos modelos para análise humana ou automatizada — com o objetivo de decifrar a “matéria escura” nutricional.

Uma equipe da Universidade Imperial College London, por exemplo, está focada em “escavar” e descobrir moléculas anticancerígenas ou outros elementos que atuem contra doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e virais.

Um modelo de inteligência artificial foi abastecido com 8 mil moléculas de alimentos como uva, chá, laranja e cenoura. Daí saíram 100 moléculas candidatas a potencial anticancerígeno.

O PhyteByte, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que é outro projeto com inteligência artificial, também varre bancos de dados alimentares para tentar prever como esses compostos vão reagir dentro do corpo humano.

O desafio em compreender o que é exatamente uma dieta saudável vai além de entender melhor os compostos nutricionais: reside também na complexa cadeia química do nosso corpo — a influência de enzimas, do metabolismo e de processos na microbiota intestinal.

Imagine alguém que comeu uma carne temperada com alho. Moléculas de carne vermelha passam por um processo metabólico no intestino e de conversão no fígado que vira no organismo uma substância chamada N-óxido de trimetilamina ou TMAO.

Cientistas descobriram que cardíacos têm quatro vezes mais chance de morrer de qualquer causa se apresentarem altos níveis de TMAO no sangue.

Se a carne é consumida com alho, a alicina presente no tempero, mencionada anteriormente, pode bloquear a produção de uma forma anterior do TMAO — a TMA.

Com o problema estancado na origem, os níveis de TMAO permanecem mais baixos na corrente sanguínea.

Mas comer picanha com alho não é garantia contra infartos. Há que se considerar também as condições de temperatura da preparação e, no caso de um item com alto nível de industrialização, a influência das toxinas adicionadas nos processos de produção, conservação e acondicionamento.

E como o estudo do Imperial College London ressalta, há particularidades do organismo e do estilo de vida de cada indivíduo.

Essa miríade de fatores pode ser a explicação para os questionamentos feitos tanto pela comunidade científica quanto pela população em geral sobre pesquisas alimentares: estudos sustentando, por exemplo, que “ovo é saudável” um dia, e outros concluindo na semana seguinte que seu consumo diário pode levar ao risco de encurtar a vida de alguém.

“Essa ideia de identificar um determinado alimento associado a uma determinada doença é quase uma missão impossível”, diz Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP).

Por isso, uma linha atual de investigação na ciência nutricional é identificar padrões de alimentação que favorecem ou prejudicam a saúde.

“Há um interesse agora em estudar padrões de alimentação porque são eles que influenciam o desenvolvimento de uma doença. Numa relação entre alimento e doença, é muito difícil você isolar um item específico. As pessoas não escolhem os alimentos um a um, é um bloco. Numa feijoada, por exemplo, você está comendo feijão, a carne, a gordura utilizada na preparação, o alho, a cebola. Você não tem como separar uma coisa da outra. São ‘clusters’ de alimentos”, explica Monteiro.

O professor da USP lidera um grande estudo que tem como objetivo acompanhar 200 mil pessoas no Brasil por um período mínimo de 10 anos. Os padrões de alimentação delas serão analisados em associação com o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e vários tipos de câncer).

Uma outra pesquisa do tipo, feita com 100 mil participantes entre 2009 e 2017 pela Universidade de Paris, na França, e com contribuição da USP, demonstrou a relação do consumo de alimentos ultraprocessados com doenças que atingem um grande grupo de pessoas.

“A gente identificou há uns dez anos uma característica do padrão de alimentação muito baseada em uma forma distante do que é o natural, um padrão em que a pessoa praticamente consome só comida tão processada em que você já não distingue o seu elemento original. Qual é o alimento que forma um macarrão instantâneo? Uma gordura hidrogenada, um óleo de palma, um monte de sal, glutamato de sódio que simula o gosto de proteína, de carne, o pozinho com aromas. O macronutriente lá não é mais o alimento original. Enquanto numa refeição preparada em uma panela, em uma cozinha padrão, você identifica o alimento, ainda está muito claro.”

Para Andrea Pereira, médica nutróloga da área de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e autora do livro recém-lançado Dieta do Equilíbrio – A Melhor Dieta Anticâncer, “a ciência sabe que verduras, legumes e frutas têm muitos fatores antioxidantes e isso vai levar a uma maior proteção do organismo e à melhora do sistema imunológico”.

Ela diz que “todo dia, células se dividem de forma errada, mas nem todo mundo vai ter câncer. Porque o sistema imunológico protege você. Mas um sistema imunológico comprometido não vai funcionar e isso está associado a uma dieta ruim, ao baixo consumo de frutas”.

Na explicação de Pereira, “a vida moderna leva você a consumir formas mais calóricas e com menos fibras. Fibras levam mais tempo para mastigar. As pessoas comem em poucos minutos em frente ao computador, na frente da TV, ultraprocessados com altas calorias e muita gordura”.

“As fibras estimulam o trato gastrointestinal, com menos absorção de gordura. Se o seu intestino não funciona bem, você tem mais inflamação local, o que ocasiona risco maior de câncer do trato gastrointestinal”, diz.

Como lembra Michael Bronstein, da equipe do Imperial College London que está usando inteligência artificial para estabelecer a relação entre a “matéria escura” nutricional e potenciais tratamentos para doenças, a “alimentação é talvez o fator simples mais importante para modificar o risco de desenvolver câncer”.

“É isso que nos encoraja a olhar com mais atenção sobre o que comemos”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

7 sintomas de diverticulite e como é o diagnóstico

Os sintomas de diverticulite surgem quando há inflamação dos divertículos, que são pequenas bolsas que se formam no intestino, sendo mais frequente de acontecer em pessoas com mais de 40 anos, que possuem prisão de ventre, são sedentárias, estão acima do peso e/ou possuem uma alimentação rica em gorduras e pobre em fibras.

Os principais sinais e sintomas indicativos de diverticulite são:

  1. Dor constante no lado esquerdo da barriga;
  2. Enjoos e vômitos;
  3. Febre;
  4. Calafrios;
  5. Perda de apetite;
  6. Barriga inchada;
  7. Períodos de diarreia e de prisão de ventre.

Quando surgem estes sintomas, deve-se ir ao pronto-socorro ou consultar o gastroenterologista para que seja feita a avaliação dos sintomas e sejam indicados exames que ajudem a confirmar o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento mais adequado.

Teste de sintomas

Para saber o risco de estar com diverticulite, selecione os sintomas apresentados no teste a seguir:

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da diverticulite deve ser feito pelo gastroenterologista por meio da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, além de ser importante que sejam realizados exames de imagem que ajudem a confirmar a inflamação dos divertículos.

Assim, pode ser solicitado pelo médico a realização de tomografia computadorizada, ultrassonografia abdominal e colonoscopia, que é essencial para avaliar a mucosa intestinal e confirmar o diagnóstico. Entenda como é feita a colonoscopia.

Como é feito o tratamento

O tratamento para diverticulite deve ser orientado por um gastroenterologista ou um cirurgião geral e pode ser feito em casa com remédios antibióticos, por cerca de 10 dias, e a ingestão de remédios analgésicos para reduzir a dor abdominal.

Durante o tratamento para diverticulite é recomendado manter o repouso e, inicialmente, durante 3 dias, fazer uma dieta líquida, adicionando lentamente os alimentos sólidos. Depois de tratar a diverticulite, é importante fazer uma alimentação rica em fibras, orientada por um nutricionista, de forma a melhorar o funcionamento intestinal e evitar que os divertículos inflamem novamente.

Nos casos mais graves, em que os divertículos perfuram, podendo dar origem a complicações como peritonite ou infecção generalizada do organismo, pode ser utilizada a cirurgia para retirada da região afetada. Saiba mais sobre o tratamento para diverticulite.

Confira no vídeo a seguir mais dicas sobre o que comer para aliviar os sintomas da diverticulite:

Fonte tuasaude.com

Rio pede ao governo federal exigência de passaporte contra Covid-19 para estrangeiros

Às vésperas de datas que costumam movimentar o turismo, como Réveillon e Carnaval, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirma ter solicitado ao Ministério da Saúde que exija de estrangeiros o passaporte vacinal contra a Covid-19 para entrada no Brasil.

O pedido da Secretaria Municipal de Saúde do Rio ocorre em meio ao novo avanço do coronavírus no exterior.

Países da Europa, como Alemanha, Áustria e Holanda, decretaram restrições à circulação de pessoas devido ao recente aumento dos casos de Covid-19.

“Os turistas estrangeiros chegam ao Rio por portos e aeroportos, locais cuja jurisdição é da Anvisa, que é um órgão federal. A Secretaria Municipal de Saúde entende que é importante o controle de acesso dos turistas, principalmente os que chegam de países com baixa cobertura vacinal, e solicitou ao Ministério da Saúde que institua a obrigatoriedade do passaporte vacinal para o ingresso de estrangeiros no país”, afirmou a pasta neste sábado (20), em nota enviada à Folha.

A Comissão Especial de Carnaval da Câmara do Rio discutiu na sexta-feira (19) a exigência do comprovante de imunização para turistas que desejam frequentar a cidade na data festiva.

Durante o encontro, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, sinalizou que a prefeitura aguardava uma posição do Ministério da Saúde sobre o passaporte vacinal.

Ele também indicou que a administração municipal iria analisar o cenário da pandemia em outros países antes de tomar decisões envolvendo o Carnaval do próximo ano.

“A maioria dos países com muitos casos [de Covid-19] ainda não alcançou a cobertura vacinal adequada e não realizou a dose de reforço para idosos. No Rio, a cobertura vai aumentar nos próximos meses”, disse o secretário, em nota divulgada pela Câmara do Rio.

A Folha consultou o Ministério da Saúde sobre o pedido da prefeitura carioca, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O número de internações devido à Covid-19 chegou a zero, neste sábado, nos hospitais da rede municipal do Rio de Janeiro, conforme a secretaria de Saúde.

“A ciência está vencendo na cidade do Rio de Janeiro. Neste exato momento, é zero o número de internação por Covid-19 nos hospitais municipais do SUS na cidade do Rio”, afirmou a pasta nas redes sociais.

A secretaria atribuiu o quadro ao avanço da vacinação contra o coronavírus. Segundo a prefeitura, 76,5% da população total da capital fluminense já recebeu as duas doses ou a aplicação única dos imunizantes.

Com a trégua nos números da pandemia, restrições a atividades econômicas e sociais foram retiradas no Rio. As máscaras contra a Covid-19, por exemplo, deixaram de ser obrigatórias em lugares abertos e sem aglomeração na cidade no final de outubro. À época, a medida, autorizada pela prefeitura, foi contestada por especialistas na área médica.

Em meio ao avanço da vacinação, setores da economia carioca abalados pela crise sanitária veem um horizonte mais positivo para os negócios.

No feriado de Proclamação da República, por exemplo, a ocupação da rede hoteleira do Rio alcançou o maior patamar do ano.

A taxa foi de 95% dos quartos reservados, de acordo com o HotéisRIO (Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro).

Em outubro, reportagem da Folha mostrou que o setor de turismo em cidades como o Rio prevê demanda mais aquecida com as festas de final de ano.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil chega a 60% da população com ciclo completo da vacina contra Covid

O Brasil chegou nesta sexta-feira (19) a 60,12% da população com o esquema primário da vacina contra Covid completo, ou seja, pessoas que receberam duas doses ou o imunizante de dose única. Apesar do número animador, a experiência internacional mostra que os cuidados para evitar o coronavírus ainda precisam permanecer, destacam especialistas.

Os 60% foram alcançados com os registros, nesta sexta, de 823.821segundas doses e 4.845 doses únicas. Além disso, o Brasil também computou 171.208 primeiras doses e 402.056 doses de reforço.

Com os novos dados, 157.646.149 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —123.699.538 delas já receberam a segunda dose do imunizante. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 128.251.431 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen. ​

Assim, o país já tem 73,90% da população com a 1ª dose. Considerando somente a população adulta, os valores para primeira dose e segunda dose são, respectivamente, 97,26% e 79,12%.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus.

O número pode ser considerado elevado em relação à realidade de outros países, levando em conta o tamanho da população brasileira e o fato de termos iniciado a vacinação depois de locais como Reino Unido e Estados Unidos.

Os EUA, inclusive, já foram deixados para trás pelo Brasil em relação ao percentual de população totalmente vacinada. Segundo dados do CDC (Centro de Controle de Doenças), os EUA têm 58,9% de vacinados com as duas doses ou a vacina de dose única.

O país norte-americano iniciou sua campanha em 14 de dezembro de 2020. O Brasil, por sua vez, começou em 17 de janeiro de 2021.

Considerando só a América do Sul, o Brasil está atrás de Chile e Uruguai, respectivamente com cerca de 82% e 75% de população com esquema primário completo, segundo dados da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford. O Chile deu início à vacinação em 24 de dezembro, enquanto o Uruguai só em 1º de março.

Apesar do avanço da vacinação no Brasil e das taxas de casos e mortes em patamares mais baixos, em relação aos altíssimos níveis de meses passados, a empolgação deve ser contida, alertam cientistas.

Até mesmo países com níveis de vacinação mais elevados que os do Brasil voltaram, recentemente, a enfrentar um novo crescimento de contaminações.

A Alemanha, por exemplo, vem registrando recordes em uma quarta onda da doença e vê subir a ocupação hospitalar. O país tem 67% da população com esquema primário de vacinação completo e 70% com ao menos uma dose.

A Áustria, com quase 64% de pessoas com esquema primário completo, é outro país em que a situação crítica de novas contaminações levou ao anúncio de um novo lockdown.

“Sessenta por cento não dão nenhuma segurança de que a pandemia esteja sob controle”, avalia Raquel Stucchi, professora da Unicamp e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

A infectologista afirma que é necessário também levar em conta que, entre cinco e seis meses após a segunda dose, observa-se uma redução na proteção, o que deve jogar um pouco para baixo a porcentagem de imunizados. Daí a importância das doses de reforço, que já são aplicadas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.

Segundo Stucchi, o Ministério da Saúde tomou uma decisão acertada ao abrir a dose de reforço para toda a população adulta que já tenha completado cinco meses após a segunda aplicação.

Além disso, há outras particularidades na porcentagem alcançada, que dizem respeito à população total do país, alerta Renato Kfouri, pediatra e diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

A vacina para Covid não está autorizada no Brasil para pessoas com menos de 12 anos. Dessa forma, levar em conta a população brasileira inteira pode gerar um certo ruído nos números observados. Considerando somente as pessoas com mais de 12 anos, o percentual com ciclo primário de vacinação completo chega a 71%.

Em outros países, porém, a vacina contra a Covid já é usada em crianças. Nos EUA, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, com o imunizante da Pfizer, já ocorre desde o início de novembro.

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu, no fim da semana passada, o pedido da Pfizer para uso da vacina contra a Covid em crianças, nessa mesma faixa etária.

O Instituto Butantan, responsável pela produção da Coronavac no Brasil, também havia pedido autorização para uso da vacina em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. A Anvisa, porém, negou o pedido, porque, segundo a agência, o estudo apresentado tinha somente 586 participantes e não apresentava informações sobre subgrupos etários.

Desde a negativa inicial da Anvisa ao Butantan, em 18 de agosto, o processo está emperrado, sem a apresentação de um novo pedido de uso pelo instituto paulista.

Sobre a quantidade ideal de doses e intervalos de tempo, Kfouri afirma que ainda estamos aprendendo qual é o melhor esquema vacinal para cada imunizante e, assim, as recomendações podem sofrer alterações ao longo do processo.

O especialista exemplifica que até a idade pode acabar impactando no melhor esquema, considerando que em idosos existe a possibilidade de a proteção ter uma duração menor. “Ainda é cedo para falarmos qual o esquema primário de cada vacina e para cada idade”, afirma.

Por fim, a plataforma de desenvolvimento das vacinas (por exemplo, RNA mensageiro, como a da Pfizer, ou de vírus inativado, como a Coronavac) também influencia nos esquemas, observa Kfouri.

Recentemente, a farmacêutica AstraZeneca enviou à Anvisa o pedido para incluir, na bula do imunizante, uma terceira dose da Covishield. A Pfizer também já apresentou publicamente dados sobre a aplicação de uma dose extra de sua vacina.

Também na última semana, o Ministério da Saúde afirmou que a vacina da Janssen, antes tida como de dose única, agora deve contar com duas doses e, assim como os demais imunizantes aprovados no país, ter uma dose de reforço após cinco meses. A decisão pegou de surpresa a Anvisa e a farmacêutica responsável pela vacina.

Mortes

O Brasil também registrou 234 mortes por Covid e 11.910 casos da doença, nesta sexta. Com isso, o país chegou a 612.411 vidas perdidas e a 22.001.369 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

Já as médias móveis estão em estabilidade, ou seja, sem variações superiores a 15%, em relação ao dado de duas semanas atrás. A média de mórtes agora é de 211 por dia e a de infecões é de 8.631.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

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Cardiopatia congênita: o que é, tipos, sintomas e tratamento

A cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura ou função do coração que é desenvolvida ainda durante a gestação, comprometendo a função cardíaca do bebê, o que pode comprometer o seu desenvolvimento.

A cardiopatia congênita pode ser detectada ainda no útero materno, por exames de ultrassom e ecocardiograma, no entanto após o nascimento do bebê é possível também notar alguns sintomas que podem ser indicativos de que há alteração no fluxo de sangue, como coloração roxa na ponta dos dedos ou do lábio do bebê e alteração na respiração em repouso. No entanto, em alguns casos, os sinais e sintomas de cardiopatia congênita pode surgir ao longo do desenvolvimento da criança ou na vida adulta.

Essa alteração cardíaca tem cura, uma vez que o tratamento consiste na realização de cirurgia para correção da alteração identificada. No entanto, o tipo de cirurgia depende da complexidade da cardiopatia que a pessoa possui.

Cardiopatia congênita: o que é, tipos, sintomas e tratamento

Sintomas de cardiopatia congênita

Os sinais e sintomas da cardiopatia congênita dependem do tipo e da complexidade dos defeitos cardíacos. Nos recém nascidos e bebês, os principais sintomas são:

  • Cianose, que é a coloração roxa na ponta dos dedos ou nos lábios;
  • Suor excessivo;
  • Cansaço excessivo durante as mamadas;
  • Palidez e apatia;
  • Baixo peso e pouco apetite;
  • Respiração rápida e curta mesmo em repouso;
  • Irritação.

Nas crianças mais velhas ou adultos, os sintomas podem ser:

  • Coração acelerado e boca roxa após esforços;
  • Infecções respiratórias frequentes;
  • Cansaço fácil em relação as outras crianças da mesma idade;
  • Não desenvolve, nem ganha peso normalmente.

Também podem ser observadas alterações no tamanho do coração, o que é confirmado através de um exame de raio-x e do Ecocardiograma.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de algumas cardiopatias congênitas pode ser feito ainda durante a gestação através da realização do ultrassom fetal. Entretanto, é mais comum que o diagnóstico seja feito após o nascimento por meio da realização de exame físico, medição da pressão sanguínea nos braços e nas pernas, raio-X de tórax e eletrocardiograma.

Além disso, em alguns casos, pode também ser indicada a realização de exames laboratoriais e a realização do teste do coraçãozinho, que ajuda a identificar irregularidades no músculo cardíacos e nos vasos sanguíneos do coração, assim como os batimentos cardíacos e o bombeamento de oxigênio suficiente. Veja mais detalhes sobre o teste do coraçãozinho.

Possíveis causas

A cardiopatia congênita pode acontecer devido a alterações genéticas, como é o caso da Síndrome de Down, de Alagille, DiGeorge, Holt-Oram, Leopard, Turner e Williams, ou ser causada por interferências na gravidez, como pelo uso abusivo de drogas, álcool ou substâncias químicas, ser consequência de infecção durante a gravidez que não foi identificada e/ ou tratada corretamente.

Tipos de cardiopatia

De acordo com as alterações estruturais e funcionais, a cardiopatia pode ser classificada em dois tipos principais:

1. Cardiopatia congênita cianótica

Este tipo de cardiopatia é mais grave, pois o defeito no coração pode afetar de forma significativa o fluxo sanguíneo e a capacidade de oxigenação do sangue, e, a depender da sua gravidade, pode provocar sintomas como palidez, coloração azul da pele, falta de ar, desmaios e, até, convulsões e morte. As principais incluem:

  • Tetralogia de Fallot: impede o fluxo de sangue do coração para os pulmões, devido a uma combinação de 4 defeitos, caracterizados pelo estreitamento na valva que permite a passagem de sangue para os pulmões, comunicação entre os ventrículos cardíacos, alteração no posicionamento da aorta e hipertrofia do ventrículo direito;
  • Anomalia de Ebstein: dificulta o fluxo sanguíneo por anomalias na valva tricúspide, que comunica as câmaras do coração direito;
  • Atresia pulmonar: causa ausência de comunicação entre o coração direito e pulmões, impedindo que o sangue seja oxigenado corretamente.

Idealmente, a cardiopatia congênita cianótica deve ser diagnosticada o mais cedo possível, ainda no útero materno ou logo após o nascimento, através de ecocardiogramas que detectam estas alterações cardíacas, para programar uma intervenção, e evitar sequelas ao bebê.

2. Cardiopatia congênita acianótica

Este tipo de cardiopatia provoca alterações que nem sempre provocam repercussões tão graves no funcionamento cardíaco, e a quantidade e intensidade dos sintomas depende das gravidade do defeito cardíaco, que vão desde ausência de sintomas, sintomas somente durante esforços, até a insuficiência cardíaca.

A depender dos sintomas provocados, estas alterações podem ser descobertas logo após o nascimento, ou apenas na idade adulta. As principais são:

  • Comunicação interatrial (CIA): ocorre uma comunicação anormal entre os átrios cardíacos, que são as câmaras mais superiores;
  • Comunicação interventricular (CIV): há um defeito entre as paredes dos ventrículos, provocando uma comunicação inadequada destas câmaras e a mistura de sangue oxigenado e não oxigenado;
  • Persistência do canal arterial (PCA): este canal existe naturalmente no feto para ligar o ventrículo direito do coração à aorta, para que o sangue siga em direção à placenta e receba oxigênio, mas deve se fechar logo após o nascimento. A sua persistência pode provocar dificuldades na oxigenação do sangue do recém-nascido;
  • Defeito no septo atrioventricular (DSVA): provoca uma comunicação inadequada entre o átrio e o ventrículo, dificultando a função cardíaca.

Independente do tipo de cardiopatia congênita, se cianótica ou acianótica, ela pode ser dita como complexa quando o coração sofre de uma associação de vários defeitos que influenciam mais gravemente na sua função, e que é mais difícil de tratar, como costuma acontecer na tetralogia de Fallot, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento da cardiopatia congênita pode ser feito com o uso de medicamentos para controlar os sintomas, como diuréticos, betabloqueadores, para regular a frequência cardíaca, e inotrópicos, para aumentar a intensidade dos batimentos. Entretanto, o tratamento definitivo é a cirurgia para correção, indicada para quase todos os casos, sendo capaz de curar a cardiopatia.

Muitos casos demoram anos para serem diagnosticados e podem ser resolvidos de forma espontânea ao longo do crescimento da criança, fazendo com que sua vida seja normal. No entanto, casos mais graves necessitam de cirurgia ainda no primeiro ano de vida.

Além disso, diversas síndromes genéticas podem apresentar defeitos cardíacos e, por isso, o funcionamento do coração deve ser bem avaliado caso o criança seja diagnosticada com estas doenças.

Fonte tuasaude.com