Brasil já vacinou mais jovens contra a Covid que EUA e Inglaterra

A vacinação de jovens, obstáculo na campanha de imunização dos Estados Unidos e da Inglaterra, é mais rápida e mais eficiente no Brasil, mostram dados oficiais analisados pela Folha.

No último dia 18, o país tinha vacinado com ao menos uma dose 70% da população com 18 a 24 anos.

Já é mais que a cobertura nessa faixa etária de EUA (63%) e Inglaterra (66%), dois países pioneiros na vacinação. Enquanto o Brasil lidava com falta de doses para idosos, grupo de risco para a Covid, ambos já iniciavam a administração dos imunizantes em pessoas jovens.

​Os dois países enfrentam resistência de parte da população em se vacinar —e é justamente entre os mais jovens que está a menor cobertura. Nos EUA, campanhas já chegaram a oferecer cerveja e prêmios para quem fosse tomar os imunizantes.

No Brasil não há brindes, mas a adesão do público tem permitido que a imunização alcance grande parcela da população em menos tempo, mesmo que interrupções na campanha em algumas cidades e estados sejam razoavelmente frequentes, em razão do desabastecimento de doses.

No dia 18 de junho, o Brasil tinha vacinado 10% dos jovens de 18 a 24 anos. Em 28 de agosto, 71 dias depois, a cobertura tinha chegado a 60%.

Em comparação, os Estados Unidos precisaram de 165 dias para alcançar o mesmo patamar de imunização, mais do que o dobro do tempo brasileiro. Para a Inglaterra, foram necessários 135 dias.

Especialistas apontam que o sucesso da campanha aqui está relacionado ao histórico do PNI (Programa Nacional de Imunização). Movimentos antivacina são raros e pouco expressivos no Brasil, diferentemente do que ocorre nos EUA.

Ligia Kerr, epidemiologista, membro da câmara técnica do PNI e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, afirma que o PNI e o SUS construíram, ao longo dos anos, a confiança do brasileiro na vacinação.

Também deram ao sistema de saúde a capacidade de organizar e realizar uma campanha de vacinação em todos os municípios do país, embora ela ressalte que falta coordenação nacional na campanha contra a Covid.

A abrangência colabora para a adesão grande e rápida dos jovens à vacina contra o coronavírus no Brasil, de uma forma que não acontece nos EUA, por exemplo.

“O brasileiro confia na vacina, quer ser vacinado. Tanto é que gente com muito dinheiro foi para fora para se vacinar logo quando ainda não havia vacinas suficientes no Brasil”, afirma.

Ainda assim, os jovens levaram mais tempo para alcançar os 60% de cobertura do que a população com mais idade. No caso dos idosos com 70 a 79 anos, por exemplo, a proporção de vacinados saiu de 10% para 60% em menos de 20 dias.

Há várias possíveis explicações para isso, e uma delas perpassa a organização do programa de imunização. Não foi adotado um padrão nacional para a aplicação das vacinas, e coube às prefeituras decidirem o cronograma. Assim, a vacinação de jovens começou em momentos diferentes pelo país.

Enquanto São Luís vacinava pessoas de 24 anos, Palmas ainda estava na faixa dos 60 anos, por exemplo.

Isso aconteceu menos com os idosos porque o início da campanha foi razoavelmente semelhante para todos. Havia poucas doses, e foram priorizados os mais velhos. À medida que a campanha foi avançando, a desigualdade entre as faixas etárias atendidas pelas cidades cresceu.

Além disso, idosos são uma parcela menor da população, o que demanda um esquema menos robusto de organização da campanha. São 4,6 milhões os brasileiros com mais de 80 anos, ante 23,6 milhões com 18 a 24 anos.

É mais fácil, portanto, vacinar os mais velhos de forma rápida.

Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, diz que, em qualquer campanha vacinal, é esperado que haja menor adesão de jovens. É um grupo saudável, que procura pouco os serviços de saúde e precisa conciliar os horários em que os postos funcionam com trabalho e estudo.

No caso da Covid, isso se soma a uma menor sensação de risco por parte dos jovens, que são minoria entre casos graves e mortes pela doença. Entre os internados, os que têm 18 a 24 anos não chegam a 3%.

Flávia diz também que pesquisas nos EUA apontam que, quando se fala na população mais jovem, há uma grande quantidade de pessoas que adiam a vacinação por desinteresse, não por serem convictamente antivacina.

“A maior parcela é de jovens hesitantes, não radicalmente contra. A realidade é que eles estão levando a vida, não estão se preocupando com isso. Há sobretudo um desconhecimento do papel na vacinação, não conseguem se mobilizar enquanto cidadãos fazendo parte de uma campanha coletiva. Mas você consegue convencê-los com boa comunicação sobre vacina”, diz.

Ligia Kerr, por sua vez, lembra que, ainda que os jovens sejam minoria entre os hospitalizados, não estão a salvo de ter complicações da Covid. Além disso, existe um papel coletivo na imunização.

“A Covid pode matar qualquer pessoa, mesmo sem fatores de risco. Também precisamos pensar que, quando a gente se vacina, não protege só a nós mesmos, protege também quem está ao redor”, diz.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Herpes no olho (ocular): o que é, sintomas, causas e tratamento

O herpes nos olhos, ou herpes ocular, é uma infecção causada pelo vírus herpes simples tipo 1, podendo atingir um ou os dois olhos e levar ao aparecimento de sintomas semelhantes aos da conjuntivite, como coceira, inchaço, vermelhidão, irritação no olho, lacrimejamento excessivo ou visão embaçada. Além disso, também pode ser notado o aparecimento de bolhas ou úlceras próximo ao olho com bordas avermelhadas e contendo líquido.

A infecção pelo vírus do herpes nos olhos pode causar inflamação nas pálpebras, conjuntiva, íris, retina ou córnea, e resultar em complicações sérias como visão embaçada permanente ou perda completa da visão. Por isso, é importante consultar o oftalmologista na presença dos sintomas, para que possa ser confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que pode incluir uso de colírios antivirais ou corticóides, por exemplo.

Herpes no olho (ocular): o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas de herpes ocular podem acontecer em apenas um dos olhos, o que é mais frequente, ou nos dois, sendo normalmente semelhantes aos de uma conjuntivite. 

Os principais sintomas de herpes nos olhos são:

  • Vermelhidão;
  • Dor ou irritação no olho;
  • Inchaço em volta do olho;
  • Inflamação das pálpebras;
  • Sensibilidade à luz;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Coceira nos olhos;
  • Presença de bolhas ou úlceras com borda avermelhada e líquido na pele próxima do olho.

O herpes ocular pode também provocar o surgimento de uma inflamação na córnea, chamada ceratite, que além dos outros sintomas, pode ser acompanhada de dificuldade de abrir os olhos devido a dor e irritação, além da formação de bolhinas ou úlceras na córnea. Saiba como identificar os sintomas da ceratite.

É importante ir ao oftalmologista assim que surjam os primeiros sintomas para que possa ser feito o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento de modo a diminuir as chances de acontecerem complicações, incluindo  cegueira.

Possíveis causas

O herpes ocular é causado por uma infecção pelo vírus do herpes simples tipo 1 e geralmente ocorre quando uma infecção anterior com o vírus é reativada e se espalha para o olho. É muito comum o contato com o vírus do herpes simples durante a infância, no entanto, pode não causar sintomas inicialmente, e permanecer dormente no corpo. 

O vírus do herpes simples pode ser reativado devido a alguns fatores como febre causada por outras doenças, exposição excessiva ao sol, lesão no olho, estresse ou sistema imunológico enfraquecido.

Além disso, é possível haver o contágio e desenvolvimento do herpes nos olhos por meio do contato acidental com o líquido contido nas bolhas do herpes nos lábios, quando se toca na bolha e depois as mãos tocam os olhos.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o herpes ocular deve ser orientado pelo oftalmologista, que normalmente indica o uso de remédios como:

  • Antivirais na forma de colírios ou pomadas para impedir a multiplicação do vírus;
  • Corticóides na forma colírio, que podem ser usado em combinação com os antivirais, para reduzir a inflamação dos olhos;
  • Antivirais orais na forma de comprimidos, como aciclovir ou valaciclovir, no caso de infecções graves ou para impedir que a infecção volte;
  • Antibióticos na forma de pomadas ou colírios, para ajudar a prevenir o aparecimento de infecções secundárias causadas por bactérias ou fungos nas feridas do herpes.

É importante que o tratamento do herpes nos olhos seja feito o mais breve possível, para evitar complicações, como a cegueira, por exemplo.

Possíveis complicações

O herpes nos olhos geralmente não causa complicações sérias se for tratada imediatamente, no entanto, nos casos mais graves, ou não tratados, existe um maior risco de complicações, especialmente a formação de cicatrizes na córnea, que podem deixar a visão embaçada permanentemente, podendo levar à necessidade de um transplante de córnea. Saiba em que situações é indicado o transplante e como é feito

Além disso, o herpes ocular pode aumentar o risco de outras infecções nos olhos causadas por bactérias ou fungos, por exemplo, assim como desenvolvimento de glaucoma ou perda completa da visão.

Fonte tuasaude.com

Mastectomia: o que é, quando é indicada, tipos e pós-operatório

A mastectomia é um procedimento cirúrgico para a remoção de uma ou ambas as mamas, que, na maioria das vezes, está indicada para pessoas diagnosticadas com câncer. De acordo com a gravidade do câncer e comprometimento do tecido mamário, a mastectomia pode ser de duas formas:

  • Parcial, quando apenas uma parte do tecido mamário é removido;
  • Total, quando a mama é retirada por completo;
  • Radical, quando além da mama, são retirados músculos e tecidos próximos que podem ter sido afetados pelo tumor.

Além disso, a mastectomia também pode ser preventiva, para diminuir o risco da mulher desenvolver o câncer de mama, ou pode ter um intuito estético, no caso de cirurgia com intenção masculinizadora, por exemplo.

Mastectomia: o que é, quando é indicada, tipos e pós-operatório

Quando a mastectomia é indicada

A mastectomia pode ser realizada quando:

  • A mulher apresenta elevado risco de desenvolver câncer de mama (mastectomia preventiva);
  • É necessário complementar o tratamento radioterápico e quimioterápico para o câncer de mama;
  • Se pode prevenir o câncer de mama, na outra mama, quando a mulher já teve câncer numa das mamas;
  • A mulher apresentar carcinoma in situ, ou localizado, descoberto precocemente para evitar a progressão da doença;
  • Há o desejo de retirar as mamas, como na mastectomia masculinizadora.

Assim, é importante que a mulher se consulte anualmente com o ginecologista para avaliações preventivas, ou sempre que surgirem sintomas que possam indicar a presença de um tumor das mamas, como presença de um caroço, vermelhidão ou presença de secreção nos seios. Aprenda a reconhecer os principais sintomas do câncer de mama

Principais tipos

Para cada objetivo que se deseja alcançar com a retirada da mama, pode ser feito um tipo de cirurgia, que é escolhido pelo mastologista ou cirurgião plástico, de acordo com cada caso. Os principais tipos são:

1. Mastectomia parcial

Também chamada de quadrantectomia ou setorectomia, é uma cirurgia para a remoção de um nódulo ou tumor benigno, com parte do tecido ao redor, sem a necessidade de retirada total da mama.

Nesta cirurgia, podem ou não ser retirados alguns gânglios próximos da mama, para evitar risco do nódulo retornar.

2. Mastectomia total ou simples

Na mastectomia total são retiradas as glândulas mamárias por completo, além da pele, aréola e mamilo. Ela é mais indicada em caso de tumor pequeno, descoberto precocemente e bem localizado, sem o risco de ter se espalhado por regiões ao redor. 

Neste caso também é possível retirar ou não gânglios na região da axila, para diminuir o risco do tumor voltar ou se espalhar. 

3. Mastectomia radical

Na mastectomia radical, além da retirada de toda a mama, também são removidos os músculos que se localizam debaixo dela e os gânglios da região da axila, estando indicada para os casos de câncer com risco de disseminação.

Existem variantes desta cirurgia, conhecidas como mastectomia radical modificada de Patey, em que o músculo peitoral maior é mantido, ou mastectomia radical modificada de Madden, quando ambos os músculos peitoral maior e menor são preservados. 

4. Mastectomia preventiva

A mastectomia preventiva é feita para evitar o desenvolvimento do câncer, e está indicada somente para mulheres com o risco muito elevado desta doença, como aquelas que têm histórico familiar importante ou que têm alterações genéticas que podem causar o câncer, conhecidas como BRCA1 e BRCA2. Saiba quando fazer o teste genético para câncer de mama

Esta cirurgia é feita de forma semelhante às mastectomias total ou radical, sendo retirada toda a mama, gânglios próximos e, em alguns casos, os músculos ao redor. Geralmente, é feita a cirurgia bilateral, pois, nestes casos, o risco de desenvolvimento do câncer é semelhantes em ambas as mamas.

5. Outros tipos de mastectomia

A mastectomia masculina ou masculinizadora é um tipo de cirurgia plástica para homens trans, em que é feita a retirada das mamas, que pode ser por técnicas diferentes, decididas pelo cirurgião plástico, a depender do tamanho e tipo dos seios.

A mastectomia também pode ser realizada em casos de câncer de mama no homem, o que acontece de forma mais rara, e as cirurgias são feitas da mesma forma que na mulher, apesar do homem ter muito menos glândulas.

Também existem as cirurgias estéticas da mama são conhecidas como mamoplastia, que pode ter o intuito de reduzir, aumentar ou melhorar a aparência das mamas. Saiba quais são as opções de cirurgia plástica das mamas.

Como é o pós-operatório

Depois da cirurgia, o internamento no hospital dura entre 2 a 5 dias e, o pós-operatório da mastectomia pode causar dor no peito e no braço e cansaço. Além disso, algumas mulheres podem ter diminuição da auto-estima devido à retirada da mama.

A recuperação após retirada da mama inclui o uso de remédios para aliviar a dor e a realização do curativo e de exercícios para que o braço do lado operado se mantenha móvel e com força, pois é comum retirar a mama e as ínguas da axila. Na maioria dos casos, a recuperação da mastectomia é satisfatória, não havendo complicações, no entanto a recuperação completa normalmente demora entre 1 e 2 meses.

No entanto, nos casos em que a mastectomia foi realizada devido ao câncer de mama, é importante que a mulher siga realizando o tratamento indicado pelo médico, que pode envolver a realização de radioterapia ou quimioterapia, além de ser essencial receber apoio psicológico da família e participar de sessões de psicoterapia, para aprender a lidar com a ausência da mama.

Para garantir que a recuperação após a mastectomia aconteça sem complicações, é importante seguir algumas recomendações:

1. Cuidar do braço do lado da remoção da mama

Depois da cirurgia a mulher deve evitar movimentos que exijam mexer muito o braço do lado que a mama foi retirada, como dirigir, por exemplo. Além disso, não deve fazer movimentos repetitivos, como passar e engomar roupa, limpar a casa com vassoura ou aspirador de pós ou nadar.

Além disso, a mulher que fez remoção da mama, não deve tomar injeções ou vacinas, nem fazer tratamentos no braço do lado da remoção, além de ter muito cuidado para não machucar esse braço, pois as ínguas desse lado são menos eficientes.

Apesar de não ser indicado fazer esforço de maneira excessiva, é recomendado que sejam realizadas sessões de fisioterapia como o objetivo de manter o braço em movimento e evitar a atrofia do músculo. Inicialmente, os exercícios de fisioterapia são muito simples e podem ser feitos na cama, porém, após retirar os pontos e drenos estes passam a ser mais ativos e devem ser indicados pelo médico ou fisioterapeuta segundo a gravidade da cirurgia. Alguns bons exercícios incluem:

  • Levantar os braços: a mulher deve segurar uma barra acima da cabeça, com os braços esticados por cerca de 5 segundos;
  • Abrir e fechar os cotovelos: deitada, a mulher deve entrelaçar as mãos atrás da cabeça e abrir e fechar os braços;
  • Arrastar os braços na parede: a mulher deve ficar de frente para a parede e colocar as mãos na mesma, devendo arrastar os braços na parede até subir acima da cabeça.

Estes exercícios devem ser feitos diariamente e devem se repetidos 5 a 7 vezes, ajudando a manter a mobilidade do braço e ombro da mulher.

2. Cuidar do dreno

Depois da cirurgia, a mulher fica com um dreno na mama ou axila, que é um recipiente para fazer drenagem do sangue e líquidos acumulados no corpo, que normalmente é removido antes da alta. No entanto, a mulher pode ter de ficar com ele até 2 semanas, mesmo estando em casa e, nesses casos é necessário esvaziar o dreno e registrar diariamente a quantidade de liquido. Veja com mais detalhes como cuidar do dreno em casa.

3. Cuidar do curativo

O curativo só deve ser trocado por indicação do médico ou enfermeiro e normalmente ocorre ao final de 1 semana. Durante o período em que se está com o curativo não se deve molhar nem machucar o curativo, para evitar possíveis infecções que podem ser percebidas por meio do aparecimento de alguns sinais e sintomas, como  vermelhidão, calor ou saída de liquido amarelo, por exemplo. Por isso, é recomendado manter o curativo seco e coberto até a pele estar totalmente cicatrizada.

Na maioria dos casos, a sutura é feita com pontos que são absorvidos pelo corpo, porém, no caso de grampos, estes devem ser removidos ao final de 7 a 10 dias no hospital e quando a pele está totalmente cicatrizada, deve-se hidratar a pele diariamente com um creme gordo, como Nivea ou Dove, mas só após recomendação do médico.

4. Usar remédios

O médico pode indicar o uso de remédios analgésicos ou anti-inflamatórios para aliviar a dor após o procedimento cirúrgico, sendo indicado que sejam usados conforme a recomendação médica.

Quando fazer a reconstrução mamária

Após a realização de qualquer tipo de mastectomia, pode ser necessária uma cirurgia de reconstrução da mama, para recuperar a forma natural dos seios. Esse procedimento pode ser feito imediatamente após a mastectomia ou por etapas, com correção gradual da região. No entanto, em muitos casos de câncer, pode ser necessário esperar algum tempo até a total cicatrização ou após a realização de exames para confirmar a remoção completa das células malignas. Veja mais sobre como é feita a reconstrução mamária.

Fonte tuasaude.com

Cirurgia de reconstrução mamária: o que é e quando é indicada

A reconstrução mamária é um tipo de cirurgia plástica que normalmente é feita em mulheres que tiveram de realizar a mastectomia, que corresponde à remoção da mama, normalmente devido ao câncer de mama.

Assim, este tipo de procedimento cirúrgico tem como principal objetivo reconstruir a mama de mulheres mastectomizadas, levando em consideração o tamanho, forma e aparência da mama retirada, de modo a melhorar a auto-estima,confiança e qualidade de vida da mulher, que geralmente se encontra diminuída depois da mastectomia.

Para isso, existem dois tipos principais de reconstrução mamária, que podem ser feito com:

  • Implante: consiste em colocar um implante de silicone debaixo da pele, simulando a forma natural da mama;
  • Retalho abdominal: é retirada pele e gordura da região abdominal para usar na região das mamas e reconstruir os seios. Em alguns casos, também podem ser usados retalhos das pernas ou costas, se não existir o suficiente na barriga, por exemplo.

O tipo de reconstrução deve ser discutida com o médico e varia de acordo com os objetivos da mulher, o tipo de mastectomia realizada e os tratamentos para câncer que foram feitos.

Em muitos casos, caso não tenha sido possível preservar os mamilos durante a mastectomia, a mulher pode optar por tentar reconstruí-los 2 ou 3 meses após a reconstrução da mama ou deixar apenas o volume da mama, com a pele lisa e sem mamilos. Isto acontece porque a reconstrução dos mamilos é um processo muito complexo que deve ser feito por um cirurgião com muita experiência.

Cirurgia de reconstrução mamária: o que é e quando é indicada

Quando fazer a reconstrução

Idealmente, a reconstrução mamária deve ser feita juntamente com a mastectomia, para que a mulher não tenha de passar por um período de adaptação psicológica à sua nova imagem. Porém, existem casos em que a mulher precisa fazer radiação para completar o tratamento do câncer e, nesses casos, a radiação pode atrasar a cicatrização, sendo recomendado atrasar também a reconstrução.

Além disso, quando o câncer é muito extenso e é preciso remover uma grande quantidade de mama e pele durante a mastectomia, o corpo precisa de mais tempo para se recuperar, sendo também aconselhado atrasar a reconstrução.

No entanto, enquanto a cirurgia de reconstrução não pode ser feita, a mulher pode optar por outras técnicas, como o uso de sutiãs com enchimento, para melhor sua auto-estima e ter mais segurança consigo mesma.

A reconstrução mamária é um direito das mulheres mastectomizadas e que têm inscrição no Sistema Único de Saúde (SUS), porém o tempo de espera pode ser bastante longo, principalmente quando a reconstrução não é feita juntamente com a mastectomia.

Cuidados após a reconstrução mamária

Após a reconstrução, normalmente são colocados gazes e fitas nas incisões cirúrgicas, além de ser recomendada a utilização de uma bandagem elástica ou sutiã para diminuir o inchaço e sustentar a mama reconstruída. Pode ser necessário também o uso de um dreno, que deve ser colocado sob a pele, para remover qualquer excesso de sangue ou fluido que pode interferir no processo de cicatrização e favorecer a ocorrência de infecções.

O médico também pode recomendar o uso de alguns medicamentos para diminuir o risco de infecções, além de medidas relacionadas com a higienização do local e acompanhamento médico regular. A recuperação após a reconstrução mamária pode demorar várias semanas, sendo percebido, de forma progressiva, a diminuição do inchaço e melhora na forma da mama.

A nova mama não tem a mesma sensibilidade que a anterior e também é comum que fiquem cicatrizes relacionadas ao procedimento. No entanto, existem algumas opções que podem ajudar a disfarças as cicatrizes, como massagem com óleos ou cremes hidratantes ou procedimentos estéticos, que devem ser feitos sob orientação do dermatologista. 

Vantagens e desvantagens do tipo de cirurgia

O tipo de reconstrução mamária nem sempre possa ser escolhido pela mulher, devido ao seu histórico clínico, no entanto, existem alguns casos em que o médico permite fazer essa escolha. Assim, as vantagens e desvantagens de cada método estão resumidas na seguinte tabela:

  Vantagens Desvantagens
Reconstrução com implante

Cirurgia mais rápida e fácil;

Recuperação mais rápida e menos dolorosa;

Melhores resultados estéticos;

Menores chances de cicatrizes;

Maior risco de problemas como deslocamento do implante;

Necessidade de fazer nova cirurgia para trocar o implante após 10 ou 20 anos;

Seios com aparência menos natural.

Reconstrução com retalho

Resultados permanentes, sem necessidade de fazer novas cirurgias no futuro;

Menor risco de problemas ao longo do tempo;

Seios com aparência mais natural.

Cirurgia mais complexa e demorada;

Recuperação mais dolorosa e mais lenta;

Possibilidade de resultados menos positivos;

Necessidade de ter pele suficiente para fazer o retalho.

Assim, embora optar pelo uso de implantes seja uma opção mais simples e com uma recuperação mais fácil, em alguns casos, pode trazer um maior risco de problemas no futuro. Já o uso de retalho, é uma cirurgia mais complicada e mais demorada, no entanto, tem menos riscos a longo prazo, por utilizar tecidos removidos da própria mulher.

Veja como é a recuperação e os riscos de qualquer cirurgia plástica nos seios.

Fonte tuasaude.com

Segurados da Prevent Senior fazem abaixo-assinado com medo de perder convênio

Em meio a denúncias contra a Prevent Senior, clientes do plano de saúde temem sair prejudicados. Por isso, o grupo Amigos da Prevent, que reúne 54 mil pessoas no Facebook, divulgou um abaixo-assinado em que pede às autoridades “maior responsabilidade nas apurações e divulgação, em respeito aos milhares de beneficiários que poderão ser afetados”.

Hospedada no site change.org, a petição foi colocada no ar no domingo (26) e, até esta quinta-feira (30) à noite, reunia mais de 6.700 assinaturas. No texto, o grupo também diz esperar da Prevent Senior “total transparência neste momento e que os serviços de saúde prestados se mantenham com a mesma qualidade”.

A Prevent Senior, que tem 550 mil segurados, entrou no radar da CPI da Covid após o recebimento de um dossiê de 15 médicos da operadora. No documentos, eles relatam que pacientes, sem consentimento, foram usados como cobaias para estudos com remédios contra a Covid-19. A empresa também é acusada de fraudar atestados de óbito.

Além do Senado, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quinta-feira (30), uma CPI para investigar a Prevent Senior. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, existe também um projeto de uma CPI. Na segunda-feira (27), foi protocolado requerimento por deputados. Para entrar em funcionamento, porém, a CPI ainda precisa ser aprovada em comissões e no plenário.

“Não queremos ser esquecidos”, diz Maria Cândida Quintale, aposentada e uma das coordenadoras do grupo. “Ficamos assustados não com o convênio, mas preocupados de acontecer alguma coisa com a empresa e a gente ficar sem atendimento.”

Quintale avalia que se, for provado que a empresa cometeu, de fato, irregularidades, ela deve responder. “Mas, por enquanto, estamos aguardando”, diz ela, que pondera que, mesmo que a operadora seja julgada culpada, não acredita que todos os médicos estariam envolvidos nos problemas.

“Se houve uma equipe ou alguém da administração que cometeu algo, tem que ser punido, mas não punir a empresa porque a grande maioria não deve estar envolvida nisso”, afirma.

Apesar das denúncias, ela diz manter a confiança na operadora de saúde. Cita que seu marido vai realizar, na próxima semana, uma cirurgia no coração. “Se eu estivesse preocupada com o mau atendimento, eu ia colocar meu marido no hospital deles? De jeito nenhum.”

Sueli Eid coordena outro grupo no Facebook, chamado simplesmente Prevent Senior, que reúne 18 mil beneficiários do convênio. Desde o início da CPI da Covid, ela relata, recebe diariamente mensagens de segurados preocupados com o futuro da empresa.

“A maioria é formada por idosos que vieram de outros convênios”, conta ela. “Queremos continuar tendo cobertura, independente do que acontecer na empresa.”

Eid comenta que, dentro do grupo, é comum que ocorram discussões, já que a grande maioria acredita na inocência da empresa. Assim, ela diz, quando alguém fala mal da operadora, chegam a ela pedidos de usuários para que o crítico seja removido do grupo.

Porém, a administradora garante manter a pluralidade. “Eu digo que não é assim e argumento que eles têm que entender que tem gente que pensa diferente”, diz.

Por meio de nota, a Prevent Senior informa que a empresa respeita o manifesto dos beneficiários, mas “pede para que fiquem tranquilos”.

O comunicado garante que a “empresa tem solidez, manterá a qualidade dos serviços prestados e continuará cuidando de pessoas”. Além disso, a operadora afirma que repudia “as denúncias anônimas levadas à CPI e acredita que investigações técnicas no âmbito judicial chegarão à verdade dos fatos”.

Advogados da área da saúde afirmam que, hoje, não há indício para tamanha preocupação dos beneficiários.

Elton Fernandes, especializado em causas relacionadas a planos de saúde, analisa que se trata de uma empresa muito capitalizada, com lucro líquido alto. “O Estado não tem qualquer interesse de que uma operadora que atende idosos vá a falência”, avalia ele.

Também advogado, Gabriel Massote Pereira concorda que ainda não há dados para tal alarmismo. Ele explica que caso, em última instância, a empresa quebre, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), normalmente, intervém para que os beneficiários desassistidos possam migrar sem carência para outras operadoras.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude