Candidíase na boca: conheça suas formas de contágio e o que é bom

A candidíase na boca é uma das principais causas por trás das feridas na boca. É importante que em meio aos primeiros sinais de seus sintomas se recorra a ajuda de um dentista. Veja aqui o que é candidíase na boca, seus principais sintomas, causas e melhores formas de tratamento: O que é candidíase na …

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Cuidados Paliativos em debate: como organizar os sistemas de saúde para a realidade global

Alessandra Pereira da Silva e Mario Dal Poz

Os cuidados paliativos ganharam repercussão na mídia devido a informações equivocadas sobre forma e conteúdo dessa área de conhecimento. Tomamos isso como uma oportunidade para esclarecer a relevância do papel de profissionais paliativistas no contexto nacional e internacional e afastar eventuais tentativas de nomear  os cuidados paliativos como práticas reprováveis do ponto de vista ético e científico.

Para enfrentamento do desafio global de ofertar serviços de saúde a uma população longeva, com doenças crônicas e comorbidades, se faz primordial a discussão sobre os Cuidados Paliativos. Segundo estimativa da Aliança Mundial de Cuidados Paliativos, há 20 milhões de pessoas que precisam desse tipo de assistência no mundo anualmente. Os adultos acima dos 60 anos representam 69% e as crianças 6% das pessoas que precisam do tratamento para diversas doenças. A maior proporção de adultos que demandam esse tipo de tratamento está em países de baixa e média renda, como o Brasil. Em 2014 a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que somente 10% dos que precisam dos cuidados paliativos no mundo recebem o tratamento. A dimensão das doenças crônicas na saúde global e sua relação com o aumento da demanda para cuidados paliativos levam à necessidade de divulgar conceitos corretos para profissionais de saúde e para a sociedade, bem como  organizar os sistemas de saúde para essa realidade.

Em 1990 a OMS definiu um conceito para cuidados paliativos, atualizado em 2002: “Cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos”. Pela abrangência da oferta assistencial prestada, os cuidados paliativos são importantes desde o diagnóstico, tanto para a equipe manejar as indicações de forma assertiva como para pacientes e familiares se sentirem acolhidos e partícipes do tratamento. Porém, devido a fatores técnicos e subjetivos, tais como a formação de profissionais da saúde voltada majoritariamente para a cura e os tabus familiares, sociais e religiosos que envolvem a finitude, há vários obstáculos para reconhecer e aceitar o tratamento em questão. Isso pode ser percebido em expressões consagradas como “fora de possibilidade terapêutica” (FPT), que ainda hoje é largamente utilizada, negligenciando o fato de a paliação constituir uma terapêutica, embora sem um horizonte de cura.

Observa-se que nos dias atuais ainda há um descompasso entre conceitos e expressões, que atrelam os cuidados paliativos necessariamente à morte e não a uma possibilidade de cuidar do ser humano com respeito a sua dignidade até a finitude e para além dela, com atenção ao luto das famílias. Um exemplo é a expressão “prolongamento da vida” que vai de encontro ao consenso atual sobre cuidados paliativos e pode ser confundida com a utilização excessiva e desnecessária de recursos tecnológicos disponíveis sem benefício direto ou indireto, denominada “futilidade terapêutica”.  

O Conselho Federal de Medicina (CFM) na Resolução 1805/2006 permite ao médico limitar ou suspender tratamentos que prolonguem a vida na fase terminal de doenças graves e incuráveis, com garantia de uma assistência integral no alívio do sofrimento. Os cuidados paliativos oncológicos foram inseridos como componente do cuidado integral na Portaria nº 874 de 2013. A partir desse marco no Brasil, os cuidados paliativos foram finalmente consagrados como uma modalidade de tratamento. O diferencial é que a utilização de recursos terapêuticos com foco exclusivo para a cura foi ampliada para a oferta de tratamento digno quando não há possibilidade de recuperação da doença, visando o alívio do sofrimento, com protagonismo do paciente nas decisões e inclusão da família na oferta de assistência pela equipe.

Dentre os princípios dos cuidados paliativos, a Resolução do MS nº 41 de 2018 repudia as futilidades diagnósticas e terapêuticas, com ênfase à afirmação da vida, à aceitação da morte como um processo natural e ao respeito à evolução natural da doença, sem acelerar nem retardar a morte. Dessa forma, os cuidados paliativos constituem um suporte para que o paciente viva com autonomia, e o mais ativamente possível de acordo com as limitações impostas. O papel dos cuidados paliativos na atenção integral foi evidenciado na 67ª Assembleia da OMS, realizada em 2014, com a recomendação para o desenvolvimento, fortalecimento e implementação de políticas públicas para apoiar os sistemas de saúde, em todos os níveis.

Em comparação com o cenário internacional, os cuidados paliativos no Brasil são realizados com estrutura frágil, serviços numericamente insuficientes e sem a prática difusa de referência e contrarreferência desde a atenção primária, passando pelas emergências, hospitais especializados e assistência domiciliar. No âmbito da Rede de Atenção à Saúde (RAS), a proposta para organizar as diretrizes dos cuidados paliativos no SUS, no contexto de continuidade e integralidade da assistência, foi apresentada na Resolução nº 41 de 31 de outubro de 2018. Essa norma define pontos importantes do que essa modalidade de tratamento preconiza como:  multidisciplinaridade, prevenção e alívio do sofrimento, início da oferta dos cuidados paliativos a partir do diagnóstico e abordagem e sintomas de origem física, psicossocial e espiritual.

O objetivo é que os cuidados paliativos estejam integrados na RAS para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares, com assistência humanizada, abrangência de todas as linhas de cuidado e todos os níveis de atenção, baseada em evidências e com acesso equitativo. Dessa forma, há previsão de oferta de cuidados paliativos na atenção básica, na atenção domiciliar, em serviços ambulatoriais, urgências, emergências e atenção hospitalar com acompanhamento longitudinal, coordenação de cuidados e plano terapêutico ajustado à complexidade das necessidades e possibilidades do paciente e dos familiares.

Uma vez que a melhoria da qualidade de vida associada à longevidade deverá acarretar o aumento da incidência de doenças crônicas e constituirá um desafio para os sistemas de saúde, o dimensionamento do quadro de pessoal para o controle da doença ganha relevância. Por isso, a preocupação sobre suficiência ou insuficiência de profissionais para acolher e tratar pessoas com câncer deve estar na pauta do dia.

Os cuidados paliativos necessitam de uma equipe capacitada e dimensionada adequadamente para ofertar serviços de qualidade aos pacientes e familiares. Ao mesmo tempo, a concepção da paliação deve estar disseminada entre todos os profissionais, inclusive os que atuam nas linhas de tratamento com objetivo de cura. Uma diretriz política e de organização de serviços deve ser a atenção ao cuidado dos trabalhadores, com reconhecimento do impacto da rotina e da carga de trabalho em graus variados nas questões físicas, psicológicas e sociais dos profissionais de saúde. Equipes mal dimensionadas, distribuídas inadequadamente e com carga de trabalho elevada tendem a apresentar maior grau de sofrimento, adoecimento e absenteísmo, sobrecarregando as equipes e afetando a prestação de cuidado e os resultados de saúde.

Nas discussões sobre o acesso global aos cuidados paliativos há uma agenda de pesquisa que está avançando, com estudiosos que se dedicam a projetar a necessidade de cuidados paliativos até 2060, baseados no conceito e metodologia da Comissão de Acesso Global ao Cuidado Paliativo e Alívio da Dor. O foco do estudo é minimizar o sofrimento da população relacionado às doenças que acometem de forma mais expressiva idosos e pessoas com demência nos países de baixa renda.

Perspectivas

Acompanhando a tendência global, o sistema de saúde brasileiro precisará incluir, num futuro próximo, os cuidados paliativos como um tratamento que inicia com o diagnóstico de uma doença crônica e acompanha o paciente até a prestação de cuidados de fim de vida e suporte aos familiares no processo de luto. Para isso, é urgente consolidar e normatizar uma Política Nacional de Cuidados Paliativos, disseminar o tratamento como possível de ser iniciado em todos os níveis de atenção à saúde, promover ações educativas e conscientizar profissionais que lidam com quaisquer doenças crônico-degenerativas sobre a importância do tema. Além disso, a valorização dos profissionais que atuam na área pode ser traduzida pelo dimensionamento e pela distribuição adequada de equipes e pela melhoria das condições de trabalho tendo em vista a peculiaridade das atividades realizadas. Com o aprofundamento dos debates em instâncias científicas, a sociedade se beneficiará com profissionais preparados, cuidado tempestivo e um sistema de saúde capaz de ofertar atenção integral às doenças crônicas, considerando toda a complexidade envolvida.

Alessandra Pereira da Silva, enfermeira, Doutora em Saúde Coletiva (UERJ) e Analista de Ciência e Tecnologia do INCA.

Mario Dal Poz, Professor Titular no Instituto de Medicina Social.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Periodontia: qual a função por trás dessa especialidade da odontologia?

A periodontia é uma das principais especialidades da odontologia e é essencial para a manutenção da saúde bucal. Conheça qual a função por trás da periodontia, seus principais procedimentos e qual a importância por trás dessa especialidade: O que é Periodontia? A periodontia é a especialidade odontológica que está por trás dos cuidados e do …

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Pesquisa científica não é brincadeira para moleque

Nas últimas semanas, os brasileiros receberam, com perplexidade, informações sobre um experimento cruel, realizado durante a pandemia. Caso as informações que vieram a público sejam confirmadas, trata-se de uma crueldade talvez inédita na história da ciência brasileira, que precisa ser exemplarmente punida, para que nunca se repita. Em 10 tópicos, eu e o professor Daniel Umpierre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, descreveremos questões essenciais para que as pessoas entendam um pouco mais de experimentos científicos.

1. Um estágio inicial de qualquer pesquisa envolvendo seres humanos é a aprovação em um comitê de ética em pesquisa. Esses comitês, ligados à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), avaliam os protocolos para garantir que os cuidados necessários sejam tomados. É um passo essencial para evitar que experimentos desnecessários ou nocivos sejam conduzidos.

2. Nos estudos com abordagem experimental, os pesquisadores não apenas observam os fatos, mas também intervêm junto aos participantes. Este tipo de pesquisa possui protocolos bastante rigorosos, para garantir que o experimento não produza mais dano do que benefício e que o participante esteja 100% ciente dos riscos e benefícios ligados à sua participação. Nesses casos, além da aprovação em um comitê de ética em pesquisa, é essencial fazer o registro do experimento em plataformas específicas para esse fim, mais uma vez evitando experimentos cruéis.

3. O sigilo imposto aos dados de pesquisa é para proteger os participantes, não para proteger os cientistas responsáveis pelo estudo. Resguardada a proteção aos dados sensíveis dos participantes, há um movimento crescente promovendo que os bancos de dados das pesquisas envolvendo seres humanos sejam transparentes, exatamente para evitar que experimentos cruéis sejam realizados e para permitir que os resultados possam ser minuciosamente verificados por outras pessoas.

4. Em qualquer estudo experimental sério, envolvendo a comparação de novos tratamentos médicos a uma intervenção fictícia (placebo) ou a tratamentos que já estejam em uso, os pacientes são sorteados para receberem o tratamento em questão ou não. Não cabe ao participante do estudo decidir se quer receber o tratamento ou não. O exemplo mais clássico vem dos estudos de vacinas, onde os participantes não escolhem se receberão a vacina ou o placebo.

5. Por mais que os pesquisadores tenham uma hipótese inicial, o princípio elementar da ciência é que as perguntas são tão importantes quanto as respostas. Em outras palavras, não cabe ao pesquisador manipular os dados para confirmar sua hipótese prévia. Cabe ao pesquisador analisar os dados e relatar os resultados.

6. É inadmissível, em qualquer experimento sério, que os pesquisadores classifiquem os participantes de maneira incorreta. Por exemplo, uma pessoa que estava infectada por Covid-19, e veio a falecer algumas semanas depois, não pode, jamais, ser classificada como se não tivesse Covid-19. A alteração destes registros é fraude e a omissão intencional de informações é uma conduta científica totalmente inadequada, além de criminosa.

7. Os próprios participantes, ou na impossibilidade desses, seus familiares, devem ter acesso a todas as informações sobre os riscos, benefícios, e os resultados relacionados à participação no projeto. A omissão e a distorção de informações aos participantes são inaceitáveis num contexto de ciência séria.

8. O protocolo do estudo experimental sério deve ser rigorosamente respeitado, e não há espaço para malabarismos no protocolo aprovado pelo comitê de ética. Não cabe aos pesquisadores ou profissionais ligados aos participantes decidir se cumprirão ou não o protocolo da pesquisa. O protocolo deve ser cumprido, até que haja aprovação formal para sua modificação.

9. A publicação de estudos experimentais se dá em canais de comunicação reconhecidos pela ciência, especialmente após revisão por pares. Em outras palavras, outros cientistas julgam o nosso trabalho antes que a gente o publique. Isso evita que experimentos macabros sejam divulgados.

10. Pesquisa científica não é brincadeira para moleque. Existem regras baseadas no princípio de fazer bem aos outros, que vêm sendo construídas há séculos. Quem descumpre dolosamente essas regras, precisa ser exemplarmente punido.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Linfedema: o que é, como identificar e tratamento

O linfedema corresponde ao acúmulo de líquidos em determinada área do corpo, o que leva ao inchaço. Essa situação pode acontecer depois de uma cirurgia, além de também ser comum depois da retirada de gânglios linfáticos afetados por células malignas, devido ao câncer, por exemplo.

Apesar de raro, o linfedema também pode ser congênito e se manifestar no bebê, mas é mais comum nos adultos devido a infecções ou complicações do câncer.

O tratamento do linfedema é feito com fisioterapia por algumas semanas ou meses, com o objetivo de eliminar o excesso de líquido e facilitar a movimentação da região do corpo acometida.

Linfedema: o que é, como identificar e tratamento

Como identificar 

O linfedema é facilmente observado a olho nu e durante a palpação, não sendo necessário realizar nenhum exame específico para o seu diagnóstico, mas pode ser útil verificar o diâmetro do membro afetado com uma fita métrica.

É considerado linfedema quando há aumento de 2 cm na circunferência do braço afetado, quando comparado com as medidas do braço não afetado, por exemplo. Essa medição deve ser feita em todo membro afetado a cada 5-10 cm de distância, e serve como parâmetro para verificar os efeitos do tratamento. Nas áreas como tronco, área genital ou quando os dois membros são afetados uma boa solução pode ser tirar fotografias para avaliar os resultados antes e depois. 

Além do inchaço local, a pessoa pode apresentar sensação de peso, tensão, dificuldade de movimentar o membro afetado.

Porque acontece o linfedema 

O linfedema é o acumulo da linfa, que é um líquido e proteínas fora da circulação sanguínea e linfática, no espaço entre as células. O linfedema pode ser classificado como sendo:

  • Linfedema primário: apesar de ser muito raro, é quando é causado por alterações no desenvolvimento do sistema linfático, e o bebê já nasce com essa condição e o inchaço permanece ao longo da vida, embora possa ser tratado
  • Linfedema secundário: quando acontece devido a alguma obstrução ou alteração no sistema linfático devido a doença infecciosa, como a elefantíase, obstrução causada pelo câncer ou consequência do seu tratamento, devido a cirurgia, lesão traumática ou doença inflamatória, nessa caso há sempre inflamação dos tecidos envolvidos e risco de fibrose. 

É muito comum o linfedema após o câncer de mama, quando são retirados gânglios linfáticos na cirurgia de retirada do tumor, porque a circulação linfática fica prejudicada, e por força da gravidade, o excesso de líquidos fica acumulada no braço.

Linfedema tem cura? 

Não é possível curar o linfedema porque o resultado do tratamento não é definitivo, havendo necessidade de um outro período de tratamento. Contudo, o tratamento pode reduzir o inchaço de forma significativa, sendo recomendado o tratamento clínico e fisioterapêutico por aproximadamente 3 a 6 meses.

Na fisioterapia é recomendado fazer 5 sessões por semana na fase inicial, até o momento em que existe uma estabilização do inchaço. Após esse período é recomendado fazer mais 8 a 10 semanas de tratamento, mas esse tempo varia de pessoa para pessoa e dos cuidados que mantém no seu dia-a-dia.

Como é feito o tratamento

O tratamento do linfedema deve ser orientado pelo médico e pelo fisioterapeuta e pode ser feito com:

  • Remédios: como gama benzopironas ou flavonóides, sob indicação e acompanhamento médico; 
  • Fisioterapia: é indicado realizar a drenagem linfática manual adaptada à realidade do corpo da pessoa. A drenagem linfática após a retirada de linfonodos é um pouco diferente da habitual, porque é preciso direcionar a linfa para os gânglios corretos. Caso contrário, a drenagem pode ser prejudicial causando ainda mais dor e desconforto;
  • Bandagem elástica: este é um tipo de atadura não muito apertada, que quando é devidamente colocada ajuda a conduzir a linfa adequadamente, eliminando o inchaço. A manga elástica deve ser usada, segundo a recomendação do médico e/ou fisioterapeuta, com compressão de 30 à 60 mmHg durante o dia, e também durante a realização de exercícios;
  • Enfaixamento: deve-se colocar uma faixa tensora em camadas sobrepostas após a drenagem nos primeiros 7 dias, e a seguir 3 vezes por semana, para ajudar a eliminar o edema. A manga é recomendada para linfedema no braço e a meia de compressão elástica para as pernas inchadas;
  • Exercícios: é importante ainda realizar exercícios sob a supervisão do fisioterapeuta, que podem ser realizados com bastão, por exemplo, mas exercícios aeróbios também são indicados;
  • Cuidados com a pele: deve-se manter a pele limpa e hidratada, evitando usar roupas apertadas ou com botões que possam ferir a pele, facilitando a entrada de micro-organismos. Assim, é preferível usar tecido de algodão com com velcro ou com espuma;
  • Cirurgia: pode ser indicada em caso de linfedema na região genital, e no linfedema de pernas e pés de causa primária. 

Em caso de excesso de peso é importante emagrecer e também é recomendado diminuir o consumo de sal e de alimentos que aumentam a retenção de líquidos, como os industrializados e ricos em sódio, isso não vai eliminar o excesso de líquidos referente ao linfedema, mas ajuda a desinchar o corpo, como um todo. 

Quando a pessoa apresenta edema há muito tempo, pode surgir como complicação a presença de fibrose, que é um tecido endurecido na região, e nesse caso deve-se realizar terapia específica para eliminar a fibrose, com técnicas manuais.

Fonte tuasaude.com

Nobel de Medicina de 2021 vai para descoberta de receptores de temperatura e sensação de toque na pele

O Nobel de Medicina de 2021 vai para David Julius e Ardem Patapoutian pela descoberta de receptores de temperatura e sensação de toque na pele.

O Julius é americano, o Patapoutian nasceu no Líbano.

Como é escolhido o ganhador do Nobel

A tradicional premiação do Nobel teve início, de certa forma, com a morte de Alfred Nobel, inventor da dinamite. Em 1895, em seu último testamento, Nobel registrou que sua fortuna deveria ser destinada para a construção de um prêmio —o que foi recebido por sua família com constestação. O primeiro prêmio foi dado em 1901.

A escolha do vencedor do principal prêmio da área de fisiologia ou medicina começa por indicações de um grupo de 50 pesquisadores ligados ao Instituto Karolinska, na Suécia. Alfred Nobel, em seu testamento, destinou à instituição a missão de eleger para receber a láurea aquele que tenha feito notáveis contribuições ao futuro da humanidade.

O processo tem início no ano anterior à premiação, mais especificamente em setembro, com o envio de convites para indicar um nome para o prêmio, o que deve ocorrer até o dia 31 de janeiro.

Podem indicar nomes os membros do Comitê do Nobel do Instituto Karolinska; profissionais da área de biologia e medicina ligados à Academia Real Sueca de Ciências; vencedores dos prêmios de fisiologia ou medicina ou de química; professores titulares de medicina de instituições suecas, norueguesas, finlandesas, islandesas ou dinamarquesas; professores em cargos semelhantes em outras faculdades de medicina de universidades de todo o mundo, selecionadas pelo Comitê do Nobel, com o objetivo de assegurar a distribuição adequada da tarefa entre vários países; e acadêmicos e cientistas selecionados pelo Comitê do Nobel.

Já autoindicações não são aceitas.

Histórico recente do Nobel de Medicina

Em 2020, o Nobel de Medicina foi dividido por três pesquisadores pela descoberta do vírus da hepatite C. O americano Harvey Alter, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH), o britânico Michael Houghton, da Universidade de Alberta, e também o americano Charles Rice, da Universidade Rockefeller, foram os laureados.

Por causa da pandemia, em 2020, a medalha e o diploma de premiação foram enviados para a casa dos laureados, o que se repetirá neste ano. Há ainda a possibilidade de um presencial Dia do Nobel, em 10 de dezembro, com a premiação do Nobel da Paz —anunciada antes, porém (veja a agenda abaixo). A decisão será tomada em meados de outubro.

Já em 2019, William G. Kaelin, da Universidade Harvard, Peter J. Ratcliffe, da Universidade de Oxford, e Gregg L. Semenza, da Universidade Johns Hopkins, foram os premiados por pesquisas sobre como as células percebem e alteram o comportamento de acordo com a disponibilidade de oxigênio.

Em 2018, foi a vez de James P. Allison e de Tasuku Honjo serem laureados pelas descobertas ligadas à imunoterapia, ou seja, ao combate do câncer com drogas que potencializam a função do sistema imunológico.

Entre as descobertas premiadas no passado estão as da estrutura do DNA por James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins (1962), a da penicilina por Fleming e outros (1945), a do ciclo do ácido cítrico por Hans Krebs (1953) e a da estrutura do sistema nervoso por Camillo Golgi e Santiago Ramón y Cajal (1906).

Outras descobertas notáveis premiadas pelo Nobel de Medicina ou Fisiologia são a da insulina (1932), da relação entre HPV e câncer (2008), a da fertilização in vitro (2010), a de que existem grupos sanguíneos (1930) e a de como agem os hormônios (1971).

A única pessoa nascida no Brasil que recebeu um Nobel foi o britânico Peter Medawar, pela descoberta das bases da tolerância imunológica adquirida, ou seja, a capacidade de fazer o sistema imunológico de um organismo não reagir a certos fatores.

“É meu desejo que, ao atribuir os prêmios, nenhuma consideração seja dada à nacionalidade, mas que o prêmio seja concedido à pessoa mais digna, sejam ou não escandinavos”, diz o testamento de Alfred Nobel.

Apesar do desejo, a concentração das premiações científicas em países ricos é expressiva. Isso sem contar o pequeno número de mulheres premiadas, somente 12 de 222 laureados —e o Nobel de Medicina, entre os prêmios científicos, ainda é o com maior participação feminina.

Agenda do Nobel

Nobel de Física – terça-feira (5)

Nobel de Química – quarta-feira (6)

Nobel de Literatura – quinta-feira (7)

Nobel da Paz – sexta-feira (8)

Nobel de Economia – segunda-feira (11)

Os anúncios ao vivo dos vencedores podem ser acompanhados no site oficial da premiação e no perfil do YouTube do Nobel.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Betametasona: para que serve, como usar e efeitos colaterais

A betametasona é um remédio corticóide com potente ação anti-inflamatória, antialérgica e anti-reumática, indicado para tratar diversos problemas de saúde que afetam a pele, mucosas, glândulas, ossos, músculos ou sistema respiratório, como dermatite, urticária, artrite reumatóide, dor ciática, bronquite, asma ou lúpus, por exemplo, aliviando sintomas como coceira, vermelhidão, inflamação dos ossos, articulações ou dor.

Esse remédio pode ser encontrado como dipropionato de betametasona, valerato de betametasona ou fosfato dissódico de betametasona, na forma de pomada, creme, loção, solução tópica, comprimido ou injetável, com os nomes Betnovate, Betaderm, Diprosone, Diprospan ou Diprogenta, por exemplo. Além disso, alguns cremes, pomadas ou xarope podem conter betametasona associada a outras substâncias como gentamicina, ácido salicílico, dexclorfeniramina ou cetoconazol.

A betametasona deve ser usada somente com indicação e orientação médica, de acordo com o problema de saúde a ser tratado, e com as doses e pelo tempo de tratamento recomendado pelo médico.

Betametasona: para que serve, como usar e efeitos colaterais

Para que serve

A betametasona é indicada para tratar diversos problemas de saúde que incluem:

  • Doenças osteoarticulares: artrite reumatoide, osteoartrite, bursite, espondilite anquilosante, epicondilite, radiculite, coccidinia, dor ciática, lumbago, torcicolo, cisto ganglionar, exostose, fascite;
  • Condições alérgicas: asma brônquica crônica, febre do feno, edema angioneurótico, bronquite alérgica, rinite alérgica sazonal ou perene, reações alérgicas à remédios, doenças do sono e picadas de insetos;
  • Condições dermatológicas: dermatite atópica, neurodermatite, dermatite de contato ou solar grave, urticária, líquen plano hipertrófico, necrobiose lipoídica diabética, alopécia areata, lúpus eritematoso discoide, psoríase, queloides, pênfigo, dermatite herpetiforme e acne cística;
  • Colagenoses: lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, dermatomiosite ou periarterite nodosa, leucemias e linfomas em adultos, ou leucemia aguda da infância.

Além disso, pode ser usado no tratamento da Síndrome adrenogenital, colite ulcerativa, ileíte regional, bursite, nefrite e síndrome nefrótica, sendo necessário nesses casos que o uso de betametasona seja suplementado com mineralocorticoides. A betametasona injetável é recomendada quando o medicamento não responde aos corticóides sistêmicos.

Como usar

O modo de uso da betametasona depende da idade da pessoa e condição que deseja ser tratada, bem como da forma em que é usada e inclui: 

  • Betametasona pomada, creme, loção ou solução tópica: o uso deve ser feito sobre a pele passando uma uma pequena quantidade da betametasona na área afetada, sendo que a dose recomendado para adultos ou crianças com mais de 1 ano é de de 1 a 2 vezes por dia por um período máximo de 4 semanas, conforme orientação médica;
  • Betametasona comprimido: os comprimidos devem ser tomados por via oral, sendo que a dose inicial de betametasona para adultos pode variar entre 0,25 mg a 8,0 mg por dia, com uma dose máxima de 8,0 mg por dia. No caso das crianças, a dose inicial pode variar de 0,017 mg a 0,25 mg por kg de peso corporal, conforme orientação médica.
  • Betametasona injetável: as doses devem ser recomendadas pelo médico de forma individualizada de acordo com o problema a ser tratado, e devem ser aplicadas pelo médico, por um enfermeiro ou profissional de saúde com experiência em injetáveis.

O tempo de tratamento com betametasona pode variar de acordo com o tipo de problema de saúde a ser tratado, devendo-se sempre seguir as orientações médicas.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da betametasona estão relacionados com a dose e tempo do tratamento, e incluem pressão alta, coceira, fraqueza e dor muscular, perda de massa muscular, osteoporose, fraturas vertebrais, inflamação do pâncreas, inchaço abdominal, esofaringite ulcerativa e comprometimento da cicatrização dos tecidos.

Algumas pessoas podem relatar também equimoses, eritema facial, aumento da sudorese, vertigem, dor de cabeça, irregularidades menstruais, desenvolvimento de Síndrome de Cushing, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestações clínicas de diabetes com aumento das necessidades diárias de insulina ou agentes hipoglicemiantes orais.

Apesar de existirem vários efeitos adversos relacionados com o uso da betametasona, essas reações podem ser revertidas apenas com a alteração da dose ou suspensão do tratamento, devendo ser orientado pelo médico.

Quem não deve usar

A betametasona, de forma geral, não deve ser usada por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, a menos que recomendado pelo médico. Além disso, a betametasona não deve ser usada por pessoas que possuem infecção ativa e/ou sistêmica, alergia aos componentes da fórmula ou outros corticóides. 

A pomada, creme, loção ou solução tópica de betametasona não devem ser usados por crianças com menos de 1 ano de idade. Já a betametasona injetável não deve ser aplicada no músculo em pessoas com púrpura trombocitopênica idiopática e não deve ser aplicado na veia ou na pele em casos de pessoas com colite ulcerativa não específica, se houver possibilidade de perfuração iminente, abscesso ou outra infecção piogênica, diverticulite, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal ou pressão alta, osteoporose e miastenia.

A betametasona pode interferir no efeito de outros remédios como fenobarbital, fenitoína, rifampicina, efedrina, estrógenos, digitálicos, anfotericina B, cumarínicos, anti-inflamatórios não hormonais, álcool, salicilatos, ácido acetilsalicílico, hipoglicemiantes e glicocorticóides. Por isso é importante comunicar ao médico todos os remédios que são utilizados para evitar aumento ou diminuição do seu efeito.

Fonte tuasaude.com

Mordida aberta: conheça as causas, tipos e tratamentos para o problema

A mordida aberta é um dos principais problemas envolvendo o oclusão da arcada dentária. Além de comprometer a estética do sorriso, a mordida aberta também se trata de um problema funcional e que pode trazer uma série de prejuízos à saúde bucal. Veja aqui quais são as principais causas por trás do problema, seus sintomas, …

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Argentina aprova vacina da Sinopharm para crianças de 3 a 11 anos

O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira (1º) a aprovação do uso da vacina da Sinopharm, de origem chinesa, para imunizar crianças de 3 a 11 anos contra a Covid-19, única faixa etária que ainda não iniciou o processo de imunização no país sul-americano.

“É um grande passo em nossa campanha de vacinação e se soma à escalada de vacinação de adolescentes que planejamos para outubro”, declarou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, em uma coletiva de imprensa conjunta com seu colega da Educação, Jaime Perczyk.

Cerca de 6 milhões de crianças com idades entre 3 e 11 anos estão em condições de serem vacinadas, para as quais a Argentina já possui um estoque de quase 10 milhões de doses da Sinopharm e prevê a chegada de 2,75 milhões para a próxima semana.

O imunizante da Sinopharm é administrado em duas doses, com 28 dias de intervalo.

“A Argentina encerrará o ano de 2021 com toda a sua população acima dos três anos coberta” contra o coronavírus, prometeu a ministra.

Vizzotti explicou que para essa aprovação contaram com os resultados de ensaios clínicos de fase 1 e 2 realizados em crianças na China e nos Emirados Árabes Unidos, assim como a experiência do Chile, onde é aplicada nessa faixa etária outra vacina “de plataforma igual”.

A Argentina começou recentemente a imunizar cinco milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos com as vacinas da Moderna e da Pfizer. No total, até esta sexta-feira, cerca de 22,4 milhões de pessoas completaram o esquema de vacinação (49,7% da população total), e outras 7,4 milhões receberam a primeira dose.

O governo pretende aproveitar a campanha da Covid-19 para completar o plano de vacinas obrigatórias para crianças em idade escolar, que em muitos casos ficou interrompido desde março de 2020 em meio ao confinamento pela pandemia.

“Essas vacinas podem ser administradas juntas, será uma grande oportunidade para recuperar os planos de vacinação”, afirmou Vizzotti.

Há várias semanas, a Argentina registra uma queda substancial nas infecções e mortes diárias por Covid-19, números que nesta sexta-feira foram de 1.564 novos casos e 48 óbitos, o que levou a uma forte reabertura das atividades.

Argentina, com 45 milhões de habitantes, registrou 5,5 milhões de infecções no total e pouco mais de 115 mil mortes desde o início da pandemia.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Aparelho invisível: conheça essa tecnologia ortodôntica

O aparelho invisível é uma das mais recentes tecnologias aliadas ao tratamento ortodôntico e é capaz de trazer uma série de benefícios à saúde bucal. Conheça aqui tudo o que você precisa saber sobre o aparelho invisível, quais são suas indicações, benefícios e quanto custa: O que é aparelho invisível? O aparelho invisível, conhecido como …

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