Brasileiros se dividem entre medo da Covid e sensação de liberdade com reaberturas

Em pé, com um drinque em mãos, o paulistano arrisca um passinho de dança na pista de alguma balada. A cena pode rememorar a um período pré-pandêmico distante, mas será permitida a partir desta segunda-feira (1º) em São Paulo —na data, também fica liberada a presença de público em pé em shows e estádios podem ter ocupação completa de torcedores.

Em meio ao avanço da vacinação e à queda no número de mortes, cenas assim aparecem em boa parte dos estados. No Rio de Janeiro, as medidas foram ainda mais flexibilizadas, e o uso de máscaras foi liberado ao ar livre.

Apesar da sensação de liberdade que muitos adquirem ao completarem o esquema vacinal contra a Covid-19, há ainda quem se sinta inseguro para sair na rua e siga com medidas de isolamento social. É o caso da decoradora Marcia Coppola, 62, que vive em São Paulo com a mãe Myrian, 92, e a irmã designer Viviane Coppola, 58.

Desde março do ano passado, elas não recebem pessoas no apartamento e todos os produtos que entram ali são higienizados. Marcia avalia que a vida enclausurada não é desagradável, mas confessa que os últimos seis meses foram mais estressantes, já que ela teve que equilibrar os cuidados domésticos com o trabalho, pois o trabalho da sua irmã voltou de forma presencial.

Ela também precisa visitar obras vez ou outra na semana e já fez algumas viagens a trabalho, mas ainda não se sente segura para ir a restaurantes ou lugares fechados, como shoppings e cinema.

“Quando saímos, a gente tenta não ficar perto da nossa mãe porque, apesar de ter tomado a terceira dose, a gente não quer que ela pegue [a Covid-19] de jeito nenhum”, diz Marcia, que conta que sua mãe só saiu de casa para tomar a vacina.

Agora, durante o feriado, ela vai tentar passear com a mãe de carro e, se a meteorologia permitir, pretende fazer o que de mais sente falta: ir à piscina do prédio e tomar sol —se o espaço estiver vazio, claro. Mas, ela avalia que apesar das restrições, foi um ano bom. “Para quem precisa trabalhar na rua [em meio à pandemia] é que foi horrível.”

A decoradora prevê que ficará mais tranquila para retomar as atividades presenciais quando receber a terceira dose do imunizante. “Acho que vai dar para relaxar algumas coisinhas e a rotina da casa não vai ficar tão pesada”, diz ela, que também quer voltar a abraçar as crianças que vivem em seu prédio.

Marcia não está sozinha. A redatora publicitária Elen Campos, 44, achava que quando recebesse a segunda dose do imunizante teria coragem para encontrar alguns amigos. As duas doses vieram, mas a coragem ainda não. Agora, o momento é de fazer planos, diz ela.

Por exemplo, em novembro pretende sair de casa para assistir a “Marighella” nos cinemas, mas tem lugar que ela ainda não cogita frequentar, como restaurantes, já que tem que tirar a máscara.

Além disso, já faz planos para escapar de São Paulo. O Carnaval de 2022 ela vai passar no Rio de Janeiro. “A pandemia começou com o fim do Carnaval e vai ter que terminar no começo do próximo”, diz. E promete um retorno triunfal. “Vou sair lambendo o corrimão”, brinca.

Os números em relação à vacinação acalmam Elen, mas ela afirma que a retomada está sendo bem mais lenta do que para a maioria. “O que as pessoas estavam fazendo há um ano, tô começando a fazer agora, isso de dizer ‘vou dar uma arriscadinha’.” Ela retornou à academia só em outubro, por exemplo.

Uma das poucas coisas que ela fez fora de casa, em meio à quarentena, foi dirigir até Belo Horizonte e ficar com a família. Lá conseguiu passar um tempo com o sobrinho de cinco anos que agora enfrenta o retorno às aulas presenciais —o pequeno foi o último da turma a retornar à sala.

“Foi como se fosse, de novo, o primeiro dia de aula”, diz a tia, que relata que o pequeno reclama que as aulas “demoram muito”. “É como se fosse um ritual de passagem, ele está reaprendendo a dividir brinquedos e a conviver com crianças, porque antes tinha a atenção de todos os adultos.”

Entre os que já encaram atividades fora de casa está o editor de vídeo Diogo Mendonça, 35. Mas isso não significa que a retomada a lugares antes triviais não tenha sido estranha.

Depois de um ano e sete meses longe de um shopping, ele teve que trocar uma peça de roupa em meados de outubro. A loja estava lotada e a experiência não foi das melhores. “Quando for repetir a dose, vou procurar horários mais alternativos”, registrou no Twitter.

A ida ao shopping foi a primeira saída sem finalidade essencial. “Foi uma espécie de visão de como era a vida pré-pandemia”, reflete ele, que, ao ver algumas pessoas com a máscara mal colocada, se sentiu, de certa forma, inseguro.

Dias depois do shopping, Mendonça foi ao parque Ibirapuera em um domingo de manhã. Lá conta ter usado outra estratégia: chegou mais cedo para aproveitar o ar livre e, quando começou a encher, decidiu ir embora.

Ele também relata que frequenta a casa de alguns amigos e, vez ou outra, vai a restaurantes e bares, mas sempre de olho na aglomeração. “Sinto mais medo durante o trajeto porque fico pensando o que pode acontecer, mas, quando você chega, senta, começa a conversar, comer e beber, fica natural.”

Mendonça agora tem dois planos a curto prazo: uma viagem à praia e uma ida ao cinema para aproveitar a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. “A exigência do comprovante da vacina me deixa mais tranquilo”, diz.

A estudante de direito Ketheny Zietlow, 24, que vive em Vila Velha (ES), também voltou a viver os imprevistos da vida presencial. Na última semana, com o preço da gasolina nas alturas, ela trocou a ida de carro e, depois de um ano e meio, voltou a andar de ônibus.

A retomada foi carregada de aventura. A primeira condução ela perdeu por “um milésimo de segundo”. Na segunda, uma passageira passou mal e o ônibus foi direto ao pronto-socorro. Já na terceira, a catraca quebrou, o que atrasou a viagem. No entanto, se acostumar ao retorno, ela reflete, não foi difícil. “É tipo andar de bicicleta, não esquece nunca”, ri.

Durante o período mais restrito da quarentena, ela afirma que, além do medo de pegar a Covid-19 e passar para os pais, tinha receio do que as pessoas iriam pensar se soubessem que ela estava se encontrando com amigos. Mas, agora, ela tem saído com maior frequência.

Lugares lotados, Zietlow diz evitar, mas se reúne com amigos, vai ao cinema e a alguns bares e restaurantes. “Aos poucos foi normalizando, ninguém suporta isso por muito tempo”, conclui.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Streptococcus: o que é, como se pega e principais sintomas

Streptococcus corresponde a um gênero de bactérias caracterizadas por terem formato arredondado e serem encontradas arranjadas em cadeia, além de possuírem coloração violeta ou azul escura quando visualizadas através do microscópio, sendo, por isso, chamadas de bactérias gram-positivas.

Boa parte das espécies de Streptococcus podem ser encontradas no organismo, não causando qualquer tipo de doença. No entanto, devido a alguma condição, pode haver desequilíbrio entre as várias espécies de microrganismos presentes no corpo e, consequentemente, este tipo de bactéria consegue se multiplicar mais facilmente, causando diferentes tipos de doenças.

Dependendo da espécie de Streptococcus que consegue se desenvolver, a doença resultante e os sintomas podem variar:

Streptococcus: o que é, como se pega e principais sintomas

1. Streptococcus pyogenes

O Streptococcus pyogenes, S. pyogenes ou Streptococcus do grupo A, é o tipo que pode causar as infecções mais graves, embora esteja naturalmente presente em alguns locais do corpo, especialmente na boca e na garganta, além de poder estar presente na pele e no trato respiratório.

Como se pega: o Streptococcus pyogenes pode ser facilmente transmitido de pessoa para pessoa por meio do compartilhamento de talheres, beijos ou secreções, como espirros e tosse, ou por meio do contato com secreções de feridas de pessoas infectadas.

Doenças que pode causar: uma das principais doenças causadas pelo S. pyogenes é a faringite, mas também pode causar escarlatina, infecções de pele, como impetigo e erisipela, além de necrose tecidual e febre reumática. A febre reumática é uma doença auto-imune caracterizada pelo ataque do próprio organismo ao sistema imunológico e que pode ser favorecido pela presença da bactéria. Saiba como identificar e tratar a febre reumática.

Sintomas comuns: os sintomas da infecção por S. pyogenes variam de acordo com a doença, no entanto o sintoma mais comum é a dor de garganta persistente e que ocorre mais de 2 vezes por ano. A identificação da infecção é feita por meio de exames laboratoriais, principalmente o exame da antiestreptolisina O, ou ASLO, que permite identificar anticorpos produzidos contra essa bactéria. Veja como entender o exame ASLO.

Como tratar: o tratamento depende da doença que a bactéria causa, mas é principalmente feito com o uso de antibióticos, como Penicilina e Eritromicina. É importante que o tratamento seja realizado conforme a orientação do médico, pois é comum que essa bactéria adquira mecanismos de resistência, o que pode tornar o tratamento complicado e resultar em complicações graves para a saúde.

2. Streptococcus agalactiae

O Streptococcus agalactiae, S. agalactiae ou Streptococcus do grupo B, são bactérias que podem ser encontradas mais facilmente no trato intestinal inferior e no sistema urinário e genital feminino, podendo causar infecções graves principalmente em recém-nascidos.

Como se pega: a bactéria está presente na vagina da mulher e pode contaminar o líquido amniótico ou ser aspirada pelo bebê durante o parto.

Doenças que pode causar: o S. agalactiae pode representar risco para o bebê após o nascimento, podendo causar sepse, pneumonia, endocardite e até meningite.

Sintomas comuns: a presença dessa bactéria normalmente não causa sintomas, mas pode ser identificada na mulher algumas semanas antes do parto para que seja verificada a necessidade de fazer tratamento para evitar a infecção no recém-nascido. Já no bebê, a infecção pode ser identificada através de sintomas como alteração no nível da consciência, rosto azulado e dificuldade para respirar, que podem surgir algumas horas após o parto ou dois dias depois. Entenda como é feito o exame para identificar a presença de Streptococcus do grupo B na gravidez.

Como tratar: o tratamento normalmente é feito com o uso de antibióticos, sendo os mais comumente indicados pelo médico Penicilina, Cefalosporina, Eritromicina e Cloranfenicol.

Streptococcus: o que é, como se pega e principais sintomas

3. Streptococcus pneumoniae

O Streptococcus pneumoniae, S. pneumoniae ou pneumococos, pode ser encontrado no trato respiratório de adultos e, menos frequentemente em crianças.

Doenças que pode causar: é responsável por doenças como otite, sinusite, meningite e, principalmente, pneumonia.

Sintomas comuns: com a principal doença é a pneumonia, os sintomas geralmente são respiratórios, como dificuldade para respirar, respiração mais rápida que o normal e cansaço excessivo. Conheça outros sintomas de pneumonia.

Como tratar: o tratamento é feito com o uso de antibióticos, que devem ser recomendados pelo médico, como por exemplo Penicilina, Cloranfenicol, Eritromicina, Sulfametoxazol-Trimetoprima e Tetraciclina.

4. Streptococcus viridans

O Streptococcus viridans, também conhecido por S. viridans, é encontrada principalmente na cavidade oral e da faringe e possui papel protetor, impedindo o desenvolvimento de outras bactérias, como por exemplo a S. pyogenes.

O Streptococcus mitis, pertencente ao grupo do S. viridans, está presente na superfície dos dentes e nas mucosas, podendo ser identificada a sua presença por meio da visualização de placas dentárias. Essas bactérias podem entrar na corrente sanguínea durante a escovação dos dentes ou extração dentária, por exemplo, principalmente quando a gengiva encontra-se inflamada. No entanto, em pessoas saudáveis, essas bactérias são facilmente eliminadas na corrente sanguínea, porém quando a pessoa possui alguma condição predisponente, como aterosclerose, uso de drogas intravenosas ou problemas cardíacos, por exemplo, a bactéria pode crescer em determinado local do corpo, resultando em endocardite.

O Streptococcus mutans, que também pertence ao grupo do S. viridans, está presente principalmente no esmalte do dente e a sua presença nos dentes está diretamente relacionada com a quantidade de açúcar consumida, sendo a principal responsável pela ocorrência de cáries dentárias.

Como confirmar a infecção por Streptococcus

A identificação da infecção por Streptococcus é feito em laboratório por meio de exames específicos. O médico irá indicar, de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, o material que será enviado para laboratório para a análise, podendo ser sangue, secreção da garganta, da boca ou secreção vaginal, por exemplo.

No laboratório são feitos testes específicos que permitem indicar que a bactéria causadora da infecção é Streptococcus, além de outros testes que permitem a identificação da espécie de bactéria, o que é importante para que o médico conclua o diagnóstico. Além da identificação da espécie, são realizados testes bioquímicos que permitem verificar o perfil de sensibilidade da bactéria, ou seja, verificar quais são os melhores antibióticos para combater essa infecção.

Fonte tuasaude.com

O que é ácido hialurônico: conheça quais são os seus benefícios

O ácido hialurônico é um dos ativos mais utilizados em procedimentos estéticos feitos no consultório odontológico. Conheça o ácido hialurônico e as vantagens que o seu uso é capaz de trazer: O que é ácido hialurônico? O ácido hialurônico se trata de um ativo produzido naturalmente pelo corpo e que é capaz de proporcionar uma …

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Presidente da Anvisa rebate fala de Bolsonaro sobre vacina e Aids

Nesta quarta-feira (27), o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, rebateu a associação que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez com vacinas contra a Covid-19 e a Aids.

“As vacinas aprovadas pela Anvisa não induzem a nenhuma doença. Não aumentam a sua propensão a ter nenhuma doença”, disse Barra Torres durante reunião da diretoria colegiada da agência.

Bolsonaro tem sido criticado pela oposição e por especialistas de saúde. Médicos afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa, inexistente e absurda.

A Anvisa é responsável por aprovar o uso das vacinas e de qualquer medicamento no Brasil. Para dar este aval, a agência faz uma análise de segurança, eficácia e qualidade com base em estudos clínicos, dados de fabricação, entre outras informações.

Na quinta-feira (21), Bolsonaro citou “relatórios oficiais do governo do Reino Unido” segundo os quais pessoas totalmente vacinadas estariam “desenvolvendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirira [Aids] mais rápido do que o previsto”.

No vídeo —derrubado pelas redes sociais e também pelo YouTube, na segunda— Bolsonaro afirma que só daria a notícia e que não a comentaria. “Portanto, leiam a matéria, não vou ler aqui porque posso ter problema com a minha live. Não quero que caia a live aqui, quero dar informação”, disse.

Barra Torres não citou a fala de Bolsonaro ou o nome do mandatário. A declaração do presidente da Anvisa, porém, foi uma resposta a falsa associação feita por Bolsonaro.

“Vamos manter a tradição do nosso povo brasileiro de aderir ao PNI (Programa Nacional de Imunizações), que é um motivo de orgulho do nosso país”, disse o chefe da Anvisa.

Depois das redes sociais retirarem o vídeo, Bolsonaro ainda distorceu uma reportagem da revista Exame e culpou a imprensa pela divulgação da fake news. O presidente afirmou que se baseou em informação da revista, mas ele não havia citado o nome da publicação durante a live. O conteúdo da revista tampouco cita qualquer documento oficial do governo britânico.

Barra Torres chegou a ser um conselheiro de Bolsonaro sobre temas de saúde no começo da pandemia, mas se afastou do mandatário. Em março de 2020, o diretor da agência esteve ao lado do presidente, sem máscara, em ato pró-governo. Ele já afirmou que se arrependeu de desrespeitar as regras sanitárias para acompanhar Bolsonaro.

O chefe da Anvisa disse, na reunião desta quarta-feira (27), que a vacina é a principal responsável pela queda de internações e mortes pela Covid.

“Não há de se falar que seja a imunidade de rebanho ou qualquer outra coisa. Isso não tem nenhum sentido. A causa e o efeito (da redução da crise sanitária) estão diante dos nossos olhos, os índices da pandemia caem pois a nossa vacinação avança”, disse Barra Torres.

O diretor da Anvisa afirmou também que o Brasil enfrenta diversas crises, além da sanitária, e que a população ainda é influenciada “por uma série de informações que conflitam, muitas vezes, com a ciência”.

“Fica difícil dizer qual desafio mais falta a ser superado. Parece que todos os possíveis estão colocados na nossa estrada”, afirmou.

Responsável pela área de registro de medicamentos na Anvisa, a diretora Meiruze Freitas também defendeu a imunização. Ela disse que a avaliação da agência sobre as vacinas é séria e baseada em dados científicos. Citou ainda que a própria mãe, de 89 anos, está se recuperando de um quadro leve da Covid “graças à vacina”.

Já o diretor Alex Campos disse que os estudos ainda não autorizam “decretarmos por antecipação o fim da pandemia e dos protocolos”. “O que temos assistido é uma associação da retomada (das atividades) ao fim dos protocolos”, afirmou ele.

A pedido de Bolsonaro, o Ministério da Saúde prepara documento com orientações para desobrigar o uso de máscaras. Alguns estados já avançaram neste debate. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou uma lei que permite que o estado e os municípios fluminenses flexibilizem o uso da proteção em locais abertos.

Já governo do Distrito Federal determinou o fim do uso obrigatório das máscaras em locais abertos a partir de 3 de novembro.

Campos ainda afirmou que já preparou minuta de resolução para definir protocolos para a volta das viagens de cruzeiros. O governo autorizou a retomada das navegações a partir de 1º de novembro.

Havia expectativa de o texto ser votado pela diretoria colegiada da Anvisa nesta quarta-feira (27), mas os diretores vão aguardar o Ministério da Saúde publicar portaria com algumas diretrizes para as mesmas atividades.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Dor no tendão de Aquiles: causas e o que fazer

A dor no tendão de Aquiles acontece principalmente em pessoas que costumam fazer corridas em subidas, que praticam ballet ou que treinam diariamente sem que seja possível descansar a musculatura, resultando em microlesões e inflamação do tendão, causando a dor.

Além da dor no calcanhar, é possível que surjam outros sintomas, como rigidez do movimento, dificuldade para andar, inchaço no local e aparecimento de nódulo no local do tendão, em alguns casos.

Na presença de sinais e sintomas indicativos de dor no tendão de Aquiles, é importante que o ortopedista seja consultado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de remédios, pomadas anti-inflamatórias e exercícios de alongamento.

Dor no tendão de Aquiles: causas e o que fazer

Principais causas

A dor no tendão de Aquiles acontece quando essa estrutura é submetida a um esforço maior do que o habitual e não há descanso suficiente, resultando em uma resposta de cura incompleta, o que faz com que ocorram pequenas lesões microscópicas no tendão, incluindo a deposição de fibrina e uma desorganização das fibras de colágeno, resultando na dor, inflamação e rigidez de movimentos. 

A dor no tendão de Aquiles são mais frequentes de acontecer em pessoas entre 30 e 50 anos como consequência de algumas situações, sendo as principais:

  • Corridas em subidas;
  • Ballet;
  • Spinning em pé;
  • Falta de alongamento da panturrilha;
  • Treino diário sem conseguir permitir a recuperação dos músculos e ligamento;
  • Uso de sapato que faz pressão no tendão de Aquiles;
  • Contusão local;
  • Esporão no calcanhar;
  • Bursite.

Nestas atividades, o movimento da ponta do pé e do calcanhar é muito rápido, forte e frequente o que faz com que o tendão possa sofrer uma lesão de ‘chicote’, que favorece a sua inflamação. Além disso, a ausência de alongamento e/ ou descanso favorece também a formação de microlesões no tendão, resultando na dor.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da dor no tendão de Aquiles deve ser feito pelo ortopedista por meio da realização de exame físico, em que são realizados movimentações no pé com o objetivo de avaliar a intensidade da dor. Além disso, é indicada a realização de exames de imagem, como raio-X ou ultrassom, que ajudam a confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da inflamação.

O que fazer

Em caso de dor no tendão de Aquiles, algumas estratégias indicadas, são: 

  • Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos orais ou tópicos;
  • Repouso: Evitar esforço, mas não é necessário ficar de repouso absoluto, basta não praticar atividade física durante alguns dias;
  • Calçado adequado: Usar tênis ou sapato confortável, evitando os sapatos muito duros e também o salto alto, as sandálias do tipo Anabela podem ser usadas desde que o salto não tenha mais que 3 cm de altura, nenhum outro tipo de sapato ou sandália com salto é recomendada;
  • Compressas de gelo: Colocar gelo picado dentro de um pé de meia e enrolar em volta do tornozelo e deixar atuar por 15-20 minutos, várias vezes ao longo do dia, tendo sempre atenção à pele.

Além disso, a acupuntura pode também ser realizada para promover o combate da dor e da inflamação de forma alternativa.

Fisioterapia para dor no tendão de Aquiles

Na fisioterapia podem ser usados outros recursos da eletroterapia com ultrassom, tens, laser, infravermelho e galvanização, por exemplo, com o objetivo de promover o alívio da dor e a inflamação. Os exercícios de alongamento da panturrilha, massagem local e depois os exercícios de fortalecimento, excêntricos, com a perna esticada e também com o joelho dobrado são de grande ajuda para curar a inflamação do tendão de Aquiles.

Para alongar os músculos da perna, o fisioterapeuta pode indicar a realização do seguinte exercício:

  • Subir num degrau e apoiar o pé na ponta do degrau;
  • Apoiar o peso do corpo e abaixar o calcanhar o máximo que conseguir;
  • Manter-se nessa posição por 30 segundos à 1 minuto;

Repetir o mesmo exercício com a outra perna. Realizar 3 alongamentos com cada perna, duas vezes ao dia, durante 1 semana. Após esse período pode ser indicado realizar exercícios de fortalecimento com estes mesmos músculos, e nesse caso pode-se utilizar o mesmo degrau, da seguinte forma:

  • Apoiar os pés na ponta do degrau;
  • Elevar o calcanhar o máximo que conseguir. Fazer 3 séries de 10 repetições. 

Outros exercícios podem ser recomendados pelo fisioterapeuta, de acordo com a necessidade, sendo estes apenas alguns exemplos dos que podem ser feitos em casa.

Fonte tuasaude.com

Ácido hialurônico para que serve: conheça quais são as indicações

O ácido hialurônico é um dos principais agentes utilizados para proporcionar benefícios por procedimentos estéticos. Conheça o ácido hialurônico, para que serve e quais são os seus benefícios: O que é o ácido hialurônico? O ácido hialurônico é uma toxina bastante utilizada em meio aos procedimentos estéticos feitos em consultório odontológico. Também se trata de …

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Barroso diz que afirmação de Bolsonaro que vincula vacinas à Aids é absurda

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou como “absurdo” o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter divulgado uma suposta notícia segundo a qual “vacinados [contra a Covid] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids]”.

De acordo com o magistrado, há “desinformações que comprometem a democracia e a saúde pública”. Especialistas também classificaram como absurda a associação feita por Bolsonaro.

Na segunda-feira (25), Barroso foi sorteado relator da notícia-crime ajuizada por dez parlamentares de oposição contra o chefe do Executivo devido às declarações que relacionam os imunizantes contra o coronavírus à Aids.

Caberá ao magistrado decidir se acolhe o pedido dos deputados e determina uma investigação contra o chefe do Executivo por esse episódio.

O ministro já encaminhou o processo para a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar a respeito, o que é praxe. Depois, deve tomar uma decisão a respeito.

As afirmações do magistrado sobre o caso foram feitas nesta terça-feira (26) em evento sobre fake news organizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O ministro citou que a live do presidente foi retirada do ar e criticou o teor da fala de Bolsonaro. “Um absurdo sem nenhuma confirmação científica e que desincentivaria as pessoas a se vacinarem num mundo em que todas as autoridades médicas defendem a importância da vacinação”, afirmou.

Barroso também disse que alguma medida tem que ser tomada para coibir a disseminação de notícias falsas nas redes sociais.

“Então é preciso ter algum tipo de controle de comportamentos, conteúdos ilícitos e da desinformação que ofereça perigos para valores caros da sociedade como a saúde e a democracia”, defendeu.

Segundo o ministro, é preciso “enfrentar a desinformação, sobretudo quando ela oferece risco para a democracia ou para a saúde, como exemplo ocorrido de ontem para hoje no Brasil”.

A falsa notícia à qual o presidente se refere foi publicada em pelo menos dois sites, Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva. Os textos afirmam erroneamente que pessoas estão perdendo a capacidade do sistema imunológico ao longo das semanas após completarem a vacinação e, por isso, terão “efetivamente a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids] desenvolvida”.

As páginas dizem se apoiar em dados disponibilizados pelo governo britânico. O relatório do portal oficial do Departamento de Saúde Pública do Reino Unido ao qual os portais se referem, porém, não cita a síndrome da imunodeficiência adquirida em nenhum momento.

Além disso, os portais Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva fraudaram a tabela do departamento britânico que analisa os casos de Covid-19 entre vacinados e não vacinados. Ambos inseriram uma coluna que não consta no documento oficial, chamada “reforço ou degradação do sistema imunológico”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

O que é a urocultura com antibiograma, como é feita e para que serve

A urocultura com antibiograma é um exame laboratorial solicitado pelo médico que tem como objetivo identificar o microrganismo causador da infecção das vias urinárias e qual o seu perfil de sensibilidade e de resistência aos antibióticos normalmente utilizados para tratar a infecção. Assim, a partir do resultado do exame, o médico pode indicar o antimicrobiano mais adequado para a pessoa.

A realização desse exame é normalmente indicada quando a pessoa apresenta sinais e sintomas de infecção urinária, no entanto pode ser também solicitado quando após exame de urina do tipo I, o EAS, são identificadas bactérias e numerosos leucócitos na urina, isso porque essas alterações são indicativas de infecção urinária, sendo importante identificar o microrganismo responsável.

O que é a urocultura com antibiograma, como é feita e para que serve

Para que serve a urocultura com antibiograma

O exame de urocultura com antibiograma serve para identificar o microrganismo responsável pela alteração urinária e qual antimicrobiano pode ser utilizado de forma mais eficaz no seu combate.

Esse exame é principalmente indicado em caso de infecção urinária, podendo ser solicitado após resultado do exame de urina do tipo 1, o EAS, ou quando a pessoa apresenta sinais e sintomas de infecção urinária, como dor e ardor ao urinar e vontade frequente de fazer xixi.

Esse exame serve para identificar a presença e o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos de alguns microrganismos, sendo os principais:

  • Escherichia coli;
  • Klebsiella pneumoniae;
  • Candida sp.;
  • Proteus mirabilis;
  • Pseudomonas spp.;
  • Staphylococcus saprophyticus;
  • Streptococcus agalactiae;
  • Enterococcus faecalis;
  • Serratia marcenses;
  • Morganella morganii;
  • Acinetobacter baumannii.

A identificação de outros microrganismos que também podem estar relacionados com infecção do trato urinário, como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Mycoplasma spp. e Gardnerella vaginalis, por exemplo, na maioria das vezes não é feita por meio da urocultura, sendo normalmente nesses casos solicitada a realização de coleta de secreção vaginal ou peniana para que seja feita a identificação do microrganismo e o antibiograma, ou análise da urina através de métodos moleculares.

Como é feita

O exame de urocultura é um exame simples e que é feito a partir de uma amostra de urina, que deve ser coletada e armazenada em um recipiente adequado fornecido pelo laboratório. Para realizar a coleta, é necessário primeiro realizar a higienização da região íntima com água e sabão e fazer a coleta da primeira urina do dia, devendo a pessoa desprezar o primeiro jato de urina e colher o jato intermediário.

É importante que a amostra seja levada ao laboratório em até 2 horas para que seja viável para realização da urocultura e do antibiograma. No laboratório, a amostra é colocada em um meio de cultura que favorece o crescimento dos microrganismos normalmente presentes na urina. Após 24h a 48h, é possível verificar o crescimento de microrganismos e, assim, é possível realizar os testes de identificação microbiana.

Além disso, a partir do momento em que se observa o crescimento de microrganismos no meio de cultura, é possível verificar a quantidade de microrganismos, podendo ser indicado que se trata de colonização ou infecção, além de também ser possível realizar o antibiograma, em que o microrganismo é testado para diferentes antibióticos, sendo verificado para quais antibióticos é sensível ou resistente. Entenda mais sobre o antibiograma.

O que é a urocultura com antibiograma, como é feita e para que serve

Como entender o resultado

O resultado da urocultura com antibiograma é dado em forma de laudo, em que é indicado se o exame é negativo ou positivo e, nesses casos, qual o microrganismo identificado, sua quantidade na urina e os antibióticos a que foi sensível e resistente.

O resultado é considerado negativo quando é verificado apenas o crescimento em quantidades normais de microrganismos que fazem parte naturalmente do sistema urinário. Por outro lado, o resultado é positivo quando há aumento da quantidade de algum dos microrganismos que fazem parte da microbiota normal ou quando é verificada a presença de um microrganismo não-habitual.

Em relação ao antibiograma, além de informar se o microrganismo é sensível ou resistente ao antibiótico, indica também a Concentração Mínima Inibitória, também chamada de CMI ou MIC, que corresponde à concentração mínima do antibiótico que é capaz de inibir o crescimento microbiano, sendo essa informação muito importante para que o médico indique o tratamento mais adequado.

Urocultura com antibiograma para Escherichia coli

A Escherichia coli, também conhecida como E. coli, é a bactéria mais frequentemente associada com infecções urinárias. Quando a urocultura é positiva para a bactéria, é indicado no laudo a quantidade em que se encontra na urina e a que antibióticos é sensível, sendo normalmente Fosfomicina, Nitrofurantoína, Amoxicilina com Clavulonato, Norfloxacino ou Ciprofloxacino.

Além disso, é indicado o MIC, que no caso da Escherichia coli, por exemplo, é determinado que o MIC para Ampicilina menor ou igual a 8 µg/ mL é indicativo de susceptibilidade ao antibiótico, sendo o recomendado o seu uso para o tratamento, enquanto que valores iguais ou superiores a 32 µg/ mL indicam que a bactéria é resistente.

Assim, de acordo com os resultados obtidos pela urocultura e pelo antibiograma o médico pode indicar o melhor tratamento para a infecção.

Fonte tuasaude.com

Oposição entra com notícia-crime contra Bolsonaro por associar vacina e Aids

A bancada do PSOL na Câmara e o deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE) protocolaram nesta segunda-feira (25) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro por ter associado, durante live semanal, vacinas contra Covid-19 ao desenvolvimento de Aids.

Em uma rede social, a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ), disse que o partido e o deputado do PDT entrariam com a notícia-crime no STF contra Bolsonaro “pela mentira que associa as vacinas contra Covid ao HIV/Aids”. “Esse genocida não pode sair impune de um absurdo como esse”, escreveu a deputada do PSOL.

Em sua live semanal, Bolsonaro leu uma suposta notícia que alertava que “vacinados [contra a Covid] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids]”.

Médicos, no entanto, afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa, inexistente e absurda.

Na noite deste domingo (24), o Facebook derrubou a live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) transmitida na última quinta-feira (21).

Na notícia-crime, PSOL e o deputado do PDT acusam Bolsonaro de cometer infração de medida sanitária preventiva voltada a proteger a “incolumidade pública no que concerne à saúde da coletividade”.

Também citam artigo do Código Penal sobre perigo para a vida ou saúde de outrem, por “clara exposição da população brasileira ao vírus, ao propagar mentiras sobre a vacina” e afirmam que Bolsonaro cometeu “clara violação do princípio da moralidade, com orientação contrária à Constituição Federal.”

Segundo a notícia-crime, os princípios constitucionais “têm força normativa e devem ser seguidos em todos os âmbitos da administração pública”. “A violação de tais dispositivos configura o enquadramento na Lei de improbidade administrativa (Lei 8.429/1992), além de crime de responsabilidade (art.7º e 9º).”

“O presidente da República mentir sobre a vacinação —utilizando um site conspiracionista e conhecido pelas fake news—–, além de um ato criminoso, é um absoluto desrespeito para com o país e com as famílias enlutadas”, escrevem PSOL e Gadêlha na notícia-crime.

“Jair Bolsonaro coloca sua ideologia autoritária acima das leis do país, mentindo de forma criminosa
sobre as vacinas, colocando em risco uma estratégia que vem diminuindo drasticamente o número de mortes no país.”

No documento, eles afirmam que “a postura irresponsável, mentirosa e criminosa” do presidente, sem amparo em medidas científicas e contrariando autoridades sanitárias nacionais e internacionais, tem colocado a população brasileira cada vez mais em risco.

“Todos esses fatos trazidos à baila deixam claro que há em curso um amplo e sistemático modelo de disseminação de fake news que, aliado ao recrudescimento autoritário, tem graves consequências para a democracia brasileira e que coloca em risco a vida da população.”

Integrantes da CPI da Covid também indicaram que pretendem incluir as declarações de Bolsonaro no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Além disso, encaminharemos ofício ao ministro Alexandre de Moraes [STF], pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo no âmbito do inquérito das fake news e recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do presidente”, escreveu o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

No domingo, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) já havia sinalizado que pediria à CPI que enviasse ao STF a notícia falsa associando vacinas contra Covid à Aids, para que seja inserida no inquérito das Fake News.

“Como cobrar do cidadão comum o indispensável cumprimento das determinações legais se o presidente não o faz?”, pergunta Vieira em seu requerimento. “A consequência, como sabemos, é o aumento do número de infectados, doentes e mortos.”

No requerimento, o senador afirma que, se Bolsonaro não fosse presidente, a persistência do cometimento de infrações penais “já seria suficiente para ‘decretar sua prisão preventiva’”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude