O que é ácido hialurônico: conheça quais são os seus benefícios

O ácido hialurônico é um dos ativos mais utilizados em procedimentos estéticos feitos no consultório odontológico. Conheça o ácido hialurônico e as vantagens que o seu uso é capaz de trazer: O que é ácido hialurônico? O ácido hialurônico se trata de um ativo produzido naturalmente pelo corpo e que é capaz de proporcionar uma …

O post O que é ácido hialurônico: conheça quais são os seus benefícios apareceu primeiro em Clinica OralDents.

Presidente da Anvisa rebate fala de Bolsonaro sobre vacina e Aids

Nesta quarta-feira (27), o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, rebateu a associação que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez com vacinas contra a Covid-19 e a Aids.

“As vacinas aprovadas pela Anvisa não induzem a nenhuma doença. Não aumentam a sua propensão a ter nenhuma doença”, disse Barra Torres durante reunião da diretoria colegiada da agência.

Bolsonaro tem sido criticado pela oposição e por especialistas de saúde. Médicos afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa, inexistente e absurda.

A Anvisa é responsável por aprovar o uso das vacinas e de qualquer medicamento no Brasil. Para dar este aval, a agência faz uma análise de segurança, eficácia e qualidade com base em estudos clínicos, dados de fabricação, entre outras informações.

Na quinta-feira (21), Bolsonaro citou “relatórios oficiais do governo do Reino Unido” segundo os quais pessoas totalmente vacinadas estariam “desenvolvendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirira [Aids] mais rápido do que o previsto”.

No vídeo —derrubado pelas redes sociais e também pelo YouTube, na segunda— Bolsonaro afirma que só daria a notícia e que não a comentaria. “Portanto, leiam a matéria, não vou ler aqui porque posso ter problema com a minha live. Não quero que caia a live aqui, quero dar informação”, disse.

Barra Torres não citou a fala de Bolsonaro ou o nome do mandatário. A declaração do presidente da Anvisa, porém, foi uma resposta a falsa associação feita por Bolsonaro.

“Vamos manter a tradição do nosso povo brasileiro de aderir ao PNI (Programa Nacional de Imunizações), que é um motivo de orgulho do nosso país”, disse o chefe da Anvisa.

Depois das redes sociais retirarem o vídeo, Bolsonaro ainda distorceu uma reportagem da revista Exame e culpou a imprensa pela divulgação da fake news. O presidente afirmou que se baseou em informação da revista, mas ele não havia citado o nome da publicação durante a live. O conteúdo da revista tampouco cita qualquer documento oficial do governo britânico.

Barra Torres chegou a ser um conselheiro de Bolsonaro sobre temas de saúde no começo da pandemia, mas se afastou do mandatário. Em março de 2020, o diretor da agência esteve ao lado do presidente, sem máscara, em ato pró-governo. Ele já afirmou que se arrependeu de desrespeitar as regras sanitárias para acompanhar Bolsonaro.

O chefe da Anvisa disse, na reunião desta quarta-feira (27), que a vacina é a principal responsável pela queda de internações e mortes pela Covid.

“Não há de se falar que seja a imunidade de rebanho ou qualquer outra coisa. Isso não tem nenhum sentido. A causa e o efeito (da redução da crise sanitária) estão diante dos nossos olhos, os índices da pandemia caem pois a nossa vacinação avança”, disse Barra Torres.

O diretor da Anvisa afirmou também que o Brasil enfrenta diversas crises, além da sanitária, e que a população ainda é influenciada “por uma série de informações que conflitam, muitas vezes, com a ciência”.

“Fica difícil dizer qual desafio mais falta a ser superado. Parece que todos os possíveis estão colocados na nossa estrada”, afirmou.

Responsável pela área de registro de medicamentos na Anvisa, a diretora Meiruze Freitas também defendeu a imunização. Ela disse que a avaliação da agência sobre as vacinas é séria e baseada em dados científicos. Citou ainda que a própria mãe, de 89 anos, está se recuperando de um quadro leve da Covid “graças à vacina”.

Já o diretor Alex Campos disse que os estudos ainda não autorizam “decretarmos por antecipação o fim da pandemia e dos protocolos”. “O que temos assistido é uma associação da retomada (das atividades) ao fim dos protocolos”, afirmou ele.

A pedido de Bolsonaro, o Ministério da Saúde prepara documento com orientações para desobrigar o uso de máscaras. Alguns estados já avançaram neste debate. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou uma lei que permite que o estado e os municípios fluminenses flexibilizem o uso da proteção em locais abertos.

Já governo do Distrito Federal determinou o fim do uso obrigatório das máscaras em locais abertos a partir de 3 de novembro.

Campos ainda afirmou que já preparou minuta de resolução para definir protocolos para a volta das viagens de cruzeiros. O governo autorizou a retomada das navegações a partir de 1º de novembro.

Havia expectativa de o texto ser votado pela diretoria colegiada da Anvisa nesta quarta-feira (27), mas os diretores vão aguardar o Ministério da Saúde publicar portaria com algumas diretrizes para as mesmas atividades.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Dor no tendão de Aquiles: causas e o que fazer

A dor no tendão de Aquiles acontece principalmente em pessoas que costumam fazer corridas em subidas, que praticam ballet ou que treinam diariamente sem que seja possível descansar a musculatura, resultando em microlesões e inflamação do tendão, causando a dor.

Além da dor no calcanhar, é possível que surjam outros sintomas, como rigidez do movimento, dificuldade para andar, inchaço no local e aparecimento de nódulo no local do tendão, em alguns casos.

Na presença de sinais e sintomas indicativos de dor no tendão de Aquiles, é importante que o ortopedista seja consultado para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de remédios, pomadas anti-inflamatórias e exercícios de alongamento.

Dor no tendão de Aquiles: causas e o que fazer

Principais causas

A dor no tendão de Aquiles acontece quando essa estrutura é submetida a um esforço maior do que o habitual e não há descanso suficiente, resultando em uma resposta de cura incompleta, o que faz com que ocorram pequenas lesões microscópicas no tendão, incluindo a deposição de fibrina e uma desorganização das fibras de colágeno, resultando na dor, inflamação e rigidez de movimentos. 

A dor no tendão de Aquiles são mais frequentes de acontecer em pessoas entre 30 e 50 anos como consequência de algumas situações, sendo as principais:

  • Corridas em subidas;
  • Ballet;
  • Spinning em pé;
  • Falta de alongamento da panturrilha;
  • Treino diário sem conseguir permitir a recuperação dos músculos e ligamento;
  • Uso de sapato que faz pressão no tendão de Aquiles;
  • Contusão local;
  • Esporão no calcanhar;
  • Bursite.

Nestas atividades, o movimento da ponta do pé e do calcanhar é muito rápido, forte e frequente o que faz com que o tendão possa sofrer uma lesão de ‘chicote’, que favorece a sua inflamação. Além disso, a ausência de alongamento e/ ou descanso favorece também a formação de microlesões no tendão, resultando na dor.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da dor no tendão de Aquiles deve ser feito pelo ortopedista por meio da realização de exame físico, em que são realizados movimentações no pé com o objetivo de avaliar a intensidade da dor. Além disso, é indicada a realização de exames de imagem, como raio-X ou ultrassom, que ajudam a confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da inflamação.

O que fazer

Em caso de dor no tendão de Aquiles, algumas estratégias indicadas, são: 

  • Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos orais ou tópicos;
  • Repouso: Evitar esforço, mas não é necessário ficar de repouso absoluto, basta não praticar atividade física durante alguns dias;
  • Calçado adequado: Usar tênis ou sapato confortável, evitando os sapatos muito duros e também o salto alto, as sandálias do tipo Anabela podem ser usadas desde que o salto não tenha mais que 3 cm de altura, nenhum outro tipo de sapato ou sandália com salto é recomendada;
  • Compressas de gelo: Colocar gelo picado dentro de um pé de meia e enrolar em volta do tornozelo e deixar atuar por 15-20 minutos, várias vezes ao longo do dia, tendo sempre atenção à pele.

Além disso, a acupuntura pode também ser realizada para promover o combate da dor e da inflamação de forma alternativa.

Fisioterapia para dor no tendão de Aquiles

Na fisioterapia podem ser usados outros recursos da eletroterapia com ultrassom, tens, laser, infravermelho e galvanização, por exemplo, com o objetivo de promover o alívio da dor e a inflamação. Os exercícios de alongamento da panturrilha, massagem local e depois os exercícios de fortalecimento, excêntricos, com a perna esticada e também com o joelho dobrado são de grande ajuda para curar a inflamação do tendão de Aquiles.

Para alongar os músculos da perna, o fisioterapeuta pode indicar a realização do seguinte exercício:

  • Subir num degrau e apoiar o pé na ponta do degrau;
  • Apoiar o peso do corpo e abaixar o calcanhar o máximo que conseguir;
  • Manter-se nessa posição por 30 segundos à 1 minuto;

Repetir o mesmo exercício com a outra perna. Realizar 3 alongamentos com cada perna, duas vezes ao dia, durante 1 semana. Após esse período pode ser indicado realizar exercícios de fortalecimento com estes mesmos músculos, e nesse caso pode-se utilizar o mesmo degrau, da seguinte forma:

  • Apoiar os pés na ponta do degrau;
  • Elevar o calcanhar o máximo que conseguir. Fazer 3 séries de 10 repetições. 

Outros exercícios podem ser recomendados pelo fisioterapeuta, de acordo com a necessidade, sendo estes apenas alguns exemplos dos que podem ser feitos em casa.

Fonte tuasaude.com

Ácido hialurônico para que serve: conheça quais são as indicações

O ácido hialurônico é um dos principais agentes utilizados para proporcionar benefícios por procedimentos estéticos. Conheça o ácido hialurônico, para que serve e quais são os seus benefícios: O que é o ácido hialurônico? O ácido hialurônico é uma toxina bastante utilizada em meio aos procedimentos estéticos feitos em consultório odontológico. Também se trata de …

O post Ácido hialurônico para que serve: conheça quais são as indicações apareceu primeiro em Clinica OralDents.

Barroso diz que afirmação de Bolsonaro que vincula vacinas à Aids é absurda

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou como “absurdo” o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter divulgado uma suposta notícia segundo a qual “vacinados [contra a Covid] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids]”.

De acordo com o magistrado, há “desinformações que comprometem a democracia e a saúde pública”. Especialistas também classificaram como absurda a associação feita por Bolsonaro.

Na segunda-feira (25), Barroso foi sorteado relator da notícia-crime ajuizada por dez parlamentares de oposição contra o chefe do Executivo devido às declarações que relacionam os imunizantes contra o coronavírus à Aids.

Caberá ao magistrado decidir se acolhe o pedido dos deputados e determina uma investigação contra o chefe do Executivo por esse episódio.

O ministro já encaminhou o processo para a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar a respeito, o que é praxe. Depois, deve tomar uma decisão a respeito.

As afirmações do magistrado sobre o caso foram feitas nesta terça-feira (26) em evento sobre fake news organizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O ministro citou que a live do presidente foi retirada do ar e criticou o teor da fala de Bolsonaro. “Um absurdo sem nenhuma confirmação científica e que desincentivaria as pessoas a se vacinarem num mundo em que todas as autoridades médicas defendem a importância da vacinação”, afirmou.

Barroso também disse que alguma medida tem que ser tomada para coibir a disseminação de notícias falsas nas redes sociais.

“Então é preciso ter algum tipo de controle de comportamentos, conteúdos ilícitos e da desinformação que ofereça perigos para valores caros da sociedade como a saúde e a democracia”, defendeu.

Segundo o ministro, é preciso “enfrentar a desinformação, sobretudo quando ela oferece risco para a democracia ou para a saúde, como exemplo ocorrido de ontem para hoje no Brasil”.

A falsa notícia à qual o presidente se refere foi publicada em pelo menos dois sites, Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva. Os textos afirmam erroneamente que pessoas estão perdendo a capacidade do sistema imunológico ao longo das semanas após completarem a vacinação e, por isso, terão “efetivamente a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids] desenvolvida”.

As páginas dizem se apoiar em dados disponibilizados pelo governo britânico. O relatório do portal oficial do Departamento de Saúde Pública do Reino Unido ao qual os portais se referem, porém, não cita a síndrome da imunodeficiência adquirida em nenhum momento.

Além disso, os portais Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva fraudaram a tabela do departamento britânico que analisa os casos de Covid-19 entre vacinados e não vacinados. Ambos inseriram uma coluna que não consta no documento oficial, chamada “reforço ou degradação do sistema imunológico”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

O que é a urocultura com antibiograma, como é feita e para que serve

A urocultura com antibiograma é um exame laboratorial solicitado pelo médico que tem como objetivo identificar o microrganismo causador da infecção das vias urinárias e qual o seu perfil de sensibilidade e de resistência aos antibióticos normalmente utilizados para tratar a infecção. Assim, a partir do resultado do exame, o médico pode indicar o antimicrobiano mais adequado para a pessoa.

A realização desse exame é normalmente indicada quando a pessoa apresenta sinais e sintomas de infecção urinária, no entanto pode ser também solicitado quando após exame de urina do tipo I, o EAS, são identificadas bactérias e numerosos leucócitos na urina, isso porque essas alterações são indicativas de infecção urinária, sendo importante identificar o microrganismo responsável.

O que é a urocultura com antibiograma, como é feita e para que serve

Para que serve a urocultura com antibiograma

O exame de urocultura com antibiograma serve para identificar o microrganismo responsável pela alteração urinária e qual antimicrobiano pode ser utilizado de forma mais eficaz no seu combate.

Esse exame é principalmente indicado em caso de infecção urinária, podendo ser solicitado após resultado do exame de urina do tipo 1, o EAS, ou quando a pessoa apresenta sinais e sintomas de infecção urinária, como dor e ardor ao urinar e vontade frequente de fazer xixi.

Esse exame serve para identificar a presença e o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos de alguns microrganismos, sendo os principais:

  • Escherichia coli;
  • Klebsiella pneumoniae;
  • Candida sp.;
  • Proteus mirabilis;
  • Pseudomonas spp.;
  • Staphylococcus saprophyticus;
  • Streptococcus agalactiae;
  • Enterococcus faecalis;
  • Serratia marcenses;
  • Morganella morganii;
  • Acinetobacter baumannii.

A identificação de outros microrganismos que também podem estar relacionados com infecção do trato urinário, como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Mycoplasma spp. e Gardnerella vaginalis, por exemplo, na maioria das vezes não é feita por meio da urocultura, sendo normalmente nesses casos solicitada a realização de coleta de secreção vaginal ou peniana para que seja feita a identificação do microrganismo e o antibiograma, ou análise da urina através de métodos moleculares.

Como é feita

O exame de urocultura é um exame simples e que é feito a partir de uma amostra de urina, que deve ser coletada e armazenada em um recipiente adequado fornecido pelo laboratório. Para realizar a coleta, é necessário primeiro realizar a higienização da região íntima com água e sabão e fazer a coleta da primeira urina do dia, devendo a pessoa desprezar o primeiro jato de urina e colher o jato intermediário.

É importante que a amostra seja levada ao laboratório em até 2 horas para que seja viável para realização da urocultura e do antibiograma. No laboratório, a amostra é colocada em um meio de cultura que favorece o crescimento dos microrganismos normalmente presentes na urina. Após 24h a 48h, é possível verificar o crescimento de microrganismos e, assim, é possível realizar os testes de identificação microbiana.

Além disso, a partir do momento em que se observa o crescimento de microrganismos no meio de cultura, é possível verificar a quantidade de microrganismos, podendo ser indicado que se trata de colonização ou infecção, além de também ser possível realizar o antibiograma, em que o microrganismo é testado para diferentes antibióticos, sendo verificado para quais antibióticos é sensível ou resistente. Entenda mais sobre o antibiograma.

O que é a urocultura com antibiograma, como é feita e para que serve

Como entender o resultado

O resultado da urocultura com antibiograma é dado em forma de laudo, em que é indicado se o exame é negativo ou positivo e, nesses casos, qual o microrganismo identificado, sua quantidade na urina e os antibióticos a que foi sensível e resistente.

O resultado é considerado negativo quando é verificado apenas o crescimento em quantidades normais de microrganismos que fazem parte naturalmente do sistema urinário. Por outro lado, o resultado é positivo quando há aumento da quantidade de algum dos microrganismos que fazem parte da microbiota normal ou quando é verificada a presença de um microrganismo não-habitual.

Em relação ao antibiograma, além de informar se o microrganismo é sensível ou resistente ao antibiótico, indica também a Concentração Mínima Inibitória, também chamada de CMI ou MIC, que corresponde à concentração mínima do antibiótico que é capaz de inibir o crescimento microbiano, sendo essa informação muito importante para que o médico indique o tratamento mais adequado.

Urocultura com antibiograma para Escherichia coli

A Escherichia coli, também conhecida como E. coli, é a bactéria mais frequentemente associada com infecções urinárias. Quando a urocultura é positiva para a bactéria, é indicado no laudo a quantidade em que se encontra na urina e a que antibióticos é sensível, sendo normalmente Fosfomicina, Nitrofurantoína, Amoxicilina com Clavulonato, Norfloxacino ou Ciprofloxacino.

Além disso, é indicado o MIC, que no caso da Escherichia coli, por exemplo, é determinado que o MIC para Ampicilina menor ou igual a 8 µg/ mL é indicativo de susceptibilidade ao antibiótico, sendo o recomendado o seu uso para o tratamento, enquanto que valores iguais ou superiores a 32 µg/ mL indicam que a bactéria é resistente.

Assim, de acordo com os resultados obtidos pela urocultura e pelo antibiograma o médico pode indicar o melhor tratamento para a infecção.

Fonte tuasaude.com

Oposição entra com notícia-crime contra Bolsonaro por associar vacina e Aids

A bancada do PSOL na Câmara e o deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE) protocolaram nesta segunda-feira (25) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro por ter associado, durante live semanal, vacinas contra Covid-19 ao desenvolvimento de Aids.

Em uma rede social, a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ), disse que o partido e o deputado do PDT entrariam com a notícia-crime no STF contra Bolsonaro “pela mentira que associa as vacinas contra Covid ao HIV/Aids”. “Esse genocida não pode sair impune de um absurdo como esse”, escreveu a deputada do PSOL.

Em sua live semanal, Bolsonaro leu uma suposta notícia que alertava que “vacinados [contra a Covid] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids]”.

Médicos, no entanto, afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa, inexistente e absurda.

Na noite deste domingo (24), o Facebook derrubou a live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) transmitida na última quinta-feira (21).

Na notícia-crime, PSOL e o deputado do PDT acusam Bolsonaro de cometer infração de medida sanitária preventiva voltada a proteger a “incolumidade pública no que concerne à saúde da coletividade”.

Também citam artigo do Código Penal sobre perigo para a vida ou saúde de outrem, por “clara exposição da população brasileira ao vírus, ao propagar mentiras sobre a vacina” e afirmam que Bolsonaro cometeu “clara violação do princípio da moralidade, com orientação contrária à Constituição Federal.”

Segundo a notícia-crime, os princípios constitucionais “têm força normativa e devem ser seguidos em todos os âmbitos da administração pública”. “A violação de tais dispositivos configura o enquadramento na Lei de improbidade administrativa (Lei 8.429/1992), além de crime de responsabilidade (art.7º e 9º).”

“O presidente da República mentir sobre a vacinação —utilizando um site conspiracionista e conhecido pelas fake news—–, além de um ato criminoso, é um absoluto desrespeito para com o país e com as famílias enlutadas”, escrevem PSOL e Gadêlha na notícia-crime.

“Jair Bolsonaro coloca sua ideologia autoritária acima das leis do país, mentindo de forma criminosa
sobre as vacinas, colocando em risco uma estratégia que vem diminuindo drasticamente o número de mortes no país.”

No documento, eles afirmam que “a postura irresponsável, mentirosa e criminosa” do presidente, sem amparo em medidas científicas e contrariando autoridades sanitárias nacionais e internacionais, tem colocado a população brasileira cada vez mais em risco.

“Todos esses fatos trazidos à baila deixam claro que há em curso um amplo e sistemático modelo de disseminação de fake news que, aliado ao recrudescimento autoritário, tem graves consequências para a democracia brasileira e que coloca em risco a vida da população.”

Integrantes da CPI da Covid também indicaram que pretendem incluir as declarações de Bolsonaro no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Além disso, encaminharemos ofício ao ministro Alexandre de Moraes [STF], pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo no âmbito do inquérito das fake news e recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do presidente”, escreveu o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

No domingo, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) já havia sinalizado que pediria à CPI que enviasse ao STF a notícia falsa associando vacinas contra Covid à Aids, para que seja inserida no inquérito das Fake News.

“Como cobrar do cidadão comum o indispensável cumprimento das determinações legais se o presidente não o faz?”, pergunta Vieira em seu requerimento. “A consequência, como sabemos, é o aumento do número de infectados, doentes e mortos.”

No requerimento, o senador afirma que, se Bolsonaro não fosse presidente, a persistência do cometimento de infrações penais “já seria suficiente para ‘decretar sua prisão preventiva’”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Injeção anticoncepcional mensal: o que é, vantagens e como usar

A injeção anticoncepcional mensal é uma combinação dos hormônios estrogênio e progestogênio, que agem inibindo a ovulação e tornando o muco cervical mais espesso, impedindo assim que os espermatozoides cheguem ao útero. Os medicamentos desse tipo normalmente são conhecidos pelos nomes de cyclofemina, mesigyna ou perlutan.

Normalmente a fertilidade neste método não leva muito tempo para voltar ao normal, podendo a mulher planejar uma gravidez para o mês seguinte em que deixou de usar o anticoncepcional.

Injeção anticoncepcional mensal: o que é, vantagens e como usar

Principais vantagens

A principal vantagem dos anticoncepcionais injetáveis mensais é que não existe grande impacto na fertilidade da mulher, pois é possível engravidar apenas um mês após o último uso.

Além de poder ser usado em qualquer idade e diminuir as cólicas menstruais, ainda reduz as chances de câncer e cistos no ovário, doença inflamatória pélvica e diminui as dores presente em casos de endometriose. Também não produz grande impacto sobre a corrente sanguínea, como aumento da pressão arterial e do fator de coagulação, por conter estrogênio natural e não sintético como nos anticoncepcionais orais.

Como usar

A injeção anticoncepcional mensal deve ser aplicada por um profissional da saúde na região dos glúteos, 7 dias após o uso do ultimo comprimido anticoncepcional, ou retirada de algum outro método contraceptivo como o DIU, por exemplo.

Nos casos em que não era feito uso de nenhum método contraceptivo, a injeção deve ser aplicada até o 5° dia do início da menstruação, e as seguintes 30 dias após a aplicação desta, contanto com no máximo 3 dias de atraso.

Para as mulher que estão no pós parto e querem iniciar o uso do anticoncepcional injetável mensal, é indicado que a injeção seja feita após o 5ª dia do parto, caso não amamente. Para as que praticam o aleitamento, a aplicação da injeção pode ser feita após a 6ª semana.

Este método contraceptivo também está disponível na versão trimestral, com a única diferença de conter apenas o hormônio progestogênio. Entenda o que é a injeção anticoncepcional trimestral e como usar.

O que fazer se esquecer de tomar a injeção

Caso o atraso para a renovação da injeção ultrapasse 3 dias, é recomendado o uso de outros métodos contraceptivos como o preservativo por exemplo, até a próxima data marcada para a aplicação do anticoncepcional.

Veja mais detalhes sobre a injeção anticoncepcional no vídeo a seguir:

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da injeção anticoncepcional mensal, não são presente em todas as mulheres, mas quando ocorrem costumam ser aumento de peso, pequenos sangramentos entre as menstruações, dor de cabeça, amenorréia e mamas sensíveis.

Quando não é indicado

A injeção anticoncepcional mensal não é indicada para mulheres com:

  • Menos de 6 semanas pós parto e que amamentam;
  • Suspeita de gravidez ou gravidez confirmada;
  • Histórico de doença tromboembólica na família;
  • Histórico de acidente vascular cerebral na família;
  • Câncer de mama em tratamento ou já curado;
  • Hipertensão arterial superior a 180/110;
  • Doença cardiovascular atual;
  • Crises de enxaqueca recorrentes.

Desta forma, caso apresente alguma destas condições é indicado procurar um ginecologista para que o caso seja avaliado e indicado o melhor método contraceptivo. Veja outras opções para a contracepção.

Fonte tuasaude.com

Pandemia e alta do dólar empurram cerca de 50 mil para fila de cirurgia cardíaca no SUS

A pandemia da Covid-19 e a alta do dólar travaram ainda mais as cirurgias cardíacas no SUS. O problema da escassez de recursos para procedimentos eletivos é crônico, mas agora piorou.

Entidades médicas e gestores de hospitais relatam que estão suspendendo operações por não conseguirem comprar insumos como válvulas, cânulas e oxigenadores. A SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular) estima que cerca de 50 mil pessoas aguardam na fila por operações desse tipo, e o número de atendimentos cai a cada ano.

Com a disparada da moeda americana, insumos ficaram mais caros, alcançando valores muito acima do que o governo federal repassa aos hospitais.

Por conta disso, há estados com cirurgias paradas, como Goiás. Outros decidiram destinar recursos próprios para conseguir manter a realização dos procedimentos.

A situação é mais crítica nas cirurgias cardiovasculares com circulação extracorpórea. São cirurgias cardíacas de alta complexidade em que o médico precisa abrir o peito do paciente.

Em 2020, foram realizadas 31.931 cirurgias desse tipo, 22,9% a menos que em 2019, segundo dados do Ministério da Saúde organizados pela SBCCV.

O Ministério da Saúde afirma que cabe aos estados e municípios gerenciarem as listas de espera. Informa ainda que faz estudos para avaliar possível reajuste nos valores repassados para esses procedimentos.

Eduardo Rocha, presidente da SBCCV, diz que essa fila foi criada por dois motivos. O primeiro é a pandemia que fez represar cirurgias de alta complexidade. Com a falta de leitos de UTI e vagas em hospitais, elas tiveram que ser suspensas.

“Em vez de abrir o peito do doente na pandemia, a gente optou por fazer procedimentos menos invasivos, que a longo prazo são piores. Fizemos isso para conseguir manter os doentes vivos e não gastar muito tempo de internação e UTI”, afirma.

Outra razão é a falta de produtos para que essas cirurgias sejam realizadas. Há fornecedores que não querem vender para o SUS por conta do valor de tabela pago. Hospitais de nove estados já relataram problemas para a SBCCV.

A “tabela SUS”, que registra o valor pago pelo governo federal para diversos procedimentos no SUS, está defasada. Para cirurgias cardiovasculares com circulação extracorpórea, que exigem válvulas, cânulas, oxigenadores, não há reajuste desde 2002.

Em 2021, com a alta do dólar e inflação, a situação ficou insustentável, segundo gestores do SUS e entidades médicas.

Paulo Fraccaro, superintendente da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), diz que, das cinco empresas que fornecem esses produtos para o SUS, três deixaram de ofertar. Ele afirma que está em contato com o Ministério da Saúde para tentar resolver o problema.

“Com a pandemia diminuindo, o número de cirurgias que utilizam válvulas e oxigenadores está aumentando, e a demanda por insumos, também. As empresas não têm condição de atender essa demanda porque senão o prejuízo vai aumentar. Aumentou o preço da matéria-prima, energia elétrica, aumento de salários e aqueles que trabalham com produtos importados, o aumento do dólar”, diz.

O caminhoneiro Geso Garcez Bueno, de 52 anos, espera há quatro meses na fila em Anápolis (GO) para realizar a cirurgia de revascularização do miocárdio. Ele sofreu dois infartos que o impossibilitaram, inclusive, de trabalhar.

Após ficar sem resposta dos órgãos públicos sobre a data da cirurgia, Bueno buscou a Justiça, que deu ordem para a operação ser feita em até 15 dias.

“O laudo médico diz que eu sofro risco de vida e mesmo assim não marcam a cirurgia, acho que é Deus que ainda está me mantendo vivo. Toda vez que vou à prefeitura da cidade dizem que o SUS não está tendo insumo e não possuem dinheiro para cobrir a cirurgia”, lamenta.

A presidente da Braile Biomédica, Patrícia Braile, avalia que está cada dia mais difícil o fornecimento dos produtos para a realização de cirurgias cardíacas no SUS. Ela explica que um kit usado em cirurgia com circulação extracorpórea é tabelado por R$ 1.581,63 pelo SUS desde 2002, ou seja, está há 19 anos sem reajuste.

“Há risco de desabastecimento. Muitos insumos e matérias-primas são importados dos Estados Unidos e Europa e os valores são em euro e em dólar, o que eleva muito os custos”, constata.

​Bruno Botelho Pinheiro, cirurgião cardiovascular e membro titular da SBCCV, diz que em Goiás as cirurgias cardiovasculares realizadas pelo SUS foram reduzidas por falta de insumos. Alguns hospitais chegaram a pagar a diferença para que pudessem continuar as operações. Mas cada local está lidando de uma maneira.

“Em Anápolis está totalmente parado desde 30 de março, apesar de 70 já estarem autorizadas. Já alguns hospitais de Goiânia estão complementando o valor em casos mais complexos”, conta.

A CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) alerta o Ministério da Saúde em junho sobre dificuldades para realizar as cirurgias.

No documento, a entidade aponta que reajustes feitos pela indústria aumentam a diferença entre o valor pago pelo governo federal e o registrado nas licitações dos insumos.

Diretor-executivo do hospital filantrópico Bruno Born, de Lajeado (RS), Cristiano Dickel afirma que teve de pedir ajuda ao município e até enviou pacientes a outras unidades por causa do aumento dos custos nas últimas semanas.

Como exemplo, Dickel cita que o governo envia R$ 1.500 para a compra de válvulas biológicas, mas o custo do produto alcança R$ 3.700. A unidade de Lajeado é referência na região, e atende a pacientes de 37 cidades. “O aumento começou no último mês. E fornecedores dizem que o problema irá se agravar.”

A cirurgiã cardiovascular Silvana Berwanger, da Santa Casa de Ijuí (RS), afirma que é inédito interromper cirurgias por falta de opção de insumos. A unidade em que ela trabalha cancelou as operações eletivas, e mantém reservado um kit de válvulas biológicas para cirurgias de emergência.

Procurado, o Ministério da Saúde disse, em nota, que na tabela SUS constam cinco procedimentos especiais relacionados ao material em questão, cujo custeio é financiado com recursos da pasta.

Entretanto, é de responsabilidade do gestor local o planejamento e gerenciamento dos repasses federais, e do estabelecimento de saúde, a aquisição e gestão das próteses e materiais, afirmou o ministério.

“A prótese valvular biológica teve o valor na tabela do SUS reajustado em 63%, em 2017. Para obter subsídios adicionais e complementares, considerando o alto grau de complexidade da situação, o Ministério da Saúde realiza estudo econômico para avaliar possível reajuste dos valores pagos pela União para as próteses e para os conjuntos de circulação extracorpórea”, informou em nota.

O governo de Goiás afirmou, em nota, que as unidades que realizam cirurgias cardíacas de alta complexidade são localizadas em Goiânia. O encaminhamento é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. As prefeituras de Goiânia e Anápolis não responderam aos questionamentos da reportagem.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) disse, em nota, que tem apresentado ao ministério e nas discussões com gestores do SUS “preocupação com o represamento das cirurgias eletivas, especialmente por causa da pandemia da Covid-19”.

“A mortalidade e a morbidade por doenças cardiovasculares exigem que as ações integradas ocorram com celeridade”, avaliou a entidade.

Para Diego Xavier, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, além de avaliar queda de 22% em parte das cirurgias cardíacas, é importante observar se houve excesso de morte na pandemia por problemas cardiovasculares.

“Agora que vamos retomar temos o passivo que ficou para trás e as demandas atuais. Muita gente vai acabar tendo problema porque se houver menos procedimento, mais gente vai morrer por não ter sido socorrido a tempo”, conclui.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude