Urovit: para que serve, como usar e efeitos colaterais

O Urovit é um remédio que tem na sua composição cloridrato de fenazopiridina, que é uma substância indicada para o tratamento da dor e queimação ao urinar em pacientes com infecção urinária, após cirurgias ou utilização de cateteres, por exemplo.

Este remédio está disponível em farmácias, em comprimidos de 100 mg e 200 mg, e pode ser comprado mediante a apresentação de uma receita médica.

Urovit: para que serve, como usar e efeitos colaterais

Para que serve

O Urovit é indicado para dor ao urinar, ardor e outros desconfortos causados pela irritação do trato urinário, causados por infecção, trauma ou cirurgia. Saiba quais as causas mais comuns de ardência ao urinar.

Como usar

A dose recomendada é de 200 mg de Urovit, a cada 8 horas, após as refeições, de forma a diminuir o desconforto no estômago. Os comprimidos não devem ser abertos, partidos ou mastigados.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais que podem ocorrer durante o tratamento com Urovit incluem urticária, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, alterações visuais ou alterações na cor da urina.

Quem não deve usar

O Urovit está contra-indicado em pessoas com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula.

Além disso, o Urovit é contra-indicado para grávidas, mulheres a amamentar, crianças e em pacientes com insuficiência renal e problemas no fígado. Por conter açúcar este medicamento deve ser usado com cuidado por pessoas com diabetes.

Fonte tuasaude.com

Pronto-socorro em unidade da Prevent Senior em SP funciona sem alvará

Um pronto-socorro da rede Prevent Senior, investigada pela CPI da Covid, funciona de forma irregular na zona leste de São Paulo, sem o alvará da vigilância sanitária específico para esse tipo de atendimento.

A unidade localizada no bairro Alto da Mooca, na rua Tamarataca, é divulgada no site oficial do plano de saúde como um dos endereços aos quais os beneficiários podem se direcionar em caso de urgência.

Na plataforma do Sivisa (Sistema de Informação da Vigilância Sanitária), porém, não constam as devidas autorizações para a unidade.

Existe apenas o aval sanitário para atividades de atendimento hospitalar, “exceto pronto-socorro e unidades para atendimento a urgências”, conforme a nomenclatura do órgão do governo estadual.

Além disso, no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), do Ministério da Saúde, só há registro de pronto-atendimento para quatro endereços da rede Sancta Maggiore, que pertence à operadora Prevent Senior. São eles os localizados nos bairros de Santana, Tatuapé, Butantã e Paraíso, todos na capital paulista.

A unidade Jardim Paulista não consta no CNES como pronto-socorro, mas está com o serviço regularizado, mostra um documento enviado pela operadora à reportagem.

Já a unidade Alto da Mooca —onde, na prática, há atendimento de urgência— consta na base de dados oficial do ministério como “hospital geral”. Essa terminologia da gestão hospitalar prevê o chamado atendimento de porta fechada, apenas internação, clínica médica, entre outras atividades.​ ​

A reportagem ligou para o endereço no Alto da Mooca nesta terça-feira (28), e a atendente confirmou que a unidade dispõe de pronto-socorro.

Procurado, o governo estadual informou que a unidade tem “alvará para leito de internação”. “Sugerimos consulta ao serviço em relação a eventual perfil de funcionamento”, informou a Secretaria Estadual de Saúde.

A Prevent Senior, em nota, disse que “possui todas as licenças para funcionamento dos estabelecimentos”. Segundo a empresa, a licença emitida a todos os hospitais da rede vale também para os atendimentos de emergência. “Os documentos estão à disposição das autoridades”, afirmou o texto.

A operadora enviou à reportagem cópia do alvará de funcionamento da unidade Alto da Mooca. No documento, a permissão registrada é para “atividades de atendimento hospitalar exceto pronto-socorro”.

A rede oferece ainda atendimento de urgência em uma unidade em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Esse local, em vez de uma licença específica para pronto-socorro, tem autorização para pronto-atendimento por meio de um adendo à licença obtida para oferecer atendimento hospitalar.

Ter a documentação dessa forma, segundo Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não é a maneira mais comum no setor. “É preciso uma licença específica para pronto-socorro, mas essa autorização é válida”, avalia.

Em relação à unidade de São Bernardo do Campo, a secretaria estadual afirma que “o alvará obtido junto ao órgão está regular”, sem especificar para qual tipo de serviço a autorização foi emitida. Novamente, a pasta recomendou procurar a prestadora de saúde para sanar “eventuais dúvidas quanto ao perfil atual do serviço”.

Também contatada, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a legislação municipal vigente determina que a emissão de alvará para o funcionamento de unidades hospitalares é de competência exclusiva das autoridades sanitárias estaduais. Mas não informou se foram realizadas fiscalizações nos locais para comprovar a documentação, atribuição da Secretaria Municipal de Subprefeituras.

Questionada sobre fiscalizações recentes nos endereços citados da Prevent Senior para a verificação dos alvarás, a gestão estadual disse que “o CVS [Centro de Vigilância Sanitária] atua rotineiramente para verificar o cumprimento da legislação sanitária em todo e qualquer estabelecimento, incluindo serviços de saúde”. A pasta disse ainda que os alvarás devem ser renovados todo ano.

Para obter a licença de funcionamento de um pronto-socorro, é preciso atender a uma série de requisitos. Entre eles estão portas largas para a passagem das macas, disponibilidade de um desfibrilador cardíaco (equipamento usado para reanimar pacientes com paradas cardíacas) e uma “sala vermelha”, como é chamado o espaço onde são atendidas as pessoas com risco de morte assim que chegam à emergência. ​

“Muitas vezes é preciso reformar o local para atender aos requisitos, não é só abrir a porta e atender emergência”, diz o ex-ministro Chioro.

A reportagem ouviu também outros dois especialistas que pediram para não serem citados. Eles atribuíram a falta de documentação dos prontos-socorros ao aumento da demanda por unidades desse tipo durante a pandemia. Eles ressaltaram, no entanto, que a licença da vigilância sanitária é importante justamente pelos riscos de contaminação.

Nesta quarta-feira (29), a Prefeitura de São Paulo multou o hospital de campanha da Prevent Senior localizado na rua Casa do Ator, na Vila Olímpia, bairro da zona sul de São Paulo, por atender pacientes sem licença prévia de funcionamento.

De acordo com depoimento à CPI da Covid da advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos que denunciaram supostas irregularidades da operadora na pandemia, o local funciona sem elevador adaptado para transportar pacientes em macas. O lugar, ainda segundo a advogada, é um prédio comercial sem estrutura para operar como hospital.

A prefeitura não forneceu detalhes sobre o que encontrou no edifício durante a vistoria que levou à aplicação da multa. Já a companhia afirma que os pacientes usam macas retráteis nos elevadores para chegar aos leitos.

A Prevent Senior argumenta que o endereço está regularizado, porque, conforme a empresa, funciona com base em uma autodeclaração enviada à vigilância sanitária estadual. Esse procedimento, defende a operadora, está previsto na legislação aprovada durante a pandemia para desburocratizar a abertura de hospitais de campanha.

Na ação nesta quarta, a prefeitura deu prazo de 30 dias para a regularização do hospital de campanha, sob pena de fechamento do estabelecimento e multa de R$ 125,4 mil.

A reportagem esteve no local no dia 20 de setembro. Na data, os atendentes da recepção informaram que lá funcionava um hospital de campanha e que ali eram atendidos apenas pacientes com Covid-19, transferidos de outras unidades da Prevent Senior.

No lobby do prédio, familiares de pacientes internados aguardavam o horário da visita. Para isso, segundo eles, seria necessário o uso de equipamentos de segurança como luvas e aventais. De acordo com a filha de uma paciente, sua mãe havia sido transferida de outra unidade da operadora para aquele endereço.

CPI da Covid

A operadora de plano de saúde está no centro da CPI que investiga o combate à pandemia de Covid-19 no país. A empresa é acusada de ter administrado sem consentimento medicamentos sem comprovação científica contra o coronavírus em pacientes que buscaram atendimento em suas unidades.

A Prevent Senior também é acusada de adulterar o registro de casos de coronavírus atendidos na rede.

Pacientes ilustres, como o infectologista Anthony Wong e a mãe do empresário Luciano Hang, Regina Modesti Hang, morreram por complicações da Covid-19, mas o diagnóstico não consta nos respectivos prontuários médicos e atestados de óbito.

O jornalista Diogo Mainardi acusou a operadora de ter omitido a causa da morte de seu pai. O publicitário Enio Mainardi morreu em agosto de 2020 após diagnóstico de Covid e tratamento em uma das unidades da empresa.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

5 benefícios do Guaraná em pó para a saúde

O pó de guaraná é feito a partir das sementes do guaraná, e trás benefícios como aumentar o estado de alerta e atenção, melhorar o humor e estimular a queima de gordura no corpo, sendo uma excelente opção para dar mais disposição para o treino e para dietas de emagrecimento.

O pó de guaraná pode ser encontrado em cápsulas ou em pó, além de estar presente em diversos suplementos termogênicos. A quantidade recomendada é de 2 a 5 g por dia, pois seu consumo excessivo pode trazer efeitos colaterais como insônia, alterações de humor e palpitações cardíacas.

5 benefícios do Guaraná em pó para a saúde

Veja a seguir 5 benefícios do pó de guaraná:

1. Aumentar o rendimento do treino

O pós de guaraná aumenta a disposição e  estado de alerta, o que gera uma maior dedicação na hora de treinar. Além disso, ele retarda a sensação de fadiga, especialmente em exercícios de longa duração, permitindo que uma maior dedicação e esforço no treino ou na competição.

2. Favorecer a perda de peso

O uso de pó de guaraná ajuda a reduzir o peso por ser rico em cafeína e antioxidantes que aceleram o metabolismo e favorecem o uso da gordura como combustível para o corpo. Além disso, ele tem um efeito de redutor da fome, afastando a vontade de comer entre as refeições.

No entanto, é importante lembrar que esse efeito é potencializado quando o pó de guaraná é utilizado juntamente de uma dieta equilibrada e da prática regular de atividade física.

3. Aumentar a concentração para estudar

Por conter cafeína e substâncias como teobromina e teofilina, o pó de guaraná ajuda a aumentar a concentração, o raciocínio e o estado de alerta para uma maior dedicação nos estudos e atenção durante provas.

No entanto, é importante que o pó seja consumido apenas durante o dia, pois seu consumo durante a noite pode acarretar insônia.

4. Melhorar o humor

O pó de guaraná estimula a produção dos hormônios dopamina e serotonina, que estão ligados ao aumento da sensação de bem estar, melhorando o humor. Isso se deve tanto à presença de cafeína quanto ao seu alto teor de antioxidantes, que melhoram o funcionamento do sistema nervoso central.

5. Controlar colesterol e triglicerídeos

O pó de guaraná é rico em flavonoides e saponinas, substâncias com forte poder antioxidante que ajudam a reduzir o colesterol ruim e aumentar o colesterol bom, e alguns estudos mostram o seu benefício também no controle dos triglicerídeos.

Além disso, ele é rico em pectina, uma fibra que estimula uma maior eliminação de gordura nas fezes, o que também ajuda reduzir o colesterol. 

Quantidade recomendada

A dose de pó de guaraná recomendada para obter seus efeitos benéficos sem riscos à saúde varia de acordo com o peso, mas deve ser entre 0,5 g e 5 g para indivíduos adultos saudáveis, não sendo recomendado seu uso para crianças, mulheres grávidas e idosos.

Efeitos colaterais do consumo excessivo

O consumo excessivo de pó de guaraná pode trazer efeitos colaterais ligados ao excesso de cafeína, que provoca sintomas como ansiedade, inquietação, alterações de humor, tremores, perda de apetite, tensão muscular e palpitações cardíacas.

Esses efeitos são devido ao alto teor de cafeína consumido através do pó de guaraná, e são conhecidos como cafeinismo. Para solucionar o cafeinismo, deve-se parar o consumo do guaraná e de outros alimentos ricos em cafeína, como café, refrigerantes de cola, chás e chocolate. Veja mais sobre a overdose de cafeína.

Fonte tuasaude.com

Brasil registra 818 mortes por Covid em 24 h e mais de 16 mil casos

O Brasil registrou 818 mortes por Covid e 16.904 casos da doença, nesta terça-feira (28). Com isso, o país chegou a 595.520 óbitos e a 21.381.393 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2.

Às terças, os números costumam ser um pouco superiores, devido aos atrasos de notificação nos domingos e nas segundas.

A média móvel de casos chegou a 19.206 infecções diárias, um aumento de 26% em relação ao dado de duas semanas atrás.

Já a média de mortes é de 569 vidas perdidas por dia, redução de 5% em comparação ao dado de 14 dias atrás, o que representa uma situação de estabilidade.

Há algumas semanas, os dados da pandemia no Brasil, principalmente o de casos, apresentaram instabilidades e registros represados há meses, o que levou a média móvel de infecções a patamares superiores a 30 mil.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados nos 26 estados e no Distrito Federal.​

Os dados de doses únicas ficaram negativos, nesta terça, por causa de uma manutenção e atualização nos dados de Roraima, que registrou -3.250 aplicações da vacina da Janssen.

O Brasil registrou 2.130.572 doses de vacinas contra Covid-19, nesta terça. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram 522.629 primeiras doses e 1.528.708 segundas. Também foram registradas -1.580 doses únicas e 80.815 doses de reforço.

Ao todo, 145.528.074 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —84.771.853 delas já receberam a segunda dose do imunizante.

Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 88.963.912 pessoas com esquema vacinal completo no país.​

Com isso, 92,37% da população com mais de 18 anos já recebeu ao menos uma dose (nesse caso, a 1ª dose de alguma vacina ou o imunizante de dose única) e 54,89% (também com mais de 18 anos) recebeu as duas doses recebidas ou a dose única da Janssen.

Mesmo quem completou o esquema vacinal com as duas doses deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Banho gelado ou banho quente: quais os benefícios para a saúde

A temperatura da água do banho pode ter diferentes benefícios para a saúde, dependendo se está mais quente ou gelada. No caso do banho quente, que envolve o uso da água em temperaturas em torno de 37ºC, é uma boa forma de relaxamento, podendo ser feito antes de dormir, já que permite uma melhor reflexão e/ou meditação, além de diminuir a tensão muscular, o cansaço e o estresse do dia a dia. 

Já o banho gelado, apesar de ser desconfortável para muitas pessoas, é uma excelente forma de, logo após acordar, combater o cansaço e deixar a pessoa mais disposta para realizar as atividades do dia a dia. Além disso, pode ajudar a aliviar a dor muscular ou de inflamações, como pancadas, e até auxiliar no tratamento a depressão, por exemplo.

Desta forma, a escolha do tipo de banho depende do objetivo a ser alcançado, do problema de saúde a ser tratado, ou mesmo da tolerância da pessoa à temperatura da água.

Banho gelado ou banho quente: quais os benefícios para a saúde

Benefícios do banho gelado

Os principais benefícios do banho gelado para a saúde são:

1. Estimular o sistema imunológico

O banho gelado pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico, por estimular a produção de glóbulos brancos, que são células de defesa, aumentando a proteção do corpo contra doenças como a gripe ou o resfriado, por exemplo.

Um estudo científico realizado na Holanda [1] mostrou que pessoas que tomaram banho gelado de manhã tiveram menos sintomas graves de gripe do que as pessoas que tomaram banho normalmente, além de se sentirem mais energizadas, o que também ajuda a se recuperar da doença de forma mais fácil.

2. Aumentar a disposição e o estado de alerta

O banho gelado aumenta a disposição, o estado de alerta e a sensação de bem estar porque melhora a circulação sanguínea, aumentando a demanda de oxigênio do corpo, o que acaba por diminuir o cansaço. Dessa forma, tomar um banho gelado assim que acordar pode ajudar a ter mais motivação para realizar as tarefas diárias.

3. Melhorar a circulação sanguínea

O banho gelado ajuda a melhorar a circulação porque, quando a água fria entra em contato com a pele, faz com que os vasos sanguíneos da superfície do corpo se contraiam, o que leva a um aumento da circulação sanguínea dentro do corpo na tentativa de manter a temperatura corporal. 

Além de fazer com que a circulação sanguínea seja mais eficiente, o banho gelado diminui a produção de substâncias inflamatórias e ajuda a prevenir de doenças cardiovasculares, como a pressão alta, por exemplo.

No entanto, caso exista histórico familiar de doenças cardiovasculares ou seja portador de alguma alteração no coração, é importante ir ao cardiologista regularmente e fazer o tratamento conforme a orientação, uma vez que o banho gelado não substitui o tratamento indicado pelo médico.

4. Ajudar no tratamento da depressão

Alguns estudos demonstram que tomar banho gelado pode ajudar no tratamento da depressão, isso porque a água fria ativa os receptores de frio presentes na pele, enviando vários sinais elétricos para o cérebro, resultando no aumento da concentração de endorfina, que é um neurotransmissor que garante a sensação de bem estar.

Apesar disso, mais estudos precisam ser realizados para que seja, de fato, comprovado este efeito. Além disso, é importante que a pessoa com depressão continue seguindo o tratamento indicado pelo psiquiatra, pois o banho gelado não substitui o tratamento indicado pelo médico.

5. Diminuir dores musculares

O banho gelado promove a contração dos vasos sanguíneos, diminuindo as dores musculares e ajudando na recuperação do músculo após atividade física intensa. Alguns estudos realizados demonstraram que o banho gelado é capaz de diminuir os sintomas de inflamação e evitar a fadiga muscular.

Além disso, o fato de haver contração dos vasos, ajuda a diminuir qualquer inchaço que a pessoa apresente e que cause dor. Apesar disso, apenas o banho gelado não é suficiente para tratar dores musculares ou inchaços, sendo importante que a pessoa siga o tratamento indicado pelo médico.

6. Acelerar o metabolismo

Tomar banho gelado pode ajudar a acelerar o metabolismo porque, quando o corpo entra em contato com a água gelada, o corpo gasta mais energia para se manter aquecido, o que aumenta a queima de calorias. 

Além disso, o banho gelado estimula a produção de gordura marrom, um tipo específico de tecido adiposo, que gera energia ao queimar calorias, o que pode ajudar ainda mais pessoas que desejam perder peso.

7. Cuidar da saúde da pele

O banho gelado ajuda a manter a saúde da pele, isto porque não retira a oleosidade natural e não resseca a pele como é mais comum de acontecer com o banho quente, além de fechar temporariamente os poros, o que reduz a entrada de poluição na pele, e melhorar a firmeza da pele.

Além disso, a água fria promove a contração dos vasos sanguíneos da pele, e combate a vermelhidão e a coceira, o que pode ser útil para aliviar problemas de pele que causam coceira, vermelhidão ou inchaço, como urticária ou eczema, por exemplo.

8. Evitar o ressecamento do cabelo

Tomar banho gelado, lavando o cabelo na água fria, ajuda a reter a oleosidade natural do cabelo, a fechar os poros e a selar as cutículas dos fios, deixando o cabelo mais macio, suave e hidratado. Além disso, com os poros dos fios fechados, o cabelo fica menos exposto aos efeitos prejudiciais da poluição e suor, que podem ressecar os fios.

No entanto, lavar o cabelo com água fria pode ser desconfortável para algumas pessoas, e nesses casos, deve-se dar preferência por lavar o cabelo com água morna, mas nunca quente, pois a água quente desidrata os fios e pode piorar o ressecamento do cabelo. 

Benefícios do banho quente

Os principais benefícios do banho quente são: 

1. Aliviar problemas respiratórios

O banho quente ajuda a aliviar problemas respiratórios, como sinusite, gripe ou bronquite, pois o vapor quente e úmido da água do banho deixa o catarro mais líquido, abre as vias aéreas, reduz a irritação e o inchaço das vias respiratórias, aliviando os sintomas de nariz entupido ou escorrendo, dor de cabeça e tosse, por exemplo.

2. Ajudar a dormir melhor

O banho quente antes de dormir ajuda a relaxar os músculos, a tensão e alivia o cansaço, permitindo dormir melhor.

Além disso, o banho quente, tomado de 60 a 90 minutos antes de dormir, também ajuda a acalmar, a reduzir a ansiedade e o estresse, e causa uma sensação de limpeza, o que deixa a pessoa mais relaxada, facilitando o sono.

3. Relaxar os músculos 

O banho quente ajuda a relaxar os músculos e aliviar a dor muscular pois a água quente promove o fluxo de sangue, o que ajuda a transportar o excesso de ácido lático e outras toxinas para fora dos músculos, aliviando a dor. A água quente é indicada para dor muscular com mais de 48 horas, pois nos primeiros dias o mais indicado é fazer o banho frio para reduzir a inflamação.

O banho quente também é muito útil para aliviar a tensão corporal, a dor muscular ou nas articulações causada por fibromialgia, artrite ou dor nas costas, já que a dilatação dos vasos sanguíneos permite chegar mais sangue, oxigênio e nutrientes para os tecidos.

4. Remover toxinas da pele

O banho quente permite abrir os poros da pele, o que permite limpar sujeiras, excesso de oleosidade e remover toxinas da pele, que se acumulam ao longo do dia, deixando a pele com aspecto mais fresco e limpo.

5. Aliviar a enxaqueca

O banho quente também pode ajudar a aliviar enxaquecas e dor de cabeça, pois reduz os sinais de dor que chegam até ao cérebro e aumenta o fluxo sanguíneo nos músculos, ajudando a relaxar e a reduzir a dor causada pela enxaqueca ou dor de cabeça.

Fonte tuasaude.com

O que dá (ou não) para fazer depois da 2ª dose; ouça podcast

No dia 20 de setembro, o Brasil superou a marca de 80 milhões de adultos totalmente imunizados contra a Covid-19. O número corresponde a mais da metade da população maior de 18 anos –em termos de população total, a taxa ultrapassa 40%.

Com o avanço da imunização, os índices de internações e mortes vêm caindo –ainda que continuem num patamar alto. E os estados, por sua vez, vêm afrouxando regras de distanciamento social.

Mas a circulação do vírus e o possível surgimento de novas variantes do coronavírus continua preocupando os especialistas.

O Café da Manhã desta terça-feira (28) fala sobre os cuidados necessários nesta fase da pandemia. A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, explica o que podem fazer com segurança os já totalmente vacinados –e o que é melhor esperar.

O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando abaixo. Para acessar no aplicativo basta se cadastrar gratuitamente.

Ouça o episódio:

O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Angela Boldrini e Bruno Boghossian, com produção de Jéssica Maes, Laila Mouallem e Victor Lacombe. A edição de som é de Thomé Granemann.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

O banho do bebê pode ser um momento agradável mas, muitos pais se sentem inseguros para realizar essa prática, o que é normal, principalmente nos primeiros dias por medo de machucar ou não dar o banho da forma correta.

Alguns cuidados são muito importantes para o banho, dentre eles, fazê-lo em um local com temperatura adequada, utilizar uma banheira de acordo com o tamanho do bebê, usar produtos próprios para bebês, não dar banho logo após alimentá-lo, entre outros. Ainda, cabe aos pais a decisão de quantas vezes dar o banho no bebê, mas não é necessário que seja todos os dias, sendo que dia sim e dia não já é suficiente porque o excesso de água e os produtos utilizados podem criar problemas na pele como irritações e alergias.

Antes de começar a dar banho é importante escolher um local com temperatura aquecida entre 22ºC e 25ºC, reunir os produtos que serão utilizados, já deixar a toalha, fralda e as roupas preparadas assim como a água na banheira, que deve ficar entre os 36ºC e 37ºC. Como o bebê perde muito calor nesse momento, o banho não deve demorar mais de 10 minutos.

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

Confira os passos que devem ser seguidos para dar banho no bebê:

1. Limpar o rosto do bebê

Com o bebê ainda vestido, para evitar a perda de calor do corpo, deve-se limpar o rosto, bem como ao redor das orelhas e dobras do pescoço, o que pode ser feito com uma bola de algodão ou paninho molhado com água morna.

Para limpar os ouvidos nunca se deve usar cotonetes, pois existe o risco de perfurar o ouvido do bebê. Ainda, uma gaze umedecida com soro fisiológico pode ser utilizada para limpar as narinas do bebê, ação muito importante para não prejudicar a respiração. Por fim, os olhos devem ser limpos também com um pano umedecido e os movimentos devem ser sempre no sentido nariz-orelha para evitar o acumulo de sujeira e remelas. Confira as principais causas de remela nos olhos do bebê e como limpar.

2. Lavar a cabeça

A cabeça do bebê também pode ser lavada com ele ainda vestido, sendo adequado segurar o corpo com o antebraço e a axila do bebê com a mão. Deve-se lavar a cabeça da criança primeiro com água limpa e depois podem ser utilizados produtos como sabonete ou shampoo próprio para o bebê e ir massageando os cabelos com a ponta dos dedos.

Nessa etapa do banho é necessário muito cuidado pois a cabeça do bebê possui regiões moles, que são as fontanelas, que devem fechar até os 18 meses e por isso não se deve apertar nem fazer pressão sobre a cabeça para não machucar. Entretanto, deve se lavá-la bem com movimentos de frente para trás, com cuidado para evitar que a espuma e a água entrem nos ouvidos e olhos e em seguida secar bem com uma toalha.

3. Limpar a região íntima

Após lavar o rosto e a cabeça do bebê, pode-se despi-l e ao retirar a fralda, limpar a região íntima com um pano molhado antes de colocá-lo na banheira para não sujar a água.

4. Lavar o corpo do bebê

Ao colocar o bebê na água, não se deve colocar todo o corpo do bebê de uma vez na água, mas sim ir colocando por partes, começando pelos pés e apoiando a cabeça no antebraço e com essa mão segurando a axila do bebê.

Com o bebê já na água, deve-se ir ensaboando e enxaguando bem o corpo do bebê, limpando bem as dobras nas coxas, pescoço e pulsos e não esquecer de limpar as mãos e os pés, já que os bebês adoram colocar essas partes na boca.

A região íntima deve ser deixada para o final do banho, sendo que nas meninas é importante ter o cuidado de limpar sempre de frente para trás para não contaminar a vagina com fezes. Já nos meninos, é necessário manter sempre a área à volta dos testículos e por baixo do pênis limpas.

5. ​Secar o corpo do bebê

Após terminar de enxaguar o bebê, deve-se retirá-lo da banheira e colocá-lo deitado sobre a toalha seca, envolvendo o bebê para que ele não fique molhado fora da água. Depois, usar a toalha para secar todas as partes do corpo do bebê, não esquecendo das mãos, pés e das dobrinhas, pois se acumular umidade podem aparecer feridas nessas regiões.

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

6. Secar a região íntima

Após secar todo o corpo, deve-se secar a região íntima e verificar se apresenta assaduras, complicação comum nos bebês, veja como identificar e como tratar assaduras em bebês.

Com o bebê limpo e seco, deve-se pôr a fralda limpa para que ele não suje a toalha.

7. Passar hidratante e vestir o bebê

Como a pele do bebê é mais seca, principalmente nas primeiras semanas de vida, é essencial a hidratação que pode ser feita com pomadas, óleos, cremes e loções próprios para o bebê, sendo que o momento ideal para sua aplicação é após o banho.

Para passar o hidratante, deve-se começar pelo peito e braços do bebê e vestir a roupa da região de cima, em seguida, passar hidratante nas perninhas e vestir a parte inferior da roupa do bebê. É importante ficar atento aos aspectos da pele do bebê e se apresenta alterações na cor ou na textura, pois pode significar problemas de alergia. Conheça um pouco sobre alergia na pele do bebê e o que fazer nesses casos.

Por fim, pode-se pentear os cabelos, verificar a necessidade de cortar as unhas e calçar as meias e sapatos, no caso de o bebê já conseguir andar.

Como dar banho em recém-nascido: em 7 passos

Como preparar o banho do bebê

O local e o material devem ser preparados antes do banho para evitar a perda de calor do bebê e além disso, também ajuda a evitar que a criança fique sozinha na água durante o banho. Para preparar o banho se deve:

  1. Manter a temperatura entre 22 ºC a 25 ºC e sem correntes de ar;

  2. Reunir os produtos para o banho, sendo que esses não são necessários mas, caso se opte por utilizá-los, devem ser próprios para bebês com pH neutro, ser suaves e sem perfume e devem ser utilizados somente nas partes mais sujas do bebê. Antes dos 6 meses, o mesmo produto utilizado para lavar o corpo pode ser usado para lavar os cabelos, não sendo preciso shampoo;

  3. Preparar a toalha, fralda e a roupa pela ordem que vai vestir para que o bebê não passe frio;

  4. Colocar no máximo 10 cm de água na banheira ou balde, colocando primeiro a água fria e depois a água quente até atingir uma temperatura entre os 36º e 37 ºC. Na falta de um termômetro, pode-se usar o cotovelo para conferir se a água está agradável.

Deve-se utilizar uma banheira de plástico ou balde Shantala com capacidade para o tamanho do bebê, além de ficar em um local confortável para os pais. Outro ponto a observar são os produtos que serão usados no banho os quais devem ser próprios para o bebê, já que o bebê é mais sensível, especialmente nas primeiras semanas de vida, e certos produtos podem causar irritação aos olhos e a pele.

Como dar banho de esponja no bebê

Nas primeiras semanas de vida, antes de cair o cordão umbilical do bebê, ou até quando se quiser lavar uma parte do bebê sem molhá-lo, o banho de esponja pode ser uma ótima alternativa.

Essa prática também deve ser realizada em um local aquecido e antes de começar o banho deve-se reunir todo o material, preparar as roupas, toalhas, fralda, sabonete para bebê e um recipiente com água morna, inicialmente sem sabão. Sobre uma superfície plana, ainda com roupa ou enrolado em uma toalha, o ideal é limpar o rosto, ao redor das orelhas, queixo, dobras do pescoço e os olhos do bebê com uma toalha molhada só com água para não irritar a pele.

Ao despir o bebê, é importante deixá-lo aquecido e para isso pode-se colocar uma toalha sobre ele enquanto for limpando o corpo. Começar pela parte de cima e ir descendo, não esquecendo das mãos e dos pés e limpar com muito cuidado ao redor do coto umbilical para deixá-lo seco. Após isso, pode-se colocar um pouco de sabão na água para molhar a toalha e limpar a área dos genitais. Por fim, secar o bebê, colocar a fralda limpa e vestir sua roupinha. Veja como cuidar do coto umbilical do bebê.

Como manter a segurança no banho

Para garantir a segurança no banho, o bebê deve ser supervisionado o tempo todo na água e nunca deve ficar sozinha na banheira, já que pode se afogar em menos de 30 segundos e com pouca água. No casos dos bebês mais crescidos, é orientado não encher a banheira acima do nível da cintura da criança sentada.

Além disso, existem muitos pais que gostam de tomar banho com os filhos ou que querem tentar essa experiência. No entanto, é preciso ter muito cuidados pois essa prática pode não ser tão segura já que existem riscos como o de cair com o bebê no colo e os produtos que o adulto usa no banho podem irritar a pele ou os olhos do bebê. Entretanto, se os pais quiserem realizar essa prática algumas medidas de segurança devem ser implementadas como colocar um tapete aderente no banheiro e utilizar uma tipóia para que o bebê fique preso no adulto, além de optar por usar os produtos próprios do bebê.

Fonte tuasaude.com

Negros têm mais risco de morrer de Covid mesmo no topo da pirâmide social, diz estudo

O risco de morrer de Covid-19 é significativamente maior para homens negros e mulheres brancas e negras do que para homens brancos no Brasil, de acordo com um grupo de pesquisadores que analisou estatísticas oficiais sobre milhares de brasileiros mortos no ano passado.

Ligado à Rede de Pesquisa Solidária, que reúne várias instituições públicas e privadas, o grupo concluiu que as desigualdades raciais e de gênero contribuem para aumentar o risco de morte mesmo em grupos de pessoas com atividades profissionais que as colocam no topo da pirâmide social.

“Pensávamos que a mortalidade dos negros era maior porque trabalhavam em atividades mais expostas ao vírus, mas nem sempre isso é verdade”, diz o sociólogo Ian Prates, pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e coordenador do grupo responsável pelo estudo.

Os pesquisadores examinaram dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, sobre 67,5 mil pessoas que morreram de Covid-19 no ano passado, amostra equivalente a um terço de todas as mortes causadas pelo coronavírus notificadas no período.

Foram considerados indivíduos entre 18 e 65 anos de idade e com ocupação profissional registrada no sistema do Ministério da Saúde. Os pesquisadores usaram técnicas estatísticas para evitar que comorbidades e outras características pessoais prejudicassem as comparações.

Em números absolutos, houve mais mortes por Covid em grupos ocupacionais que são grandes empregadores, como comércio e serviços (6.420), agricultura (3.384) e transportes (3.367), mas o estudo mostra que alguns setores foram muito mais afetados em termos relativos.

As mortes por Covid representaram 24% de todas as mortes de profissionais de saúde registradas. Na segurança, incluindo praças das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, foram 25%. Entre líderes religiosos, 44% das mortes do ano passado foram causadas pelo vírus.

Para homens negros, os riscos são maiores do que os enfrentados pelos brancos em todas as atividades, com exceção da agricultura, de acordo com o estudo. O trabalho aponta mortalidade maior até mesmo entre advogados, com risco 43% maior, e engenheiros e arquitetos, com 44%.

“O fato de o risco ser maior até para os que exercem profissões de nível superior como essas mostra o tamanho da nossa tragédia”, afirma Prates. “Isso sugere que mesmo negros que ascenderam profissionalmente continuam expostos a fatores de risco que aprofundam desigualdades.”

Uma das hipóteses dos autores do estudo é que a inserção mais precária de muitos negros no mercado de trabalho, em empresas de menor porte ou sem vínculo empregatício formal, os tornou mais vulneráveis na pandemia, aumentando os riscos criados pela exposição ao coronavírus.

De acordo com o estudo, os riscos de morte por Covid também são significativamente maiores para mulheres negras, especialmente na base da pirâmide. Para as que trabalham em serviços domésticos, são 112% maiores do que os enfrentados por brancos, calculam os pesquisadores.

O grupo não encontrou diferenças relevantes para ocupações de nível superior, porque há poucas mulheres negras nessas atividades. A exceção foram as enfermeiras, para quem o risco de morrer de Covid é 23% menor do que o dos homens brancos, segundo as estimativas dos especialistas.

No caso das mulheres brancas, o estudo mostra que o risco de morrer de Covid é menor que o dos homens brancos para aquelas que pertencem a grupos ocupacionais de nível superior e maior para atividades que exigem menos instrução. Em geral, o risco é menor que o das mulheres negras.

Nos serviços domésticos, o risco de morte para mulheres brancas é 73% maior do que o dos homens brancos, dizem os pesquisadores. A situação se inverte no topo da escala social. O risco é 39% menor para advogadas e 22% menor para mulheres em posições gerenciais e cargos de direção.

Para os autores do estudo, a vantagem das mulheres sobre os homens no topo pode ser explicada pelo hábito que elas têm de manter em dia cuidados preventivos com a saúde, ao contrário dos homens, que tendem a postergar visitas aos médicos, de acordo com especialistas em saúde pública.

Nos grupos ocupacionais da base da pirâmide, a perda de acesso a serviços de saúde e a sobrecarga de tarefas com cuidados de crianças e idosos durante a pandemia pode ter tornado muitas mulheres mais vulneráveis diante dos riscos criados pela Covid, dizem os pesquisadores do grupo.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Reforço da Pfizer aumenta em 20 vezes anticorpos em vacinados com Coronavac

O reforço com a vacina da Pfizer aumentou em até 20 vezes o o nível de anticorpos em pessoas imunizadas com o esquema completo da Coronavac, apontam resultados preliminares de um estudo feito no Uruguai, onde 24% da população já recebeu três doses contra a Covid-19.

Desde o começo de março, cientistas do Instituto Pasteur (IP) de Montevidéu e da Universidade da República (Udelar) realizam um projeto de pesquisa para estudar a evolução dos níveis de anticorpos específicos contra o coronavírus em relação às vacinas e doses administradas. O estudo, que envolve mais de 200 voluntários, irá durar dois anos e prevê coletas de sangue periódicas dos participantes.

Em um primeiro subgrupo, 57 pessoas tiveram o sangue colhido em quatro ocasiões: antes de serem vacinadas, 18 dias depois, 80 dias em média após a segunda dose da Coronavac, e 18 dias em média após o reforço, da Pfizer.

Na primeira amostragem, nenhum dos participantes apresentou anticorpos específicos contra o coronavírus, o que era de esperar, pois nenhum deles havia contraído o vírus. Na segunda, 100% apresentaram anticorpos antivirais específicos, em níveis variados.

Após a terceira coleta, uma diminuição geral de anticorpos foi observada em relação aos níveis detectados na segunda amostragem. Por fim, após a dose de reforço, verificou-se que todos os participantes tiveram um aumento no nível de anticorpos em média 20 vezes maior do que o observado na segunda coleta.

“São resultados preliminares, em uma população particular”, ressaltou nesta sexta-feira (24) o pesquisador do IP Sergio Bianchi, em entrevista coletiva. Os cientistas continuarão monitorando para saber por quanto tempo os níveis de anticorpos antivirais irão se manter após a vacinação.

O Uruguai tem 3,5 milhões de habitantes, e 72% da população já foi vacinada com o esquema completo da Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca, enquanto 24% já receberam a dose de reforço.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude