Ataque de raiva (transtorno explosivo intermitente): sintomas e tratamento

O ataque de raiva, conhecido cientificamente como transtorno explosivo intermitente e popularmente como Síndrome de Hulk, é um transtorno em que são gerados ataques de ira de forma descontrolada e agressividade repentina, podendo ser acompanhados de agressões verbais e físicas que duram cerca de 30 minutos e que podem prejudicar a pessoa e quem está ao seu redor.

Antes de ter um ataque de raiva podem ser notados sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas e alterações da consciência. Depois, é comum que a pessoa sinta remorso, culpa e vergonha. Esse transtorno é normalmente acompanhado por outros, como abuso de substâncias, depressão, TOC e fobia social.

O tratamento do transtorno explosivo intermitente inclui o uso de medicamentos como a Fluoxetina e a Sertralina, além de sessões de psicoterapia cognitivo-comportamental para o controle dos impulsos e da ira.

Ataque de raiva (transtorno explosivo intermitente): sintomas e tratamento

Principais sintomas

É comum sentir raiva em situação de estresse como batidas de carro ou birra dos filhos, e esse sentimento é normal desde que se tenha consciência e controle sobre ele, não havendo alterações bruscas para um estado de fúria e comportamento agressivo, no qual pode colocar em risco o próprio bem-estar e a segurança de outras pessoas.

No entanto, quando a agressividade é desproporcional à situação que desencadeou a raiva, pode ser um sinal do tratamento do transtorno explosivo intermitente, que pode ser caracterizado por:

  • Falta de controle sobre o impulso agressivo;
  • Quebrar os próprios pertences ou os dos outros;
  • Suor, formigamento e tremores musculares;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Ameaças verbais ou agressividade física a outra pessoa sem um motivo que justifique essa atitude;
  • Sentimento de culpa e vergonha após os ataques.

O diagnóstico dessa síndrome é feito por um médico psiquiatra com base no histórico pessoal e relato de amigos e familiares, pois esse transtorno só é confirmado quando há repetição do comportamento agressivo por vários meses, o que sugere que esta é uma doença crônica.

Além disso, é preciso descartar a possibilidade de outras alterações do comportamento, como o Transtorno da Personalidade Antissocial e o Transtorno da Personalidade Borderline. Entenda melhor o que é o transtorno de personalidade boderline.

Causas do ataque de raiva

Não se conhece a causa exata do ataque raiva, no entanto acredita-se que possa estar relacionado com fatores como familiares que possuem comportamento mais agressivo e impulsivo, alterações nos neurotransmissores e alterações na região do cérebro responsável pelo controle do impulso.

Além disso, é comum que as pessoas com esse transtorno costumam ter um histórico de abuso físico e/ou sexual durante a infância e exposição a situações traumáticas, como acidentes graves ou desastres.

Como é feito o tratamento

Quando dos ataques de raiva são frequentes e saem do controle, é recomendado que o psicólogo seja consultado para que sejam feitas sessões de terapia individual e/ ou em grupo, podendo ser aplicada a terapia cognitivo-comportamental para aprender não só a controlar a ira mas também identificar as situações que podem provocar uma resposta mais agressiva.

Além da psicoterapia, pode ser necessário nesse transtorno o uso de medicamentos antidepressivos e anticonvulsivantes como Fluoxetina, Citalopram, Sertralina, Carbamazepina e Valproato, que ajudam no controle das emoções, diminuindo, assim, a agressividade.

Possíveis consequências

As consequências transtorno explosivo intermitente são decorrentes das atitudes impensadas tomadas durante os acessos de fúria, como perda do emprego, suspensão ou expulsão da escola, divórcio, dificuldade de se relacionar com outras pessoas, acidentes de carro e hospitalizações por ferimentos sofridos durante a agressividade.

O quadro agressivo acontece mesmo quando não há uso de álcool, mas normalmente é mais grave quando ocorre consumo de bebidas alcoólicas, mesmo em pouca quantidade.

Fonte tuasaude.com

Ministério da Saúde vê risco de alta de hospitalizações por Covid em setembro

O Ministério da Saúde já trabalha com a possibilidade de uma alta nos casos de Covid-19 no mês de setembro, e também de hospitalizações. A esperança é que, com o avanço da vacinação, ao menos o número de óbitos não cresça no mesmo período. Os imunizantes muitas vezes não impedem a infecção pelo novo coronavírus, mas diminuem seus efeitos e impedem o agravamento da doença.

ALERTA

A variante delta, que é mais contagiosa, e a diminuição da proteção das vacinas na população mais idosa, a primeira a se imunizar, estão entre as explicações para a preocupação com a aceleração no número de casos. Estados e municípios, por outro lado, avançaram na reabertura econômica e no afrouxamento das regras sanitárias.

ALERTA 2

Uma das medidas que a pasta acredita que podem frear um crescimento maior é a aplicação da terceira dose da vacina nos imunossuprimidos e nos mais idosos, que começam a receber o reforço a partir de 15 de setembro. Uma outra iniciativa já anunciada é a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, melhorando a perspectiva de ampliação da cobertura vacinal no país.

ALERTA 3

Um estudo de pesquisadores da USP, da Uerj e da Ufrj mostra que 100 milhões de pessoas, ou quase a metade da população brasileira, ainda não estão completamente imunizadas, o que permite que o vírus ainda circule de forma acelerada.

VELOZ 

A velocidade de crescimento —tanto das coberturas de primeira dose quanto do esquema vacinal completo— aumentou consideravelmente nas últimas semanas. Embora progressivo, esse ritmo ainda é insuficiente para que se chegue à cobertura vacinal desejável, de pelo menos 90% da população imunizada com segunda dose até 31 de dezembro de 2021”, afirmam os pesquisadores Guilherme Werneck, Ligia Bahia, Jessica de Lima Moreira e Mário Sheffer.

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com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Alergia alimentar: o que é, sintomas, principais causas e tratamento

A alergia alimentar é uma situação caracterizada por uma reação inflamatória que é desencadeada por uma substância presente no alimento, bebida ao aditivo alimentar consumido, o que pode levar ao aparecimento de sintomas em diferentes partes do corpo como mãos, rosto, boca e olhos, além de também poder afetar o sistema gastrointestinal e respiratório quando a reação inflamatória é muito grave.

Na maioria dos casos os sintomas de alergia alimentar são leves, podendo ser observada coceira e vermelhidão na pele, inchaço nos olhos e coriza, por exemplo, no entanto quando a reação do organismo é muito grave os sintomas podem colocar a vida da pessoa em risco, já que pode haver sensação de falta de ar e dificuldade para respirar.

Dessa forma, é importante que seja identificado o alimento responsável pela alergia para que o seu consumo possa ser evitado e, assim, diminuir o risco de complicações. Porém, caso se tenha contato com o alimento causador da alergia, o médico pode indicar o uso de anti-histamínicos para aliviar os sintomas e desconforto.

Alergia alimentar: o que é, sintomas, principais causas e tratamento

Sintomas de alergia alimentar

Os sintomas de alergia alimentar podem surgir até 2 horas após o consumo do alimento, bebida ou aditivo alimentar responsável por desencadear a reação inflamatória no organismo. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, sendo os mais comuns:

  • Coceira e vermelhidão na pele;
  • Placas avermelhadas e inchadas na pele;
  • Inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos;
  • Aftas;
  • Nariz entupido e escorrendo;
  • Sensação de desconforto na garganta;
  • Dor abdominal e excesso de gases;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Ardor e queimação ao evacuar.

Apesar dos sintomas aparecerem com mais frequência nas mãos, rosto, olhos, boca e corpo, a reação inflamatória pode ser tão grave que pode afetar o sistema gastrointestinal, podendo a pessoa sentir náuseas, vômitos e desconforto abdominal, ou o sistema respiratório, resultando em dificuldade para respirar e falta de ar, sendo essa situação conhecida como choque anafilático, que deve ser imediatamente tratada para evitar mais complicações. Saiba como identificar o choque anafilático e o que fazer.

Dessa forma, para evitar o desenvolvimento dos sintomas mais graves de alergia alimentar, é importante que assim que surgirem os primeiros sintomas de alergia a pessoa tome o medicamento indicado pelo alergologista. Nos casos em que a pessoa sentir desconforto na garganta ou dificuldade para respirar, a recomendação é a de que vá ao pronto socorro ou hospital mais próximo para que sejam tomadas as medidas necessárias para promover o alívio dos sintomas.

Principais causas

A alergia alimentar pode ser desencadeada por qualquer substância presente no alimento ou aditivo alimentar, sendo mais comum de acontecer em pessoas que possuem histórico na família de alergia.

Apesar de poder ser causada por qualquer alimento, os sintomas de alergia alimentar estão na maioria dos casos relacionados com o consumo de frutos do mar, amendoim, leite de vaca, soja e oleaginosas, por exemplo. Veja mais detalhes sobre as principais causas de alergia alimentar.

Alergia alimentar: o que é, sintomas, principais causas e tratamento

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da alergia alimentar deve ser feito pelo alergologista inicialmente por meio da análise dos sintomas que a pessoa pode relatar após consumir determinado alimento. No entanto, para confirmar qual é o agente causador da alergia, pode ser indicada a realização de testes de alergia na pele ou no sangue.

Geralmente, quando não existem suspeitas sobre o que pode estar causando a alergia, o médico começa por testar os alimentos mais alergênicos como o amendoim, morango ou camarão, sendo o diagnóstico feito por exclusão de partes até que se chegue ao alimentos responsável.

O teste de alergia na pele consiste na observação dos sintomas que aparecem na pele após a aplicação de diferentes extratos de alimentos conhecidos por causar alergia, deixando atuar durante cerca de 24 a 48 horas. Após esse tempo, o médico irá então observar se o teste deu positivo ou negativo, observando se ocorreu vermelhidão, urticária, coceira ou bolhas na pele.

Por outro lado, o teste de sangue consiste na colheita de um pouco de sangue que vai para analisar em laboratório, através do qual se identifica a presença de alergênios no sangue, o que indica se houve ou não reação de alergia. Este exame de sangue, é geralmente feito após a realização de um teste de provocação oral, que consiste em ingerir uma pequena quantidade do alimento que causa alergia, observando-se depois se surgem ou não sintomas de alergia.

Tratamento da alergia alimentar

O tratamento para a alergia alimentar depende da gravidade dos sintomas apresentados que podem variar de pessoa para pessoa, sendo porém este geralmente feito com remédios anti-histamínicos como Allegra ou Loratadina ou com corticoides como a Betametasona, que servem para aliviar e tratar os sintomas da alergia. Veja como é feito o tratamento da alergia alimentar.

Além disso, nos casos mais graves onde ocorre choque anafilático e falta de ar, o tratamento é feito com a injeção de adrenalina, podendo também ser necessário o uso de uma máscara de oxigênio para ajudar na respiração.

Fonte tuasaude.com

Escola do Hospital das Clínicas vê alta em procura por cursos de UTI e de transtornos de ansiedade

A Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP capacitou cem mil alunos entre março de 2020 e agosto de 2021. Os cursos de UTI online figuraram entre os mais procurados, com destaque para os módulos de função respiratória, função cardiocirculatória e sedação e analgesia. A instituição atribui o interesse à crise da Covid-19.

EMOCIONAL

Neste ano, a Escola de Educação Permanente do HC também registrou aumento na procura pelo curso de terapias cognitivo-comportamentais para transtornos de ansiedade —a busca cresceu 171% em relação ao período entre janeiro e agosto de 2020.

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com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil tem 656 mortes nas últimas 24 horas; média de mortes é a menor desde dezembro

O Brasil registrou 656 mortes por Covid e 23.155 casos da doença, neste sábado (28). Com isso, o país chegou a 579.052 óbitos e 20.726.800 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

É o quarto dia consecutivo que a média móvel de mortes fica abaixo de 700, a taxa é de 687. É o menor nível desde o fim de dezembro de 2020. No dia 31 daquele mês, a média era de 706 mortes diárias.

Mesmo com números inferiores aos elevados dados anteriores, o momento merece atenção e cuidado. O país já tem circulação comunitária da mais transmissível variante delta, que vem causando aumentos expressivos de casos em outros países. A delta também já parece causar problemas no Rio de Janeiro, que vê aumentos de casos e internações.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 25 estados e no Distrito Federal.​

De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, o país tem 128.671.178 pessoas parcialmente imunizadas e 60.096.566 com as duas doses. Também entram nessa conta as doses únicas da Janssen aplicadas.

Os dados publicados nesta sexta já consideram a nova projeção populacional do IBGE, divulgada também nesta sexta. Até então, a proporção de vacinados era calculada considerando uma população brasileira de 211,8 milhões; agora, a nova projeção aponta para 213,3 milhões. A mudança traz alteração discreta na proporção de vacinados.

Com os dados atualizados e considerando toda a população brasileira, 62% dela já recebeu ao menos uma dose. Com a projeção antiga, seria 62,4%.

A fatia com o esquema vacinal completo é de 27,9%, novamente, de toda a população. Com a projeção antiga, seria 28,1%.

O Brasil chegou recentemente a 30% de adultos com esquema vacinal completo.

Mesmo quem completou o esquema vacinal com as duas doses deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Brasil tem a terceira maior diferença entre parcialmente e totalmente imunizados contra Covid

O Brasil começa a se preparar para aplicar a terceira dose das vacinas contra a Covid numa situação inusitada: está num grupo intermediário de cobertura vacinal considerando a população com ao menos uma dose, mas possui baixa cobertura daqueles com imunização completa.

O país já chegou a 62% da população imunizada com ao menos uma dose, percentual que é até maior do que os 60% dos Estados Unidos. Mas possui apenas 28% com imunização completa, ante 51% dos americanos (números de quinta-feira, 26).

Entre os 130 países com dados disponíveis, apenas dois têm um abismo tão grande entre quem tomou a primeira dose e quem está totalmente imunizado (Costa Rica e Taiwan).

A diferença no Brasil é de 34,3 pontos percentuais entre os dois grupos; Costa Rica é de 39,4 pontos; e Taiwan, de 37,1.

O Brasil é o 22º com a maior proporção de vacinados com ao menos uma dose, mas o 48º considerando a imunização completa.

Quase 70 milhões de brasileiros começaram, mas ainda não completaram o esquema vacinal, de acordo com dados coletados pelo consórcio de veículos de imprensa.

Estudos mostram que a primeira dose traz alguma proteção contra a doença, embora a efetividade possa variar bastante de acordo com o fabricante. A segunda dose, porém, é fundamental para elevar a imunidade a patamares mais seguros e promovê-la por períodos mais longos.

Levantamentos recentes mostram que esse fenômeno ficou ainda mais evidente com a variante delta —a primeira dose perdeu boa parte da proteção esperada contra a mutação, mas a perda após a segunda é mais discreta.

Nações como Dinamarca, Alemanha, Canadá, Chile, Israel, Hungria e Estados Unidos já iniciaram ou iniciarão em breve o programa de aplicação das doses extras de reforço, seja nos mais vulneráveis, como idosos e imunossuprimidos, ou em grupos mais amplos.

Todos eles, porém, têm pelo menos metade da população totalmente imunizada (vacinada com a segunda dose ou com a vacina de dose única). Mesmo países que iniciaram a vacinação quase ao mesmo tempo ou depois do Brasil, como Japão, Jordânia e Colômbia, já têm fatias maiores dos habitantes com o esquema completo.

Apesar de defenderem que a terceira dose seja importante, especialmente para públicos específicos como imunodeprimidos e idosos acima dos 80 anos, epidemiologistas ouvidos pela reportagem afirmaram que garantir a aplicação da segunda dose para a população também deve ser uma prioridade.

Há duas maneiras de acelerar esse processo: com mais busca ativa aos que já podem, mas ainda não tomaram a segunda dose, e encurtar o intervalo entre as aplicações das doses. Esta segunda opção tem começado a tomar forma no país.

Os especialistas apontam também dois motivos para que a imunização completa esteja desproporcionalmente lenta no Brasil: o fato de que um contingente grande não volta para tomar a segunda dose (são mais de um milhão de faltosos só no estado de São Paulo) e o tempo longo de intervalo entre as aplicações para quem toma Astrazeneca ou Pfizer.

Ambas têm um período de 12 semanas de espaçamento entre as duas doses, embora alguns estados tenham recentemente reduzido esse tempo para 10 ou 8 semanas.

No caso da Pfizer, a fabricante recomenda que a espera seja de 4 semanas. Seguindo estratégia do Reino Unido, o Brasil adotou um período maior para poder imunizar mais pessoas com a primeira dose, uma vez que há escassez de imunizantes. A explicação foi que estudos indicam que a primeira dose já confere alguma imunidade contra o coronavírus, embora menor que no esquema completo.

Epidemiologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Petry afirma que a decisão de espaçar as doses para ampliar rapidamente a fatia da população parcialmente imunizada foi correta.

“Antes da delta, estávamos com indicadores todos diminuindo: casos, hospitalizações, internações em UTIs e óbitos. Essa queda se deve certamente à vacinação. O problema de termos agora uma nova variante é o risco de novos picos”, diz.

A experiência em outros países, especialmente em Israel, acendeu o alerta para uma possível vulnerabilidade dos idosos, que têm o sistema imunológico menos eficiente que os mais jovens. Por isso, a vacina pode ter eficácia menor para eles, que já são um grupo mais propenso a complicações da Covid.

Israel, que comemorava o sucesso da campanha de vacinação, viu o número de casos e mortes voltar a crescer com a chegada da variante delta, com maior impacto para os idosos. Com isso, passou a aplicar uma terceira dose para reforço.

Há indícios de que esse efeito possa acontecer no Brasil, embora ainda haja poucos dados disponíveis. O governo do Rio de Janeiro afirmou que houve alta de internações entre idosos vacinados, e boletim recente da Fiocruz indica que a atual tendência de queda de casos e mortes pode se reverter muito em breve.

A instituição também elaborou estudo que mostra que a eficácia da vacinação é menor em quem tem 80 anos ou mais, especialmente no caso da Coronavac. A queda na proteção é ainda maior para quem tem 90 anos ou mais.

Para a epidemiologista Ligia Kerr, membro da câmara técnica do Programa Nacional de Imunização e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, os resultados reforçam a necessidade de uma dose extra nos mais idosos.

“Foram os grupos que primeiro foram vacinados. A gente sabe que, no caso da Covid, a resposta imunológica pela infecção cai com o tempo, e o mesmo acontece com a vacinação”, afirma.

Isso não significa, porém, que a segunda dose possa ficar para depois. “O percentual de brasileiros com as duas doses é baixo para enfrentar a delta. Temos de correr com as vacinas, e vale lembrar que o uso de máscaras é absolutamente fundamental, além de manter o distanciamento. Essa cepa possui carga viral extremamente elevada.”

André Giglio Bueno, infectologista, professor da PUC-Campinas e curador da plataforma HubCovid, diz que o cenário agora é diferente do início da campanha de vacinação, quando havia grande escassez de doses.

Se o cronograma de entrega de vacinas for cumprido, ele diz, será possível associar a conclusão do esquema vacinal da população com a administração da dose de reforço nos idosos e imunodeprimidos.

“Até por questão de priorização, não vão ser todos os idosos que receberão a terceira dose neste primeiro momento, mas os com 70 anos ou mais. Mesmo os imunossuprimidos são um grupo restrito. O principal objetivo é reduzir hospitalizações e óbitos, e a decisão foi acertada”, afirma.

Junto com o anúncio da dose extra, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o intervalo entre doses das vacinas Astrazeneca e Pfizer seria reduzido para 8 semanas.

Ele disse que isso seria possível a partir de setembro, quando toda a população adulta já estaria apta a receber a primeira dose. Até esta quinta, 82% dos brasileiros com 18 anos ou mais haviam recebido ao menos uma injeção.

A estratégia de adiantar a segunda dose foi adotada em outros países. Na Alemanha, por exemplo, o intervalo é menor nos casos em que a segunda dose é de um fabricante diferente do da primeira —mistura que, sugere a experiência, pode ampliar a imunidade à Covid.

Petry, da UFRS, concorda com a necessidade de antecipar a segunda dose diante da ameaça da delta. Ele, porém, não está tão seguro que o número de vacinas no país esteja confortável e lembra que ainda há uma parcela que não recebeu nem mesmo a primeira dose —26% dos que têm 12 anos ou mais, população alvo da campanha no momento.

“A delta é bastante transmissível, convém diminuir [o intervalo entre doses]. Claro que aí teremos mais pessoas com imunidade completa, mas por outro lado teremos menos primeiras doses. Há ainda o reforço para os mais idosos, as pessoas imunodeprimidas e, na minha opinião, também seria necessário para profissionais de saúde, que tomaram a segunda dose em março. É um quebra-cabeça.”

Há diferenças significativas entre os estados brasileiros. Enquanto 35% dos paulistas receberam as duas doses ou a vacina de dose única, há menos de 15% dos amapaenses nessa situação.

Já o Distrito Federal tem o maior hiato entre a população com ao menos uma dose e a totalmente imunizada (41% dos habitantes têm apenas a proteção parcial).

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Transtorno de personalidade dependente: o que é, sintomas e tratamento

O transtorno de personalidade dependente caracteriza-se por uma necessidade excessiva de ser cuidado por outras pessoas, o que leva a que a pessoa tenha um comportamento submisso e apresente um intenso medo da separação.

Além disso, estas pessoas também têm muita dificuldade em tomar decisões, precisando constantemente da decisão ou aprovação de outras pessoas.

Este transtorno surge mais frequentemente no início da idade adulta e pode dar origem a ansiedade ou depressão. Seu tratamento consiste na realização de sessões de psicoterapia e, em alguns casos, administração de medicamentos, que devem ser prescritos por um psiquiatra.

Transtorno de personalidade dependente: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas que se manifestam em pessoas com transtorno de personalidade dependente são principalmente:

  • Dificuldade para tomar decisões simples;
  • Ter necessidade constante de pedir conselhos a outras pessoas;
  • Precisar que outras pessoas assumam responsabilidade pelas várias áreas da sua vida;
  • Dificuldade para discordar dos outros;
  • Dificuldade para iniciar novos projetos a solo.

Além disso, estas pessoas sentem-se carentes e vão a extremos, como fazer coisas desagradáveis, para receber carinho e apoio, sentindo-se desconfortáveis e desamparadas quando estão sós. Por sentirem que são incapazes de cuidar de si próprias, têm por norma uma preocupação excessiva de serem abandonadas.

Possíveis causas

Não se sabe ao certo o que está na origem do transtorno de personalidade dependente, mas pensa-se que este distúrbio pode estar relacionado com fatores biológicos e o meio em que a pessoa está inserida, já que a infância e a relação com os pais nessa fase, como serem extremamente protetores ou muito autoritários, pode ter uma grande influência no desenvolvimento do indivíduo.

Conheça outros transtornos de personalidade que podem ser influenciados pela infância.

Como é feito o tratamento

Geralmente, o tratamento é realizado quando este transtorno começa a ter impacto na vida da pessoa, podendo prejudicar as relações com outras pessoas e causar ansiedade e depressão.

A psicoterapia é o tratamento de primeira linha para o transtorno de personalidade dependente e, durante o tratamento, a pessoa deve ter um papel ativo e ser acompanhado por um psicólogo ou um psiquiatra, o que vai ajudar a pessoa a se tornar mais ativa e independente e a tirar mais proveito das relações amorosas

Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a tratamento farmacológico. Nestes casos, o diagnóstico do transtorno deve ser realizado por um psiquiatra, que será o profissional responsável por prescrever os medicamentos necessários para o tratamento.

Fonte tuasaude.com

Como praticar exercícios de mindfulness

Mindfulness é um termo inglês que significa atenção plena ou consciência plena. Geralmente, as pessoas que começam a fazer exercícios de mindfulness têm tendência a desistir facilmente, devido à falta de tempo para o praticar. No entanto, existem também exercícios bastante curtos que podem ajudar a pessoa a desenvolver a prática e usufruir dos seus benefícios. Veja quais os benefícios do mindfulness.

Esta técnica, se praticada regularmente, pode ajudar a lidar com a ansiedade, a raiva e o ressentimento e também ajudar no tratamento de doenças como depressão, ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo.

1. Mindfulness nas atividades do dia-a-dia

Como praticar exercícios de mindfulness

O mindfulness pode ser praticado nas atividades do dia-a-dia, e consiste em prestar atenção nos movimentos realizados enquanto se realizam várias tarefas, como cozinhar, realizar outras atividades domésticas, atividades manuais, ou mesmo enquanto se trabalha.

Além disso, a pessoa pode também praticar esta atenção plena, segurando os objetos e apreciando-os como se fosse a primeira vez que olhasse para eles, observando como a luz incide no objeto, analisando a sua assimetria, textura ou mesmo cheiro, em vez de realizar estas tarefas em “piloto automático”.

Este exercício de atenção plena pode ser praticado com tarefas simples, como lavar a louça ou a roupa, levando o lixo para fora, escovando os dentes e tomando banho, ou mesmo fora de casa em atividades como dirigir o carro, andar pela rua ou a forma como se trabalha. 

2. Mindfulness em movimento

Como praticar exercícios de mindfulness

Na maior parte das vezes, as pessoas só prestam atenção nos movimentos que realizam quando estão muito cansados, quando tocam um instrumento ou quando dançam por exemplo. No entanto, ter a consciência do movimento é um exercício de mindfulness que pode ser praticado em quaisquer circunstâncias.

A pessoa pode experimentar ir dar um passeio e prestar atenção à forma como caminha, a sensação dos pés em contacto com o chão, da forma como se dobra o joelho, como se mexem os braços, e mesmo prestar atenção na respiração.

Para aprofundar a técnica, pode-se abrandar os movimentos durante algum tempo, como exercício de tomada de consciência, de forma a evitar a realização de movimentos precipitados.

3. Mindfulness “Body Scan”

Como praticar exercícios de mindfulness

Esta técnica é uma boa forma de meditar, em que a ancoragem da atenção se faz em partes do corpo, fortalecendo assim a autoconsciência corporal e emocional. Esta técnica pode realizar-se da seguinte forma:

  1. A pessoa deve deitar-se num local confortável, de costas e fechar os olhos;
  2. De seguida e durante alguns minutos, deve-se prestar atenção à respiração e sensações do corpo, como o tato e a pressão que o corpo faz contra o colchão;
  3. Depois deve focar a atenção e consciência para as sensações da barriga, sentindo o ar a mover-se para dentro e para fora do corpo. Por alguns minutos, a pessoa deve sentir essas sensações a cada inspiração e expiração, com a barriga levantando e baixando;
  4. A seguir, deve-se mudar o foco da atenção para a perna esquerda, pé esquerdo e dedos do pé esquerdo, sentindo-os e prestando atenção à qualidade das sensações que se sente;
  5. Depois, com uma inspiração, a pessoa deve sentir e imaginar o ar entrando nos pulmões e passando por todo o corpo até a perna esquerda e dedos do pé esquerdo, e de seguida, imaginar o ar fazendo o caminho inverso. Esta respiração deve ser praticada por alguns minutos;
  6. Deve-se permitir que essa consciência atenta se expanda para o resto do pé, como o tornozelo, topo do pé, ossos e articulações e depois deve-se fazer uma inspiração profunda e intencional direcionando-a ao pé esquerdo inteiro e quando expirar, a atenção se distribua por toda a perna esquerda, como a panturrilha, joelho e coxa, por exemplo;
  7. A pessoa pode continuar a prestar atenção no seu corpo, também do lado direito do corpo, assim como da parte superior, como braços, mãos, cabeça, da mesma forma pormenorizada como se fez para o membro esquerdo.

Depois de seguir todos estes passos, deve-se passar alguns minutos percebendo e sentindo o corpo como um todo, deixando o ar fluir livremente para dentro e para fora do corpo. 

4. Mindfulness da respiração

Como praticar exercícios de mindfulness

Esta técnica pode ser realizada com a pessoa deitada ou sentada numa posição confortável, fechando os olhos ou olhando fixamente de maneira desfocada para o chão ou uma parede por exemplo.

O objetivo deste método é levar a consciência para sensações físicas, como o tato, por exemplo, durante 1 ou 2 minutos e depois para a respiração, sentindo-a em várias regiões do corpo como as narinas, os movimentos que causa na região abdominal, evitando controlar a respiração, mas sim deixando o corpo respirar sozinho. A técnica deve ser praticada por cerca de 10 minutos no mínimo.

Durante a prática de mindfulness, é normal que a mente divague algumas vezes, devendo-se sempre, trazer cuidadosamente a atenção de volta à respiração e continuando de onde se parou. Estas repedidas divagações da mente são uma oportunidades para cultivar paciência e aceitação pela própria pessoa

Fonte tuasaude.com

Transtorno de Personalidade Esquiva: o que é, sintomas e tratamento

O transtorno de personalidade esquiva caracteriza-se por um comportamento de inibição social e de sentimentos de inadequação e sensibilidade extrema à avaliação negativa por parte de outras pessoas.

Geralmente, este transtorno surge no início da idade adulta, mas ainda na infância podem começar a ver-se alguns sinais, em que a crianças sente vergonha excessiva, se isola mais do que é considerado normal ou evita pessoas estranhas ou lugares novos. 

O tratamento é realizado com sessões de psicoterapia com um psicólogo ou psiquiatra e, em alguns casos, pode ser necessário recorrer a tratamento farmacológico.

Transtorno de Personalidade Esquiva: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

De acordo com o DSM, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, os sintomas característicos de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Esquiva são:

  • Evita atividades que envolvam contacto com outras pessoas, por ter medo de ser criticado, desaprovado ou rejeitado;
  • Evita envolver-se com outras pessoas, a não ser que tenha certeza da estima da pessoa;
  • Mostra-se reservado em relacionamentos íntimos, por ter medo de passar vergonha ou de ser ridicularizado;
  • Preocupa-se excessivamente com críticas ou rejeição em situações sociais;
  • Sente-se inibido em novas situações interpessoais, devido a sentimentos de inadequação;
  • Vê-se como inferior e não se sente aceite pelas outras pessoas;

Além disso, as pessoas com esse transtorno de personalidade têm medo de assumir riscos pessoais ou envolver-se em novas atividades, por medo de sentir vergonha.

Possíveis causas

Não se sabe ao certo quais as causas que estão na origem do transtorno de personalidade esquiva, mas pensa-se que pode estar relacionado com fatores hereditários e vivências da infância, como rejeição por parte dos pais ou outros familiares, por exemplo. 

Como é feito o tratamento

Geralmente, o tratamento é realizado com sessões de psicoterapia que pode ser realizado por um psicólogo ou psiquiatra, recorrendo, na maior parte dos casos, ao método cognitivo-comportamental. 

Em alguns casos, o psiquiatra pode recomendar a utilização de antidepressivos, que podem ser complementados com sessões de psicoterapia.

Fonte tuasaude.com

A autoestima do homem e a ginecomastia

Uma súbita queda na autoestima de jovens adultos é observada quando surge um aumento de volume de suas mamas. É a ginecomastia, o alargamento do tecido mamário glandular do homem.

A maioria dos casos é benigno, mas não deve ser afastada a possibilidade de uma causa subjacente grave, como um tumor.

Na revista médica British Journal of General Practice, a médica Hannah L. Bromley e colaboradores alertam os colegas para a eventual necessidade de encaminhar esse paciente para cuidados especializados. Os autores explicam que a condição é resultante de um desequilíbrio do hormônio masculino (testosterona) por deficiência ou excesso de estrogênio.

No Reino Unido, a prevalência da ginecomastia está situada entre 35% e 65% em homens dos 50 aos 69 anos de idade.

Nas pessoas com ginecomastia surge o constrangimento social além da preocupação com a possibilidade de um câncer. Afastada a gravidade do tumor, o paciente costuma recorrer à cirurgia plástica.

As causas benignas mais frequentes são as hereditárias e a obesidade. Mas medicamentos podem também ser causa da ginecomastia.

Vários medicamentos anti-hipertensivos contribuem para o problema, como a espironolactona e os inibidores da ECA (Enzima Conversora da Angiotensina). Os antirretrovirais como os inibidores da protease estão entre os principais. Igualmente os antifúngicos, como o cetoconazol, os antipsicóticos como o Haloperidol, além de várias drogas cardiovasculares como digoxina, amiodarona e clopidrogel.

A ginecomastia tem relação com o sistema endócrino (hipertireoidismo) ou urológico (tumor testicular). Doença hepática crônica e cirrose também contribuem para o aumento da mama masculina.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude