Covid longa: pacientes recuperados podem ter problemas de raciocínio e memória, aponta pesquisa

Cientistas acabam de detectar mais uma provável complicação de longo prazo da covid-19: problemas cognitivos que prejudicam a memória, o raciocínio e a capacidade de resolução de problemas.

Em uma pesquisa que envolveu dezenas de milhares de voluntários, eles notaram que pacientes “recuperados” da doença infecciosa causada pelo coronavírus apresentaram resultados piores em testes que medem a cognição.

Em comparação com pessoas que não tiveram a enfermidade, a performance desses indivíduos chega a ser pior do que o desempenho de quem sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) ou foi diagnosticado previamente com problemas de aprendizagem.

Os achados vão de encontro ao que foi descrito por outros artigos científicos e também coincidem com a observação feita em muitos consultórios no Brasil e no mundo. Os médicos já vinham relatando que muitos pacientes se queixam de dificuldades de concentração e de se lembrar de objetos, eventos ou palavras no pós-covid.

Como foi feito o estudo?

Especialistas do Imperial College e do King’s College, duas instituições localizadas em Londres, no Reino Unido, criaram um questionário chamado Great British Intelligence Test (ou Grande Teste Britânico de Inteligência, na tradução literal).

Trata-se de um teste validado cientificamente que é dividido em 16 etapas. Cada uma delas tem o objetivo de medir uma habilidade mental, como a capacidade de fazer analogias verbais, definir palavras ou se lembrar e interpretar desenhos e fotografias.

O questionário, que pode ser preenchido pela internet, fez parte de um projeto e virou até documentário do programa Horizon, que foi ao ar na emissora BBC Two. O material também podia ser acessado pelo site da BBC News em inglês.

Essa visibilidade toda fez com que 81.337 pessoas, a grande maioria delas no Reino Unido, completassem toda a tarefa entre janeiro e dezembro de 2020.

Na sequência, os pesquisadores identificaram 326 indivíduos que participaram da iniciativa e tiveram covid-19 ao longo do ano passado, mas não precisaram ser internados.

Outros 192 respondentes sofreram com a forma mais severa da doença e passaram um tempo hospitalizados.

A ideia, então, foi comparar o desempenho cognitivo daqueles que se infectaram com os demais, que não foram diagnosticados com a enfermidade dentro do período estabelecido.

Quais foram os resultados?

Antes de entrar nos detalhes, vale destacar que os autores levaram em conta possíveis fatores de confusão na hora de montar os modelos estatísticos e fazer as contas.

Esse cuidado é importantíssimo para evitar os chamados vieses, que são características ou condições dos voluntários que podem passar despercebidos, mas influenciam nos resultados finais.

Nessa pesquisa, foram controlados fatores como idade, gênero, nível educacional, renda, raça/etnia, doenças pré-existentes, cansaço, depressão e ansiedade.

O trabalho mostrou que quem passou pela covid-19 teve uma performance inferior em comparação com quem não sofreu com a enfermidade.

A gravidade da doença também influenciou no desempenho: os indivíduos que foram internados se saíram pior ainda.

Quem precisou de intubação, por exemplo, apresentou -0,47 ponto em relação à média de todos os participantes (que tinham um 0 como valor de referência).

Já naqueles que pegaram o coronavírus mas ficaram em casa, sem necessidade de cuidados mais intensivos, essa pontuação ficou em -0,26.

Esses cálculos são extremamente complexos, mas levam em conta as notas que as pessoas tiraram no teste para montar uma média padrão. A partir daí, é possível contrastar com o resultado de grupos específicos (como os que tiveram covid) e ver o quanto eles diferem dos demais participantes.

Para entender o que esses resultados entre os afetados pelo coronavírus significam, os pesquisadores britânicos indicaram que pessoas que tiveram AVC apresentaram um déficit de -0,24 no mesmo teste, enquanto indivíduos com dificuldades de aprendizagem ficaram com -0,38.

Ou seja: a capacidade cognitiva de indivíduos que tiveram casos graves de covid-19 foi a mais afetada de todas.

O que isso pode significar na prática?

O neurologista Lucas Schilling, professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), destaca que a covid-19 é um motivo de preocupação em sua área de atuação e observa a chegada cada vez mais frequente de pacientes “recuperados” que se queixam de problemas cognitivos.

“Alguns tiveram quadro leve e evoluíram bem, mas reclamam de dificuldades de atenção, de raciocínio, de resolução de problemas ou de encontrar vocabulários”, relata.

“Esse conjunto de sintomas costuma ser descrito com o termo em inglês ‘brain fog’, que é como se fosse um nevoeiro mental após a covid-19”, completa.

O trabalho britânico, portanto, coincide com algo que já era observado na prática médica e reforça aqueles conceitos de que a doença pode ir muito além da fase aguda, com os sintomas persistentes que costumam ser descritos como “covid longa”.

O neurocientista Tristan Bekinschtein, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que não esteve envolvido com a pesquisa, chamou a atenção para o fato de as repercussões da covid-19 na massa cinzenta terem aparecido tanto em pessoas que foram hospitalizadas quanto naquelas que tiveram um quadro mais leve.

“Ao deixarmos o coronavírus se espalhar pelas comunidades, estamos criando problemas para o futuro”, destacou no Twitter.

Já Christina Pagel, matemática especialista em sistemas de saúde da Universidade College London, usou as redes sociais para comentar o artigo e demonstrar sua preocupação com esses efeitos de longo prazo da covid-19.

“Eu temo que mais uma vez estamos assistindo a um desastre acontecer na nossa frente enquanto esperamos evidências inequívocas sobre a covid longa, que podem demorar meses ou anos para ficarem disponíveis”, analisou a especialista, que integra o Indie-Sage, um grupo independente que lança diretrizes de resposta à pandemia no Reino Unido.

“E até não restarem mais dúvidas sobre os problemas de longo prazo da covid, nós teremos permitido que milhões de novas infecções tenham acontecido, com milhares de indivíduos afetados”, continuou.

“Estima-se que, em junho de 2021, 634 mil pessoas sofram com os impactos da covid longa no Reino Unido. A título de comparação, são diagnosticados 260 mil casos de diabetes e 500 mil problemas cardíacos por ano no país.”

O trabalho acaba com todas as dúvidas da área?

Embora essa pesquisa do Imperial College e do King’s College traga muitas contribuições e represente um avanço para entender as repercussões da passagem do coronavírus pelo nosso organismo, ela também possui uma série de limitações.

A primeira delas é o fato de o questionário ser online e preenchido pelo próprio indivíduo, sem a supervisão de um profissional —há a chance, por exemplo, de alguns não terem entendido os exercícios ou passado pelas etapas sem a devida atenção.

Outro ponto a ser considerado são alguns fatores que estão relacionados à covid-19, mas não diretamente a um eventual efeito do vírus no nosso cérebro. É o caso do estresse da internação, a necessidade de isolamento social e o impacto psicológico de saber que está com uma doença potencialmente fatal.

Todos esses ingredientes podem, sim, prejudicar certas habilidades cerebrais por algum tempo e levar a resultados piores em testes cognitivos como o que foi usado nessa pesquisa.

Por fim, os cientistas não chegaram a investigar a fundo o mecanismo de ação que liga as duas coisas (covid-19 e problemas cognitivos), mas especulam que o cérebro poderia sofrer com as perdas momentâneas de oxigênio ou com um estado inflamatório descontrolado do organismo.

Os próprios autores, inclusive, reconhecem que o trabalho que fizeram “deve servir de chamariz para a necessidade de novas pesquisas, que acompanhem os voluntários por mais tempo e usem exames de imagem para entender a base biológica dos déficits cognitivos entre aqueles que sobreviveram ao coronavírus”.

Essa carência de novas investigações foi ratificada pelo neurocientista Adam Hampshire, autor principal da pesquisa, que também usou o Twitter para compartilhar alguns comentários.

“Há uma preocupante associação entre a covid-19 e uma ampla gama de prejuízos à função cognitiva. Agora precisamos de mais pesquisas para determinar quanto tempo esses déficits duram e qual a sua explicação biológica e fisiológica”, escreveu.

Em outras palavras, o estudo britânico aponta o prejuízo cognitivo pós-covid como uma possibilidade, que será confirmada (ou não) a partir de novas investigações científicas no futuro.

“A título de comparação, 0,47 equivale a sete pontos num teste de QI [quociente de inteligência]”, escrevem os autores, no artigo que foi publicado no periódico científico E-Clinical Medicine, que pertence ao grupo The Lancet.

Tive covid. Devo me preocupar?

Vale destacar que, por ser uma doença relativamente nova, a covid-19 ainda está cercada de mistérios. Não existe um consenso ou um protocolo de como os pacientes devem ser acompanhados após melhorarem da fase aguda, que dura 14 dias ou mais e é marcada por aqueles sinais clássicos, como febre, tosse seca, cansaço, dor e dificuldade para respirar.

De maneira geral, Schilling orienta que todos fiquem atentos a possíveis sintomas mentais que podem aparecer no dia a dia.

Portanto, se você perceber que está com dificuldades para se concentrar, sofre com esquecimentos frequentes ou não está satisfeito com seu desempenho nas atividades profissionais ou sociais, é importante passar por uma avaliação.

“É claro que isso depende da realidade de cada um, mas se a pessoa tem a condição de marcar uma consulta médica, esse pode ser um bom caminho”, diz o neurologista, que também é pesquisador do Instituto do Cérebro da PUC-RS.

E, embora não existam tratamentos validados cientificamente para esse problema, é possível lançar mão de algumas estratégias para estimular o raciocínio e a memória.

“Em alguns casos, a reabilitação cognitiva com um psicopedagogo ou um neuropsicólogo pode ajudar”, finaliza Schilling.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Restauração de dente: o que é, como é feita e qual o preço?

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Venda de antidepressivos cresce na pandemia e liga alerta para sofrimento mental

A piora da saúde mental do brasileiro durante a pandemia de Covid-19 já é sentida no balcão das farmácias: nos cinco primeiros meses do ano, houve aumento de 13% da venda de antidepressivos e estabilizadores de humor.

Na prática, foram quase 4,782 milhões de unidades (cápsulas e comprimidos) vendidas a mais neste ano em relação a igual período de 2020, segundo levantamento inédito do CFF (Conselho Federal de Farmácia), a partir de dados da consultoria IQVIA.

O comércio dos medicamentos já tinha aumentado 17% em 2020 em comparação com 2019 –nos anos anteriores, a alta tinha sido de 12% (2019) e 9% (2018).

Um outro relatório da mesma consultoria com o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) aponta um aumento de receita de 18,73% nas vendas dos também chamados medicamentos para o sistema nervoso central no primeiro semestre deste ano em relação ao de 2020.

Embora várias pesquisas indiquemaumento de doenças mentais na pandemia, não há evidências robustas sobre isso. Estudos epidemiológicos apontam que, no início da crise sanitária, houve ligeira subida, mas depois os números se mantiveram estáveis até o fim de 2020.

O que explica, então, esse aumento da venda de psicotrópicos?

Para o psiquiatra Rodrigo Martins Leite, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, é fato que as pessoas estão com níveis mais elevados de sofrimento mental. E, embora isso não se traduza automaticamente em doença psiquiátrica, elas querem uma alternativa para aliviar esses sintomas.

“Há muito diagnóstico falso-positivo. A pessoa chega com um certo número de queixas e o médico já interpreta como um transtorno e introduz um fármaco. A gente [médico] também sofre uma pressão social para medicar. O cliente já vem procurando o remédio, e não orientação sobre estilo de vida, meditação, psicoterapia.”

No entanto, ele lembra que esse é um retrato que espelha a realidade de parte da população, que tem acesso a um médico e condições de comprar medicamentos.

“Estudos americanos apontam que os brancos têm mais acesso a prescrições do que as populações latinas, negras. O mesmo acontece aqui: a classe média alta tendo acesso a essas prescrições e muitas pessoas do andar debaixo, mesmo precisando muito, sem acesso a elas.”

A venda de psicotrópicos no país é feita com apresentação de prescrição médica, retenção da primeira via da receita e lançamento no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados).

Para o farmacêutico Wellington Barros, consultor do CFF e professor da Universidade Federal de Sergipe, a pandemia tem gerado muito sofrimento psíquico por fatores comoo luto pela perda de familiares, o isolamento social e as sequelas pós-Covid, a chamada Covid longa.

Um estudo do Hospital das Clínicas que acompanha um grupo de pacientes que estiveram internados por Covid-19 mostra que, nos seis primeiros meses de acompanhamento, 58,7% relatavam pelo menos um sintoma emocional ou cognitivo, como perda de memória (42%), insônia (33%), ansiedade (31%) e depressão (22%).

“Temos visto também muita depressão em jovens. Ela vinha crescendo antes da pandemia, mas agora aumentou mais ainda devido à mudança brusca nos hábitos dos adolescentes. Eles são muito gregários nessa fase da vida e, quando se viram isolados dos colegas e dos grupos, isso afetou muito a saúde mental.”

José Ricardo Amadio, coordenador do grupo de trabalho sobre farmácia comunitária do CFF, diz que, além dos jovens, chama a atenção um aumento do consumo de antidepressivos entre os idosos.

Apesar de o levantamento não contemplar esse recorte etário, ele afirma que essa é a percepção de quem está na linha de frente, atrás do balcão. “O paciente idoso sentiu muito a ausência, a falta de convívio com a família.”

Leite e Barros reforçam, no entanto, que, embora as condições impostas pela Covid-19 tenham exposto as pessoas a situações de estresse extremo, nem tudo pode ser traduzido em doença mental.

“Nem toda alteração no sono, nem todo sentimento de tristeza ou solidão, ou mesmo o estresse, constituem, a priori, um transtorno em saúde mental passível de ser tratado com medicamentos”, diz Barros.

O levantamento do CFF aponta importantes diferenças regionais nas vendas de psicotrópicos no país. Acre, por exemplo, registrou o maior aumento, de 40%. Em igual período do ano passado, comparado a 2019, a alta tinha sido de 12%.

Alagoas e Amazonas tiveram 34% e 31% de aumento de vendas, ante um crescimento anterior de 20% e 17%, respectivamente.

“Há um forte componente dos determinantes sociais de saúde [nessas diferenças]. Em alguns estados, há uma rede mais organizada de assistência do que em outros”, diz Wellington Barros.

Para ele, o momento é crucial porque está em curso uma tentativa de desmontar a política mental no país que vigora desde a década de 1990.

“Está acontecendo um desmantelamento das estruturas de atendimento psicossocial no país em um momento em que elas se fazem ainda mais necessárias para enfrentar esse momento da Covid e o pós-Covid.”

O Ministério da Saúde nega o desmantelamento e diz que a meta da revisão da política é a de tornar a assistência à saúde mental mais acessível e resolutiva.

Neste mês, o Conselho Federal de Psicologia lançou o site “Saúde Mental e Covid-19” em parceria com oito entidades de profissionais da área, pesquisadores e gestores públicos de saúde.

A proposta do site é tornar-se uma ferramenta que reúna em um só lugar diversas informações, como notícias, cursos, pesquisas e legislações, sobre saúde mental durante a pandemia.

Para Ricardo Gorayeb, presidente da SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia), do ponto de vista da saúde mental na pandemia, é possível que outras ondas de distúrbios estejam por vir.

“Tivemos distúrbios psicológicos dos profissionais da linha de frente, das famílias trancadas em casa, mas vai haver uma terceira onda de estresse pós-traumático que, nós profissionais da saúde mental, teremos que estar preparados para enfrentar”, disse ele, durante live de lançamento do site no último dia 16.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Primeiros socorros para afogamento

Durante o afogamento a função respiratória fica prejudicada devido a entrada de água pelo nariz e boca. Se não houver resgate rapidamente, pode acontecer obstrução das vias respiratórias e consequentemente, ocorre o acúmulo de água nos pulmões, colocando a vida em risco. 

Algumas medidas podem ser feitas para salvar uma pessoa que esteja se afogando, sendo que é necessário, primeiramente, garantir a própria segurança e verificar se o local não oferece riscos ao socorrista. Caso alguma pessoa esteja se afogando é importante seguir os passos:

  1. Reconhecer o afogamento, observando se a pessoa está com os braços estendidos, lutando para não ficar debaixo da água, pois muitas vezes, por causa do desespero a pessoa nem sempre consegue gritar ou chamar por ajuda;
  2. Pedir ajuda para outra pessoa que esteja próxima ao local, para que ambas possam seguir com o socorro;
  3. Ligar imediatamente para a ambulância dos bombeiros no 193, caso não seja possível, deve-se ligar para SAMU no 192;
  4. Fornecer algum material flutuante para a pessoa que esteja se afogando, com auxílio de garrafas de plástico, pranchas de surf e materiais de isopor ou de espumas;
  5. Tentar realizar o socorro sem entrar na água. Caso a pessoa se encontre a menos de 4 metros de distância, é possível estender um galho ou cabo de vassoura, entretanto, se a vítima tiver entre 4 e 10 metros de distância, pode-se jogar uma boia com uma corda, segurando na extremidade oposta. Porém, se a vítima estiver bem próxima, é importante oferecer sempre o pé ao invés da mão, pois com o nervosismo, a vítima pode puxar a outra pessoa para dentro da água;
  6. Apenas entrar na água se souber nadar;
  7. Caso a pessoa seja retirada da água, é importante verificar a respiração, observando os movimentos do tórax, ouvindo o som do ar saindo pelo nariz e sentindo o ar que sai pelo nariz. Se estiver respirando, é importante deixar a pessoa na posição lateral de segurança até que os bombeiros cheguem no local.

Já se pessoa não estiver respirando, significa que ficou muito tempo submersa, e pode apresentar hipoxemia, que é a pele fica arroxeada, perda de consciência e sofrer uma parada cardiorrespiratória. Se acontecer isso, antes da equipe de socorro chegar no local, é preciso iniciar a massagem cardíaca.

Cuidados ao tentar salvar alguém dentro de água

Depois de auxiliar a vítima de afogamento com apoio de materiais flutuantes pode-se tentar retirá-la da água, no entanto, isso só deve ser feito se o socorrista souber nadar e tiver segurança em relação ao local. Outros cuidados precisam ser considerados em caso de salvamento na água, como:

  1. Avisar outras pessoas que será feita a tentativa de salvamento;
  2. Retirar roupas e sapatos que possam pesar na água;
  3. Levar outro material de flutuação como prancha ou boia;
  4. Não chegar muito próximo a vítima, pois a pessoa pode agarrar e puxar para o fundo da água;
  5. Somente retirar a pessoa se houver força suficiente;
  6. Manter a calma, chamando sempre por ajuda. 

Estes cuidados são importantes para que o socorrista também não se afogue e é sempre necessário manter alguém do lado de fora apontando as direções e chamando em voz alta. 

O que fazer se você estiver se afogando

Caso aconteça um afogamento com você é necessário manter a calma, pois lutar contra a correnteza ou se debater provoca desgaste muscular, fraqueza e câimbras. Também é importante tentar flutuar, acenar por socorro e só gritar quando alguém puder ouvir, porque pode entrar mais água pela boca.

Se o afogamento for no mar, pode-se deixar levar para o alto mar, fora do alcance da arrebentação e evitar nadar contra a correnteza. Já se o afogamento acontecer em rios ou enchentes, é importante ficar com os braços abertos, tentar flutuar e buscar alcançar a margem nadando a favor da correnteza. 

Como evitar o afogamento

Algumas medidas simples podem evitar que aconteça algum tipo de afogamento, como nadar ou tomar banho em locais que se saiba a profundidade, que não tenham correnteza e que sejam vigiados por bombeiros ou salva-vidas.

Também é importante não tentar nadar logo após se alimentar ou consumir bebidas alcoólicas, nem após ficar muito tempo exposto ao sol, especialmente se estiver com o corpo quente e a temperatura da água estiver muito fria, pois isso pode causar câimbras, dificultando a movimentação dentro da água. 

As crianças e bebês estão mais susceptíveis ao afogamento, por isso são necessários alguns cuidados adicionais, como não deixá-los sozinhos perto ou dentro de banheiras, baldes cheios de águas, piscinas, rios ou mar, assim como, evitar acesso ao banheiro, colocando fechaduras nas portas.

As crianças menores de 3 anos devem sempre estar com boias quando estão dentro de uma piscina, rios ou mar e, se possível, para prevenir afogamento destas crianças pode-se instalar cercas em volta da piscina e matriculá-las em aulas de natação.

Além disso, para prevenir o afogamento é necessário usar colete salva-vidas em passeios de barco ou jet ski e evitar ficar próximo a bombas de piscinas, pois elas podem sugar o cabelo ou prender o corpo de uma pessoa.

Fonte tuasaude.com

O que é Infarto Agudo do Miocárdio, sintomas, causas e tratamento

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), também conhecido como infarto ou ataque cardíaco, corresponde à interrupção da passagem de sangue para o coração, o que provoca a morte das células cardíacas e causa sintomas como dor no peito que pode irradiar para o braço.

A principal causa do infarto é o acúmulo de gordura no interior dos vasos, sendo muitas vezes decorrentes de hábitos não saudáveis, com dieta rica em gordura e colesterol e pobre em frutas e vegetais, além de sedentarismo e fatores genéticos. 

O diagnóstico é feito pelo cardiologista por meio de exames físicos, clínicos e laboratoriais e o tratamento é feito com o objetivo de desobstruir a artéria e melhorar a circulação sanguínea.

O que é Infarto Agudo do Miocárdio, sintomas, causas e tratamento

Causas do IAM

A principal causa do infarto agudo do miocárdio é a aterosclerose, que corresponde ao acúmulo de gordura dentro dos vasos sanguíneos, em formas de placas, que podem dificultar a passagem de sangue para o coração e, assim, causar o infarto. Além da aterosclerose, o infarto agudo do miocárdio pode acontecer devido a doenças coronarianas não ateroscleróticas, alterações congênitas e alterações hematológicas, por exemplo. Saiba mais sobre o que pode causar o infarto.

Alguns fatores podem aumentar as chances do infarto, como:

  • Obesidade, tabagismo, sedentarismo, dieta rica em gordura e colesterol e pobre em fibras, frutas e vegetais, sendo esses fatores denominados fatores de risco modificáveis pelo estilo de vida;
  • Idade, raça, gênero masculino e condições genéticas, que são considerados fatores de risco não modificáveis;
  • Dislipidemia e hipertensão, que são fatores modificáveis por drogas, ou seja, que podem ser solucionados por meio do uso de medicamentos.

Para prevenir o infarto, é importante que a pessoa tenha hábitos de vida saudáveis, como praticar exercício físico e alimentar-se corretamente. Veja o que comer para diminuir o colesterol.

Principais sintomas

O sintoma mais característico do infarto agudo do miocárdio é a dor em forma de aperto no coração, no lado esquerdo do peito, que pode ou não estar associada a outros sintomas, como:

  • Tontura;
  • Mal-estar;
  • Enjoo;
  • Suor frio;
  • Palidez;
  • Sensação de peso ou queimor no estômago;
  • Sensação de aperto na garganta;
  • Dor na axila ou no braço esquerdo.

Assim que os primeiros sintomas surgem é importante chamar a o SAMU pois o infarto pode resultar em perda de consciência, já que há diminuição do suprimento sanguíneo para o cérebro. Saiba como identificar o infarto.

Se assistir a algum infarto com perda de consciência, o ideal é que saiba fazer uma massagem cardíaca enquanto espera a chegada do SAMU, pois isso aumenta as chances de sobrevivência da pessoa.

Diagnóstico do Infarto Agudo do Miocárdio

O diagnostico do IAM é feito por meio de exames físicos, em que o cardiologista analisa todos os sintomas descritos pelo paciente, além do eletrocardiograma, que é um dos principais critérios de diagnóstico do infarto. O eletrocardiograma, também conhecido como ECG, é um exame que tem como objetivo avaliar a atividade elétrica do coração, sendo possível verificar o ritmo e a frequência de batidas do coração. Entenda o que é e como é feito o ECG.

Para diagnosticar o infarto, o médico também pode solicitar exames laboratoriais com o objetivo de detectar a presença de marcadores bioquímicos que têm sua concentração aumentada em situações de infarto. Os marcadores normalmente solicitados são:

  • CK-MB, que é uma proteína encontrada no músculo cardíaco e cuja concentração no sangue aumenta 4 a 8 horas após o infarto e volta ao normal após 48 a 72 horas;
  • Mioglobina, que também está presente no coração, mas tem sua concentração aumentada 1 hora após o infarto e volta aos níveis normais após 24 horas – Saiba mais sobre o exame da mioglobina;
  • Troponina, que é o marcador de infarto mais específico, aumentando 4 a 8 horas após ao infarto e voltando aos níveis normais após cerca de 10 dias – Entenda para que serve o exame da troponina.

Por meio do resultado dos exames de marcadores cardíacos, o cardiologista consegue identificar quando ocorreu o infarto a partir da concentração dos marcadores no sangue.

Como é feito o tratamento

O tratamento inicial para o infarto agudo do miocárdio é realizado  desobstruindo o vaso através da angioplastia ou através de uma cirurgia designada por ponte de safena, também conhecida por bypass cardíaco ou revascularização do miocárdio.

Além disso, o paciente necessita tomar medicamentos que diminuem a formação da placas ou tornem o sangue mais fino, a fim de facilitar a sua passagem pelo vaso, como o Ácido Acetil Salicílico (AAS), por exemplo. Saiba mais sobre o tratamento do infarto.

Fonte tuasaude.com

Infarto: sintomas, causas, tratamento e como evitar

O infarto agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, acontece quando a falta de sangue no coração causa lesões no seu tecido. Esta situação é conhecida como isquemia, e provoca sintomas como dor no peito que irradia para os braços, além de náuseas, suor frio, cansaço, palidez, dentre outros. 

Geralmente, o infarto ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura no interior das artérias coronárias, que acontecem tanto pela genética, como por fatores de risco como fumo, obesidade, alimentação desequilibrada e sedentarismo, por exemplo. Seu tratamento é indicado pelo médico, e envolve o uso de medicamentos para restaurar a circulação ao coração, como AAS, e por vezes, uma cirurgia cardíaca. 

Na presença de sintomas que indiquem infarto, que duram mais de 20 minutos, é importante ir ao pronto-socorro ou ligar para o SAMU, pois esta situação pode pode causar graves sequelas cardíacas, ou até, levar a pessoa à morte, se ela não for socorrido rapidamente. Para reconhecer rapidamente os sintomas de infarto, e as particularidades na mulher, jovens e idosos, confira sintomas de infarto

Infarto: sintomas, causas, tratamento e como evitar

Como identificar

Os principais sintomas do infarto são:

  • Dor do lado esquerdo do peito em forma de aperto, ou “angústia”, que irradia como dormência ou dor para o braço esquerdo ou braço direito, pescoço, costas ou queixo;
  • Palidez (rosto branco);
  • Enjoo;
  • Suor frio;
  • Tontura.

Outros sintomas prévios, que não são tão clássicos, que também podem indicar um infarto em algumas pessoas são:

  • Dor de estômago, em forma de aperto ou queimação ou como se tivesse um peso em cima do indivíduo;
  • Dor nas costas;
  • Sensação de queimação em um dos braços ou mandíbula;
  • Sensação de gases no estômago;
  • Enjoo;
  • Mal estar;
  • Falta de ar;
  • Desmaio.

Estes sintomas costumam iniciar de forma gradual, e piorando aos poucos, durando mais de 20 minutos. Entretanto, em alguns casos, o infarto pode acontecer de forma súbita, com uma piora muito rápida, situação conhecida como infarto fulminante. Saiba o que causa e como identificar o infarto fulminante

A confirmação do diagnóstico pode ser feita pelo médico através da história clínica do paciente e de exames como eletrocardiograma, dosagem das enzimas cardíacas e cateterismo em ambiente hospitalar.

Quais são as causas

Na maior parte das vezes, a causa do infarto é um bloqueio na passagem do sangue para o coração, devido ao acúmulo de gordura nas artérias, ou devido a:

  • Estresse e irritabilidade;
  • Hábito de fumar,
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Frio excessivo;
  • Dor excessiva.

Alguns fatores de risco que aumentam as chances do indivíduo ter um infarto são:

  • História familiar de infarto ou de doenças cardíacas;
  • Já ter sofrido um infarto anteriormente;
  • Fumo ativo ou passivo;
  • Pressão alta;
  • Colesterol LDL alto ou HDL baixo;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Diabetes.

O fator familiar, quando um indivíduo possui algum parente próximo como pai, mãe, avós ou irmão com doenças cardíacas, é muito importante.

Use a calculadora abaixo e saiba qual o seu risco de sofrer um infarto:

Como é feito o tratamento

O tratamento do infarto é feito no hospital, com o uso de uma máscara de oxigênio ou mesmo ventilação mecânica, para que o paciente respire mais facilmente, e a administração de diversos medicamentos, indicados pelo médico, como anti agregantes plaquetários, aspirina, anticoagulantes venosos, Inibidores da ECA e beta-bloqueadores, estatinas, analgésicos fortes, nitratos, que atuam tentando regular a passagem de sangue para o coração.

O tratamento busca estabilizar o quadro, diminuir a dor, diminuir o tamanho da área afetada, reduzir as complicações pós-infarto e envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da doença e uso de medicamentos. Pode ser necessária a realização de um cateterismo de urgência, ou angioplastia, dependendo do tipo do infarto. Esse cateterismo define o vaso que está entupido e se o tratamento final será uma angioplastia ou uma cirurgia cardíaca para colocação de pontes.

Saiba mais detalhes sobre as opções de tratamento para o infarto, com remédios ou cirurgias

Como o tratamento tem de ser feito no hospital, assim que os primeiros sintomas surgem é importante chamar logo o SAMU, e se houver perda de consciência é importante que seja feita uma massagem cardíaca até que a ajuda médica chegue. Aprenda como fazer a massagem cardíaca corretamente.

Como evitar o infarto

Os grandes vilões para aumentar as chances de doenças cardiovasculares, como AVC ou infarto, são hábitos de vida pouco saudáveis, que são responsáveis pelo acúmulo de gordura dentro dos vasos. Assim, para prevenir o infarto, é necessário:

  • Manter um peso adequado, evitando a obesidade;
  • Praticar atividades físicas regularmente, pelo menos 3 vezes por semana;
  • Não fumar;
  • Controlar a pressão alta, com remédios orientados pelo médico;
  • Controlar o colesterol, com alimentação ou uso de remédios orientados pelo médico;
  • Tratar corretamente o diabetes;
  • Evitar o estresse e a ansiedade;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso.

Além disso, é recomendado fazer um check-up regularmente, pelo menos 1 vez por ano, com o clínico geral ou cardiologista, para que os fatores de risco para o infarto sejam detectadas o mais breve possível, e feitas orientações que podem melhorar a saúde e diminuir o risco.

Confira os principais exames que podem ser feitos para avaliar a saúde do coração

Assista também o vídeo seguinte e saiba o que comer para evitar o infarto:

Fonte tuasaude.com

Morcegos-vampiros mordem oito indígenas em aldeia em Tocantins

Indígenas estão sendo mordidos por morcegos-vampiros no município de Goiatins, em Tocantins, na divisa do estado com o Maranhão. Oito ataques foram identificados no mês de julho, conforme informações da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec-TO).

Todas as vítimas são da etnia krahô e vivem na aldeia Nova. Espécimes de morcegos-vampiros foram localizados pela agência em duas cavernas que ficam a 10 km da aldeia.

Conforme a Adapec, os animais podem voar até 20 km em busca de alimento. Os ataques aos indígenas da aldeia Nova acontecem à noite, enquanto as vítimas dormem.

“Os animais têm uma substância anestésica na saliva. A pessoa só percebe que foi atacada no dia seguinte, quando vê sangue saindo da mordida”, relata o técnico Raydleno Mateus Tavares, da Adapec, que atua em conjunto com a secretaria de Saúde do Tocantins.

Tavares afirma não haver registros anteriores de ataques de morcegos-vampiros na região. Depois de mordidos, os indígenas foram vacinados contra a raiva, conforme protocolo das autoridades de saúde citado pelo técnico.

Os oito indígenas atacados receberam uma dose de imunizante cada. Outras quatro doses estão previstas.

“A Adapec alerta a população para que, em caso de sugadura de morcegos hematófagos em humanos, a pessoa deve ser imediatamente encaminhada a uma unidade de saúde mais próxima para que sejam tomadas todas as medidas necessárias, uma vez que a demora na procura de atendimento médico pode levar a pessoa a óbito”, diz a agência, em comunicado.

Uma equipe está na região desde o dia 21 capturando e registrando os locais onde os animais vivem. Nas duas cavernas foram encontrados 30 morcegos. Outros 4 estavam em currais e nas casas das vítimas.

A agência orienta os indígenas e produtores rurais que vivem próximo à aldeia para tentar evitar que os animais entrem em casa, vedando totalmente as residências e não deixando brechas por onde os morcegos possam passar.

O desmatamento pode ter contribuído para a presença dos morcegos-vampiros no município, segundo o representante da Adapec.

A espécie é comum em cavernas, mas tem por hábito utilizar árvores com troncos ocos, como a barriguda, como abrigo.

Os morcegos são transmissores de raiva, uma doença infecciosa viral aguda que pode matar. Nos seres humanos é capaz de provocar também paralisia, confusão mental e agressividade.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Diarreia no bebê: sintomas, causas e o que fazer

A diarreia no bebê é causada muitas vezes por infecções de vírus, bactérias, parasitas ou fungos e ocorre quando existem, pelo menos, 3 evacuações com fezes moles ou líquidas num período de 24 horas.

Para saber se o bebê realmente está com diarreia, é possível avaliar na fralda se o coco está mais líquido que o normal, se a cor está diferente da habitual ou se o cheiro está mais forte, similar ao de ovo estragado, por exemplo. É Importante verificar também se existe a presença de sangue ou muco nas fezes, se o bebê está com a respiração alterada ou está com os pés ou as mãos mais frias, pois são sinais que podem indicar maior urgência.

Para tratar a diarreia do bebê é importante consultar o pediatra e manter a amamentação, ou fórmula infantil, assim como os alimentos complementares, caso a criança seja maior de 6 meses, para evitar a desnutrição e desidratação. O pediatra pode ainda prescrever soro caseiro, antibiótico e/ou suplementos probióticos para melhorar a infecção e reequilibrar a flora intestinal da criança.

Diarreia no bebê: sintomas, causas e o que fazer

O que pode causar diarreia no bebê

Normalmente quando a diarreia dura até 14 dias, as principais causas são a ingestão de algum alimento estragado ou infecções causadas por vermes, vírus ou bactérias, que são conhecidas como gastroenterites. Entenda melhor sobre a diarreia causada por vírus, as viroses.

No entanto, quando acontecem por mais de 14 dias, as principais causas da diarreia podem ser intolerância a lactose, alergia ou intolerância ao glúten, uso de antibióticos ou algumas doenças do intestino, como a síndrome do intestino irritável ou a doença inflamatória intestinal.

Pode ser COVID-19?

Apesar de a infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) ser menos frequente em bebês, tem se observado que as crianças podem apresentar alguns sintomas semelhantes a uma virose, incluindo a diarreia. Por isso, se o bebê tiver diarreia ou algum outro sintoma, como febre, vômito ou diminuição da fome, é importante levar a criança para uma consulta com o pediatra que fará uma avaliação adequada. Entenda melhor quais os sintomas e o tratamento da COVID-19 em bebês e crianças.

Como tratar a diarreia do bebê

É importante que os pais ou responsáveis levem o bebê ao pediatra para identificar a possível causa da diarreia e iniciar o tratamento mais adequado. No entanto, existem alguns cuidados, especialmente com a alimentação, que podem ser começados em casa e que vão ajudar a prevenir a desidratação, evitar a perda de peso e a deficiência de vitaminas e minerais.

Alimentação do bebê com diarreia

Para tratar o bebê com diarreia, é importante manter a refeição habitual da criança. No caso do bebê ser menor de 6 meses e com amamentação exclusiva, é importante manter somente o leite materno sob livre demanda, que é quando o bebê quiser mamar. Assim, como é importante manter somente a fórmula infantil e a água para os bebês que não amamentam. Saiba quando dar e a quantidade de água recomendada para os bebês.

Já no caso dos bebês que têm 6 meses ou mais, é importante continuar com  leite materno sob livre demanda, ou fórmula infantil, e complementar a alimentação com as papas feitas com frutas frescas naturais, vegetais, cereais, leguminosas e proteínas. Veja como manter uma alimentação equilibrada dos bebês até 1 ano.

Durante a crise de diarreia é comum que o bebê não tenha muita fome. Por isso, é recomendado oferecer os alimentos em porções menores, mas com maior frequência ao longo do dia, respeitando a vontade da criança.

Além disso, pode ser necessário dar soro caseiro, pois a diarreia faz com que a criança perca muitos líquidos pelas fezes, podendo ficar desidratada. A quantidade de soro recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria para os bebês com menos de 1 ano é de 50 a 100 ml após cada evacuação de diarreia. Já para os bebês de 1 a 2 anos, a recomendação é de 100 a 200 ml de soro caseiro.

Veja com a nossa nutricionista, no vídeo a seguir, como preparar o soro caseiro:

Remédios para diarreia no bebê

Após avaliação das possíveis causas da diarreia, o pediatra pode recomendar para o bebê remédios como analgésicos para aliviar a dor e o desconforto, e baixar a febre, caso a criança apresente um destes sintomas. Assim como pode ser necessário o uso de antibióticos, caso a diarreia seja causada por bactérias.

O pediatra também pode indicar o uso de suplementos probióticos, que são bactérias benéficas usadas para reequilibrar a flora intestinal do intestino, ajudando o bebê a se recuperar mais rápido.

Quando ir ao médico 

Os pais ou responsáveis devem levar o bebê ao médico caso ele tenha os seguintes sintomas:

  • Mais de 3 episódios de diarreia no mesmo dia;
  • Se o bebê estiver menos participativo e com muito sono durante o dia;
  • Se a diarreia for muito intensa e não houver sinais de melhora em 2 dias;
  • Se observar que há diarreia com muco ou sangue;
  • Se o beber sentir muita sede e tiver diminuição no volume de urina;
  • Se o bebê recusar a alimentação;
  • Se tiver alteração da respiração e dos batimentos do coração;
  • Se a criança estiver com as mãos e pés frios;
  • Se tiver outros sintomas como vômito, e febre acima de 38 ºC. 

É comum que as viroses causem vômitos, diarreia e febre no bebê, porém estes sintomas também podem surgir em casos de intolerâncias ou alergias a algum alimento, por exemplo. Entenda melhor quais são os sintomas da alergia alimentar no bebê.

Fonte tuasaude.com

Vacinação de adolescentes com 1ª dose acaba em 12 de setembro em SP; veja calendário completo

A vacinação de adolescentes com a primeira dose contra o coronavírus termina no dia 12 de setembro em São Paulo, anunciou o governo de São Paulo nesta quarta-feira (28).

O governo anunciou que a vacinação de adultos no estado de São Paulo com a primeira dose da vacina contra o coronavírus será finalizada até dia 16 de agosto.

O governador também anunciou o início da vacinação de adolescentes no dia 18. “O dia da esperança, que era o dia 20, agora estamos antecipando para o dia 16 de agosto a imunização de todos os adultos com mais de 18 anos no nosso estado”, disse Doria, falando em “senso de urgência”.

Na capital, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que pessoas com 28 anos serão vacinadas com a primeria dose na sexta-feira (30). No dia seguinte, haverá imunização de pessoas com a segunda dose.

Regiane de Paula, coordenadora de imunização, afirma que é importante que a população retorne para tomar a sua segunda dose.

“Trezentos e oitenta e cinco mil pessoas não retornaram para tomar a Coronavac e 363 mil não retornaram para tomar a vacina da Astrazeneca, num total de 748 mil pessoas que é em torno de 7% da população que deveria receber essa vacinação”, disse.

Ela disse que há um monitoramento sobre esse público e a estratégia é acordada com os municípios.

Atualmente, 35 milhões de doses da vacina foram aplicados. Segundo o governo, na população adulta, 76,1% foram vacinados. Parcela de 27,5% completou o esquema vacinal.

Segundo o governo, o total da população adulta é de 35,3 milhões. A população total estimada é de 46,3 milhões.

VEJA CALENDÁRIO

  • Até dia 29 – 30 a 34 anos
  • 30 até 4 de agosto – 28 e 29 anos
  • 5 a 9 de agosto – 25 a 27 anos
  • 10 a 16 de agosto – 18 a 24 anos
  • 18 a 29 de agosto – adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades, deficiências, gestantes e puérperas
  • 30 de agosto a 5 de setembro – 15 a 17 anos
  • 6 a 12 de setembro – 12 a 14 anos

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude