Guia da Dieta Low Carb: o que é, como fazer, cardápio e receitas

A dieta low carb é um estilo de alimentação onde se diminui a ingestão de alimentos ricos em carboidratos, como pão, macarrão e tapioca, e se aumenta o consumo de proteínas, como ovos, carne, peixe e frango, e gorduras de boa qualidade provenientes do azeite, nozes e abacate, por exemplo. 

O que faz esta dieta ser uma opção saudável para emagrecer é a introdução de mais vegetais pobres em carboidratos e ricos em fibras, como chuchu, espinafre ou abobrinha, e o aumento da quantidade de alimentos ricos em proteína como peixe, ovos ou carnes magras, e  gorduras boas, que contribuem para a redução do apetite. 

Além disso, na dieta low carb a ingestão regular de frutas, vegetais e castanhas, que são ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais, ajudam a diminuir os níveis de colesterol, triglicerídeos e açúcar no sangue, prevenindo doenças como infarto, diabetes e obesidade.

Na dieta low carb os alimentos industrializados e ricos em gorduras ruins, como bacon, batata frita, sorvetes e biscoitos, e as bebidas alcoólicas devem ser evitados, pois estes tipos de alimentos causam o ganho de peso e contribuírem para o surgimento de doenças como câncer, esteatose hepática e obesidade.

Guia da Dieta Low Carb: o que é, como fazer, cardápio e receitas

Seguir uma dieta low carb pode trazer vários benefícios para a saúde, como:

  • Controlar a fome, pois o aumento no consumo de proteínas, fibras e gorduras promove a saciedade por mais tempo;
  • Diminuir os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, assim como aumentar o colesterol bom HDL, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares;
  • Ajudar no controle da diabetes, pois regula o nível de açúcar no sangue;
  • Melhorar o funcionamento do intestino, por ser uma dieta rica em fibras;
  • Favorecer a perda de peso, devido à redução de calorias totais e aumento da quantidade de fibras da dieta;
  • Combater a retenção de líquidos, pois é uma dieta rica em água, e minerais como potássio e magnésio, que aumentam a produção de urina, eliminando o excesso de líquidos acumulados no corpo.

Para seguir este tipo de dieta é fundamental ter o acompanhamento de um nutricionista, já que a quantidade e qualidade de carboidratos da dieta low carb pode variar de acordo com as necessidades e histórico de saúde de cada pessoa. 

Para fazer a dieta low carb, deve-se retirar especialmente os carboidratos simples da alimentação, como açúcar, farinha de trigo branca, refrigerantes e doces. Dependendo da quantidade de carboidratos da dieta, também pode ser necessário restringir a ingestão de alguns carboidratos complexos, como pão, aveia, arroz ou macarrão, por exemplo.

Em uma alimentação “normal” geralmente se consome em média 250 g de carboidratos por dia. Já na dieta low carb, o objetivo é ingerir de 130 g a 200 g de carboidratos por dia, o que equivale a aproximadamente 1 banana prata média + 200 g de iogurte natural integral + 2 colheres de sopa de aveia + 2 colheres de sopa de mel, no lanche da manhã e da tarde, por exemplo.

Uma vez que o organismo está habituado a grande quantidade de carboidratos, a dieta low carb deve ser feita de forma gradativa, para que o organismo se acostume e não se tenha sintomas como dor de cabeça, tontura ou alterações no humor.

Durante a dieta low carb, é importante fazer 3 refeições principais e 2 lanches, para que se coma com maior frequência, mas em pequenas porções ao longo do dia, o que ajuda a  diminuir a sensação de fome. O café da manhã e os lanches devem incluir ovos, queijos, castanhas, abacate e coco, por exemplo. Já o almoço e o jantar, devem ser ricos em salada, proteína e azeite, podendo ter apenas um pouco de carboidratos. Veja receitas de lanches low carb.

A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio para 3 dias da dieta low carb:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da Manhã

200 g de iogurte natural com 1 col de sopa de mel + 1 fatia de 50g de pão integral com 1 fatia de queijo muçarela + 3 cols de sopa de abacate amassado

1 xícara de café sem açúcar com 200 mL de leite de coco + 2 ovos mexidos com 1 tomate médio e 1 col de sopa  de manjericão

1 xícara de café com 200 mL de leite integral + 1 fatia de 50g de pão integral com 25 g de salmão defumado + 1/2 mamão papaia (155 g)

Lanche da Manhã

Café sem açúcar com 200 mL de leite de coco + 20 unidades de amêndoas

200 g de iogurte natural com 1 col de sopa de sementes de chia + 1 tangerina média 

1 caqui médio (110 g) + 10 amêndoas

Almoço

200 g de macarrão de abobrinha com molho de 50 g tomate caseiro + 150 g de carne moída + salada com alface, 50 g de cenoura, 20 g de cebola e 1 col de sobremesa de azeite + 1 laranja grande

150 g de salmão assado + 3 cols de sopa de arroz integral + 1 xícara de pimentão, cenoura, abobrinha, berinjela e brócolis salteados + 1 col de sopa de azeite + 1 fatia média (90 g) de melão.

150 g de peito de frango grelhado + 150 g de purê de inhame + salada de alface com 1 tomate médio, 20 g de cebola, 3 col de sopa de abacate em cubos, temperada com 1 col de sobremesa de azeite e vinagre 

Lanche da Tarde

1 xícara de gelatina com morango + 1 porção de 50g de amendoim

Vitamina com 100 g de abacate, 1 col de sopa de aveia e 200 mL de leite de coco + 10 avelãs

1 copo de suco verde preparado com 1 folha de repolho, ½ limão, 50 g de pepino, 200 mL de água de coco e 1 col de sopa de chia

Jantar

Omelete de espinafres com 2 ovos, 20 g de cebola, 1 col  de sobremesa de azeite, 125 g de espinafre, 50 g de tomate,  sal e pimenta + salada com 100 g de lentilha, 50 g de brócolis e 50 g de couve flor + 1 pera média (130 g)

2 berinjelas (360 g) recheadas com 150 g de atum + 1 colher de sopa de queijo parmesão, gratinadas no forno + salada com 100 g de grão de bico e 50 g de tomate

2 pimentões vermelhos grandes (190g) recheados com 150 g de carne moída e 1 colher de queijo parmesão, gratinados no forno + salada com 100 g de soja, 50 g de tomate, 50 g de brócolis e 50 g de cenoura ralada + 1 fatia média (100 g) de melancia

Quantidade de carboidratos

168 gramas

142 gramas

143 gramas

As quantidades de carboidratos incluídas no cardápio podem variar de acordo com a idade, sexo, nível de atividade física e histórico de doenças. Por isso, o ideal é ter o acompanhamento de um nutricionista para uma avaliação completa e um plano nutricional adequado às necessidades de cada pessoa.

Existe outro tipo de dieta low carb, que é a dieta cetogênica, onde a quantidade de carboidratos ingerida é ainda menor, estando entre 20 e 50 gramas por dia, o que faz com que o corpo entre no estado conhecido como “cetose”, no qual passa a usar as gorduras do corpo como principal fonte de energia. No entanto, esta dieta é indicada apenas para alguns casos. Entenda melhor como é a dieta cetogênica e quando pode ser indicada.

Os alimentos permitidos na dieta low carb são:

  • Frutas frescas e inteiras, com casca e em pequenas quantidades, como maçã, limão, kiwi, caju, ameixa, goiaba, mamão;
  • Vegetais em pequenas quantidades, como alface, rúcula, tomate, chuchu, couve-flor;
  • Proteínas magras, especialmente o frango ou peru, sem pele;
  • Peixes, preferencialmente os mais gordos como salmão, atum, truta, sardinha;
  • Leites e derivados, como queijos e iogurtes;
  • Gorduras boas, como azeite, óleo de coco e manteiga;
  • Castanhas, como nozes, amêndoas, castanha do Pará e amendoim;
  • Sementes em geral, como chia, linhaça, girassol, semente de abóbora e gergelim;
  • Bebidas, como café e chás sem açúcar.

O leite pode ser substituído pelo leite de coco ou de amêndoa, cujo conteúdo de carboidratos é muito menor. É ainda importante acompanhar a dieta low carb com 2 a 3 litros de água por dia.

Alguns alimentos têm quantidades moderadas de carboidratos, que poderão ou não ser incluídos pelo nutricionista no plano alimentar da dieta low carb, como feijão, lentilha, arroz integral, batata, aipim, batata doce, inhame e abóbora.

Na dieta low carb é importante evitar os alimentos ricos em carboidratos, pois podem prejudicar a dieta. Alguns exemplos dos tipos de alimentos que devem ser evitados são:

  • Açúcar: açúcar refinado, refrigerantes, sucos de fruta industrializados, adoçantes, doces;
  • Cereais: arroz branco, macarrão branco, farofa, cuscuz;
  • Frutas secas: passas, damasco, ameixa;
  • Farinhas: tapioca, farinha de trigo branca, e alimentos preparados com esta farinha, como o pão branco, panquecas, bolos e biscoitos.

Além dos alimentos ricos em carboidratos, é necessário também excluir da dieta os alimentos industrializados, como pizzas e biscoitos, os ricos em gorduras ruins, como margarinas, sorvetes, linguiça, batata frita e bacon, e as bebidas alcoólicas.

Uma dica importante para manter a dieta low carb, é evitar todos os tipos de alimentos industrializados, uma vez que normalmente contêm uma elevada concentração de carboidratos. Veja uma lista dos alimentos ricos em carboidratos.

Na tabela a seguir, estão alguns alimentos e a sua quantidade de carboidratos por cada 100 g:

Frutas

Quantidade de carboidratos por cada 100g

Abacate

6 g

Framboesa

5,1 g

Morango

6,8 g

Melão

7,5 g

Coco

6,4 g

Toranja

6 g

Tangerina

9,6 g

Laranja

8,9 g

Papaia

10,4 g

Pera

14 g

Amora

4,5 g

Cereja

13,3 g

Maçã

15,2 g

Mirtilo

6,4 g

Vegetais

Quantidade de carboidratos por cada 100g

Espinafre

2,6 g

Alface

1,7 g

Aipo

4,3 g

Brócolis

4,4 g

Pepino

2 g

Rúcula

2,2 g

Agrião

2,3 g

Chicória

2,9 g

Abobrinha

3,0 g

Cebola

8,9 g

Tomate

3,1 g

Couve-flor

3,9 g

Repolho

3,9 g

Cenoura

6,7 g

Outros alimentos

Quantidade de carboidratos por cada 100g

Leite desnatado

4,9 g

Iogurte natural

1,9 g

Manteiga

0,1 g

Abóbora

10,8 g

Leite de coco

2,2 g

Inhame

23,2 g

Arroz integral

25,8 g

Queijo Muçarela

3,0 g

Lentilhas

16,3 g

Batata

11,9 g

Feijão preto

14 g

Arroz cozido

28 g

Batata doce

18,4 g

Amendoim

18,7 g

Algumas receitas que podem ser incluídas na dieta low carb são:

1. Macarrão de abobrinha

Uma porção de 100 gramas deste macarrão tem cerca de 59 calorias, 1,1 g de proteína, 5 g de gordura e 3 g de carboidratos.

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Ingredientes:

•    1 abobrinha pequena cortada em tiras fininhas;

•    1 colher de chá de óleo de coco ou azeite;

•    Sal marinho e pimenta do reino moída, a gosto;

Modo de preparo:

Fatiar a abobrinha no seu comprimento no formato de macarrão tipo espaguete. Também existem fatiadores especiais que cortam os legumes na forma de espaguete. Em uma frigideira, aquecer o óleo de coco ou o azeite e colocar as tiras de abobrinha. Refogar por cerca de 5 minutos ou até a abobrinha começar a amolecer. Temperar com sal, alho e pimenta do reino. Desligar o fogo e servir com a carne desejada e vegetais.

2. Tortilha de espinafres

Uma porção de 80 gramas (¼ de tortilha) proporciona aproximadamente 107 calorias, 4 g de proteína, 9 g de gordura e 2,5 g de carboidratos.

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Ingredientes:

  • 550 g de folhas de espinafre ou acelga;
  • 4 claras de ovo ligeiramente batidas;
  • ½ cebola picada;
  • 1 colher de cebolinha picado;
  • Pitada de sal e pimenta;
  • 1 colher de chá de azeite.

Modo de preparo:

Colocar as folhas de espinafre numa frigideira, tapar e manter em fogo médio até que murchem, destapando e mexendo de vez em quando. Depois, retirar do fogo e deixar repousar durante alguns minutos num prato.

Na mesma frigideira, colocar um fio de azeite, a cebola, a cebolinha, o sal e a pimenta, e deixar que a cebola cozinhe até ficar ligeiramente dourada. Depois, juntar as claras de ovo e os espinafres, deixando cozinhar por mais 5 minutos, até que a tortilha fique dourada por baixo. Virar a tortilha e cozinhar por mais 5 minutos do outro lado.

3. Tomates cereja recheados

Uma porção de 4 tomates cereja (65 g) têm cerca de 106 calorias, 5 g de proteína, 6 g de gordura e 5 g de carboidratos.

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Ingredientes:

  • 400 g de tomates cereja (em torno de 24 tomates);
  • 8 colheres (150 g) de queijo ricota;
  • 2 colheres de azeite;
  • 1 dente de alho amassado;
  • Sal e pimenta branca a gosto;
  • 6 folhas de manjericão (para empratar).

Modo de preparo:

Lavar os tomates e cortar uma pequena tampa na parte superior, tirar a polpa do interior usando uma colher pequena e tendo cuidado para não furar o tomate. Rechear os tomates com a ricota.

Num recipiente à parte, misturar o azeite com o alho, o sal e a pimenta e colocar sobre os tomates. Empratar, decorando com as folhas de manjericão cortadas em fatias.

4. Gelatina de morango e frutas

Uma porção desta gelatina com cerca de 90 g (1/3 de taça) apresenta, aproximadamente, 16 calorias, 1,4 g de proteína, 0 g de gordura e 4 g de carboidratos.

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Ingredientes (para 7 porções):

  • ½ xícara de morangos cortados;
  • ¼ de maçã picada;
  • ¼ de pera picada;
  • 1 xícara de água quente;
  • 1 sachê de gelatina de morango em pó (sem açúcar);
  • ½ xícara de água fria.

Modo de preparo:

Colocar a gelatina em pó em um recipiente e adicionar a xícara de água quente por cima. Mexer até dissolver completamente o pó e, depois, adicionar a água fria. Por fim, colocar as frutas no fundo de um recipiente de vidro e adicionar a gelatina já dissolvida sobre a fruta. Levar à geladeira para refrigerar até ficar consistente.

Confira no vídeo a seguir uma receita de pão low carb que pode ser incluído no dia a dia:

Esta dieta não deve ser feita por mulheres grávidas ou que estejam em período de amamentação, assim como por crianças ou adolescentes, já que se encontram em fase de crescimento. Além disso, idosos e pessoas com problemas nos rins ou fígado também devem evitar fazer este tipo de dieta.

Fonte tuasaude.com

Governo afirma ao STF que 72% dos índios já receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19

O governo federal informou ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), que 72% dos índios do Brasil já receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19.

O magistrado, que é relator da ação em curso no Supremo que requer proteção à população indígena contra a pandemia do coronavírus, reuniu-se presencialmente nesta terça-feira (22) com os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, da Defesa, Braga Netto, e da Advocacia-Geral da União, André Mendonça.

Barroso tem feito duras críticas à atuação do Executivo para evitar a disseminação da doença em povos tradicionais e já afirmou que o governo não tem cumprido uma série de ordens judiciais que ele expediu para proteger os índios.

Nesta terça, os integrantes do primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro esclareceram ao ministro as medidas que vêm adotando para assegurar que a Covid-19 não seja propagada na população indígena.

Mais cedo, Barroso havia se reunido por videoconferência com lideranças das comunidades indígenas Munduruku e Yanomami, que relataram dificuldades e riscos para a segurança em razão da presença de invasores em suas áreas.

Na reunião com o ministro, porém, Braga Netto garantiu que questões orçamentárias foram superadas e que as Forças Armadas estão prontas para apoiar a Polícia Federal na execução do plano que visa isolar os índios de invasores que estão em terras indígenas.

Na sua última decisão nesta ação, Barroso havia afirmado que a atuação do governo federal sobre o tema estava “sendo marcado pela falta de transparência e por atos protelatórios de toda ordem quanto ao atendimento de saúde e vacinação de povos indígenas localizados em terras não homologadas e aos povos indígenas urbanos sem acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS)”.

A primeira ordem judicial de Barroso sobre o tema foi em julho do ano passado. No mês seguinte, o plenário do Supremo referendou, por unanimidade, a decisão em que o magistrado havia mandado o governo adotar uma série de medidas para proteger a população indígenas do avanço da pandemia.

Desde o julgamento do plenário, porém, Barroso vem fazendo críticas às ações do governo para atender às determinações.

Nesta terça, o magistrado agradeceu a colaboração dos ministérios da Saúde e da Defesa, que classificou como indispensáveis para a preservação da saúde das comunidades indígenas.

“Nós ocupamos o território que era originariamente dos indígenas. Para além das questões humanitárias, temos o dever moral de protegê-los”, declarou o ministro.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

O açúcar pode varias de acordo com a origem do produto e com o seu processo de fabricação. A maior parte do açúcar consumido é feito a partir da cana-de-açúcar, mas também há produtos como açúcar de coco.

O açúcar é um tipo de carboidrato simples que deve ser evitado e consumido apenas em pequenas quantidades, de preferência sem usá-lo na rotina alimentar diária. O seu consumo excessivo pode causar problemas como aumento de peso, diabetes e inflamação no organismo.

Veja a seguir 7 tipos de açúcar e suas características:

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

1. Açúcar cristal

O açúcar cristal, assim como o açúcar refinado, possui cristais grandes e irregulares, que são transparentes ou levemente amarelados, fáceis de serem dissolvidos. Durante a sua fabricação,  adicionam-se produtos químicos para deixá-lo branco e saboroso, mas, com isso, as vitaminas e os sais minerais são perdidos.

Apesar de a maior parte do açúcar cristal ser branco, também é possível encontrá-lo em diversas cores, sendo usado principalmente para decorar bolos e doces de aniversários. Para obter açúcar rosa, azul ou laranja, por exemplo, a indústria adiciona corantes artificiais durante o seu preparo. Conheça 10 formas naturais de substituir o açúcar.

2. Açúcar de confeiteiro

O açúcar de confeiteiro possui grãos muito finos, sendo ideal para a fabricação de preparações como chantilly, coberturas e glacês mais homogêneos, além de ser usado para decorar bolos e tortas. Ele tem um aspecto de talco ou neve fininha, dilui bem mais facilmente que o açúcar cristal, e durante a sua fabricação adiciona-se amido na fórmula, para que o grãos super pequenos não voltem a se unir novamente.

3. Açúcar mascavo

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

O açúcar mascavo é obtido a partir do cozimento do calda da cana-de-açúcar, mantendo boa parte de seus nutrientes, como ferro, ácido fólico e cálcio. Por não ser refinado, ele também possui grãos maiores e mais escuros, que não diluem facilmente como do açúcar refinado, e que têm um sabor bem parecido com o da cana-de-açúcar.

Apesar de ser uma das versões mais saudáveis, ele também é rico em calorias, devendo ser consumido apenas em pequenas quantidades.

4. Açúcar demerara

Parecido com o açúcar mascavo, o demerara se diferencia por passar por um leve processo de purificação e refinamento, mas sem a utilização de aditivos químicos. Ele também mantém os minerais presentes na cana-de-açúcar, e dilui mais facilmente e tem um sabor mais ameno que o açúcar mascavo.

5. Açúcar light

O açúcar light é obtido a partir de uma mistura entre o açúcar refinado e adoçantes artificiais ou naturais, fazendo com que o produto final tenha um poder adoçante maior que o açúcar comum, mas com menos calorias. No entanto, seu sabor lembra um pouco do sabor artificial dos adoçantes, e ele também não deve ser usado em casos diabetes.

6. Açúcar orgânico

O açúcar orgânico tem as mesmas calorias do açúcar comum, mas preserva uma pequena parte dos nutrientes presentes na cana de açúcar. A diferença principal é que durante a produção do açúcar orgânico não são utilizados ingredientes artificiais, adubos, fertilizantes químicos ou agrotóxicos em nenhuma etapa. Ele também se diferencia por não ser refinado, tendo um formato mais grosso e mais escuro, além de ter um preço mais caro.

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

7. Açúcar de coco

O açúcar de coco é obtido a partir da seiva do coqueiro, não sendo extraído do fruto coco. Ele é um alimento minimamento processado, não contendo conservantes e nem passando por processos de refinamento, como acontece com o açúcar comum. Ele tem um índice glicêmico mais baixo que o açúcar comum, ajudando a não alterar muito a glicemia.

Além disso, ele contém minerais como ferro, zinco, potássio e magnésio, e vitaminas do complexo B.

É importante lembrar que por ser um carboidrato simples, todo tipo de açúcar deve ser evitado em casos de diabetes, além de dever ser consumido apenas em pequenas quantidades para manter a saúde e o peso equilibrados.

Veja a diferença de calorias entre os tipos de açúcar e os adoçantes artificiais.

Fonte tuasaude.com

Criança de favela vê espaços para brincar minguarem na pandemia

Há alguns meses, Priscila Santos da Silva, 25, comprou um videogame para Felipe e Gustavo. O pedido dos dois filhos de cinco anos foi resultado das muitas horas que a família tem passado em casa depois que a escola parou.

Morando no Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, os irmãos estão entre as milhares de crianças de favelas brasileiras que viram os espaços para brincar minguarem com o início da pandemia, ampliando mais uma das desigualdades entre ricos e pobres no país.

A pesquisa “O Brincar nas Favelas Brasileiras”, divulgada recentemente, mostra que 85% das mães de comunidades afirmam que os filhos têm se entretido, sobretudo, no quintal ou dentro da residência, o que acontecia em 63% dos lares antes da Covid-19.

A escola ou creche como espaço para as brincadeiras caiu de 50% para 9%, e a pracinha do bairro, por exemplo, encolheu de 21% para 14%, apesar de ambos estarem entre os lugares que as mulheres mais citam quando questionadas sobre onde gostariam que os pequenos se divertissem.

Com isso, a maioria das mães tem tido dificuldade em conciliar todas as suas atividades e achar tempo para estudar ou brincar com as crianças, que ficam principalmente assistindo à TV e brincando com os irmãos ou sozinhas.

A pesquisa foi feita pelos institutos Locomotiva e Data Favela em parceria com a agência Purpose e a Fundação Lego. Foram entrevistadas de forma online 816 mães de comunidades pelo país com filhos de até seis anos, entre 31 de outubro e 9 de novembro, além de abranger conversas e observações com 12 mulheres.

Elas são em sua maioria negras e se declaram chefes de família —pouco mais da metade está solteira ou separada. Cerca de um terço é dona de casa, e outro terço está desempregado, sendo que a renda média é de R$ 827, menos que um salário mínimo.

“Ocorreram dois fenômenos na pandemia. Um, mais óbvio, foi o aumento do déficit educacional entre crianças ricas e pobres, que não têm as mesmas tecnologias e acompanhamento dos pais. Mas houve também o aumento do déficit no direito de brincar”, diz Renato Meirelles, presidente do Locomotiva e fundador do Data Favela.

“A criança pobre não tem condomínio, espaço público à disposição, profissionais especializados na brincadeira como babás e professores, e as escolas públicas retornaram menos às aulas do que as privadas. Essa desigualdade ficou mais trágica agora”, afirma.

A ausência total de espaços para se divertir nas comunidades é relatada por 30% das mães, incluindo praças, parquinhos, quadras, ONGs, associações ou projetos culturais. As praças são os equipamentos mais comuns nessas áreas, citadas por metade das mulheres.

A pesquisa aponta ainda uma série de problemas urbanísticos que podem atrapalhar e gerar riscos, trazendo fotos de vias sem pavimento, becos irregulares, escadas e córregos sem proteção, lixo e poças d’água sujas.

Outro obstáculo importante é o contexto social da favela. Questionadas sobre os fatores que impedem que os filhos brinquem na rua, 72% das mães mencionam o uso de drogas ao ar livre e 64%, a violência na região. A presença de carros, brigas, “mau exemplo” dos moradores e bailes funk também estão entre os receios.

Morando a alguns passos de várias bocas de fumo, Priscila é uma das que não costuma deixar as crianças do lado de fora. “Tem gente que fica fumando maconha, aí não gosto que eles fiquem vendo. Aqui não tem tiroteio como no Rio, por exemplo, mas tem vez que os moleques roubam um carro e vêm para cá, aí entra polícia, tenho medo”, conta.

Todos esses fatores somados sobrecarregam ainda mais as mulheres. O estudo conclui que o maior tempo de convivência com os filhos na pandemia não as levou, necessariamente, a participar mais ativamente das brincadeiras, já que “boa parte desse tempo acabou preenchido por intermináveis tarefas domésticas”.

Questionadas sobre situações que estão enfrentando, 86% afirmam que não têm tempo para si e mais de 60% relatam problemas para conciliar o cuidado com a casa, o trabalho e as crianças. Consequentemente, a maioria tem dificuldade em achar tempo para auxiliá-las nos estudos e metade, para brincar com elas.

O resultado é que, quando estão atarefadas, elas acabam recorrendo às telas: 66% costumam deixar os filhos assistindo a desenhos na televisão e 48%, jogando no celular ou tablet, ainda que isso implique em uma série de preocupações quanto ao conteúdo visto.

“Ultimamente eles ficam bastante no videogame, que comprei porque estavam pedindo muito. Na Netflix veem mais desenho de criança, mas como o YouTube é mais aberto eu só deixo eles mexerem quando estou perto”, conta Priscila, que preferiu não levar os dois meninos de cinco anos às aulas presenciais após duas professoras pegarem Covid.

Meirelles, do instituto Locomotiva, analisa que a pandemia acabou com uma parte do brincar relacionada à educação. “O brincar na escola, socializando com outras crianças sob supervisão de alguém, foi fortemente prejudicado”, afirma.

Outro problema é que, na prática, os mais velhos deixam de fazer suas próprias coisas para cuidar dos mais novos. Quatro em cada dez mães dizem que é com os irmãos que os menores brincam quando elas estão ocupadas. O pai aparece em apenas 13% das respostas.

Essas dificuldades vão permanecer quando as escolas voltarem ao normal e a crise do coronavírus passar? Meirelles acha que algumas podem se dissipar, mas muitas são reflexos de problemas estruturais. “O déficit de espaços públicos, creches e outros problemas permanecem”, diz.

As mães de favelas lamentam diante da consciência da relevância que as brincadeiras têm no desenvolvimento da criança. Em uma escala de 0 a 10, 78% classificam como 9 ou 10 o nível de importância das brincadeiras para o aprendizado.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Pastilhas para garganta (irritada, inflamada e dolorida)

As pastilhas para garganta, como Benalet ou Ciflogex, podem ajudar a aliviar a dor, irritação ou inflamação na garganta, por terem na sua composição anestésicos locais, antissépticos ou anti-inflamatórios. Além disso, algumas pastilhas também ajudam a aliviar a tosse irritativa, que é muitas vezes a causa de dor de garganta.

Estas pastilhas podem ser encontradas em farmácias ou drogarias e, apesar de serem vendidas sem receita médica, o ideal é consultar o otorrinolaringologista para avaliar a causa da dor ou inflamação na garganta e iniciar o tratamento mais adequado.

Pastilhas para garganta (irritada, inflamada e dolorida)

Algumas opções de pastilhas para garganta são: 

1. Strepsils

As pastilhas Strepsils contém flurbiprofeno, que é um anti-flamatório não esteróide que possui potentes propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias. Por isso, estas pastilhas podem ser usadas para o alívio da dor, irritação e inflamação da garganta. 

O efeito de cada pastilha tem a duração de cerca de 3 horas e o efeito inicia 15 minutos após sua utilização.

Como usar: a dose recomendada é de 1 pastilha de Strepsils, que deve ser dissolvida na boca, a cada 3 a 6 horas ou conforme necessidade, não se devendo ultrapassar as 5 pastilhas por dia e o tratamento não deve ser feito por mais de 3 dias.

Quem não deve usar: estas pastilhas não devem ser usadas por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com alergia ao flurbiprofeno ou a qualquer componente da fórmula.

Além disso, as pastilhas de Strepsils não devem ser usadas por pessoas com alergia ao ácido acetilsalicílico ou qualquer outro anti-inflamatório, como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo, ou por pessoas com úlcera no estômago ou no intestino, histórico de sangramento ou perfuração gastrointestinal, colite severa, doença cardíaca, nos rins ou no fígado.

Efeitos colaterais: alguns dos efeitos colaterais que podem ocorrer são calor, queimadura na boca, tontura, dor de cabeça, formigamento, coceira, irritação na garganta, diarréia, ulceração na boca, náusea e desconforto na boca.

2. Benalet

As pastilhas Benalet contêm a difenidramina na sua composição, um tipo de antialérgico, que age diminuindo os efeitos da histamina no corpo, que é responsável pelos sintomas de alergia, e por isso é indicada para auxiliar no tratamento da tosse, irritação da garganta ou faringite, causadas por inflamação das vias respiratórias.

Além disso, essas pastilhas também contém citrato de sódio e o cloreto de amônio, que atuam como expectorantes, deixando o catarro mais líquido e auxiliando na passagem do ar pelas vias aéreas. 

As pastilhas Benalet podem ser encontradas em diferentes sabores como menta, framboesa ou mel e limão, e o início de ação ocorre entre 1 e 4 horas após a utilização.

Como usar: a dose recomendada é de, no máximo, 2 pastilhas por hora, não se devendo ultrapassar 8 pastilhas por dia.

Quem não deve usar: estas pastilhas não devem ser usadas por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula, problemas no fígado ou nos rins, ou diabetes.

Efeitos colaterais: alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento são sonolência, vertigens, secura na boca, náuseas, vômitos, sedação, diminuição da secreção do muco, prisão de ventre ou retenção de urina. 

3. Neopiridin

A pastilha Neopiridin contém benzocaína, que é um anestésico tópico, além do cloreto de cetilpiridínio, que possui propriedade antissépticas e, por isso, é indicado para alívio rápido e temporário da dor e irritação da boca e da garganta causadas por inflamação na faringe, garganta ou boca, ou nos casos de resfriado. 

Como usar: deve-se deixar dissolver na boca uma pastilha, de acordo com as necessidades, não excedendo a 6 pastilhas por dia, ou segundo critério médico

Quem não deve usar: esta pastilha não deve ser usada por crianças com menos de 6 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com história de alergia aos anestésicos locais ou ao cloreto de cetilpiridínio.

Efeitos colaterais: pode ocorrer sensação de queimação na boca, alterações no paladar ou leve alteração na cor dos dentes. Além disso, podem ocorrer reações alérgicas como sensações de queimação, irritação ou inchaço na boca, e neste caso deve-se interromper o uso e procurar ajuda médica o mais rápido possível ou o pronto socorro mais próximo.

4. Ciflogex

As pastilhas Ciflogex têm cloridrato de benzidamina na sua composição, na dose de 3 mg, com ação anti-inflamatória, analgésica e anestésica, sendo indicada para a garganta inflamada e dolorida. 

Estas pastilhas estão disponíveis em diferentes sabores, como menta-limão diet, laranja, mel e limão, menta e limão ou cereja.

Como usar: a dose recomendada do Ciflogex é de 1 pastilha, que deve ser dissolvida na boca, 2 ou mais vezes ao dia até o alívio dos sintomas, não se devendo ultrapassar o limite máximo de 10 pastilhas por dia.

Quem não deve usar: estas pastilhas não devem ser utilizadas por crianças com menos de 6 anos, por mulheres grávidas ou em amamentação, por pessoas que tenham alergia ao cloridrato de benzidamina ou outros componentes da fórmula. Os sabores laranja, mel e limão, menta e limão e cereja, como contêm açúcar, não devem ser usados por pessoas diabéticas. 

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns do Ciclfogex são urticária ou sensibilidade exagerada à luz. Além disso, as pastilhas de Ciflogex por ter o corante amarelo de tartrazina na sua composição não deve ser usado por pessoas que têm asma brônquica ou pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico, pois pode causar reação alérgica que necessita de atendimento médico imediato. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica. https://www.tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia/ 

5. Amidalin

A pastilha Amidalin tem na sua composição tirotricina, que é um antibiótico de ação local, e benzocaína, que é um anestésico local. Assim, estas pastilhas estão indicadas para auxiliar no tratamento da dor e inflamação da garganta, faringe, boca ou aftas.

Essas pastilhas podem ser encontradas em diferentes sabores como laranja, mel e limão, cereja, menta ou framboesa.

Como usar: para adultos, deve-se deixar dissolver 1 pastilha na boca, a cada hora, evitando usar mais de 10 pastilhas ao dia. Para crianças com mais de 8 anos, a dose recomendada é de, no máximo, 1 pastilha a cada hora, não usar mais do que 5 pastilhas por dia.

Quem não deve usar: as pastilhas Amidalin não devem ser usadas por mulheres grávidas ou em amamentação, crianças com menos de 8 anos ou por pessoas com alergias aos componentes da sua fórmula.

Efeitos colaterais: pode ocorrer, embora raramente, reação alérgica, que desaparece logo com a interrupção do tratamento.

Fonte tuasaude.com

Com dados novos, SP estuda antecipar meta da vacinação de adultos outra vez

O estado de São Paulo já estuda antecipar mais uma vez a meta de vacinar todos os seus habitantes com 18 anos ou mais até 15 de setembro, segundo um integrante da cúpula do governo paulista e um outro envolvido na coordenação do combate à epidemia de Covid-19.

Entre os motivos do otimismo estão: 1) a aceleração da vacinação na semana passada, que contou com grande presença das pessoas da faixa dos 50 anos; 2) perspectiva menos incerta de que o cronograma de entrega de doses para o governo federal seja cumprido.

Gente da gestão de João Doria (PSDB) diz que a ideia de antecipar o calendário vai além da “brincadeira saudável” com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que na sexta-feira (18) antecipou a meta carioca de aplicar a primeira dose em todos os adultos para 15 de agosto e disse que ultrapassará São Paulo.

A Secretaria de Saúde não explicita as premissas que baseiam a projeção de aplicação atual (leia mais adiante), que depende fundamentalmente da entrega de doses para o governo federal. Mas esse integrante da cúpula do governo diz que há “dados novos promissores” e que, não havendo frustração crítica do cronograma federal, a discussão em setembro pode ser diferente. Haveria vacina para dar a primeira injeção em 100% dos adultos e ainda sobraria dose nos postos.

A especulação é que nem todos os adultos comparecerão aos postos para se vacinar ou podem se atrasar para fazê-lo. Segundo Datafolha de maio, 8% dos entrevistados no Brasil não pretendem se vacinar (12%, no grupo de 35 a 44 anos).

Cerca de 15% das pessoas de 60 anos ou mais não haviam tomado a primeira dose até 13 de junho em São Paulo, segundo dados calculados em levantamento feito pela Folha na base federal de dados de vacinação. Entre aquelas pessoas com 70 anos ou mais, seriam 8% sem dose 1. A vacinação para esse grupo começou em 8 de fevereiro (90 anos ou mais) e em 26 de março para aqueles com 70.

Até fevereiro, antes da vacinação em massa, cerca de 77% do número de mortos de Covid acumulado no estado tinham 60 anos ou mais. Medida apenas a semana passada, esse grupo era 49% do total.

Gente envolvida no combate à epidemia em São Paulo diz basear parte do seu otimismo em conversas recentes com o Butantan e a Fiocruz, que teriam passado a informação de que há mais segurança de recebimento de insumos da China e, pois, de produção de doses.

Anima-se também com as entregas de doses da Pfizer, que tem até agora cumprido os prazos. No cronograma federal, do total de doses que seriam entregues em julho, agosto e setembro, cerca de 23% são de AstraZeneca, 28% de Coronavac e 49% de Pfizer.

A estratégia de vários governantes de estabelecer meta de vacinação de dose 1 para todos os adultos deveu-se à maior oferta de vacinas que podem ser aplicadas com intervalo de até 12 semanas (AstraZeneca e Pfizer, 72% das doses a serem oferecidas de julho a setembro), ao aumento do número de doses disponíveis e a um estoque de segurança mais elevado.

Três estudos publicados nas revistas médicas BMJ e The Lancet em março e maio deste ano indicam, em seus resultados mais conservadores, que uma primeira dose de AstraZeneca ou Pfizer pode evitar internações em pelo menos 70% dos casos. A depender da estratégia paulista, é possível que quase todos os que tomaram dose 1 de Coronavac virão a ter tomado a dose 2 até 15 de setembro. Nos testes de fase 3, a vacina fabricada no Butantan evitaria internações em 78% dos casos.

Ainda seria preciso tomar os mesmos cuidados (máscaras, distanciamento), mas os riscos teriam diminuído (caso não surja variante de preocupação nova).

Alguns especialistas dizem que há estratégias melhores de vacinação, como dirigir as doses para estados ou regiões em que a epidemia é mais grave, em vez de mirar grupos de idade, por exemplo, plano que exigiria coordenação nacional.

É o caso da física Patrícia Magalhães, pesquisadora no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e coordenadora do grupo multidisciplinar Ação Covid, que entre outros estudos tenta estimar a necessidade de vacinas em cada estado a fim de baixar o número de casos de modo persistente, dados o ritmo de transmissão da doença e da vacina aplicada, e do epidemiologista Paulo Lotufo, da USP.

Cálculo de projeção do governo envolve indicadores incertos

Quanto aos dados de cobertura vacinal (quanto de cada grupo recebeu a vacina), os indicadores não podem ser tomados ao pé da letra —ou do número. A estatística federal é defasada em relação à dos estados. Há divergência sobre o tamanho da população. Na projeção do IBGE, o estado de São Paulo teria 35,79 milhões de habitantes em 2021; na do Seade, instituto estadual de estatísticas, 34,8 milhões.
Parte da população morreu além do estimado pelos estatísticos. No estado de São Paulo, 84.770 dos 122.160 mortos de Covid-19 até dia 19 de junho tinham 60 anos ou mais.

No que diz respeito às projeções de vacinar todos os adultos até 15 de setembro ou antes, a Secretaria de Saúde não apresenta as premissas que basearam os cálculos de seu planejamento, afora as mais gerais.

Até sábado, o Ministério da Saúde informava ter entregado cerca de 27,48 milhões de doses a São Paulo. Até então, o estado aplicara 21,7 milhões dessas doses, das quais 15,7 milhões como dose 1. Faltariam cerca de 20 milhões de doses 1 para vacinar todos os adultos até 15 de setembro.

Além do mais, existe uma “dívida” de doses 2 (pois quem já tomou a dose 1 precisa tomar a dose 2 até certa data), passivo que pode ir de 9 milhões a 11 milhões de doses, a depender da estratégia do uso de marca de vacina ou velocidade de aplicação. O número de doses necessário para cumprir a meta é uma soma de doses 1 com a “dívida” de doses 2.

Além de seu estoque e das doses que devem chegar em junho, SP receberia quase 38 milhões de doses de julho a setembro (cerca de 30,7 milhões, considerando que a meta paulista é no dia 15 daquele mês).

Isto é, quanto mais doses 1 de Coronavac o estado aplicar, mais doses 2 ficará “devendo” (o intervalo máximo no caso desta vacina é de 28 dias). A partir de 23 de junho, todas as doses 2 de AstraZeneca e Pfizer serão “devidas” apenas depois da data da meta de 15 de setembro.

São Paulo acelerou a dose 1. Até antes de junho, 67% das doses iam para primeira injeção; desde o dia 9 de junho, quando anunciou metas de vacinar todos os adultos, 97% das doses foram para a primeira picada.

Em cenários em que 100% do cronograma federal é cumprido, 100% das vacinas previstas cheguem em cada mês e que 100% das doses são aplicadas no mês, todos os adultos recebem a primeira injeção de vacina contra a Covid-19 e sobram milhões de doses em 15 de setembro.

No entanto, não é fisicamente possível distribuir todas as vacinas nesse prazo (o Ministério da Saúde tem entregue cerca de 94% das que recebeu).

Do estoque que recebeu, São Paulo aplicou 79% (um número comparável ao dos EUA), embora tenha acelerado muito o ritmo desde que anunciou a meta de antecipação. Em junho, até dia 9 dava 156 mil doses por dia; desde então até dia 20, 300 mil doses. Segundo a Secretaria de Saúde paulista, o estado é capaz de aplicar até 1 milhão de doses por dia.

Em cenários de frustração do cronograma federal e do ritmo de vacinação, a meta pode não ser cumprida, embora o atraso possa não ser grande e seja quase nenhum o risco de faltar dose 2. O risco maior ainda é a própria epidemia. Com exceção de abril, a situação da epidemia, em número de mortes, é a mais grave. Em termos de internações em UTIs, é o pior momento com exceção de março e abril.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Ministro das Comunicações ironiza lamentos pela morte de 500 mil pessoas pela Covid

Entre depoimentos sobre a morte de 500 mil brasileiros pela Covid-19, destoou o tom irônico utilizado pelo ministro das Comunicações de Bolsonaro, Fábio Faria. Ele debochou da onda de protestos e manifestações de solidariedade nas redes sociais, pouco antes de a expressão “meio milhão” subir aos assuntos mais comentados no Twitter.

“Em breve vcs [sic] verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, escreveu.
O Brasil chega a meio milhão de mortos pela Covid-19 neste sábado, segundo registros oficiais das secretarias de Saúde dos estados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. A marca, portanto, não é a oficial divulgada pelo Ministério da Saúde.

O número real, porém, deve ser ainda maior, já que nem todos os infectados fazem o exame para detectar a presença do coronavírus.

Depois de lançar a ironia, o ministro fez nova publicação, desta vez em cima de um post do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga defendendo a estratégia de vacinação do governo.

“Sou testemunha da sua luta. Trabalha incansavelmente para sairmos desse luto e vacinarmos os brasileiros. Metade da população que morreu por Covid no ano passado e ainda não existia a vacina [sic]”, disse Faria. “Temos 660 milhões de doses para vacinarmos todo o Brasil”.

Outros políticos, da esquerda à direita, também se manifestaram nas redes sociais, mas sem ironias. Entre eles, Eduardo Paes, João Amoedo, Guilherme Boulos e Jaques Wagner.

Até esta sexta-feira (18), o país registrava 61.859.364 pessoas vacinadas com a primeira dose. O número de vacinados com a segunda dose é de 24.171.806 pessoas, o que representa pouco mais de 11% da população.

Este sábado também é marcado por manifestações em diferentes cidades do país contra o presidente Jair Bolsonaro. Os protestos nacionais, que reúnem milhares de pessoas, são pelo impeachment do presidente, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Cardápio para jejum intermitente

O cardápio para jejum intermitente deve priorizar alimentos saudáveis, como frutas e vegetais frescos, leguminosas e cereais integrais, como arroz e macarrão integrais, que são ricos em fibras, vitaminas e minerais, que ajudam a equilibrar o nível de açúcar no sangue, importante para o controle da fome durante o jejum.

É importante que no cardápio para jejum intermitente também sejam priorizadas as proteínas magras, como peixes brancos, tofu e frango, pois além de serem de fácil digestão, o que é importante após ficar muitas horas sem comer, também promovem a manutenção da massa muscular e o controle da fome, ajudando também no emagrecimento. Entenda como o jejum pode ajudar no emagrecimento.

Já os alimentos industrializados, como refrigerantes, molhos prontos e biscoitos, e os muito gordurosos, como frituras e sorvetes, são de difícil digestão, favorecem o ganho de peso e o surgimento de doenças, como diabetes, pressão alta e obesidade, não devendo ser consumidos no jejum intermitente.

Cardápio para jejum intermitente

O que comer depois do jejum

Depois do jejum, é importante priorizar alimentos ricos em fibra como frutas e vegetais frescos, cereais integrais, e de proteínas magras, como peixe branco e frango, que promovem o controle da fome e mantêm a massa muscular. Alguns destes alimentos são:

  • Vegetais frescos, como couve-flor, abobrinha, chuchu, alface, rúcula e tomate;
  • Frutas, inteiras e frescas, como laranja, banana, uva, melancia e manga;
  • Cereais integrais, como arroz integral, macarrão integral, aveia e farinha de trigo integral;
  • Leguminosas, como feijão, lentilha, grão de bico, ervilha e tremoços;
  • Proteína animal magra, como músculo bovino, frango, peixes de carne branca e ovos;
  • Proteína vegetal, como tofu e missô;
  • Gorduras vegetais, como nozes, óleo de coco, azeite extra virgem e castanha do Pará.

Além dos alimentos, pode-se consumir especiarias como canela, cúrcuma e pimenta. É também recomendado beber pelo menos  2,5 litros de líquidos por dia, incluindo água e chás naturais como o chá verde e o de hibisco, que ajudam a aumentar o metabolismo, favorecendo a perda de peso.

Veja com a nossa nutricionista como fazer e os benefícios do jejum intermitente:

Posso comer ou beber durante o jejum?

Durante o jejum intermitente é permitido beber somente água, café e chá de ervas sem açúcar ou adoçante. Caso contrário, pode haver aumento dos níveis de insulina no sangue, o que atrapalha o jejum. Entenda melhor como é o jejum intermitente

Quais alimentos evitar após o jejum

Após o jejum intermitente, deve-se evitar o consumo de alimentos industrializados, como açúcar refinado, molhos prontos, refrigerantes e molhos prontos. 

Além disso, é importante evitar alimentos muito gordurosos, como frituras, queijos gordos, como cheddar ou gorgonzola, e sorvetes, pois são alimentos de difícil digestão e que também favorecem o ganho de peso e o surgimento de doenças, como câncer, diabetes, pressão alta e obesidade. Por isso, o consumo destes alimentos deve ser evitado após o jejum intermitente.

Exemplo de cardápio para jejum intermitente de 18 horas

Este é um modelo de um cardápio do que se pode comer no jejum intermitente de 18 horas:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã 

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Almoço (13:00)

1 sobrecoxa de frango ensopada com brócolis e cenoura + 3 col de sopa de arroz integral + 2 col de sopa de feijão + salada com alface, agrião e tomate + 1 pera com casca

1 filé de peixe assado com tomates e pimentões + 2 batatas pequenas assadas + chicória refogada + 1 tangerina

1 pegador de espaguete integral com molho de tomate caseiro + 1 bife grelhado + salada de grão de bico com cenoura, cebola e tomate + 1 fatia média de melão

Lanche da tarde (16:00)

1 banana em rodelas com 1 col de sopa de aveia, 1 col de sobremesa de manteiga de amendoim e canela em pó à gosto

1 porção de castanha e caju + 1 fatia média de melancia

Torrada com 1 fatia de pão integral, ¼ de abacate fatiado fino,  1 col de sobremesa de creme de ricota, sal e pimenta

Jantar (19:00)

1 omelete de vegetais com 2 ovos, espinafre, cebola e tomate + 2 col sopa de quinoa + 2 col sopa salada feijão fradinho + ½ abacate

1 filé de frango grelhado com cebola e pimentões + 2 col de sopa de arroz integral + salada de alface, rúcula e espinafre + 1 caqui

1 posta de peixe ensopado + brócolis, cenoura e couve flor refogados + 2 batatas doces pequenas cozidas + + 1 pêssego

Ceia

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Este cardápio é apenas um exemplo de como o jejum intermitente de 18 horas pode ser feito. Para melhores resultados durante o jejum, além da prática regular de atividade física, é fundamental realizar uma consulta com um nutricionista para elaboração de um plano alimentar adequado às necessidades individuais.

Fonte tuasaude.com

Brasil ainda precisa aplicar 204 milhões de doses e pode atingir cobertura vacinal apenas em 2022, diz estudo

O Brasil ainda precisa aplicar cerca de 204 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para atingir a desejável cobertura de 90% da população acima de 18 anos —uma meta segura para controlar a epidemia da Covid-19.

LONGA JORNADA

Apesar do novo calendário acelerado de vacinação, na velocidade atual a cobertura vacinal completa desta população pode ser alcançada apenas em meados de 2022.

JORNADA 2

Os dados e as conclusões são de um estudo feito por professores da USP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com base no banco de dados oficial do Ministério da Saúde.

ALVO

O país tem hoje 160 milhões de cidadãos brasileiros com mais de 18 anos e que são elegíveis para a vacinação.

ALVO 2

O caminho para se chegar ao percentual seguro de 90% de imunizados (ou 144 milhões de pessoas) ainda é longo: até a quinta (17), 60 milhões, ou 37,5% da população adulta, já tinham recebido pelo menos a primeira dose da vacina.

ALVO 3

Destes, apenas 24 milhões, ou 14,9% da população adulta, receberam também a segunda dose.

ALVO 4

No país há hoje, portanto, 62,5% de brasileiros, ou 100 milhões de pessoas, que ainda não receberam nem sequer uma dose do imunizante. E 85,1% que ainda não tomaram a segunda dose e por isso não estão completamente imunizados.

AGULHA

Os professores calculam que, para que a imunização coletiva seja atingida ainda neste ano, será necessário aplicar mais de um milhão de doses diárias de vacinas até dezembro.

AGULHA 2

A meta é considerada factível por eles, “considerando o histórico de sucessos de campanhas de vacinação do SUS”. Mas não será alcançada “se mantidas as médias abaixo de 700 mil doses diárias que vêm sendo observadas”, diz o professor Guilherme Loureiro Werneck, da UERJ, um dos coordenadores do trabalho, que é assinado também por Ligia Bahia e Jéssica Pronestino de Lima Moreira, da UFRJ, e Mário Scheffer, da USP.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Noripurum: para que serve e como tomar

O Noripurum é um remédio usado no tratamento de anemias de hemácias pequenas e anemias causadas por deficiência de ferro, no entanto, também pode ser usado em pessoas que não têm anemia, mas que apresentam níveis baixos ferro.

Este medicamento pode ser utilizado de várias formas, dependendo de cada situação, tendo cada um deles uma maneira diferente de tomar e pode ser comprado em farmácias mediante prescrição médica.

Noripurum: para que serve e como tomar

1. Noripurum comprimidos

Os comprimidos de Noripurum têm na sua composição 100 mg de ferro tipo III, indispensável para a formação de hemoglobina, que é uma proteína que permite o transporte de oxigênio pelo sistema circulatório, podendo ser usado nas seguintes situações:

  • Sinais e sintomas da deficiência de ferro que ainda não se manifestou ou se manifestou de maneira suave;
  • Anemias ferroprivas devidas a subnutrição ou carências alimentares;
  • Anemias devidas a má absorção intestinal;
  • Anemias por deficiência em ferro durante a gravidez e amamentação;
  • Anemias devido a sangramento recente ou por períodos longos.

A toma de ferro deve ser sempre aconselhada pelo médico, depois do diagnóstico, sendo por isso muito importante conhecer os sintomas da anemia. Saiba como identificar uma anemia por falta de ferro.

Como tomar

Os comprimidos mastigáveis de Noripurum estão indicados para crianças a partir de 1 ano de idade, em adultos, grávidas e lactantes. A dose e a duração da terapia variam muito em função do problema da pessoa, mas geralmente a dose recomendada é:

Crianças (1-12 anos) 1 comprimido de 100 mg, 1 vez por dia
Grávidas 1 comprimido de 100 mg, 1 a 3 vezes por dia
Lactantes 1 comprimido de 100 mg, 1 a 3 vezes por dia
Adultos 1 comprimido de 100 mg, 1 a 3 vezes por dia

Este remédio deve ser mastigado durante ou imediatamente após as refeições. Como complemento deste tratamento, pode fazer-se também uma alimentação rica em ferro, com morangos, ovos ou vitela, por exemplo. Veja mais alimentos ricos em ferro.

2. Noripurum injetável

As ampolas de Noripurum solução injetável têm na sua composição 100 mg de ferro III, que pode ser usado nas seguintes situações:

  • Anemias ferropênicas graves, que acontecem após hemorragias, partos ou cirurgias;
  • Distúrbios de absorção gastrointestinal, quando não é possível tomar comprimidos ou gotas;
  • Distúrbios de absorção gastrointestinal, em casos de falta de adesão ao tratamento;
  • Anemias no 3º trimestre da gravidez ou no pós-parto;
  • Correção da anemia ferropênica no pré-operatório de grandes cirurgias;
  • Anemias ferroprivas que acompanham a insuficiência renal crônica.

Como usar

A dose diária deve ser determinada individualmente de acordo com o grau de deficiência em ferro, o peso e os valores de hemoglobina no sangue:

Valor de Hemoglobina

6 g/dl 7,5 g/dl 9 g/dl 10.5 g/dl
Peso em Kg Volume de injetável (ml) Volume de injetável (ml) Volume de injetável (ml) Volume de injetável (ml)
5 8 7 6 5
10 16 14 12 11
15 24 21 19 16
20 32 28 25 21
25 40 35 31 26
30 48 42 37 32
35 63 57 50 44
40 68 61 54 47
45 74 66 57 49
50 79 70 61 52
55 84 75 65 55
60 90 79 68 57
65 95 84 72 60
70 101 88 75 63
75 106 93 79 66
80 111 97 83 68
85 117 102 86 71
90 122 106 90 74

A administração deste medicamento na veia deve ser feita e calculada por um profissional de saúde e caso a dose total necessária ultrapasse a dose única máxima permitida, que é de 0.35 ml/Kg, a administração deve ser dividida.

3. Noripurum gotas

As gotas de Noripurum tem na sua composição 50mg/ml de ferro tipo III, que pode ser usado nas seguintes situações:

  • Sinais e sintomas da deficiência de ferro que ainda não se manifestou ou se manifestou de maneira suave;
  • Anemias ferroprivas devidas a subnutrição ou carências alimentares;
  • Anemias devidas a má absorção intestinal;
  • Anemias por deficiência em ferro durante a gravidez e amamentação;
  • Anemias devido a sangramento recente ou por períodos longos.

Para que o tratamento tenha melhores resultados, é importante ir ao médico mal apareçam os primeiros sintomas. Saiba quais os sintomas de falta de ferro.

Como tomar

As gotas de Noripurum estão indicados para crianças a partir do nascimento, em adultos, grávidas e lactantes. A dose e a duração da terapia varia muito em função do problema da pessoa. Assim, a dose recomendada varia da seguinte forma:

  Profilaxia da anemia Tratamento da anemia
Prematuros —- 1 – 2 gotas / kg
Crianças até 1 ano 6 – 10 gotas / dia 10 – 20 gotas / dia
Crianças de 1 a 12 anos 10 – 20 gotas / dia 20 – 40 gotas / dia
Maiores de 12 anos e lactantes 20 – 40 gotas / dia 40 – 120 gotas / dia
Grávidas 40 gotas / dia 80 – 120 gotas / dia

A dose diária pode ser ingerida de uma vez ou dividida em doses separadas, durante ou imediatamente após as refeições, podendo ser misturada com mingau, suco de frutas ou leite. As gotas não devem ser dadas diretamente na boca das crianças.

Possíveis efeitos colaterais

No caso dos comprimidos e das gotas, as reações adversas deste remédio são raras, mas pode ocorrer dor abdominal, prisão de ventre, diarreia, enjoo, dor de barriga, má digestão e vômito. Além disso, também podem ocorrer reações na pele como vermelhidão, urticária e coceira.

No caso do noripurum injetável, pode ocorrer com alguma frequência alteração passageira do paladar. As reações adversas mais raras são pressão arterial baixa, febre, tremores, sensação de calor, reações no local da injeção, enjoo, dor de cabeça, vertigens, aumento dos batimentos cardíacos, palpitações, falta de ar, diarreia, dor muscular e reações na pele como vermelhidão, urticária e coceira.

É também muito frequente o escurecimento das fezes em pessoas que estão a fazer tratamento com ferro.

Quem não deve usar

O Noripurum não deve ser usado em pessoas com alergia ao ferro III ou a qualquer outro componente da fórmula, que tenham doenças agudas no fígado, doenças gastrointestinais, com anemias não causadas pela deficiência em ferro ou pessoas que são incapazes de o utilizar, ou mesmo em situações de sobrecarga férrica.

Além destes casos, o Nopirum endovenoso também não deve ser usado no primeiro trimestre da gravidez.

Fonte tuasaude.com