Morte cerebral: o que é, sintomas e possíveis causas

A morte cerebral, também conhecida como morte encefálica, é a perda irreversível de todas as funções do cérebro, incluindo o tronco cerebral, que é a região responsável por controlar a respiração, os batimentos cardíacos e a pressão arterial, além dos movimentos e audição. Isto significa que uma pessoa com morte cerebral não tem capacidade de manter as funções vitais do corpo, como respirar sozinho e nem responder a estímulos.

Algumas condições, como traumatismo craniano, AVC ou hemorragia no cérebro, podem causar a morte cerebral, que é confirmada por um ou mais médicos, como neurologista ou neurocirurgião, através da avaliação dos danos no cérebro e de testes que verificam a presença de resposta a estímulos e a atividade cerebral, por exemplo. 

As funções vitais da pessoa em morte cerebral podem ser mantidas no hospital com ajuda de aparelhos, mas a pessoa é considerada legalmente e clinicamente morta, pois não existe chance de recuperação. Apesar de ser uma situação difícil e delicada para os familiares, é nesse momento que se pode fazer a doação de órgãos, se for possível.

Morte cerebral: o que é, sintomas e possíveis causas

Possíveis causas

A morte cerebral pode acontecer quando o fornecimento de sangue ou oxigênio para o cérebro é interrompido, o que pode ser causado por:

  • Traumatismo craniano;
  • Parada cardiorrespiratória;
  • Infarto;
  • Derrame cerebral (AVC);
  • Inchaço no cérebro;
  • Infecções no cérebro como encefalite;
  • Hemorragia cerebral;
  • Embolia;
  • Aneurisma cerebral;
  • Aumento da pressão intracraniana;
  • Tumor no cérebro;
  • Overdose;
  • Hipoglicemia grave. 

Estas e outras causas levam a um inchaço do cérebro, conhecido cientificamente como edema cerebral, que associado a impossibilidade de expansão devido ao crânio, leva à compressão, à diminuição da atividade cerebral e a danos irreversíveis no sistema nervoso central.

Principais sinais e sintomas

Os sinais que indicam que se trata de uma morte cerebral, e que a pessoa não irá se recuperar, são: 

  • Ausência de respiração espontânea, ou seja, a pessoa não consegue respirar sozinha, sendo a respiração mantida com ajuda de aparelhos ;
  • Ausência de dor ou de resposta a estímulos, como picar uma agulha no corpo ou tocar no globo ocular da pessoa;
  • Ausência de contração das pupilas dos olhos, quando estimulada por uma fonte de luz como lanterna, por exemplo;
  • Não engasgar quando algo é colocado na parte superior da garganta.

Na presença desses sinais e sintomas, os médicos devem confirmar o diagnóstico através da realização de testes para morte cerebral.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da morte cerebral deve ser feito por dois médicos diferentes, mediante a observação dos sintomas e através de exames que devem ser realizados em dois dias diferentes, que incluem:

  • Teste de reação das pupilas utilizando uma lanterna para verificar se as pupilas se contraem quando expostas à luz; 
  • Teste de sensibilidade dos olhos para avaliar se a pessoa reage quando se encosta um tecido ou pedaço de algodão no globo ocular;
  • Avaliação da resposta à estímulos ao aplicar pressão na testa e no nariz;
  • Teste de movimento dos olhos inserindo água gelada em cada orelha para ver se a pessoa movimenta os olhos ao receber esse estímulo;
  • Teste de engasgo ou reflexo de tosse ao inserir um pequeno tubo fino de plástico na traqueia;
  • Teste de apnéia que avalia a capacidade da pessoa respirar por conta própria, ao desligar o aparelho de respiração por um curto período de tempo;
  • Teste de resposta a estímulos verbais, em que é verificada a capacidade da pessoa falar ou responder;
  • Avaliação da frequência cardíaca em aumentar em mais de 5 batimentos por minuto após tomar uma dose de 1 a 2 mg de atropina diretamente na veia;
  • Eletroencefalograma para avaliar se o cérebro possui atividade elétrica;
  • Angiografia cerebral para verificar a presença de fluxo sanguíneo no cérebro;
  • Doppler Transcraniano para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo no cérebro;
  • Cintilografia de perfusão cerebral para analisar se existe fluxo sanguíneo e metabolismo cerebral.

Antes de iniciar os testes para confirmar a morte cerebral, os médicos devem realizar uma série de exames e verificações para garantir que os sintomas não sejam causados por outros fatores como overdose de drogas, venenos ou medicamentos, hipotermia, hipotireoidismo, encefalite do tronco cerebral, encefalopatia causada por insuficiência hepática ou síndrome de Guillain-Barré, por exemplo. 

A morte cerebral tem volta?

A morte cerebral não tem volta pois o cérebro sofreu um dano que não é possível reverter. Isto significa que o cérebro já não está mais funcionando e não existe possibilidade de voltar a funcionar. No entanto, apesar do cérebro não ter mais nenhuma atividade, outros órgãos como rins, fígado ou coração ainda podem funcionar por um curto período de tempo, enquanto a pessoa é mantida “viva” por aparelhos no hospital.

Quando os médicos confirmam a morte cerebral, isto significa que a pessoa já morreu, mas é apenas no momento em que os aparelhos são desligados que a pessoa é verdadeiramente dita como morta. Neste caso, desligar os aparelhos não é considerado eutanásia, pois não existem chances da pessoa sobreviver.

A pessoa com morte cerebral pode ser mantida “viva” através dos aparelhos por quanto tempo a família desejar, embora só seja desejado que o paciente seja mantido neste estado por algum tempo se for doador de órgãos, para garantir a retirada dos órgãos para posterior transplante em outro paciente.

A morte cerebral é o mesmo que estar em coma ou estado vegetativo?

Quando uma pessoa tem a morte cerebral confirmada significa que nenhuma parte do cérebro da pessoa está funcionando mais e, legalmente a pessoa é considerada morta, o que é diferente de estar em coma ou em estado vegetativo, pois nesses casos existe alguma função do tronco cerebral e possivelmente de alguma outra parte do cérebro e a pessoa é legalmente considerada viva. Entenda melhor a diferença entre morte cerebral e coma.

Fonte tuasaude.com

Aparelho ortodôntico estético: conheça todos seus benefícios

O aparelho ortodôntico estético é a melhor opção de tratamento de ortodontia para quem não deseja um sorriso metálico. Muitas pessoas ao serem encaminhadas para um tratamento ortodôntico desanimam só por pensarem nos braquetes, fios e borrachinhas, no entanto, desconhecem as demais ramificações desse procedimento com aparelho ortodôntico. Conheça tudo sobre o aparelho ortodôntico estético, …

O post Aparelho ortodôntico estético: conheça todos seus benefícios apareceu primeiro em Clinica OralDents.

Governo afirma ao STF que 72% dos índios já receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19

O governo federal informou ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), que 72% dos índios do Brasil já receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19.

O magistrado, que é relator da ação em curso no Supremo que requer proteção à população indígena contra a pandemia do coronavírus, reuniu-se presencialmente nesta terça-feira (22) com os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, da Defesa, Braga Netto, e da Advocacia-Geral da União, André Mendonça.

Barroso tem feito duras críticas à atuação do Executivo para evitar a disseminação da doença em povos tradicionais e já afirmou que o governo não tem cumprido uma série de ordens judiciais que ele expediu para proteger os índios.

Nesta terça, os integrantes do primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro esclareceram ao ministro as medidas que vêm adotando para assegurar que a Covid-19 não seja propagada na população indígena.

Mais cedo, Barroso havia se reunido por videoconferência com lideranças das comunidades indígenas Munduruku e Yanomami, que relataram dificuldades e riscos para a segurança em razão da presença de invasores em suas áreas.

Na reunião com o ministro, porém, Braga Netto garantiu que questões orçamentárias foram superadas e que as Forças Armadas estão prontas para apoiar a Polícia Federal na execução do plano que visa isolar os índios de invasores que estão em terras indígenas.

Na sua última decisão nesta ação, Barroso havia afirmado que a atuação do governo federal sobre o tema estava “sendo marcado pela falta de transparência e por atos protelatórios de toda ordem quanto ao atendimento de saúde e vacinação de povos indígenas localizados em terras não homologadas e aos povos indígenas urbanos sem acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS)”.

A primeira ordem judicial de Barroso sobre o tema foi em julho do ano passado. No mês seguinte, o plenário do Supremo referendou, por unanimidade, a decisão em que o magistrado havia mandado o governo adotar uma série de medidas para proteger a população indígenas do avanço da pandemia.

Desde o julgamento do plenário, porém, Barroso vem fazendo críticas às ações do governo para atender às determinações.

Nesta terça, o magistrado agradeceu a colaboração dos ministérios da Saúde e da Defesa, que classificou como indispensáveis para a preservação da saúde das comunidades indígenas.

“Nós ocupamos o território que era originariamente dos indígenas. Para além das questões humanitárias, temos o dever moral de protegê-los”, declarou o ministro.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

O açúcar pode varias de acordo com a origem do produto e com o seu processo de fabricação. A maior parte do açúcar consumido é feito a partir da cana-de-açúcar, mas também há produtos como açúcar de coco.

O açúcar é um tipo de carboidrato simples que deve ser evitado e consumido apenas em pequenas quantidades, de preferência sem usá-lo na rotina alimentar diária. O seu consumo excessivo pode causar problemas como aumento de peso, diabetes e inflamação no organismo.

Veja a seguir 7 tipos de açúcar e suas características:

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

1. Açúcar cristal

O açúcar cristal, assim como o açúcar refinado, possui cristais grandes e irregulares, que são transparentes ou levemente amarelados, fáceis de serem dissolvidos. Durante a sua fabricação,  adicionam-se produtos químicos para deixá-lo branco e saboroso, mas, com isso, as vitaminas e os sais minerais são perdidos.

Apesar de a maior parte do açúcar cristal ser branco, também é possível encontrá-lo em diversas cores, sendo usado principalmente para decorar bolos e doces de aniversários. Para obter açúcar rosa, azul ou laranja, por exemplo, a indústria adiciona corantes artificiais durante o seu preparo. Conheça 10 formas naturais de substituir o açúcar.

2. Açúcar de confeiteiro

O açúcar de confeiteiro possui grãos muito finos, sendo ideal para a fabricação de preparações como chantilly, coberturas e glacês mais homogêneos, além de ser usado para decorar bolos e tortas. Ele tem um aspecto de talco ou neve fininha, dilui bem mais facilmente que o açúcar cristal, e durante a sua fabricação adiciona-se amido na fórmula, para que o grãos super pequenos não voltem a se unir novamente.

3. Açúcar mascavo

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

O açúcar mascavo é obtido a partir do cozimento do calda da cana-de-açúcar, mantendo boa parte de seus nutrientes, como ferro, ácido fólico e cálcio. Por não ser refinado, ele também possui grãos maiores e mais escuros, que não diluem facilmente como do açúcar refinado, e que têm um sabor bem parecido com o da cana-de-açúcar.

Apesar de ser uma das versões mais saudáveis, ele também é rico em calorias, devendo ser consumido apenas em pequenas quantidades.

4. Açúcar demerara

Parecido com o açúcar mascavo, o demerara se diferencia por passar por um leve processo de purificação e refinamento, mas sem a utilização de aditivos químicos. Ele também mantém os minerais presentes na cana-de-açúcar, e dilui mais facilmente e tem um sabor mais ameno que o açúcar mascavo.

5. Açúcar light

O açúcar light é obtido a partir de uma mistura entre o açúcar refinado e adoçantes artificiais ou naturais, fazendo com que o produto final tenha um poder adoçante maior que o açúcar comum, mas com menos calorias. No entanto, seu sabor lembra um pouco do sabor artificial dos adoçantes, e ele também não deve ser usado em casos diabetes.

6. Açúcar orgânico

O açúcar orgânico tem as mesmas calorias do açúcar comum, mas preserva uma pequena parte dos nutrientes presentes na cana de açúcar. A diferença principal é que durante a produção do açúcar orgânico não são utilizados ingredientes artificiais, adubos, fertilizantes químicos ou agrotóxicos em nenhuma etapa. Ele também se diferencia por não ser refinado, tendo um formato mais grosso e mais escuro, além de ter um preço mais caro.

7 tipos de açúcar: diferenças e qual o melhor para a saúde

7. Açúcar de coco

O açúcar de coco é obtido a partir da seiva do coqueiro, não sendo extraído do fruto coco. Ele é um alimento minimamento processado, não contendo conservantes e nem passando por processos de refinamento, como acontece com o açúcar comum. Ele tem um índice glicêmico mais baixo que o açúcar comum, ajudando a não alterar muito a glicemia.

Além disso, ele contém minerais como ferro, zinco, potássio e magnésio, e vitaminas do complexo B.

É importante lembrar que por ser um carboidrato simples, todo tipo de açúcar deve ser evitado em casos de diabetes, além de dever ser consumido apenas em pequenas quantidades para manter a saúde e o peso equilibrados.

Veja a diferença de calorias entre os tipos de açúcar e os adoçantes artificiais.

Fonte tuasaude.com

Criança de favela vê espaços para brincar minguarem na pandemia

Há alguns meses, Priscila Santos da Silva, 25, comprou um videogame para Felipe e Gustavo. O pedido dos dois filhos de cinco anos foi resultado das muitas horas que a família tem passado em casa depois que a escola parou.

Morando no Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, os irmãos estão entre as milhares de crianças de favelas brasileiras que viram os espaços para brincar minguarem com o início da pandemia, ampliando mais uma das desigualdades entre ricos e pobres no país.

A pesquisa “O Brincar nas Favelas Brasileiras”, divulgada recentemente, mostra que 85% das mães de comunidades afirmam que os filhos têm se entretido, sobretudo, no quintal ou dentro da residência, o que acontecia em 63% dos lares antes da Covid-19.

A escola ou creche como espaço para as brincadeiras caiu de 50% para 9%, e a pracinha do bairro, por exemplo, encolheu de 21% para 14%, apesar de ambos estarem entre os lugares que as mulheres mais citam quando questionadas sobre onde gostariam que os pequenos se divertissem.

Com isso, a maioria das mães tem tido dificuldade em conciliar todas as suas atividades e achar tempo para estudar ou brincar com as crianças, que ficam principalmente assistindo à TV e brincando com os irmãos ou sozinhas.

A pesquisa foi feita pelos institutos Locomotiva e Data Favela em parceria com a agência Purpose e a Fundação Lego. Foram entrevistadas de forma online 816 mães de comunidades pelo país com filhos de até seis anos, entre 31 de outubro e 9 de novembro, além de abranger conversas e observações com 12 mulheres.

Elas são em sua maioria negras e se declaram chefes de família —pouco mais da metade está solteira ou separada. Cerca de um terço é dona de casa, e outro terço está desempregado, sendo que a renda média é de R$ 827, menos que um salário mínimo.

“Ocorreram dois fenômenos na pandemia. Um, mais óbvio, foi o aumento do déficit educacional entre crianças ricas e pobres, que não têm as mesmas tecnologias e acompanhamento dos pais. Mas houve também o aumento do déficit no direito de brincar”, diz Renato Meirelles, presidente do Locomotiva e fundador do Data Favela.

“A criança pobre não tem condomínio, espaço público à disposição, profissionais especializados na brincadeira como babás e professores, e as escolas públicas retornaram menos às aulas do que as privadas. Essa desigualdade ficou mais trágica agora”, afirma.

A ausência total de espaços para se divertir nas comunidades é relatada por 30% das mães, incluindo praças, parquinhos, quadras, ONGs, associações ou projetos culturais. As praças são os equipamentos mais comuns nessas áreas, citadas por metade das mulheres.

A pesquisa aponta ainda uma série de problemas urbanísticos que podem atrapalhar e gerar riscos, trazendo fotos de vias sem pavimento, becos irregulares, escadas e córregos sem proteção, lixo e poças d’água sujas.

Outro obstáculo importante é o contexto social da favela. Questionadas sobre os fatores que impedem que os filhos brinquem na rua, 72% das mães mencionam o uso de drogas ao ar livre e 64%, a violência na região. A presença de carros, brigas, “mau exemplo” dos moradores e bailes funk também estão entre os receios.

Morando a alguns passos de várias bocas de fumo, Priscila é uma das que não costuma deixar as crianças do lado de fora. “Tem gente que fica fumando maconha, aí não gosto que eles fiquem vendo. Aqui não tem tiroteio como no Rio, por exemplo, mas tem vez que os moleques roubam um carro e vêm para cá, aí entra polícia, tenho medo”, conta.

Todos esses fatores somados sobrecarregam ainda mais as mulheres. O estudo conclui que o maior tempo de convivência com os filhos na pandemia não as levou, necessariamente, a participar mais ativamente das brincadeiras, já que “boa parte desse tempo acabou preenchido por intermináveis tarefas domésticas”.

Questionadas sobre situações que estão enfrentando, 86% afirmam que não têm tempo para si e mais de 60% relatam problemas para conciliar o cuidado com a casa, o trabalho e as crianças. Consequentemente, a maioria tem dificuldade em achar tempo para auxiliá-las nos estudos e metade, para brincar com elas.

O resultado é que, quando estão atarefadas, elas acabam recorrendo às telas: 66% costumam deixar os filhos assistindo a desenhos na televisão e 48%, jogando no celular ou tablet, ainda que isso implique em uma série de preocupações quanto ao conteúdo visto.

“Ultimamente eles ficam bastante no videogame, que comprei porque estavam pedindo muito. Na Netflix veem mais desenho de criança, mas como o YouTube é mais aberto eu só deixo eles mexerem quando estou perto”, conta Priscila, que preferiu não levar os dois meninos de cinco anos às aulas presenciais após duas professoras pegarem Covid.

Meirelles, do instituto Locomotiva, analisa que a pandemia acabou com uma parte do brincar relacionada à educação. “O brincar na escola, socializando com outras crianças sob supervisão de alguém, foi fortemente prejudicado”, afirma.

Outro problema é que, na prática, os mais velhos deixam de fazer suas próprias coisas para cuidar dos mais novos. Quatro em cada dez mães dizem que é com os irmãos que os menores brincam quando elas estão ocupadas. O pai aparece em apenas 13% das respostas.

Essas dificuldades vão permanecer quando as escolas voltarem ao normal e a crise do coronavírus passar? Meirelles acha que algumas podem se dissipar, mas muitas são reflexos de problemas estruturais. “O déficit de espaços públicos, creches e outros problemas permanecem”, diz.

As mães de favelas lamentam diante da consciência da relevância que as brincadeiras têm no desenvolvimento da criança. Em uma escala de 0 a 10, 78% classificam como 9 ou 10 o nível de importância das brincadeiras para o aprendizado.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Pastilhas para garganta (irritada, inflamada e dolorida)

As pastilhas para garganta, como Benalet ou Ciflogex, podem ajudar a aliviar a dor, irritação ou inflamação na garganta, por terem na sua composição anestésicos locais, antissépticos ou anti-inflamatórios. Além disso, algumas pastilhas também ajudam a aliviar a tosse irritativa, que é muitas vezes a causa de dor de garganta.

Estas pastilhas podem ser encontradas em farmácias ou drogarias e, apesar de serem vendidas sem receita médica, o ideal é consultar o otorrinolaringologista para avaliar a causa da dor ou inflamação na garganta e iniciar o tratamento mais adequado.

Pastilhas para garganta (irritada, inflamada e dolorida)

Algumas opções de pastilhas para garganta são: 

1. Strepsils

As pastilhas Strepsils contém flurbiprofeno, que é um anti-flamatório não esteróide que possui potentes propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias. Por isso, estas pastilhas podem ser usadas para o alívio da dor, irritação e inflamação da garganta. 

O efeito de cada pastilha tem a duração de cerca de 3 horas e o efeito inicia 15 minutos após sua utilização.

Como usar: a dose recomendada é de 1 pastilha de Strepsils, que deve ser dissolvida na boca, a cada 3 a 6 horas ou conforme necessidade, não se devendo ultrapassar as 5 pastilhas por dia e o tratamento não deve ser feito por mais de 3 dias.

Quem não deve usar: estas pastilhas não devem ser usadas por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com alergia ao flurbiprofeno ou a qualquer componente da fórmula.

Além disso, as pastilhas de Strepsils não devem ser usadas por pessoas com alergia ao ácido acetilsalicílico ou qualquer outro anti-inflamatório, como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo, ou por pessoas com úlcera no estômago ou no intestino, histórico de sangramento ou perfuração gastrointestinal, colite severa, doença cardíaca, nos rins ou no fígado.

Efeitos colaterais: alguns dos efeitos colaterais que podem ocorrer são calor, queimadura na boca, tontura, dor de cabeça, formigamento, coceira, irritação na garganta, diarréia, ulceração na boca, náusea e desconforto na boca.

2. Benalet

As pastilhas Benalet contêm a difenidramina na sua composição, um tipo de antialérgico, que age diminuindo os efeitos da histamina no corpo, que é responsável pelos sintomas de alergia, e por isso é indicada para auxiliar no tratamento da tosse, irritação da garganta ou faringite, causadas por inflamação das vias respiratórias.

Além disso, essas pastilhas também contém citrato de sódio e o cloreto de amônio, que atuam como expectorantes, deixando o catarro mais líquido e auxiliando na passagem do ar pelas vias aéreas. 

As pastilhas Benalet podem ser encontradas em diferentes sabores como menta, framboesa ou mel e limão, e o início de ação ocorre entre 1 e 4 horas após a utilização.

Como usar: a dose recomendada é de, no máximo, 2 pastilhas por hora, não se devendo ultrapassar 8 pastilhas por dia.

Quem não deve usar: estas pastilhas não devem ser usadas por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula, problemas no fígado ou nos rins, ou diabetes.

Efeitos colaterais: alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento são sonolência, vertigens, secura na boca, náuseas, vômitos, sedação, diminuição da secreção do muco, prisão de ventre ou retenção de urina. 

3. Neopiridin

A pastilha Neopiridin contém benzocaína, que é um anestésico tópico, além do cloreto de cetilpiridínio, que possui propriedade antissépticas e, por isso, é indicado para alívio rápido e temporário da dor e irritação da boca e da garganta causadas por inflamação na faringe, garganta ou boca, ou nos casos de resfriado. 

Como usar: deve-se deixar dissolver na boca uma pastilha, de acordo com as necessidades, não excedendo a 6 pastilhas por dia, ou segundo critério médico

Quem não deve usar: esta pastilha não deve ser usada por crianças com menos de 6 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, ou por pessoas com história de alergia aos anestésicos locais ou ao cloreto de cetilpiridínio.

Efeitos colaterais: pode ocorrer sensação de queimação na boca, alterações no paladar ou leve alteração na cor dos dentes. Além disso, podem ocorrer reações alérgicas como sensações de queimação, irritação ou inchaço na boca, e neste caso deve-se interromper o uso e procurar ajuda médica o mais rápido possível ou o pronto socorro mais próximo.

4. Ciflogex

As pastilhas Ciflogex têm cloridrato de benzidamina na sua composição, na dose de 3 mg, com ação anti-inflamatória, analgésica e anestésica, sendo indicada para a garganta inflamada e dolorida. 

Estas pastilhas estão disponíveis em diferentes sabores, como menta-limão diet, laranja, mel e limão, menta e limão ou cereja.

Como usar: a dose recomendada do Ciflogex é de 1 pastilha, que deve ser dissolvida na boca, 2 ou mais vezes ao dia até o alívio dos sintomas, não se devendo ultrapassar o limite máximo de 10 pastilhas por dia.

Quem não deve usar: estas pastilhas não devem ser utilizadas por crianças com menos de 6 anos, por mulheres grávidas ou em amamentação, por pessoas que tenham alergia ao cloridrato de benzidamina ou outros componentes da fórmula. Os sabores laranja, mel e limão, menta e limão e cereja, como contêm açúcar, não devem ser usados por pessoas diabéticas. 

Efeitos colaterais: os efeitos colaterais mais comuns do Ciclfogex são urticária ou sensibilidade exagerada à luz. Além disso, as pastilhas de Ciflogex por ter o corante amarelo de tartrazina na sua composição não deve ser usado por pessoas que têm asma brônquica ou pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico, pois pode causar reação alérgica que necessita de atendimento médico imediato. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica. https://www.tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia/ 

5. Amidalin

A pastilha Amidalin tem na sua composição tirotricina, que é um antibiótico de ação local, e benzocaína, que é um anestésico local. Assim, estas pastilhas estão indicadas para auxiliar no tratamento da dor e inflamação da garganta, faringe, boca ou aftas.

Essas pastilhas podem ser encontradas em diferentes sabores como laranja, mel e limão, cereja, menta ou framboesa.

Como usar: para adultos, deve-se deixar dissolver 1 pastilha na boca, a cada hora, evitando usar mais de 10 pastilhas ao dia. Para crianças com mais de 8 anos, a dose recomendada é de, no máximo, 1 pastilha a cada hora, não usar mais do que 5 pastilhas por dia.

Quem não deve usar: as pastilhas Amidalin não devem ser usadas por mulheres grávidas ou em amamentação, crianças com menos de 8 anos ou por pessoas com alergias aos componentes da sua fórmula.

Efeitos colaterais: pode ocorrer, embora raramente, reação alérgica, que desaparece logo com a interrupção do tratamento.

Fonte tuasaude.com

Com dados novos, SP estuda antecipar meta da vacinação de adultos outra vez

O estado de São Paulo já estuda antecipar mais uma vez a meta de vacinar todos os seus habitantes com 18 anos ou mais até 15 de setembro, segundo um integrante da cúpula do governo paulista e um outro envolvido na coordenação do combate à epidemia de Covid-19.

Entre os motivos do otimismo estão: 1) a aceleração da vacinação na semana passada, que contou com grande presença das pessoas da faixa dos 50 anos; 2) perspectiva menos incerta de que o cronograma de entrega de doses para o governo federal seja cumprido.

Gente da gestão de João Doria (PSDB) diz que a ideia de antecipar o calendário vai além da “brincadeira saudável” com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que na sexta-feira (18) antecipou a meta carioca de aplicar a primeira dose em todos os adultos para 15 de agosto e disse que ultrapassará São Paulo.

A Secretaria de Saúde não explicita as premissas que baseiam a projeção de aplicação atual (leia mais adiante), que depende fundamentalmente da entrega de doses para o governo federal. Mas esse integrante da cúpula do governo diz que há “dados novos promissores” e que, não havendo frustração crítica do cronograma federal, a discussão em setembro pode ser diferente. Haveria vacina para dar a primeira injeção em 100% dos adultos e ainda sobraria dose nos postos.

A especulação é que nem todos os adultos comparecerão aos postos para se vacinar ou podem se atrasar para fazê-lo. Segundo Datafolha de maio, 8% dos entrevistados no Brasil não pretendem se vacinar (12%, no grupo de 35 a 44 anos).

Cerca de 15% das pessoas de 60 anos ou mais não haviam tomado a primeira dose até 13 de junho em São Paulo, segundo dados calculados em levantamento feito pela Folha na base federal de dados de vacinação. Entre aquelas pessoas com 70 anos ou mais, seriam 8% sem dose 1. A vacinação para esse grupo começou em 8 de fevereiro (90 anos ou mais) e em 26 de março para aqueles com 70.

Até fevereiro, antes da vacinação em massa, cerca de 77% do número de mortos de Covid acumulado no estado tinham 60 anos ou mais. Medida apenas a semana passada, esse grupo era 49% do total.

Gente envolvida no combate à epidemia em São Paulo diz basear parte do seu otimismo em conversas recentes com o Butantan e a Fiocruz, que teriam passado a informação de que há mais segurança de recebimento de insumos da China e, pois, de produção de doses.

Anima-se também com as entregas de doses da Pfizer, que tem até agora cumprido os prazos. No cronograma federal, do total de doses que seriam entregues em julho, agosto e setembro, cerca de 23% são de AstraZeneca, 28% de Coronavac e 49% de Pfizer.

A estratégia de vários governantes de estabelecer meta de vacinação de dose 1 para todos os adultos deveu-se à maior oferta de vacinas que podem ser aplicadas com intervalo de até 12 semanas (AstraZeneca e Pfizer, 72% das doses a serem oferecidas de julho a setembro), ao aumento do número de doses disponíveis e a um estoque de segurança mais elevado.

Três estudos publicados nas revistas médicas BMJ e The Lancet em março e maio deste ano indicam, em seus resultados mais conservadores, que uma primeira dose de AstraZeneca ou Pfizer pode evitar internações em pelo menos 70% dos casos. A depender da estratégia paulista, é possível que quase todos os que tomaram dose 1 de Coronavac virão a ter tomado a dose 2 até 15 de setembro. Nos testes de fase 3, a vacina fabricada no Butantan evitaria internações em 78% dos casos.

Ainda seria preciso tomar os mesmos cuidados (máscaras, distanciamento), mas os riscos teriam diminuído (caso não surja variante de preocupação nova).

Alguns especialistas dizem que há estratégias melhores de vacinação, como dirigir as doses para estados ou regiões em que a epidemia é mais grave, em vez de mirar grupos de idade, por exemplo, plano que exigiria coordenação nacional.

É o caso da física Patrícia Magalhães, pesquisadora no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e coordenadora do grupo multidisciplinar Ação Covid, que entre outros estudos tenta estimar a necessidade de vacinas em cada estado a fim de baixar o número de casos de modo persistente, dados o ritmo de transmissão da doença e da vacina aplicada, e do epidemiologista Paulo Lotufo, da USP.

Cálculo de projeção do governo envolve indicadores incertos

Quanto aos dados de cobertura vacinal (quanto de cada grupo recebeu a vacina), os indicadores não podem ser tomados ao pé da letra —ou do número. A estatística federal é defasada em relação à dos estados. Há divergência sobre o tamanho da população. Na projeção do IBGE, o estado de São Paulo teria 35,79 milhões de habitantes em 2021; na do Seade, instituto estadual de estatísticas, 34,8 milhões.
Parte da população morreu além do estimado pelos estatísticos. No estado de São Paulo, 84.770 dos 122.160 mortos de Covid-19 até dia 19 de junho tinham 60 anos ou mais.

No que diz respeito às projeções de vacinar todos os adultos até 15 de setembro ou antes, a Secretaria de Saúde não apresenta as premissas que basearam os cálculos de seu planejamento, afora as mais gerais.

Até sábado, o Ministério da Saúde informava ter entregado cerca de 27,48 milhões de doses a São Paulo. Até então, o estado aplicara 21,7 milhões dessas doses, das quais 15,7 milhões como dose 1. Faltariam cerca de 20 milhões de doses 1 para vacinar todos os adultos até 15 de setembro.

Além do mais, existe uma “dívida” de doses 2 (pois quem já tomou a dose 1 precisa tomar a dose 2 até certa data), passivo que pode ir de 9 milhões a 11 milhões de doses, a depender da estratégia do uso de marca de vacina ou velocidade de aplicação. O número de doses necessário para cumprir a meta é uma soma de doses 1 com a “dívida” de doses 2.

Além de seu estoque e das doses que devem chegar em junho, SP receberia quase 38 milhões de doses de julho a setembro (cerca de 30,7 milhões, considerando que a meta paulista é no dia 15 daquele mês).

Isto é, quanto mais doses 1 de Coronavac o estado aplicar, mais doses 2 ficará “devendo” (o intervalo máximo no caso desta vacina é de 28 dias). A partir de 23 de junho, todas as doses 2 de AstraZeneca e Pfizer serão “devidas” apenas depois da data da meta de 15 de setembro.

São Paulo acelerou a dose 1. Até antes de junho, 67% das doses iam para primeira injeção; desde o dia 9 de junho, quando anunciou metas de vacinar todos os adultos, 97% das doses foram para a primeira picada.

Em cenários em que 100% do cronograma federal é cumprido, 100% das vacinas previstas cheguem em cada mês e que 100% das doses são aplicadas no mês, todos os adultos recebem a primeira injeção de vacina contra a Covid-19 e sobram milhões de doses em 15 de setembro.

No entanto, não é fisicamente possível distribuir todas as vacinas nesse prazo (o Ministério da Saúde tem entregue cerca de 94% das que recebeu).

Do estoque que recebeu, São Paulo aplicou 79% (um número comparável ao dos EUA), embora tenha acelerado muito o ritmo desde que anunciou a meta de antecipação. Em junho, até dia 9 dava 156 mil doses por dia; desde então até dia 20, 300 mil doses. Segundo a Secretaria de Saúde paulista, o estado é capaz de aplicar até 1 milhão de doses por dia.

Em cenários de frustração do cronograma federal e do ritmo de vacinação, a meta pode não ser cumprida, embora o atraso possa não ser grande e seja quase nenhum o risco de faltar dose 2. O risco maior ainda é a própria epidemia. Com exceção de abril, a situação da epidemia, em número de mortes, é a mais grave. Em termos de internações em UTIs, é o pior momento com exceção de março e abril.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Ministro das Comunicações ironiza lamentos pela morte de 500 mil pessoas pela Covid

Entre depoimentos sobre a morte de 500 mil brasileiros pela Covid-19, destoou o tom irônico utilizado pelo ministro das Comunicações de Bolsonaro, Fábio Faria. Ele debochou da onda de protestos e manifestações de solidariedade nas redes sociais, pouco antes de a expressão “meio milhão” subir aos assuntos mais comentados no Twitter.

“Em breve vcs [sic] verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, escreveu.
O Brasil chega a meio milhão de mortos pela Covid-19 neste sábado, segundo registros oficiais das secretarias de Saúde dos estados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. A marca, portanto, não é a oficial divulgada pelo Ministério da Saúde.

O número real, porém, deve ser ainda maior, já que nem todos os infectados fazem o exame para detectar a presença do coronavírus.

Depois de lançar a ironia, o ministro fez nova publicação, desta vez em cima de um post do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga defendendo a estratégia de vacinação do governo.

“Sou testemunha da sua luta. Trabalha incansavelmente para sairmos desse luto e vacinarmos os brasileiros. Metade da população que morreu por Covid no ano passado e ainda não existia a vacina [sic]”, disse Faria. “Temos 660 milhões de doses para vacinarmos todo o Brasil”.

Outros políticos, da esquerda à direita, também se manifestaram nas redes sociais, mas sem ironias. Entre eles, Eduardo Paes, João Amoedo, Guilherme Boulos e Jaques Wagner.

Até esta sexta-feira (18), o país registrava 61.859.364 pessoas vacinadas com a primeira dose. O número de vacinados com a segunda dose é de 24.171.806 pessoas, o que representa pouco mais de 11% da população.

Este sábado também é marcado por manifestações em diferentes cidades do país contra o presidente Jair Bolsonaro. Os protestos nacionais, que reúnem milhares de pessoas, são pelo impeachment do presidente, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Cardápio para jejum intermitente

O cardápio para jejum intermitente deve priorizar alimentos saudáveis, como frutas e vegetais frescos, leguminosas e cereais integrais, como arroz e macarrão integrais, que são ricos em fibras, vitaminas e minerais, que ajudam a equilibrar o nível de açúcar no sangue, importante para o controle da fome durante o jejum.

É importante que no cardápio para jejum intermitente também sejam priorizadas as proteínas magras, como peixes brancos, tofu e frango, pois além de serem de fácil digestão, o que é importante após ficar muitas horas sem comer, também promovem a manutenção da massa muscular e o controle da fome, ajudando também no emagrecimento. Entenda como o jejum pode ajudar no emagrecimento.

Já os alimentos industrializados, como refrigerantes, molhos prontos e biscoitos, e os muito gordurosos, como frituras e sorvetes, são de difícil digestão, favorecem o ganho de peso e o surgimento de doenças, como diabetes, pressão alta e obesidade, não devendo ser consumidos no jejum intermitente.

Cardápio para jejum intermitente

O que comer depois do jejum

Depois do jejum, é importante priorizar alimentos ricos em fibra como frutas e vegetais frescos, cereais integrais, e de proteínas magras, como peixe branco e frango, que promovem o controle da fome e mantêm a massa muscular. Alguns destes alimentos são:

  • Vegetais frescos, como couve-flor, abobrinha, chuchu, alface, rúcula e tomate;
  • Frutas, inteiras e frescas, como laranja, banana, uva, melancia e manga;
  • Cereais integrais, como arroz integral, macarrão integral, aveia e farinha de trigo integral;
  • Leguminosas, como feijão, lentilha, grão de bico, ervilha e tremoços;
  • Proteína animal magra, como músculo bovino, frango, peixes de carne branca e ovos;
  • Proteína vegetal, como tofu e missô;
  • Gorduras vegetais, como nozes, óleo de coco, azeite extra virgem e castanha do Pará.

Além dos alimentos, pode-se consumir especiarias como canela, cúrcuma e pimenta. É também recomendado beber pelo menos  2,5 litros de líquidos por dia, incluindo água e chás naturais como o chá verde e o de hibisco, que ajudam a aumentar o metabolismo, favorecendo a perda de peso.

Veja com a nossa nutricionista como fazer e os benefícios do jejum intermitente:

Posso comer ou beber durante o jejum?

Durante o jejum intermitente é permitido beber somente água, café e chá de ervas sem açúcar ou adoçante. Caso contrário, pode haver aumento dos níveis de insulina no sangue, o que atrapalha o jejum. Entenda melhor como é o jejum intermitente

Quais alimentos evitar após o jejum

Após o jejum intermitente, deve-se evitar o consumo de alimentos industrializados, como açúcar refinado, molhos prontos, refrigerantes e molhos prontos. 

Além disso, é importante evitar alimentos muito gordurosos, como frituras, queijos gordos, como cheddar ou gorgonzola, e sorvetes, pois são alimentos de difícil digestão e que também favorecem o ganho de peso e o surgimento de doenças, como câncer, diabetes, pressão alta e obesidade. Por isso, o consumo destes alimentos deve ser evitado após o jejum intermitente.

Exemplo de cardápio para jejum intermitente de 18 horas

Este é um modelo de um cardápio do que se pode comer no jejum intermitente de 18 horas:

Refeição

Dia 1

Dia 2

Dia 3

Café da manhã 

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Almoço (13:00)

1 sobrecoxa de frango ensopada com brócolis e cenoura + 3 col de sopa de arroz integral + 2 col de sopa de feijão + salada com alface, agrião e tomate + 1 pera com casca

1 filé de peixe assado com tomates e pimentões + 2 batatas pequenas assadas + chicória refogada + 1 tangerina

1 pegador de espaguete integral com molho de tomate caseiro + 1 bife grelhado + salada de grão de bico com cenoura, cebola e tomate + 1 fatia média de melão

Lanche da tarde (16:00)

1 banana em rodelas com 1 col de sopa de aveia, 1 col de sobremesa de manteiga de amendoim e canela em pó à gosto

1 porção de castanha e caju + 1 fatia média de melancia

Torrada com 1 fatia de pão integral, ¼ de abacate fatiado fino,  1 col de sobremesa de creme de ricota, sal e pimenta

Jantar (19:00)

1 omelete de vegetais com 2 ovos, espinafre, cebola e tomate + 2 col sopa de quinoa + 2 col sopa salada feijão fradinho + ½ abacate

1 filé de frango grelhado com cebola e pimentões + 2 col de sopa de arroz integral + salada de alface, rúcula e espinafre + 1 caqui

1 posta de peixe ensopado + brócolis, cenoura e couve flor refogados + 2 batatas doces pequenas cozidas + + 1 pêssego

Ceia

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Jejum: água, café ou chá sem adoçar

Este cardápio é apenas um exemplo de como o jejum intermitente de 18 horas pode ser feito. Para melhores resultados durante o jejum, além da prática regular de atividade física, é fundamental realizar uma consulta com um nutricionista para elaboração de um plano alimentar adequado às necessidades individuais.

Fonte tuasaude.com

Brasil ainda precisa aplicar 204 milhões de doses e pode atingir cobertura vacinal apenas em 2022, diz estudo

O Brasil ainda precisa aplicar cerca de 204 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para atingir a desejável cobertura de 90% da população acima de 18 anos —uma meta segura para controlar a epidemia da Covid-19.

LONGA JORNADA

Apesar do novo calendário acelerado de vacinação, na velocidade atual a cobertura vacinal completa desta população pode ser alcançada apenas em meados de 2022.

JORNADA 2

Os dados e as conclusões são de um estudo feito por professores da USP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com base no banco de dados oficial do Ministério da Saúde.

ALVO

O país tem hoje 160 milhões de cidadãos brasileiros com mais de 18 anos e que são elegíveis para a vacinação.

ALVO 2

O caminho para se chegar ao percentual seguro de 90% de imunizados (ou 144 milhões de pessoas) ainda é longo: até a quinta (17), 60 milhões, ou 37,5% da população adulta, já tinham recebido pelo menos a primeira dose da vacina.

ALVO 3

Destes, apenas 24 milhões, ou 14,9% da população adulta, receberam também a segunda dose.

ALVO 4

No país há hoje, portanto, 62,5% de brasileiros, ou 100 milhões de pessoas, que ainda não receberam nem sequer uma dose do imunizante. E 85,1% que ainda não tomaram a segunda dose e por isso não estão completamente imunizados.

AGULHA

Os professores calculam que, para que a imunização coletiva seja atingida ainda neste ano, será necessário aplicar mais de um milhão de doses diárias de vacinas até dezembro.

AGULHA 2

A meta é considerada factível por eles, “considerando o histórico de sucessos de campanhas de vacinação do SUS”. Mas não será alcançada “se mantidas as médias abaixo de 700 mil doses diárias que vêm sendo observadas”, diz o professor Guilherme Loureiro Werneck, da UERJ, um dos coordenadores do trabalho, que é assinado também por Ligia Bahia e Jéssica Pronestino de Lima Moreira, da UFRJ, e Mário Scheffer, da USP.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude