Fundo russo estuda processar Anvisa por afirmações sobre a Sputnik V

O fundo soberano da Rússia, que financiou o desenvolvimento da Sputnik V, está consultando advogados brasileiros para processar diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ainda não aprovou o uso do imunizante no país.

SINAL

A decisão de entrar com uma ação contra os integrantes da agência será tomada nos próximos dias. Há uma percepção, no entanto, de que os diretores avançaram o sinal, do ponto de vista jurídico, ao não apenas negar a permissão para a importação por ausência de documentos —mas também fazer considerações de que ela pode ser de alto risco para a humanidade.

É MENTIRA

O laboratório Gamaleya, que desenvolveu o imunizante, desmentiu as informações dadas pela Anvisa.

EM FRENTE

Os advogados já consultados disseram que há elementos para ação cível e também criminal por difamação do Gamaleya.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Espinha bífida: o que, como identificar e tratamento

A espinha bífida caracteriza-se por um conjunto de malformações congênitas que se desenvolvem no bebê durante as 4 primeiras semanas de gravidez, que se caracterizam por uma falha no desenvolvimento da coluna vertebral e uma formação incompleta da medula espinhal e das estruturas que a protegem.

Geralmente, esta lesão ocorre na parte final da coluna, pois é a última porção da coluna a se fechar, criando uma saliência nas costas do bebê e pode estar relacionada com uma deficiência materna de ácido fólico na gravidez, por exemplo.

A espinha bífida pode ser tratada com cirurgia para reintroduzir e fechar o defeito na coluna vertebral, o que nem sempre resolve as complicações da doença. A fisioterapia para espinha bífida também é uma importante ajuda no tratamento, para promover a independência da criança.

Espinha bífida: o que, como identificar e tratamento

Como identificar a espinha bífida

A espinha bífida pode ser identificada ainda na gestação, durante as consultas de pré-natal, através da realização do exame de ultrassonografia fetal e dosagem dos níveis de alfafetoproteína circulantes no sangue da mulher, que nos casos de espinha bífida está alterado. Após o nascimento, o diagnóstico da espinha bífida pode ser feito através de exame físico e realização de exames de imagem.

De acordo com as características observadas pelo médico, a espinha bífida pode ser classificada em alguns tipos, sendo os principais:

1. Espinha bífida oculta

A espinha bífida oculta caracteriza-se pelo fechamento incompleto da coluna vertebral em que não há envolvimento da medula espinhal e das estruturas que a protegem. Pode passar despercebida, geralmente não apresenta problemas neurológicos e é mais frequente na parte inferior da coluna, entre as vértebras L5 e S1, podendo-se observar uma presença anormal de cabelo e uma mancha nessa região. Veja mais sobre a espinha bífida oculta.

2. Espinha bífida cística

A espinha bífida cística caracteriza-se pelo fechamento incompleto da coluna vertebral, com envolvimento da medula espinhal e das estruturas que a protegem, podendo ser observada uma saliência nas costas do bebê. A espinha bífida cística pode ser classificada em:

  • Meningocele, que é a forma mais leve de espinha bífida cística, pois a saliência nas costas do bebê envolve apenas as estruturas que protegem a medula espinhal, ficando a medula espinhal dentro das vértebras, como é normal. A saliência é revestida pela pele e neste caso o bebê não apresenta problemas neurológicos porque a condução dos impulsos nervosos ocorre normalmente;
  • Mielomeningocele, que é a forma mais grave de espinha bífida cística, pois a saliência nas costas do bebê contém as estruturas que protegem a medula espinhal e parte dela. A saliência não é revestida pela pele, encontrando-se aberta e, neste caso, o bebê apresenta problemas neurológicos porque a transmissão dos impulsos nervosos não ocorre.

Assim, o mielomeningocele pode causar problemas como paralisia nas pernas, alterações da sensibilidade abaixo da lesão, problemas na locomoção, incontinência urinária e fecal e problemas de aprendizagem.

Espinha bífida: o que, como identificar e tratamento

Possíveis causas

A causa exata do desenvolvimento da espinha bífida ainda não é totalmente esclarecido, no entanto acredita-se que pode estar relacionado com fatores genéticos e ambientais. O fator mais relacionado com a espinha bífida é a deficiência materno de ácido fólico, isso por que essa vitamina participa no processo de síntese de DNA, sendo essencial para o processo de desenvolvimento celular. Como consequência da diminuição de ácido fólico, o desenvolvimento fetal pode ser comprometido, resultando em malformações. Saiba mais sobre a importância do ácido fólico na gravidez.

Além da deficiência de ácido fólico, outras situações que podem favorecer a espinha bífida são diabetes gestacional, deficiência materna de zinco, consumo de bebidas alcoólicas ou uso de drogas ilícitas nos primeiros três meses de gravidez, e uso de medicamentos anestésicos ou analgésicos sem a recomendação médica durante a gravidez.

Como é feito o tratamento

O tratamento para espinha bífida varia de acordo com o tipo, não sendo normalmente necessário tratamento no caso de espinha bífida oculta. Nos casos de espinha bífida cística, o tratamento consiste na cirurgia que deve ser realizada nos primeiros dias de vida da criança para voltar a reintroduzir todas as estruturas no interior da coluna vertebral e fechar o defeito na coluna. No entanto, esta cirurgia nem sempre consegue evitar alguns problemas neurológicos.

No caso de mielomeningocele, logo após o nascimento até ser operado, o bebê deve ficar deitado de barriga para baixo para que a lesão que se encontra aberta seja coberta com compressas embebidas em soro fisiológico para evitar infecção.

Além da cirurgia, a fisioterapia para espinha bífida cística é uma opção muito importante no tratamento, e tem como objetivo ajudar a criança a ser o mais independente possível, ajudando-a a andar ou a usar cadeira de rodas, prevenir o desenvolvimento de contraturas e deformidades e controlar os músculos da bexiga e intestinos.

Fonte tuasaude.com

Os melhores antes e depois da harmonização facial

Cada vez mais buscada dentre os procedimentos estéticos, o antes e depois da harmonização facial surpreende com seu resultado. A harmonização é constituída por um conjunto de processos, que resultam no equilíbrio do formato geral do rosto de quem adere ao procedimento. O tratamento tem como principais objetivos, tornar o mais próximo possível o rosto humano …

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Defensoria cobra resposta sobre vacinação de gestantes e puérperas em SP

A Defensoria Pública de SP deu dez dias para que a Secretaria de Saúde paulista responda quando as mulheres gestantes e puérperas serão incluídas no plano estadual de imunização. O órgão ainda pergunta se há possibilidade de distribuição de máscaras padrão PFF2 para o grupo durante consultas e internações.

HORA H

A secretaria diz que o plano estadual já prevê a aplicação de doses em grávidas e puérperas, mas não informa uma data. A pasta também afirma que os atendimentos de obstetrícia realizados na rede primária de saúde e em maternidades estaduais já seguem integralmente as medidas de segurança contra a Covid-19.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Conserto que entorta

Começa com um incômodo: aquele desconforto agudo que sinaliza algo fora do lugar. Pode ser uma irritação, uma queimação, algo que a maior parte do tempo não perturba. Até que você precisa forçar a barra, esticar-se um pouquinho mais, e aí… dói.

Mas tudo bem: você não precisa se esticar o tempo todo, precisa? Não dá para viver a vida sem fazer aquela uma coisa que não está exatamente certa? Dá, então pronto: continua-se assim. Alguns mais certinhos logo apontam o risco que você corre de se acostumar com a situação. Chatos, eles. Pois não vêem que é tão simples, é só não virar a cabeça praquele lado, e pronto, sumiu o problema? E se você se acostumar, e daí? Há males maiores. Dadas as alternativas, você está bastante bem.

A capacidade de tolerar incômodos, mesmo os auto-infligidos, pode parecer uma bênção, mas é um mal que só faz se agravar. Diabo de cérebro que sempre arranja desculpa, sempre encontra uma estorinha pra contar pra si mesmo que parece fazer sentido.

Porque, como uma árvore que cresce torta sob a força do vento, com seu centro de massa cada vez mais fora do prumo até que um dia o tronco cede e a árvore se parte, o indivíduo que aceita um desconforto aqui, outro ali, e se acostuma a funcionar com eles, logo, logo se descobre completamente torto. Irreconhecível, talvez.

Até que o sistema estala. E o estalo vem certeiro, porque existe uma coisa chamada física: o conjunto de propriedades inflexíveis inerentes aos sistemas, porque eles são feitos assim e pronto. A resistência máxima de um tendão, o ponto de ruptura do concreto, a capacidade de operação de uma UTI, o número de horas que um enfermeiro precisa dormir ou o número de calorias que sustentam um humano por dia são o que são. Chegando ao limite, não há perdão. Falar em “leis” da física nessa hora faz perfeito sentido.

Conserto que não é conserto de verdade entorta aos poucos, mas quando estala, dói pra valer. Ao menos a dor força o fim do estado de negação.

A vida é a arte do auto-organizado, para o bem e para o mal, mas tolerância tem limite. Cérebro e corpo, sociedade e economia se adaptam, se ajustam, se ajeitam conforme usos e abusos —mas, com abuso demais, um dia quebram.

Ainda bem que do outro lado do estalo existe a fisioterapia, a medicina, a enfermagem, o estaleiro, a CPI, o comitê de recuperação, a urna eleitoral. Tudo o que não é física tem jeito —desde que se reconheça o estrago.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Desenvolvimento do bebê – 22 semanas de gestação

Semana de gestação: 22 semanas

Equivale ao mês: 2ª semana do 6º mês

Equivale aos dias: 148 a 154 dias de gestação

Na 22ª semana de gestação, o desenvolvimento do bebê é marcado pelo desenvolvimento das papilas gustativas, que serão responsáveis pelo paladar do bebê depois do nascimento. O sistema límbico no cérebro responsável pelos sentimentos e emoções também está se desenvolvendo.

Nesta fase da gestação, o bebê já reconhece a luz e a escuridão, pois seus olhos já estão bem formados, apesar de ainda estarem cobertos pelas pálpebras. 

Durante essa semana, a mulher pode sentir a barriga mais dura em alguns momentos do dia, devido à contração do útero preparando o corpo para o futuro parto. Além disso, a dor pélvica devido ao crescimento do útero e o inchaço nas pernas e nos pés e as veias dilatadas nas pernas podem continuar.  

Desenvolvimento do bebê - 22 semanas de gestação

Desenvolvimento do bebê

Na 22ª semana da gestação, os olhos do bebê já estão bem formados, mas a íris, que dá cor aos olhos, continuará se desenvolvendo até o nascimento. As sobrancelhas já estão formadas e a visão está mais desenvolvida, permitindo ao bebê perceber melhor a luz e a escuridão, mesmo com as pálpebras ainda cobrindo os olhos. 

O bebê está crescendo rapidamente e consumindo mais cálcio para um desenvolvimento saudável, especialmente dos ossos e dos dentes. As papilas gustativas do bebê também estão se desenvolvendo e a alimentação da mulher pode influenciar no paladar do bebê.

O cérebro continua a se desenvolver formando redes complexas de neurônios e o sistema límbico, responsável pelo controle das emoções e sentimentos, está em pleno desenvolvimento.

Nesta fase da gestação, bebê se movimenta cada vez mais e segura o cordão umbilical com mais força, pois tem o sentido do toque mais desenvolvido, e seus movimentos são cada vez mais sentidos pela mulher.

Tamanho do bebê

O tamanho do feto com 22 semanas de gestação é de cerca de 19,2 centímetros, sendo equivalente ao tamanho de um mamão papaia. 

Mudanças no corpo da mulher

Na 22ª semana de gravidez, o útero já ultrapassa a altura do umbigo e a dor pélvica pode continuar devido ao afrouxamento dos ligamentos e músculos da pelve, para acomodar o bebê em crescimento. 

Além disso, podem ocorrer as contrações de Braxton-Hicks, também chamadas de contrações de treinamento, que são leves e consideradas normais, pois os músculos do útero podem se contrair e relaxar regularmente, fazendo com que a barriga fique mais dura em alguns momentos do dia, preparando o útero e os tecidos pélvicos para o futuro parto.

Nesta fase da gestação, devido ao aumento do útero, do peso corporal e do volume de sangue circulando no organismo, os sintomas de inchaço nas pernas e pés, e os pequenos vasos dilatados nas pernas podem continuar.

Cuidados durante a 22ª semana

Na 22ª semana da gestação, alguns cuidados são importantes para ajudar a aliviar os desconfortos que podem surgir como: 

  • Dor pélvica: manter a boa postura, evitando ficar longos períodos em pé ou sentada e mudar de posição ao deitar podem ajudar a aliviar o desconforto. Além disso, fazer alongamentos leves e movimentos suaves, praticar ioga ou pilates, desde que liberados pelo médico, ajudam a fortalecer a musculatura para suportar as mudanças no corpo durante a gravidez. No entanto, se a dor não melhorar, ou se tiver febre, deve-se entrar em contato com o médico imediatamente;
  • Inchaço nas pernas e pés: sentar ou deitar com os pés para cima sempre que possível e tomar pelo menos 8 copos de água por dia, para manter o corpo hidratado e ajudar a melhorar a circulação sanguínea. Além disso, fazer exercícios físicos recomendados pelo médico ajudam a melhorar a circulação e diminuir o desconforto do inchaço. No entanto, se o inchaço não melhorar, começar de forma repentina ou apresentar inchaço nas mãos e no rosto, deve-se procurar ajuda médica imediatamente, pois pode ser sinal de pré-eclâmpsia. Saiba mais sobre pré-eclâmpsia e como é feito o tratamento.
  • Vasos sanguíneos dilatados nas pernas: movimentar sempre que possível, evitar ficar muito tempo na posição sentada ou deitada e não cruzar as pernas quando sentar, ajudam a melhorar a circulação sanguínea e prevenir o aparecimento dos vasos sanguíneos dilatados. Veja mais dicas de como evitar os vasos sanguíneos dilatados na gravidez;
  • Contrações de Braxton-Hicks: movimentar o corpo ou fazer exercícios físicos recomendados pelo médico ajudam a aliviar o desconforto das contrações. No entanto se a contração for forte, muito frequente ou acompanhada de outros sintomas como dor nas costas, sangramento vaginal ou corrimento líquido, deve-se procurar ajuda médica imediatamente, pois a mulher pode ter entrado em trabalho de parto. Saiba identificar os sinais de trabalho de parto.

É importante seguir as recomendações médicas, tomar os suplementos indicados pelo obstetra e fazer uma dieta saudável incluindo frutas, legumes e verduras frescos e alimentos ricos em cálcio como leite, iogurte ou brócolis, por exemplo, para o desenvolvimento dos dentes e ossos do bebê. Saiba mais sobre alimentação na gravidez.

Além disso, deve-se praticar atividades físicas liberadas pelo médico, como natação, hidroginástica ou caminhada, para fortalecer a musculatura e controlar o aumento do peso durante a gravidez. 

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Sua gravidez por trimestre

Para facilitar a sua vida e você não perder tempo procurando, separamos toda a informação que você precisa por cada trimestre de gestação. Em que trimestre você está?

Fonte tuasaude.com

Mundo deve produzir 11,9 bi de vacinas neste ano

Governos já encomendaram 11,6 bilhões de doses de vacina contra a Covid-19, segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Seriam doses suficientes para vacinar pelo menos a população mundial inteira com 19 anos ou mais (cerca de 5 bilhões de pessoas). Os laboratórios têm capacidade de fabricar o que foi encomendado?

De acordo com o próprio Unicef, em tese, sim. Considerada só a capacidade de fabricação de vacinas aprovadas por ao menos uma autoridade nacional (agência reguladora ou similar), as fábricas dos laboratórios e suas subcontratadas poderiam fabricar 11,92 bilhões de doses neste ano (4 bilhões no primeiro semestre, outros 7,92 no segundo). É apenas uma estimativa.

Até sexta-feira (30), havia sido aplicado 1,134 bilhão de doses no mundo inteiro, segundo o Our World in Data (site de estatísticas mantido por um grupo da Universidade de Oxford).

A velocidade de aplicação tem aumentado rápido. Ao final de janeiro, eram vacinados 3,7 milhões de pessoas por dia (média móvel da quinzena) no mundo. No final de fevereiro, 5,7 milhões. No final de março, 13,2 milhões. No final de abril, 17,9 milhões. No último dia de abril, foram vacinados 22 milhões de pessoas.

Nesse ritmo, o restante da população adulta do mundo inteiro poderia ser vacinada em menos de seis meses —se o problema fosse apenas de aritmética.

Não é. Além de problemas operacionais, há desigualdade socioeconômica. Dos 11,6 bilhões de encomendas de doses, 4,28 bilhões são da União Europeia, 3,56 bilhões pelos Estados Unidos e 750 milhões pela União Africana. Vai sobrar vacina na Europa e nos Estados Unidos. O problema é distribuir a sobra.

O Unicef tem um sistema de acompanhamento de aprovação, encomendas, produção, entrega e preço de vacinas de Covid-19, mas já tinha alguma tradição no rastreamento da fabricação e comércio de remédios e de outras vacinas.

Recorre a informações públicas (de empresas ou governos, por exemplo), pede informações a laboratórios e fabricantes e complementa seu levantamento com dados da empresa Airfinity.

A Airfinity, baseada em Londres, é uma companhia de projeções, previsões e consultoria de desenvolvimentos científicos e tecnológicos na área de biotecnologia. A empresa previu com acerto (diz) que seria produzido cerca de 1 bilhão de doses do início do ano até abril. Estima agora que, até 27 de maio, seria produzido outro bilhão.

A Airfinity afirma que não pretende divulgar outro prognóstico, mas enviou à Folha uma tabela com dados de capacidade de produção de vacinas, por laboratório, neste ano. Pelos dados declarados coletados, a capacidade seria de cerca de 17,5 bilhões (tanto de vacinas aprovadas quanto de produtos ainda em desenvolvimento e testes).

Um grupo ligado à Universidade Duke, nos Estados Unidos, o Duke Global Health Innovation Center, estima a capacidade de produção em cerca de 13,4 bilhões (também inclui vacinas aprovadas e em testes). No entanto, nem todas as vacinas das tabelas da Airfinity e de Duke são as mesmas e algumas estimativas são diferentes.

Como diz o centro da Duke, o “cenário [da fabricação de vacinas] é notavelmente opaco”. A informação pública disponível é “escassa e fragmentada”. Assim, quem precisa tomar decisões tem dificuldade de “entender completamente as várias cadeias de produção envolvidas” e avaliar riscos.

Segundo o Unicef e equipe da Universidade McGill, no Canadá, 14 vacinas já foram aprovadas por pelo menos uma autoridade nacional (agência reguladora ou equivalente) e outras 31 estão na fase 3 de testes (segundo a McGill).

Os pesquisadores alertam que o número pode estar defasado, pois os dados são recolhidos de várias fontes e não há centralização de informação a respeito do estágio de desenvolvimento dos imunizantes.

Os dados do Unicef de vacinas encomendadas incluem cinco produtos ainda em fase de teste, por exemplo (três na fase 3, uma na fase 2 e uma na fase 1). No entanto, alguns desses produtos já estão sendo dados como de uso certo, caso da vacina Medicago, no Canadá, e da Novavax, nos Estados Unidos.

Além do problema de não haver fonte central de dados, a perspectiva do desenvolvimento e fabricação muda constantemente. Também há imprevistos e acidentes. A entrega de insumos pode atrasar (como atrasou no caso de Butantan e Fiocruz), pode haver problema na linha de produção (como houve no lacre dos frascos da Fiocruz).

Podem acontecer erros graves. Um fabricante da vacina Janssen nos Estados Unidos, a Emergent, perdeu matéria-prima para fabricar 15 milhões de doses em março porque confundiu insumos de vacinas da Janssen com as da Astrazeneca.

Algumas vacinas são fabricadas e acabam não sendo distribuídas ou aplicadas, pois governos passam a rever a segurança do imunizante por causa de efeitos colaterais (casos de Astrazeneca e Janssen na União Europeia) ou as pessoas se recusam a tomá-las.

O procedimento de fabricação não é previsível como o engarrafamento de refrigerantes. Envolve processos biológicos que não são perfeitamente controláveis. A Astrazeneca diz, por exemplo, que a produção de sua vacina pode levar de 90 a 120 dias, desde o estágio inicial até o empacotamento.

A capacidade de produção pode mudar, a depender da dosagem do produto. A Moderna diz que pode produzir muito mais caso se dedique mais a entregar doses de reforço menores (se for essa a decisão científica), de 50 microgramas ou menos, em vez dos atuais 100 microgramas.

Novos contratos de produção vêm sendo fechados com rapidez. Em março e abril, quatro fabricantes da Índia acertaram a produção de cerca de 700 milhões de doses da vacina Sputnik V neste ano, segundo notícias da mídia indiana e russa e as empresas. Uma das fabricantes indianas, uma empresa experiente no ramo, se chama Panacea.

Em suma, há dificuldades de projetar com certeza a escala de produção. A estimativa depende de declarações das empresas, para começar.

Na Airfinity, por exemplo, o que se faz é recolher esse número declarado da capacidade de produção de doses e observar o ritmo de entregas de doses.

No caso de vacinas em que a produção industrial não começou, estima-se quando o laboratório que a desenvolveu vai publicar seu estudo da fase 3 (em que o produto pode ser submetido a reguladores) e quando o imunizante pode ser aprovado. As estimativas de produção são então confrontadas com a produção de fato, o que serve para ajustar o modelo de previsão.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Prefeitura do Rio de Janeiro suspende aplicação da segunda dose da Coronavac

A prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu, neste sábado (1) a aplicação da segunda dose da vacina Coronavac, exceto para pessoas acima de 70 anos e acamados que tomaram a primeira dose no município. A medida valerá por dez dias.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que o motivo é a falta de entrega de novas remessas.

Em nota, a pasta disse que “a cidade do Rio manteve a vacinação com a reserva técnica até o momento, porém o estoque se esgotou, como já havia acontecido em outros municípios e estados do Brasil. Pelo cronograma do Ministério da Saúde, não haverá reposição da Coronavac em quantidade suficiente antes do prazo informado.”

O Instituto Butantan afirmou à reportagem que a responsabilidade pelo planejamento e logística de distribuição das doses, além da orientação técnica aos estados em relação à utilização dos estoques, é exclusiva do Ministério da Saúde.

“O próprio titular da pasta federal admitiu nesta semana que houve desabastecimento da segunda dose nos estados em razão da orientação dada há cerca de um mês para que os gestores usassem todas as vacinas disponíveis para a aplicação da primeira dose. O Ministério mudou essa orientação no dia 27 de abril”, diz parte da nota.

De acordo com a assessoria de imprensa do Butantan, na última sexta-feira, o instituto completou mais um lote de 600 mil doses entregues à pasta federal, totalizando 42 milhões desde 17 de janeiro. Mais 5 milhões começarão a ser entregues nesta semana.

O Butantan pretende disponibilizar todas as 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde até 30 de agosto, antecipando em um mês o cronograma contratual, antes previsto para setembro.

Na cidade do Rio de Janeiro, a vacinação de primeira e segunda doses com a AstraZeneca continuará conforme o calendário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu nesta sexta-feira (30) autorização para que a Fiocruz possa produzir, no Brasil, o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) usado na fabricação da vacina de Oxford contra a Covid.

A medida faz parte do processo de transferência de tecnologia da AstraZeneca, empresa que desenvolveu a vacina, para o laboratório de Bio-Manguinhos, vinculado à fundação.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude