Disbiose: o que é, sintomas, causas e tratamento

A disbiose intestinal é um desequilíbrio na flora intestinal em que existe alteração na quantidade e na distribuição de bactérias no intestino, o que pode causar inflamação e levar à diminuição da capacidade do intestino em absorver nutrientes, podendo resultar em deficiências nutricionais, por exemplo. A principal causa da disbiose é a alimentação rica em proteína, gordura ou baixa em fibras, mas pode também ser causada por fatores como uso de alguns medicamentos ou estresse.

Em alguns casos, a alteração da flora intestinal pode causar sintomas passageiros como náuseas, gases, vômitos, azia, diarreia ou prisão de ventre e, quando ocorre por muito tempo e não é tratada, pode piorar e aumentar o risco da pessoa desenvolver intolerância à lactose, doença celíaca ou síndrome do intestino irritável.

Na maioria dos casos a disbiose é passageira e a melhora dos sintomas pode ser alcançada através de mudanças do estilo de vida,  com uma dieta equilibrada ou com o uso de suplementos probióticos, de acordo com a orientação do gastroenterologista ou nutricionista. 

Disbiose: o que é, sintomas, causas e tratamento

Os sintomas da disbiose variam de acordo com a quantidade e tipo de bactérias ruins no intestino, com o tempo de duração da alteração da flora intestinal e com o estado de saúde da pessoa, sendo os principais:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Gases;
  • Arrotos;
  • Distensão abdominal;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Cansaço;
  • Depressão e mudança de humor;
  • Candidíase de repetição.

Quando a disbiose acontece por muito tempo, pode haver maior risco da pessoa desenvolver doenças mais graves como intolerância à lactose, doença celíaca, síndrome do intestino irritável, doenças do coração, Alzheimer, câncer no reto, ou doenças do sistema imunológico como artrite, lúpus ou diabetes tipo 2.

Em caso de suspeita de disbiose, é importante marcar uma consulta com um gastroenterologista para que seja feita uma avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e, se necessário, exames para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado. 

Para realizar o  diagnóstico da disbiose, além de ser feita uma avaliação dos sintomas, o médico pode solicitar  a realização do exame  “Indican”, que é feito a partir da coleta da primeira urina da manhã ou de urina concentrada por 4 horas. Nesse exame é avaliada a quantidade de Indican, que é uma substância que nosso corpo produz através da alimentação e libera na urina. A presença de pequenas quantidades de Indican na urina é normal, mas, quando há desequilíbrio da flora intestinal, a eliminação de Indican na urina é muita alta, confirmando o diagnóstico de disbiose intestinal. 

Além disso, pode ser solicitado o teste genético para disbiose, conhecido por “microbioma intestinal”, em que é identificado o tipo de bactérias presentes na flora intestinal. Esse exame é feito ao esfregar um swab (cotonete) nas fezes, logo após a eliminação, e colocando  o cotonete em um tubo, que é entregue ou enviado para o laboratório para fazer a análise. O resultado deste exame contribui para um melhor diagnóstico e escolha do tipo de tratamento pelo médico, e também é importante para a criação de um plano alimentar mais personalizado pelo nutricionista.

Disbiose: o que é, sintomas, causas e tratamento

As possíveis causas da disbiose intestinal são o tipo de dieta e o uso de medicamentos. Contudo, outros fatores como o consumo exagerado de bebida alcoólica e o estresse também podem gerar a disbiose.

Tipos de dieta

A dieta é a principal causa da disbiose e pequenas mudanças, excessos ou restrições na alimentação podem piorar a qualidade e a quantidade das bactérias no intestino. 

A ingestão excessiva de proteína animal como carnes, peixes e ovos aumenta a produção de compostos que são tóxicos para as bactérias benéficas do intestino, podendo causar a disbiose. 

Além disso, dietas com muita gordura e compostas por alimentos ricos em gordura do tipo saturada, como a presente em carnes vermelhas, leites, queijos e sorvetes, contribui para a diminuição das bactérias boas e aumento das bactérias ruins, causando inflamação na flora intestinal. Saiba o que é a flora intestinal, para que serve e como repor.

Alguns estudos mostram que uma dieta rica em alimentos com pouca ou sem fibras, como o açúcar refinado, farinhas refinadas, e glicose, encontrada em bolachas, doces e outros alimentos industrializados, também favorece o aumento das bactérias ruins no intestino, podendo causar a disbiose.

Uso de medicamentos

O uso de alguns medicamentos sem o devido acompanhamento médico  também pode causar alterações no equilíbrio da flora intestinal, resultando na disbiose. Alguns anti-inflamatórios, como aspirina e ibuprofeno quando usados com medicamentos que diminuem a acidez natural do estômago, alteram o equilíbrio das bactérias no intestino, causando a disbiose.

Muitos antibióticos causam alterações na flora intestinal e, quando tomados por muito tempo, podem gerar mudanças mais graves, gerando o crescimento de bactérias ruins e resistentes à ação do medicamento, dificultando o tratamento de doenças que necessitam do antibiótico, como as infecções intestinais. 

Outros fatores

Além dos medicamentos e dietas ricas em proteína, gordura ou baixa em fibras, fatores como o consumo exagerado de bebida alcoólica, idade, ansiedade, estresse, e algumas doenças intestinais já existentes, como síndrome do intestino irritável, diverticulite e inflamação intestinal, também favorecem o desequilíbrio da flora intestinal e, consequentemente, causam a disbiose.

Disbiose: o que é, sintomas, causas e tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento da disbiose é feito por meio de mudança nos hábitos alimentares, no entanto, em alguns casos pode ser necessário o uso de suplementos probióticos e, dependendo da gravidade, a realização de um transplante fecal.

1. Mudança dos hábitos alimentares

Para tratar a disbiose, além do acompanhamento médico é importante receber orientações de um nutricionista porque o tratamento é focado principalmente em recuperar a saúde da flora intestinal com uma alimentação adequada. Dessa forma, é recomendado: 

  • Priorizar os alimentos ricos em gordura insaturada, como azeite de oliva, abacate e amêndoa, pois promovem o aumento de bactérias benéficas no intestino, melhorando os sintomas da disbiose;
  • Ter uma dieta rica em prebióticos, um tipo de fibra presente em alguns alimentos como a aveia, alho, biomassa de banana verde, mel e batata yacon, pois são fundamentais para recuperar a flora intestinal, uma vez que são os nutrientes essenciais das  bactérias boas do intestino;
  • Comer alimentos ricos em fibras como, feijões, frutas com casca e vegetais frescos diariamente é fundamental, pois aumentam a variedade das bactérias benéficas no intestino, melhorando também a absorção e produção de vitaminas e minerais pelo intestino;
  • Consumir alimentos ricos em probióticos, que são as bactérias boas para o intestino, como iogurte, kefir e kombucha, promovendo o equilíbrio da flora intestinal, melhorando a disbiose. Veja os 6 alimentos probióticos que fazem bem à saúde.

É importante também evitar alimentos com lactose, como os leites e iogurtes, alimentos com carboidratos simples, como açúcar refinado, sorvetes, e chocolates, assim como o consumo excessivo de carboidratos como pães, massas, doces e geleias. Estes tipos de alimentos causam o aumento da fermentação, da produção de gases no intestino e diarreia, prejudicando a flora intestinal e piorando a disbiose.

Para o tratamento da disbiose, além de mudanças no hábito alimentar, a prática regular de atividade física, orientada por um profissional, também é muito importante.

Veja quais são os alimentos ricos em probióticos no vídeo a seguir:

2. Suplementos

O uso de suplementos probióticos, que contém a quantidade e os tipos adequados de bactérias boas como os lactobacillus e as bifidobactérias na forma de cápsulas, sachês ou líquidos, também pode ser indicado no tratamento da disbiose. Estes suplementos equilibram a flora intestinal, ajudam a tratar os sintomas e melhoram a produção e absorção de nutrientes pelo intestino.

Para se ter os benefícios dos suplementos probióticos, é importante que a ingestão seja diária na quantidade e tipo de bactéria necessária para cada sintoma ou doença causada pela disbiose. Estudos mostram que 108 a  109 Unidades Formadoras de Colônias (UFC) de probióticos quando consumidos por 15 dias, melhoram a flora intestinal.

Os suplementos probióticos podem ser encontrados com facilidade em drogarias, lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Saiba mais sobre o que são probióticos e para que servem e como tomar. 

3. Transplante fecal

O transplante fecal, que é a transferência de uma flora intestinal de uma pessoa saudável  para outra com disbiose, é utilizado para equilibrar as bactérias intestinais e melhorar os sintomas da disbiose. Este procedimento somente é indicado em casos de infecções intestinais muito recorrentes. Saiba mais sobre o que é o transplante de fezes, para que serve e como é feito.

Fonte tuasaude.com

Aposentados e donas de casa são 47,9% das vítimas da Covid-19 em São Paulo, diz pesquisa

Uma pesquisa sobre as correlações entre trabalho e epidemia da Covid-19 identificou as atividades ocupacionais das vítimas da doença na cidade de São Paulo. Os dados revelam que 37,8% delas tinham um emprego remunerado. Um percentual maior, de 47,9%, eram aposentados (32,2%) ou donas de casa (15,7%). Outras 1,3% estavam desempregadas e 0,2% estudavam.

A LUTA E O LUTO

O elevado percentual de mortos entre aposentados e donas de casa pode estar associado a fatores como idade mais avançada e também ao contágio por parentes que levam o vírus para suas casas. Pode ser consequência ainda de idas constantes ao mercado, à farmácia e a consultas médicas, afirma o Instituto Pólis, que fez a pesquisa.

LUTO 2

Dentre os trabalhadores remunerados, o maior percentual de óbitos está concentrado no setor de serviços: 24,3%, contra 8,2% da indústria e 5% do comércio.

LUTO 3

As maiores vítimas do setor de serviços foram os trabalhadores de ocupações administrativas e informacionais (4%), de transporte e tráfego (3,2%) e as empregadas domésticas (2,3%).

LUTO 4

O instituto nota que 6,5% dos que morreram de Covid-19 na cidade trabalhavam em atividades que deveriam ter sido suspensas, como construção civil e trabalho doméstico. Mas que foram consideradas essenciais e seguem sendo exercidas sem restrições.

PERFIL

A entidade afirma que é preciso debater o que é considerado realmente essencial. “O perfil dessas ocupações que permanecem em atividade, mas que poderiam ter sido poupadas, é marcado pela predominância de pessoas com baixa escolaridade e pela proporção de trabalhadoras e trabalhadores negros acima da média municipal”, diz.

PERFIL 2

Do total, 76,7% dos mortos na cidade de São Paulo não completaram o ciclo de educação básica, ou seja, tinham 11 anos ou menos de estudo. O dado, segundo os pesquisadores, demonstra que a mortalidade por Covid-19 é maior entre os trabalhadores mais pobres, impossibilitados de exercer o trabalho remoto.

BASE

O Instituto Pólis usou dados da base de mortalidade da Secretaria de Saúde do município de São Paulo, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O período estudado vai de março de 2020 a março de 2021, quando cerca de 30 mil pessoas morreram na capital paulista.​

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Vantagens e desvantagens da lente de contato dental

Os cuidados ao fazer qualquer procedimento odontológico devem ser grandes, ainda mais se for estético. A lente de contato dental também possui suas desvantagens, e por isso é necessário buscar um profissional de confiança para tal procedimento. Logo, entre tantas vantagens da lente de contato dental, como a rapidez do procedimento, outras questões precisam ser …

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Prepare-se para 3ª onda de Covid e 500 mil mortos até julho

Sístoles e diástoles: assim como o coração se contrai e relaxa para bombear sangue, a epidemia de Covid também segue um ritmo pulsante, ditado pelo grau de distanciamento social. Na ausência de vacinas suficientes para garantir imunidade coletiva, quer dizer.

No Brasil, a primeira dose de imunizantes mal chegou a um quinto da população, por culpa federal de você-sabe-quem. Nessas condições, unidades de saúde só veem escassear doentes prostrados pelo corona quando autoridades estaduais e municipais apertam restrições à mobilidade.

No pulso seguinte, com o enésimo relaxamento das medidas restritivas, unidades básicas, prontos-socorros e UTIs voltam a se encher. Leitos lotam, suprimentos para intubação rareiam, oxigênio passa a faltar, mais e mais mortes acontecem. Já vimos esse filme.

A repetição do colapso hospitalar é tão previsível quanto batimentos cardíacos, nesse paciente intratável chamado Brasil. A analogia para por aqui, porque sístoles e diástoles se sucedem em frações de segundos, ao passo que altos e baixos de casos e óbitos na epidemia avançam com defasagem de três a quatro semanas.

O intervalo que separa o aumento no número de infecções da subida na quantidade de mortos corresponde ao tempo de progressão da doença nos infectados sintomáticos. Entre mais pessoas entrarem em circulação, contraírem o vírus, desenvolverem sintomas, serem internadas e precisarem de cuidados intensivos, vários dias transcorrem; uma vez intubados na UTI, demora outro tanto até que 80% sucumbam.

Retomando a analogia: ao longo da vida, o coração se desgasta sob o esforço de bater 100 mil vezes a cada 24 horas, 36 milhões por ano, década após década, e um dia para; a fadiga social com idas e vindas da Covid, porém, se manifesta bem mais rápido.

Nem saímos do segundo ciclo, e já bastou para população, governadores e prefeitos, exaustos, baixarem mais um pouco a guarda (de resto, imperfeita). Ninguém aguenta mais a falta de amigos, respeito, parentes, popularidade, sossego, recursos, vacinas, empregos, sedativos, renda, solidariedade, leitos, decência…

“Lockdown” virou palavra maldita, pecado mortal, graças aos esforços genocidas de Jair Bolsonaro. Seus adversários políticos fogem da providência como a cruz que se aparta do demônio. Nunca fizemos nada parecido com o trancamento geral.

Após tanta negligência com providenciar vacinas, testes em massa e rastreamento com separação de infectados seriam a única medida capaz de derrubar as curvas funéreas de maneira sustentável.

Na falta de tudo, torna-se fácil antever novo repique de mortes em poucas semanas. Pode parecer irresponsável tal presságio, quando o número de óbitos está em queda, mas até crianças sabem que a água do mar recua antes de tudo submergir no tsunami.

Não deveria haver espaço para alívio quando quase 2.000 brasileiros morrem por dia. Ainda por cima, a quantidade de infectados parou de cair e volta a subir em vários lugares. A lotação de UTIs ultrapassa alarmantes 80% na maioria dos estados e capitais.

Fique aqui a previsão, coisa mais arriscada para um jornalista fazer: em poucas semanas chegará uma terceira e mortífera onda. O Brasil alcançará a cifra chocante de meio milhão de mortos em meados de junho, ou logo depois.

É para anotar e cobrar a coluna quando chegar a hora. Nada dará mais satisfação do que errar, nesse caso.

Aos que acreditam em Deus, contudo, recomenda-se muita oração. Dos humanos, com ou sem poder de decisão, já não cabe esperar quase nada.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Conheça os benefícios do antes e depois da lente de contato dental

O antes e depois dos procedimentos de lente de contato dental tem surpreendido muitos pacientes. Com isso, são muitos os adeptos à prática. Com um resultado satisfatório, o antes e depois da lente de contato dental proporciona um sorriso mais branco, bonito e harmonioso. É por esses benefícios que o procedimento estético está atraindo cada …

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Hospitais filantrópicos se mobilizam para se beneficiar de isenção de ICMS sobre insumos de saúde

A decisão do Governo de SP de isentar a cobrança de ICMS sobre insumos da área de saúde fez com que hospitais filantrópicos corressem para garantir o benefício. A movimentação teve início na terça (18), quando o governador João Doria reviu decisão anterior e enviou um projeto de decreto propondo a isenção à Assembleia Legislativa de SP.

AJUDA 

Com isso, advogados que atuam na área passaram a ser consultados por entidades do setor a respeito dos requisitos para o benefício. Um deles é o escritório de Espallargas, Gonzalez, Sampaio, que representa grupos como a Federação das Santas Casas do Estado de SP e o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Cirurgia para astigmatismo: como é feita e possíveis riscos

A cirurgia para astigmatismo é uma das formas mais eficazes para tratar o astigmatismo, pois permite uma menor dependência do óculos ou lentes, além da possibilidade de correção total do grau que a pessoa possuía. Conheça os sintomas do astigmatismo.

Embora exista a possibilidade da cura do astigmatismo com este tipo de cirurgia, é preciso fazer uma avaliação com o oftalmologista antes do procedimento pois é necessário ter algumas condições antes de ser operado, como ter uma córnea suficientemente espessa, ter a visão estabilizada ou, geralmente, ter mais de 18 anos, por exemplo.

Cirurgia para astigmatismo: como é feita e possíveis riscos

Como é feita a cirurgia

O astigmatismo pode ser corrigido por meio de cirurgia, que normalmente é indicada para pessoas com mais de 18 anos ou que têm o grau estabilizado por mais ou menos 1 ano. A cirurgia é feita com anestesia local e normalmente dura cerca de 20 minutos, no entanto o tempo de duração pode variar de acordo com o tipo de cirurgia recomendada pelo oftalmologista.

Os tipos de cirurgia para mais utilizados para astigmatismo incluem:

  • Cirurgia LASIK: Nesse tipo de cirurgia é feito um corte na córnea e depois é aplicado laser diretamente sobre o olho para alterar a forma da córnea, permitindo a formação correta da imagem e evitando a sensação de duplicidade e de pouca nitidez. Normalmente a recuperação é muito boa e o ajuste do grau é muito rápido. Entenda como é feita a cirurgia LASIK.
  • Cirurgia PRK: Nesse tipo de cirurgia é retirado o epitélio da córnea (parte mais superficial da córnea) com uma lâmina e aplicado laser sobre o olho. Em seguida é aplicada uma lente de contato para evitar dor no pós-operatório. O pós-operatório desta cirurgia é mais demorado e o paciente pode sentir dor, porém é uma técnica mais segura a longo prazo. Saiba mais sobre a cirurgia PRK.

O preço da cirurgia para astigmatismo pode varia de acordo com o tipo de cirurgia e local em que o procedimento será realizado, podendo variar entre R$2000 e R$6000,00 por olho. A cirurgia, porém, pode ser mais barata caso seja incluída no plano de saúde. 

Riscos da cirurgia

Apesar de não serem muito frequentes, a cirurgia par astigmatismo apresenta alguns riscos, como por exemplo:

  • Não correção total do problema, sendo necessário que a pessoa continue usando óculos ou lentes de contato;
  • Sensação de olho seco devido à diminuição da lubrificação do olho, o que pode causar vermelhidão e incômodo;
  • Infecção no olho, que está mais relacionada à falta de cuidado após a cirurgia.

Nos casos mais graves, pode ainda acontecer cegueira devido a infecções da córnea, no entanto, esta é uma complicação muito rara e que pode ser evitada com uso dos colírios no pós-operatório. Porém, o oftalmologista não pode garantir que não há risco de infecção. Conheça os tipos de colírio e para que servem.

Fonte tuasaude.com

Câncer de vesícula biliar: o que é, sintomas, causas e tratamento

O câncer de vesícula biliar é um tipo de tumor maligno que se origina nas células da vesícula biliar, que é um pequeno órgão do sistema digestório responsável por armazenar a bile, uma substância produzida pelo fígado e que participa do processo de digestão de gorduras da alimentação.

Esse tipo de câncer é raro e, nos estágios iniciais, não provoca qualquer tipo de sintoma e, por isso, em muitos casos, é diagnosticado em fases mais avançadas, quando já afetou outros órgãos como o fígado, provocando sintomas como dor ou inchaço na barriga, ou pele e olhos amarelados, por exemplo. 

O tratamento do câncer de vesícula deve ser indicado pelo oncologista e é feito com cirurgia para retirada da vesícula, quimioterapia ou radioterapia, para eliminar as células tumorais e impedir a sua propagação para outros órgãos.

Câncer de vesícula biliar: o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais sintomas 

Numa fase inicial, o câncer de vesícula, geralmente, não apresenta sintomas, no entanto, com a evolução da doença, podem surgir sintomas como: 

  • Dor na barriga do lado direito persistente;
  • Inchaço da barriga;
  • Náuseas e vômitos frequentes;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Diminuição do apetite;
  • Perda de peso;
  • Febre acima de 38ºC persistente;
  • Calafrios.

Caso surjam estes sintomas, é importante consultar o gastroenterologista ou o clínico geral para que seja possível para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de câncer de vesícula, normalmente, é feito por um gastroenterologista que utiliza alguns exames de imagem, como ultrassom abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética para identificar o desenvolvimento de câncer na vesícula.

Além disso, o médico também deve solicitar exames de sangue para identificar os marcadores tumorais, CA 19-9 e CA-125, que são substâncias produzidas pelo organismo em casos de câncer de vesícula biliar.

Uma vez que o diagnóstico de câncer na vesícula é confirmado, o gastroenterologista deve encaminhar a pessoa para realizar o tratamento com um oncologista.

Possíveis causas

A causa exata do câncer de vesícula é desconhecida, mas alguns fatores podem contribuir para o aparecimento como:  

  • Idade acima de 75 anos;
  • Pedra na vesícula;
  • Pólipos na vesícula;
  • Infecção na vesícula;
  • Inflamação crônica da vesícula biliar;
  • Diabetes;  
  • Ductos biliares anormais.

Além disso, o câncer de vesícula é mais comum em mulheres, em pessoas que sofrem de obesidade ou que têm histórico na família desse tipo de câncer.

Como é feito o tratamento

O tratamento do câncer de vesícula deve ser orientado por um oncologista e normalmente inclui:

1. Cirurgia

A cirurgia para o câncer de vesícula biliar é o principal tipo de tratamento utilizado e, geralmente, é feito para remover o máximo de tumor possível, podendo ser feita de 2 formas:

  • Colecistectomia: feita para a remoção completa da vesícula biliar quando o câncer não se espalhou além da vesícula biliar e seus canais. Veja como é feita a colecistectomia;  
  • Hepatectomia parcial: utilizado quando o câncer se encontra perto do fígado, sendo recomendado retirar, além da vesícula, uma pequena porção do fígado; 

Em alguns casos, quando o câncer de vesícula é pequeno, está nos estágios iniciais e o médico consegue removê-lo completamente através da colecistectomia, pode não ser necessário um tratamento adicional. 

No entanto, quando a cirurgia não é capaz de eliminar completamente o tumor na vesícula ou está em estágio mais avançado, o médico pode aconselhar fazer também radioterapia ou quimioterapia para tentar eliminar as células restantes de câncer.

2. Quimioterapia 

A quimioterapia para câncer de vesícula biliar pode ser feita antes da cirurgia, para reduzir a quantidade de células cancerígenas e facilitar a remoção do tumor, ou depois da cirurgia, para eliminar as restantes células tumorais.

Esse tipo de tratamento pode ser feito com a injeção de remédios diretamente na veia, como cisplatina, fluorouracil ou gencitabina, ou, em alguns casos, também pode ser feito com a ingestão de comprimidos, como capecitabina, por exemplo.

A quimioterapia age impedindo a divisão e multiplicação das células cancerígenas, mas também age em todas as células normais em divisão no corpo, como as células dos folículos pilosos ou sanguíneas, o que pode causar efeitos colaterais como queda de cabelo ou diminuição do sistema de defesa do corpo aumentando o risco de infecções, por exemplo. Saiba como aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia.  

3. Radioterapia

A radioterapia para câncer de vesícula biliar, normalmente, é utilizada nos casos mais avançados da doença, em que não é possível remover o tumor com cirurgia, para aliviar os sintomas como dor, náuseas persistentes e perda de apetite, por exemplo, e muitas vezes pode ser feito em combinação com a quimioterapia.

Esse tratamento é feito com a utilização de uma máquina, colocada perto do local afetado, que emite radiações capazes de destruir as células tumorais, sendo necessárias várias sessões de radioterapia, o que pode causar efeitos colaterais como coceira, irritação ou queimaduras na pele. Confira o que fazer para aliviar os efeitos colaterais da radioterapia.

Estadiamento do câncer de vesícula biliar

O estadiamento do câncer de vesícula biliar é feito através da biópsia de uma amostra da vesícula retirada durante a cirurgia e os resultados podem incluir:

  • Estádio I: o câncer está limitado às camadas interior da vesícula biliar;
  • Estádio II: o tumor afeta todas as camadas da vesícula biliar e pode desenvolver-se para os ductos biliares;
  • Estádio III: o câncer afeta a vesícula biliar e um ou mais órgãos vizinhos, como fígado, intestino delgado ou estômago;
  • Estádio IV: desenvolvimento de tumores grandes na vesícula biliar e em vários órgãos em locais mais distantes do corpo.

Quanto mais avançado é o estádio de desenvolvimento do câncer de vesícula biliar, mais complicado é o tratamento, sendo mais difícil alcançar a cura completa do problema.

Câncer de vesícula biliar tem cura?

O câncer de vesícula tem cura quando diagnosticado no estágio inicial e o seu tratamento é iniciado precocemente. No entanto, em estágios mais avançados, quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, é mais difícil alcançar a cura e, nesses casos podem ser indicados pelo oncologista apenas cuidados paliativos para manter a pessoa confortável e sem dor. 

Fonte tuasaude.com

Pleurodese: o que é, para que serve e como é feita

A pleurodese é um procedimento que tem como objetivo eliminar o espaço pleural, que corresponde ao espaço localizado entre as duas membranas que revestem o pulmão, evitando o acúmulo de líquidos e/ou ar nessa região, o que pode interferir diretamente na respiração, podendo colocar a vida da pessoa em risco.

Esse procedimento é realizado sob anestesia geral ou sob sedação, sendo importante que a pessoa permaneça alguns dias no hospital para que seja acompanhada e possam ser prevenidas complicações.

Pleurodese: o que é, para que serve e como é feita

Para que serve

A pleudorese é um procedimento que serve para prevenir a ocorrência de derrame pleural e pneumotórax, que são situações em que há dificuldade para respirar, dor no peito e tosse, por exemplo.

No caso do derrame pleural, há acúmulo de líquidos no espaço pleural, que é o espaço entre o pulmão e a membrana externa que recobre esse órgão, enquanto que o pneumotórax acontece quando o ar que deveria estar no pulmão, escapa para o espaço pleural e fica entre os pulmões e a parede torácica, aumentando a pressão sobre esse órgão e resultando nos sintomas. Saiba mais sobre o pneumotórax.

Assim, a pleurodese é feita com o objetivo de promover a eliminação do espaço pleural, evitando o acúmulo de líquidos ou presença de ar no espaço pleural, sendo então possível prevenir a recorrência dessas situações.

Como é feita

De forma geral, a pleurodese pode ser feita por meio da toracotomia, em que é feita abertura da cavidade torácica para visualizar o pulmão e estruturas associadas, ou toracoscopia, que corresponde a um exame em que é feita a visualização do espaço pleural através de um tubo flexível que possui uma pequena câmera em sua extremidade. Esses procedimentos podem ser feitos sob anestesia geral ou com a pessoa acordada sob sedação.

De acordo com a forma como é feita a eliminação do espaço pleural, o que pode variar de acordo com a recorrência das alterações pulmonares, a pleurodese pode ser classificada em:

  • Pleurodese química, em que são administrados medicamentos com o objetivo de favorecer a formação a aderência do pulmão e parede do tórax, eliminando o espaço pleural;
  • Pleurodese abrasiva, em que é feita uma esfoliação das células da pleura, provocando irritação do tecido local e favorecendo a formação de tecido cicatricial, o que facilita a aderência entre o pulmão e a parede do tórax. 

Em alguns casos, durante a realização da pleurodese, o médico pode realizar outro procedimento que tem como objetivo drenar o líquido e/ou ar que se encontra em torno dos pulmões, promovendo alívio dos sintomas.

Apesar de raro, é possível que existam algumas complicações do procedimento, como infecção, febre e dor no local em que foi realizado o procedimento e, por isso, é importante que a pessoa seja acompanhada pela equipe médica para que possam ser tomadas as medidas necessárias caso exista necessidade.

Como é a recuperação

A pleurodese é normalmente indicado que a pessoa permaneça alguns dias no hospital para que possam ser prevenidas as complicações e possa ser verificado se houve de fato a eliminação do espaço pleural, de forma a prevenir a recorrência de derrame pleural ou pneumotórax.

Após a alta, é importante que a pessoa troque o curativo diariamente de acordo com a recomendação do profissional de saúde. Além disso, deve-se evitar tocar na ferida, evitar tomar remédios ou aplicar cremes ou pomadas na região, sem indicação médica, evitar tomar banho ou frequentar piscinas até a ferida estar cicatrizada, e evitar pegar objetos pesados.

Fonte tuasaude.com