Mortes em fila de espera por UTIs se multiplicam no interior de SP, que amplia restrições para conter Covid

O colapso nas redes de saúde no interior de São Paulo devido à Covid-19 tem feito com que a cada dia mais cidades decretem medidas como o lockdown, fechando farmácias e supermercados e proibindo a venda de bebidas alcoólicas na tentativa de frear a disseminação do coronavírus.

Nas regiões de Ribeirão Preto e Franca, virou cena comum pessoas morrerem em leitos de pronto-socorros ou UPA (Unidade de Pronto Atendimento) enquanto esperam a abertura de uma vaga em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Com os hospitais lotados e sem ter como transferir pacientes para municípios vizinhos, também com 100% de ocupação em UTIs, 23 cidades nas duas regiões decretaram nos últimos dias medidas muito restritivas, 11 delas com lockdowns e 5 com restrições severas. E prefeitos relatam desespero com a situação.

Mesmo os municípios que adotaram medidas mais leves estão com níveis de restrições mais severos do que os previstos pelo plano do governo estadual para conter a pandemia.

Só em Franca, que iniciou lockdown nesta quinta (27), 50 pacientes estão no pronto-socorro Álvaro Azzuz, 24 deles esperando por uma vaga em UTI que por enquanto não existe. Nove desses pacientes estão intubados. Ao menos 7 já morreram no local aguardando leitos.

Em Batatais, um homem morreu na UPA depois de ficar quatro dias esperando transferência para algum hospital.

A suspensão do transporte coletivo para reduzir a circulação de pessoas e o fechamento de bancos são algumas das medidas que as prefeituras anunciaram —inclusive de forma conjunta— para tentar evitar a propagação da Covid-19.

Essas cidades, que somadas têm 1,53 milhão de habitantes, acumulam, até quarta-feira, 147.279 casos e 3.893 mortes em decorrência do coronavírus. Mas, mais do que o total de casos, a aceleração da necessidade de internações em UTI e de óbitos devido à circulação da variante brasileira (P.1) é o que mais tem preocupado as cidades.

Doze dos municípios têm menos de 20 mil habitantes e adotaram restrições por não terem leitos de UTI ou não terem condições de transferir pacientes para outras localidades.

É o caso de Brodowski, que tem só 20 leitos de enfermaria, todos ocupados e com três pacientes intubados. As opções são enviar os doentes para Batatais (10 km) ou Ribeirão Preto (24 km), mas a primeira não tem vagas livres em UTI há mais de dois meses e a rede pública da segunda também está no limite.

“Temos pessoas morrendo porque não abrem vagas nem em enfermarias, muito menos em UTI na região de Ribeirão Preto. A situação é caótica”, disse o prefeito José Luiz Perez (PSDB).

Na quarta, Perez anunciou medidas válidas de sexta (28) a 6 de junho que incluem fechamento da cidade com barreiras sanitárias, aferição de temperatura e blitze com equipes da Polícia Militar, agentes comunitários e fiscais. “Nós não temos onde colocar mais as pessoas, de tanta gente infectada em nosso município.”

Em Ipuã, o prefeito Ronywerton Marcelo Alves Pereira (PTB) chegou a decretar lockdown por dez dias, entre os dias 28 e 6, mas permitiu, nesta quinta, que o comércio pudesse abrir com 30% da capacidade.

“Nossos leitos de UTI estão com 100%, muita gente na fila aguardando leitos, muita gente morrendo na fila, morrendo nos leitos de UTI. Temos algumas variantes do vírus aqui na região, está ficando muito desesperadora a nossa situação sanitária”, disse ao anunciar as restrições.

Além de Franca, também já estão ou iniciarão lockdown Batatais, Bebedouro, Viradouro, Taiúva, Cristais Paulista, São José da Bela Vista, Cajuru, Patrocínio Paulista, Itirapuã e Restinga.

As restrições variam, mas em geral englobam o funcionamento apenas por delivery de supermercados e lojas.

Em Altinópolis, a prefeitura adotou toque de recolher das 20h às 5h até segunda (31), suspendeu o transporte circular, fechou o comércio e supermercados, proibiu a venda de bebidas e adotou barreiras sanitárias desde terça.

“O mais importante é que cada pessoa tenha consciência e responsabilidade. A situação é grave e nesse momento precisamos que cada um faça sua parte”, disse o prefeito José Roberto Ferracin Marques (PSD).

Nas outras cidades, as restrições se assemelham. Em Aramina, a prefeitura liberou o funcionamento normal de farmácias e supermercados, mas lojas, restaurantes e lanchonetes só atendem por delivery, drive-thru ou retirada.

Vizinhas a Franca, as cidades de Cristais Paulista, São José da Bela Vista e Patrocínio Paulista também terão lockdown de 15 dias. Em Patrocínio, com menos de 15 mil habitantes, 2 das 26 mortes da pandemia foram confirmadas na terça.

Em Cristais, a preocupação é a mesma que atinge Franca: festas em condomínios de chácaras aos finais de semana. Daí a restrição à venda de bebidas em algumas localidades.

A turística Rifaina, além de proibir a venda de bebidas e o consumo em vias públicas, vetou o encontro de pessoas e o funcionamento de academias, mas manteve supermercados abertos de segunda a sexta, assim como o comércio.

Já em Itirapuã, a prefeitura publicou decreto nesta quinta que fecha farmácias e supermercados, que só podem funcionar via delivery.

Também há decisões tomadas em conjunto, como a que envolveu Ituverava, Miguelópolis, Igarapava, Guará, Buritizal e Aramina, com o objetivo de evitar que uma siga aberta e receba consumidores de outra cidade que eventualmente tenha restringido atividades.

Segundo o prefeito de Miguelópolis, Naim Miguel Neto (PSDB), o temor é o desfecho da segunda onda da Covid-19 e o risco de as cidades chegarem à situação de municípios vizinhos, escassos de leitos.

“Sabemos que em Franca hoje não tem leito, que em Ribeirão não tem leito disponível, que se a gente hoje ou amanhã precisar de um leito de UTI, mesmo particular, não tem para onde encaminhar nosso paciente.”

Ituverava decidiu que supermercados podem abrir de segunda a sábado, com lotação máxima de 30%, mas restaurantes e bares não podem ter atendimento presencial até 13 de junho.

Em Guará, as medidas vigoram a partir de sexta, com toque de recolher das 21h às 6h, e supermercados não podem abrir aos domingos. Lanchonetes e pizzarias podem operar sem consumo no estabelecimento.

Maior cidade da região, Ribeirão Preto iniciou nesta quinta suas restrições, válidas por cinco dias, marcada pelo vazio que tomou conta dos seus principais corredores comerciais.

Cidade que tem como principais pilares da economia os setores de comércio e serviços, Ribeirão tinha como único movimento em seu calçadão, na região central, as luzes dos veículos em patrulhamento da Polícia Militar ou da Guarda Civil Metropolitana.

As avenidas Nove de Julho, Presidente Vargas, Francisco Junqueira e Dom Pedro, algumas das que concentram atividades comerciais, se assemelhavam ao movimento de feriados, com pouco trânsito de veículos e algumas pessoas fazendo caminhada.

Com 2.132 óbitos até quarta, Ribeirão acumula mais de 78 mil casos da doença e chegou à noite desta quinta com 94,38% de ocupação em UTIs, com 302 pacientes para as 320 vagas existentes.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Escaras: o que são, tratamento e como evitar

As escaras, também conhecidas como escaras de decúbito ou úlceras de pressão, são feridas que podem surgir em áreas da pele que ficam muito tempo sob pressão. Por esse motivo, este tipo de ferida é mais comum em quem fica muito tempo na mesma posição numa cadeira de rodas ou deitado na cama, como acontece em pacientes internados ou acamados.

As escaras se desenvolvem porque o fluxo de sangue para a pele é diminuído quando a pessoa fica mais de 2 ou 3 horas na mesma posição, especialmente em locais com saliências ósseas, como calcanhar, tornozelo, quadril ou cóccix.

O maior perigo das escaras é a infecção que pode ocorrer nessas feridas, pois as bactérias podem entrar facilmente no corpo através de uma escara aberta e mal cuidada, trazendo maiores complicações para o estado de saúde.

Escaras: o que são, tratamento e como evitar

Principais sintomas

Os principais sintomas das escaras são dor ou coceira na região da pele afetada, mas que podem não ser percebidos por pessoas que não têm sensibilidade em alguma parte do corpo como no caso de paraplégicos ou tetraplégicos, ou pessoas que estejam inconscientes.

De forma geral, as escaras são classificadas de acordo com a gravidade dos sintomas, podendo ser: 

  • Estágio 1: é o estágio inicial da formação da úlcera e a pele fica vermelha e quente, e, em alguns casos pode apresentar uma cor azul ou roxa, sendo comum os sintomas de queimação, dor ou coceira na região afetada;
  • Estágio 2: neste estágio a pele da região afetada apresenta feridas ou bolhas com conteúdo aquoso claro a amarelado que podem se romper causando uma ferida aberta, e a pele ao redor da ferida pode ficar esbranquiçada. O sintoma mais comum nesse estágio é a dor;
  • Estágio 3: formam-se feridas abertas, que podem atingir a camada de gordura da pele. Neste estágio, é importante procurar sinais de infecção na úlcera como mal cheiro ou pus;
  • Estágio 4: esse estágio é o mais grave da escara, que afeta tecidos mais profundos como músculos, ligamentos e tendões, e, em casos mais graves pode afetar as cartilagens e os ossos. Geralmente, a pele apresenta necrose, que é um tecido morto, apresentando uma cor preta e o risco de infecção é maior. 

Os locais mais frequentes para o surgimento de escaras são a região do cóccix, logo acima do bumbum, as laterais do quadril, os calcanhares, as orelhas, os ombros e os  joelhos, pois são locais do corpo que ficam mais facilmente sobre superfícies duras, dificultando a circulação de sangue.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da escara é feito pelo médico ou enfermeiro através da avaliação da aparência da pele e dos sinais de infecção, para determinar o estágio da escara e iniciar o tratamento mais adequado. Nos estágios 3 e 4, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar o estado de saúde geral e identificar se existe alguma infecção no corpo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para escaras que ainda não estão abertas consiste em melhorar a circulação sanguínea local, através de massagem suave com óleo de girassol ou creme hidratante, assim como mudanças regulares da posição do corpo.

No entanto, nas escaras que já estão abertas é aconselhado que o tratamento seja feito por um médico ou enfermeiro, no hospital ou no posto de saúde, já que o uso de pomadas erradas ou a realização de um curativo sujo podem levam ao surgimento de uma escara infectada e muito mais difícil de tratar, que pode colocar a vida em risco.

As pomadas para escaras variam de acordo com o tecido presente na ferida, assim como a possibilidade de existir infecção ou liberação de algum tipo de líquido. Assim, o médico ou enfermeiro, devem aconselhar o tipo de creme ou pomada mais adequado. Caso esse produto possa ser usado em casa para fazer curativos, o enfermeiro irá ensinar como fazer, caso contrário, o curativo precisará ser sempre feito pelo enfermeiro. Confira as principais pomadas indicadas para o tratamento das escaras.  

Como evitar o surgimento de escaras

As escaras podem ser evitadas através de algumas medidas simples que podem ser feitas pelo enfermeiro no hospital ou em casa pelo cuidador, além da própria pessoa caso consiga se movimentar, e incluem:

  • Mudança da posição do corpo de 2 em 2 horas para prevenir o estresse na pele;
  • Usar almofadas ou travesseiros para elevar partes do corpo que podem ficar sob muita pressão como os joelhos, os calcanhares ou os tornozelos;
  • Usar colchão de casca de ovo ou pneumático, um tipo de colchão que evita o excesso de pressão sobre a pele;
  • Evitar posicionar a pessoa do lado em que a pele tenha sinais de inchaço, dor ou vermelhidão;
  • Manter a pele sempre limpa e seca, principalmente após os episódios de incontinência urinária, pois a urina pode agredir a pele;
  • Usar cremes hidratantes ou emolientes na pele, recomendados pelo médico ou enfermeiro;
  • Passar um creme de barreira para proteger a pele da umidade excessiva, contendo óxido de zinco, petrolato ou dimeticone, como Halibut pomada, Dermodex ou Bepantol, por exemplo; 
  • Utilizar curativos de espuma ou filme transparente nas áreas com maior risco de desenvolver escara como calcanhar, região lombar, lateral dos quadris, ombros ou cotovelos, por exemplo;
  • Usar almofada de assento quando a pessoa estiver sentada ou para cadeirantes e mudar de posição a cada 15 minutos.

É também recomendado examinar a pele diariamente, procurando sinais de inchaço ou vermelhidão, especialmente nas áreas ósseas, e beber pelo menos 2 litros de água por dia para manter a pele hidratada evitar fumar, e manter uma boa alimentação, incluindo alimentos cicatrizantes como salmão, laranja ou brócolis, por exemplo. Confira a lista completa de alimentos cicatrizantes para prevenção de escaras.  

Além disso, no caso de pessoas acamadas, pode-se colocar um lençol por baixo da pessoa, como suporte, para facilitar a mudança de posição da pessoa, sem arrastá-la, o que evita agressões à pele e ajuda a prevenir o surgimento das escaras.

Assista o vídeo com o enfermeiro Manuel Reis sobre como fazer as mudanças de posição em pessoas acamadas:

Possíveis complicações

As complicações que as escaras podem causar são:

  • Celulite, que é um tipo de infecção na pele;
  • Infecção nos ossos ou articulações;
  • Câncer, quando a ferida não cicatriza;
  • Infecção generalizada.

Depois que uma escara se desenvolve, pode levar dias, meses ou até anos para cicatrizar, e por isso, deve-se fazer o tratamento recomendado pelo médico para evitar a infecção da ferida que pode se espalhar pelo corpo e ainda causar sintomas como confusão mental, batimento cardíaco acelerado ou fraqueza generalizada.

Fonte tuasaude.com

Cores de aparelho da moda: saiba como escolher a ideal para você

As cores do aparelho sempre estiveram na moda, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre qual a melhor cor e como combiná-la com outros aspectos do dia a dia.  Muito além de um processo odontológico, as cores de aparelho são importantes para tornar o processo até mesmo mais divertido. Feita a escolha do paciente sobre …

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Como se iniciou a pandemia? Como evitaremos que aconteça novamente?

Um ano e meio após o início da pandemia, a tese “oficial” sobre a origem do vírus continua sendo de que ele teria sido transmitido de forma natural de um morcego para um humano em um mercado de animais silvestres em Wuhan, na China. Porém, neste último domingo, novas informações publicadas pelo The Wall Street Journal podem indicar outra possibilidade sobre o início da pandemia.

Segundo um relatório da Inteligência americana, três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan ficaram doentes em novembro de 2019 e procuraram ajuda hospitalar. Fontes próximas deste relatório confirmaram a informação. Não está claro exatamente quais foram os sintomas apresentados por estes pesquisadores.

O que se sabe é que eles trabalhavam em um laboratório de Wuhan que conduz pesquisas sobre o coronavírus em morcegos e outros animais silvestres, e adoeceram cerca de um mês antes das autoridades chinesas confirmarem os primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus, em dezembro de 2019, também em Wuhan.

Outra informação importante publicada pelo The Wall Street Journal precede em alguns anos estes fatos recentes. Em 2012, em uma mina no sudoeste da China, houve um inesperado encontro entre trabalhadores e uma enxurrada de morcegos. Seis deles ficaram doentes, três morreram. Cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan foram chamados para investigar o caso e, após coletarem amostras dos morcegos na mina, identificaram vários novos tipos de coronavírus.

Desde a epidemia de 2002, também iniciada na China, o Instituto de Virologia de Wuhan faz pesquisas de vírus em animais silvestres, como é citado no próprio site do Instituto.

Conversei com uma fonte, sob condição de anonimato, que trabalha há 30 anos na área de saúde pública dos EUA, e que está atualmente no Department of Health and Human Services (Departamento de Saúde e Serviços Humanos). Ele levantou um questionamento fundamental em relação à ética de países que fazem pesquisas de patógenos que sequer existem entre humanos. Por que há países conduzindo este tipo de pesquisa? Por que não existem normas internacionais para a pesquisa de patógenos, assim como é feito com a bomba atômica?

Outro ponto importante que foi citado é a necessidade de um olhar estratégico para o futuro.

O que faremos se outra pandemia voltar a assolar o mundo? Quais serão as regras do jogo daqui pra frente? Quais são os possíveis cenários de crises sanitárias e econômicas, e o que a comunidade internacional fará para rapidamente estancar o problema caso ele volte a acontecer? Como será feita a comunicação para que fronteiras sejam fechadas o mais rápido possível? Por que não é feito um tratado internacional pela preservação da saúde pública?

São todas questões fundamentais que precisam ser amplamente debatidas pela comunidade internacional.

O que chama a atenção nesta história, além da óbvia suspeita de que o vírus possa ter sido transmitido para humanos em um laboratório, mesmo que de forma acidental, é a tentativa de diversos setores de abafar o simples questionamento sobre a origem da pandemia.

Estamos atravessando o mais grave problema em escala global desde a Segunda Guerra Mundial. Os efeitos sanitários, econômicos e psicológicos para a população mundial têm sido devastadores. Até o momento, 3,5 milhões de pessoas morreram de Covid-19. Países no mundo todo enfrentam graves crises econômicas com altíssimos níveis de desemprego. Diante deste cenário, qualquer pessoa minimamente inteligente se perguntará: como se iniciou este problema? Ele poderia ter sido evitado?

Muitas pessoas, ao se depararem com estes óbvios questionamentos, argumentam que a China é a principal parceira comercial do Brasil, e portanto não deveríamos levantar suspeitas sobre a origem da pandemia. Ora, esse argumento não faz o menor sentido. É fato que a China tem um peso econômico fundamental, não só para o Brasil mas para diversos países no mundo todo. Isso em nada altera o fato de que a população mundial tem o direito de saber como esta pandemia se iniciou e se ela poderia ter sido evitada.

Aqui podemos traçar um paralelo com as empresas investigadas no Petrolão. Todas elas inegavelmente têm um peso econômico relevante e são responsáveis por centenas de milhares de empregos. Portanto, após as devidas correções de rota e penalidades, elas devem continuar exercendo este importante papel em nossa economia. Isso não quer dizer que os controladores dessas empresas não deveriam ter sido investigados.

Existe uma crescente vontade entre as agências de inteligência e a comunidade científica de se fazer uma profunda investigação sobre a origem da pandemia. Precisamos não apenas saber sua origem, mas debater qual será a ética e as regras da comunidade internacional daqui para frente se quisermos evitar outro problema desta magnitude ao longo das próximas décadas. Resta saber se a comunidade diplomática terá coragem para colocar este debate na mesa, tendo em vista que a China não se mostra muito disposta a fornecer as respostas que estamos buscando.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Colágeno: o que é, benefícios e quando usar

O colágeno, ou colagênio, é uma proteína responsável por garantir firmeza e elasticidade à pele, que é produzida naturalmente pelo corpo, mas também pode ser encontrada em alimentos como carne e gelatina, em cremes hidratantes ou suplementos alimentares em cápsulas ou pó.

Esta proteína é muito importante para manter as células firmes e unidas, prevenindo o aparecimento de estrias, rugas e linhas de expressão, além de também ser essencial para promover a saúde do cabelo e das unhas.

Além disso, o colágeno é fundamental para a formação dos tendões, cartilagens e ligamentos presentes nas articulações, evitando o contato entre os ossos e, consequentemente, o seu desgaste.

Colágeno: o que é, benefícios e quando usar

Principais benefícios

O colágeno é uma proteína importante para manter a firmeza da pele e o bom funcionamento do organismo, sendo que os principais benefícios dessa proteína são:

1. Previne o aparecimento de rugas

O colágeno é o maior constituinte das células da pele, promovendo o fortalecimento e aumentando a elasticidade e a hidratação da pele e, por isso, ajuda a prevenir o aparecimento de rugas e linhas de expressão.

Alguns estudos mostram que consumir suplementos com colágeno, estimula o corpo a produzir outras proteínas que também aumentam a firmeza e elasticidade da pele, como a elastina e fibrilina, ajudando a retardar o envelhecimento da pele, reduzindo as rugas e o ressecamento.

2. Auxilia no tratamento da osteoartrite

A osteoartrite é uma doença que causa inflamação, inchaço e dor nas articulações e ocorre devido ao desgaste da cartilagem, que é formada principalmente por colágeno, e tem como função revestir os ossos, amortecendo impactos e impedindo o contato entre os ossos.

De forma geral, a quantidade de colágeno produzida pelo corpo diminui com a idade, aumentando o risco do desenvolvimento da osteoartrite.

Alguns estudos têm demonstrado que consumir suplementos de colágeno, ajuda a reduzir a inflamação das articulações, além de estimular o corpo a produzir colágeno, o que diminui a dor, sendo muito útil para auxiliar no tratamento da osteoartrite.

3. Fortalece os ossos

O colágeno é importante para dar estrutura e firmeza aos ossos, mantendo-os fortes, no entanto, com o envelhecimento, a quantidade de colágeno nos ossos diminui, deixando-os mais frágeis e menos densos, o que aumenta o risco de fraturas, além de dificultar a cicatrização.

Muitos estudos mostram que os suplementos de colágeno ajudam a fortalecer e aumentar a densidade dos ossos e reduzir o risco de desenvolvimento da osteoporose ou osteopenia. 

4. Aumenta a massa muscular

O colágeno é necessário para manter os músculos fortes e funcionando corretamente e a utilização de suplementos de colágeno, ajuda a aumentar a massa e a força muscular, por promover a síntese de proteínas musculares como a creatina, por exemplo.

Além disso, o suplemento de colágeno pode ser muito útil para atletas, pessoas com sarcopenia ou para evitar a perda muscular que ocorre com o envelhecimento.

5. Melhora a saúde cardiovascular

O colágeno faz parte da estrutura das artérias, promovendo uma maior elasticidade dos vasos sanguíneos, o que facilita o transporte de sangue do coração para o resto do corpo. Quando não há colágeno suficiente no corpo, as artérias podem ficar mais fracas e frágeis, aumentando o risco de aterosclerose, que é uma doença cardiovascular caracterizada pelo estreitamento das artérias e que pode causar infarto ou AVC, por exemplo.

Alguns estudos mostram que tomar suplementos de colágeno melhora a saúde cardiovascular e ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento da aterosclerose. Além disso, esses suplementos também aumentam o colesterol bom, que é importante para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

6. Promove a saúde do cabelo e das unhas

O colágeno ajuda a promover a saúde do cabelo e das unhas, pois também faz parte desses tecidos, aumentando o crescimento e a elasticidade dos cabelos, e a resistência das unhas, deixando-as mais fortes e saudáveis.

Quando usar

O uso de colágeno é indicado quando começam a surgir sinais indicativos de que a quantidade dessa proteína no organismo está menor, o que pode ser observado com mais frequência a partir dos 50 anos. Assim, alguns sinais indicativos de menor quantidade de colágeno são:

  • Diminuição da espessura dos fios de cabelo;
  • Aumento da flacidez e perda de elasticidade da pele;
  • Surgimento de rugas e de linhas de expressão;
  • Aparecimento de estrias;
  • Pele fina e desidratada;
  • Diminuição da densidade dos ossos, como nos casos de osteopenia e osteoporose;
  • Enfraquecimento das articulações e dos ligamentos.

Na presença de sinais indicativos de pouca quantidade de colágeno no corpo, é importante consultar o médico para que seja feita uma avaliação completa e possa ser indicado o uso de suplemento, caso haja necessidade.

Como repor o colágeno

Para repor o colágeno e garantir todos os benefícios dessa proteína é importante aumentar o consumo de alimentos que são fontes de colágeno. No entanto, em alguns casos quando apenas o consumo de alimentos ricos em colágeno é suficiente, pode ser recomendado pelo médico o uso de suplementos.

Alimentação rica em colágeno

A alimentação rica em colágeno deve ser feita aumentando o consumo de carnes vermelhas, carnes brancas ou gelatina, por exemplo, sendo também recomendado acrescentar à alimentação do dia a dia alimentos ricos em vitamina C, como laranja, kiwi, abacaxi ou mamão, pois ajudam a melhorar a absorção do colágeno. Conheça outros alimentos ricos em colágeno para acrescentar à dieta do dia a dia.  

Suplementos de colágeno

Os suplementos de colágeno podem ser tomados na forma de cápsulas, comprimidos ou pó, que deve ser diluído em água e tomado juntamente com o suco de limão, por exemplo, sendo importante que o uso do suplemento seja recomendado pelo médico ou nutricionista.

Estes suplementos podem ser comprados em farmácias, drogarias, lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação, na forma de colágeno hidrolisado e o tempo de tratamento deve ser de pelo menos 9 meses, com uma dose máxima diária de 9 g de colágeno para obter os benefícios dessa proteína. Veja como deve ser feito o tratamento com colágeno hidrolisado.  

Fonte tuasaude.com

Lotação de UTIs volta a crescer em SP e reforça previsão de terceira onda no município

A lotação de UTIs na cidade de São Paulo voltou a dar um salto nesta semana, reforçando a previsão de que uma terceira onda de Covid-19 atingirá o município.

SALTO

O percentual de leitos ocupados em UTIs saltou de 76% na sexta (21) para 82% na segunda (24).

SALTO 2

O crescimento em relação à semana passada fez a tensão aumentar na Secretaria Municipal de Saúde: a ocupação sobe mesmo com a abertura de 300 leitos de UTIs na cidade desde janeiro.

SOMA

A administração municipal deve abrir nos próximos dias mais 250 novos leitos de UTIs. “Estamos nos preparando para um eventual recrudescimento da Covid-19 na cidade”, diz o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Acromatopsia: o que é, sintomas, causas e tratamento

A cegueira de cores, conhecida cientificamente como acromatopsia, é uma alteração da retina que pode acontecer tanto em homens como em mulheres e que provoca sintomas como diminuição da visão, sensibilidade excessiva à luz e dificuldade para enxergar cores.

Ao contrário do daltonismo, em que a pessoa não consegue distinguir algumas cores, a acromatopsia pode impedir totalmente de observar outras cores além de preto, branco e alguns tons de cinza, devido a uma disfunção presente nas células que processam a luz e a visão da cor, chamadas de cones.

Geralmente, a cegueira de cores surge desde o nascimento, uma vez que a sua principal causa é uma alteração genética, no entanto, em alguns casos mais raros, a acromatopsia também pode ser adquirida durante a vida adulta devido a lesões no cérebro, como tumores, por exemplo.

Embora a acromatopsia não tenha cura, o oftalmologista pode recomendar o tratamento com o uso de óculos especiais que ajudam a melhorar a visão e atenuando os sintomas.

Visão de uma pessoa com acromatopsia completa

Visão de uma pessoa com acromatopsia completa

Principais sintomas

Na maior parte dos casos, os sintomas podem começar a surgir logo nas primeiras semanas de vida, ficando mais evidentes com o crescimento da criança. Alguns desses sintomas incluem:

  • Dificuldade para abrir os olhos durante o dia ou em locais com muita luz;
  • Tremores e oscilações dos olhos;
  • Dificuldade para enxergar;
  • Dificuldade para aprender ou distinguir cores;
  • Visão a preto e branco.

Em casos mais graves, pode também ocorrer um movimento rápido dos olhos de um lado para o outro.

Em alguns casos, o diagnóstico pode ser difícil já que a pessoa pode não estar consciente da sua situação e não procurar ajuda médica. Em crianças pode ser mais fácil perceber a acromatopsia quando elas têm dificuldade para aprender as cores na escola.

O que pode causar a acromatopsia

A principal causa de cegueira de cores é uma alteração genética que impede o desenvolvimento das células, do olho, que permitem observar as cores, conhecidas como cones. Quando os cones são completamente afetados, a acromatopsia é completa e, nesses casos, só se enxerga a preto e branco, porém, quando a alteração nos cones é menos grave, a visão pode ficar afetada mas ainda permitir distinguir algumas cores, sendo chamada de acromatopsia parcial.

Por ser causada por uma alteração genética, a doença pode passar de pais para filhos, mas apenas se existirem casos de acromatopsia na família do pai ou da mãe, mesmo que eles não apresentem a doença.

Além das alterações genéticas, também existem casos de cegueira de cores que surgiram durante a idade adulta devido a lesões cerebrais, como tumores ou toma de um remédio chamado hidroxicloroquina, que é geralmente utilizado em doenças reumáticas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico normalmente é feito por um oftalmologista ou pediatra, apenas através da observação dos sintomas e testes de cor. No entanto, pode ser necessário fazer um teste de visão, chamado de eletrorretinografia, que permite avaliar a atividade elétrica da retina, sendo capaz de revelar se os cones estão funcionando corretamente.

Como é feito o tratamento

Atualmente, esta doença não tem tratamento, pelo que o objetivo se baseia em aliviar os sintomas, o que pode ser feito com o uso de óculos especiais com lentes escuras que ajudam a melhorar a visão ao mesmo tempo que diminuem a luz, melhorando a sensibilidade.

Além disso, é recomendado utilizar chapéu na rua para diminuir a luminosidade sobre os olhos e evitar atividades que necessitem de muita acuidade visual, pois podem cansar rapidamente e causar sentimentos de frustração.

Para permitir que a criança tenha um desenvolvimento intelectual normal é aconselhado informar os professores sobre o problema, para que possam sentá-la sempre na primeira fila e oferecer material com letras e números grandes, por exemplo.

Fonte tuasaude.com

Cores de aparelho para morenas: saiba escolher a que melhor combina com você

A escolha da cor certa de aparelho dental pode ser de grande influência para o dia a dia de cada paciente, ainda mais por conta das combinações que precisam ser analisadas, como cores de aparelho para pessoas morenas. Dentre todas as cores de aparelho que podem ser utilizadas para tal procedimento é preciso ter atenção …

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Tuíte engana ao sugerir que Bolsonaro recusou oferta anterior da Pfizer para conseguir mais vacinas

É enganosa uma mensagem publicada no Twitter que sugere que o governo federal recusou propostas de aquisição de vacinas da Pfizer em 2020 como estratégia para obter um contrato com cronograma de entregas mais vantajoso em 2021.

Conforme verificado pelo Comprova, não há evidências de que a recusa de uma oferta da farmacêutica em dezembro e a ausência de manifestação do Ministério da Saúde sobre propostas anteriores tenham contribuído para a pasta antecipar o recebimento de um volume maior de vacinas até setembro deste ano.

A companhia, que aumentou seu potencial produtivo do imunizante em 2021, também antecipou o cronograma de entregas de doses para os Estados Unidos e a União Europeia. Registros públicos indicam que o principal impasse nas discussões entre a Pfizer e o governo no fim do ano passado foram as cláusulas de contrato propostas pela empresa.

A publicação ainda omite que, em agosto do ano passado, a Pfizer chegou a ofertar lotes programados para dezembro e um volume maior de doses no primeiro semestre de 2021, se comparado ao contrato assinado pelo Ministério da Saúde.

Epidemiologistas ouvidos pela reportagem afirmam que vidas poderiam ter sido salvas caso a imunização contra o coronavírus tivesse sido iniciada mais cedo. Eles ressaltaram que o governo poderia ter reforçado as compras em contratos futuros —como ocorreu recentemente.

O Ministério da Saúde e o autor do tuíte foram procurados, mas não responderam aos nossos contatos até a publicação deste texto.

Como verificamos?

Buscamos, em matérias publicadas por diversos veículos de comunicação desde o começo do ano, informações sobre o processo de compra dos imunizantes produzidos pela Pfizer. O objetivo foi entender a cronologia da negociação com a farmacêutica.

Depois, acessamos material publicado na imprensa sobre as declarações a respeito do assunto que estão sendo dadas por testemunhas ouvidas na CPI da Covid no Senado, para tentar esclarecer pontos que ainda não são totalmente claros nesta negociação.

Também ouvimos dois epidemiologistas para entender as possíveis consequências de se ter adiado o início da vacinação.

Por fim, contatamos o Ministério da Saúde e o autor da postagem no Twitter, que não nos responderam até a publicação deste texto.

Verificação

“Cláusulas leoninas”

Ao dizer que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recusou um contrato de 70 milhões de doses de vacina até em prol de um contrato de 100 milhões de doses, o post omite que um dos principais impasses nas negociações entre a Pfizer e o Governo Federal em dezembro foram as cláusulas dos contratos apresentados pela farmacêutica.

Após a empresa comentar publicamente as negociações frustradas em janeiro, o governo publicou uma nota em que acusou a companhia de adotar “cláusulas leoninas” no contrato, como um dispositivo que eximia a responsabilização da farmacêutica por possíveis efeitos colaterais ligados à vacinação.

Discursos de Bolsonaro reforçam que as cláusulas foram um ponto sensível da negociação. “Lá, na Pfizer, tá bem claro no contrato: nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema de você”, afirmou Bolsonaro, durante pronunciamento em dezembro.

O comunicado de janeiro do governo cita que o número de doses iniciais era baixo e causaria “frustração em todos os brasileiros”. A proposta, no entanto, previa quase o mesmo número de doses até o segundo trimestre se comparada à oferta da farmacêutica realizada em fevereiro deste ano, que foi atualizada pela empresa em março e finalmente aceita pelo governo brasileiro. Não há evidência, portanto, de que, como quer fazer crer o tweet verificado, o governo não fechou o contrato no fim de 2020 porque a quantidade de vacinas oferecida era menor que o desejado.

Em janeiro, segundo uma matéria do Estadão, o governo federal deixou de incluir em uma Medida Provisória (1.062/2021) um dispositivo que permitia que a União se responsabilizasse por possíveis efeitos colaterais da aplicação dos imunizantes. A cláusula faz parte dos contratos que a Pfizer firmou com vários outros países que adquiriram as vacinas contra a Covid-19, assim como a exigência de garantias por parte do governo brasileiro —trecho que também foi suprimido da versão original da MP. Um outro texto legal, com previsões similares ligadas à responsabilidade civil e que autorizou que o governo federal fechasse o primeiro acordo com a farmacêutica só foi sancionado em 10 de março.

Aumento de produção

Com mais de 12 mil interações no Twitter, a publicação enganosa afirma que “Bolsonaro recusou um contrato de 70 milhões de doses de vacina até dezembro/21 em prol de um contrato de 100 milhões de doses até setembro/21.”.

As propostas iniciais da Pfizer ao governo brasileiro de fato previam a entrega de 70 milhões de doses até o fim de 2021. Também é verdade que o contrato assinado em março deste ano estabeleceu um cronograma com 100 milhões de vacinas até o terceiro trimestre. O que o boato não menciona é que a farmacêutica expandiu sua capacidade produtiva do imunizante e também ofereceu melhores prazos de entrega para outros países.

O post analisado pelo Comprova remete a uma oferta da Pfizer de 70 milhões de doses realizada em novembro de 2020 e discutida com o Ministério da Saúde no mês seguinte. Recusada pelo governo, a proposta estipulava a entrega de 2 milhões de doses no 1º trimestre de 2021; 6,5 milhões no 2º trimestre; 32 milhões no 3º trimestre; e 29,5 milhões no 4º trimestre, conforme revelou a farmacêutica.

Antes disso, a empresa havia oferecido, em agosto, três ofertas com seis opções de compras divididas em 30 milhões e 70 milhões de doses. Todas foram ignoradas pela pasta, segundo depoimentos na CPI sobre o enfrentamento da pandemia no Brasil.

As condições da proposta de novembro são semelhantes às de um outro contrato oferecido pela Pfizer em fevereiro deste ano. Depois, outros prazos de entrega foram oferecidos ao governo brasileiro e o contrato com a farmacêutica foi assinado em março. A diferença é que a última oferta envolve um volume de mais 200 mil doses até o primeiro semestre e mais 30 milhões de unidades adicionais nos últimos três meses do ano —o que resultou na quantidade total de 100 milhões de vacinas.

A proposta da Pfizer finalmente aceita pelo governo tem mais doses não porque o governo brasileiro recusou a primeira oferta, mas sim porque a empresa ampliou sua capacidade de produção.

Uma matéria do Estadão mostra que em 8 de março a Pfizer apresentou um novo cronograma que atualizou a previsão de entrega de 8,7 milhões de doses, para 14 milhões de unidades até o segundo semestre. A CNN Brasil informou que na mesma reunião a farmacêutica se comprometeu a antecipar para setembro a conclusão da entrega de todas as 100 milhões de doses. Essas condições estão presentes no acordo assinado pelo governo federal com a farmacêutica em 18 de março.

Ainda na mesma reunião, o ministro da economia Paulo Guedes disse que a farmacêutica teria anunciado no evento um aumento da produção diária da vacina de 1,5 milhão, para 5 milhões de doses. Em janeiro, a Pfizer já havia ampliado a previsão de fabricação anual de doses de 2021 em 750 milhões, totalizando 2 bilhões de doses do imunizante.

Conforme matéria da revista Veja, a iminente inauguração de uma nova fábrica em Marburgo, na Alemanha, corroborou com o anúncio. Em março, alguns dias depois de ter fechado o contrato de 100 milhões de doses com o Brasil, a empresa ampliou a meta novamente, dessa vez para 2,5 bilhões de vacinas.

A expansão da capacidade produtiva do imunizante também resultou na antecipação do cronograma de entregas de vacinas para outras nações. Em abril, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, informou que a farmacêutica antecipou para setembro a entrega de 50 milhões de doses à União Europeia anteriormente previstas para o último trimestre de 2020.

O presidente da Pfizer também anunciou adiantamentos no cronograma de entregas do imunizante aos Estados Unidos.

Vacinação antecipada faria diferença

O post também não menciona que a Pfizer, em agosto do ano passado, ofereceu ao menos três propostas de 70 milhões de doses com entregas previstas para 2020.

Uma oferta efetuada em 26 de agosto estipulava remessas de 1,5 milhão de doses ainda no ano passado, 17 milhões até o segundo trimestre de 2021, e outras 51,5 milhões até dezembro. Em vias de comparação, o acordo assinado em março pelo Governo Federal define a entrega de 4,5 milhões de doses a menos até junho na comparação com a proposta anterior da Pfizer, embora estabeleça um volume maior a longo prazo.

Para o colunista da Folha e professor de epidemiologia da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) Pedro Hallal, a narrativa da publicação é “absolutamente ridícula” e ignora os benefícios da vacinação precoce. Segundo o cientista, quanto mais rápido fosse o início da imunização, melhor seria o impacto no combate à pandemia no país.

De acordo com Hallal, o início precoce da vacinação poderia, por exemplo, diminuir a intensidade da curva epidemiológica observada entre a metade de fevereiro e a metade de abril. Somente neste período, foram confirmadas mais de 130 mil mortes por Covid-19 no Brasil, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

Ele ressalta que “nada impediria que assinado o (contrato) de 70 milhões lá atrás, a Pfizer tivesse ampliado a produção e ofertasse um novo, de 100 milhões esse ano”. Uma situação semelhante, inclusive, ocorreu na semana passada.

O Ministério da Saúde anunciou um segundo acordo com a Pfizer para aquisição de mais 100 milhões de vacinas. A nova reserva vai somar com a mesma quantidade de doses já contratadas em março pelo governo federal, totalizando 200 milhões de unidades, sem prejudicar o acordo anterior.

Também ouvido pela reportagem, o epidemiologista e professor emérito da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais José Geraldo Leite Ribeiro ressaltou que seria preferível iniciar a imunização o mais cedo possível. “Quanto mais rápido aplicarmos a segunda dose nas pessoas, mais rapidamente nós vamos diminuir pelo menos a hospitalização (de pacientes infectados)”, disse.

Impacto

Uma reportagem da Folha, publicada em 13 de maio, cita uma estimativa feita por Pedro Hallal, a pedido do veículo, sobre o impacto das 4,5 milhões de doses que seriam entregues pela Pfizer ao Brasil entre dezembro e março, caso o País tivesse aceito as primeiras propostas da farmacêutica.

O cálculo indica que até 14 mil mortes poderiam ter sido evitadas, dentro de uma margem de erro de 5 mil a 25 mil óbitos. A vacinação precoce também poderia ter impedido 30 mil internações em UTIs (unidades de terapia intensiva). Neste caso, a margem de erro varia entre 23 mil e 37 mil ocorrências.

Para chegar às estimativas, Hallal considerou uma taxa de letalidade do coronavírus em 1% e a taxa de eficácia da vacina de 94%, além da hipótese de que até um terço da população já apresentaria anticorpos contra o vírus.

Já uma estimativa feita pela USP (Universidade de São Paulo), em parceria com o UOL, aponta que se o acordo de compra de doses tivesse sido fechado no ano passado, o país teria quase 22% da população vacinada pelo menos uma vez contra a Covid-19 —um aumento de mais de 8 milhões de pessoas em relação ao número atual de vacinados (37.729.214, até 20 de maio, segundo dados do Ministério da Saúde).

Considerando dados do consórcio de veículos de imprensa, o número é menor, mas ainda corresponde a 18,84% da população.

Por que investigamos?

O Comprova verifica conteúdos suspeitos que viralizaram nas redes sociais e que tratam da pandemia da Covid-19 e de políticas públicas do governo federal.

Tuítes enganosos como o verificado aqui, que teve mais de 13 mil interações na plataforma, são perigosos por distorcerem a real política de imunização e os esforços que foram ou não adotados pelo governo federal para garantir a compra de vacinas contra o novo coronavírus.

Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor, bem como aquele que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações disponíveis no dia 21 de maio de 2021.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude