Vacina Covaxin tem eficácia de 100% contra casos graves em estudo na Índia

A vacina indiana Covaxin, produzida pela farmacêutica Bharat Biotech, possui eficácia de 100% contra casos graves da Covid-19.

Além disso, a eficácia global do imunizante, contra qualquer tipo de caso leve ou moderado, foi de 78%. Houve proteção também de 70% para casos assintomáticos da doença.

Os dados foram divulgados pela empresa nesta quarta-feira (21).

Esses são os resultados parciais de uma segunda análise interina dos ensaios clínicos da vacina no país asiático. No início de março, com a conclusão de 43 casos confirmados da Covid-19, os pesquisadores divulgaram uma taxa de eficácia de cerca de 81% contra casos sintomáticos da doença.

Para a segunda análise interina, a farmacêutica esperava atingir um número mínimo de 87 casos sintomáticos, mas, com a recente alta de casos na Índia, foram registrados 127 casos sintomáticos.

A empresa não divulgou, no entanto, quantos casos foram no grupo que recebeu a vacina e quantos nos voluntários que receberam placebo —uma substância inócua e sem efeitos no organismo.

A eficácia de 100% foi calculada em um subgrupo de voluntários e reduziu drasticamente as hospitalizações. A expectativa é de conclusão da fase 3 de estudos em junho e submissão dos resultados para uma publicação científica na sequência.

Os estudos clínicos da Covaxin são atualmente conduzidos na Índia com 25.800 pessoas com idades entre 18 e 98 anos. A vacina é administrada em duas doses, via intramuscular, com intervalo de 28 dias entre elas.

O desfecho considerado para o ensaio clínico, isto é, qual parâmetro os cientistas consideraram para um caso confirmado, foi o resultado positivo no exame de RT-PCR e a presença de sintomas (leves, moderados ou severos) até 14 dias após a aplicação da injeção.

O anúncio não informou quais seriam os sintomas considerados para a confirmação do desfecho clínico, no entanto. De acordo com os dados divulgados, a vacina é segura e bem tolerada, com baixa incidência de efeitos adversos severos.

Na Índia, a Covaxin foi aprovada para uso emergencial no início do ano. Ela é composta de vírus inativado e produzida em parceria com o Instituto Nacional de Virologia da Índia.

No Brasil, o governo federal firmou um acordo com a Precisa Medicamentos, que tem uma parceria com a Bharat Biotech, para obter 20 milhões de doses do imunizante.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), porém, negou pedido de importação excepcional das doses feito pela empresa.

Segundo a agência, entre os itens faltantes no pedido, estavam dados técnicos sobre a vacina, incluindo o relatório da agência indiana sobre a aprovação do imunizante no país, certificado de liberação dos lotes importados e licença de importação.

A Anvisa negou, ainda, o certificado de boas práticas de fabricação para a Bharat Biotech, um pré-requisito para o aval da agência para importação e registro de medicamentos e vacinas usados no país.

A decisão ocorreu após inspeção da fábrica na Índia feita por equipes da Anvisa no início de março e análise de documentos.

As duas negativas indicam um atraso no cronograma previsto pelo Ministério da Saúde para fornecimento das doses, que ainda não tiveram pedido de aval para uso emergencial ou registro no Brasil.

Inicialmente, cronograma divulgado pela pasta da Saúde apontava oferta de 8 milhões de doses ainda em março, seguido de mais 8 milhões em abril e 4 milhões em maio.

Desde março, uma medida provisória aprovada no Senado visa facilitar a compra de vacinas pela rede privada. A mesma MP também estabelece o prazo de sete dias para a Anvisa conceder autorização de uso emergencial a um imunizante caso ele tenha recebido aval de alguma autoridade internacional.

No caso da Covaxin, a Precisa Medicamentos disse que vai recorrer da decisão da agência, “apresentando novamente todos os prazos de ajustes revisados e as evidências de todos os processos adequados já realizados para a obtenção do certificado”.

Atualmente, a Covaxin é usada na Índia e em outros cinco países (Irã, Mianmar, Guiana, Zimbábue e Ilhas Maurício). A Bharat Biotech possui ainda uma segunda candidata a vacina com vírus inativado, aplicada via oral, e que e stá, por ora, na primeira fase de estudos clínicos.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Albinismo: o que é, como identificar e principais cuidados

O albinismo é uma doença genética hereditária, que faz com que as células do corpo não sejam capazes de produzir melanina, um pigmento que quando está em falta resulta em falta de cor na pele, olhos, pelos e cabelos. Assim, a pele de um albino é geralmente branca, mais frágil e sensível ao sol, enquanto que a cor dos olhos pode variar de azul muito claro quase transparente a castanho.

Além disso, os albinos estão também sujeitos a algumas doenças, como problemas de visão como estrabismo, miopia ou fotofobia devido à cor clara dos olhos ou a câncer de pele causado pela falta de cor da pele e, por isso, é importante que a pessoa seja acompanhada regularmente por um oftalmologista e dermatologista para que seja possível prevenir complicações.

Albinismo: o que é, como identificar e principais cuidados

Como identificar

O albinismo pode ser identificado por meio de algumas características apresentadas pela pessoa relacionadas com a ausência total ou parcial de pigmentação. De acordo com o local em que não é verificada a pigmentação, o albinismo pode ser classificado em:

  • Albinismo ocular, em que é verificada ausência total ou parcial de pigmentação dos olhos;
  • Albinismo cutâneo, em que a pessoa tem pouca ou nenhuma melanina na pele e/ou cabelos e pelos;
  • Albinismo oculocutâneo, em que é verificada falta de pigmentação em todo o corpo.

Além disso, devido ao fato de haver pouca ou nenhum melanina, que é uma substância que garante a proteção da pele contra os efeitos dos raios ultravioletas do sol, é possível que a pessoa albina apresente sinais de envelhecimento precoce na pele e maior risco de câncer de pele.

O diagnóstico do albinismo é feito pelo dermatologista ou clínico geral por meio da observação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, podendo ser confirmado por exames laboratoriais genéticos que identificam o tipo de mutação e, assim, é possível que o médico indique os cuidados mais adequados para a pessoa.

Por que acontece

O albinismo é causado por uma alteração genética relacionada com a produção de melanina no organismo, que é um pigmento responsável por dar cor a pele, pelos, cabelo e olho, além de proteger a pele contra os raios ultravioletas do sol. A melanina é produzida por um aminoácido conhecido como tirosina e o que acontece no albino é que este aminoácido se encontra inativo.

O albinismo é uma condição genética hereditária, que pode assim ser passada de pais para filhos, sendo necessário que seja herdado um gene com mutação do pai e outro da mãe para que a doença se manifeste. Porém, uma pessoa albina pode ser portador do gene do albinismo e não manifestar a doença, uma vez que esta doença apenas aparece quando este gene é herdado dos dois pais.

Principais cuidados

O albinismo é uma doença genética hereditária que não possui tratamento ou cura, no entanto é importante que a pessoa tenha alguns cuidados no dia a dia para preservar a sua saúde, uma vez que devido à ausência de melanina, há maior sensibilidade da pele, principalmente. Assim, alguns cuidados que devem ser seguidos são:

  • Usar chapéus ou acessórios que protejam a cabeça dos raios solares;
  • Usar roupas que protejam bem a pele como camisas de manga comprida;
  • Utilizar óculos escuros, para proteger bem os olhos dos raios solares e para evitar a sensibilidade à luz;
  • Passar filtro solar de FPS 30 ou mais antes de sair de casa e de se expor aos sol e aos seus raios solares;
  • Fazer uso de suplemento de vitamina D, já que não é aconselhado que se exponham diretamente ao sol e a vitamina D é importante para promover o bom funcionamento do sistema imunológica e a saúde dos ossos.

Os bebês com este problema genético devem ser acompanhados desde o nascimento e o acompanhamento deve estender-se por toda a vida, para que o seu estado de saúde possa ser regularmente avaliado, devendo a pessoa ser frequentemente acompanhado por um dermatologista e por um oftalmologista.

Fonte tuasaude.com

9 exercícios para tendinite e como fazer

Os exercícios para tendinite diminuem a rigidez dos tendões e melhoram a flexibilidade muscular, ajudando a aliviar a dor, sensação de queimação, falta de força muscular ou o inchaço comuns na tendinite na mão, ombro, cotovelo, joelho ou tornozelo. 

Estes exercícios podem ser feitos diariamente de forma suave, sem exercer muita força, respeitando as limitações do corpo para não piorar a dor. No entanto, se durante os exercícios surgir dor forte ou sensação de formigamento é recomendado consultar o fisioterapeuta ou o ortopedista para que sejam feitos exercícios e tratamento de forma individualizada.

Assista o vídeo com a fisioterapeuta Marcelle Pinheiro com os melhores exercícios para tendinite:

Algumas outras opções de exercícios de alongamento para tendinite são:

1. Flexionar e estender o pulso

9 exercícios para tendinite e como fazer

A flexão e extensão do pulso, é um exercício para tendinite que ajuda a alongar os tendões e músculos das mãos e braços, melhorando a dor da tendinite na mão, punho e cotovelo, e ajudam a recuperar o movimento, sendo também útil para a síndrome do túnel do carpo.

Como fazer: de pé, esticar o braço para frente, paralelamente ao chão, mantendo o cotovelo reto. Com uma das mãos, ajudar a dobrar o pulso da mão esticada, pressionando para baixo as costas das mãos, mantendo essa posição por 15 a 30 segundos. Em seguida, esticar a mão para trás, pressionando os dedos para trás, não esquecendo do polegar, de forma a sentir a parte interna do braço a alongar, mantendo essa posição por 15 a 30 segundos. Esse exercício pode ser feito em 3 séries para cada mão e pode ser repetido 2 a 3 vezes por dia. 

Outra forma de realizar este alongamento é com o braço esticado para a frente e dobrar suavemente o pulso para frente e para trás, sem a ajuda da outra mão, mantendo a posição por 5 segundos. Em seguida, fechar a mão e mover suavemente o pulso de um lado para o outro. Manter cada posição por 5 segundos e fazendo 3 séries de 10 movimentos. 

2. Flexionar a perna

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de flexão de pernas permite alongar os tendões do joelho, e aliviar a dor causada pela tendinite patelar ou tendinite pata de ganso, além de permitir alongar o músculo quadríceps da perna e melhorar a flexibilidade dos quadris.

Como fazer: de pé, apoiar-se em uma perna e dobrar a outra para trás, segurando-a com as mãos por 30 a 60 segundos. Repetir com a outra perna.

3. Esticar a perna

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de esticar a perna permite alongar os tendões do joelho e pé, além dos músculos da perna, ajudando a aliviar a dor e a inflamação causada pela tendinite pata de ganso e tendinite no pé, além de melhorar a flexibilidade dos músculos das pernas e a movimentação.

Como fazer: sentar no chão com as pernas retas, dobrar uma das pernas e com a coluna reta e ombros alinhados, inclinar o corpo para frente para alcançar o pé com uma mão e tentar puxá-lo em direção ao corpo, segurando por 20 a 30 segundos. Repetir com a outra perna.

4. Esticar os braços para trás

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de esticar os braços para trás ajuda a alongar os músculos e tendões dos braços, ombros e também ajudam na mobilidade dos punhos, sendo muito útil para tendinite no ombro, braço e no punho.

Como fazer: de pé, colocar os braços atrás das costas, cruzar os dedos, virar as palmas das mãos para fora e inclinar o corpo para frente, estendendo e alongando os cotovelos, até onde conseguir, durante 30 segundos seguidos.

5. Sentar sobre os calcanhares

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de sentar sobre os calcanhares permite alongar os tendões dos ombros, aliviando a dor da tendinite no ombro. Além disso, esse exercício também alonga os músculos que dão suporte ao ombro como os músculos das costas, peitorais e da coluna, melhorando a movimentação e a flexibilidade do ombro. 

Como fazer: ficar de joelhos no chão e encostar as nádegas sobre os calcanhares, como se fosse sentar. Inclinar o tronco para frente aproximando do chão do chão, mantendo os braços esticados e as palmas das mãos para baixo. Fazer esse movimento por 30 a 60 segundos.

6. Cruzar o braço

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de cruzar o braço permite alongar o ombro, sendo outra boa opção de alongamento para tendinite no ombro, ajudando a aliviar a dor, e deve ser feito em pé para permitir alongar bem os tendões e os músculos do ombro, aumentando a flexibilidade e a amplitude dos movimentos. 

Como fazer: de pé, com as pernas afastadas na largura dos ombros e joelhos levemente flexionados, colocar o braço direito atravessado na frente do corpo, na altura dos ombros. Com o braço esquerdo, segurar o braço direito nesta posição pressionando o braço direito no peito. Manter essa posição por 30 segundos e repetir com o braço esquerdo. Pode-se fazer 3 a 4 repetições para cada braço. 

Outra forma de alongar os tendões do ombro é de pé, com os braços esticados para a frente, virar as palmas das mãos para fora e cruzar os dedos das duas mãos. Depois, estender e alongar bem os braços e os cotovelos, durante 30 segundos.

7. Empurrar a parede

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de empurrar a parede é uma boa opção para tendinite no pé, no calcâneo e no tornozelo, pois permite alongar os tendões dos pés e das pernas, aliviando a dor e melhorando a flexibilidade.

Como fazer: de pé, com os braços estendidos para frente, apoiar as mãos em uma parede na altura do peito. Levar uma perna para trás do corpo, mantendo o pé apoiado no chão e flexionar o joelho da perna que ficou na frente. Inclinar o corpo contra a parede. Manter essa posição por 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes. 

Outra boa opção para a tendinite no pé é movimentar os dedos dos pés, para isso deve-se estar de pé, sem sapatos e com os pés apoiados no chão, elevar os dedos dos pés, tirando-os do chão por 5 segundos. Repetir esse alongamento, em 3 séries de 10 movimentos.

8. Torcer as costas

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de torcer as costas, permite alongar os tendões e os músculos dos quadris, aliviando a dor e a rigidez da tendinite no quadril, além de ajudar a melhorar a flexibilidade. 

Como fazer: sentar-se no chão com as pernas esticadas e as costas levemente inclinadas para trás apoiadas os braços. Cruzar o pé esquerdo sobre a perna direita e deslizar o calcanhar na direção dos glúteos. Fazer uma leve torção do tronco para o lado esquerdo, colocando o cotovelo do braço direito na parte externa do joelho esquerdo e apoiar a mão no quadril. Fazer esse movimento por 30 a 60 segundos. Repetir com a outra perna.

9. Tocar o chão

9 exercícios para tendinite e como fazer

O exercício de tocar o chão é outra boa opção para a tendinite no quadril, pois ajuda a melhorar a flexibilidade, aliviando a dor e a rigidez.

Como fazer: de pé, afastar os pés de forma a que fiquem mais abertos em relação aos ombros e em seguida inclinar o corpo para a frente de forma a tocar as mãos no chão, mantendo sempre os joelhos esticados. Em seguida, inclinar o corpo para o lado esquerdo, de forma a conseguir agarrar o pé esquerdo. Voltar à posição inicial e inclinar o corpo para o lado direito, agarrando o pé direito. Manter por 20 a 30 segundos em cada posição e repetir por 3 vezes.

Fonte tuasaude.com

Pessoas com comorbidades devem apresentar laudo médico para se vacinar contra a Covid em SP

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (20) que pessoas com comorbidades —síndrome de Down, pacientes renais em diálise e transplantados que usam imunossupressor— poderão se vacinar contra a Covid a partir de 10 de maio.

Questionada sobre as regras para vacinação deste público, a Secretaria de Estado da Saúde informou que é necessária a apresentação de laudo médico autorizando a aplicação de dose da vacina.

No caso dos transplantados, a pasta afirma que também é recomendável a apresentação de receita médica do medicamento imunossupressor em utilização pelo paciente.

Sobre o agendamento para receber a dose, a secretaria explicou que a programação de aplicação da vacina é definida por cada município, então é importante consultar a prefeitura.

O governo do estado, no entanto, disponibiliza ferramentas de pré-cadastro para agilizar a aplicação da vacina: o site Vacina Já e o WhatsApp, no número +55 11 95220-2923 ou clicando neste link.

A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou que o programa de imunização do município segue as orientações do programa nacional e do estadual.

“Os grupos prioritários são atendidos mediante disponibilidade de vacinas ofertadas”, disse, em nota.

Pelo cronograma municipal, a partir desta quarta-feira (21) começaram a ser vacinados os idosos com mais de 65 anos e os profissionais de saúde com mais de 18 anos que sejam gestantes, puérperas e lactantes. Todas deverão necessariamente apresentar autorização ou recomendação médica (por escrito) considerando risco benefício de receber a dose.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Cientistas que pesquisam Covid-19 ficam de fora dos grupos prioritários para a vacina

Pesquisadores que trabalham na linha de frente da investigação da Covid-19, muito deles lidando com amostras de pacientes contaminados pelo vírus Sars-CoV-2 e cobaias infectadas, não foram incluídos nos grupos prioritários para a vacinação.

Há um movimento em curso pedindo às autoridades de saúde que incluam esses grupos nos planos de imunização. Muitos desses cientistas atuam no desenvolvimento de vacinas, medicamentos e testes diagnósticos, além linhas de pesquisa para entender a dinâmica da doença e suas sequelas.

Os pesquisadores que conseguiram ser vacinados até agora o foram por meio de acordos locais, entre as universidades e os municípios.

Mas, na falta de uma política clara que os coloque como prioritários, a maioria segue sem imunização. Um abaixo-assinado reúne assinaturas de quase mil pesquisadores pelo país que enfrentam essa situação.

“O ministro, os secretários da Saúde, o governador, todo mundo diz que segue a ciência. Mas parece que quem faz a ciência foi cancelado, não existe. Os cientistas são invisíveis”, diz o pesquisador Fernando de Queiroz Cunha, professor do departamento de farmacologia da USP Ribeirão Preto.

Ali, ao menos 80 pesquisadores estão há mais de um ano trabalhando com o vírus e não foram vacinados.

“Uma parte deles trabalha em ambiente NB-3, cujo risco de contaminação é semelhante ou até superior ao de uma UTI Covid, porque trabalha com com amostras e camundongos infectados”, diz Cunha.

Ele justifica o risco superior ao fato de que, quando um paciente infectado está na UTI, ele está sedado, não faz “estripulias”.

“O camundongo pode brigar, te morder, pode acontecer uma contaminação grande. A gente usa duplas luvas, o ar que respiramos na sala NB-3 é filtrado, mas, ainda assim, tem risco de contaminar. Essas pessoas trabalham de segunda a domingo, não tem horário”, explica.

Cunha diz que os cientistas já recorreram a todas as instâncias da USP, da Prefeitura de Ribeirão Preto e do governo paulista, mas o impasse continua.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto diz que segue a orientação do PNI (Programa Nacional de Imunizações), que a distribuição e quantidade de doses são efetuadas pelo governo paulista e que os municípios não têm autonomia para mudar as prioridades do estado.

Já a Secretaria de Estado da Saúde informa, também em nota, que aqueles que atuam em laboratórios e os acadêmicos em saúde estão incluídos nas subcategorias de trabalhadores da saúde.

“As doses para todos os públicos-alvo são enviadas aos municípios para aplicação nas pessoas que o integram, sendo prerrogativa da prefeitura deflagrar as estratégias necessárias para imunizar tais públicos.”

No laboratório de miocrobiota e imunomodulação coordenado pela professora Angélica Vieira, do departamento de bioquímica e imunologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), ninguém ainda foi vacinado, apesar de os alunos irem até a casa de pacientes infectados para coletar amostras de sangue e de fezes.

O foco da pesquisa é tentar compreender as sequelas de quem teve Covid-19, a partir da resposta inflamatória pulmonar, e buscar opções terapêuticas para preveni-las.

“Eles não só vão até as casas dos pacientes como depois manipulam essas amostras no laboratório. Mesmo com o exame PCR negativado, existe a hipótese de o vírus ainda estar presente nas fezes, o que aumentaria muito o risco de infecção.”

Recentemente, pela falta de segurança, a pesquisa foi freada. “Não quero prejudicar meus alunos. Muitos dependem do transporte público para se deslocar até a universidade, um risco vai se somando ao outro. A gente precisa encontrar uma forma de proteger esses jovens cientistas”, diz que ela, que também ainda não foi imunizada.

Para Marcelo Mori, que coordena a força-tarefa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), de uma forma geral, os pesquisadores que trabalham na linha de frente com estudos sobre a Covid-19 acabaram sendo negligenciados na política de vacinação.

“A contribuição dos cientistas brasileiros para entendimento da Covid-19, tratamentos, novas variantes, tem sido muito grande, com muitas publicações internacionais relevantes. Para isso tudo acontecer, requer gente trabalhando, não só os professores, mas principalmente os alunos de pós-graduação.”

Ele lembra que em uma política normal de laboratórios de risco biológico elevado, as pessoas que ali trabalham precisam ser protegidas, inclusive vacinadas. “É uma condição necessária para que essas pessoas continuem trabalhando.”

No caso da Unicamp, houve um entendimento com a instituição e os cientistas foram vacinados. “Mas como não existe uma política pública de vacinação para esse grupo, ele tem que brigar. Algumas instituições conseguem, outras não.”

O virologista Rafael Elias Marques, pesquisador do CNPEN (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), conta que, desde o início da pandemia, ele e os alunos frequentam um laboratório NB-3 e estiveram expostos aos estoques de vírus e às amostras contaminadas.

“Eu e alguns alunos que lidamos com amostras de pacientes infectadas, tivemos a felicidade de ter recebido a primeira dose [da vacina] porque estamos ligados à força-tarefa da Unicamp.”

Porém, Marques diz que colegas de outras regiões do país continuam sem acesso à vacina. “Cientistas que estão processando amostras, fazendo diagnósticos, trabalhando com modelos animais e in vitro, com pacientes, essas pessoas devem ser vacinadas com prioridade.”

Ele afirma que no ano passado houve um surto de Covid no laboratório onde atua e foi preciso fechá-lo e colocar 60 pessoas que atuam em pesquisas de testes diagnósticos em quarentena.

“É um risco que existia e que continua a existir. Nós, cientistas, estamos sofrendo pressão de vários setores da sociedade. Ou a nossa palavra não é ouvida ou não temos os recursos adequados para fazer o trabalho que precisa se feito.”

Para a química Vanderlam Bolzani, presidente da Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo), é um contrassenso das autoridades esse esquecimento daqueles que fazem a ciência brasileira a andar. Ela diz que a Aciesp encaminhou ofício à Secretaria de Estado da Saúde pedindo que os cientistas sejam colocados nas listas de prioridades de vacinação.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde diz que não foi localizada solicitação da Aciesp, mas que, de todo modo, tanto o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 definido pelo Ministério da Saúde quanto os documentos técnicos do Plano Estadual de Imunização de São Paulo deixam claras as subcategorias de trabalhadores de saúde, e os cientistas estariam incluídos nelas.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Como é feito o tratamento para mastite

O tratamento para mastite deve ser iniciado assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de inflamação, sendo recomendado que a mulher continue a amamentar, fique em repouso e beba bastante líquidos durante o dia. Em alguns casos, o médico pode indicar o uso de antibióticos e medicamentos anti-inflamatórios para combater as bactérias responsáveis pela inflamação e aliviar os sintomas.

A mastite é uma inflamação da mama, comum durante a amamentação, que geralmente acontece na 2ª semana depois do parto e causa intensa dor e desconforto, sendo muitas vezes a causa do abandono da amamentação. Esta inflamação pode acontecer devido ao acumulo de leite na mama ou devido a presença de microrganismos que possam ter alcançados os ductos mamários, devido a uma rachadura no mamilo, por exemplo. Conheça mais sobre a mastite, sintomas e causas.

Como é feito o tratamento para mastite

1. Tratamento caseiro

O tratamento realizado em casa é fundamental para que exista o alívio dos sintomas e diminuição da inflamação, sendo indicado principalmente que a mulher fique em repouso e beba bastante líquidos durante o dia. Além disso, outros cuidados e tratamentos que são indicados pelo médico e que devem ser seguidos são:

  • Usar compressas mornas nas mamas antes de retirar o leite;
  • Dar de mamar várias vezes ao dia, para evitar que o leite fique acumulado na mama afetada;
  • Usar sutiã de amamentação bem firme e justo para impedir que o corpo produza muito leite;
  • Massagear os seios antes de amamentar, para facilitar a saída do leite;
  • Observar se o bebê está esvaziando completamente a mama ao terminar de mamar;
  • Retirar o leite manualmente ou com a bombinha se o bebê não tiver esvaziado completamente a mama.

Apesar da mastite provocar dor e desconforto, não é aconselhável a interrupção da amamentação, pois o ato de amamentar ajuda a tratar a mastite e traz muitos benefícios para o bebê, como redução de alergias e cólicas. No entanto, se mesmo assim a mulher não quiser amamentar, deve retirar o leite para continuar esvaziando a mama, o que traz um grande alívio dos sintomas. 

2. Uso de remédios

O mastologista pode indicar o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, como o Paracetamol ou o Ibuprofeno, para aliviar a dor e diminuir a inflamação na mama.

Além disso, quando é verificada a presença de sinais indicativos de infecção pelas bactérias Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis, o médico pode recomendar o uso de antibióticos por 10 a 14 dias de acordo com a recomendação do médico.

3. Cirurgia

A cirurgia é indicada nos casos em que é verificada a presença de abscessos na mama devido à mastite, sendo recomendada a realização de um procedimento cirúrgico para realizar a drenagem do abcesso. Após o procedimento, o médico pode indicar o uso de antibióticos e anti-inflamatórios para aliviar a dor e o desconforto que podem surgir após o procedimento e evitar o desenvolvimento de infecção.

Sinais de melhora ou piora

A mulher consegue perceber se está melhorando porque a mama fica menos inchada, a vermelhidão desaparece e há alívio da dor. A melhora pode surgir em 1 ou 2 dias após iniciar o tratamento, com ou sem antibióticos.

Os sinais de piora são o aumento da gravidade dos sintomas, havendo formação de pus ou cistos na mama, o que normalmente ocorre quando não se faz o tratamento, ou enquanto não iniciar os antibióticos sob orientação médica. Além disso, é possível que a dor fique muito intensa, impedindo totalmente a amamentação e a retirada manual do leite.

Como amamentar com mastite

Apesar de poder ser bastante dolorido, é importante manter a amamentação durante a mastite, pois assim é possível evitar a retenção de mais leite e a proliferação de bactérias. A amamentação deve ser feita de forma normal e o ideal é diminuir o intervalo entre as mamadas e tentar fazer com que o bebê esvazie a mama, caso isso não aconteça, é recomendado que o esvaziamento seja feito de forma manual. Saiba como é feita a retirada do leite com bombinha e manual.

Caso a mulher não queira amamentar, é importante que retire o leite e o armazene, pois assim é possível aliviar os sintomas da inflamação. Além disso, pode ser recomendado pelo médico o uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou, até mesmo, antibiótico, caso seja confirmada infecção por bactéria.

Fonte tuasaude.com

Pleurite: o que é, sintomas e tratamento

A pleurite, também conhecida como pleurisia, é uma condição na qual a pleura, que é a membrana que cobre os pulmões e o interior do tórax, fica inflamada, gerando sintomas como dor na região do peito e costelas, tosse e dificuldade para respirar, por exemplo.

Normalmente, a pleurite surge devido ao acúmulo de líquido entre as duas camadas da pleura, também conhecido como derrame pleural, e, por isso, é mais frequente em pessoas com problemas respiratórios, como gripe, pneumonia ou infecções pulmonares por fungos. Além disso, pancadas fortes no peito também podem causar lesões no pulmão, resultando numa pleurisia.

Sempre que existe suspeita de pleurite é importante consultar um pneumologista ou clínico geral, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento, que além de incluir o tratamento para a causa, também pode ser feito com anti-inflamatórios, para reduzir o desconforto.

Pleurite: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

A pleurite geralmente provoca sintomas relacionados com a respiração, sendo os principais:

  • Dor intensa e constante na região do peito ou costelas;
  • Dor que piora ao respirar fundo, tossir ou espirrar;
  • Sensação de falta de ar;
  • Tosse constante;
  • Febre persistente.

Além disso, também é bastante frequente que a dor irradie para os ombros ou costas, dependendo do local inflamado da pleura e da extensão da lesão.

Sempre que surge algum destes sintomas é importante consultar um pneumologista ou clínico geral, especialmente quando já existe algum problema respiratório anterior, uma vez que pode ser um sinal de piora.

Para confirmar o diagnóstico de pleurite, o médico pode indicar a realização de exames de sangue e de imagem, como raio X de tórax, tomografia computadorizada ou ultrassom. Além disso, pode ser também solicitada a realização de um eletrocardiograma, para despistar um possível problema cardíaco que possa estar causando a dor na região do peito.

A pleurisia é grave?

A pleurisia normalmente não é grave, no entanto, pode ser sinal de que o tratamento para algum problema respiratório não está sendo eficaz. Por isso, sempre que existe suspeita, é importante consultar o médico para rever o tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para pleurite deve ser indicado pelo pneumologista ou clínico geral de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, sendo normalmente indicado o uso de medicamentos anti-inflamatórios, como o Ibuprofeno, para reduzir a dor e aliviar o desconforto. No entanto, é necessário identificar a causa da pleurite para também fazer o seu tratamento e evitar que a membrana do pulmão continue inflamada.

Além disso, também é aconselhado manter o repouso, evitando esforços que possam levar ao aumento da frequência respiratória, como correr ou subir escadas, por exemplo.

O uso de fisioterapia respiratória também pode ser indicado e, nessas sessões, são utilizados exercícios do pulmão que permitem recuperar toda a capacidade respiratória à medida que a pleura vai deixando de estar inflamada. Saiba mais sobre a fisioterapia respiratória.

Fonte tuasaude.com

Anvisa aprova armazenamento de vacina da Pfizer em temperaturas mais altas para facilitar logística

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o armazenamento da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em temperaturas mais altas do que originalmente previsto, a pedido do laboratório, para facilitar a logísitica de transporte do imunizante.

Será acrescentado na bula, segundo a agência reguladora, que “alternativamente, os frascos fechados podem ser armazenados e transportados entre -25 °C a -15 °C por um período único de até 2 semanas e podem retornar a -90 °C a -60 °C”.

A Anvisa disse que já constava na bula que a vacina deveria ser mantida no congelador a uma temperatura entre -90 °C e -60 °C e que, uma vez retirada do congelador, a vacina fechada poderia ser armazenada por até cinco dias em temperatura entre 2 °C e 8 °C.

“Estudos de estabilidade apresentados comprovam que a vacina mantém suas características de qualidade nas novas condições de temperatura. As novas indicações foram avaliadas a pedido do laboratório”, disse em nota a agência reguladora.

Os novos limites de conservação não alteram o período de validade total do produto, que é de seis meses. As demais orientações de conservação e armazenamento da vacina não foram modificadas.

“Essa nova autorização para o armazenamento de nossa vacina contra a Covid-19 contribuirá para a logística de vacinação com o imunizante em um país de dimensões continentais como o Brasil”, disse em comunicado Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil.

O governo brasileiro está negociando com a Pfizer a compra de mais de 100 milhões de doses até o final deste ano, totalizando 200 milhões de unidades a serem adquiridas da farmacêutica. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, em uma rede social.

“A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, escreveu o ministro.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a Pfizer antecipará 2 milhões de doses, elevando o total de imunizantes fornecidos pela fabricante para 15,5 milhões até junho.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Atividade física e Covid-19

Em 2012, a revista científica The Lancet publicou uma série de seis artigos sobre atividade física e saúde. Mostramos, naquela publicação, que 5,3 milhões de mortes por ano no mundo eram causadas pela inatividade física.

Só para que os leitores tenham um padrão de comparação, a inatividade física mata tanto quanto o cigarro. Mostramos ainda que 80% dos adolescentes no mundo eram fisicamente inativos, ou seja, praticavam menos atividade física do que o recomendado para a idade.

Encerramos a série de artigos declarando que o mundo vivia uma pandemia de inatividade física. Lá em 2012, nunca imaginávamos que o termo pandemia se tornaria tão conhecido dez anos depois. E jamais poderíamos imaginar que existiria uma sinergia tão grande entre as pandemias de inatividade física e de coronavírus.

Desde o princípio da pandemia de coronavírus, já suspeitávamos que a atividade física poderia diminuir o risco de casos graves de Covid-19, tendo em vista: (a) seu efeito positivo sobre o sistema imune; (b) seu efeito anti-inflamatório; (c) seu papel na redução do risco de hipertensão arterial, diabetes e obesidade, três fatores de risco para casos graves de Covid-19. Logo a seguir, notamos que o exercício físico era fundamental na recuperação dos pacientes infectados pelo coronavírus. Vários pesquisadores, no Brasil e no mundo, começaram a produzir ciência sobre os efeitos da atividade física em relação à Covid-19.

Um estudo publicado agora em abril, que acompanhou 48 mil casos de Covid-19 nos Estados Unidos, confirmou nossas suspeitas. Os participantes que eram fisicamente inativos antes da pandemia tiveram um risco 2,5 maior de óbito por Covid-19 em comparação àqueles que eram ativos antes da pandemia. Dos 3118 participantes que eram ativos antes da pandemia, apenas 11 (0,4%) morreram de Covid-19. Já entre os 6984 que eram inativos antes da pandemia, 170 (2,4%) morreram de Covid-19. A inatividade física também aumentou o risco de hospitalizações por Covid-19 e de internação em UTIs.

O efeito negativo da inatividade física sobre Covid-19 foi mais grave do que o impacto das doenças cardíacas, câncer, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo e obesidade. Somente a idade avançada e o histórico de transplante de órgãos geraram mais risco de óbito por Covid-19 do que a inatividade física. Na Inglaterra, outro estudo com mais de 400 mil pacientes também mostrou que aqueles mais ativos tinham menos risco de Covid-19 grave.

Crescem também os estudos sobre as sequelas da Covid-19. Ambulatórios para atendimento de pacientes pós-Covid-19 têm surgido em várias cidades brasileiras. É essencial que esses locais estimulem e promovam a prática de atividade física, para que os pacientes se recuperem mais rapidamente nessa fase pós-Covid-19.

A corrente por Paulo Gustavo

Um dos brasileiros mais talentosos da atualidade luta, há mais de um mês, contra a Covid-19. Raras são as pessoas que conseguem estar entre as melhores do mundo na sua área de atuação: o Paulo Gustavo é uma delas. Os milhões de brasileiros que gargalharam em suas atuações memoráveis, hoje aguardam ansiosos por boas notícias. Nem que seja com “sweet french fries soup”, que o Paulo Gustavo se recupere logo.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude