Centro brasileiro de psiquiatria observa aumento de casos de ansiedade por causa da Covid-19

Um levantamento feito no maior centro brasileiro de psiquiatria do SUS revela que a ansiedade está aumentando entre os usuários durante a epidemia da Covid-19.

SALTO

Segundo levantamento feito no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Psiquiatria de São Paulo, o número médio de novos casos de ansiedade atendidos por mês deu um salto de 10% a partir de junho de 2020 até fevereiro deste ano, se comparado à média mensal registrada entre janeiro de 2019 e maio de 2020.

SALTO 2

Neste período, a média de casos atendidos por mês era de 1.728. A partir de junho, a média saltou para 1.894.

QUEDA

Já os casos de depressão tiveram queda de 5%.

TUDO ESCURO

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, que é professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que administra o ambulatório, afirma que o aumento das incertezas, a insegurança e a dificuldade de planejamento futuro podem explicar o aumento do estresse.

PARA BAIXO

Os sentimentos podem ser agravados por fatores que dificultam a adaptação à epidemia, como pobreza, acesso precário a cuidados de saúde, histórico genético, ausência de suporte social e desesperança. O AME atende um público que tem renda, em média, de até R$ 5 mil.

QUALQUER COISA

Segundo Laranjeira, as pessoas são encaminhadas ao AME por outras unidades de saúde, e chegam ao serviço descrevendo sensação de morte iminente, coração acelerado ou dificuldade para se concentrar e dormir “ao ponto de virar algo incapacitante”. Ele afirma que os pacientes querem “fazer qualquer coisa para diminuir o desconforto da ansiedade”.

TRILHA

Ele afirma ainda que os casos de depressão podem aumentar no futuro, já que a ansiedade é um dos caminhos que levam a ela.

TRILHA 2

Na depressão, o paciente experimenta sentimentos como apatia, falta de energia, tristeza, ideias de morte e visão sombria do mundo.

TRILHA 3

Ele afirma ainda que os resultados estão alinhados a outros estudos feitos no mundo em relação ao impacto da pandemia na saúde mental das pessoas.

QUARENTENA

com BRUNO B. SORAGGI, BIANKA VIEIRA e VICTORIA AZEVEDO

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Hepatite Medicamentosa: o que é, causas, sintomas e tratamento

A hepatite medicamentosa é uma grave inflamação do fígado causada pelo uso prolongado de alguns tipos de medicamentos, especialmente aqueles que têm capacidade para causar irritação do fígado, como o Paracetamol ou a Nimesulida, o que pode resultar em hepatite aguda ou hepatite fulminante, por exemplo.

O desenvolvimento da hepatite medicamentosa pode estar relacionada, em alguns casos, com o uso em excesso de alguns medicamentos ou com a sua toxicidade, o que faz com que o remédio atinja diretamente as células do fígado. Em outros casos, a hepatite medicamentosa pode acontecer devido à hipersensibilidade da pessoa a determinado medicamento.

A hepatite medicamentosa não se pega pois ela não é contagiosa, sendo somente causada pelo uso de substâncias que prejudicam o funcionamento do fígado.

Hepatite Medicamentosa: o que é, causas, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas da hepatite medicamentosa surgem de forma repentina, normalmente após o uso do medicamento, sendo os principais sintomas:

  • Febre baixa;
  • Cor amarelada na pele e na parte branca dos olhos;
  • Coceira pelo corpo;
  • Dor no lado direito do abdômen;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Mal-estar;
  • Urina escura como cor de coca-cola;
  • Fezes de cor clara como argila ou massa de vidraceiro.

É importante que os sintomas da hepatite medicamentosa sejam identificados rapidamente, pois quando o tratamento é feito nas fases iniciais da doença, é possível controlar os sintomas e diminuir a inflamação do fígado.

Teste online de sintomas de hepatite

Caso tenha suspeita de que possa estar com algum tipo de hepatite, selecione o que está sentindo para saber o seu risco:

Como é feito o diagnóstico

Quando há suspeita de hepatite medicamentosa, o médico normalmente solicita o hepatograma, que corresponde a um grupo de exames de sangue que são solicitados para avaliar o funcionamento do fígado, sendo os exames realizados TGO, TGP, GGT, albumina, bilirrubina, lactato desidrogenase e tempo de protrombina. Esses exames normalmente são solicitados juntos e fornecem informações importantes sobre a condição do fígado, estando alterados quando há alguma lesão, já que são marcadores muito sensíveis, além da solicitação da dosagem sanguínea de medicamentos que se suspeita que tenham causado a hepatite.

Além destes exames, o médico também pode pedir a biópsia do fígado para auxiliar o diagnóstico e diferenciá-lo de outros tipos de hepatite. Veja mais sobre os exames que avaliam o fígado.

O que pode causar hepatite medicamentosa

A hepatite medicamentosa pode ser causada por anabolizantes, produtos tóxicos utilizados em ambiente industrial e medicamentos, sendo os principais:

Paracetamol Nimesulida Tiazolidinedionas
Eritromicina Estatinas Tolcapona
Amiodarona Antidepressivos tricíclicos Fluoroquinolonas
Tetraciclinas Isoniazida Rifampicina
Acetaminofeno Halotano Valproato de sódio
Fenitoína Amoxicilina-clavulonato Extrato de valeriana
Oxifenisatina Metildopa  

Em alguns raros casos, o Roacutan, um medicamento utilizado para o tratamento da acne severa, pode causar hepatite medicamentosa, mas que desaparece com a diminuição da dose do medicamento ou a sua suspensão.

É importante ressaltar que a hepatite medicamentosa não ocorre em todos os pacientes que tomam estes medicamentos, mas sim naqueles possuem uma maior sensibilidade a estes ou que fizeram uso em grandes doses, causando toxicidade ao fígado.

O uso de Ivermectina pode causar hepatite medicamentosa?

A hepatite medicamentosa é uma complicação pouco comum, no entanto, tende a acontecer em pessoas que utilizam algum medicamento em doses elevadas, por um período de tempo superior ao recomendado e sem orientação médica.

Uma vez que a ivermectina está indicada para o tratamento agudo de infecções por parasitas, não se conhece quais podem ser seus efeitos quando utilizada muito frequentemente ou por um longo prazo. Assim, se utilizada de forma incorreta, é possível que a ivermectina possa causar hepatite medicamentosa.

O ideal é que o uso da ivermectina seja sempre feito com orientação de um médico, seguindo à risca a dose e o tempo de tratamento indicados. Veja em que situações é indicada a ivermectina e sua relação com a COVID-19.

Como evitar a hepatite medicamentosa

Como formas de prevenção da hepatite medicamentosa recomenda-se só tomar medicamentos receitados pelo médico e nunca exceder as doses recomendadas.

Além disso, pessoas que trabalham em ambientes industriais e são diariamente expostos a produtos tóxicos, devem utilizar vestimentas adequadas e máscaras para evitar a inalação desses produtos, evitando a irritação do fígado e desenvolvimento da hepatite medicamentosa.

Como é feito o tratamento

O tratamento para hepatite medicamentosa consiste na suspensão imediata do medicamento, ou a exposição a qualquer substância tóxica que pode ter causado a doença.

Quando esta medida não é o suficiente, o médico pode prescrever corticoides por um período de aproximadamente 2 meses ou até a normalização dos exames do fígado. Normalmente após 1 a 3 anos o paciente deve ser novamente examinada para avaliar como está seu fígado.

O que comer na hepatite medicamentosa

A dieta para hepatite medicamentosa consiste em beber bastante água e aumentar o consumo de alimentos naturais como legumes, verduras, frutas e cereais, diminuindo o consumo de alimentos ricos em gorduras e as bebidas alcoólicas.

Este tipo de alimentação é importante para facilitar a desintoxicação do fígado, pois estes tipos de alimentos são mais facilmente digeridos e o fígado é menos requisitado. Veja mais detalhes da alimentação neste vídeo:

Fonte tuasaude.com

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

Os remédios caseiros para artrite reumatóide possuem ação anti-inflamatória e analgésica que ajudam a aliviar os sintomas de dor, inchaço ou vermelhidão causados pela inflamação das articulações. Esses remédios podem ser usados sobre a pele, como a pomada de arnica ou óleo essencial de boswellia, ou ingeridos na forma de chá, por exemplo.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória que afeta as articulações causando sintomas como dor de longa duração, inchaço, dificuldade em realizar as atividades do dia a dia como andar ou segurar objetos, por exemplo, e até deformidade na articulação. Confira todos os sintomas da artrite reumatóide.

Os remédios caseiros são uma boa opção para ajudar a aliviar a dor e o desconforto causado pela artrite reumatóide e, embora não sirvam para substituir o tratamento médico, podem ser usados para complementar o tratamento indicado pelo reumatologista.

1. Chá de gengibre

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O gengibre, cientificamente chamado de Zinger officinalis, possui compostos fenólicos como o gingerol, chogaol e zingerona que têm propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, sendo muito úteis para aliviar os sintomas como dor, inchaço e vermelhidão nas articulações. Conheça outros benefícios do gengibre.  

Ingredientes

  • 1 cm da raiz de gengibre cortada em rodela ou ralada;
  • 1 litro de água fervente.

Modo de preparo

Colocar a água para ferver e adicionar o gengibre. Deixar ferver por 5 a 10 minutos. Retirar o gengibre da xícara e beber o chá em 3 a 4 doses divididas ao longo do dia.

Outra opção para fazer o chá é substituir a raiz por 1 colher de chá de gengibre em pó.

Este chá deve ser evitado por pessoas com úlcera de estômago, pois possui propriedades anticoagulantes que podem aumentar o sangramento ou hemorragia.

2. Chá de salgueiro branco

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O salgueiro branco, conhecido cientificamente como Salix alba, tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias devido à presença de salicina, que é uma substância semelhante ao ingrediente principal da aspirina. Por isso, o chá da casca desta planta pode ser uma boa opção para aliviar a dor na articulação causada pela artrite reumatóide.

Ingredientes

  • 2 colher (de chá) de cascas de salgueiro branco;
  • 2 xícaras de água.

Modo de preparo

Colocar a água para ferver e adicionar a casca de salgueiro. Deixar ferver por 10 minutos, coar e beber até 2 xícaras por dia.

Este chá não deve ser consumido por crianças, por mulheres grávidas ou em amamentação, por pessoas que têm alergia à aspirina ou que estejam usando anticoagulantes. Além disso, o uso do chá de casca de salgueiro branco não é indicado para pessoas com problemas gastrointestinais, como úlceras, gastrite, refluxo gastroesofágico, colite ou diverticulite.                                                                                                         

3. Chá de cúrcuma

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O chá de cúrcuma, também chamado de açafrão, é rico em curcumina, uma substância com propriedades anti-inflamatórias, imunomoduladoras, e protetoras das cartilagens, que age diminuindo os sintomas de dor, inchaço, vermelhidão, além de diminuir a destruição do revestimento das articulações pelo sistema imunológico e aumentar a proteção das cartilagens das articulações, sendo um ótimo remédio caseiro para artrite reumatóide.

Ingredientes

  • 1 colher rasa (de chá) de cúrcuma em pó (200 mg);
  • 1 xícara de água.

Modo de preparo

Colocar a água para ferver e adicionar cúrcuma. Deixar ferver por 5 a 10 minutos. Coar o chá e beber. Pode-se beber de 2 a 3 xícaras de chá de cúrcuma por dia.

Outra opção é consumir a cúrcuma na forma de cápsulas, que pode ser usada tomando 2 cápsulas de 250 mg a cada 12 horas, totalizando 1 g por dia.

4. Chá de alcaçuz

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O chá alcaçuz possui glicirrizina e ácido glicirretínico na sua composição, que são substâncias anti-inflamatórias, que agem reduzindo a inflamação das articulações e os sintomas como dor, inchaço, sensibilidade e vermelhidão, sendo uma ótima opção de remédio caseiro para artrite reumatoide. 

Ingredientes

  • 1 colher de chá de raiz de alcaçuz;
  • 1 xícara de água fervente;
  • Mel para adoçar a gosto.

Modo de preparo

Adicionar o alcaçuz na xícara com água fervente, tampar e deixar repousar por 10 minutos. Coar e adoçar com mel se desejar. Beber este chá até 2 vezes ao dia.

O chá de alcaçuz não deve ser consumido por mulheres grávidas ou em amamentação e por pessoas com problemas cardíacos.

5. Chá de unha de gato

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O chá de unha de gato possui propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor e o inchaço nas articulações, além de regular o sistema imunológico, sendo outra boa opção de remédio caseiro para artrite reumatóide.

Este chá é ótimo contra artrite reumatoide porque regula a ativação do sistema imunológico.

Ingredientes

  • 20g de cascas e raízes de unha de gato;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo

Ferver os ingredientes por 15 minutos, em seguida apagar o fogo e deixar repousar no recipiente tampado por 10 minutos. Coar e tomar o chá até 3 vezes ao dia.O chá de unha de gato não deve ser usado por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação e por pessoas com problemas no estômago como gastrite ou úlcera, por exemplo.

6. Chá de harpago

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O chá de harpago, também conhecido como garra do diabo, possui substâncias como canferol, ácido caféico e ácido clorogênico com propriedades antirreumáticas, anti-inflamatórias, analgésicas e antioxidantes, reduzindo os sintomas de dor, inchaço, vermelhidão, além de proteger o revestimento e a cartilagem das articulações melhorando a movimentação e diminuindo a rigidez matinal, sendo uma ótima opção de remedio caseiro para artrite reumatóide.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) das raízes secas de harpago;
  • 1 xícara de água.

Modo de preparo

Colocar a raiz seca da garra do diabo e a água para ferver por 15 minutos em fogo baixo. Coar e beber de 2 a 3 xícaras do chá por dia. 

Esse chá só deve ser usado por adultos e não deve ser ingerido por mulheres grávidas pois pode causar problemas no feto ou mulheres em amamentação e por pessoas que usam anticoagulantes como a varfarina pois pode aumentar o risco de sangramentos.

Outra opção é utilizar o harpago em cápsulas, sendo recomendado ingerir 1 cápsula, duas a três vezes ao dia, por pelo menos 3 meses de tratamento.

7. Pomada de arnica

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

Por conter helenalina na sua composição, com uma potente ação anti-inflamatória, a arnica ajuda a bloquear a produção de proteínas responsáveis pela inflamação crônica das articulações em pessoas com artrite reumatóide. 

Alguns estudos mostram que o uso tópico da arnica na artrite reumatóide, por ajudar a aliviar a dor nas articulações, melhora a movimentação e diminui a rigidez matinal das mãos.

Ingredientes

  • 5 g de cera de abelha; 
  • 45 mL de óleo de oliva ou óleo de amêndoas doces;
  • 4 colheres de folhas e flores secas de arnica picadas.

Modo de preparo

Colocar os ingredientes numa panela em banho maria e deixar ferver em fogo baixo durante alguns minutos. A seguir, apagar o fogo e deixar os ingredientes dentro da panela por algumas horas para liberar as substâncias ativas. Antes de esfriar, coar e armazenar a parte líquida um recipiente de vidro limpo e seco com tampa. Manter o vidro sempre num local seco, escuro e arejado. Esta pomada tem validade de até 1 ano e pode ser aplicada na pele de 2 a 3 vezes por dia.

8. Pomada de pimenta caiena

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

A pomada de pimenta caiena é rica em capsaicina, uma substância com ação anti-inflamatória e analgésica, que ajuda a combater os sintomas de dor e inchaço causados pela artrite reumatóide.

Ingredientes

  • 5 g de cera de abelha; 
  • 45 mL de azeite de oliva ou óleo de amêndoas;
  • 1 colher (de chá) de pimenta caiena.

Modo de preparo

Colocar os ingredientes numa panela em banho maria e deixar ferver em fogo baixo até que a cera de abelha derreta. Apagar o fogo e deixar repousar por algumas horas para que se possa extrair a capsaicina da pimenta caiena. Quando estiver morna, coar e armazenar em um recipiente de vidro com tampa, limpo e seco. Manter o vidro sempre num local seco, escuro e arejado. 

Aplicar a pomada de pimenta caiena na articulação afetada, 1 vez por dia, utilizando uma gaze ou algodão, fazendo movimentos suaves, deixando agir por 30 minutos. Lavar as mãos em seguida e evitar contato das mãos com boca, olhos e nariz. Ao fim dos 30 minutos, retirar a pomada lavando a região com bastante água.

Esta pomada não deve ser usada imediatamente antes ou depois do banho, natação, de tomar sol ou fazer exercícios físicos. Além disso, a pomada de pimenta caiena não deve ser aplicada na pele com feridas, cortes, arranhões, queimaduras de sol ou em olhos, boca, narinas ou órgãos genitais. 

Outra recomendação importante é não fazer curativos ou cobrir a área que tem pomada com gaze, algodão ou faixa, por exemplo, nem usar uma bolsa térmica. Isso pode aumentar o risco de efeitos colaterais como coceira, vermelhidão ou irritação da pele.

9. Chá verde

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

Alguns estudos mostram que o chá verde, conhecido cientificamente de Camellia sinensis, possui compostos fenólicos na sua composição, como a epigalocatequina e o canferol, que agem diminuindo a produção de substâncias inflamatórias e regulando a ação do sistema imunológico, sendo muito útil para reduzir a dor e o inchaço, e proteger o revestimento das articulações. 

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de folhas de chá verde ou 1 sachê de chá verde;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as folhas ou o sachê de chá verde na xícara com água fervente e deixar repousar por 10 minutos. Coar ou retirar o sachê e beber em seguida. Este chá pode ser consumido de 3 a 4 vezes ao dia, ou conforme orientação médica.

O chá verde não deve ser consumido por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, por pessoas que têm insônia, hipertireoidismo, gastrite ou hipertensão arterial. Além disso, por conter cafeína na sua composição, deve-se evitar tomar este chá no fim do dia ou em quantidade superior à recomendada pois pode causar efeitos colaterais como insônia, irritação, sensação de queimação no estômago, cansaço ou palpitação no coração.

10. Óleo essencial de boswellia

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

O óleo essencial de boswellia possui fortes propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, além de prevenir os danos nas cartilagens e regular a ação do sistema imunológico, o que protege o revestimento das articulações e, por isso, é uma boa opção de remédio caseiro para artrite reumatóide.

Ingredientes

  • 1 a 3 gotas de óleo essencial de boswellia;
  • 5 mL de óleo de côco.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e aplicar sobre a pele na articulação afetada, 1 vez ao dia, massageando suavemente. Lavar as mãos em seguida e evitar contato com olhos, nariz, boca e ouvidos.

Antes de usar o óleo essencial de boswellia, deve-se verificar se a pessoa não apresenta reação alérgica ao óleo de boswellia. Para isto, deve-se aplicar a mistura em uma pequena área na pele. Se a pele ficar irritada, vermelha ou coçando, deve-se enxaguar a pele e retirando o óleo com água e sabão imediatamente e não se deve usar o óleo de boswellia para a artrite reumatóide.

 11. Tintura de videira trovão de Deus 

11 remédios caseiros para artrite reumatóide e como fazer

A tintura de videira trovão de Deus é rica em substâncias anti-inflamatórias e imunomoduladoras, como triptolida, tripdiolida e triptonida, que agem reduzindo a dor, vermelhidão e inchaço, além de regular a atividade do sistema imunológico, reduzindo os danos no revestimento das articulações.

Essa tintura pode ser comprada em lojas de produtos naturais e deve ser usada somente sobre a pele da articulação afetada de 5 a 6 vezes por dia, e não deve ser ingerida.

Outra opção para usar a videira trovão de Deus é consumir por via oral as cápsulas feitas com o extrato da raiz dessa planta. Geralmente, a dose recomendada é de 30 a 570 mg do extrato por dia, podendo-se utilizar 1 cápsula de 200 mg, 2 vezes por dia, por no máximo 24 semanas. 

Esta planta não deve ser usada por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação.

Fonte tuasaude.com

Diverticulose: o que é, causas, sintomas e tratamento

A diverticulose, ou doença diverticular, é uma alteração do intestino caracterizada pela formação de divertículos, que são pequenas bolsas, na mucosa do intestino grosso. Os divertículos se formam quando pontos da parede do intestino estão frágeis, e acabam sendo projetados para o exterior devido às contrações intestinais.

Essas pequenas bolsas podem variar de 2,5 mm a 2,5 cm, costumam aparecer na parte final do intestino grosso e, geralmente, não provocam sintomas, entretanto, quando inflamam ou ficam infectadas pode haver dor abdominal e presença de sangue nas fezes, em alguns casos, sendo essa situação conhecida como diverticulite. Conheça mais sobre a diverticulite.

Diverticulose: o que é, causas, sintomas e tratamento

Principais causas

A diverticulose é uma situação que acontece principalmente devido ao enfraquecimento e perda da elasticidade da parede do intestino, o que pode ser devido a diversas situações, sendo as principais:

  • Envelhecimento, sendo mais comum de acontecer em pessoas a partir dos 60 anos;
  • Dieta pobre em fibras;
  • Aumento da pressão no cólon, que é a parte final do intestino grosso;
  • Predisposição genética.

Além disso, pessoas que fumam podem apresentar um maior risco para a formação de divertículos, já que o tabagismo pode favorecer a fragilidade das paredes intestinais.

Sintomas de diverticulose

De forma geral, a diverticulose não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, no entanto quando ficam inflamados ou infectados, pode levar ao aparecimento de alguns sintomas, como dor abdominal tipo cólica, enjoo, inchaço abdominal e períodos alternados de prisão de ventre e diarreia. Além disso, quando os divertículos sangram, é possível notar, em alguns casos, a presença de sangue nas fezes.

Como normalmente não causa sintomas, a diverticulose pode permanecer silenciosa por muito anos, sendo descoberta de forma acidental durante a realização de uma colonoscopia de rotina, por exemplo. No entanto, quando há sangramento, podem ser necessários exames como ultrassom ou tomografia do abdômen para avaliar o nível de comprometimento abdominal e para programar o melhor tipo de tratamento.

Como é o tratamento

O tratamento para diverticulose é feito, principalmente, com uma dieta rica em fibras, que podem ser encontradas em frutas, legumes e verduras. Além disso, o médico pode também indicar em alguns casos suplementos alimentares ricos em fibras, como Metamucil, para melhorar o funcionamento intestinal. 

Além disso, em caso de cólicas, o uso de anti-espasmódicos e analgésicos, como Butilescopolamina e Paracetamol pode ser úteis para aliviar os sintomas. Confira quais são as principais opções de tratamento para diverticulose.

Entretanto, se houver uma diverticulite, pode ser necessário uso de antibióticos e uma restrição da dieta, para descanso do intestino. Em casos mais graves, que ocorrem crises recorrentes ou com complicações, a cirurgia pode ser indicada, consistindo na retirada da parte do intestino onde estão localizados os divertículos. Veja mais detalhes do tratamento para diverticulite.

Fonte tuasaude.com

Anti-CCP: o que é, para que serve e como é feito

O anti-CCP, ou autoanticorpos contra peptídeo citrulinado cíclico, é um tipo de exame muito utilizado para auxiliar no diagnóstico da artrite reumatóide. Esse exame tem como objetivo detectar no sangue a presença de autoanticorpos CCP, que são anticorpos produzidos pelo sistema imunológico e que atacam as próprias células e tecidos saudáveis das articulações.

Geralmente, esse exame é feito junto ou após o teste do fator reumatóide, que é outro tipo de exame para detectar a artrite reumatóide. No entanto, o anti-CCP ajuda a dar um diagnóstico mais preciso, pois enquanto o fator reumatóide pode estar presente em outras doenças como lúpus ou Síndrome de Sjögren, por exemplo, ou até mesmo em pessoas saudáveis, o anti-CCP é mais específico e quando positivo indica a presença da artrite reumatóide. Saiba mais sobre o fator reumatóide.

Anti-CCP: o que é, para que serve e como é feito

Para que serve

O exame anti-CCP serve para medir a quantidade de autoanticorpos CCP produzidos pelo sistema imunológico e que atacam o revestimento das articulações, provocando inflamação e os sintomas da artrite reumatóide como dor de longa duração, inchaço, dificuldade em segurar objetos ou andar e até deformidade na articulação. Saiba como identificar a artrite reumatoide.

Como é feito o exame

O exame anti-CCP é muito simples, sendo apenas necessário que seja retirada uma pequena quantidade de sangue por um profissional capacitado, que é enviado para o laboratório para que seja realizada a análise.

No laboratório, o exame é feito utilizando o método imunoenzimático ELISA, em que após a amostra ser processada devidamente, são adicionados reagentes e enzimas, que, quando se ligam aos anticorpos CCP, produzem uma cor indicando uma reação positiva para a artrite reumatóide.

Para realizar o exame anti-CCP não é necessário nenhum preparo especial, sendo  recomendado informar o médico sobre possíveis problemas de saúde, além de todos os medicamentos, vitaminas ou suplementos dietéticos que se está utilizando.

O que significam os resultados

Em pessoas saudáveis, o exame anti-CCP normalmente é negativo, apresentando valores menores que 20,0 U/mL, o que significa que nenhum anticorpo CCP foi encontrado no corpo e a pessoa não tem artrite reumatóide. No entanto, valores acima de 20 U/mL podem indicar a artrite reumatóide.

Os resultados do exame anti-CCP, geralmente são analisados em conjunto com o fator reumatóide, pois esses exames podem ser feitos ao mesmo tempo ou o médico pode solicitar o fator reumatóide primeiro e se der positivo, indicar o anti-CCP para confirmar a artrite reumatóide. 

Desta forma, os valores dos exames ajudam a confirmar a artrite reumatóide e pode incluir:

  • Anti-CCP positivo e fator reumatóide positivo: indica que a pessoa tem artrite reumatóide;
  • Anti-CCP positivo e fator reumatóide negativo: pode significar que a pessoa está no estágio inicial da artrite reumatóide ou que pode desenvolver a doença no futuro;
  • Anti-CCP negativo e fator reumatóide negativo: indica que a pessoa não tem artrite reumatóide.

Estes resultados devem ser sempre interpretados e avaliados pelo reumatologista e, em quase todos os casos, é necessário fazer mais exames para ajudar a descobrir o que está causando seus sintomas

Fonte tuasaude.com

Vacinas falsificadas

Em tempos de ofertas de vacinas falsificadas, é importante saber como estão sendo descartadas as toneladas de caixas de papelão e frascos de vidro das vacinas originais, após a aplicação do imunizante.

Elas podem voltar de forma falsificada e clandestina em sua apresentação original por meio da criminalidade dedicada aos remédios falsos. É o que se observa na área dos especializados com perfumes, uísque e outras bebidas com frascos exclusivos.

Até o dia 28 de abril, quando foi preso por venda de “vacina” contra a Covid-19 pelo WhatsApp (R$ 450 a R$ 600 a unidade) um jovem em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, sabia-se somente da venda e aplicação ilegal de uma falsa vacina em Belo Horizonte.

Possivelmente outras ofertas irão aparecer na internet, pelos antecedentes sobre remédios, conhecidos e divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) há vários anos.

Há muito tempo a OMS já estimava que cerca de 10% dos medicamentos comercializados em todas as partes do mundo eram falsificados.

Como referem Renato Lopes Hurtado e Marcelo Carvalho Lasmar na revista Cadernos de Saúde Pública, a falsificação de medicamentos e sua comercialização estão ligadas a organizações criminosas internacionais.

No Brasil, explicam, os remédios mais falsificados são os mais procurados, principalmente para a disfunção erétil e outros como os anabolizantes, emagrecedores e para o tratamento do câncer.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém um termo de cooperação com a Polícia Federal e participa do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, na parte de combate à falsificação de medicamentos.

Segundo relatórios anteriores, entre 2007 e 2011 foram apreendidas 115 mil unidades de medicamentos falsos e contrabandeados, 271 mil caixas de medicamentos controlados e 348 toneladas de fitoterápicos sem registro na Anvisa. As análises químicas foram realizadas no Setor de Perícias do Departamento de
Polícia Federal.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

MPF identifica quebra de contrato da Covaxin e suspeita de favorecimento da gestão Pazuello a empresa

O MPF (Ministério Público Federal) identificou um descumprimento do contrato assinado para o fornecimento da vacina indiana Covaxin e investiga suspeita de favorecimento do Ministério da Saúde à empresa responsável, a Precisa Medicamentos, em razão de cláusulas tidas como benevolentes.

O contrato para a entrega de 20 milhões de doses tem o valor de R$ 1,61 bilhão. Foi negociado na gestão do general da ativa Eduardo Pazuello e assinado em 25 de fevereiro.

Três dias antes, em 22 de fevereiro, o ministério já havia autorizado o pagamento à farmacêutica. A nota de empenho, que é a autorização para os depósitos, contempla a íntegra do valor. O pagamento ainda não ocorreu.

Pazuello foi demitido do cargo de ministro da Saúde em 15 de março. É, hoje, um dos principais alvos da CPI da Covid, recém-instalada no Senado.

O contrato assinado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos —que representa a Bharat Biotech Limited International— estabeleceu um cronograma de entrega que deveria ser cumprido “após a assinatura”.

Para 16 milhões de doses, esse prazo já se esgotou. Para os 4 milhões restantes, esgota-se no próximo dia 6, conforme cláusula prevista em contrato.

A Covaxin ainda não tem aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No último dia 31, a agência negou pedido do Ministério da Saúde para autorização excepcional de importação e distribuição da vacina. Faltam dados técnicos básicos sobre o imunizante, segundo a Anvisa.

Também foi negado pedido de certificado de boas práticas de fabricação para a Bharat Biotech, após inspeção de técnicos da Anvisa na fábrica na Índia.

A especificação sobre entrega da Covaxin é diferente, por exemplo, da cláusula no contrato entre o ministério e a União Química, responsável pela vacina russa Sputnik V. A Sputnik também segue sem aval da Anvisa.

Assinado em 12 de março, o contrato prevê que 10 milhões de doses devem ser entregues em até 60 dias “após a obtenção da autorização temporária de uso emergencial ou registro definitivo”.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não há diferença entre os dois contratos. “Trata-se meramente de redação”, afirmou.

Segundo a pasta, a aquisição da Covaxin só será concluída após a Anvisa conceder registro de uso emergencial ou definitivo. “Com a aprovação da agência sanitária, o laboratório deverá providenciar o embarque do produto na Índia.”

Diante do descumprimento dos prazos contratuais, o MPF em Brasília decidiu cobrar, no último dia 31, uma explicação do diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias. É ele que assina contratos do tipo.

A Procuradoria também quer uma cópia dos processos de importação da vacina. Neste caso, o pedido se dirige ao tenente-coronel do Exército Alex Lial Marinho, nomeado por Pazuello no cargo de coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde.

O MPF investiga suspeita de favorecimento à Precisa em razão de termos contratuais tidos como benevolentes e por não ter havido sanção contratual após o descumprimento dos prazos previstos.

Além disso, a Procuradoria reúne indícios de que a cúpula do ministério pressionou as áreas técnicas para que fosse encontrada uma solução diante do descumprimento do contrato –o que o ministério nega.

“Não houve pressão para solução no deferimento da licença de importação. Este assunto foi tratado entre a empresa e a Anvisa”, disse a pasta, em nota.

Os indícios levantados fazem parte de inquérito civil aberto para investigar suposta improbidade administrativa de Pazuello e seus auxiliares nos atos para compra e distribuição de vacinas, na distribuição de cloroquina —um medicamento sem eficácia para Covid-19—no país e na omissão diante do iminente colapso de oxigênio no Amazonas em janeiro.

Se ficar constatado que o Ministério da Saúde não adotou medidas diante do descumprimento do cronograma de entrega da Covaxin, o MPF pretende abrir uma investigação à parte, para apurar a ocorrência de crimes no caso.

A Covaxin é a vacina mais cara, dentre os imunizantes comprados pelo Ministério da Saúde para o combate à Covid-19. Pelo contrato, cada dose custa US$ 15 (R$ 80,70, pela cotação do dólar no momento da emissão da nota de empenho).

A Sputnik V tem um custo individual de R$ 69,36. Cada dose das vacinas da Pfizer e da Janssen saiu por US$ 10 (ou R$ 56,30, segundo pagamentos feitos antecipadamente). A Coronavac, do Instituto Butantan, custa R$ 58,20.

O Ministério da Saúde disse que os preços estão dentro da média e em conformidade com os mercados interno e externo.

No sábado (24), a pasta fez nova atualização no cronograma de entregas de vacinas e diminuiu em 31% a previsão até maio –de 46,9 milhões de doses antes para 32,4 milhões agora. Imunizantes sem autorização da Anvisa —Covaxin e Sputnik V— saíram do cronograma.

Em nota, a Precisa Medicamentos afirmou que o ministério fez pedido de importação dentro do prazo contratual e que, em paralelo, a empresa solicitou emissão do certificado de boas práticas de fabricação.

“Embora o processo de emissão do certificado não tenha ligação formal com o pedido de licença de importação feito pelo Ministério da Saúde, e ainda que a lei não condicione a autorização de uso excepcional ou emergencial à emissão do certificado, a Anvisa indeferiu a licença solicitada pelo ministério”, disse.

Precisa e Bharat Biotech têm mantido contato permanente e relatado ao ministério as tratativas com a Anvisa, afirma a nota, “possibilitando assim, com a maior urgência e brevidade possível, sua entrega ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19”.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Diverticulose: o que é, sintomas e tratamento

Diverticulose, ou doença diverticular, é uma doença do intestino caracterizada pela formação de divertículos, que são pequenas bolsas, na mucosa do intestino. Os divertículos se formam quando pontos da parede do intestino estão frágeis, e acabam sendo projetados para o exterior devido às contrações intestinais.

Essas pequenas bolsas podem variar de 2,5 mm a 2,5 cm, costumam aparecer na parte final do intestino grosso e, geralmente, não provocam sintomas, entretanto, quando inflamam ou infectam dão origem à chamada diverticulite. Saiba como identificar e tratar a diverticulite

A diverticulose pode se manifestar tanto em homens quanto em mulheres, mais frequente acima dos 60 anos, sendo rara em pessoas abaixo dos 40 anos, e geralmente, surge devido à uma dieta pobre em fibras.

Diverticulose: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de diverticulose

A diverticulose sem complicações não provoca sintomas, entretanto, caso haja rompimento dos divertículos, pode haver sangramento nas fezes. Já quando há uma inflamação ou infecção bacteriana, pode haver dor abdominal tipo cólica, enjoo, vômitos ou febre, o que caracteriza a diverticulite. 

Qualquer pessoa pode desenvolver a diverticulose, sendo uma doença mais comum em idosos, e suas causas estão relacionadas, principalmente, com o mau funcionamento do intestino e, por isso, é comum que a pessoa com diverticulose apresente:

  • Prisão de ventre;
  • Inchaço abdominal;
  • Dieta pobre em fibras e rica em carne vermelha e gordura;
  • Sedentarismo.

Além disso, pessoas que fumam podem apresentar um maior risco para a formação de divertículos, já que o tabagismo pode favorecer a fragilidade das paredes intestinais.

Como é feito o diagnóstico

A diverticulose pode surgir e permanecer por muitos anos sem causar sintomas e sem ser descoberta, por isso, muitas vezes ela é observada de forma acidental, em uma colonoscopia de rotina, por exemplo. 

Entretanto, quando há a complicação da doença, com sangramento ou evolução para diverticulite, podem ser necessários exames como ultrassom ou tomografia do abdômen para avaliar o nível de comprometimento abdominal e para programar o melhor tipo de tratamento.

Como tratar

O tratamento para diverticulose é feito, principalmente, com uma dieta rica em fibras, presentes em frutas, legumes e verduras. Suplementos alimentares ricos em fibras, como Metamucil, também podem ser úteis para melhorar o funcionamento intestinal. 

Além disso, em caso de cólicas, o uso de anti-espasmódicos e analgésicos, como Butilescopolamina e Paracetamol pode ser úteis para aliviar os sintomas. Confira quais são as principais opções de tratamento para diverticulose.

Entretanto, se houver uma diverticulite, pode ser necessário uso de antibióticos e uma restrição da dieta, para descanso do intestino. Em casos mais graves, que ocorrem crises recorrentes ou com complicações, a cirurgia pode ser indicada, consistindo na retirada da parte do intestino onde estão localizados os divertículos. Confira, também, quais são as principais formas de tratamento de diverticulite.

Fonte tuasaude.com

Carbúnculo: o que é, sintomas e tratamento

O carbúnculo é uma infecção pela bactéria Bacillus anthracis, que está presente no solo na forma de esporos e que podem causar doença nas pessoas ao serem inalados, ingeridos ou ao entrarem em contato diretamente com a pele.

Os sintomas de carbúnculo estão relacionados com a produção de toxinas pela bactéria, além de poderem variar de acordo com a forma como aconteceu a transmissão, podendo haver dor muscular, dor de cabeça, aparecimento de feridas na pele, vômito e diarreia com sangue, dor no peito e dificuldade para respirar.

É importante que o carbúnculo seja diagnosticado pelo clínico geral ou infectologista assim que surgirem os primeiros sintomas, pois dessa forma é possível iniciar o tratamento com antibióticos logo em seguida, prevenindo complicações mais graves.

Carbúnculo: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de carbúnculo

Os sintomas de carbúnculo podem variar de acordo com a forma que houve a infecção, ou seja, se foi por meio da inalação do microrganismo, ingestão de alimentos contaminados ou contato direto, sendo esta situação conhecida como carbúnculo cutâneo, que é a forma mais frequente. Assim, os principais sintomas que podem ser percebidos são:

  • Carbúnculo cutâneo: vários caroços vermelho-marrom que coçam, são dolorosos, e que forma uma ferida extensa com pus, além de haver vermelhidão e inchaço ao redor da ferida. Em alguns casos pode haver também febre, inchaço dos linfonodos e dor de cabeça. Os sintomas desse tipo de carbúnculo normalmente surgem até 10 dias do contato com o agente infeccioso, que mais comumente é a bactéria Staphylococcus aureus;
  • Carbúnculo gastrointestinal: vômito e diarreia com sangue, inchaço no pescoço, dor de gargante e dor abdominal. Nesse caso, os sintomas surgem após a ingestão de alimento contaminado com a bactéria, que produz toxinas que causam a morte dos tecidos, levando ao desenvolvimento dos sintomas;
  • Carbúnculo por inalação: dor muscular leve, febre baixa e tosse seca que podem facilmente evoluir para dificuldade para respirar, dor no peito, febre alta, suor frio e diminuição da pressão arterial. Esse tipo de carbúnculo é o mais grave e acontece devido a inalação de esporos da bactéria, que ficam alojados no pulmão e depois germinam, promovendo a liberação de bactérias para os linfonodos do tórax, que incham e rompem, favorecendo o espalhamento da bactéria no organismo ao mesmo tempo que as toxinas são liberadas na corrente sanguínea.

É importante que o carbúnculo seja diagnosticados logo nos primeiros sintomas, principalmente no caso de carbúnculo por inalação, pois assim é possível iniciar o tratamento rapidamente para neutralizar e diminuir a quantidade de toxinas produzidas pela bactéria e, assim, evitar complicações.

Como acontece a transmissão

A principal causa do carbúnculo é a infecção de pele, quando a bactéria S. aureus invade as glândulas produtoras de suor, gerando um processo infeccioso local e em outros tecidos.

Já nos carbúnculos gastrointestinal e por inalação, a bactéria Bacillus anthracis estar presente no ambiente na forma de esporos, principalmente no solo. Dessa forma, o contágio por esporos desse microrganismo é mais fácil de acontecer em animais que estão em contato frequente com o solo, como é o caso de bois, vacas e bezerros, por exemplo.

A transmissão para as pessoas pode acontecer através do consumo de carne desses animais contaminados, mesmo que esteja devidamente preparada, isso porque o esporo do Bacillus anthracis é resistente a altas temperatura. Além disso, as pessoas podem adquirir o carbúnculo ao entrar em contato com o animal ou produtos do contaminado ou ao inalar esporos presentes no ambiente, sendo essa forma considerada um dos tipos de arma biológica, pois essas estirpes são extremamente letais.

Tratamento de carbúnculo

É importante que o tratamento para carbúnculo seja iniciado assim que sejam identificados sinais indicativos de infecção, sendo normalmente recomendado pelo clínico geral ou infectologista o uso de antibióticos, como as Penicilinas, que podem ser combinados com outros antimicrobianos.

É importante que os antibióticos sejam tomados de acordo com a orientação do médico, mesmo que não exitam mais sintomas, pois assim é possível garantir a eliminação da bactéria e neutralização das toxinas, prevenindo o desenvolvimento de complicações.

Além disso, o médico pode também indicar o uso de medicamentos corticoides ou anticorpos monoclonais para aliviar os sintomas em alguns casos de carbúnculo.

Fonte tuasaude.com

‘Como é lindo viver’, escreve jornalista que, infectado pela Covid, ‘deixou de existir’ por 21 dias

A anestesia foi uma picadinha discreta. Mas, em seguida, eu deixei de existir por 21 dias, sobrevivendo como um enorme repolho inerte e intubado na UTI do hospital.

Uma das perguntas que mais me fizeram foi sobre o que pensei ou senti ao longo desse túnel escuro. Encontrei Jesus? Conversei com os mortos? Bobagem. Os medicamentos desligam parte do sistema nervoso central para que não possamos sentir dores ou o incômodo por aquela coisa enfiada na traqueia.

Mas, por uma questão de livre arbítrio, eu bem que gostaria de ter sido consultado por algum interlocutor poderoso: você quer partir ou quer ficar? É claro que eu queria ferrenhamente ficar. Que fosse por meu filho de 11 anos ou pelo afeto que me prende às artes e às pessoas.

Como não me consultaram, de concreto existem apenas os delírios que chegam junto com o despertar. A vaga consciência de que eu continuava vivo chegava com cenários quixotescos em minha cabeça tonta de sobrevivente.

Dou um exemplo. Nós, jornalistas, somos prepotentes, e eu “soube” por meus delírios que a Argentina decidira depositar sigilosamente no Brasil as ossadas de seus mais ilustres cidadãos.

Já haviam chegado a do general Manuel Belgrano, de Eva Duarte Perón —a Evita— e de mais um arcebispo de La Plata recentemente chamado ao convívio do Senhor.

Junte-se a essas informações o detalhe pitoresco de que as sepulturas foram reerguidas verticalmente em mármore branco. Um simulacro do cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. E onde? Ora, no canteiro central da rua Henrique Schaumann, bairro paulistano de Pinheiros.

Outro delírio consistia em acreditar que o helicóptero do governo do estado deixava no hospital, nas madrugadas, um carregamento de pães fresquinhos que as enfermeiras insistiam em não dividir comigo.

Com minha racionalidade partida em pedaços, previsível o desastre das primeiras tentativas de diálogo com a competentíssima neurologista que me atendia.

Em que ano nós estamos? Em 1942. Onde que o senhor nasceu? Salvador, Bahia (cidade onde estive apenas um par de vezes, a trabalho).

Minha mulher ficou preocupada. Pensou que o coronavírus, depois de meus pulmões e de meus músculos, estava avançando guloso sobre meu cérebro.

Mas foi tudo uma questão de exercício. Passei a traduzir para o francês ou para o inglês fragmentos de conversa que circulavam no hospital.

Veio, então, uma surpresa desagradável. Eu não conseguia mais andar. Eram sequelas neurológicas pós-Covid. Imaginei que os coronavírus formassem um coletivo de bilhões de priminhos dos ácaros, com bocarras predispostas a comer por dentro meu patrimônio muscular.

A essas alturas, eu já completava uns 50 dias de Hospital Sírio-Libanês e caía de cabeça na fisioterapia. Ela exigia de mim uma força que provisoriamente eu não tinha mais. Isso me exasperava, me deixava humilhado diante de mim mesmo.

As partes de baixo não me deixavam andar. As partes de cima me impediam de levar comida até a boca ou de pentear os cabelos. Mas a fisioterapia era o caminho.

Ou melhor, um dos caminhos O primeiro passo mais ousado e competente foi dado pela neurologista Gabriela Pimentel, uma das feras da nova geração do Sírio-Libanês. Ela determinou a injeção em meu organismo de imunoglobulina feita a partir de pacientes do bichinho já recuperados. Creio ter sido o que pesou em definitivo para eu abandonar biologicamente os riscos do lado de lá e abraçar a lógica daqueles que deverão viver.

Cabe aqui uma pequena reflexão sobre o que vem a ser a vida. Uma reflexão que me foi involuntariamente ensinada quando, na Sexta-feira Santa, e ainda internado, minha mulher sintonizou pela Cultura FM uma transmissão da “Paixão segundo São Mateus”, de Bach.

Nos primeiros quatro compassos, eu caí num choro compulsivo. Não era de dor. Era de felicidade. Um estado de graça como o descrito por santo Agostinho.

A coisa cresceu dentro de mim mais ou menos assim: não estou apenas feliz por me ver diante do que é belo; minha felicidade vem do fato de eu estar vivo para experimentar sensorialmente a beleza da cantata barroca.

Horas depois, sensação semelhante ocorreria com a marchinha de Carnaval “Balancê”, que Braguinha e Alberto Ribeiro escreveram nos anos 1930. Para mim, a comoção estética não se deu exclusivamente pela música de concerto, por mais que ela a tivesse desencadeado —um dos sextetos para cordas de Brahms, uma sinfonia do Camargo Guarnieri.

Em palavras mais cruas, se o coronavírus tivesse me levado, eu não estaria mais aqui para ouvir certas músicas, ler certos romances e poemas, como “The Waste Land”, do T.S. Eliot, reassistir aos poucos e incríveis filmes que frequentaram minha alma.

Gente, em resumo, como é lindo viver.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude