Clofazimina: o que é, para que serve e como usar

A clofazimina é um remédio antibacteriano capaz de promover a eliminação da bactéria Mycobacterium leprae, sendo principalmente indicada para o tratamento da lepra, também chamada de hanseníase. Normalmente, a clofazimina é usada em combinação com outros remédios para lepra, como dapsona e rifampicina, para evitar que a doença piore e para promover a cura.

A clofazimina é um remédio fornecido pelo SUS, administrado por via oral, podendo ser usado por adultos e crianças, sempre com indicação e prescrição médica. 

Clofazimina: o que é, para que serve e como usar

A clofazimina é indicada para o tratamento de algumas formas de lepra que incluem a hanseníase multibacilar e a hanseníase paucibacilar.

É importante que o uso da clofazimina seja orientado e acompanhado por um médico pois faz parte do esquema de tratamento da hanseníase em combinação com outros medicamentos.

A clofazimina deve ser usada por via oral, as cápsulas ou os comprimidos devem ser tomados sempre no mesmo horário e após a alimentação. Se esquecer de tomar uma dose na hora certa, tomar assim que lembrar e depois reajustar os horários de acordo com esta última dose, continuando o tratamento de acordo com os novos horários programados. Não dobrar a dose para compensar a dose esquecida.

As doses da clofazimina variam de acordo com a idade e inclui:

  • Adultos: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada por um profissional de saúde, e uma dose de 50 mg por dia administrada em casa pela pessoa;
  • Crianças: uma dose mensal de 150 mg (3 comprimidos de 50 mg) com administração supervisionada por um profissional de saúde, e uma dose de 50 mg em dias alternados administrada em casa por um responsável pela criança;

O tempo de tratamento com a clofazimina, geralmente, é de 6 meses para a hanseníase paucibacilar e de 12 meses para a hanseníase multibacilar, não devendo ser interrompido o tratamento mesmo que a pessoa se sinta melhor, pois a hanseníase pode ficar completamente curada se seguir corretamente as orientações e as doses prescritas pelo médico.

Clofazimina: o que é, para que serve e como usar

Os efeitos colaterais mais comuns da clofazimina, e que devem ser comunicados ao médico, incluem prisão de ventre ou diarréia, sensação de queimação no estômago, indigestão, perda do apetite, náusea, vômito e dor ou desconforto no peito, no estômago ou na garganta.

Além disso, pode ocorrer ressecamento ou alteração na cor da pele, que pode ficar avermelhada ou acinzentada, mas que volta ao normal quando termina o tratamento.

A clofazimina não deve ser utilizada por mulheres que estejam amamentando, pois pode passar para o bebê pelo leite materno, e por mulheres grávidas, pois pode prejudicar o feto, por isso, é recomendado que a mulher utilize um anticoncepcional durante o tratamento com clofazimina e por pelo menos 4 meses após a última dose. Além disso, se o parceiro estiver em tratamento com a clofazimina e a mulher engravidar, também há risco de defeitos no feto.

O uso da clofazimina tem sido estudado para o tratamento e/ou profilaxia da COVID-19, pois uma pesquisa com células, realizadas in vitro, mostraram que a clofazimina tem um potente efeito antiviral contra o coronavírus, impedindo a replicação do vírus [1].

Além disso, nesse mesmo estudo, o uso da clofazimina em animais em laboratório mostrou que este remédio diminuiu a resposta inflamatória exagerada que está associada à gravidade da COVID-19, reduziu a quantidade de vírus nos pulmões e os danos pulmonares, mesmo quando administrada em animais sem o vírus, mostrando que também pode ter efeito profilático.

No entanto, este medicamento ainda precisa passar por vários estudos com humanos, para entender qual a sua real eficácia, segurança e dose de tratamento e/ou profilaxia para a COVID-19. Confira a lista de remédios aprovados e em estudo para a COVID-19.

Fonte tuasaude.com

Câmara aprova dedução no IR a empresas que contratarem leito privado para uso do SUS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) projeto que concede deduções no Imposto de Renda a empresas e pessoas físicas que contratarem leitos privados para uso do SUS (Sistema Único de Saúde), em iniciativa patrocinada pela cúpula do Congresso.

O texto principal foi aprovado em votação simbólica. O projeto segue para o Senado.

O projeto busca aumentar a disponibilidade de leitos nas cidades brasileiras, em meio à alta ocupação no país. Mesmo com o esforço de se criar novos leitos na última semana, 19 capitais brasileiras estão com mais de 90% de UTIs públicas ocupadas para casos críticos de pacientes com Covid-19, segundo levantamento da Folha com dados desta segunda-feira (22). Nesta quarta, o país atingiu a marca de 300 mil óbitos pela Covid-19. ​

A proposta aprovada cria o programa Pró-Leitos enquanto durar a crise sanitária de Covid-19. Segundo o projeto, o objetivo é incentivar pessoas físicas e empresas a usarem recursos próprios para contratar leitos clínicos e de terapia intensiva da rede privada. Esses leitos seriam usados pelo SUS e ocupados por pacientes de Covid-19.

Empresas que declaram IR na modalidade lucro real e pessoas físicas que aderirem ao Pró-Leitos poderão deduzir o valor investido nas contratações no IR referente ao exercício financeiro de 2021 —ou seja, na declaração de Imposto de Renda do próximo ano.

Será preciso comprovar as despesas para contratar leitos privados clínicos e de terapia intensiva para uso do SUS.

O relator do texto, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), incluiu no texto dispositivo que suspende automaticamente, em cada estado, as cirurgias eletivas em hospitais públicos e privados quando os leitos atingirem taxa de ocupação de 85%. As exceções são procedimentos relacionados à oncologia e à cardiologia.

Gonçalves também limitou o impacto orçamentário em R$ 2,5 bilhões.

Após o texto principal, os deputados começaram a apreciar propostas de modificação ao projeto, mas derrubaram os destaques para admitir uma emenda de redação no texto-base sobre teto de valores gastos nos leitos.

Os deputados acertaram a inclusão de parâmetro para o custo dos leitos. Os valores que sofrerão compensação tributária terão como referência o valor máximo a tabela de remuneração das operadoras de plano de saúde reguladas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A tramitação do projeto foi a jato. Na segunda-feira (22), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniram com empresários, investidores e donos de hospitais e planos de saúde. No encontro, o presidente da Câmara propôs que o setor privado recebesse incentivo fiscal em troca de ajudar a financiar os leitos para o SUS.

Na terça (23), o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), apontado como nome do centrão para ocupar o Ministério da Saúde, protocolou o projeto.

O texto foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na reunião realizada na manhã desta quarta-feira no Palácio da Alvorada. Ao final do encontro, Lira falou que iria tratar da votação do texto na reunião de líderes realizada na sequência.

“Saio daqui para uma reunião com todos os líderes da Câmara para tratar de projetos que poderemos votar hoje ainda, inclusive, como a oferta de novos leitos, numa parceria com a iniciativa privada, que não se nega a participar dessa luta, num só caminho, numa só direção”, afirmou.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Tuberculose tem cura?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela Mycobacterium tuberculosis, mais conhecido como bacilo de Koch, que tem grandes chances de cura se a doença é identificada na fase inicial e o tratamento realizado corretamente de acordo com a recomendação médica.

Normalmente o tratamento é feito com o uso de alguns antibióticos por 6 a 24 meses ininterruptos e, no caso da tuberculose extrapulmonar, é importante incluir medidas terapêuticas relacionados aos sintomas apresentados, podendo incluir fisioterapia ou realização de cirurgia, por exemplo. Veja mais detalhes sobre como é feito o tratamento para tuberculose.

Tuberculose tem cura?

Como alcançar a cura

Para que a cura seja alcançada de forma mais rápida, é importante que a tuberculose seja identificada logo nos primeiros sintomas, como:

  • Tosse persistente;
  • Dor ao respirar;
  • Febre baixa constante;
  • Suores noturnos.

Por isso, é importante consultar rapidamente um pneumologista sempre que se desconfia de tuberculose, especialmente quando existe algum tipo de tosse persistente que não melhora e que é acompanhada de suores noturnos.

Na maior parte dos casos, o médico indica o uso de alguns antibióticos com o objetivo de eliminar a bactéria e que devem ser tomados mesmo que não hajam sintomas. Conheça o tratamento 4X1 contra a tuberculose.

Tempo de tratamento e outros cuidados

O tempo de tratamento varia de 6 meses a 1 ano, não devendo ser interrompido, pois pode resultar em resistência bacteriana, re-surgimento da doença ou desenvolvimento de complicações, além de poder transmitir a doença para outras pessoas.

Além disso, é importante ter uma alimentação equilibrada e com alimentos capazes de fortalecer o sistema imunológico, sendo ricos principalmente em vitamina D, que é um importante regulador do sistema imune, favorecendo a eliminação de substâncias pró-inflamatórias e a produção de proteínas anti-inflamatórias, promovendo a eliminação da bactéria de forma mais rápida. Veja como melhorar o sistema imunológico por meio da alimentação.

Quando o tratamento é feito da maneira correta, o pessoa fica curada, no entanto, pode desenvolver a doença novamente caso entre em contato com a bactéria.

Tuberculose é contagiosa

Após 15 a 30 dias do início do tratamento, a pessoa diagnosticada com tuberculose deixa de ser contagiosa, não sendo mais necessário que o tratamento seja feito em internamento e isolamento. Normalmente os sintomas melhoram após o segundo mês de tratamento, mas mesmo assim é preciso que o uso dos medicamentos seja continuado até que os resultados laboratoriais sejam negativos ou que o médico suspenda a medicação.

No caso da tuberculose extrapulmonar, em que a bactéria atinge outras partes do corpo, como ossos e intestino, por exemplo, o contágio não acontece, podendo o paciente ser tratado perto de outras pessoas.

Quando tomar a vacina?

Uma das maneiras de prevenção da tuberculose é por meio da vacina BCG, que deve ser administrada logo no primeiro mês de vida. A vacinação é a única forma de prevenção contra as formas mais graves da tuberculose. Saiba mais sobre a vacina BCG.

Fonte tuasaude.com

Crise de ansiedade: o que é, sintomas e o que fazer

A crise de ansiedade é uma situação que causa grande sensação de angústia, nervosismo e insegurança, como se algo de muito mau, e que foge completamente do controle, fosse acontecer a qualquer momento. A crise normalmente surge devido a situações estressantes específicas, como ter um exame, precisar fazer uma apresentação ou ter sofrido a perda de alguém, por exemplo.

Pessoas que estão passando por uma crise de ansiedade também podem sentir aumento dos batimentos cardíacos, formigamento no corpo e a sensação de leveza na cabeça, por exemplo.

Quando uma crise de ansiedade se instala o que se pode fazer é fechar os olhos e tentar respirar fundo e lentamente durante alguns minutos, até que os batimentos cardíacos e a respiração acalmem e normalizem. Veja como diferenciar ansiedade de pânico.

Crise de ansiedade: o que é, sintomas e o que fazer

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns de uma crise de ansiedade são:

  • Sensação incontrolável de que algo de mau vai acontecer;
  • Pensamentos irracionais;
  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Formigamento no corpo;
  • Sensação de leveza na cabeça;
  • Dor no peito;
  • Transpiração excessiva;
  • Náuseas;
  • Tremores;
  • Sensação de falta de ar.

Normalmente estes sintomas aparecem associados a uma situação muito estressante, que pode já ter acontecido ou que está para acontecer, como ter que fazer uma apresentação em público ou precisar ter uma conversa séria com alguém, por exemplo.

Estes sintomas ocorrem devido ao aumento do hormônio adrenalina na corrente sanguínea, que é algo normal quando a pessoa enfrenta um momento importante. Porém, se estes sintomas se tornarem muito constantes, pode significar que se está sofrendo com um transtorno de ansiedade generalizada, que deve ser tratada adequadamente com sessões de psicanálise e, por vezes, uso de medicamentos. 

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O que fazer numa crise de ansiedade

O que se deve fazer durante uma crise de ansiedade depende da gravidade e da frequência dos sintomas e, por isso, o ideal é sempre receber aconselhamento de um psicólogo. No entanto, algumas dicas que podem ajudar a aliviar os sintomas da crise são:

  • Respirar lentamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca;
  • Beber um chá calmante, como chá de camomila, valeriana ou tília. Confira mais opções de chás calmantes;
  • Exprimir as emoções, ou seja, gritar e/ou chorar caso se tenha vontade, ou apenas conversar com alguém de confiança, para liberar as emoções;
  • Descansar e “desligar” a mente, evitando estímulos como ficar mexendo no celular ou assistindo televisão;
  • Fazer uma atividade física que se goste, pois ajuda a esquecer da situação que está causando ansiedade, além de aumentar a produção de neurotransmissores que ajudam a promover a sensação de bem estar e relaxamento;
  • Tomar o remédio SOS para ansiedade, caso se esteja fazendo tratamento orientado por um psiquiatra.

Quando a crise de ansiedade acontece pela primeira vez, ou quando não se tem a certeza se realmente se trata de uma crise de ansiedade, é importante ir ao pronto-socorro para descartar a possibilidade de outros problemas mais graves como infarto.

Caso as crises de ansiedade sejam muito frequentes, deve-se também procurar ajuda de um psicólogo, para identificar a causa das crises e desenvolver estratégias que ajudem a lidar com os momentos de maior ansiedade, de forma a que os sintomas desapareçam mais rápido.

Como diferenciar uma crise de ansiedade de um infarto

Existem algumas semelhanças entre os sintomas de uma crise de ansiedade e um infarto, por isso, é importante saber distinguir estes sintomas, de forma a evitar ficar ainda mais ansioso com a preocupação do que possa estar a acontecer.

Geralmente, durante uma crise de ansiedade, existe um motivo para que a pessoa tenha estes sintomas, como passar pelo término de uma relação, discutir com alguém, ou apresentar algo em público, por exemplo, e a dor no peito é menos intensa que numa situação de infarto. Além disso, passado algum tempo do início da crise de ansiedade, os sintomas vão desaparecendo, e o corpo começa a relaxar, enquanto que durante um infarto, os sintomas tendem a piorar ao longo do tempo.

Assista ao vídeo seguinte, em que são explicadas com mais detalhes as diferenças entre os sintomas de uma crise de ansiedade e de um infarto:

Fonte tuasaude.com

Veja, em 11 pontos, as diferenças entre a realidade da pandemia e pronunciamento de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um pronunciamento em cadeia nacional na noite desta terça-feira (24), mesmo dia em que o Brasil cruzou pela primeira vez a marca das 3.000 mortes registradas em 24 horas, para defender sua gestão no combate à pandemia do novo coronavírus, iniciada há pouco mais de um ano.

Com o aumento desenfreado no número de mortes no país, onde já morreram quase 300 mil pessoas (100 mil apenas de meados de janeiro até agora), Bolsonaro tem sido pressionado a modular seu discurso sobre a crise sanitária no país, cuja gravidade, além de uma montanha de mortos, afeta as perspectivas econômicas, sociais, políticas e de relações exteriores do país, cada vez mais isolado.

No pronunciamento, de quatro minutos, o presidente disse que seu governo é “incansável” no combate ao vírus —que por 12 meses ele minimizou— e se solidarizou com as famílias e amigos das quase 300 mil vítimas, após ter debochado do temor e do luto da população em diferentes ocasiões.

A Folha checou como 11 afirmações de Bolsonaro no dicurso desta terça se comparam com suas declarações passadas, suas ações e a realidade da pandemia.


Além disso, seu governo apostou no uso de remédios considerados eficazes contra a doença, como a hidroxicloroquina.

Na parte econômica, o governo federal propôs um auxílio emergencial mais tímido do que o que foi aplicado. Em março, a gestão Bolsonaro havia proposto uma ajuda de R$ 200, depois subiu para R$ 300, e o Congresso aumentou para R$ 600.

Neste ano, com a piora da pandemia e nova rodada de fechamentos, o governo resistiu de novo a conceder o auxílio, mas depois se dispôs a pagar uma ajuda média de R$ 250, que pode variar de R$ 150 a R$ 375 a depender da composição familiar. Bolsonaro ainda vetou outras ajudas econômicos, como um aporte de R$ 4 bilhões ao setor de transportes de passageiros, que ficou próximo da falência com a queda de passageiros.

“Somos o quinto país que mais vacinou no mundo. Temos mais de 14 milhões de vacinados e mais de 32 milhões de doses de vacina distribuídas para todos os estados da Federação”

De acordo com dados da plataforma World in Data, ligada à Universidade de Oxford, o Brasil é o sexto país que mais aplicou vacinas proporcionalmente à população, atrás de Israel, Emirados Árabes Unidos, Chile, Reino Unido e Estados Unidos.

Já em número total de vacinados, o Brasil fica em quarto lugar, atrás de Estados Unidos, China e Reino Unido.

Dados levantados por veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde apontam que 12,8 milhões de pessoas já receberam ao menos uma dose da vacina. O próprio Ministério da Saúde também apresenta em seu site um número diferente do informado pelo presidente. De acordo com a pasta, 11,4 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose do imunizante, e 30 milhões de vacinas foram distribuídas pelo país.

“Em julho de 2020, assinamos um acordo com a Universidade Oxford para produção na Fiocruz de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca. E liberamos em agosto R$ 1,9 bilhão.”

O governo Bolsonaro realmente fechou acordo e liberou recurso para a compra e produção do imunizante no país.

Especialistas afirmam, no entanto, que o erro foi ter apostado em uma única vacina, e recusado doses de outras fabricantes, como a Pfizer, que já teriam entregue uma parcela dos imunizantes ao país. Nesta terça (23), o Ministério da Saúde reduziu pela quinta vez a expectativa de entrega de vacinas, depois que a Fiocruz, que produz o imunizante da AstraZeneca no país, baixou a previsão de 30 para 18 milhões de doses.

“Em setembro de 2020, assinamos outro acordo com o consórcio Covax Facility para a produção de 42 milhões de doses. O primeiro lote chegou no domingo passado e já foi distribuído para os estados”.

É verdade que o país entrou no consórcio liderado pela Organização Mundial da Saúde, mas, das 42 milhões de doses acordadas, o país recebeu apenas 1 milhão. Outras 1,9 milhão de doses devem desembarcar no país até o final do mês de março, e mais 9,1 milhões de doses devem chegar ao país até maio. Esse cronograma, segundo o Ministério da Saúde, está sujeito a alterações.

“Em dezembro liberamos mais R$ 20 bilhões, o que possibilitou a aquisição da Coronavac, através do acordo com o Instituto Butantan”

De fato, em dezembro, o presidente assinou uma medida provisória que liberava R$ 20 bilhões para a compra de vacinas em geral.

Mas o acordo fechado em janeiro com o Instituto Butantan para a produção da Coronavac, desenvolvida pela fabricante chinesa Sinovac, só veio depois de rejeitar e criticar o imunizante diversas vezes. Em outubro do ano passado, por exemplo, depois que o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que o governo compraria a vacina, Bolsonaro afirmou: “Mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade”. Em rede social, falou em traição e disse que não compraria a “vacina chinesa de João Doria.”

Bolsonaro chegou a comemorar em novembro quando os testes foram suspensos. “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la”, escreveu o presidente como resposta. “O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha.”

“Logo seremos autossuficientes na imunização”

A afirmação não é realista. Apesar de haver fabricação de duas vacinas contra a Covid no Brasil, a Coronavac, pelo Instituto Butantan, e a Covishield, pela Fiocruz, têm ocorrido atrasos constantes no cronograma de entrega de vacinas.

Nesta terça, por exemplo, a Fiocruz informou que entregará ao Ministério da Saúde de 11 a 12 milhões de doses a menos do que estava previsto do imunizante em abril. Pela Fiocruz, espera-se a entrega, até o meio do ano, cerca de 100 milhões de doses. Até agosto, o Butantan deve entregar o mesmo número de doses.

Considerando os brasileiros acima de 15 anos (169.277.800), porém, seriam necessárias mais de 330 milhões de doses. A compra de outras vacinas, porém, como a da Pfizer, devem garantir a vacinação de todo o país, até algum momento de 2022.

Sempre disse que compraríamos qualquer vacina desde que aprovada pela Anvisa

A afirmação é falsa. Bolsonaro, por diversas vezes, menosprezou a vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e chegou a falar que o país não compraria a vacina. “Da China nós não comparemos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, declarou o presidente.

“Acredito que teremos a vacina de outros países, até mesmo a nossa, que vai transmitir confiança para a população. A da China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido lá”, disse.

Bolsonaro também chegou a desautorizar a compra das vacinas do Butantan, após acordo firmado pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Intercedi pessoalmente com a fabricante Pfizer para a compra de mais doses

A afirmação é verdadeira, mas há ressalvas. Bolsonaro só se encontrou com o CEO mundial da Pfizer, Albert Bourla, recentemente, no início de março, momento em que o país enfrentava colapsos e números altíssimos de Covid pelo total descontrole da pandemia. Antes, o governo ignorou e rejeitou propostas da farmacêutica para fornecimento de milhões de doses, com possibilidade de aplicação já a partir de dezembro de 2020.

Até fevereiro de 2021, estavam previstas 3 milhões de doses. Antes do encontro com Bourla, Bolsonaro repetidas vezes falava sobre efeitos colaterais relacionados à vacina, mais especificamente ao contrato com a farmacêutica, o qual a isenta de responsabilização em caso de possíveis efeitos colaterais da vacina.

“Se tomar e virar um jacaré é problema seu. Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [Pfizer] não tem nada com isso”, afirmou Bolsonaro, em 17 de dezembro.

“Muito em breve retomaremos nossa vida normal”

Pesquisadores afirmam que a lenta velocidade na vacinação e a possibilidade do surgimento de novas variantes, mais transmissíveis e agressivas, devem fazer com que aimunidade de rebanho não seja atingida ainda neste ano.

Por isso, médicos e pesquisadores dizem que na volta à “vida normal”, mesmo quando a vacinação tiver avançado, as pessoas deverão continuar seguindo regras de distanciamento social e uso de máscara, pois a proteção ideal estará longe de ser atingida. Medidas que têm sido atacadas por Bolsonaro desde o início da pandemia.

O presidente, inclusive, continua tentando impedir governadores de adotar ações para controlar a disseminação do vírus. Na última sexta (19), Bolsonaro moveu ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o decreto dos governos do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul com restrições à circulação de pessoas durante o momento mais crítico da pandemia. O ministro Marco Aurélio Mello negou o pedido liminar.

“Solidarizo-me com todos aqueles que tiveram perdas em suas famílias, que Deus conforte seus corações”

A frase dita no pronunciamento destoa do discurso que vem sendo adotado pelo presidente nos últimos meses. Bolsonaro já usou as palavras histeria e fantasia para classificar a reação à pandemia. No começo deste mês, também afirmou que a população precisa enfrentar o problema.

“Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, disse em viagem a São Simão (GO), em 4 de março. Na quinta (18), Bolsonaro disse que “parece que só se morre de Covid” no Brasil. ​

“Somos incansáveis na luta contra o coronavírus. Essa é a missão e vamos cumpri-la”

Desde o início da pandemia o presidente tem sido contrário e desestimulado as medidas defendidas para o combate à disseminação do vírus. Bolsonaro incentivou aglomerações, espalhou informações falsas sobre a Covid-19, fez campanha de desobediência a medidas de proteção, como uso de máscara , e defendeu e distribui remédios sem eficácia comprovada contra a doença.

No último domingo (21), no pior momento da pandemia, o presidente comemorou seu aniversário com centenas de apoiadores aglomerados em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro, inclusive, retirou a máscara para discursar.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Pede para sair

A primeira edição da Copa América de Futebol Masculino foi disputada em 1916. O Uruguai é o maior campeão, com 15 títulos, seguido pela Argentina, com 14, e pelo Brasil, com 9 títulos. Assim como a maioria dos torneios de futebol entre seleções, a Copa América não possui rebaixamento. Em 2021, a 47ª edição estaria programada para os meses de junho e julho, tendo uma sede compartilhada entre Argentina e Colômbia. No entanto, em razão da pandemia de coronavírus, é pouco provável que o torneio ocorra nas datas previstas.

Aproveitando a estrutura da Copa América, resolvi então fazer uma comparação entre os países que historicamente participam da competição, utilizando os números da Covid-19. Já que os países são de tamanho e população muito variados, optei por padronizar o campeonato, apresentando todos os resultados por um milhão de pessoas.

Como a Covid-19 é uma pandemia muito dinâmica, optei por usar dois indicadores para avaliar as seleções: (1) o total de mortes no país por um milhão de habitantes; (2) a média móvel de mortes nos últimos sete dias por um milhão de pessoas. O primeiro indicador avalia o desempenho da seleção nesses 12 meses de pandemia, enquanto o segundo indicador avalia o desempenho atual de cada país.

No indicador de mortes acumuladas desde o início da pandemia, a disputa é parelha. O Peru teve o pior resultado, com 1.502 mortes por um milhão de pessoas. O Brasil veio a seguir, seguido por um empate técnico entre Colômbia e Argentina. Os melhores desempenhos, disparadamente, foram do Uruguai (215 mortes por um milhão de habitantes) e Venezuela (51 mortes por um milhão de habitantes). O segundo indicador foi bastante desparelho. A seleção brasileira perdeu de goleada, com uma média móvel de 10,52 mortes por dia para cada um milhão de habitantes, praticamente o dobro do penúltimo colocado, o Peru, com 5,34.

Ao olharmos para nossas fronteiras, veremos que somos um risco à saúde da região. A média diária de mortes no Rio Grande do Sul é 10 vezes maior do que o observado nos vizinhos Uruguai e Argentina. A média no Paraná é 4 vezes maior do que a observada no Paraguai. A média no Mato Grosso do Sul é 9 vezes maior do que a da Bolívia. Somando Amazonas e Roraima, a média de mortes diárias e 4,5 maior do que a observada na Colômbia e 30 vezes maior do que a observada na Venezuela.

Uma coisa que chama atenção é que os “treinadores” das “seleções” da América do Sul são de “escolas” bastante distintas. Mas independente da “escola”, nenhum conseguiu ser tão incompetente quanto o treinador da seleção brasileira. Aliás, ao longo desses 105 anos de história, muitos treinadores perderam seus empregos em decorrência de maus desempenhos na Copa América.

Não tem rebaixamento na Copa América, mas se tivesse, o Brasil seria rebaixado.

O problema é que a realidade é muito diferente da história aqui descrita. No mundo real, a incompetência do nosso treinador causa fome, causa desemprego, causa inflação, causa colapso no sistema de saúde e causa mortes, muitas mortes.

Pede para sair!

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Mal de Pott: o que é, sintomas e tratamento

O mal de Pott ou doença é Pott é uma infecção na coluna causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e, por isso, também pode ser denominada tuberculose óssea na coluna. Apesar dessa bactéria atingir principalmente os pulmões, pode também alojar-se na coluna e atingir várias vértebras ao mesmo tempo, comprometendo as articulações da coluna e podendo causar dor, rigidez da coluna e fraqueza nas pernas, por exemplo.

É importante que o mal de Pott seja identificado e tratado de acordo com a orientação do médico, que pode indicar o uso de antibióticos para eliminar a bactéria e sessões de fisioterapia para evitar a destruição favorecer a movimentação da articulação da coluna e, assim, evitar a rigidez total.

Mal de Pott: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas do mal de Pott surgem à medida que a bactéria desenvolve-se na coluna e atinge as vértebras, princialmente as vértebras lombares e torácicas, provocando inflamação as articulações e destruição óssea. Os principais sintomas indicativos de tuberculose óssea na coluna são:

  • Fraqueza nas pernas;
  • Dor progressiva;
  • Massa palpável no final da coluna;
  • Comprometimento do movimento,
  • Rigidez da coluna,
  • Pode haver perda de peso;
  • Pode haver febre.

No casos mais graves em que não há resposta adequada ao tratamento, a tuberculose óssea na coluna pode evoluir para compressão medular e consequentemente paraplegia, em alguns casos.

Na maioria dos casos o mal de Pott acontece devido à reativação de uma tuberculose pulmonar que não foi tratada corretamente, o que pode fazer com que a bactéria permaneça no organismo e atinja a coluna sem que sejam notados sintomas. No entanto, devido a alterações da imunidade, é possível que surjam sintomas de tuberculose relacionados com a presença da bactéria na coluna.

Diagnóstico do mal de Pott

O diagnóstico do mal de Pott é feito pelo infectologista, ortopedista ou clínico geral, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, além do resultado de exames de imagem e laboratoriais.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar a realização de exames de imagem como raio-x, tomografia computadorizada e cintilografia, além da realização de biópsia óssea e prova da tuberculina, também chamado de teste PPD, que indica a presença da bactéria responsável pela doença. Saiba mais sobre o exame PPD.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o mal de Pott deve ser feito de acordo com a orientação médica, sendo importante fazer uso de antibióticos para promover a eliminação da bactéria, mesmo que não existam mais sintomas. 

Além disso, pode ser recomendada a imobilização da coluna, com uso de um colete, e sessões de fisioterapia para evitar a rigidez completa da coluna. Em alguns casos pode ser preciso realizar uma cirurgia para drenar os abcessos ou estabilizar a coluna.

Fonte tuasaude.com

Desenvolvimento do bebê – 12 semanas de gestação

Semana de gestação: 12 semanas

Equivale ao mês: final do 3º mês

Equivale aos dias: 78 a 84 dias de gestação

Na 12ª semana de gestação, os órgãos do bebê já estão formados e começam a funcionar, mas continuam a se desenvolver e amadurecer até o final da gravidez. A medula óssea do bebê já produz células sanguíneas como os glóbulos brancos e vermelhos, e a glândula hipófise no cérebro começa a produzir hormônios que são responsáveis por regular outras glândulas do corpo do bebê.

Nesta fase da gestação, o bebê já consegue abrir a boca e bocejar, ter soluços e engolir, e se movimenta de forma ativa, mas ainda pode não ser percebido pela mulher. A placenta já está formada, e o cordão umbilical começa a crescer, tornando-se mais fino e alongado.

Durante essa semana, a barriga continua crescendo, o útero muda de posição, ocupando a parte da frente do abdômen, diminuindo um pouco a pressão sobre a bexiga, o que pode reduzir a vontade frequente de urinar. Além disso, o enjoo matinal e o cansaço excessivo também podem diminuir, mas podem surgir tontura ou sensibilidade nas gengivas.

Desenvolvimento do bebê - 12 semanas de gestação

Desenvolvimento do bebê

Na 12ª semana da gestação, a pele do feto é transparente, o cabelo começa a crescer e a maioria dos sistemas e órgãos do bebê já estão desenvolvidos, mas continuam a amadurecer até o final da gravidez. Além disso, os órgãos começam a desempenhar as suas funções. 

Os ossos, incluindo o esqueleto, o crânio e os ossos longos, começam a ficar mais rígidos e a medula óssea começa a produzir as hemácias, que carregam oxigênio para os órgãos do bebê, e glóbulos brancos, que fazem parte do sistema imunológico.

A glândula hipófise, na base do cérebro, começa a produzir seus hormônios que controlam a função da maioria das outras glândulas. O intestino do feto que se estendia até o cordão umbilical, começa a se posicionar dentro do abdômen do bebê.

Nesta fase da gestação, a placenta já está completamente formada e produzindo hormônios até o final da gestação e, embora a mulher possa não sentir os movimentos, o bebê já é muito ativo e começa a abrir e fechar a boca e engolir líquido amniótico.

Tamanho do bebê

O tamanho do feto com 12 semanas de gestação é de 5 a 6 centímetros, sendo equivalente ao tamanho de uma ameixa. 

Mudanças no corpo da mulher

Na 12ª semana de gravidez, a barriga continua aumentando de tamanho com o desenvolvimento do bebê, e o útero preenche toda a pelve, se projetando para a frente no espaço do abdômen, o que pode diminuir um pouco a pressão do útero sobre a bexiga e reduzir a vontade frequente de urinar. Os sintomas de enjoo matinal, cansaço excessivo e sensibilidade nos mamilos também podem começar a diminuir.

Nesta fase, devido aos hormônios da gravidez e aumento do volume de sangue no corpo, as gengivas podem ficar mais sensíveis, e podem até sangrar ao escovar os dentes ou passar o fio dental. Além disso, essas alterações hormonais, também podem causar um pouco de tontura.

Cuidados durante a 12ª semana

Na 12ª semana da gestação, alguns cuidados são importantes para ajudar a aliviar os desconfortos que podem surgir como: 

  • Sensibilidade nas gengivas: deve-se usar uma escova de dentes macia e continuar escovando os dentes e passando o fio dental regularmente. Além disso, é recomendado consultar o dentista para avaliar a saúde da boca e dos dentes;
  • Tontura: usar roupas largas, manter-se hidratada, evitar longos períodos em pé e lembrar-se de comer em intervalos curtos a cada 2 ou 3 horas podem ajudar a melhorar a tontura. Além disso, deve-se levantar lentamente depois de deitar ou sentar. No entanto, se a tontura não melhorar, ficar mais intensa ou se surgirem sintomas de dor abdominal ou sangramento vaginal, deve-se entrar em contato com o médico imediatamente.

Durante toda a gestação é importante seguir as recomendações médicas e continuar tomando o ácido fólico e/ou outros suplementos indicados pelo obstetra, e também evitar o uso de medicamentos por conta própria. 

Além disso, deve-se praticar atividades físicas liberadas pelo médico, como natação, hidroginástica ou caminhada, e continuar a ter uma alimentação nutritiva incluindo frutas, legumes e verduras frescos. Saiba mais sobre alimentação na gravidez

Principais exames

Na 12ª semana da gestação, o médico pode recomendar a realização do exame de translucência nucal que serve para detectar malformações e doenças genéticas, como a síndrome de Down. Saiba como é feito o exame de translucência nucal

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Fonte tuasaude.com

Com falta de remédios anestésicos para intubação, sociedades médicas listam drogas substitutas

Em resposta ao desabastecimento de medicamentos para intubar pacientes com Covid-19 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sociedades médicas divulgaram uma lista de medicamentos substitutos e recomendaram o cancelamento de cirurgias eletivas.

Sem medicamentos sedativos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares, essenciais para instalar o tubo de oxigênio nos doentes, não é possível socorrer pacientes graves que precisam de ventilação mecânica.

As entidades se reuniram no domingo (21) com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para entregar o documento com as novas recomendações. Houve reunião também com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).

Luis Antonio Diego, diretor de defesa profissional da SBA (Sociedade Brasileira de Anestesiologia), disse que a falta de medicamentos ocorre em alguns lugares do país e que está havendo dificuldade de reposição de estoque na maioria dos estabelecimentos assistenciais de saúde.

“A compra está difícil, há um desabastecimento e nós devemos adequar o protocolo a uma situação. Isso não quer dizer que estamos recomendando nada fora da segurança e qualidade.”

Entre as sugestões apresentadas está o cancelamento de cirurgias eletivas para poupar os medicamentos. Além disso, a recomendação é de providenciar medidas administrativas que facilitem a importação desses medicamentos, com a maior celeridade possível e a busca ativa por aquisições e doações por parte de países com estoques disponíveis.

Em relação aos medicamentos, a ideia é que sejam substituídos por outros de igual eficácia mas com mais disponibilidade no mercado. Pode também haver diferentes combinações de drogas, dependendo do que estiver à mão e do quadro e da saúde do paciente.

“A combinação pode ficar até melhor. A questão é que cada hospital tem um tipo de protocolo e quando muda algo, alguns não sabem como proceder. Por isso, fizemos as tabelas e estamos fazendo treinamento”, diz Diego.

As novas orientações foram criadas por uma força-tarefa composta de membros da SBA, da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), da Abramede (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), do ISMP-Br (Instituto para Práticas Seguras do Uso de Medicamentos), e da SBRAFH (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde).

O aumento no número de casos graves de Covid-19 tem feito a capacidade de atendimento das UTIs e os estoques de medicamentos utilizados na intubação de pacientes chegarem ao limite.

A Anvisa publicou nesta sexta (19) resolução que flexibiliza o aval necessário para que empresas ofereçam no mercado medicamentos usados para intubação de pacientes com Covid.

A reunião de emergência marcada para discutir, no domingo (21), a escassez de medicamentos para intubação de pacientes foi cancelada porque a Anvisa não enviou o email que deveria convocar e confirmar o horário do encontro.

Em nota, a Anvisa informou que a adoção de novos protocolos cabe ao Ministério da Saúde. Procurada para comentar o caso e dizer se pretende adotar as novas orientações, a pasta não atendeu ao pedido da Folha.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Governo procura representantes de indústria para pedir ajuda diante de escassez de ‘kit intubação’

Diante da escassez de medicamentos do chamado “kit intubação”, o governo federal informou nesta segunda-feira (22) que vai reunir representantes da indústria para pedir ajuda durante o pior momento da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Hospitais e associações médicas alertaram o governo para a queda no estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs, que pode durar apenas mais 15 dias no Brasil.

No domingo (21), a Folha mostrou que diplomatas brasileiros em embaixadas e consulados no exterior receberam mensagem do Itamaraty pedindo para que tentem obter fornecimento, “com máxima urgência”, de uma série de medicamentos do kit intubação.

Em nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação do Social no início da manhã, o governo informou que promoverá encontros nesta segunda e na terça-feira (23) “para alerta e pedido de auxílio, efetivo nas soluções emergenciais elaboradas com o intuito de salvar vidas”.

O Palácio do Planalto disse no comunicado que a aquisição dos medicamentos do kit intubação é responsabilidade de estados e municípios, mas que o Ministério da Saúde monitora, desde o ano passado, a disponibilidade em todo o país, alimentando indústrias e distribuidores com informações para que as Unidades da Federação façam requisições.

O governo informou na nota que, ao longo do fim de semana, realizou reuniões de avaliação dos números de cada estado e que algumas estratégias foram estabelecidas: requisição de estoques excedentes das indústrias não comprometidos em contratos anteriores, aquisições internacionais via Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), incremento da requisição de informações para harmonização de estoques e distribuição e pregões eletrônicos nacionais, possibilitando a adesão dos estados.

De acordo com o Planalto, é justamente para buscar a implementação dessas ações que o governo quer reunir os representantes das industrias de medicamentos no início desta semana.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido cobrado em diversas frentes ações efetivas para o combate da pandemia. O Brasil vive o pior momento da pandemia, com recorde de mortes e escassez de leitos, medicamentos e vacinas.

Mais de 500 economistas, banqueiros e empresários do país assinaram e divulgaram no domingo uma carta aberta em que pedem medidas mais eficazes para o combate à pandemia do novo coronavírus. Em um texto com vários dados, o grupo chama a atenção para o atual momento crítico da pandemia e de seus riscos para o país, e também detalha medidas que podem contribuir para aliviar o que consideram um grave cenário.

Na quarta-feira (24), Bolsonaro pretende reunir-se com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), como um primeiro passo para a criação de um comitê de enfrentamento à Covid-19, reunindo representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário.

O apelidado gabinete de emergência discutiria, em encontros mensais, medidas para serem adotadas em conjunto no combate à pandemia.

A criação do comitê é considerada por deputados e senadores como a última chance dada pelo Congresso a Bolsonaro para mudar de postura e parar de criticar medidas de distanciamento social. Ela ocorre após o presidente ter escanteado o centrão na escolha do substituto do general Eduardo Pazuello no comando do Ministério da Saúde.

Além disso, com um aceno de conciliação, Bolsonaro tenta evitar a instalação de uma CPI no Senado para investigar ações e omissões do governo durante a pandemia. Os partidos do centrão reforçaram a pressão após a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP), vítima da Covid.​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude