Testes de vacina 100% nacional podem começar em abril se Anvisa aprovar, diz Butantan

A Butanvac, vacina experimental desenvolvida pelo Instituto Butantan, pode começar a ser testada já em abril, afirmou Dimas Covas, diretor do instituto, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (26). É preciso, porém, aguardar a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para promover ensaios clínicos em humanos.

No evento, o Butantan e o governo do estado detalharam os próximos passos para a Butanvac. A notícia do lançamento da candidata a vacina foi antecipada pela Folha.

Covas afirmou que os testes com a Butanvac podem ser encurtados, contando com uma comparação com outros imunizantes usados contra a doença que já foram estudados.

Esse atalho, se tudo der certo, permitiria iniciar a vacinação da população com o produto 100% nacional mais cedo do que nos casos observados até agora. Numa expectativa extremamente otimista, o governador de São Paulo, Joao Doria (PSDB)m levantou a possibilidade de isso ocorrer já em julho.

Ainda nesse coronograma almejado, de acordo com o Butantan, a fabricação de 40 milhões de doses da Butanvac pode ter início no mês de maio, quando o instituto encerra a produção da vacina contra a gripe. As doses que devem ser usadas nos testes, caso sejam permitidos pela Anvisa, já estão prontas, afirma o instituto.

Há pelo menos outras 16 vacinas contra a Covid-19 ainda em fases pré-clínicas de estudo sendo desenvolvidas no Brasil. Um dos maiores entraves para que esses imunizantes migrem para a fase de testes em humanos —a mais demorada e mais cara— é o financiamento.

Na entrevista desta sexta, Dimas Covas afirmou que os gastos com os estudos clínicos seriam bancados pelo Butantan.

O pedido de autorização a ser feito à Anvisa se refere às fases 1 e 2 de testes clínicos, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1.800 voluntários. Na fase 3, com até 9.000 indivíduos, é estimada sua eficácia.

A Butanvac já passou pelos testes pré-clínicos, quando são avaliados em animais a imunogenicidade (capacidade de gerar uma resposta imunológica) e toxicidade. Segundo Dimas Covas, um laboratório Chinês também fez estudos com a vacina em animais e teria chegado a resultados positivos.

“Nós aprendemos com as vacinas anteriores, já sabemos o que é uma boa vacina contra a Covid-19. Essa será uma vacina de segunda geração, mais imunogênica”, afrimou o diretor do instituto durante a coletiva.

Nas fases 1 e 2 dos testes clínicos a vacina será usada em doses diferentes para que o efeito seja observado. O intervalo entre as doses também deve variar nos testes. Covas diz que ainda não é possível saber se a vacina poderá ser aplicada em apenas uma dose ou se precisará de um reforço —como a maior parte das vacinas contra a Covid-19 já distribuídas. ​

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

Os remédios caseiros para azia como chá de gengibre, suco de melão ou infusão de alteia, podem ajudar a aliviar os sintomas como sensação de queimação no estômago, gosto ruim na boca, enjoo ou arrotos constantes, por possuírem substâncias com propriedades anti-inflamatórias e antiácidas, que ajudam a diminuir a inflamação, a acidez e a proteger a mucosa do estômago. 

Embora não sirvam para substituir o tratamento médico, os remédios caseiros são uma boa opção para ajudar a controlar as crises de azia, podendo ser usados para complementar o tratamento indicado pelo médico.

Algumas opções de remédios caseiros para azia são:

1. Bicarbonato de sódio

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O bicarbonato de sódio quando está diluído em água tem efeito alcalinizante no tubo digestivo, neutralizando rapidamente o ácido do estômago e aliviando temporariamente o desconforto da azia, e pode ser utilizado por no máximo 2 semanas.

Ingredientes

  • ½ colher (de chá) de bicarbonato de sódio;
  • 1 copo de água.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e tomar esta mistura lentamente em pequenos goles. 

O uso do bicarbonato de sódio não deve ultrapassar 3 colheres de chá por dia, podendo ser utilizado no máximo por 2 semanas para o alívio rápido da azia, pois o uso excessivo pode causar acidez rebote, que é quando o estômago aumenta a produção de ácido por perceber que a acidez diminuiu e, assim, o desconforto da azia pode piorar. 

2. Chá de gengibre

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O chá de gengibre contém gingerol, chogaol e zingerona, que são substâncias com propriedades anti-inflamatórias e antieméticas, que ajudam a aliviar a inflamação do esôfago e diminuir a acidez do estômago, reduzindo a sensação de azia e queimação no estômago, sendo uma boa opção de remédio caseiro para azia. Conheça outros benefícios do gengibre

Ingredientes

  • 1 cm da raiz de gengibre cortada em rodela ou ralada;
  • 1 litro de água fervente.

Modo de preparo

Colocar a água para ferver e adicionar o gengibre. Deixar ferver por 5 a 10 minutos. Retirar o gengibre e beber o chá em 3 a 4 doses divididas ao longo do dia, 20 minutos antes da refeição.

Outra opção para fazer o chá é substituir a raiz por 1 colher de chá de gengibre em pó.

Este chá deve ser evitado por pessoas com sangramento ativo no estômago, por úlcera, por exemplo, ou por pessoas que estejam utilizando medicamentos anticoagulantes, pois o gengibre possui propriedades anticoagulantes que podem causar ou aumentar o risco de sangramento e hemorragia.

3. Chá de espinheira-santa

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O chá de espinheira-santa é uma ótima opção de remédio caseiro para azia porque possui propriedades anti-inflamatórias, anti-ulcerosas e digestivas que protegem a mucosa gástrica, diminuem a produção de ácido no estômago e melhoram a má digestão.

Ingredientes

  • 1 xícara de água;
  • 1 colher de sopa de espinheira-santa.

Modo de preparo

Ferver a água e adicionar a espinheira-santa, deixando repousar por 5 a 10 minutos. Coar e tomar sem adoçar, 2 a 3 vezes por dia.  

A espinheira-santa não deve ser usada por crianças menores de 12 anos, mulheres grávidas, pois pode causar aborto, e por mulheres em amamentação por diminuir a produção de leite materno. Além disso, pessoas alérgicas a esta planta não devem consumir este chá.

4. Chá de funcho 

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O chá de funcho possui anetol, estragol e alcânfora na sua composição, com ação antiespasmódica, anti-inflamatória, analgésica e digestiva, que ajudam a aliviar a inflamação do estômago, diminuindo a sensação de queimação na garganta, e auxilia no esvaziamento do estômago, sendo uma excelente opção de remédio caseiro para diminuir as crises de azia.

Ingredientes

  • 1 colher (de sopa) de sementes de funcho;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as sementes de funcho na xícara de água fervente. Tampar e deixar amornar, durante 10 a 15 minutos. Coar e beber a seguir de 2 a 3 xícaras por dia, 20 minutos antes da refeição. Outra opção de preparo deste chá é usar o saquinho do chá de funcho. Saiba outras formas de usar o funcho.

O chá de funcho não deve ser usado por mulheres grávidas ou em amamentação. 

5. Chá de alcaçuz 

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O alcaçuz possui glicirrizina na sua composição que é uma substância que ajuda a reduzir a acidez do estômago, além de proteger a mucosa do estômago, podendo ser muito útil como remédio caseiro para azia, úlcera gástrica e para aliviar a sensação de queimação no estômago.

Ingredientes

  • 1 colher de chá de raiz de alcaçuz;
  • 1 xícara de água fervente;
  • Mel para adoçar a gosto.

Modo de preparo

Adicionar o alcaçuz na xícara com água fervente, tampar e deixar repousar por 10 minutos. Coar e adoçar com mel se desejar. Beber este chá até 2 vezes ao dia.

O chá de alcaçuz não deve ser consumido por mulheres grávidas ou em amamentação e por pessoas com problemas cardíacos.

6. Suco de pêra

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O suco de pêra é rico em substâncias anti-inflamatórias, como os flavonóides, que ajudam a combater a inflamação do estômago, além de ser um suco rico em fibras e água que melhoram a saúde digestiva, ajudam a diluir o ácido estomacal e a aliviar o desconforto e a queimação causados pela azia.

Ingredientes

  • 2 pêras maduras;
  • 3 gotas de limão;
  • 250 mL de água.

Modo de preparo

Bater os ingredientes no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Adicionar as gotas de limão para que o suco não escureça. Beber o suco 2 vezes por dia, ou quando surgirem os sintomas de azia ou queimação no estômago.

7. Vinagre de maçã

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

Embora o vinagre de maçã seja ácido, ele pode ajudar a equilibrar o pH do estômago e melhorar a azia, a sensação de queimação no estômago e a formação de gases no estômago que levam a pessoa a arrotar com mais frequência. Isso acontece porque os ácidos presentes no vinagre de maçã ajudam a corrigir a acidez excessiva do estômago, o que permite maior controle e regulação da acidez. 

Ingredientes

  • 1 a 2 colheres de sopa do vinagre de maçã;
  • 1 copo de água.

Modo de preparo

Adicionar o vinagre de maçã no copo com água e misturar. Beber 20 minutos antes do café da manhã, do almoço ou do jantar. É importante lavar a boca com água imediatamente após beber a solução de vinagre de maçã para prevenir o desgaste do esmalte dos dentes e escovar os dentes 30 minutos após beber a solução de vinagre de maçã.

8. Suco de babosa

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

A babosa, chamada cientificamente de Aloe vera, tem ação anti-inflamatória e calmante que ajuda a reduzir os sintomas de azia e queimação no estômago. Para obter esse benefício, deve-se usar a polpa aquosa da folha, que é a parte interna.

Ingredientes

  • 100 g da polpa da folha de babosa;
  • 1 litro de água;
  • Mel para adoçar, se necessário.

Modo de preparo

Juntar todos os ingredientes no liquidificador e bater até que fique homogêneo. Tomar meio copo do suco apenas 2 a 3 vezes por dia, uma vez que quantidades superiores de Aloe vera podem ter efeito contrário e causar irritação da mucosa gástrica.

Ao preparar o suco é importante não usar a casca verde da folha, pois tem efeitos tóxicos, devendo ser usado apenas o gel transparente que tem dentro da folha. Além disso, esse suco não deve ser utilizado por pessoas que tomam remédios para diabetes pois pode aumentar o efeito do remédio e causar hipoglicemia.

9. Suco de batata

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O suco de batata é uma boa opção de remédio caseiro contra azia, queimação no estômago, esofagite, refluxo gastroesofágico, gastrite e úlcera no estômago porque é altamente alcalino e age neutralizando a acidez do estômago, da mesma forma que os medicamentos antiácidos. 

Ingredientes

  • 1 batata crua.

Modo de preparo

Para preparar este suco, deve-se colocar uma batata crua no processador e espremer a batata para retirar o seu suco. Outra opção é bater a batata no liquidificador, coar e beber o suco. Pode-se tomar o suco de batata crua, preparado na hora, todos os dias antes do café da manhã, em jejum.

10. Chá de alface

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O chá de alface é outra boa opção de remédio caseiro para azia e sensação de queimação no estômago pois é rico em enzimas que ajudam a reduzir a inflamação da mucosa gástrica, além de possuir ação calmante, reduzindo o desconforto da azia e melhorando o bem-estar.

Ingredientes

  • 30 g de folhas de alface;
  • 500 mL de água.

Modo de preparo

Colocar os ingredientes em uma panela e deixar ferver durante cerca de 10 minutos. Deixar repousar durante 5 minutos e coar. Beber 4 xícaras por dia.

11. Infusão de alteia

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

A infusão de alteia, também conhecida como malva-branca ou malvaísco, deve ser preparada utilizando a raiz da planta medicinal Althaea officinalis. Esta planta tem efeito anti-inflamatório, suavizante, calmante e protetor do estômago, sendo outra excelente opção de remédio caseiro para azia.

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de raiz de alteia;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar a raiz de alteia na xícara com água fervente e deixar descansar por 10 minutos. Coar e beber em seguida, até 2 xícaras por dia.

12. Suco de banana com mel

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O suco de banana com mel é um ótimo remédio caseiro para azia pois a banana é rica em flavonóides, especialmente a leucocianidina, que aumenta a espessura da mucosa digestiva e neutraliza a acidez do estômago, agindo como um antiácido natural. Já o mel possui enzimas digestivas como diastase, amilase, invertase e protease que facilitam a digestão dos alimentos, reduzindo a sensação de estômago pesado e o desconforto da azia.

Ingredientes

  • 1 banana média madura;
  • 250 mL de água;
  • 1 colher de sopa de mel.

Modo de preparo

Bater os ingredientes no liquidificador e beber em seguida. Beber o suco 1 vez por dia, ou quando surgirem os sintomas de azia.

13. Suco de melão

13 remédios caseiros (comprovados) para azia

O suco de melão é uma excelente opção de remédio caseiro para azia porque o melão é uma fruta altamente alcalina e rica em magnésio, que é um dos componentes dos medicamentos antiácidos, o que ajuda a diminuir a acidez do estômago e reduzir a sensação de queimação no estômago. Além disso, o melão é rico em fibras que auxiliam na saúde digestiva, promove a regularidade intestinal e o crescimento de bactérias intestinais saudáveis. Veja outros benefícios do melão para a saúde

Ingredientes

  • 2 fatias de melão.

Modo de preparo

Bater o melão no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Beber o suco 2 vezes por dia, ou quando surgirem os sintomas de azia. 

Este suco pode ser consumido durante a gravidez, sendo uma boa opção de remédio caseiro para azia na gravidez.

Assista o vídeo com a nutricionista Tatiana Zanin com outras opções de remédios caseiros para azia e queimação no estômago durante a gravidez:

Fonte tuasaude.com

Loratadina: para que serve e como tomar

A loratadina é um remédio antialérgico que age reduzindo os efeitos da histamina, uma substância produzida pelo corpo responsável pelos sintomas de alergia ou rinite alérgica como coceira no nariz, espirros, nariz escorrendo, aumento da produção de lágrima ou vermelhidão na pele. Saiba mais sobre os sintomas de alergia

Este medicamento pode ser encontrado em farmácias ou drogarias com o nome comercial Claritin, na forma de genérico com o nome loratadina ou com os nomes similares Histadin, Loratamed ou NeoLoradadin, por exemplo.

A loratadina pode ser comprada na forma de xarope ou comprimidos, e só deve ser usada com indicação e prescrição médica.

Loratadina: para que serve e como tomar

Para que serve

A loratadina pode ser usada para o alívio dos sintomas de alergia ou rinite alérgica, como coceira no nariz, nariz escorrendo, espirros, coceira nos olhos, aumento da produção de lágrima, vermelhidão ou coceira na pele. Além disso, também pode ser usada no alívio dos sintomas de gripes e resfriados. 

Como tomar

A loratadina deve ser tomada por via oral, sempre no horário orientado pelo médico, no entanto se esquecer de tomar uma dose na hora certa, tomar assim que lembrar e depois reajustar os horários de acordo com esta última dose, continuando o tratamento de acordo com os novos horários programados. Não dobrar a dose para compensar a dose esquecida.

A forma de tomar a loratadina varia de acordo com a apresentação, e inclui:

1. Xarope 1 mg/mL

A loratadina xarope é vendida em frascos de 100mL, deve ser tomada usando o dosador que vem na embalagem e a dose depende da idade da pessoa:

  • Adultos e crianças acima de 12 anos: 10 mL do xarope, que equivale a dose de 10 mg, uma vez por dia. Não tomar mais que 10 mL em 24 horas;
  • Crianças de 2 a 12 anos (com menos de 30 Kg de peso corporal): 5 mL do xarope, que equivale a uma dose de 5 mg de loratadina, uma vez por dia. Não dar uma dose maior do que 5 mL no período de 24 horas;
  • Crianças com mais de 30 Kg de peso corporal: 10 mL que equivale a dose de 10 mg, uma vez por dia. Não dar uma dose maior do que 10 mL no período de 24 horas.

É importante seguir as recomendações médicas sobre o tempo de tratamento com a loratadina, pois geralmente é usada por curto período até que os sintomas desapareçam.

2. Comprimido de 10 mg

A loratadina na forma de comprimidos é encontrada em embalagem com 6 a 20 comprimidos e deve ser tomada com um copo de água, antes ou após a alimentação e, para uma melhor ação da loratadina, não mastigar e não partir o comprimido.

  • Adultos e crianças maiores de 12 anos ou com mais de 30 kg de peso corporal: 1 comprimido de 10 mg uma vez por dia.

Os comprimidos de loratadina não devem ser utilizados por crianças com menos de 12 anos.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com loratadina são dor de cabeça, cansaço, dor de estômago, náusea, boca seca, agitação ou sonolência. Em casos mais raros também pode ocorrer queda de cabelo, reações alérgicas severas, problemas de fígado, aumento do ritmo cardíaco, palpitações e tontura.

Além disso, a loratadina pode causar alergia com sintomas como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, ou urticária. neste caso, deve-se interromper o uso da loratadina e procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto-socorro mais próximo.

Deve-se procurar atendimento médico imediato também caso a loratadina seja tomada em doses maiores do que as recomendadas e surgirem sintomas de overdose como batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, dor de cabeça forte ou sensação de tontura como se fosse desmaiar.

Quem não deve usar

A loratadina não deve ser usada por crianças menores de 2 anos, mulheres grávidas ou em amamentação e por pessoas que têm asma, insuficiência renal ou hepática.

Este medicamento também não deve ser usado por pessoas que tenham alergia à loratadina.

Fonte tuasaude.com

Sistema digestório: funções, órgãos e processo digestivo

O sistema digestório, também chamado de digestivo ou gastro-intestinal (SGI) é um dos principais sistemas do corpo humano e é responsável pelo processamento dos alimentos e absorção de nutrientes, permitindo o bom funcionamento do organismo.

Esse sistema é constituído por diversos órgãos, que atuam em conjunto com o objetivo de desempenhar as seguintes principais funções:

  • Promover a digestão de proteínas, carboidratos e lipídios dos alimentos e bebidas consumidos;
  • Absorver líquidos e micronutrientes;
  • Fornecer uma barreira física e imunológica para microrganismos, corpos estranhos e antígenos consumidos com o alimento.

Dessa forma, o sistema digestório é responsável por regular o metabolismo e o sistema imunológico, de modo a manter o bom funcionamento do organismo.

Sistema digestório: funções, órgãos e processo digestivo

Órgãos do sistema digestivo

O sistema digestório é constituído por órgãos que permitem a condução do alimento ou bebida ingeridos e, ao longo do trajeto, absorção de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. Esse sistema se estende da boca ao ânus, sendo seus órgãos constituintes:

  1. Boca: responsável por receber o alimento e diminuir o tamanho das partículas para que possa ser digerida e absorvida mais facilmente, além de misturá-lo com saliva;
  2. Esôfago: responsável por transportar alimentos e líquidos da cavidade oral para o estômago;
  3. Estômago: desempenha papel fundamental no armazenamento temporário e digestão dos alimentos ingeridos;
  4. Intestino delgado: responsável pela maior parte da digestão e absorção dos alimentos e recebe as secreções do pâncreas e do fígado, que auxiliam esse processo;
  5. Intestino grosso: é onde ocorre a absorção de água e eletrólitos. Esse órgão também é responsável por armazenar temporariamente produtos finais da digestão que servem como meio para síntese bacteriana de algumas vitaminas;
  6. Reto e ânus: são responsáveis pelo controle da defecação.

Além dos órgãos, o sistema digestivo é constituído por diversas enzimas que garantem a digestão correta dos alimentos, sendo as principais:

  • Amilase salivar, ou ptialina, que está presente na boca e é responsável pela digestão inicial do amido;
  • Pepsina, que é a principal enzima do estômago e é responsável pela degradação de proteínas;
  • Lipase, que também está presente no estômago e promove a digestão inicial de lipídeos. Essa enzima também é secretada pelo pâncreas e desempenha a mesma função;
  • Tripsina, que é encontrada no intestino delgado e conduz à degradação de ácidos graxos e glicerol.

Boa parte dos nutrientes não consegue ser absorvido em sua forma natural devido ao seu tamanho ou ao fato de não ser solúvel. Assim, o sistema digestivo é responsável por transformar essas grandes partículas em partículas menores e solúveis capazes de serem absorvidas rapidamente, o que acontece principalmente devido à produção de diversas enzimas digestivas.

Como acontece o processo digestivo

O processo digestivo tem início na ingestão do alimento ou bebida e fim na liberação das fezes. A digestão dos carboidratos tem início já na boca, apesar da digestão ser mínima, enquanto que a digestão das proteínas e dos lipídos tem início no estômago. A maior parte da digestão de carboidratos, proteínas e gorduras acontece na porção inicial do intestino delgado.

O tempo de digestão dos alimentos varia de acordo com o volume total e das características do alimento consumido, podendo durar até 12 horas para cada refeição, por exemplo.

1. Digestão na cavidade orofaríngea

Sistema digestório: funções, órgãos e processo digestivo

Na boca, os dentes trituram e esmagam os alimentos ingeridos em partículas menores e o bolo alimentar formado é umedecido pela saliva. Além disso, há liberação de uma enzima digestiva, a amilase salivar ou ptialina, que inicia a digestão do amido constituinte dos carboidratos. A digestão do amido na boca pela ação da amilase é mínima e sua atividade é inibida no estômago devido a presença de substâncias ácidas.

O bolo alimentar atravessa a faringe, sob controle voluntário, e esôfago, sob controle involuntário, chegando ao estômago, onde é misturado a secreções gástricas.

2. Digestão no estômago

Sistema digestório: funções, órgãos e processo digestivo

No estômago, as secreções produzidas são ricas em ácido clorídrico e enzimas e são misturadas ao alimento. Na presença do alimento no estômago, a pepsina, que é uma das enzimas presentes no estômago, é secretada em sua forma inativa (pepsinogênio) e convertida em pepsina pela ação do ácido clorídrico. Essa enzima desempenha papel fundamental no processo de digestão das proteínas, alterando sua forma e tamanho. Além da produção de pepsina, há também a produção, em menor quantidade, de lipase, que é uma enzima responsável pela degradação inicial de lipídeos.

As secreções gástricas também são importantes para aumentar a disponibilidade e absorção intestinal de vitamina B12, cálcio, ferro e zinco.

Após processamento do alimento pelo estômago, o bolo alimentar é liberado em pequenas quantidades no intestino delgado de acordo com as contrações do estômago. No caso de refeições líquidas, o esvaziamento gástrico dura em torno de 1 a 2 horas, enquanto que para refeições sólidas dura cerca de 2 a 3 horas e varia de acordo com o volume total e das características do alimento ingerido.

3. Digestão no intestino delgado

Sistema digestório: funções, órgãos e processo digestivo

O intestino delgado é o principal órgão de digestão e absorção dos alimentos e nutrientes e é dividido em três porções: duodeno, jejuno e íleo. Na parte inicial do intestino delgado, ocorre a digestão e absorção da maior parte dos alimentos ingeridos devido ao estímulo da produção de enzimas pelo próprio intestino delgado, pâncreas e vesícula biliar.

A bile é secretada pelo fígado e pela vesícula biliar e facilita a digestão e a absorção de lipídeos, colesterol e vitaminas lipossolúveis. O pâncreas é responsável por secretar enzimas que são capazes de digerir todos os principais nutrientes. As enzimas produzidas pelo intestino delgado reduzem os carboidratos de menor peso molecular e peptídeos de tamanho médio e grande, além dos triglicerídeos que são degradados em ácidos graxos livre e monogliceróis.

A maior parte do processo digestivo é completada no duodeno e na parte superior do jejuno, e a absorção da maioria dos nutrientes está quase toda completa no momento em que o material chega ao meio do jejuno. A entrada de alimentos parcialmente digeridos estimula a liberação de vários hormônios e, consequentemente, de enzimas e líquidos que interferem na motilidade gastrointestinal e na saciedade.

Ao longo do intestino delgado quase todos os macronutrientes, vitaminas, minerais, oligoelementos e líquidos são absorvidos antes de chegar ao cólon. O cólon e o reto absorvem a maior parte do fluido restante vindo do intestino delgado. O cólon absorve eletrólitos e uma pequena quantidade de nutrientes restantes.

As fibras remanescentes, amidos resistentes, açúcar e aminoácidos são fermentados pela borda em escova do cólon, resultando em ácidos graxos de cadeia curta e gás. Os ácidos graxos de cadeia curta ajudam a manter a função normal da mucosa, liberam uma pequena quantidade de energia de alguns dos carboidratos e aminoácidos residuais e facilitam a absorção do sal e da água.

O conteúdo intestinal demora de 3 a 8 horas para chegar até a válvula ileocecal, que serve para limitar a quantidade de material intestinal que passa do intestino delgado para o cólon e impede seu retorno.

O que pode interferir na digestão

Vários são os fatores que podem fazer com que a digestão não seja realizada da forma correta, resultando em consequências para a saúde da pessoa. Alguns dos fatores que podem afetar a digestão são:

  • Quantidade e composição do alimento ingerido, isso porque dependendo da característica do alimento o processo de digestão pode ser mais rápido ou mais lento, o que pode influenciar na sensação de saciedade, por exemplo.
  • Fatores psicológicos, como aparência, cheiro e sabor do alimento. Isso porque essas sensações aumentam a produção de saliva e das secreções do estômago, além de favorecer a atividade muscular do SGI, fazendo com que o alimento seja pouco digerido e absorvido. No caso de emoções negativas, como medo e tristeza, por exemplo, ocorre o inverso: há diminuição na liberação de secreções gástricas bem como redução dos movimentos peristálticos do intestino;
  • Microbiota digestiva, que pode sofrer interferência devido ao uso de medicamentos como antibióticos, induzindo a resistência bacteriana, ou a situações que levem à diminuição da produção de ácido clorídrico pelo estômago, o que pode resultar em gastrite.
  • Processamento alimentar, visto que a forma como o alimento é consumido pode interferir na velocidade da digestão. Os alimentos cozidos normalmente são digeridos de forma mais rápida do que os que são consumidos crus, por exemplo.

Caso seja notado algum sintoma relacionado ao sistema gastrointestinal, como excesso de gases, azia, sensação de inchaço abdominal, prisão de ventre ou diarreia, por exemplo, é importante ir ao gastroenterologista para que sejam feitos exames com o objetivo de identificar a causa dos sintomas e iniciar o melhor tratamento.

Fonte tuasaude.com

Como acontece a transmissão do oxiúrus e como prevenir

A transmissão do oxiúrus pode ocorrer pelo contato com os ovos do verme que podem estar nas roupas, brinquedos e objetos de uso pessoal da criança infectada ou através do consumo de água ou de alimentos contaminados com esta verminose.

Ao coçar o ânus, os ovos do oxiúrus aderem-se às unhas e aos dedos da criança, podendo haver recontaminação, quando a criança coloca a mão na boca, ou contaminação de superfícies e objetos que o bebê entra em contato.

Os ovos do oxiúrus podem permanecer vivos por até 30 dias, podendo infectar qualquer outra pessoa neste período e por isso, é importante que as roupas e todos os objetos que a criança tenha acesso sejam sempre lavados com água quente e sabão.

Como acontece a transmissão do oxiúrus e como prevenir

Principais formas de transmissão

A principal forma de transmissão deste verme ocorre quando a pessoa infectada coça o ânus, fazendo com que o verme ou seus ovos fiquem presos em seus dedos ou unhas e possam ser espalhados pelas suas roupas, lençóis e todo ambiente. Assim algumas formas de ser contaminado com esta verminose são:

  • Ingerir alimentos contaminados;
  • Usar a roupa, mesma toalha ou dormir na mesma cama da pessoa contaminada;
  • Brincar com brinquedos ou objetos contaminados com o verme ou seus ovos;
  • Sentar no vaso sanitário contaminado;
  • Entrar em contato com o esgoto ou água poluída;
  • Sentar no chão usando apenas roupas com tecido fino.

É muito fácil que a pessoa com oxiúrus contamine outras ao seu redor, ainda que este não seja seu desejo. Como normalmente esta infecção surge em crianças, os pais e professores precisam adotar medidas para o controle da infestação porque senão o ciclo pode durar anos.

Sempre que uma pessoa é contaminada, todos ao seu redor precisam realizar o tratamento para erradicar este verme. Nos casos mais graves, em população de baixa renda e com poucos hábitos de higiene, pode ser necessário que todos sejam tratados ao mesmo tempo e sejam instruídos ao limparem exaustivamente seus lares até que a infestação seja completamente controlada. Veja como deve ser feito o tratamento para oxiúrus.

Como acontece a transmissão do oxiúrus e como prevenir

Como prevenir

Para prevenir o oxiúrus é importante que sejam adotadas, pela pessoa contaminada e familiares, medidas para diminuir o risco de reinfecção e transmissão para outras pessoas. Assim, é importante ter alguns hábitos como: 

  • Não sacudir a roupa de cama da pessoa infectada pela manhã, mas sim enrolar e lavar em água fervente todos os dias. O verme possui hábito noturno, ou seja, a fêmea do verme coloca os ovos na região anal à noite, e o fato da criança coçar, por exemplo, pode fazer com que os ovos sejam espalhados na roupa de cama.
  • Cortar as unhas e evitar roê-las, pois evita que os ovos sejam transportados nas unhas e ingeridos;
  • Limpar a casa com aspirador, pois evita que os ovos sejam espalhados;
  • Consumir apenas água filtrada ou engarrafada, evitando consumir água que aparentemente não esteja própria para consumo;
  • Lavar bem os alimentos antes de prepará-los. Os alimentos que são consumidos com casca devem permanecer de molho numa bacia com 1 litro de água e 1 colher de cloro por pelo menos 20 minutos.
  • Lavar bem as mãos antes e depois de ir ao banheiro, bem como antes de preparar os alimentos.

Além dessas medidas de prevenção, é importante realizar o tratamento conforme a orientação do médico. Além disso, é recomendado tomar banho de chuveiro logo de manhã, para eliminar os ovos e passar a pomada na região perianal antes de dormir.

Durante a gravidez, é importante que a mulher adote as medidas de prevenção, pois não é aconselhado que faça uso de qualquer medicamento para eliminar o verme. Nesses casos, são aconselhados remédios naturais, como o chá de semente de abóbora, por exemplo, mas que deve ser consumido sob recomendação do obstetra.

Fonte tuasaude.com

Sistema respiratório: como funciona, anatomia e principais doenças

O principal objetivo da respiração é levar oxigênio para todas as células do corpo e retirar o gás carbônico que é o resultado do oxigênio já utilizado pelas células.

Para isso acontecer existe a inspiração, que é quando o ar entra nos pulmões, e a expiração, que é quando o ar sai dos pulmões, e apesar desse processo acontecer o tempo todo, existem muitos detalhes envolvidos. 

Sistema respiratório: como funciona, anatomia e principais doenças

Anatomia do sistema respiratório 

De acordo com a anatomia, os órgãos responsáveis pela respiração nos seres humanos são:

  • Fossas nasais: Responsável por filtrar as partículas do ar, regular a temperatura em que o ar chega nos pulmões, e perceber odores e a presença de vírus ou bactérias. Ao perceber a presença destes micro-organismos o sistema de defesa do corpo ‘fecha’ as fossas nasais, causando o ‘nariz entupido’. 
  • Faringe, laringe e traqueia: Depois de passar pelas fossas nasais o ar é levado em direção à laringe, onde ficam as cordas vocais, e depois em direção à traqueia, que se divide em 2, até chegar aos pulmões: direito e esquerdo. A traqueia é um tubo que contém anéis cartilaginosos em toda sua estrutura, que atuam de forma protetora, impedindo que se feche quando a pessoa vira o pescoço de lado, por exemplo. 
  • Brônquios: Depois da traqueia o ar chega aos brônquios que são duas estruturas, semelhantes à uma árvore virada de cabeça para baixo, e por isso também é chamado de árvore brônquica. Os brônquios ainda se subdividem em áreas menores, que são os bronquíolos, que são repletos de cílios e que produzem muco (catarro) que serve para eliminar os micro-organismos. 
  • Alvéolos: A última estrutura do sistema respiratório são os alvéolos, que estão diretamente ligados aos vasos sanguíneos. Aqui o oxigênio passa para o sangue, onde poderá chegar à todas as células do corpo. Esse processo chama-se troca gasosa, porque além de levar o oxigênio para o sangue, ele retira o gás carbônico, presente no sangue. O sangue rico em oxigênio está presente nas artérias, enquanto que o sangue ‘sujo’, cheio de gás carbônico está presente nas veias. Ao expirar é eliminado todo gás carbônico do corpo. 

Para ajudar no movimento da respiração existem ainda os músculos respiratórios (intercostais) e o diafragma.

Anatomia do Sistema Respiratório

Anatomia do Sistema Respiratório

Como acontece a respiração 

A respiração acontece de forma inata, desde que o bebê nasce, sem ser preciso lembrar, porque ela é controlada pelo sistema nervoso autônomo. Para a respiração acontecer a pessoa inspira o ar atmosférico, que passa pelas fossas nasais, atravessa a faringe, laringe, traqueia, e ao chegar nos pulmões o ar passa ainda pelos brônquios, bronquíolo, até finalmente chegar aos alvéolos, onde o oxigênio passa diretamente para o sangue. Veja o que acontece:

  • Na inspiração: os músculos intercostais que ficam entre as costelas se contraem e o diafragma vai para baixo, aumentando o espaço para os pulmões se encherem de ar, e a pressão interna diminui; 
  • Na expiração: os músculos intercostais e diafragma relaxam e o diafragma sobe, o volume da caixa torácica diminui, a pressão interna aumenta, e o ar sai dos pulmões. 

A falta de ar acontece quando existe alguma alteração no sistema respiratório, que impede a entrada ou a saída do ar, e consequentemente as trocas gasosas ficam ineficientes, e o sangue passa a ter mais gás carbônico, do que oxigênio. 

Doenças que afetam o sistema respiratório 

Alguns exemplos de doenças do sistema respiratório são:

Gripe ou resfriado: acontece quando vírus entram no sistema respiratório. No resfriado o vírus está apenas nas fossas nasais e pode chegar até a faringe, causando congestão nasal e desconforto. No caso da gripe o vírus pode chegar aos pulmões havendo febre e muito catarro no peito. Saiba quais são e como tratar os sintomas da gripe

Asma: acontece em períodos em que a pessoa apresenta uma diminuição dos brônquios ou bronquíolos, havendo uma pequena produção de muco. o ar passa com mais dificuldade por estas estruturas e a pessoa emite um som agudo à cada inspiração.  

Bronquite: causa uma contração e inflamação dos brônquios e bronquíolos. O resultado dessa inflamação é a produção de muco, que pode ser expelido em forma de catarro, mas que também pode ser engolido ao chegar na faringe, sendo direcionado para o estômago. Confira os sintomas e tratamento da bronquite asmática 

Alergia: acontece quando o sistema imune da pessoa é muito reativo e entende que certas substâncias presentes no ar são muito prejudiciais à saúde, causando sinais de alerta sempre que a pessoa é exposta à poeira, perfumes ou pólen, por exemplo.

Pneumonia: normalmente é causada pela entrada de vírus ou bactérias, mas também pode acontecer devido a presença de objetos estranhos, restos de comida ou de vômito dentro dos pulmões, causando febre e dificuldade respiratória. Uma gripe pode piorar e causar pneumonia, mas o resfriado não tem essa possibilidade. Confira todos os sinais e sintomas da pneumonia 

Tuberculose: geralmente ocorre quando um bacilo entra nos pulmões pelas vias respiratórias, causando febre, tosse com muito catarro, e por vezes com sangue. Essa doença é muito contagiosa e passa pelo ar pelo contato com as secreções do indivíduo doente. O tratamento é de extrema importância porque o bacilo pode chegar ao sangue e se espalhar pelo corpo, causando tuberculose fora dos pulmões. 

Quando ir ao médico

Sempre que existem sintomas como dificuldade respiratória, chiado ao inspirar, febre, tosse com catarro com ou sem sangue é importante buscar ajuda médica para que este profissional possa avaliar a pessoa e identificar qual doença ela possui, e qual o tratamento mais indicado, porque pode ser preciso o uso de anti-inflamatórios, antibióticos, e por vezes, internamento hospitalar. 

Médico que trata de doenças respiratórias 

No caso de sintomas mais mais comuns como gripe ou resfriado pode-se marcar uma consulta com um clínico geral, especialmente se ainda não tiver comparecido a nenhuma consulta devido a queixas respiratórias. Esse médico pode auscultar os pulmões, verificar se há febre e observar outros sinais e sintomas característicos de doenças respiratórias. Mas no caso de doenças crônicas, como asma ou bronquite, pode ser indicado buscar ajuda de um médico especialista em pneumologia, porque ele está mais habituado a tratar pacientes com esse tipo de doença, tendo maior capacitação para orientar o tratamento e o seguimento por toda vida da pessoa. 

Fonte tuasaude.com

‘É muita revolta, tanta gente precisando’, diz moradora que registrou vacinação às escondidas em BH

Os vídeos que registram pessoas sendo vacinadas contra a Covid-19, à noite, no pátio de uma empresa em Belo Horizonte, foram registrados por um grupo de vizinhos que moram em uma rua próxima ao local, no bairro Alto Caiçaras, e que foram os responsáveis pela denúncia anônima à Polícia Militar. 



O caso da vacinação às escondidas foi revelado na quarta-feira pela revista piauí que afirma que um grupo de empresários e políticos de Minas Gerais, a maioria ligada ao setor de transportes, teria pago R$ 600 pelas duas doses do imunizante da Pfizer. 



Eles teriam adquirido a vacina por iniciativa própria, sem fazer doações ao SUS, como previsto em lei até então — uma decisão da Justiça federal derrubou a obrigatoriedade das doações por entidades privadas nesta quinta, mas cabe recurso. Ainda segundo a revista, cerca de 50 pessoas receberam a primeira dose na vacinação em BH.

O Ministério Público Federal em Minas Gerais abriu procedimento para apurar o caso e a PF abriu inquérito. A Pfizer, por meio de nota, negou “qualquer venda ou distribuição da sua vacina contra a Covid-19” fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização” e afirma que seu imunizante não está disponível em território brasileiro.

Uma das pessoas que testemunhou a vacinação às escondidas, na terça-feira, é uma mulher que perdeu o emprego depois que o hotel onde trabalhava como camareira fechou na pandemia. Ela prefere não se identificar por temer represálias.

Sem receber auxílio emergencial, ela disse ter ficado revoltada com o episódio. Os pais dela só terão acesso ao imunizante a partir desta sexta-feira, pelo cronograma por faixa etária divulgado pela prefeitura de BH.

“Eu preciso voltar a trabalhar, estou desempregada. Os bonitões ficam vacinando e os que precisam mesmo, não tem como. É muita revolta, tanta gente precisando. Isso quer dizer que só quem tem dinheiro, tem poder pode ter direito à vacina? E os pobres, os que precisam?”, disse ela à Folha.

As imagens foram divulgadas pelo portal R7 e outros veículos de comunicação durante o dia.

A filha dela, de 16 anos, que registrou alguns dos vídeos, conta que a mulher de jaleco branco que aplicava as doses percebeu que estava sendo filmada depois de um tempo e fez um gesto com o dedo do meio erguido na direção da casa onde a família estava. Ela não conseguiu registrar a imagem. 



Outro vídeo registrado pela jovem, de menos de um minuto, mostra a mulher de jaleco aplicando uma injeção e o pátio lotado de carros com as luzes acesas. No registro policial, foi apontado que havia cerca de 25 veículos no local.

Segundo os moradores, foi o fluxo intenso de carros, por volta das 19h30, que chamou a atenção. O pátio da empresa, que pode ser avistado quase inteiramente das casas, não costuma ter movimento, especialmente nesse horário.

Por volta das 19h50, eles chamaram a Polícia Militar para denunciar o fato, e a vacinação prosseguiu. A onda roxa, fase mais restritiva do plano do governo de Minas para retomar atividades na pandemia, impositiva a todo estado e adotada em Belo Horizonte, prevê toque de recolher entre 20h e 5h.

Ainda de acordo com relatos dos moradores, a viatura da Polícia Militar só chegou por volta das 20h40. Eles dizem que dois carros estavam deixando a empresa, um veículo branco e um preto, e nenhum foi abordado. Segundo uma moradora, os policiais alegaram não terem parado os veículos por não terem mandado para tal.

O registro policial da ocorrência aponta hora da comunicação às 19h51 e diz que a ocorrência foi encerrada às 23h36. Nele, os policiais dizem que foram recebidos por duas pessoas que se identificaram como seguranças e relataram que houve “uma pequena reunião dos diretores da empresa, mas que todos já haviam deixado o local”. 


O registro também diz que os policiais entraram na empresa junto com a Guarda Municipal, um fiscal de atividade urbana e controle ambiental e outro da Vigilância Sanitária, mas que nada foi constatado. A pessoa que se apresentou aos policiais como sendo autora da denúncia anônima disse que encaminharia os vídeos à Secretaria Municipal de Saúde.

A secretaria disse não ter recebido oficialmente os vídeos. A pasta também afirma que, depois de “minuciosa inspeção feita pela Vigilância Sanitária” e por não terem sido encontradas evidências no local durante a vistoria, não há amparo legal para ações da prefeitura.

No endereço registrado na ocorrência, não há placas ou identificação externa da empresa. Um funcionário disse à Folha que ali funciona a Cia Coordenadas, pertencente à Saritur. Por mapas, o local é indicado como Companhia Atual de Transportes.

Caminhões no pátio continuam o adesivo da Coordenadas e funcionários vestiam uniforme com a logomarca da Saritur nas costas, na tarde de quinta.



A assessoria da Saritur, porém, nega que a Coordenadas pertença ao grupo. A reportagem não conseguiu contato com a Coordenadas até esta publicação.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Dinamarca prorroga suspensão de vacina de Oxford;18 países retomaram imunização

Em caminho diverso do da maioria dos países europeus, a Dinamarca prolongou por mais três semanas a suspensão do uso da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca.

O imunizante chegou a ser suspenso total ou parcialmente em 21 países no começo do mês, após o alerta de que poderia causar acidentes vasculares graves em casos raros. Uma comissão especial formada pela agência regulatória europeia (EMA) estudou os eventos e concluiu que não havia sido possível estabelecer uma relação de causa e efeito.

Dos 21 países, 18 —entre eles Alemanha, França, Itália e Espanha— voltaram a aplicar a vacina após a recomendação da EMA, que afirmou que os benefícios de usar a vacina superam os riscos de que seja ela a causadora dos acidentes vasculares.

Isso porque os médicos já estabeleceram que a própria Covid-19 causa acidentes vasculares, além de outras reações graves e até a morte, e a vacinação é capaz de evitar dezenas de milhares de mortes, enquanto o efeito colateral, se comprovado, aconteceria em grau muito menor (menos de dez casos a cada 1 milhão de vacinados).

No anúncio feito nesta quinta (25), a autoridade de saúde dinamarquesa afirmou que está fazendo estudos independentes. “Estamos confiantes de que seremos capazes de descobrir a extensão e a possível correlação entre os efeitos colaterais e a vacina e, combinados com análises e conclusões da EMA, teremos um sólido base sobre nossa decisão final sobre o uso da vacina da AstraZeneca “, disse o diretor-geral do órgão, Soren Brostrom.

Além da Dinamarca, seus vizinhos Noruega e Suécia ainda não haviam retomado o uso do produto até esta quinta.

Antes da decisão da EMA, o chefe do serviço de hematologia do Hospital Universitário de Oslo, Pal Andre Holme, afirmou ter evidências de que, em três pacientes, a vacina provocou uma resposta imunológica exagerada que afetou as plaquetas, causando coágulos.

No Brasil, onde a vacina da AstraZeneca é o principal imunizante do governo federal, os eventos adversos considerados graves registrados no primeiro mês de campanha de vacinação representam 0,007% das doses aplicadas no período, segundo relatório divulgado pelo Ministério da Saúde. Até agora não há confirmação de que eles tenham relação com os imunizantes.

A grande maioria é de efeitos sem gravidade, como dor de cabeça, dor em geral e dor muscular (mialgia), além de febre, náusea e diarreia. Segundo o presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, por se tratar de vacinas em uso há pouco tempo, é preciso investigar os casos de maneira cuidadosa, mas nunca houve associação de eventos tromboembólicos com vacinas.

A autoridade de saúde da Dinamarca afirmou que a suspensão mais prolongada do uso da vacina da AstraZeneca vai atrasar sua campanha de imunização, até então uma das mais bem-sucedidas no bloco europeu. “No entanto, as vacinas já estão na geladeira. Se decidirmos recomeçar, podemos distribuir e usar as vacinas rapidamente “, afirmou Brostrom.

As dificuldades de vacinação preocupam a Comissão Europeia num momento em que a Europa vê crescer uma terceira onda da pandemia de Covid-19. Dos 27 países do bloco, 19 apresentam aumento no número de novos casos, 15 recebem cada vez mais pessoas em seus hospitais e 8 registram crescimento no número de mortos.

Variantes mais contagiosas e mais letais, como a B.117, que já está em 25 dos 27 membros do bloco, são uma das principais causas da nova onda, além da perda de impacto de medidas de restrição de circulação. Nos últimos dias, países como França, Itália, Bélgica e Alemanha anunciaram mais restrições.

ENTENDA A AVALIAÇÃO

Por que o regulador europeu (EMA) fez novas investigações sobre a vacina de Oxford/AstraZeneca?

Porque países relataram a ocorrência de coágulos sanguíneos em pessoas nos quais o imunizante foi aplicado.

Quais foram os problemas relatados?

Os mais preocupantes foram coágulos sanguíneos associados a níveis baixos de plaquetas sanguíneas (elementos no sangue que ajudam a coagular), com ou sem sangramento, e casos raros de coágulos nos vasos que drenam o sangue do cérebro

Com que frequência aconteceram esses problemas?

Em cerca de 20 milhões de pessoas vacinadas na Europa até 16 de março, foram notificados 7 casos de coágulos em vários vasos sanguíneos (coagulação intravascular disseminada, DIC) e 18 casos de coágulos nos vasos do cérebro (CVST). Os casos notificados foram quase todos em mulheres com menos de 55 anos.

Quais as conclusões da análise?

O comitê de segurança concluiu que:

  • os benefícios da vacina no combate à Covid-19 (que por si só resulta em problemas de coagulação e pode ser fatal) superam o risco de efeitos colaterais;

  • o imunizante não está associado a um aumento do risco geral de coágulos sanguíneos (eventos tromboembólicos) nas pessoas vacinadas;

  • não há evidência de um problema relacionado a lotes específicos da vacina ou a locais de fabricação específicos;

  • não foi possível comprovar que a vacina tenha provocado os casos de DIC e CVST, mas essa hipótese também não foi descartada e merece uma análise mais aprofundada

Como as conclusões afetam a vacinação?

A EMA recomenda que a vacinação prossiga normalmente, já que os riscos são raros e os benefícios são comprovados. Mas fará alertas de cuidado para pacientes e equipes de saúde

Que alertas foram feitos aos pacientes?

Devem procurar assistência médica imediata e mencionar sua imunização recente se tiverem qualquer um destes sintomas após receber a vacina:

  • falta de ar,

  • dor no peito ou estômago,

  • inchaço ou frio em um braço ou perna,

  • dor de cabeça grave ou piorando ou visão turva após a vacinação

  • sangramento persistente,

  • vários pequenos hematomas, manchas avermelhadas ou arroxeadas ou bolhas de sangue sob a pele

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Remédio 4×1 para tuberculose: o que é e como funciona

O medicamento conhecido popularmente como remédio 4 em 1 para tuberculose consiste na combinação de quatro princípios ativos utilizados no tratamento dessa infecção, como Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol. Em 2018 esse medicamento passou a ser disponibilizado gratuitamente pelo SUS e deve ser utilizado de acordo com a orientação médica, mesmo que não sejam mais notados sintomas.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis que pode entrar no organismo e promover inflamação dos pulmões. O tratamento normalmente é realizado com um coquetel de remédios com o objetivo de promover a eliminação da bactéria responsável pela doença, devendo ser feito de acordo com a orientação do pneumologista ou infectologista. Veja mais detalhes do tratamento para tuberculose.

Remédio 4x1 para tuberculose: o que é e como funciona

Como funciona 

O remédio para o tratamento da tuberculose tem na sua composição uma associação de substâncias que atuam promovendo o combate e a eliminação da bactéria responsável pela tuberculose o Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. As substâncias presentes nesse medicamento são:

  • Rifampicina;
  • Isoniazida;
  • Pirazinamida;
  • Etambutol.

Essa associação geralmente só é necessária nos 2 primeiros meses do tratamento, sendo esta fase chamada de intensiva. Em seguida, tem início a fase de manutenção, em que é normalmente indicado apenas a Rifampicina e a Isoniazida em dose que varia de acordo com a idade e peso da pessoa e gravidade da doença.

Como tomar

O medicamento para a tuberculose deve ser tomado todos os dias, em dose única, com um pouco de água, de preferência 30 minutos antes ou 2 horas após a refeição, de acordo com a orientação do médico. A quantidade de comprimidos utilizada em cada dose irá variar de acordo com o peso do paciente, e também é indicada pelo médico:

Peso corporal  Dose
20 – 35 kg 2 comprimidos ao dia
36 – 50 kg 3 comprimidos ao dia
Acima de 50 kg 4 comprimidos ao dia

Para crianças com peso entre 21 e 30 kg, a dose diária recomendada é de 2 comprimidos em dose única. Crianças e adolescentes com menos de 20 kg não devem tomar este medicamento.

Caso ocorra o esquecimento da dose, a pessoa deve tomar os comprimidos esquecidos assim que se lembrar, a não ser que esteja perto de tomar a próxima dose. Nesses casos, deve-se pular a dose perdida. É necessário tomar o medicamente regularmente e nunca parar o tratamento por conta própria, pois pode ocorrer resistência ao medicamento.

Possíveis efeitos colaterais 

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com este medicamento são neuropatia periférica, diarreia, dor abdominal, náusea, anorexia, vômitos, elevação transitória das transaminases séricas, aumento do ácido úrico, especialmente em pacientes com gota, coloração avermelhada dos fluidos e secreções corporais, dor nas articulações, vermelhidão, coceira e erupção na pele, alterações visuais e distúrbios do ciclo menstrual.

Quem não deve usar

Este medicamento não deve ser usado por pessoas com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula, pessoas com doença de fígado ou histórico de icterícia e mudanças nos níveis sanguíneos das enzimas hepáticas causadas por medicamentos antituberculosos no passado.

Além disso, também não deve ser usado em pessoas com perda de visão por causa de desordem do nervo óptico. Caso o médico assim entenda, este medicamento pode ser usado em mulheres grávidas.

O médico deve ser informado acerca de qualquer medicamento que a pessoa esteja a tomar, incluindo pílula anticoncepcional, já que esse remédio para tuberculose pode diminuir a sua eficácia.

Fonte tuasaude.com