No 1º de abril, veja mentiras sobre a Covid

Uma doença nova altamente contagiosa na era das redes sociais e da informação rápida e muitas vezes imprecisa. O resultado é desinformação, mentira, fake news ou algum outro sinônimo ao gosto do freguês.

Dos remédios milagrosos —que não funcionam— aos absurdos de que máscara e vacinas fazem mal, abaixo estão algumas das mentiras mais ouvidas na pandemia e como combatê-las.

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A Covid-19 pode ser curada ou prevenida com remédios
Não há nenhum remédio que cure ou consiga prevenir a Covid, segundo as principais entidades de saúde do mundo, entre elas a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Há, no momento, somente drogas que conseguem ter impacto sobre o curso da doença. A grande pesquisa Recovery demonstrou que o corticoesteroide dexametasona reduz a mortalidade em pacientes com Covid grave.

O anticorpo monoclonal tocilizumabe foi outra droga a apresentar resultados positivos. No estudo Recovery, a droga mostrou efeito em pacientes hospitalizados com hipóxia (baixa oxigenação no sangue) e quadro de inflamação, diminuindo o tempo de internação, necessidade de ventilação invasiva e mortalidade. Mas, ao contrário da dexametasona, o tocilizumabe é caro e possui menor disponibilidade.

As duas drogas têm ação e objetivo semelhantes: reduzir a inflamação dos pacientes graves, que costumam ter quadros de tempestade inflamatória, na qual o corpo ataca a si mesmo.

Outros medicamentos ainda estão em estudo.

O certo é começar a usar os remédios logo no início dos sintomas, depois não funcionam
Nenhum medicamento usado no início dos sintomas da Covid se mostrou eficaz contra a Covid. Hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, nitazoxanida, vitamina D, zinco e por aí vai. Todas as drogas tidas como parte do “tratamento precoce” —que não existe— não são eficazes contra a Covid.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o próprio Ministério da Saúde, apesar das evidências contrárias, incentivaram e indicaram o uso dessas drogas contra a Covid.

Algumas delas, de início, em testes in vitro, mostravam-se interessantes para análise em pesquisas em humanos. Tais estudos foram realizados e não encontraram efeitos benéficos. Dessa forma, esses medicamentos não fazem parte das orientações de tratamento das principais entidades de saúde nacionais e internacionais.

Um caso curioso é o da ivermectina. Até mesmo a indústria farmacêutica que desenvolveu a droga, a Merck (MSD, no Brasil) veio a público afirmar que estudos mostram não haver benefício no uso do vermífugo contra a Covid.

Nesta quarta (31), a OMS afirmou que a droga não deve ser usada fora de testes clínicos e que se deve combater a prescrição indiscriminada do remédio sem eficácia, o que pode trazer mais malefício do que benefício.

Vale destacar que a verificação de efeito de uma droga se dá por estudos duplo-cegos, randomizados e com grupo controle. Assim, é possível minimizar vieses que possam interferir no resultado da pesquisa.

Os remédios do ‘kit Covid’ são usados há anos para outras doenças, mal não vão fazer
De fato, os remédios do “kit Covid” são usados há bastante tempo para outras doenças. Isso, porém, não quer dizer que possam ser usados sem riscos contra a Covid.

Um exemplo simples é o caso da aspirina e da dengue. A droga, amplamente conhecida, não é indicada para a doença transmitida pelo Aedes aegypti pelo maior risco de sangramentos.

Já há documentação de hepatites medicamentosas derivadas do uso do “kit Covid” —o que levou um paciente do interior de São Paulo à lista de transplante de fígado. Também há relatos de mortes, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Essas drogas estão sendo prescritas —mesmo sem evidência científica de suporte— em doses e frequências normalmente não estudadas.

É só uma gripezinha
Embora a maior parte dos casos de Covid-19 se pareça com uma gripe comum, uma pequena parte dos doentes tem um processo inflamatório grave, espalhado pelo corpo. Hoje, os médicos consideram a Covid-19 uma doença complexa, que exige tratamentos para diversas partes do corpo ao mesmo tempo a fim de evitar a morte nos pacientes em estado mais grave.

O vírus se conecta a um receptor específico, o ECA2, que está presente em células do sistema respiratório, intestino, rins e vasos sanguíneos. Nessas áreas, o efeito do invasor para destruir as células é direto e localizado.

A presença do vírus desencadeia a tempestade de citocinas, proteínas que regulam a resposta imunológica, e que surgem para ajudar o corpo a se defender do invasor. Mas em alguns casos essa resposta pode ficar descontrolada e atrair mais células inflamatórias para a região, o que prejudica ainda mais os órgãos afetados pelo vírus.

Pessoas jovens não sofrem os mesmos efeitos deletérios da Covid-19 que os mais velhos
Apesar de pessoas mais velhas terem um risco maior de morrer, os mais jovens também correm risco de morte.

Recentemente, tem sido observado um aumento substancial de jovens internados em UTI. Há também a questão de possíveis sequelas da Covid, tema ainda não totalmente compreendido e estudado.

Todo mundo tem que pegar a doença para chegar na imunidade de rebanho
A imunidade de rebanho, ou seja, uma fatia grande o suficiente da população imunizada a ponto do vírus ter dificuldade para circular, deve ocorrer somente com vacinação em massa. As experiências no mundo de deixar que a população se infecte para atingir a imunidade coletiva se mostraram fracassadas, como no caso da Suécia.

No Brasil, em regiões onde o Sars-CoV-2 teve grande circulação, como em Manaus, também não se viu a propagandeada imunidade de rebanho ao mesmo tempo em que houve níveis de mortes altíssimos, colapso do sistema de saúde, e falta de oxigênio e drogas para intubação.

A ideia se mostra , portanto, inviável pelo tamanho da perda humanitária que acarretaria.

O número de mortes divulgado pela imprensa é exagerado
Os números da Covid divulgados por iniciativas como a do consórcio de veículos de imprensa são provenientes das secretarias estaduais de Saúde. Ao invés de exagerados, os dados são subestimados, considerando que no início da pandemia, em especial, houve considerável subnotificação das mortes provocadas pela doença.

Algumas reportagens também mostram dados de mortes do Registro Civil, que, mesmo com algum grau de atraso, reforçam a gravidade e os números elevadíssimos de óbitos por Covid.

A vacina pode causar a Covid-19
Sintomas muito leves que podem aparecer após a aplicação de uma vacina não indicam que a pessoa foi infectada com o vírus nem são sinais de que o imunizante não é seguro. Essas reações mostram que o sistema imunológico está em estado de alerta e trabalhando para construir as defesas contra o patógeno e, assim, evitar o surgimento ou o agravamento da doença.

A vacina altera nosso DNA
As vacinas de RNA, inéditas no mundo, foram aceleradas devido à emergência sanitária. Por utilizarem o material genético do vírus para induzir resposta imune no organismo, as vacinas que usam essa tecnologia, como é o caso da Pfizer/BioNTech e da Moderna, conseguiram sair na frente da corrida por um imunizante contra o coronavírus.

Mas não tardou até que surgissem desinformações sobre a sua forma de ação e até mesmo vídeos em que supostos médicos ou especialistas alegam que as vacinas são capazes de modificar o material genético dos humanos.

Na verdade, pelo próprio mecanismo de ação, é impossível que as vacinas de RNA alterem nosso DNA celular pois elas nem sequer têm contato com o núcleo das células, onde está a nossa informação genética.

O RNA das vacinas vem empacotado em uma vesícula de lipídeos (gordura) capaz de entrar na membrana celular. Dentro das células, o RNA mensageiro carrega uma mensagem, no caso o código para a produção da proteína S do Spike, e ao ser lido (“traduzido”), várias cópias dessas proteínas virais são produzidas. Essas proteínas virais são reconhecidas como corpos estranhos (antígenos) e induzem à resposta imune.

A partir daí, a resposta imune é igual à que seria gerada caso fossem utilizadas vacinas mais tradicionais, como aquelas que usam fragmentos do vírus ou o vírus morto.

A vacina pode causar danos neurológicos ou coágulos
Durante os testes das vacinas, foram reportados dois eventos adversos graves nos testes da vacina da Oxford/AstraZeneca, um deles um caso de mielite transversa, uma doença neurológica grave. Após análise dos especialistas, não houve comprovação de associação do evento com a vacina.

Em março de 2021, foram reportados casos de coágulos em pessoas vacinadas com a vacina da Oxford em diversos países europeus.

O número de casos, no entanto, era muito pequeno e, após uma análise da agência regulatória europeia, concluiu-se que o imunizante não está associado a um aumento do risco geral de coágulos nas pessoas vacinadas, tampouco foi possível comprovar que a vacina tenha provocado os casos.

No Brasil, a ocorrência de efeitos adversos graves nos vacinados corresponde a 0,007%, segundo dados do Ministério da Saúde, considerando ainda as duas vacinas aplicadas, a Coronavac e a da Oxford/AstraZeneca. Ambas têm se mostrado seguras e os efeitos mais comuns reportados são dores de cabeça, dores no corpo e fadiga.

As vacinas foram desenvolvidas rápido demais e não são seguras
A gravidade da pandemia do novo coronavírus fez com que empresas e centros de pesquisa tivessem à disposição muito mais recursos para desenvolver imunizantes.

Além disso, aumentou a colaboração mundial entre cientistas em busca de vacinas. O fato de milhares deles estarem pesquisando o mesmo assunto aumentou a chance de que alguns estudos dessem certo.

Por fim, agências reguladoras e governos agilizaram autorizações para os testes clínicos e foi mais fácil achar dezenas de milhares de voluntários para as pesquisas, ainda mais ao se levar em conta os elevados números de infectados no mundo.

Esse esforço fez com que as vacinas pudessem ser criadas muito mais rápido que foram para outras doenças. Apesar disso, os imunizantes seguiram todas as etapas de testes clínicos, de segurança e de registro por autoridades sanitárias, no caso daquelas que já foram autorizadas.

Máscara faz mal à saúde
As máscaras podem ser desconfortáveis —especialmente no calor—, mas não há estudos que indiquem que elas fazem algum mal à saúde, desde que feitas e usadas de acordo com as recomendações das autoridades sanitárias.

As máscaras devem ser feitas com materiais que filtram as partículas maiores, mas ainda permitam a passagem do ar para não haver risco de sufocamento. Elas devem ser usadas bem ajustadas, sem espaços entre a máscara e o rosto.

Máscara de pano não funciona contra o coronavírus
Pesquisas têm mostrado a eficácia de máscaras de pano para minimizar o risco da transmissão de vírus respiratórios, incluindo o Sars-CoV-2. Segundo testes feitos em laboratório, máscaras de tecido feitas com três camadas podem filtrar a mesma quantidade de gotículas que uma máscara cirúrgica.

Para funcionar, a máscara precisa estar seca e bem ajustada ao rosto. Especialistas recomendam respiradores do tipo PFF2 (N95) para situações de maior risco.

O lockdown não funciona
Inúmeros exemplos comprovam que o lockdown é eficaz para conter a transmissão do vírus.O Sars-CoV-2 é transmitido de uma pessoa infectada para outra principalmente por gotículas de saliva —algumas menores que podem permanecer suspensas no ar por horas. Quando o contato entre as pessoas é reduzido, a circulação do vírus diminui.

Um exemplo de lockdown bem sucedido vem da cidade de Araraquara (a 273 km de São Paulo), que viu as mortes causadas pela Covid-19 caírem drasticamente após adotar uma série de medidas restritivas mais severas.

A vacina pode te transformar em jacaré ou inserir um chip de 5G no seu corpo
Em dezembro, o presidente Jair Bolsonaro disse que a Pfizer, uma das fabricantes mundiais da vacina, não se responsabiliza por efeitos colaterais e que “se tomar e virar jacaré é problema seu”. “Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [Pfizer] não tem nada com isso”, afirmou.

É impossível que qualquer medicamento ou vacina transforme uma espécie animal em outra. Também não é verdade que a vacina pode dar superpoderes, fazer crescer barba ou alterar o tom da voz de uma pessoa.

A frase “virar jacaré” virou meme e até foi criado um site chamado jacaré-tracker para monitorar quantas pessoas já viraram jacaré após tomar a vacina. O acumulado até agora é zero.

Uma outra teoria conspiratória surgiu alegando que as vacinas contra Covid-19 produzidas na China iriam implantar um chip 5G no corpo das pessoas. Dentre os componentes das vacinas estão água, sais, estabilizantes, adjuvantes, como o hidróxido de alumínio, que ajuda a aumentar a resposta imunológica, açúcar e até derivados de ovo, mas não há microchips. Ou seja, sem upgrade gratuito na conexão do celular.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Cárie: saiba como tratá-la

carie

A cárie é uma infecção dos dentes causada por bactérias presentes na boca, que se acumulam formando placas rígidas e difíceis de serem removidas sem o auxílio de um profissional, podendo ocasionar a perda dental se não for devidamente tratada.

Nessa situação, as bactérias vão perfurando o esmalte dos dentes, causando dores e desconforto, principalmente quando atingem as partes mais profundas da estrutura.

Em casos mais graves, em que não foi feito um tratamento correto com um dentista devido a falta de um plano odontológico ou outros fatores, a arcada dentária pode ser comprometida de forma unitária, parcial ou integral.

Nesses casos, após a devida limpeza da área, podem ser necessários tratamentos ainda mais complexos, como a retirada das bactérias concentradas no local e a colocação de um implante dentário. 

Por isso, é importante que as pessoas consultem um dentista especializado e que, preferencialmente, já façam acompanhamento, como os que atuam para convênio odontológico ou de forma individual.

Além disso, para prevenir o surgimento da cárie e de outras doenças bucais é preciso manter as consultas regulares, com um período de seis meses entre as visitas. Isso para que o profissional identifique os sinais que podem ser indicativos de cáries, como:

  • Dor no dente;
  • Hipersensibilidade;
  • Infecção dental;
  • Mau hálito;
  • Perda dentária.

Contudo, a cárie também pode não apresentar sintoma algum, sendo identificada apenas em avaliação com o odontologista. Por isso, a realização de consultas se mostra ainda mais necessária.

Inclusive, quanto antes o problema for identificado, mais fácil é de tratar. Por isso, deve-se manter a regularidade correta de consultas, prevenindo doenças e identificando antes que surjam complicações, além de realizar o cuidado diário adequado para dentes saudáveis, intactos e livres de doenças (como por meio da escovação).

Como mencionado anteriormente, durante o estágio inicial da cárie, geralmente não é apresentado nenhum sintoma e, por isso, é preciso ficar atento com a saúde bucal.

Assim, se sentir sintomas, a consulta com um dentista, seja de plano odonto empresarial ou particular, deve ser feita o quanto antes, independentemente de já ter sido realizada a consulta de rotina a “pouco” tempo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cárie é a doença mais comum em todo o mundo, tendo cerca de 60% a 90% das crianças como principais atingidas pelo quadro.

Além disso, a Universidade de Queen Mary, em Londres, mostrou que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo possuem cárie.

O que causa a cárie?

A principal causa da cárie é a falta de higienização bucal correta, pois o acúmulo de bactérias presentes na boca e os resíduos alimentares que as alimentam é o principal fato para a doença bucal se desenvolver e causar complicações à boca do paciente. 

Para além da higienização bucal, a alimentação também pode ser outro fator decisivo para o surgimento de cáries. 

Alimentos ricos em açúcar ou carboidratos alimentam as bactérias presentes na boca, que, por sua vez, liberam um ácido que corrói o esmalte, que protege os dentes, favorecendo a proliferação dos microrganismos.

Mesmo se tratando de uma bactéria, a cárie não é uma doença transmissível, ou seja, não passa de pessoa para pessoa por meio de beijos ou compartilhamento de objetos, pois está relacionada diretamente aos hábitos alimentares e higiene bucal de cada um, dependendo da alteração da mucosa também.

Tratamento

Não tem segredo, quando houver uma cárie dentária, é preciso fazer uma consulta com um dentista, não existindo um tratamento caseiro capaz de resolver. 

Assim, o dentista de plano dental coletivo empresarial, individual ou particular pode realizar processos capazes de eliminar a cárie, conforme a quantidade de dentes atingidos e a profundidade, em apenas uma sessão. 

Após a remoção da cárie de todo o tecido infectado, seja por meio da coroa, raspagem ou obturação, é aplicada a resina no local.

No entanto, também há casos em que muitos dentes são afetados pela cárie de forma profunda. Portanto, um tratamento de canal ou mesmo a remoção do dente poderão ser feitos. 

Com isso, tais procedimentos consistem na retirada do dente afetado e de tecidos próximos, limpeza da área e até a colocação de uma prótese.

Como evitar a cárie?

Para se prevenir de cáries é preciso adotar cuidados de higienização bucal e alimentação, estando atento aos sinais. 

Uma limpeza da boca adequada é feita escovando os dentes três vezes ao dia e de forma correta, com movimentos circulares.

Além disso, é preciso passar fio dental diariamente e bochechar o enxaguante bucal ao final da escovação.

Já quanto à alimentação, os alimentos açucarados, como já foi dito, são contra indicados, enquanto os ricos em cálcio e vitamina D, como leite e seus derivados, ovo, espinafre e couve são altamente recomendados.

Isso porque, os alimentos do segundo grupo são capazes de fortalecer o esmalte, que protege a arcada dentária de doenças bucais.

Outros alimentos recomendados são os ricos em fibras – laranja, maçã e cenoura -, pois eles limpam os resíduos alimentares presos nos dentes e estimulam a produção de saliva, regulando o pH e realizando limpeza natural dos dentes.

Além disso, é preciso ir ao dentista para que o profissional limpe a dentição de maneira mais profunda, removendo possíveis placas de tártaro e para a aplicação do flúor, elemento fundamental no combate à cárie e contribuindo para o fortalecimento dental.

Para isso, uma alternativa é avaliar a contratação de um convênio, seja por meio de plano dental para MEI, empresarial ou individual, de acordo com o caso, para que as consultas possam ser feitas de forma regular e sem que haja uma grande alteração do orçamento familiar.

Assim, é possível ter mais saúde bucal, prevenir cáries e sorrir com qualidade junto de sua família e amigos.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações, dicas e conteúdos ricos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

Sem máscara, Bolsonaro volta a dizer que não adianta ficar em casa

Apesar do esforço de auxiliares do governo e de parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) continua na direção contrária às recomendações sanitárias para conter a disseminação da Covid-19.

Sem máscara, ele voltou a dizer que não adianta ficar em casa. Minutos antes, ao lado dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, discursou desincentivando as aglomerações.

Queiroga participou de uma manifestação conjunta após a primeira reunião do comitê de enfrentamento à crise do novo coronavírus, criado na quarta-feira passada (24). Bolsonaro não participou desse primeiro encontro –a declaração do presidente foi feita em evento para divulgar a nova rodada do auxílio emergencial.

O ministro apelou pelo uso de máscaras e pelo distanciamento social durante o feriado de Páscoa, apesar de se dizer contra medidas “extremas”, uma referência velada ao lockdown.

“Sabemos que, nos grandes feriados, há possibilidade de aglomeração desnecessária. As pessoas devem observar o uso de máscara e guardar o distanciamento entre si para que a doença não se transmita”, disse Queiroga.

“Se fizermos essas ações de maneira efetiva, teremos melhores resultados. Medidas extremas nunca são bem vistas pela sociedade brasileira e têm dificuldade de adesão. Vamos, então, fazer cada um a nossa parte”, disse.

Poucos minutos depois, no salão ao lado, no segundo andar do Palácio do Planalto, Bolsonaro apareceu para anunciar o calendário da nova rodada do auxílio emergencial.

Sem máscara, fez um pronunciamento contra medidas restritivas.

“Tínhamos e temos dois inimigos, o vírus e o desemprego. É uma realidade. Não é ficando em casa que vamos solucionar este problema”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que o governo não pode continuar pagando auxílios porque “custa para toda a população e pode desequilibrar nossa economia”.

“O apelo que a gente faz aqui é que esta política de lockdown seja revista. Isso cabe, na ponta da linha, aos governadores e aos prefeitos. Porque só assim podemos voltar à normalidade”, afirmou. “O Brasil tem que voltar a trabalhar.”

Em nova crítica a prefeitos e governadores, o presidente voltou a comparar medidas restritivas ao estado de sítio, o que é equivocado.

“Queremos voltar à normalidade o mais rápido possível”, disse o presidente, que também tornou a falar em medo de “problemas sociais gravíssimos no Brasil”.

“Se a pobreza continuar avançando, não sei onde poderemos parar.”

Enquanto isso, em audiência na Câmara, Marcelo Queiroga voltava a defender o distanciamento.

“Fiz agora um pronunciamento em companhia de [o presidente do Senado, Rodrigo] Pacheco e de Arthur Lira, no qual conclamei a população para, nessa época da Semana Santa, que é um feriado prolongado, para evitar aglomerações e festas. Não há o que se comemorar, nossa sociedade tão fragilizada. E [conclamei] a usar máscaras. Vamos começar desde já a adotar essas medidas tão importantes quanto as vacinas e as ações de assistência em saúde.”​

Apesar de defender medidas de prevenção, Queiroga tem feito um aceno ao presidente e se colocado contra medidas como lockdown, afirmando que a população não adere às restrições. Diz o mesmo para leis que obrigam o uso de máscaras.

“Precisa a população aderir a isso, não é com lei que vai resolver. Tem que ter campanhas de conscientização, e uma política emanada do Ministério da Saúde orientando que estados e municípios adotem a mesma prática, a fim de evitar que medidas extremas como lockdown sejam aplicáveis”, disse. “A população não adere a lockdown.”

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Saiba o que é ATM e os seus principais problemas

ATM

Problemas relacionados a ATM ou Articulação temporomandibular, tratam-se de uma condição que afeta grande parcela da população mundial. Segundo estudos epidemiológicos, realizados pelo Hospital Samaritano, em 2019, cerca de 75% da população brasileira possui problemas relacionados a essa condição. 

Por esse motivo, explicaremos tudo sobre o que é essa condição, como ela afeta as pessoas, quais são os principais sintomas e tratamentos.

O que é ATM

A ATM é a sigla designada para Articulação Temporomandibular. Mas o que isso significa? 

Essa articulação é uma estrutura localizada na região da mandíbula, sendo uma peça fundamental para a movimentação do maxilar. Entre as principais ações que essa articulação participa ativamente, estão:

  • Sorrir;
  • Mastigar;
  • Falar;
  • Bocejar.

Os movimentos dessa articulação são bastante amplos, visto que é possível movimentar a ATM para cima, baixo e para os lados, sem uma trajetória específica.

Por conta dessa ampla movimentação, que é constante, já que a articulação é essencial para a realização das principais ações da boca, é natural que ela esteja “desprotegida” e seja estimulada em excesso em alguns casos.

Ou seja, diversas complicações podem surgir nessa região, que precisam ser tratadas com os devidos cuidados para manter seu pleno funcionamento.

Disfunção temporomandibular

A disfunção temporomandibular (DTM), é a designação para disfunções nessa articulação, causando dores ou desencadeando problemas, como travamento ou ranger dos dentes, impactando na dentição.

De acordo com dados recentes, quase 70% da população sofrerá com essas disfunções na mandíbula. 

Além disso, cerca de 15% dessa porcentagem precisam ou precisarão realizar tratamentos mais específicos, como uso de placas intraorais ou mesmo fisioterapia.

Sintomas

Nem sempre é possível identificar a razão pela qual a pessoa adquiriu a DTM, sendo geralmente uma inflamação que pode surgir por uso excessivo inadequado e até por impactos na região.

Contudo, existem sintomas que são característicos que podem auxiliar na sua devida identificação.

Apesar disso, por serem sintomas comuns, as pessoas podem entender que estão com outra doença, confundindo os sintomas. 

Os principais sintomas para o ATM ou DTM, são:

  • Dificuldade para abrir ou fechar a boca;
  • Dificuldade para mastigar;
  • Estalos na mandíbula;
  • Inchaços na face;
  • Dores de cabeça;
  • Dor de ouvido;
  • Dor no maxilar;
  • Zumbidos.

Naturalmente, esses problemas podem aparecer em outras doenças, por isso é crucial o devido acompanhamento e diagnóstico profissional. 

Para se ter uma ideia, a dor de dente e do maxilar são comuns quando há algum problema nessa região, ou quando uma pessoa está em fase de tratamentos de correção dentária, usando um aparelho dentario, por exemplo.

O que ela pode causar?

Como dissemos, alguns sintomas da ATM ou DTM são comuns e bastante incômodos. 

Dessa maneira, quem possui uma disfunção nessa articulação pode ter dores e incômodos bastante intensos, que dificultam a vivência diária e a realização de diversas atividades, impactando no bem-estar de forma ampla.

Geralmente, quando uma pessoa está com dor na boca ou nos dentes, seja por formação de cárie, placa bacteriana, ou durante a adaptação no uso do aparelho de dente é natural que ela não consiga ter os mesmos esforços diários por conta desse incômodo. 

Dessa maneira, a rotina pode ser atrapalhada, tanto dentro de casa, como no trabalho, causando dificuldades que podem ser irreversíveis.

Contudo, todos podem ser facilmente resolvidos, seja pelo período correto de adaptação ou mesmo o tratamento indicado para cada problema.

Dessa forma, é fundamental buscar auxílio médico e odontológico para resolver esse tipo de situação. 

Assim, para além de tratamentos que costumam ser comuns para correções na arcada dentária, como o uso de aparelho ortodôntico, a correção ou eliminação da DTM pode requerer tratamentos mais específicos, que veremos mais a fundo a seguir.

Tratamentos

Como dito anteriormente, os tratamentos da DTM não costumam ser os mesmos utilizados para problemas dentários, pois a região mais afetada não são os dentes e sim a mandíbula e o maxilar. 

No entanto, essas estruturas também podem ser afetadas e, por esse motivo, devem ser protegidas. 

Do mesmo modo, o alinhamento dental também pode influenciar nos resultados dos tratamentos específicos, devendo avaliar as necessidades e até a possibilidade de um tratamento multidisciplinar.

Dessa forma, além do tratamento para a DTM, outros procedimentos de recuperação e correção também podem ser necessário.

No caso da lente de contato dental, por exemplo, que é bastante eficaz e muito utilizada por dentistas para correções dentárias, não se encaixa para o tratamento da DTM, mas pode ser utilizada após as orientações para recuperar a estrutura dental que foi comprometida por esse tipo de problema.

Ou seja, tudo pode estar conectado, desde a mordida inadequada que afeta a musculatura, ou mesmo a tensão que pode ocasionar a quebra ou trincas nos dentes.

Mais ainda, com o surgimento do DTM, a mandíbula e o maxilar são afetados, e caso isso se agrave, pode atingir outras regiões da boca, como a gengiva e os dentes. 

Por isso é muito importante buscar auxílio rapidamente, para que esse problema não gere complicações e atinja outros tecidos.

Imagine se o problema não for identificado e tratado adequadamente, além dos trincados pode haver a perda dental devido ao impacto direto na estrutura dos dentes.

Inclusive, nesses casos, será necessário a utilização de um implante dentário para repor os dentes perdidos e restabelecer a mordida. 

Dessa maneira, os tipos de tratamentos utilizados variam de caso em caso. Em casos mais leves, analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares podem ser o suficiente para resolver.

Quanto mais a doença se agrava, os tratamentos podem se tornar mais intensos e até mais invasivos. 

Em grau “intermediário”, pode ser necessário terapias, como fisioterapia e aconselhamento psicológico para acompanhar a situação do paciente, pois pode haver relação com questões psicológicas a serem desenvolvidas.

Por fim, em situações mais graves, pode ser necessário tratamentos cirúrgicos, artroscopia ou injeções para resolver a dor que se agrava por conta do tempo. 

Independentemente do quadro, a busca por um profissional capacitado e especializado é crucial para amenizar/solucionar a ATM/DTM, conforme as necessidades e gravidade, de modo que também seja possível um atendimento mais amplo caso seja preciso.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações, dicas e conteúdos ricos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

8 causas de dor na gengiva e o que fazer

A dor na gengiva pode acontecer quando se escova os dentes com muita força ou devido quando se usa incorretamente o fio dental. No entanto, a dor na gengiva, quando frequente, pode ser indicativo de situações mais sérias e que necessitam de tratamento, como gengivite, sapinho ou câncer de boca, por exemplo.

O tratamento da dor na gengiva deve ser indicado pelo dentista de acordo com a causa da dor, podendo ser indicado tratamento específico para a causa e medidas que ajudam a aliviar a dor e o desconforto, como boa higiene oral, alimentação correta ou o uso de um elixir antisséptico e cicatrizante.

8 causas de dor na gengiva e o que fazer

As principais causas de dor na gengiva são:

1. Má higiene oral

Maus hábitos de higiene oral, como falta de escovação ou escovação muito forte, podem causar sangramentos, inflamação e infecção na gengiva, resultando em dor.

O que fazer: É fundamental melhorar a higiene oral, escovando os dentes pelo menos 2 vezes ao dia, principalmente depois das refeições, usar fio dental e um enxaguante bucal. Além disso, também é importante escovar os dentes sem fazer muita força, utilizando de preferência uma escova suave, de forma a não danificar as gengivas. Veja como escovar os dentes corretamente.

2. Uso de aparelhos e próteses

Aparelhos e próteses podem também causar dor na gengiva, isso porque pode haver maior acúmulo de restos alimentares e microrganismos, resultando em infecção e, consequentemente, dor, inchaço e sangramento na gengiva. Além disso, caso estes aparelhos estejam mal adaptados podem provocar inchaço, inflamação e dor de dente e maxilar e dor na gengiva.

O que fazer: Nesses casos é importante que a higiene oral seja reforçada, para evitar o acúmulo de restos de alimentos, e garantir que as próteses e aparelhos estão devidamente fixados. É recomendado também que o dentista seja consultado regularmente para que possa ser avaliada a necessidade de manutenção do aparelho ou da prótese.

3. Alterações hormonais

Nas mulheres ocorrem frequentemente oscilações hormonais, como por exemplo na puberdade, durante o ciclo menstrual, na gravidez e na menopausa, que podem afetar as gengivas.

Durante a puberdade e a gravidez, a quantidade de sangue que flui para as gengivas é maior, podendo deixá-las inchadas, sensíveis ou dolorosas, enquanto que na menopausa os níveis hormonais diminuem, podendo provocar sangramento e dor nas gengivas e alterações na sua cor.

O que fazer: É recomendado consultar o ginecologista para que sejam avaliados os níveis hormonais e se há outro sintoma além da dor e inchaço nas gengivas, e, assim, poder ser indicado o tratamento mais adequado caso haja necessidade.

8 causas de dor na gengiva e o que fazer

4. Nascimento do dente do siso

O nascimento do dente do siso, que costuma acontecer entre 17 e 21 anos, também pode provocar dor na gengiva, além de ser bastante desconfortável.

O que fazer: Para aliviar a dor pode-se aplicar um gel com benzocaína por exemplo ou bochechar com um elixir anti-inflamatório. Nos casos em que o nascimento do siso interfere na arcada dentária ou quando surgem outros sintomas, o médico pode indicar a remoção do dente.

5. Sapinho

O sapinho, também chamado de candidíase oral, é uma doença infecciosa causada pelo fungo Candida albicans que pode atingir a boca e deixar a língua e bochechas esbranquiçadas, além de também poder causar dor na gengiva. Conheça mais sobre o sapinho.

O que fazer: É importante consultar o dentista ou clínico geral para que seja feito o diagnóstico e seja iniciado o tratamento mais adequado, que normalmente consiste na aplicação de um antifúngico na forma de líquido, creme ou gel, como a Nistatina ou o Miconazol, diretamente na região afetada.

6. Gengivite

A gengivite consiste numa inflamação da gengiva devido ao acúmulo de placa bacteriana nos dentes, provocando dor na gengiva e entre os dentes, sangramento, inchaço e vermelhidão. Normalmente acontece porque a higiene oral não é adequada, mas também pode ser devida a outros fatores como dentes rachados ou partidos, alterações nos hormônios, câncer, álcool, estresse, má alimentação, ou produção insuficiente de saliva, por exemplo.

O que fazer: É importante que o dentista seja consultado assim que forem notados os primeiros sintomas de gengivite, pois assim é possível que o tratamento seja iniciado logo em seguida e possa evitar o desenvolvimento da periodontite. Normalmente, o tratamento da gengivite é feito através da realização de uma limpeza dentária completa e, em alguns casos, pode ser indicado o uso de antibióticos.

Veja mais detalhes do tratamento para gengivite no vídeo a seguir:

7. Aftas

As aftas são pequenas lesões dolorosas que geralmente surgem na língua e nos lábios, podendo também afetar as gengivas, causando dor e desconforto local. As aftas podem ser causadas por ferimentos na boca, alimentos ácidos ou picantes, deficiências de vitaminas, alterações hormonais, estresse ou desordens autoimunes.

O que fazer: Para aliviar o desconforto causado pelas aftas, pode ser utilizado um gel com propriedade anti-inflamatória ou enxaguante bucal cicatrizante e antisséptico, pois ajudam a eliminar a afta em até 2 semanas, no entanto se isso não acontecer ou se as aftas são frequentes, é recomendado ir ao dentista para que seja feita uma avaliação completa e seja indicado o tratamento mais adequado. Veja 5 dicas infalíveis para curar aftas.

8. Abcesso dentário

O abcesso dentário é uma bolsa de tecido inflamado com pus que surge devido à infecção na raiz do dente e que pode provocar dor intensa e inchaço nas gengivas.

O que fazer: Na presença de sinais e sintomas de abcesso dentário, é indicado consultar o dentista imediatamente para que seja feita uma avaliação e o abcesso possa ser removido, podendo também ser indicado pelo dentista o uso de antibióticos e anti-inflamatórios.

Para evitar a dor na gengiva é importante realizar uma boa higiene bucal. Por isso, faça nosso teste online para avaliar seus conhecimentos:

Fonte tuasaude.com

Mortalidade entre internados com Covid cresce e bate recorde em 11 estados

A taxa de mortalidade entre os pacientes internados com Covid-19 nos hospitais públicos e privados do Brasil cresceu em fevereiro e bateu recorde em 11 estados.

Dos pacientes hospitalizados por causa da doença no mês passado, 40% perderam a vida. Em outubro de 2020, esse índice era de 31%, o mais baixo já registrado.

A taxa atual é a segunda maior de toda a pandemia, atrás apenas dos meses de abril e maio passados (42%), quando pouco se sabia de como a doença deveria ser tratada. O atual patamar coincide com aumento brusco no número de casos de Covid-19 e na demanda por leitos hospitalares.

No mês passado, houve recorde de mortalidade nos hospitais de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Rio de Janeiro, Paraná, Piauí, Pernambuco, Pará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Destes, Pará e Pernambuco tiveram a maior taxa: de cada 5 pacientes internados com a doença, 3 morreram (60%).

O levantamento foi feito com base em dados do Ministério da Saúde e inclui os casos de hospitalização por Covid em hospitais públicos e privados de abril de 2020 a fevereiro deste ano. Desde então, o contágio e o número de novas mortes aumentou (a atualização dos dados nos próximos dias deverá mostrar situação ainda mais dramática).

Segundo especialistas, a atual grande mortalidade pode estar associada a dois fatores: lotação dos hospitais e maior gravidade do quadro de saúde dos pacientes —que, supõe-se, pode estar relacionada à disseminação de novas variantes do coronavírus.

Para especialistas ouvidos pela reportagem, as altas taxas nos primeiros meses da pandemia estão relacionadas à falta de experiência diante do coronavírus. Naquele momento, os profissionais de saúde ainda aprendiam a lidar com a doença, equipes passavam por treinamento, hospitais de campanha eram abertos às pressas e a procura por leitos se intensificava.

Especialmente no Norte e no Nordeste, onde o coronavírus se disseminou com rapidez, e as redes de saúde têm menos estrutura que no Sul e Sudeste, abril e maio haviam sido os meses com maior mortalidade hospitalar em 2020.

O Amazonas, por exemplo, viveu seu primeiro colapso no sistema público de saúde em abril, com mortalidade de 57%. Com a diminuição dos casos de Covid, o índice chegou a seu ponto mais baixo em junho (26%).

Já em janeiro passado, quando o estado passou por seu pior momento na pandemia e pacientes morreram sem oxigênio nos hospitais, a proporção de óbitos entre os internados teve nova alta e passou de 60%.

O Amazonas vive uma situação menos caótica agora e conseguiu zerar a fila por UTI recentemente. O mesmo não pode ser dito do restante do país.

Levantamento da Folha mostrou que apenas 3 das 27 unidades da Federação tinham lotação das UTIs inferior a 80% no último dia 22.

Há risco de desabastecimento de oxigênio e de medicamentos necessários para a intubação de pacientes, e mais de 6.300 pessoas aguardavam por um leito de terapia intensiva em todo o país na quinta (25), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

Segundo o monitor da Folha que mede a aceleração da pandemia, há crescimento de novos casos em todos os estados, à exceção do Amazonas.

Só no estado de São Paulo, que tem a maior rede hospitalar do país, mais de cem pessoas já morreram à espera de um leito de UTI.

“Além disso, a superlotação faz com que as pessoas não consigam chegar ao sistema. Muitos não querem ir pro hospital porque não querem passar por essa confusão, e só vão quando o quadro já é muito grave”, afirma Renato Grinbaum, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ele acrescenta que, em cenário de hospitais lotados, os profissionais de saúde precisam se dividir entre os pacientes e o atendimento fica prejudicado. “Se tem muito paciente, [os profissionais] não conseguem passar com cada um o tempo que deveriam. Também faltam insumos. Você não tem materiais para todos os pacientes, mesmo nos hospitais privados”, diz o infectologista.

Outro ponto é a gravidade do quadro de saúde dos doentes. São frequentes os relatos de médicos e enfermeiros de que nos últimos meses têm chegado aos hospitais pacientes em estado mais avançado da doença, necessitando de cuidados intensivos.

“Isso tem acontecido independentemente de fator de risco ou faixa etária”, diz Raquel Muarrek, infectologista da Rede D’or em São Paulo.

Ela afirma que se tornaram mais numerosos os pacientes de Covid com quadros que incluem problemas renais e de circulação, o que implica tratamentos mais complexos e riscos mais altos. “Temos também um maior número de pacientes com intubação, e com mais tempo de internação”, afirma.

Ainda é cedo para afirmar com precisão, mas pesquisadores levantam a hipótese de a maior gravidade da doença estar relacionada à disseminação de novas variantes, especialmente a de Manaus (P.1).

Estudo elaborado por pesquisadores da FioCruz Amazônia estima que a carga viral de pessoas infectadas pela P.1 seja até dez vezes mais alta, e pesquisas sugerem que há uma relação entre a carga viral e a gravidade da doença.

Nesta semana, a Prefeitura de São Paulo divulgou um estudo em parceria com a USP que indica que a variante de Manaus é prevalente na cidade.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Ministério da Saúde inclui pessoas com HIV em grupo prioritário de vacinação contra a Covid

O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica que passa a incluir, entre os grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19, todas as pessoas que vivem com HIV entre 18 e 59 anos.

Desde janeiro, parte desse grupo já estava incluído na previsão de vacinação de pessoas com comorbidades, mas havia a exigência de testes de contagem de linfócitos T CD4 menor que 350 –o que era visto como impasse por movimentos da área.

Agora, a nota técnica amplia essa previsão. No documento, o ministério diz que a medida segue “novas evidências científicas publicadas sobre o risco de desfechos negativos da Covid-19 em pessoas vivendo com HIV“.

Também visa “reduzir o impacto da pandemia nesse grupo, especialmente em relação ao risco de hospitalização e óbito, e respeitar o conceito de equidade do Sistema Único de Saúde”, aponta.

A decisão por incluir apenas aqueles até 59 anos ocorre devido ao fato de que pessoas com mais de 60 anos já são alvo prioritário da vacinação, independente de comorbidades ou não.

Segundo o ministério, a recomendação deve passar a fazer parte de nova versão do plano de vacinação, prevista para ser publicada em abril.

Atualmente, o grupo de pessoas com comorbidades (que inclui também pacientes com diabetes, hipertensão, entre outros, e onde agora também entram aqueles que vivem com HIV), está previsto como o 14º a receber a vacinação contra a Covid, logo após pessoas de 60 a 64 anos.

Alguns estados, porém, têm passado outros grupos à frente da campanha de imunização, como policiais.

Para receber a vacina, pessoas que vivem com HIV que já constam em sistemas do SUS para receber medicamentos terão um pré-cadastro automático para a campanha de vacinação ou declaração entregue por unidades que fornecem os remédios.

“Também podem apresentar o receituário dos antirretrovirais, exames, relatório médico, prescrição médica, como forma de comprovar a condição”, informa a pasta.

A nota recomenda ainda que serviços de saúde que já fazem atendimento a pessoas que vivem com HIV organizem, se possível, a vacinação nesses locais, de forma a diminuir riscos de quebra de sigilo sobre o diagnóstico.

Segundo o ministério, a contraindicação da vacinação para esse público segue o mesmo critério da população em geral, que não recomenda doses a pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da vacina, ou com histórico prévio de reações.

Fonte folha.uol.com.br/equilibrioesaude

Ovulação tardia: o que é, possíveis causas e o que fazer

Uma ovulação tardia é considerada uma ovulação que ocorre após o período esperado, depois do dia 21 do ciclo menstrual, atrasando a menstruação, mesmo em mulheres que geralmente têm um período menstrual regular.

Geralmente, a ovulação ocorre no meio do ciclo menstrual, que tem normalmente 28 dias, ocorrendo, por isso, por volta do dia 14. No entanto, em alguns casos, pode ocorrer mais tarde devido ao estresse problemas da tireoide ou uso de alguns medicamentos, por exemplo.

Ovulação tardia: o que é, possíveis causas e o que fazer

Possíveis causas

A ovulação pode acontecer após o período previsto devido a diversos fatores, sendo os principais:

  • Estresse, que pode ter um impacto negativo na regulação hormonal;
  • Doença da tireoide, que influencia a glândula pituitária, responsável pela liberação dos hormônios LH e FSH, que estimulam a ovulação;
  • Síndrome dos ovários policísticos, em que há maior produção de testosterona, o que torna o ciclo menstrual irregular;
  • Amamentação, em que há liberação de prolactina, que estimula a produção de leite e pode suprimir a ovulação e a menstruação;
  • Medicamentos e drogas, como determinados antipsicóticos, uso prolongado de alguns anti-inflamatórios não esteroides e consumo de drogas, como maconha e cocaína. 

Apesar da ovulação tardia ser frequentemente associada a situações psicológicas ou hormonais, o atraso na ovulação pode ser considerado normal nos casos em que o ciclo menstrual tem mais de 28 dias, não sendo necessário iniciar tratamento.

Sintomas de ovulação tardia

A ovulação tardia não normalmente não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, no entanto é possível que o fluxo menstrual seja mais intenso, já que há maior produção hormonal antes da ovulação acontecer.

Assim como na ovulação normal, é comum que na ovulação tardia sejam notados sinais que indicam que a ovulação está acontecendo como aumento e alteração do muco cervical, que fica mais transparente e elástico, parecido a clara de ovo, ligeiro aumento da temperatura corporal e uma pequena dor abdominal de um dos lados.

Ovulação tardia dificulta a gravidez?

Se a ovulação ocorre mais tarde que o normal, isso não significa que comprometa a fertilidade. No entanto, em pessoas com ciclo menstrual irregular, será mais difícil de prever quando é o período fértil ou quando ocorre a ovulação. Nestes casos, a mulher pode recorrer a testes de ovulação para identificar o período fértil. Saiba como calcular o período fértil.

O que fazer

É importante que se saiba a duração do ciclo menstrual, isso porque nos ciclos muito longos é comum que a ovulação ocorra mais tardiamente, quando comparado ao ciclo de 28 dias, o que é considerado normal. No entanto, quando a ovulação tardia é constante, é possível que seja devido a outras situações, sendo importante que o ginecologista seja consultado para que seja identificada a causa e, assim, indique o tratamento mais adequado para regular a ovulação, o que pode ser feito com o uso de medicamentos hormonais.

No caso em que a causa não é identificada mas a mulher quer engravidar, o médico receitar medicamentos que ajudem a regular o ciclo menstrual. Para saber qual a data da ovulação, insira os seus dados na calculadora a seguir:

Fonte tuasaude.com

Colestase gestacional: o que é, sintomas, causas e tratamento

A colestase gestacional, também chamada de colestase intra-hepática da gravidez, é uma doença em que a bile produzida no fígado não consegue ser liberada no intestino para participar do processo de digestão de gorduras, e acaba se acumulando no corpo, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como coceira intensa no corpo, fezes claras, urina escura e perda do apetite, por exemplo.

Esses sintomas geralmente podem ser sentidos no final do segundo trimestre ou início do terceiro trimestre da gestação e devem ser sempre comunicados ao obstetra para que seja feita avaliação e acompanhamento, pois a colestase gestacional pode causar complicações no feto como parto prematuro, problemas respiratórios ou sofrimento fetal.

O tratamento da colestase gestacional deve ser indicado pelo obstetra e pode ser feito para controlar os sintomas através do uso de cremes corporais para aliviar a coceira, ou de medicamentos para reduzir a quantidade de bile no sangue, ou aumentar a quantidade de vitamina K do corpo da gestante. Geralmente, a colestase gestacional melhora após o nascimento do bebê, no entanto a mulher deve fazer acompanhamento com o ginecologista por 6 a 12 semanas após o parto, até que os exames do fígado estejam normais.

Colestase gestacional: o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais sintomas

O principal sintoma da colestase gestacional é coceira generalizada em todo o corpo, que começa na palma das mãos e na sola dos pés, se espalhando então para o restante do corpo. A coceira pode surgir principalmente a partir do 6º mês de gestação e piorar durante a noite, e em alguns casos também podem ocorrer formação de pequenas bolinhas na pele. 

Outros sintomas da colestase gestacional incluem:

  • Urina escura;
  • Fezes claras ou esbranquiçadas;
  • Gordura nas fezes;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Dor na parte superior direita da barriga;
  • Náusea;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço excessivo.

É importante consultar o obstetra logo que os sintomas apareçam para que seja feito o diagnóstico da colestase gestacional que pode ser realizado com base no histórico clínico, exame físico e através de exames que avaliam o funcionamento do fígado como os níveis de ácidos biliares no sangue e enzimas hepáticas TGO e TGP.

Possíveis causas

A causa exata da colestase gestacional é desconhecida, mas alguns fatores podem contribuir para o aparecimento como história de colestase gestacional na família, gravidez de gêmeos ou mais bebês, ou problemas no fígado anterior à gestação.

Além disso, as alterações hormonais da gravidez podem estar associadas ao aparecimento da colestase gestacional, pois os níveis de hormônios, principalmente estrógeno e progesterona, aumentam à medida que o parto se aproxima e podem causar uma diminuição do fluxo da bile pelo fígado, fazendo com que se acumule nesse órgão e entre na corrente sanguínea, causando os sintomas.

Possíveis riscos para o bebê

A colestase gestacional pode afetar o bebê em desenvolvimento pois a bilirrubina presente na bile da mãe pode atravessar a placenta e se acumular no líquido amniótico e no corpo do bebê, podendo levar a complicações como:

  • Nascimento prematuro;
  • Problemas pulmonares por respirar o mecônio;
  • Sofrimento fetal, com alteração dos batimentos cardíacos e diminuição dos movimentos do bebê;
  • Morte dentro do útero no final da gravidez.

Como essas complicações podem ser perigosas para o bebê, o obstetra pode recomendar uma cesariana ou que o parto seja induzido antes de completar as 40 semanas da gestação.

Como é feito o tratamento

O tratamento da colestase gestacional deve ser orientado pelo obstetra e tem como objetivo aliviar os sintomas da mulher e prevenir complicações para o bebê.

Para controlar a coceira, o médico pode indicar para a gestante o uso de cremes corporais, podendo-se também utilizar alguns medicamentos para diminuir a quantidade de bile no sangue, como o ácido ursodesoxicólico, e suplementos de vitamina K para ajudar a prevenir hemorragias, pois essa vitamina passa a ser pouco absorvida no intestino. 

Caso o tratamento com o ácido ursodesoxicólico não diminua a quantidade de bile no sangue, o médico pode recomendar o parto prematuro, que geralmente é feito na 37ª ou 38ª semanas da gestação, para reduzir o risco de complicações graves no bebê. 

Além disso, durante a gravidez, é necessário monitorar o bebê através de exames para avaliar os batimentos cardíacos, os movimentos, o tônus ​​muscular, a respiração e a quantidade de líquido amniótico.

Fonte tuasaude.com